30 de setembro de 2019

Santo dia na câmara, maculado na ETAP

Hoje, foi um santo dia para os funcionários da CMP: a trupe dos políticos e assessores fez gazeta - foi trabalhar para o partido.
E maculado na ETAP, que foi politizada como nunca se viu, com a colaboração activa do director que se dizia anti-politização da escola; mas, agora, até para a fotografia de família posa!
Ao que nós chegámos!


Pensamento do dia

28 de setembro de 2019

A porta dos fundos da Feira de Artesanato


A imagem é desta noite de sábado, captada num corredor para onde a Câmara de Pombal atirou 13 expositores, nesta XXVI edição da Feira Nacional de Artesanato. Reina a indignação entre os artesãos, desde ontem à tarde.
Nos dias anteriores, a organização babava-se com os números de expositores (184, mais seis que no ano passado, segundo o Pombal Jornal). Mas devia ter vergonha de colocar aqueles artesãos (a maioria da terra) num local habitualmente destinado à passagem dos trabalhadores, arrumos e lixo.
E basta dar uma volta pela feira para perceber que há qualquer coisa que aqui não bate certo: o que fazem numa feira de artesanato as IPSS's cá do burgo, ocupando um dos mais nobres corredores da feira, faltando espaço para os artesãos? Hum?

2 Milhões de Euros para o novo Centro Escolar da Guia

As obras consideradas de regime nunca são consensuais. São contestadas por esta ou aquela razão, mas normalmente no longo prazo são vistas como obras emblemáticas e deixam a marca de quem as defendeu e de quem procura deixar o seu nome da história. Principalmente se forem estratégicas, mas temo que neste caso esta situação não se coloque e não vislumbro esse consenso no futuro.
Já aqui foi referido pelo Farpas, o despropósito do anúncio de investimento de 5 Milhões de Euros para três novas escolas: Guia, Vila Cã e Pelariga. O Concelho de Pombal tem EXCESSO de oferta quer privada, quer particular, havendo capacidade a mais no município e em particular nos centros agora anunciados nas respetivas freguesias.
No caso da adjudicação do novo Centro Escolar da Guia há que refletir em vários prismas:
  • Da prioridade: há anos que a população clama pelo saneamento básico e que atrasa continuamente - o suposto início das obras do emissário Carnide-Louriçal, que iria finalmente cobrir a união de freguesias eáreas circunscritas, ao que consta, a sua adjudicação ainda não se realizou e vai continuar a atrasar, no entanto estes 2 Milhões estão já adjudicados; 
  • Da cegueira: teima-se em seguir uma lista de merceeiro de obras que constam nas Grandes Opções do Plano e no Plano Plurianual de Investimentos que transcrevem um manifesto eleitoral sem olhar para as reais necessidades locais, mas uma vista superficial como se todas as realidades do Concelho fossem iguais;
  • Do desrespeito: sendo esta uma obra camarária não me recordo de qualquer validação se este investimento era o prioritário para a populaçã não tenho qualquer dúvida se a população fosse inquirida (ou via assembleia de freguesia) que prefeririam abdicar desde centro escolar pela realização ainda neste mandato do saneamento básico;
  • Do impacto económico: este investimento tem um impacto em instituições privadas e reconhecidas localmente como é o caso da ACUREDE que há décadas colmatou, e bem, uma necessidade da Guia e região e que agora vê uma clara alternativa. Escusado será dizer que também estas instituições são suportadas financeiramente pelos nossos impostos (só no próximo ano serão transferidos para as IPSS do distrito de Leiria cerca de 60 milhões de Euros para este tipo de instituições) o que significa que estamos a duplicar recursos, a pagar duas vezes pelo mesmo e a colocar em questão a viabilidade futura de outras instituições na Guia, Ilha e Mata-Mourisca;
Finalmente, o conceito de escola que queremos.
Pela capacidade anunciada, para que este investimento possa ser justificável, haverá necessidade de reequacionar (se não foi já) a transferência das crianças dos centros escolares da Mata Mourisca e da Ilha para a Guia. 
Neste ponto, mais do que no financeiro, defendo que a escola deve estar ligada à comunidade local. A proximidade é crucial para essa ligação e que se mantenham os aspetos singulares culturais que dão origem, na Ilha por exemplo, a manifestações singulares como o Ti Milha, ao artesanato único a nível nacional, ao rancho, a um dos Grupos Desportivos com mais inscritos no distrito. Isto tambéé educação e retirar as crianças desta vivência próxima é contribuir para aviários de conteúdos educativos.

Anda tudo ao contr
ário?
Luis Couto


27 de setembro de 2019

Conversas tontas

Sobre subsídios ao desporto – pedofilia, columbofilia, …, e outras filias – que meteu o Farpas e aspas, e até irritou o “coiso”.  
E andou o Narciso a pagar para isto, coitado, para o “coiso” o ridicularizar. 
Adenda: “o coiso” mentiu (e a doutora Odete foi conivente com a mentira): a doutora Odete escreve no Farpas quando quer e nós queremos. Quem nunca escreverá no Farpas é “o coiso” – não tem os mínimos…

Sai mais um caso-de-polícia…

A última reunião do executivo da CMP serviu, essencialmente, para um despique entre o vereador Michael e o presidente Diogo, sobre quem tinha mais casos-de-polícia para apontar um ao outro.
O vereador Michael abriu as hostilidades acusando o presidente de não lhe fornecer documentos do processo da pista do Casalinho; cuja legalidade, diz, quer apurar junto das entidades oficiais. O presidente Diogo leu uma informação dos serviços, do tempo em que o vereador Michael estava com o processo, onde se informa que foi pedido+, ao Gab. Técnico, projecto para mais obras não autorizadas sem se ter iniciado o projecto das obras exigidas para a legalização da pista. 
O presidente Diogo confirmou que nos últimos seis anos nada foi feito; ou seja, as ilegalidades do tempo do vereador Michael e do presidente Narciso mantêm-se. E a insanidade política também.
Se as entidades oficiais fossem diligentes, este caso-de-polícia tinha chegado aos tribunais e teria dado perda de mandatos. Mas há mais (casos-de-polícia), e mais actuais. 
Contudo, destas criaturas não esperem nada, porque é perfeitamente inútil esperar.

26 de setembro de 2019

Urbanizações à pombalense (II)


O loteamento n.º 605/19, anexo à Urbanização São Cristóvão, nasceu e cresceu torto, mete tudo o que há de mau nestes processos: chico-espertice, irregularidades/ilegalidades formais e materiais, desleixo da câmara, aproveitamento ilegítimo de património público e privado. É um caso-de-polícia.
O loteamento não foi implementado no local projectado: ocupou terrenos públicos e privados e as vivendas não cumprem os afastamentos requeridos. Compreensivelmente, isto passa tudo ao lado do cidadão normal. Não ao particular, confinante com o loteamento, que vendo parte do seu terreno ocupado, reclamou reiteradamente junto da câmara. Mas esta só agiu – embargou a obra para não ser arrastada para o processo, Diogo Mateus dixit - quando o particular ameaçou embargar o loteamento junto do tribunal.
Posteriormente, o promotor acordou com a câmara e submeteu-lhe um projecto de alteração do loteamento, que envolveu a alteração da implantação e da área do loteamento e dos respectivos lotes; e a permuta de áreas entre o promotor e a câmara, à socapa. Mas não resolveu o conflito com o proprietário do terreno confinante, e este voltou a reclamar.
Terminado a período de consulta pública, a câmara oficiou o promotor e o proprietário do terreno confinante que as irregularidades perante a câmara estavam solucionadas e que o conflito entre o promotor e o proprietário do terreno confinante deveria ser resolvido pelos próprios.
Seria espectável e de mínimo bom senso que a câmara aguardasse a resolução do conflito (confirmação da posse de todo o terreno pelo promotor – antes da aprovação da alteração do loteamento. Mas não: acto contínuo, à notificação do promotor e do proprietário do terreno confinante, aprovou a alteração do loteamento. E a oposição, conhecendo todo o processo, corroborou a coisa, lavando as mãos como pilatos.
Ao que nós chegámos!

25 de setembro de 2019

E chove no Centro de Saúde de Pombal



Tal como o sol, também a chuva quando cai é para todos. 
Eis a solução encontrada para aparar os pingos, no Centro de Saúde de Pombal.
Porque afinal #PombaléSaúde e ninguém quer ficar para trás em matéria de obras tortas.

24 de setembro de 2019

A gestão do poucochinho... ou da cultura da caridadezinha

Há cerca de um mês fez-se notícia, entre outros pequenos valores, de uma atribuição de um subsídio de 70€ ao Sporting Clube de Pombal. 

Duas análises: 

Na óptica da gestão, quando um executivo tem que deliberar em reunião de câmara a atribuição de um subsídio de 70€ para cobrir restos de custos de um projeto de uma coletividade,  é má gestão. E significa que as regras de governance estão mal definidas. Nesta linha não nos devemos surpreender se nas reuniões do executivo passarmos a aprovar a despesa de papel higiénico da semana. Ou a provisão inicial não era suficiente e aí há que responsabilizar a instituição ou junta que orçamentou mal, ou andamos a brincar aos subsidiozinhos e a fazer micro-gestão de coisas que não deveriam ser preocupação de um executivo. Pela lista de atribuição de subsídios fica claro que não há diferenciação nos processos de decisão caso seja uma junta ou uma qualquer outra coletividade reduzindo um(a) presidente de junta a um representante de qualquer associação.

Por outro lado há que ter a coragem de responsabilizar e atribuir o capacidade de decisão orçamental às juntas democraticamente eleitas. Um(a) presidente de junta não foi eleito para ter como principal função a prática do lambebotismo a pedir esmolas, mas para gerir a coisa pública. Deve perder tempo, não a ensaboar a vontade do executivo camarário, mas gastar o tempo a gerir a coisa pública para o qual foi eleito e decidir o que faz mais sentido a nível local.
Haja coragem de alocar e descentralizar orçamento e que seja responsabilidade das juntas alocar corretamente localmente com base em procedimentos claros, transparentes e igualitários e não esperar pela aprovação de pequenas somas...

A lógica de peditório, da mão estendida, da caridade, quando o dinheiro é de todos nós, dos impostos pagos só faz sentido quando se pretende ter um espírito de subserviência que limita as iniciativas numa  agenda [existente ou não] que apenas anda na cabeça de alguns.

Anda tudo ao contrário?


E chove no Centro Escolar de Pombal



Dois anos depois de abrir portas (já sabemos, Diogo, que ainda não foi inaugurado...) o Centro Escolar de Pombal mete água por todos os lados. Outra vez. Um dos ícones das Obras Tortas, para o qual alertámos, em bom tempo, aqui e aqui  e aqui.. 
Uns exagerados, é o que nós somos...
Hoje uma das casas de banho teve de ser encerrada por manifesta falta de segurança: há um tecto pronto a desabar.
Como a Câmara, a Junta e todos os apêndices estavam entretidos a inaugurar um espaço muito moderno na Biblioteca Municipal, não houve tempo para resolver estas minudências do #PombaléEducação,
Estudassem.

22 de setembro de 2019

Desporto molhado, desporto abençoado

Toda a gente sabe que a função dos pavilhões desportivos da cidade é acolher peregrinos em épocas altas para Fátima. E que nos intervalos há uns clubes que praticam duas ou três modalidades, com a mania de entreterem os miúdos cá da terra. E de receberem, em jogos oficiais, clubes visitantes.
Ora acontece que há anos que o Pavilhão Eduardo Gomes mete água por todos os lados, sempre que chove, danificando o piso, tornando-o impróprio para a prática. Aconteceu hoje outra vez.
Rezam pouco, os dirigentes desportivos cá do burgo. As preces junto do poder local não têm servido para mais que engordar a lista do #PombaléDesporto.
Estudassem.


21 de setembro de 2019

Bem prega Frei Tomás

Referindo-se à necessidade das entidades públicas prestarem contas publicamente, que agora, pelos vistos, o presidente da câmara defende, para atacar o engenheiro Marques, que saltava aos gritos sempre que alguém da oposição o requeria; Diogo Mateus esquece-se, e ninguém naquela assembleia o lembrou, que no passado apoiou, por acção e omissão, a ocultação das contas das empresas municipais onde a câmara tinha a maioria do capital (tal como muitos dos que ainda se sentam na bancada da maioria). 
Depois, entendamo-nos sobre o que é prestar contas publicamente: uma coisa é exigi-lo, de forma mais cordata ou mais agressiva; outra, bem diferente, é não respeitar o interlocutor, abusando descaradamente da posição dominante para esmagar. 
Ao que a hipocrisia política chega!

20 de setembro de 2019

Sobre a presidenta

Reparem bem nos tiques de autoritarismo de alguém que perdeu, de vez, e à nascença, a autoridade.


Inércia … ou falta dela!


Não consigo ficar indiferente a esta notícia recente do “Jornal Terras de Sicó”. 
Pelos vistos, havia um descontentamento pelo mau funcionamento da USF de Condeixa com o encerramento do balcão de atendimento ao público, pela falta de administrativo desde junho. O Sr. Presidente da Câmara local interveio e resolveu! E desde o dia 18 a situação ficou resolvida!!! Porque aqui ao lado, em Condeixa, o presidente da Câmara “acabou” com a brincadeira e pôs pernas a caminho e exigiu à ARSC soluções imediatas! Pelo menos é o que diz a noticia…
Pois não sei se ria, não sei se chore. Aqui pelo burgo, queixamo-nos (e bem) pelas graves carências de recursos humanos que as nossas unidades de saúde vão sofrendo há ANOS, nomeadamente de administrativos! O sr. Presidente da Junta de Freguesia de Almagreira na ultima AM ilustrou bem o que se tem vivido nessa (minha) freguesia. Uma extensão de saúde encerrada por falta de administrativo. Tem médico e enfermeiro, mas não tem administrativo. Então, só está aberta ao público 1 vez por semana, chegando a ser atendidas quase 100 pessoas nesse dia. Nos restantes dias, os utentes têm que se deslocar à extensão da Redinha. É compreensível? Não, não é!
Mas chego à conclusão que não passamos disto: de lamentos.
Então talvez teremos aqui a solução para os nossos problemas sr. Presidente Diogo Mateus! Pergunte lá ao presidente Nuno Moita como fez?

Se for para resolver os problemas de todos nós … ficaremos agradecidos. É que já percebemos que há aqueles que falam, falam, falam, e os outros que fazem!

O ADN persecutório e o episódio Pedro Lamares



Chamei-lhe, a brincar, Lamaresgate, quando ontem à noite soube de todo o desenlace da novela. Tinha pensado contar o episódio em registo ridículo, mas a partir do momento em que D. Diogo leva o assunto à Câmara e o torna público - contando apenas uma parte da história - o caso muda de figura.
Vamos a factos: a Biblioteca Municipal de Pombal comemora hoje os seus 21 anos com um espectáculo de poesia pelo actor Pedro Lamares - que é mandatário da lista do Bloco de Esquerda pelo círculo eleitoral do Porto. Como Ruy de Carvalho já foi pelo PSD. Como outros foram por outros partidos.
 Ora, satisfeita com a vinda de um camarada a Pombal, a responsável local pelo BE, Célia Cavalheiro, partilhou o evento não só na sua página pessoal de FB, como na página do partido. Conhecendo-a como conheço, tenho dúvidas de que o tenha feito intencionalmente, mas antes por inabilidade na rede. Mas adiante. Quando soube da história, já o post não estava lá disponível, de modo que li-o na página pessoal da Célia, secundado por um comentário de Nelson Pedrosa, o distinto director da Biblioteca.
Que antes disso já lhe ligara a pedir que retirasse o post (!) que considerava que "aproveitamento político".
Depois ligou-lhe a produtora, Maria Miguel Coelho.
E depois ligou-lhe o próprio do Pedro Lamares(!), cheio de pruridos e cuidados. Imagino o tipo de contacto que deve ter sido feito com eles a partir de Pombal...

Não deixa de ser surpreendente como a realidade consegue sempre superar a ficção.
Esta manhã ficámos a saber, em directo, na reunião de Câmara, que D. Diogo equaciona fazer queixa da Célia (que é como quem diz do BE/Pombal) à Comissão Nacional de Eleições. E que ele é tão democrata que até convida o Pedro Lamares. Porque "a Câmara não tem qualquer agenda partidária" (sic) nos convites que faz. Citou, aliás, vários exemplos nacionais que já aqui estiveram no burgo, como Sérgio Godinho, Vitorino de Almeida ou Gabriel o Pensador. Tão democrata.
O que deveria preocupar o presidente da Câmara era que o seu funcionário Nelson Pedrosa perdesse tempo a fiscalizar o facebook alheio, mas talvez isso faça parte das funções. Pior: que ouse contactar e sugerir a eliminação de uma publicação. Não lhes basta a forma como destratam - na pessoa da presidente da AM - a deputada Célia Cavalheiro. Tudo serve para exercitar o ADN persecutório que lhes corre nas veias, num registo típico de quem é fraco com os fortes e forte com os fracos.
Se aqui reinasse alguma elevação, isto era um não-assunto.
Como o que reina é o caciquismo, a lambebotice e nunca se esgota o gosto de espezinhar os outros, eis o poder ofendido com uma publicação do BE - que, como sabe, é poderosíssimo em Pombal!

18 de setembro de 2019

Precisamos de mais escolas? Para quê?



No Dia (municipal) da Educação, ficámos a saber que o Município vai investir cinco milhões de euros (!) em três novas escolas do primeiro ciclo: Guia, Vila Cã e Pelariga.
Das três, só a Guia encontrará aqui alguma justiça no investimento - pois que o Centro Escolar vem com muitos anos de atraso, numa comunidade onde ainda vai havendo alunos: há 78 crianças matriculadas no primeiro ciclo. Embora haja apenas 19 no pré-escolar público, a esperança cresce para os anos seguintes com as que transitam da Acurede, por exemplo, uma das mais antigas IPSS's do concelho com a valência de creche e jardim de infância. Nessa altura, quando estiver construído o centro escolar da Guia, só não sabemos se ainda haverá espaço para manter aquele pólo da Mata Mourisca (um dos primeiros a ser construído, numa altura em que já abriu com salas vazias). Actualmente tem apenas 30 crianças no primeiro ciclo. As coisas melhoram ligeiramente na Ilha, onde há 65 crianças, e (alguma) esperança no futuro, com 47 no pré-escolar.
Quanto aos outros, estamos a investir em quê? Na satisfação das vontades dos caciques locais? 
No ano passado a freguesia de Vila Cã tinha 39 alunos no primeiro ciclo. Ficando a mais ou menos 2 km de distância da vizinha Abiul - que exibe um novo pólo escolar, onde não falta espaço - qual é a ideia? 
Deixamos para o fim o caso da freguesia da Pelariga, onde havia apenas 30 crianças no ano passado. Ora, no lugar da Machada, a escola albergava 62 - o que se explica com o número de crianças que emanam dos dois infantários privados. Ou melhor, que emanavam. Porque um deles - O Berço dos Afectos - acabou de fechar portas este verão. Resta apenas o Zero Seis. 
Expliquem-nos então, para que serviram as obras na escola da Machada? Ou alguém acredita que a construção de uma nova escola na Pelariga é sustentável sem agregar as crianças dali?
Em 2015, uma reportagem do Jornal de Leiria noticiava que faltavam 700 alunos para preencher a capacidade dos centros escolares de Pombal. Passaram quatro anos, Pombal perdeu população. De tal forma que, nas próximas eleições autárquicas, o executivo volta a ser constituído apenas por sete vereadores, perdendo dois. 
Há décadas que não há registo de grandes investimentos industriais, geradores de emprego. É isso, afinal, que faz crescer e fixar população. Diogo Mateus pode dourar a pílula e até culpar o Governo por este destino (o argumento da redução de turmas aos privados é de ir às lágrimas), que não se livra de ficar associado ao maior declínio deste território. A não ser que esteja a guardar para o final aquele trunfo que anunciou na primeira eleição, que eram os empresários da América Latina que andavam de olho em Pombal. Se vierem charters deles, isto vai. 

17 de setembro de 2019

Os problemas da PMUGEST não se resolvem chacinando o encarregado

Dizem os livros que uma empresa é um conjunto de recursos (materiais, humanos e técnicos) organizados com vista à concretização de um determinado fim económico. A PMUGEST não é uma empresa, nem na realidade nem na verdadeira acepção da palavra. É - como, aqui e aqui, referi na altura da sua criação/reestruturação - um emaranhado de actividades sem nenhuma complementaridade, que não geram um objecto de negócio nem um fio condutor (uma estratégia) que permita assegurar rentabilidade mínima. A PMU nasceu, simplesmente, para ser um apêndice da câmara, um estratagema para contornar os mecanismos de controlo da administração pública. Alimenta-se e mirra com o próprio veneno.
A “empresa”, apesar de explorar actividades geram proveitos sem custos significativos (estacionamento e publicidade), é deficitária porque não é competitiva em nenhuma das actividades onde concorre com os privados (apesar de parte dos custos serem suportados pela câmara). Enferma de todos os males das empresas municipais (dependência da câmara, ausência de exigência na cadeia cliente-fornecedor, incapacidade para desenvolver competências-chave); a que juntou a total desresponsabilização dos administradores. É incompreensível que nem no período de escassez de oferta de serviços de limpeza florestal - últimos 2 anos - a empresa tenha conseguido aumentar as receitas e equilibrar a exploração. 
Bem pode o presidente da câmara chacinar, em directo e ao vivo, o Eng.º Carreira - suposto administrador-executivo que nunca o foi (nunca foi mais que um aplicado Encarregado da Manutenção), que da responsabilização não se livra. A situação insustentável da PMUGEST tem um responsável: Diogo Mateus, o mentor e o executor da coisa. E tem, por agora, uma solução: a mesma que foi aplicada à PombalViva.

15 de setembro de 2019

Há oposição mais chocha que esta?

Discutia-se o reforço do PPI para reforço significativo da rede PomBus (500.000 €).
Reparem bem no que a oposição pensa disto.
E agora pergunto: há “oposição” mais chocha que esta?
É chocha! E não tem vergonha de o mostrar!


Muito bem, D. Diogo

A contenda política na AM é tão pobre, nomeadamente no PAOD, que já nem dá para alimentar o Farpas. Dispensamos as “deixas” da “oposição” para D. Diogo brilhar, a bajulação da maioria por obrigação (em contradição com o que dizem no boca-a-boca), os reparos a partir informações das redes sociais ou dos pasquins, a disputa pelo mais necrólogo, etc.  
Salva-se D. Diogo! Ouçam bem a sua entrada… Muito bem!  


13 de setembro de 2019

Sobre a tropa fandanga

Enquanto o vereador Michael criticava, na última reunião (dia 10),  as irregularidades cometidas pela câmara, o vereador Narciso colocava o presidente Diogo nos píncaros – o homem certo na cadeira certa.
No final, desentenderam-se sobre a triste figura.
Uma vassourada na oposição precisa-se.

11 de setembro de 2019

O Dia (Municipal) da Educação: coisas que temos para assinalar

Uma das marcas que D.Diogo quer deixar neste condado é - no seu dizer - a Educação. O "sucesso escolar 100%" (como lhe chamou, num projecto agregado aos Empresários Para a Inclusão Social, vulgo EPIS) inclui aquilo a que chama Dia da Educação: enche o Teatro-Cine com professores e auxiliares, antes de começarem as aulas, e faz de conta que discutem todos o futuro da escola pública em Pombal, coma  ajuda de um ou outro convidado. Este ano, o dia de hoje é uma mesa farta: de manhã, a diretora regional de Educação do Centro, Cristina Oliveira, a fazer par com o presidente da Câmara, Diogo Mateus. Antes assim, em amena cavaqueira, do que no ambiente crispado que há coisa de cinco anos impedia a tomada de posse do Conselho Geral do Agrupamento de Escolas de Pombal, à conta de pais/mães que não eram bem-vindos ao sistema. Depois...bem, depois vamos finalmente saber do balanço do EPIS, esse programa que os tios empresários criaram para ajudar os pobrezinhos da escola pública, rastreando, rastreando, e rastreando.
A tarde começa com uma palestra do Rui Correia, um amigo do Farpas que foi nosso convidado no último aniversário. Sim, é o professor do ano. E tem muito para ensinar - desde que haja quem esteja disposto a aprender. Estamos a apostar todas as fichas para que tragas uma dose de realidade ao evento, Rui.
A tarde promete aquilo que em jornalismo chamamos tantas vezes 'meter o Rossio na Rua da Betesga", como se pode ver pelo programa. Se lá estivesse, ia assistir com o mesmo entusiasmo a esse exercício como Pedro Pimpão assistiu - e fez o favor de partilhar em directo - àquele número de pôr as criancinhas a cantar canções que tanto servem para missa como para os escuteiros. O chamado "momento cultural".
Mas a cereja do bolo está guardada para o final da tarde: há mais uma edição dos Conselhos de Pais, desta vez com o 'guru' Carlos Neto. Já participei em dois em três. Espero que o de hoje seja a excepção. A regra tem sido a de levar pais "à medida", fazer de conta que vamos discutir alguma coisa em profundidade e depois colocar os convidados do EPIS a moralizar. E sim, havia muito para discutir no Dia da Educação. Basta percorrer as reuniões de pais, do pré-escolar ao primeiro ciclo, para perceber o estado em que estamos. Mas isso não interessa para a fotografia - e quem não estiver bem que se mude, faça como alguns dos nossos autarcas, op
tem pelo privado: façam o que eu digo, não façam o que eu faço.
Guardo para o resto do dia as palavras de Carlos Neto, citadas ontem no FB pela vereadora da Educação, Ana Cabral (que é, na Câmara, quem percebe alguma coisa disto, mas ter conhecimento e experiência pode ser só uma agulha no palheiro da Educação, quando a política se sobrepõe a tudo).
"Brincar não é só jogar com brinquedos, brincar é o corpo estar em confronto com a natureza, em confronto com o risco e com o imprevisível, com a aventura." 
Percebem agora por que razão estão naquele estado de perigo os equipamentos dos parques infantis de Pombal? Tudo tem uma razão de ser.

9 de setembro de 2019

8 de setembro de 2019

Narciso Mota oferece-se

Depois de desancar em toda a administração da PMUGEST, ao ponto de reconhecer que se enganou na contratação do engenheiro Carreira, o linguarudo Narciso Mota discorreu longamente sobre as suas experiências e atributos profissionais; sempre a mesma ladainha, daquela mente turva, agora atrofiada pelo reumatismo neurótico.
No final, ofereceu-se para ajudar na PMUGEST.
Resta uma pequeníssima dúvida: será que se ele ouvisse o que diz, tê-lo-ia dito?


6 de setembro de 2019

A imolação do engenheiro Carreira

Talvez por já sentir o fastio de bater na “oposição” domesticada e na “oposição” mole, D. Diogo caprichou no guião da última reunião do executivo: trouxe para a festa - para o sacrifício - o engenheiro Carreira (PMUGEST).
D. Diogo sabe - porque lê os versículos e conhece a mais antiga história do homem - que sem crueldade não há festa, que os soberanos (os deuses) necessitam do sacrifício para seu sustento e para a manutenção do seu poder; mas tanta, tão refinada e tão prolongada crueldade é massacre (foi quase uma hora).
A imolação do engenheiro Carreira, naquele local, daquela forma (em directo e ao vivo) e com aquela malícia, meteu - e mete - dó; não pelo desconforto e desalento da simpática e humilde criatura, que atirada para aquela arena se deu ao sacrifício com a dignidade possível, acreditando ingenuamente que seria credora de alguma clemência, de quem designava repetidamente por sócio; mas não, foi fustigada, pelo trio de rufiões, com a mais refinada crueldade, que intercalava períodos de sofrimento e alívio, que pareciam ensaiados, onde um abria a ferida e o outro cravava, com o prazer de ferir e ver os sinais do sofrimento, no deleite pleno do exercício do poder.


5 de setembro de 2019

Narciso Mota acusa administração da PMUGEST de praticar assédio moral

Na última reunião do executivo municipal, Narciso Mota acusou o(s) administrador(es) da empresa municipal PMUGEST da pratica de assédio moral aos trabalhadores.
O assédio moral, para além de altamente condenável ética e moralmente, é crime. A grave acusação assume proporções mais gravosas porque foi proferida publicamente e na presença do administrador executivo – Eng.º Manuel Carreira – e do presidente da câmara (representante do único accionista da empresa), que se limitaram a ouvir.
O engenheiro Carreira não reagiu; já estava tão amachucado que, coitado, só pensaria em sobreviver.
Compreende-se a postura do doutor Mateus: tem-na fisgada; e já estava muito ofendido por relatório referir a não revisão da tabela de preços - não suportava mais desfeitas.
Também se compreende a postura das doutoras Odete e Anabela: passa-lhes (quase) tudo ao lado.

4 de setembro de 2019

Propaganda enganosa


Já todos sabemos que a informação pode ser transmitida, de acordo com os propósitos que queremos alcançar. É aquilo que normalmente chamamos de propaganda.
Ontem, mais uma vez, o gabinete de comunicação da Câmara (e verão que os restantes meios de comunicação lhe seguirá), veio dar-nos conta de uma medida que faz jus ao nome “Município amigo das famílias e das crianças”: Refeições escolares dos alunos de escalão A e B suportadas a 100% pelo Município.
Um cidadão menos atento ou menos informado, achará esta medida extraordinária.
Mas vamos aos factos: o escalão A sempre foi suportado o seu custo a 100%; e o escalão B sempre foi suportado a 50%. O que equivale a dizer que o Município irá suportar os restantes 50% do escalão B! E resta também acrescentar que esta medida apenas abrangerá os alunos do 1º ciclo (porque a competência é delegada nas autarquias).
Se quiserem ser (mesmo) um Município amigo das famílias e das crianças podiam mudar o titulo para: O Município suportará os custos das refeições de TODAS as crianças do 1º ciclo (independentemente de ter escalão ou não)! Depois sim, façam brilharetes na divulgação da medida.

Estão a ver como os títulos podem manipular a informação? Pois é…

3 de setembro de 2019

Diogo faz, também, o papel da oposição

A dominância de Diogo Mateus sobre súbditos, correlegionários e opositores é esmagadora. Daí, não ter oposição, nem pensamento divergente. Mas com ou sem oposição os problemas surgem (sem oposição surgem menos, mas quando surgem são mais graves).
Diogo Mateus detesta ficar mal na fotografia – acha-se perfeito -; por isso, quando as coisas correm mal, parte para o ataque, ataca quem foi subserviente, expõe quem falha (mesmo que tenha falhado para lhe agradar), expõe quem não é diligente.
Reparem na forma como expôs todos: dirigentes da PMUGEST e oposição. Passou a palavra à oposição para a testar; vendo que a oposição não tinha nada para dizer – não trabalham (o Michael até confirmou que não tinha lido o relatório) - passou ao ataque, fez oposição à oposição.
És o maior, Diogo!