21 de junho de 2026

A “junta” reuniu

A “junta” reuniu, quinta-feira. Duas horas e meia de despiques retóricos intervalados com o cumprimento das formalidades correntes. Um fado triste entre quem “gostaria de saber” e quem não sabe.



As Obras Municipais são uma das atribuições nucleares da câmara. Do último executivo para este desceu-se mais um degrau, fez-se mais um fundo, porque se perdeu o único vereador que sabia do que lhe era pedido. Agora temos o departamento das Obras Municipais em autogestão…

O “executivo” levou à reunião a recepção definitiva da obra dos Passeios da Mata Mourisca, obra realizada em 2016, com recepção provisória em 2018. Questionados sobre o porquê da recepção definitiva passados SETE anos, e não cinco, como manda a regulamentação, a tarefeira que está com o pelouro calou-se, e o presidente, como não sabe nada daquelas matérias importantes nem pode saber, disse que ia perguntar aos técnicos. Noutro caso deu resposta vaga. 

A “junta” é um ajuntamento à deriva, sem rumo e sem foco (no essencial). Convém salientar que não estamos perante questões surpresa, onde nalgumas situações se compreende que o responsável político não esteja por dentro do processo; mas na presença de casos anormais, submetidos pelos “executivo” à discussão e aprovação.

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