5 de julho de 2026

A mediocridade gera mediocridade, e o processo está refinado

Que temos a classe política mais inepta das últimas décadas não restam grandes dúvidas a quem é minimamente isento e não é cego; até porque a decadência está patente, seja nas grandes opções políticas e respectivos resultados ou nas mais elementares e repetitivas tarefas governativas, como reparar uma estrada ou um simples buraco ou assegurar a correcção atempada de uns exames desenhados para correcção quase automática.

A requalificação do IC2, entre Meirinhas e Pombal, e o buraco no IC8, no Outeiro Galegas, são dois exemplos paradigmáticos da incompetência, do desleixo e da extrema irresponsabilidade reinante em toda a pirâmide administrativa do regime. Um buraco de cinco metros está há cinco meses para ser tapado numa via estruturante da circulação rodoviária no país. Neste período os chineses já tinham construído de raiz uma autoestrada com 1000 km e estavam a projectar/implementar meia dúzia de novas cidades.



Este declínio/decadência assenta em dois pilares inamovíveis: um regime que se orgulhava de ser «o pior dos regimes, à excepção de todos os outros», mas agora se alicerça na mediocridade que reproduz; uma sociedade que se tornou amorfa e acrítica. 

Confrontado com este quadro sombrio, o caro leitor perguntará: então, não há (melhor) futuro?! Respondo como o outro: há; mas não é nas nossas vidas. 

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