28 de maio de 2013

De Conde para Aio

Às vezes acontece: efabula-se tanto, que deixa-se de se saber o que se é; o fidalgo de Albergaria pensava que era Conde, mas já só era Aio.
A história conta-se em poucas palavras, certo dia, o fidalgo de Albergaria pôs-se a pensar:
- “Se não tenho oposição e se o condado continua a mirrar, é melhor fazê-lo crescer”.
Como era um homem de ação, logo partiu para a conquista e atirou-se aos condados vizinhos, que há muito vinha cobiçando. Só que, a tática e a estratégia estavam erradas (o homem tinha, entretanto, perdido qualidades), e, em vez de conquistar, foi conquistado.
Desgostoso, o Conde que já só era Aio, lá foi, sexta-feira, de corda ao pescoço, pedir perdão aos seus súbditos.

Ao que um fidalgo chega! 

8 comentários:

  1. Louvados sejam os povos de Albergaria que podem assistir a encenações destas em plena assembleia de freguesia. E Pombal a aprovar moções e indignações indigestas. Não é camarada Alvim?

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  2. Pois, diz que sim... Ao ponto de mais que indigestão provocar cegueira... selectiva, já que nem se procurou perceber aquilo que outros perceberam de forma simples: há coisas que se fazem com e não contra. É a herança destes 20 anos. Uma verdadeira engenharia política.

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    1. a definição é perfeita:engenharia política.

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  3. "Óh! Nom praza a Barrabás!
    Se Garcia Moniz diz
    Que os que morrem como eu fiz
    São livres de Satanás"

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  4. Grandes novas me contas... mensageiro

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  5. O Eng. Marques anda com o síndroma "Jorge Jesus" no fim do jogo perde tudo e fica...sem correios...sem Freguesia ... sem Fregueses...

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  6. Amigo e camarada Adelino Malho, boa tarde.
    Hoje de manhã defendi-me, de cabeça, com o enforcado do Auto das Barcas, de Gil Vicente.
    Sabes que, quando representamos Gil Vicente, aos 18 anos, nunca mais nos esquecemos.
    Mas agora a sério e copiando.
    Cena XI - Vem um homem que morreu enforcado, e, chegando ao batel dos mal-aventurados, diz o Arrais, tanto que chegou:
    Diabo: Venhais embora, Enforcado! Que diz lá Garcia Moniz?
    Enforcado: Eu te direi que ele diz: que fui bem aventurado/em morrer dependurado/como o tordo na buiz,/e diz que os feitos que eu fiz/me fazem canonizado.
    Diabo: Entra cá, governarás/atá as portas do Inferno.
    Enforcado: Não é essa a Nau que eu governo.
    Diabo: Mando-te eu que aqui irás.
    Enforcado: Oh! Não praza a Barrabás!/Se Garcia Moniz diz/que os que morrem como eu fiz,/são livres de Satanás…/E disse que a Deus prouvera/que fora ele o enforcado;/e que fosse Deus louvado,/que em bô hora eu cá nascera;/e que o Senhor me escolhera,/e por meu bem vi beleguins./E com isto mil latins/mui lindos, feitos de cera./E, no passo derradeiro,/me disse nos meus ouvidos/que o lugar dos escolhidos/era a forca e o Limoeiro;/nem guardião do moesteiro/não tinha tanta santa gente/como Afonso Valente,/que é agora carcereiro.
    ……………………………
    Diabo: Este foi bom embarcar./- Eia! Todos! Apear,/que está em seco o batel!/Saí vós, Frei Babriel!/Ajuda! Ali a botar!
    Adelino, Abraço.

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