8 de fevereiro de 2010

Governos Civis: asilo de desempregados políticos

Fora da classe política ninguém encontra justificação plausível para a existência dos Governos Civis. No pós-25 de Abril tiveram alguma justificação, utilidade e credibilidade porque foram um instrumento de descentralização da administração central, e, também, porque os cargos eram, normalmente, ocupados por políticos em final de carreira ou por figuras regionais de prestígio, o que lhes conferia alguma dignidade e respeitabilidade.
Agora nada disso se passa. Os governos civis deixaram de ter missão e campo de acção que justifique a sua existência, porque foram esvaziados, e bem, de atribuições. Consequentemente tornaram-se estruturas balofas, cujos cargos são ocupados por figuras menores, desempregados políticos sem curriculum e sem prestígio, que se limitam a andar de cerimónia em cerimónia a propagandear banalidades e a tecer uma teia de interesses e dependências.
Acabar com os governos civis e com a classe política que por lá gravita deveria ser um imperativo democrático. Tornaria a administração pública mais limpa e os partidos políticos mais democráticos.

5 comentários:

  1. A Função dos Governos Civis é pouco relevante, poderiam passar esses serviços para as Camaras Municipais e acabar com os governos civis. Seguidamente criar as regiões: Norte; Grande Porto; Centro; Grande Lisboa,Sul, Algarve.

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  2. Bom dia!
    Sr. Roque eu cá para mim propunha uma região para cada município, sempre dava mais tachos, tinha-mos menos desempregados políticos e sabia-mos que os nossos impostos eram para pagar os ordenados dos políticos.

    Sr. Roque: Portugal continental têm 92.000 m2 de superfície, a região de Castilha la mancha 89.000m2, a Região de Andaluzia têm 90.000 m2 e a comunidade de Castela e Lion 94.000 m2.

    Pense bem, comparativamente com estas comunidades autónomas ou regiões, não temos políticos a mais? E o Sr. ainda propõe mais? e a qualidade não anda nas ruas da amargura?

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  3. Acabavam com os Governos Civis e tinha que inventar logo outros postos onde colocar essa "classe política que por lá gravita. Infelizmente,não são tidas em conta as necessidades gerais, mas sim os interesses particulares.

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  4. Mas se acabarem com os cargos supérfluos, não vão aumentar ainda mais os números do desemprego? Isso é uma chatice.

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