13 de agosto de 2012

A presidenta

Até há pouco tempo, Narciso Mota exerceu o poder de forma autoritária e muito centralizada (e foi várias vezes criticado por isso). Aboliu, até, a figura do vice-presidente.

Mas nos últimos tempos a coisa mudou: passou a delegar. E tem delegado tanto que, na estrutura, emergiu uma “presidenta”.
Percebe-se, agora, que não delegava por ser avesso à delegação, mas porque não reconhecia atributos, para tal, nas pessoas que o rodeavam.

Descobriu-os, finalmente!

13 comentários:

  1. Quem é a "Presidenta"?
    E os vereadores, para que servem?

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  2. A Presidenta ? Será a D. Paula Cardoso ?

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  3. Nã. Há uns dias atrás ouvi uma conversa de uma "moderna" Jurista que jurava, numa mesa de esplanada, que já “o tinha na mão” e que dentro em breve seria Chefe de Divisão. E até dizia que tem mais competência para gerir o concelho e as empresas municipais. Por esta conversa, caro Roque, julgo que você esteja enganado.

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  4. Fico triste por alguns vereadores com capacidade: apenas são formalmente vereadores. Os outros, os do turno da noite (ou da tarde) ou que vacilam como as canas verdes ao vento, estão melhor assim, sem responsabilidades.

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  5. Até Salazar dizia "em política, o que parece é". Infelizmente nada se adivinha, para já, que mude este estado de coisas de inimputabilidade política.

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  6. Quando li este post, julguei que se estavam a referir à da quinta da gramela, mas assim sendo, a troca é para um pouco melhor. Só ainda não percebi o que é que foi delegado nesta nova presidenta? Terão sido as funções da outra?

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  7. Funções da outra a todos os níveis, se é que entende.

    A brutalidade psicológica com que trata as funcionárias que lhe são menos favoráveis, a habilidade com que manipula o NM e os truques subrepticios que utiliza para lixar os outros, fazem dela uma coisa pouco humana e por ventura detestável. Aqui fica uma pequena homenagem.

    Sempre toda emproada
    Com ar de inteligente
    Falhou como advogada
    Manda mais que o Presidente

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  8. Já há tempos atrás aqui escrevi sobre os mecanismos de criação dos tachos nas camaras. Para quem anda um pouco distraído exponho um dos mecanismos mais usados:
    - 1.º Enriquece-se as funções da criatura a promover, delegando nela determinadas competências e atribuindo-lhe determinadas responsabilidades;
    - 2.º Requalifica-se a criatura que se quer promover porque, supostamente, exerce determinadas competências e assume determinadas responsabilidades;
    - 3.º Dá-se o facto por consumado e formaliza-se a situação.
    Até há pouco tempo, a administração pública (particularmente o poder local) usava e abusava deste mecanismo. Porque o número de cargos e de “tachos” era, teoricamente, ilimitado; ninguém se importava com a coisa. O Estado pagava, mais ou outro não importava. Até porque, apesar das actividades e competências serem limitadas, a maior parte dos quadros não se importava de perder algumas competências: ficava a ganhar o mesmo e com menos responsabilidade.
    A coisa começou a piar mais fino com a Reestruturação da Administração Local e a obrigatoriedade de redução dos lugares de chefia. Agora criar mais cargos vai obrigar a reduzir cargos. Agora o processo não pode ser feito sem perdas para alguns. Agora o parto tem que ter dores, ouvir-se-ão cá fora, de certeza.
    O farpas vai acompanhara este(s) processo(s).

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  9. Na fala brasileirada, eles pronunciam assim mas na Língua Portuguesa a palavra «presidenta» não existe.

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  10. «Há uns dias atrás ouvi uma conversa de uma "moderna" Jurista que jurava, numa mesa de esplanada, que já “o tinha na mão” e que dentro em breve seria Chefe de Divisão. E até dizia que tem mais competência para gerir o concelho e as empresas municipais. Por esta conversa, caro Roque, julgo que você esteja enganado.» Esta é que está certa: consegue ser ainda mais narcisista que o Narciso. Tem feito progressos, o nosso presidente!

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