10 de novembro de 2022

Tudo em família

A junta das Meirinhas mandou para a câmara as facturas de uns biscates, que afirma ter feito, e pediu um subsídio – procedimento regular.  



A câmara recebeu as facturas e aprovou o subsídio, com os votos contra e umas críticas acertadas dos vereadores do PS 

Com o João nunca se sabe se as facturas derivam dos biscates ou se os biscates derivam das facturas. Do Pedro sabemos que ele não sabe nem quer saber duma coisa nem da outra…

Há maior regabofe que este? Há! E continuarão enquanto houver dinheiro e falta de vergonha.

Chamem a polícia.


9 de novembro de 2022

Ensino Superior em Pombal? Sim ou não? Como?

Vai em três décadas o desejo do município de Pombal ter uma escola ou polo de ensino superior na sua capital. Legítimo. Como legítimas são todas as opiniões sobre este projeto que deverá continuar a ser discutido, por políticos, professores, estudantes, suas famílias, empresários, forças vivas... como foi, sem filtros, no “café concerto” do passado dia 7 de novembro de 2022, no último piso do cineteatro.



Que ensino superior? Uma réplica de cursos que o Instituto Politécnico de Leiria (IPL) tem já em funcionamento nas suas escolas que estão a menos de 30 km de distância? Não! Não pode ser essa a via. Urge buscar, construir, coletivamente, em rede, um diagnóstico socioeducativo para encontrar o tema gerador e focalizador da que poderá ser a nova escola do IPL, futura Universidade de Leiria e Oeste (ULO).

Dito isto, uma nova escola com a centralidade necessária ao desenvolvimento da cidade, mas, também, dos concelhos mais a norte do distrito (Alvaiázere, Castanheira de Pêra e Pedrógão Grande) que não deverão ficar fora desta equação de mediação comunitária para servir um território que deverá extravasar o do município.

Mas não num casulo; não num contentor, não de forma precária e a replicar outros cursos do IPL e de suas escolas que estão já devidamente apetrechadas para o efeito. É preciso pensar grande. Em termos de região e de país. É preciso criar, inovar e não repetir.

A resposta mais pessoal e local ao título desta minha “Farpa” é sim! Pombal precisa de se desenvolver e não apenas crescer. Precisa de fixar e de atrair estudantes que se venham a interessar pelos cursos a criar para o desenvolvimento do município e região envolvente e o ensino superior pode ser essa alavanca de rejuvenescimento e criação cultural, em parceria com as escolas secundária, tecnológica, empresas, organizações e instituições.

A minha resposta mais científica, mas não menos política, e mais centrada na região de Leria e Oeste, é que é o próprio IPL que precisa de uma escola em Pombal [como precisa duma em Torres Vedras] para poder afirmar-se no contexto nacional e internacional como a única grande região que não possui, ainda, uma Universidade. O IPL, e todo o país, que tem de proceder rapidamente à reorganização da sua rede de oferta de Ensino Superior, precisa dessa universidade multipolar; multicampi, entre Torres Vedras e Pombal (ULO).

Nesse contexto, Pombal seria um nó dessa rede universitária com a sua escola (não um polo) a desenvolver-se em torno do estudo potenciado por Luciano de Almeida (quando criou a escola de Peniche (ESTM), já no século passado) em torno das “Ciências Agrárias e Florestais de Pombal”. Em 2018, o anterior presidente da CMP, Diogo Mateus idealizou a criação uma “Escola Superior de Ciências Agro-Industriais e Florestais”. O atual presidente, Pedro Pimpão, tem sublinhado esta necessidade e lutado pelo ensino superior em Pombal. Mas creio que importa construir, conjuntamente, com escuta ativa da população e seus agentes culturais e socioeconómicos, e a mediação comunitária necessária, um projeto diferenciador das restantes escolas do IPL, assegurando a diversidade na unidade do IPL que assim ganharia ainda mais trunfos para conseguir o Estatuto de Universidade (“conhecimento universal”, com uma gama epistemológica que vai do mais global ao mais local e do mais teórico ao mais prático).

Termino deixando alguns exemplos de possibilidade de cursos/áreas para pensarmos (desde os CTeSP aos mestrados, passando pelas licenciaturas e pós-graduações): Sustentabilidade ambiental; Desenvolvimento sustentável; Inovação e sustentabilidade; Valorização do território e sustentabilidade; Ambiente, sustentabilidade e educação; Economia circular, com vista à utilização eficiente e sustentável dos recursos, integrando vários atores a trabalhar em rede, entre os quais município(s), empresas, associações, Escolas, Instituições Sociais... 

É tempo de passarmos do crescimento ao desenvolvimento (sustentável, integrado, endógeno, circular). Jogarmos pela antecipação e construirmos a diferença com a aposta numa nova escola para Pombal. Mas tudo isto tem de ser dialogado com toda a rede social e económica (mediação comunitária). Não pode, portanto, ser uma decisão imposta de cima para baixo.

Farpa Convidada

Ricardo Vieira - Professor no IPL  

Sai um subsídio para a UFGIMM contratar o advogado de Ovar

A junta do UFGIMM (Oeste) resolveu contratar um advogado de Ovar para – dizem - a assessorar no processo de desagregação, por não haver nenhum no concelho e na região confiável ou que o saiba fazer!



Em Pombal, a junta da UFGIMM é a que tem maior orçamento; mas, pelo visto, não tem dinheiro, sequer, para tratar do divórcio. É a típica família desestruturada que vive de esmolas e esquemas sem um mínimo de dignidade. 

A câmara – a “junta” – aprovou o subsídio, no valor de 2950 euros (com votos contra dos vereadores do PS)! Mas chega a ser comovente ouvir a doutora Catarina a tentar justificar o subsídio e a escolha do advogado de Ovar.

Chamem a polícia.

8 de novembro de 2022

Sobre a contratação da “directora” do CIMU-SICÓ

Depois de aqui termos divulgado a estranha contratação da doutora Ivânia Monteiro para “directora” do CIMU-SICÓ, a doutora Gina divulgou o caso na reunião do executivo, no período antes da ordem do dia (!) - ou mandaram-na fazê-lo! 



A doutora Odete proveitou bem a deixa para fazer três perguntas óbvias: primeira, a contração é só para esta fase de definição dos conteúdos ou é já, também, a pensar no futuro? Segunda, porquê a contratação pelo regime de avença e não por concurso público? Terceira, foi uma escolha pessoal ou foram avaliados outros currículos?

A doutora Gina calou-se, não quis ou não soube responder… Nas poucas vezes que fala, limata-se a dar umas informações... Parece andar a treinar para apresentadora - revela jeito. 

O doutor Pimpão falou, falou, do suposto bom currículo da contratada; mas sobre as perguntas nada... A doutora Odete insistiu, insistiu, …; e o doutor Pimpão irritou-se...; a gravação foi interrompida; mas, a custo e por meias palavras, o doutor Pimpão lá admitiu que foi uma escolha pessoal.

Chamem a “polícia”.

PS1: o prazo de entrega do mamarracho foi novamente adiado, e o orçamento acrescentado.

PS2: sobre as badaladas contas do bodo nada! Esta gente não é de contas nem de prestar contas; é só para gastar dinheiro.  

5 de novembro de 2022

Onde se dá conta da mui singela cerimónia que o Pança fez ao busto

Aos três dias do corrente mês, o Pança, governador do mui laborioso, endinheirado e imodesto condado das Meirinhas, cerimoniou a colocação, no mais mal-parecido espaço do seu condado, de um busto  a um ilustre meirinhense, ainda vivo, de muita valia e de muita renda, obtida na exploração e no açambarcamento de barro. 



Para a cerimónia, o Pança convidou a governadora da mui rica região da Estremadura e províncias adjacentes, mulher de boas letras e mui nobre geração, caída em desgraça pela sua fraca aceitação popular mas em mui boa hora recuperada para estas lides pelo Primeiro do Reino; convidou o profeta do Pedro, criatura da linhagem dos Panças, cordato, bom animador de festas mas de fraca presença; convidou, como era obrigatório, o homenageado, que assistiu desconsolado à cerimónia; e convidou, também, o mestre-de-artes que moldou o busto, e meia dúzia de outros senhores e outras pessoas mui principais que por amizade ou obrigação marcaram presença. 

O Pança foi mui descuidado e infeliz na solenidade, na ordem e no regimento da cerimónia, que, no lugar de homenagear, desmereceu a honra e os propósitos devidos a tão ilustre e grandessíssima figura. Deixou a todos admirados com cousa tão singela e tão mal ajambrada, sem mestre-de-cerimónias e sem mordomo que ordenasse as praxes da cortesia e do cerimonial. O nosso Reverendíssimo Bispo não esteve presente, nem outro capelão, no seu lugar, celebrou missa ou abençoou o busto; ninguém tocou "A Portuguesa" ou o "Hino da Carta"; a nossa Guarda não desfilou nem marcou presença; os nossos Bombeiros e os nossos Escuteiros foram ignorados; e até as altas figuras do protocolo (D. Diogo, o Comendador, os Procuradores, etc.) foram dispensadas. 

Houve discursos mas era melhor que não tivesse havido. O descomedido Pança discorreu, com a pompa que se lhe conhece, uma enfiada de preâmbulos, agradecimentos, sentenças e pedidos; engasgou-se nos verbos e derrapou nas vírgulas, mas acabou inchado. O profeta Pedro aproveitou o momento para estender e afinar a ladainha bajuladora – nem o busto lhe prestou atenção. Só a Governadora, pessoa de boas letras, boa condição e bom conselho, falou de forma serena e apropriada. 

A cerimónia terminou como começou: deslaçada; sem tocares e sem danças, nem cousa alguma que desse prazer. Consta que no final o busto derramou uma ou duas lágrimas ao sentir que ficava ali abandonado, às escuras, à chuva, ao pó e à farta poluição, sem uma campânula que o protegesse de tanta moléstia. O homenageado, homem de bom coração e de bem (se tal título se pode dar a um açambarcador), ainda pensou levá-lo consigo…

“mas em casa não me eterniza”, pensou e desistiu!

Miguel Saavedra

3 de novembro de 2022

Sai mais uma directora

O doutor Pimpão contratou por ajuste directo, e pelo montante de 32.400 euros, os serviços de Ivânia Patrícia Redinha Monteiro para directora do CIMU – SICÓ, por 18 meses! 



Mais um escândalo (duplo): descarada violação do espírito e da letra do código de contratação pública; e contratação de uma directora para um museu que ainda não existe nem se sabe quando existirá.

O CIMU-SICÓ é a verdadeira obra de Santa Engrácia; e o mais desastroso investimento público realizado em Pombal. Num concelho e num país a sério já tinha feito rolar cabeças. Mas por aqui a obra vai rolando..., aos trambolhões. Recentemente foi aprovado mais um alargamento do prazo de entrega (já não têm conta), mas logo de seguida a obra foi embargada devido à morte de um trabalhador.

Já deve estar a decorrer o obrigatório processo-crime para apurar as causas e as responsabilidades pelo fatal acidente. Mas também se justifica um inquérito à forma como a câmara está a contratar pessoal e serviços.

PS: *a forma como as criaturas que nos (des)governam usam os termos, tratam as funções e o enquadramento funcional roça o patético e o disfuncional.


31 de outubro de 2022

O débil sinal de vida do PS local

Quis o destino ou alguém por ele que o PS local desse sinal de vida na véspera do dia de finados – ele há cada coincidência! Veio afirmar - em comunicado! - que “respeita resultados para desanexação freguesias”. Estava tão bem mudo, que é o seu estado natural, à espera de uma primavera qualquer. Mas não: quis dizer o que não vale a pena ser dito. Eis tudo quanto se pode arrancar daqueles cérebros.


Verdade seja dita: o PS local já só existe para respeitar resultados. Mas, coitados, ainda acreditam que fazendo esta débil e sonsa figura granjeiam respeito.

Deus lhes perdoe.

29 de outubro de 2022



O Farpas regressa novamente aos debates no Café Concerto, retomando a iniciativa "Um Café e uma Farpa", já no próximo dia 7 de Novembro. O tema não poderia ser mais actual, a poucos dias do arranque oficial do ano lectivo.

A criação precepitada de um núcleo, nestes moldes, (não é um pólo nem uma escola superior) sempre dividiu opiniões em Pombal, nomeadamente quanto à sua necessidade e viabilidade. É hora de fazermos esse debate. Para tal convidamos os professores Ricardo Vieira, do IPL, e Adérito Araújo, da Universidade de Coimbra.
A discussão far-se-á com todos os que se juntarem a nós, dia 7, pelas 21 horas.

25 de outubro de 2022

Sai uma revista para promover o doutor Pimpão

Por despacho do doutor Pimpão a “junta” adjudicou, por ajuste directo, dia 4-10-2022, à Magnetik Minds – Eventos e Patrocínios, Lda, a impressão de duas edições da revista municipal (a que se seguirão outras, com certeza,), por 20.640 euros.


Acompanho a ascensão e queda de caciques locais há algum tempo. Lembro-me bem da indignação do PSD local quando o doutor Carolino mandou publicar uma revista municipal sobre, dizia ele, a actividade da câmara. Fez chacota da revista ao longo de todo o mandato, acusando-o de usar o dinheiro público para fazer o culto da personalidade típico de determinados regimes – ridicularizaram até o número de fotografias do presidente na revista.

Na altura do doutor Carolino não havia redes sociais nem jornais coloridos ou com muita imagem... Agora - neste novo mundo - não chega ao doutor Pimpão passar o tempo em romarias e eventos públicos; ter meia dúzia de propagandistas só para o promover nos media e nas redes sociais, onde num ano já leva mais fotografias publicadas no site do município que Narciso Mota e Diogo Mateus em 30 anos! -; ainda nos faz pagar uma revista para o promover.

O doutor Pimpão desconhece, e não tem quem o alerte, coitado, que a pior coisa que se pode fazer a um mau produto é publicitá-lo - mata-o mais depressa. E não tem consciência que desperdiçar o que não é dele é muito feio.

24 de outubro de 2022

Sai 59.500 euros para o J. Ramos

Por despacho do doutor Pimpão, a “junta” adjudicou a Jorge Fortunato Ramos, Design e Publicidade, Unipessoal Lda, dia 28-9-2022, serviços de criatividade e design gráfico, por uns módicos 59.500 euros, através de consulta prévia (a que só ele respondeu!), com prazo de 730 dias!


O contrato não especifica - como convém - o serviço prestado; limita-se a elencar o que o prestador faz. E para gestor do contrato - como convém também - foi nomeado o Chefe de Gabinete de Apoio à presidência – o doutor Né -; cargo político sem atribuições e sem autoridade administrativa (ao contrário do que ele acha e do que lhe permitem – o abuso de funções já vem do antecessor, mas agora, como não há autoridade naquela casa, agravou-se).

Estes esquemas são antigos, mas neste mandato tendem a agravar-se. Os mais atentos a estas coisas conhecem bem o processo e os fins em vista – são amplamente comentados na praça. Mas o que é demais enjoa. E provoca vómitos. Porque consubstância o uso indevido dos dinheiros públicos e a violação da letra e do espírito do Código de Contratação Pública.

Chamem a polícia; que a gente não pode continuar a pagar isto.

23 de outubro de 2022

Nos 100 anos do Sporting Clube de Pombal

A noite de 21 de outubro foi bonita. Um raro momento do colectivo, numa merecida homenagem ao centenário do Sporting de Pombal. 

Tive a sorte de conviver de perto e muito com um dos fundadores: António Serrano, um pombalense maior que deixou marca em TODAS as associações desta terra, desde a Cultura ao Desporto, e cuja memória merecia ser perpetuada de outra forma. Porque não temos (nem teremos) outra igual. Se a exposição comemorativa do centenário tivesse sido feita de forma menos inquinada (é impressionante como o que pode a desonestidade intelectual em detrimento de um bem maior, como a memória da terra), teria sido uma boa ocasião para se perceber isso mesmo. Adiante. Contava-me ele como foram difíceis aqueles tempos, nuns loucos anos 20 que em Pombal fervilhavam também, ao ponto de três clubes se travarem de rivalidades. Foi por isso que António Gaspar Serrano, o "Zé da Serra" das Gazetilhas d'O ECO, criou um segundo pseudónimo: Tingmainião, com o qual podia assinar as crónicas na imprensa local, sem ferir susceptibilidades. Tão ele. "Era a junção dos três nomes dos clubes...o Sporting, a União, e o 1º de Maio".

Todos os anos, António Serrano escrevia a respeito do [seu] SC Pombal - e das outras colectividades. Em 1972, ano das bodas de ouro do clube, escreveu a gazetilha que aqui vos deixo. 



20 de outubro de 2022

Festas do Bodo - as contas da doutora Gina

Na última reunião da “junta”, a doutora Odete voltou a perguntar pelas Contas do Bodo. A doutora Gina tinha prometido apresentá-las até 15 de setembro. Mas voltou a falhar! Pior: mostrou que desconhece o dever! E o que são Contas!

Os mais atentos já tinham percebido que a grupeta que nos (des)governa é (só) de Festas, não é de Contas.  Mas quem ouve o discurso que a doutora Gina levou escrito, para a reunião da “junta”, para justificar aquilo que ela considera as Contas do Bodo, fica simplesmente estarrecido. Parece coisa de adolescente chique que na ida à discoteca abusou do cartão de crédito da mãe e procura justificar o irresponsável deslize,

foi fixe  - muito positivo -, estava muita gente, divertimo-nos imenso, as coisas eram caras, tivemos que gastar mais do que contavamos…

Ficámos definitivamente a saber que para a doutora Gina e para o doutor Pimpão - tal como para a adolescente rica que vai à discoteca e abusa do cartão de crédito da mãe – prestar contas (das Festas do Bodo, por exemplo) é dizer quanto gastaram! 

Gastaram muito, mais de 350.000 euros, só pela câmara! Aos quais se deve acrescentar, como muito bem corrigiu a doutora Marto, no final da discussão, a despesa realizada pela Adilpom e pela PMUGest, ainda desconhecida! 

Infelizmente, já tivemos semelhante desgoverno… E por muito menos, o doutor Vila Verde foi corrido e a empresa que dirigia foi encerrada. Mas, pelo menos, o doutor Vila Verde sabia o que é um “Orçamento”, e uma Prestação de Contas… 

PS: Bastou um mês e pouco de mandato para os ingleses perceberem a quão inepta é a primeiro-ministro Truss. Despacharam-na, hoje. E o doutor Pimpão já leva um ano!... Ainda não perceberam…?



19 de outubro de 2022

A arte de andar à maçã do chão

Os partidos políticos - sobretudo ao nível local - transformaram-se em círculos impermeáveis à crítica, onde cola bem o registo "Pombal pela positiva" que o doutor Pimpão quer impregnar, deixando pouco espaço ao pensamento, à discussão, e redundando na asneira, não raras vezes. Se no PS alguém tivesse tido o bom senso de fazer o mínimo de discussão em torno desta ideia falaciosa de levar propostas (que NUNCA serão aprovadas), talvez se percebesse, antecipadamente, que fazê-lo é o equivalente a montar uma carreira de tiro: de tiros nos pés. 

Nas últimas reuniões de Câmara, a doutora Odete tem tido um bom desempenho. Não há dúvidas de que lidar com este presidente (lhe) é muito mais leve, ou talvez seja o aliviar de responsabilidades no partido que está, paradoxalmente, a torná-la mais interventiva, mais assertiva. Mas todo o caminho que vinha construindo caiu por terra quando se deu a este ridículo [muito bem aproveitado pelo Pedro, que teve ali o seu melhor momento político de todo o primeiro ano de mandato, afinal, levando a oposição ao tapete]. E porquê? Porque cedeu aos caprichos da sua mini, levando à reunião do executivo uma proposta mal-amanhada, daquelas que fariam sentido para discutir, tão só, nas reuniões do Conselho Municipal da Juventude. Aliás, neste momento paira uma confusão generalizada  sobre o que são os órgãos, como funcionam e as regras básicas que devem nortear quem os integra. Não admira. Quando o presidente (des)trata  por "tu" os membros da AM, durante a sessão, ou se dirige a um vereador por "oh meu", não podemos esperar nada menos que membros do executivo tomarem café em directo, outras que, por falta de histórico, dizem as maiores barbaridades.

Da oposição, o que esperávamos era alternativa. Mas o PS teima em não perceber que só se é alternativa quando se é verdadeiramente diferente. O que fez ontem, foi colar-se ao registo da bancada na AM - que tem tido os resultados que sabemos. É um jeito que apanharam de andar à maçã do chão, mesmo nos momentos em que podiam distribuir a melhor fruta. E depois, já se sabe, a culpa é dos outros. Ah, e nossa, claro...


18 de outubro de 2022

Pombal, temos um problema...


Por: Sidónio Santos

Fui desafiado pelos responsáveis deste Blog para dar a minha opinião sobre a situação política de Pombal, com especial enfoque neste primeiro ano de mandato do atual executivo.

O meu distanciamento da atividade política, faz com que se consiga efetuar uma avaliação sem influencia partidária ou de grupos de opinião formatados, embora mantenha intacto o meu pensamento político e por isso continuo a acreditar que chegamos a esta “estatização” devido a 30 anos de MAIORIA ABSOLUTA de um partido político, cujas decisões não precisam de ser discutidas, apresentadas e consensualizadas para serem implementadas. Por isso, há cada vez mais decisões inúteis e realização de obras cuja prioridade e funcionalidade são discutíveis. A bem da verdade, é necessário também referir que os projetos alternativos nunca conseguiram alcançar uma projeção que permitissem quebrar esta maioria do PSD.

Esta situação, fomentou um problema de génese em Pombal, pois normalizou a ideia de que a política é um EMPREGO e deixou de ser uma MISSÃO ou um SERVIÇO a Pombal e aos Pombalenses. Esta filosofia, associada ao amiguismo, está bem enraizada na cultura do atual executivo e equipas constituídas, e já nos está a criar um problema   que vai piorar com o tempo.

Mas vamos por partes:

Acredito que o atual executivo municipal seja bem-intencionado, mas durante este ano já é mais do que evidente a falta de preparação, pensamento político e desarticulação da equipa que nos governa. Para o exercício destas funções, não basta ser simpático, bem-parecido ou ter conhecimentos técnicos, mas sim ter capacidade de gestão operacional, estratégica de várias áreas de atuação de um Município e de um organismo público desta natureza.

Isto já era mais do que evidente na campanha, pois quem apresenta um programa com mais de 100 medidas ou propostas denota a ausência de uma ideia clara e do que é considerado prioritário para o Concelho, tendo este receio sido confirmado após a tomada de posse, com a decisão “inovadora” na designação e distribuição dos pelouros que apenas serviram para alimentar capas de jornais e que na realidade aumentaram a inoperacionalidade interna da Câmara devido à desarticulação orgânica.

É esta a realidade caótica criada que veio justificar em parte a abertura do concurso para contratação de um Diretor Municipal para fazer o trabalho que na sua maioria competia ao Presidente e tentar meter ordem na casa. 

Esta decisão é um “crime de lesa a pátria” (expressão utilizada frequentemente por Narciso Mota), pois além do custo que lhe está associado (+/-200 000€ de salários em 3 anos), vai provocar mais inoperacionalidade interna.  Como dizia um ex-PSD e apoiante do atual presidente “Até se viesse de borla, era uma má decisão”, devendo-se exigir ao Presidente que faça o trabalho para o qual foi eleito. Contratar alguém para fazer o seu trabalho e pagar com dinheiro de todos nós, aumentando despesa fixa é uma medida de gestão incorreta e que não foi validada pelos eleitores. É apenas mais um reflexo dos efeitos nefastos da maioria absoluta, pois confunde-se com poder absoluto. 

Hoje, se não fosse a enorme quantidade de imigrantes que o Concelho tem vindo a receber, com todos os benefícios e desafios que isso acarreta, os dados da demografia e da atividade económica seriam piores e as aldeias estariam mais desertificadas. Esta é uma dinâmica social a que o município não tem dado a devida atenção.    


Em suma, este ano de mandato tem sido caracterizado essencialmente por uma política de fachada e de representação, que se consubstancia:

1)Executar obras lançadas pelo anterior executivo, mas não se questionar porque não existem obras estratégicas em lançamento;

2)Estar presente em todos os eventos, mas não se questionar porque é que há cada vez menos eventos e qual o impacto dos mesmos para o Concelho;

3)Visitar empresas instaladas para promover o investimento privado, mas não se questionar porque não há nenhuma empresa de grande dimensão a querer instalar-se em Pombal;

4)Querer fazer uma residência para estudantes de ensino superior, mas não se questionar se tem comunidade estudantil e ensino superior que o justifique;

5)Contratar uma empresa externa para elaborar um Plano Estratégico para Pombal, mas não se questionar se essa empresa conhece as especificidades do Concelho de Pombal;  

Quando se faz e não se questiona porquê, decide-se com pouca responsabilidade. 

Pombal, temos um problema….Ainda faltam 3 anos de mandato!

* Economista, ex-candidato à Câmara pelo CDS-PP 

17 de outubro de 2022

Obras tortas – aberrantes e fraudulentas

As obras de requalificação da Várzea - Jardim da Várzea e a requalificação da zona da estação de caminho-de-ferro - são o exemplo maior da prepotência e da irresponsabilidade. Consagram dois pecados capitais: aberração urbanística e gestão dolosa (processo de aquisição do espaço necessário para implantar o projecto).


A aberração urbanística reduziu, contra a vontade dos citadinos, o histórico Jardim da Várzea a uma praça modernaça, que no lugar de qualificar desqualifica um espaço singular e emblemático da cidade. Ficará para a história como um dos maiores atentados à memória colectiva dos pombalenses.

A zona circundante à estação de caminho-de-ferro é o espaço mais impróprio e mais feio da cidade; pedia, há décadas, uma adequada requalificação e valorização, pensada, planeada e concretizada com critério e método - coisas que não abundam nesta malfadada terra, onde tudo é feito às três pancadas, sem olhar a meios e critérios.  

Assim, o executivo do doutor Mateus mandou riscar e lançou a concurso um projecto que incluía imóveis de particulares. O executivo do doutor Pimpão e o do doutor Mateus adquiriram, durante a execução da obra, sem poder negocial e sem qualquer critério, que não o da premência da execução da obra, fracções de imóveis por um montante global de 600.000 euros, por valores de m2 muito acima do valor de mercado, e, veja-se, com discrepâncias entre as fracções adquiridas que atingiram diferenças absurdas de 55%!, prejudicando fortemente o erário público e beneficiando alguns proprietários.

Isto é ou não é gestão dolosa? 

Se isto não revolta nem indigna, siga a festa! 

PS: o vereador Navega teve a lata de se desculpar assim: “na execução de obras onde há terrenos de privados, obviamente que - e queria deixar essa salvaguarda - na medida do possível, sempre que lançarmos uma obra haverá toda a cautela em termos todos os imóveis adquiridos a partir do momento em que entrámos no executivo, essa é uma premissa que temos, obviamente poderá haver uma situação ou outra esporádica que não o permita, mas essa é uma premissa que iremos tentar cumprir”. Oh Navega, o doutor Mateus e o Obras-tortas também pensavam assim! E também cumpriram a premissa na medida do possível. Valha-te Deus!

14 de outubro de 2022

Existe ou não existe…, Catarina?!

Na última reunião do executivo (4/10), a doutora Odete começou por afirmar que trazia umas questões para colocar ao senhor presidente, sobre o Conselho Municipal de Segurança, mas como ele não estava deixava-as na esperança que alguém soubesse responder.

Porventura o presidente foi novamente de férias, sem avisar. Compreende-se: com tão grande enfiada de festas, romarias e eventos uma pessoa tem que meter rapidamente férias senão vai-se abaixo. E também não queremos isso. Mas o que é demais é demais: este presidente relações-públicas já faltou a mais reuniões do executivo, num ano de mandato, que D. Diogo em dois mandatos e Narciso Mota em cinco! E já deu para perceber, nomeadamente nas não transmitidas, que aquilo é um calvário para ele. Mas adiante…

Da conversa despoletada pela doutora Odete percebeu-se que naquela “comissão de festas”, como já são conhecidos, ninguém entendeu a questão. A doutora Marto – vice-presidente e a presidir à reunião – reservou-se: seguiu o prudentemente o provérbio “burro calado passa por sábio”. A doutora Catarina, perita em desculpas e justificações, viu ali uma oportunidade para mostrar a sua “experiência”, mas fico a saber-se que sabe tanto daquilo como os colegas. Acabou torcida, e a receber lições da doutora Odete!

PS: dos assuntos da agenda saiu uma enfiada de trapalhadas: lapsos, contas erradas, deficiente fundamentação, justificações contraditórias, etc. Alguns pontos foram retirados da agenda, outros aprovados às três pancadas. Tudo mal-ajambrado, inconsistente e improvisado – uma desgraça pegada.


11 de outubro de 2022

A Democracia segue dentro de momentos (II)

Nota prévia: Ontem, a Paula Sofia abordou esta temática na sequência e a propósito das eleições para as concelhias do PSD e do PS. Agora, abordo-a na perspectiva do estado do regime.

Não há democracia sem partidos. Em Pombal já não há partidos (dignos desse nome).



Dos partidos pequenos não vale a pena falar. Mirraram. Resta o PSD, e o PS. Mas já não há por onde escolher, e que escolher. PSD e PS já foram diferentes, e adversários. Agora, são em tudo iguais execepto nas suas circunstâncias: um tem poder, e tem presente; o outro perdeu-o (há muito) e perdeu-se. Actualmente são meras chocadeiras, corpos estranhos, desligados da realidade e da comunidade, que se limitam a cumprir as rotinas e as formalidades indispensáveis à sua existência.

Nesta terra, onde a política é pátio de comédia, o partido no poder sobrevive ligado ao poder. O da oposição, irremediavelmente afastado do poder, estilhaçado e consumido pela intriga, mirra perdido no mais terrível purgatório, o abismo do vácuo, e na mais tenebrosa ignorância de não saber o que é, para que serve e o que fazer.

A classe política local – e não só - é má por uma necessidade iniludível de sobrevivência. Consequentemente, a mediocridade dos eleitos só pode surpreender quem desconhece a realidade dos aparelhos partidários. Mas uma coisa é certa: com tais partidos a comunidade dissolve-se pela indiferença e pela desistência.

O caminho, sem bifurcações, está traçado. Para atingir o resultado basta não fazer nada.

10 de outubro de 2022

A democracia segue dentro de momentos




O PS local acaba de eleger para seu representante máximo o jovem Joel Gomes (o nosso Joelito, de que certamente se recordarão), que assim sucede a Odete Alves - que se mantém apenas como membro da comissão política concelhia, mas de fora do secretariado. 

O jovem Joel, que está alheado de tudo o que é órgão autárquico e movimento cívico aqui na terra (e fora dela também não lhe conhece actividade), tenta assim manter-se à tona, na luta pela sobrevivência política. Rodeou-se de um conjunto de personalidades que já deram o nome para as listas em actos eleitorais - e que agora, por terem pago as quotas, foram parar aos órgãos do partido.

Já no PSD, que foi a eleições na altura do Bodo, promovendo Humberto Lopes (presidente da junta de Almagreira) a líder, aconteceu o contrário: houve quem aparecesse para votar, integrando as listas, sem sequer fazer parte dos cadernos...

E é neste caldo que andam a ser cozinhados aqueles que a seguir nos vão governar. Houve tempos em que nos partidos havia algum critério. Talvez ainda exista nalgumas terras. Noutras, simplesmente a malta já desistiu: na Batalha, Alvaiázere e Pedrógão Grande, o PS nem sequer apresentou listas, sendo que no último era poder até 2021; no penúltimo perdeu as eleições por pouco mais de 30 votos. E no primeiro...é como se tivesse ganho. 

1 de outubro de 2022

E a oposição, pá?!

A “oposição” na AM, sem o doutor Coelho – ausente -, esteve francamente melhor… Continua a ser o saco de boxe do Fernandes e do Pimpão, muito marcada por ainda não lhe terem aprovado uma recomendaçãozinha e a jogar um jogo do qual parece desconhecer as regras; mas já vai recebendo um ou outro elogio, e até já lhe fazem ofertas de fichas de adesão ao PSD!  


Onde a coisa desceu mesmo muito baixo foi na intervenção do novo membro que apareceu na bancada. Começou por dizer que tinha lido todo o relatório de gestão da PMUGest, para depois criticar fortemente o relatório e o desempenho da “empresa” (em nome da bancada), mas, na verdade, só mostrou que não percebeu nada, mas mesmo nada, do que leu – até o presidente da AM, estupefacto, sentiu necessidade de lhe perguntar se o que tinha ouvido era o que ele tinha dito!

Isto de meter um tipo de leis a analisar números e contas, mesmo que sejam só contas de somar e subtrair, geralmente não dá bom resultado.  

30 de setembro de 2022

Sobre o voto patético e o associado

Os membros da Assembleia Municipal continuam a ocupar tardes e noites com discussões estéreis e propostas patéticas. Discutem até, se é melhor gastar o tempo naquilo que costumam fazer ou a beber uns copos numa taberna. 

Na reunião da noite passada, o PSD teve a patética ideia de apresentar e votar um voto de congratulação por, afirmam eles, “o IPL ter a visão de reconhecer Pombal como um território dinâmico e privilegiado para a sua dinâmica de crescimento e progresso, contribuindo certamente para a sua tão desejada afirmação como universidade politécnica de Leiria”  - a vacuidade no seu esplendor. E entregou, sem surpresa, a súplica ao jota Antunes do Santos. Escolha acertada: o patético nele é deveras natural.

Como aqui tenho repetidamente afirmado, o voluntarismo político tem perna curta. Impera em Pombal desde Narciso Mota – seu principal artífice -, e é exactamente por isso que o concelho continua a marcar passo, a destruir valor, a adiar o presente e a comprometer o futuro. Achar que esta terra tem condições e necessidade de um pólo ou de um instituto de ensino superior é uma tolice própria de quem decide sem avaliar oportunidade, custo e utilidade – sem se preocupar com a racional aplicação dos dinheiros públicos.

Bastou a eleição de uma nova direcção no IPL para a espécie de ensino superior em Pombal ser posta em causa, para tudo ruir. Não por esta direcção do IPL se apresentar com orientações estratégicas relativamente diferentes - como o doutor Pimpão e outros pensam -, mas por a realidade ser muito abusadora para os voluntaristas. 

A artificialidade não agrega valor, destrói. O IPL deve rapidamente inverter a direcção que erradamente vinha seguindo: deve abandonar a dispersão (formativa, territorial, etc) e especializar-se numa oferta educativa de qualidade, nomeadamente nas áreas científicas. A dispersão que vinha fazendo não acrescenta valor para a instituição nem para os concelhos para onde se dispersou, ao contrário do que muitos dirigentes políticos locais pensam e dizem.     



29 de setembro de 2022

Sai (mais um) um ajuste directo para mais um posto de turismo

foto: Igogo


Na onda de positividade que tomou conta da nova dinânica municipal, o doutor Pimpão aproveitou a Feira de Artesanato/Tasquinhas para anunciar o cumprimento de um promessa eleitoral: devolver o posto de turismo ao centro da cidade. Ora, se bem se lembram, Pombal tem um posto de Turismo, (bem) construído de raíz, no final dos anos 90, por iniciativa de Narciso Mota. Mas a determinada altura da nossa história, no mandato de Diogo Mateus, alguém se lembrou de levar o turismo para o Castelo, e arrendar o espaço a uma agência de viagens privada. 

Se Pimpão queria devolver o posto de turismo ao centro da cidade, só tinha uma coisa a fazer: voltar a instalá-lo no lugar que é dele, valendo-se dos instrumentos legais ao dispor. Mas o que decidiu ele fazer? Recuar 25 anos no tempo e instalar, de novo, o turismo dentro da Câmara. No mesmo edifício onde os funcionários se queixam de falta de espaço para os serviços. Assim, a 20 desde mês foi publicado o contrato (celebrado seis dias antes) que atribui, por ajuste directo,  essa empreitada, pela módica quantia de 50.700 euros, à empresa CDF 2020, Construção Civil e Obras Públicas Lda (uma satélite da conhecida Soteol), que terá 45 dias para executar os trabalhos.

Enquanto houver dinheirinho, não nos vão faltar movimentos destes. Quando não houver...faltarão estes e outros. 

28 de setembro de 2022

Para além de inepto (político), o Pedro é mentiroso

A 14 de julho, a CMP contratou a uma tal InTech, por ajuste directo, a realização de um estudo sobre a Qualidade de Vida e a Felicidade dos pombalenses, pelo montante de 12.500 euros + IVA. Na semana seguinte, o Farpas soube que as entrevistas já estavam em andamento.


Na reunião do executivo de 27 de julho, a doutora Odete afirmou que “tendo tido conhecimento que se estava a realizar um inquérito de opinião sobre a felicidade, encomendado pela câmara”, questionava o presidente “se se confirmava a situação, a quem foi encomendado o inquérito, quais os valores subjacentes a esse inquérito, e qual era o objectivo, em concreto, desse investimento”.    

Na resposta o doutor Pimpão afirmou simplesmente que “não conhecia, em pormenor, os termos do inquérito, que seria no âmbito das metodologias de recolha de dados de uma iniciativa promovida pela InTech com o Jornal de Notícias a que o município tinha aderido para perceber, do ponto de vista da Qualidade de Vida dos Municípios Portugueses, nomeadamente o sobre o posicionamento do município de Pombal”.

Na resposta às questões concretas colocadas pela doutora Odete, o doutor Pimpão ocultou informação que estava obrigado a transmitir – MENTIU. Já sabíamos que o doutor Pimpão é um inepto (político) que só se preocupa com a sua promoção pessoal - a sua felicidade. Mas estávamos longe de o considerar desonesto, nomeadamente no exercício de cargos públicos.

Uma criatura que mente no exercício de cargos públicos não é confiável, não é digno de respeito nem de aceitação pública. Renuncia Pedro. Fazes dois bons favores: um a ti; outro ao Concelho.  

27 de setembro de 2022

Da série: não fazer nada - comprar tudo feito

Sorrateiramente, o executivo municipal já tinha deixado escapar a intenção de mexer nos preços da água. Mas escondeu o processo!

O sistema de abastecimento de água de Pombal é galinha de ovos de ouro do município: fornece água com qualidade e fiabilidade a bom preço aos munícipes, e gera um volume de receita e de margens brutas importantes para a câmara. Em boa hora, Narciso Mota o manteve na esfera pública. Já o sistema de Saneamento e de Águas Residuais tem insuficiências e lacunas graves, presta um mau serviço e não gera receitas e margens expressivas. Logo, não pode cobrar o que não oferece. 

Há mais de uma década que o frutuoso equilíbrio entre o valor transferido para os munícipes, através do sistema de Abastecimento de Água, e as receitas recebidas pela câmara não é alterado. No entanto, o doutor Pimpão resolver contratar, por ajuste directo, um “estudo de viabilidade económica e financeira para sustentabilidade das alterações a implementar nos tarifários relativos ao Abastecimento de Água, Saneamento de Águas Residuais e Resíduos Sólidos Urbanos”, ao amigo Carlos Manuel da Silva Santos, Lda, no valor de 12.000 euros + IVA.



O que motiva e que necessidade estará por detrás deste arriscado passo do doutor Pimpão? Para mim, só pode ser uma: mais receita.  Porque a (des)governação despesista do doutor Pimpão precisa e precisará sempre de mais receita. Falta saber se os munícipes estarão dispostos a suportá-la.

Pode parecer exagerado, mas é verdade: neste primeiro ano de mandato, o doutor Pimpão já comprometeu ou prepara-se para comprometer mais a sustentabilidade da câmara que 30 anos de governação do PSD. É obra! Como? Contratando pessoal como se as receitas fossem elásticas; atribuindo subsídios e ajustes directos sem critério e sem freio; financiando enfiadas de festas e de eventos com recursos avultados que não geram retornos significativos. Os primeiros sinais e efeitos deste despesismo já se fazem sentir; mas o pior está para vir – coisas perniciosas que perdurarão por décadas. 

Por outro lado, se o montante do ajuste directo (para o estudo sobre as tarifas da água) não é avultado, também não é de todo justificável. A câmara dispõe de toda a informação sobre a receita e os consumos de água; e tem os dirigentes e os técnicos que sempre fizeram os estudos sobre as tarifas de água e saneamento.  Porque é que, agora, os dirigentes e os técnicos não servem para fazer o que sempre fizeram? Sejamos claros: depois de recolhidos os dados, este tipo de estudo faz-se em meia manhã ou tarde, numa reunião de trabalho entre a estrutura política e técnica, onde, depois de estabelecidos os critérios políticos, basta simular, numa folha de Excel, as tarifas a aplicar aos consumidores e a receita razoável a obter pela autarquia.    

O estudo só não é feito na câmara porque aquela malta, actualmente no poder, só quer festas e eventos e comprar tudo feito. Mas depois de muita festa, e de muita “bebedeira”, virá a ressaca. 

Isto vai correr mal. Ai vai, vai!

26 de setembro de 2022

Da série: não fazer nada - comprar tudo feito

 Durante a campanha eleitoral, o doutor Pimpão prometeu apresentar um Plano Estratégico para Pombal – como se ele soubesse o que isso é!

Quando lhe perguntaram pelo dito (plano), no final da campanha, respondeu que o apresentaria depois de eleito. Não apresentou, nem podia apresentar…

Quando começou a apresentar documentos relevantes, perguntaram-lhe, na reunião do executivo, pelo prometido plano; respondeu que estava a ser elaborado com os serviços.

Agora, ficámos a saber que fez um Contratação Prévia com uma tal FNWAY Consulting, Lda, do seu correligionário e amigo Miguel Frasquilho, por 40.000 Euros + IVA.



Se há documento que não deve ser elaborado fora da câmara é o dito Plano Estratégico; porque, para ter algum valor/utilidade, deve ser muito específico, não um conjunto de generalidades, e deve estar alinhado com o intento estratégico do poder político em funções. Logo, deve ser concebido pelo poder político e estrutura dirigente local.

Mas este poder político não sabe nem quer fazer nada... Compra tudo feito. Por este caminho descapitaliza a câmara de recursos financeiros e de competências centrais.

Um desastre completo!

25 de setembro de 2022

Menos Investimento para Mais Despesa

Não foi preciso passar um ano, nem esperar pelo primeiro Relatório de Prestação de Contas, para termos a confirmação do tipo de governação do doutor Pimpão: Menos Investimento para Mais Despesa.

A justificação apresentada para o cancelamento de 4.200.000 Euros de Despesa de Capital (Investimento), metade transferida para despesa corrente, foi o adiamento de obras que não foi possível realizar. Pois: realizar obras é muitíssimo mais difícil do que comprar feito. Tal como gerir é muito mais trabalhoso e complexo do que comprar festas e serviços (planos e estudos).  

Da pobre discussão ressaltou que só a doutora Marto dominava minimamente o ponto – Alteração ao Orçamento. O doutor Simões ainda fez uma pergunta vaga, respondida de forma honesta pela doutora Marto. Já o aparte do doutor Pimpão mostrou que nem sequer percebeu a questão - do que é que ele percebe, coitado?!   



24 de setembro de 2022

A nova dinâmica da Feira de Artesanato e Tasquinhas

*Foto captada quando já passava das 19 horas. O showcooking estava marcado para as 18h30 

Decorre até domingo mais uma edição da Feira Nacional de Artesanato e Tasquinhas, a primeira organizada por este executivo municipal. Como era de crer, o evento 'Tasquinhas' está  transformado num apêndice do Bodo - "para eles tudo é Bodo", como notam os serviços - com organistas, bailaricos e, claro, DJ's pela noite noite. 

A organização, leia-se Câmara, pensou em tudo, menos na logística. Só assim se explica que, ontem, à hora em que decorria a inauguração do evento, os funcionários municipais se atropelassem a pregar alcatifa no chão e placas no ar. Que ninguém daqueles gabinetes todos tenha tido a noção de que, para fazer um showcooking, um chef precisa de algo mais do que uma cozinha (por exemplo, de um microfone, que lhe permita comunicar com o público).

Como já aqui dissemos em post anterior, o rei vai nu. O que vale é que vai abençoado, pois que este ano, pese embora só termos metade das tasquinhas que já tivemos, outrora, a da freguesia de Pombal é directamente ligada à Igreja, e à Jornada Mundial da Juventude...

23 de setembro de 2022

Duas "máquinas" a discutir máquinas – uma pérola

Reparem bem, caros leitores, nestas duas “máquinas” - doutora Odete e doutora Catarina - a discutir máquinas e investimentos. O doutor Pimpão não disse nada sobre o assunto - sabe que isto é matéria para especialistas. Partilhem connosco qual delas sabe mais (alguma coisa) de uma e de outra coisa. E como é que esta terra pode andar para a frente com políticos deste calibre?

Foi uma pena não terem convidado, para esta importante discussão, o coveiro-mor do reino, grande especialista em aquisição e gestão de máquinas, enterros e afundanço de autarquias e outras que tais. O doutor Pimpão não disse nada sobre o assunto - sabe que isto é matéria para especialistas.

Antes de a máquina chegar a Vermoil já o Daniel está a pedir um subsídio para o combustível, que ele agora está caro; outro para o ordenado do manobrador, que já não há quem trabalhe pro-bono; mais um para a certificação do manobrador, que afinal é necessária; e outro para um reboque, para transportar a máquina; e outro para um gancho, que faz falta e na altura não foi considerado para não aumentar o preço da encomenda; e ainda outro para os pneus, que entretanto se desgastarão; e outro ainda para uma bateria nova, que a da máquina entretanto vai morrer; etc.; etc.; etc.

E assim se foi criando uma nova espécie da “fábula dos porcos queimados”, que não funciona mas todos alimentam.

PS: As Juntas de Freguesia e as Câmaras Municipais são entidades autónomas, com atribuições e fontes de financiamento estabelecidas na lei. Por cá - e não só – estabeleceu-se uma relação de dependência promíscua e bastante ineficiente que desbarata recursos públicos sem critérios de responsabilização e boa governação. E ninguém mete mão nisto!



22 de setembro de 2022

O “rei” vai nu…

A doutora Odete fez uma interpelação, como deve ser feita (pela oposição), finalmente!

Já sabíamos que o doutor Pimpão não faz, nem quer fazer, nada que dê trabalho, obrigue a estudo ou exija disciplina. Na resposta à interpelação da doutora Odete – e durante toda a reunião  - mostrou que nem tarefas executivas básicas, como designar coordenadores e equipas de trabalho, faz!

O doutor Pimpão é bom como animador de festas e eventos, e até um bom bobo da corte (já fez números engraçados), mas como político executivo é um inepto completo. Com uma oposição a sério, nem as reuniões do executivo conseguiria aguentar.  


21 de setembro de 2022

Descentralização - trapalhadas - à moda do doutor Pimpão

O doutor Pimpão promoveu a “Reunião do órgão Câmara Municipal de Pombal de forma descentralizada na freguesia de Abiul”! Só para se gabar que estava a fazer história: reunir, pela primeira vez, o “órgão câmara” numa freguesia. 



Quando vi a publicidade ao “número” cheirou-me a fanfarrice e trapalhada. Mas dei o benefício da dúvida: admiti que se tratasse de uma reunião de trabalho entre o executivo municipal e o executivo da junta. Custava-me a acreditar que na reunião do executivo municipal, sujeita a regras e formato muito próprio, estabelecidas na lei e no regimento, pudesse participar outro órgão ou titular de cargo político. Foi preciso ouvir o áudio da reunião para perceber, e confirmar, que aquilo foi uma reunião do executivo municipal com a presidente de junta. 

O doutor Pimpão tem tanto de voluntarioso como de falta de maneiras. Dá para presidente de junta, mas definitivamente não dá para presidente de câmara. É demasiado vulgar e meio trapalhão. Falta-lhe conteúdo e decência institucional.  Pior: não tem consciência que na sua posição poucas coisas são mais críticas que a (in)capacidade de regular as maneiras. 

Bem sabemos que para o doutor Pimpão a política é espectáculo e diversão. Mas dessa paródia, deveria salvaguardar, pelo menos, os actos oficiais. Permitir a participação do/a presidente ou membro da junta na reunião do executivo fere de nulidade as deliberações tomadas. E fazer unicamente a reunião do executivo nas freguesias é pura perda de tempo e recursos e o mais descarado show-off. 

Será que já não há ninguém na câmara, nomeadamente dirigentes com conhecimento e experiência, capazes de pôr freio nos regulares devaneios do presidente.

PS: A presidente da junta – Sandra Barros – esteve bem: desvalorizou aquilo, chegou tarde (depois da reunião ter começado) e saiu antes do final. 

20 de setembro de 2022

O problema não está na mobilidade, está na actividade, …!

Nos últimos dias, o doutor Pimpão e a sua esfrangalhada equipa têm andado entretidos com “A Cidade dos 15 minutos e a Mobilidade” (dita suave) e outras modas. Para o doutor Pimpão administrar a câmara é como administrar a junta – uns eventos e tapar uns buracos. Esquece-se, coitado, que uma enfiada de eventos não faz sequer um programa de acção…

 

Já era tempo de o doutor Pimpão deixar as modas que lhe sopram aos ouvidos e tentar perceber os problemas da cidade e do concelho. Nós, sempre muito acusados de só criticar, damos-lhe daqui uma pequena ajuda: os problemas de Pombal não estão na (excessiva) dimensão da cidade e na (fraca) mobilidade; estão na falta de actividade/dinamismo da cidade e do concelho. Não quero com isto dizer que a cidade não tenha estrangulamentos a solucionar e ciclovias a acrescentar. Mas não precisa de ser transformada na Cidade dos 15 minutos; já é uma Cidade dos 5 minutos. De trotinete ou de bicicleta, em cinco minutos dou a volta à cidade e ainda me sobra tempo. No geral, encontro a cidade despida de gente e lojas desertas ou fechadas. Do concelho rural nem vale a pena falar… Mas perante isto, o doutor Pimpão entretém-se com vacuidades da Cidade dos 15 minutos e da Mobilidade Suave, e outras coisas do mesmo género, como concursos de ideias para o estacionamento de bicicletas! Desgraçadamente, só “trabalha” para os jornais e para as redes sociais. 

O doutor Pimpão é uma criatura sem conteúdo (político), possuída por exaltado estado febril pelo sucesso (pessoal), que aceita tudo que lhe gritam aos ouvidos, sejam ideias, serviços ou eventos. Como desconhece que só no dicionário o “S” - de sucesso - vem antes do “T” - de trabalho, cai sistematicamente na fantasia de que tem ideias e é capaz de realizações valiosas. Oitenta por cento, ou mais, das soluções para os problemas da cidade e do concelho terão que vir do trabalho sistemático, metódico e apurado com os técnicos da câmara, da chamada aprendizagem organizacional e não do show-off dos eventos.

Já era tempo de o doutor Pimpão perceber que a vida não é brinquedo, e a política não pode ser uma distração; que se deve dedicar a fazer coisas úteis e necessárias, e deixar para os animadores sociais o papel de sensibilizar e distrair as criancinhas e para os palhaços o papel de fazer rir as pessoas.

Mas o problema maior desta malfadada terra é não haver quem meta mão nisto. A oposição está morta e enterrada. E o PSD está de pés e mãos atadas, depois de ter corrido com o outro e a coisa ter dado nisto.

Siga a festa!

19 de setembro de 2022

A vitória de Pirro que aconteceu no oeste


Ao cabo de vários meses de uma acesa campanha - encabeçada sobretudo na Guia, onde alguns não estão para ser governados por bastardos da Ilha ou da Mata Mourisca, sobretudo depois dos resultados das últimas eleições autárquicas - a população da União de Freguesias do Oeste foi chamada a responder SIM ou NÃO quanto à desagregação das três freguesias, que desde 2013 formam uma só. Toda a gente sabe que aquela união foi colada a cuspo. Não admira por isso que os poucos fregueses que se dignaram sair de casa para expressar, numa urna de voto, o seu parecer - que não será vinculativo, mas é indicador - tenham maioritariamente dito que sim, querem voltar ao que eram: cada uma das freguesias por sua conta. Nunca saberemos o que pensa a maioria da população, porque cerca de 70% dela não se manifestou. 

O que nos dizem, então, estes resultados, com evidentes leituras políticas? Primeiro, que o povo se está esmagadoramente nas tintas para este processo. Depois, que esta é uma derrota clara dos políticos envolvidos. E não admira. Afinal, todos ali já defenderam uma coisa e o seu contrário, a começar por Manuel António, o ex-presidente da Junta da Guia e "pai" da agregação, agora desenganado com o processo, passando por Gonçalo Ramos, que desta vez quis passar entre os pingos da chuva, mas em 2017 chegou ao poder com discurso e promessas de reversão da agregação. Do PS nada. Até hoje, não sabemos o que pensa sobre o assunto. Ora, como mostram os resultados que dão ao Sim esta vitória de Pirro, só mobiliza gente para votar quem tem mensagem e diz ao que vai. Mesmo que seja pouca, mesmo que doravante só traga dissabores.

Continuamos para bingo, que a malta precisa sempre de andar entretida, e o tempo das festas acaba no São Mateus de Soure.

18 de setembro de 2022

A hora do recreio




 Se a Câmara tivesse usado para o início do ano lectivo - pelo menos em matéria de comunicação, já que não vai passar disso - um décimo do esforço que está a fazer com o folclore à volta da semana da mobilidade, estávamos bem. Mas as escolas retomaram as actividades com muitos e novos problemas, e isso não interessa. É chato. Essas dinâmicas não contribuem para a felicidade, a não ser que acabem por dar nome às AEC's, quando as houver. Sim: há escolas que arrancaram sem essas actividades, normalmente entregues às autarquias locais. Pombal (freguesia) é um desses casos. 

Já sabíamos que este não iria ser um ano qualquer, no concelho de Pombal. Seria o primeiro da descentralização de competências na área da Educação,  e por isso era suposto que se trabalhasse mais, e mais cedo, para garantir que as coisas iriam começar - e correr - bem. Mas nesta nova era em que tudo se faz com meia-bola-e-força, chegamos a meio de setembro e ao início do novo ano escolar com um retrato muito pouco colorido, muito pouco colado ao estilo Pimpão & amigos. É que não adianta nada fazer jornadas e conferências com temas bonitos, passear uma comitiva entre o Teatro-Cine  a Casa Varela, e fazer de conta que  a realidade não está lá fora. E essa começa em casos como o das crianças da Moita do Boi, que por causa do sucesso da creche (à conta de uma associação que se transformou em IPSS) de repente não têm lugar na sua aldeia e têm de ocupar as salas vazias num centro escolar da Mata Mourisca (Lembram-se dos anos em que aqui escrevemos sobre isso, caros leitores? De como os executivos de Narciso Mota andavam a construir escolas com salas que nunca iriam abrir?) - e termina na Escola Secundária de Pombal, requalificada há uma dúzia de anos, mas agora insuficiente para acolher os alunos que vêm de toda a parte, e não só as dezenas (centenas?) de imigrantes que estão a chegar todos os dias, mas logo à partida os alunos do Louriçal, da Redinha e de Albergaria dos Doze, findo o financiamento dos colégios privados. Não sei se ainda se mantém na Câmara aquele projecto do EPIS, mas talvez haja por lá alguma daquela meia dúzia de técnicas que possa pensar um pouco  em como é que é possível uma criança/adolescente ter alguma rentabilidade na escola quando se levanta às 6h30 da manhã para apanhar um autocarro, e depois passa uma manhã na escola até à hora das aulas. Foi o melhor que se conseguiu em muitos horários, na Secundária de Pombal. Nesta altura vão saltar meia dúzia de professores e falar-me dessa outra invenção - contra a qual lutei, com outros pais, sem sucesso, no Agrupamento de Escolas de Pombal - que é a Ocupação Plena dos Tempos Escolares. Tanto especialista que já veio a esta terra falar sobre isto, tanta tese sobre o assunto, e continuamos na mesma. A grande preocupação é enfiar os miúdos dentro de uma sala, de preferência caladinhos, de modo a que não chateiem. 

Na apresentação de mais um ano, não pude deixar de me espantar com o mimetismo do modelo. As décadas passam, mas no AEP o registo cristalizou. Para espanto de quem chega de novo, nem uma palavra sobre a Associação de Pais, nem um folheto. nada. É verdade que também não se fez notar. Esperamos que ainda exista, para lá da reprodução de frases feitas no Facebook. 

Perante este caldo, era de esperar que um Município que passeia automóveis por aí com a propaganda da Educação e do Sucesso Escolar 100%, mais a nova ambição da parentalidade positiva, tivesse um pelouro da Educação preocupado em desfazer estes nós. Se Pimpão tivesse colocado o amigo Marco Ferreira num lugar elegível, teria esse problema resolvido. Assim, continuamos em modo Junta, à espera que alguém da Câmara resolva. Quando acabar o recreio. 


6 de setembro de 2022

O doutor Pimpão e os subsídios

Os subsídios têm sido o principal estratagema de captura e manutenção do poder em Pombal. Narciso Mota atribuía-os sem regra, mas com moderação – com umas centenas de euros adocicava os apaniguados. Diogo Mateus introduziu regras, mas manteve as excepções (muitas), e subiu o patamar – passou das centenas para os milhares de euros. Com o doutor Pimpão é o regabofe completo: sem regra e sem moderação – qualquer criatura ou pequeno grupo de criaturas munidos de uma associação meio-formalizada vai à câmara e saca dezenas de milhares de euros. 

Uma recém-criada associação, designada “Cine Clube de Pombal”, foi presenteada com 18.000 euros para projectar uns filmes; outra, também recente, designada “Costumes e diálogos” – que bela designação - foi presenteada com 18.000 euros, para, vejam bem, “desenvolver esforços para preservação da memória colectiva”; etc.; etc.; etc.



O doutor Pimpão é um crente, um grande divulgador e um grande impulsionador do chamado “empreendedorismo social” – um depauperador de dinheiros públicos. Vai daí, transformou o Salão Nobre numa incubadora social, onde germinam associações como cogumelos em floresta húmida e nutritiva. Há cogumelos associativos tão imberbes e tão precárias que chegam a dar como sede edifícios da câmara. Ao que nós chegámos!

Sempre achei o doutor Pimpão inepto (politicamente), mas julgava-o sensato e aplicado. Não é, nem uma coisa nem outra. A dar subsídios desta forma e a contratar pessoal como se não houvesse amanhã, vai arruinar a câmara e o seu futuro político.