10 de setembro de 2010

quando o boato se transforma em notícia

A chamada de capa do Correio de Pombal desta semana sobre os alegados maus tratos de uma educadora no Travasso são o exemplo de que como é perigoso estarmos entregues à sorte e não às elementares regras da ética e da deontologia no jornalismo local. Já não me espanta, mas entristece-me. Porque qualquer um de nós pode ir parar à capa do jornal e ser vítima de terrorismo deste. De como se constrói uma notícia a partir de um boato (como muito bem salienta a tutela da Segurança Social), sem ninguém que dê a cara e assuma o que quer que seja, sem citar fonte alguma, sem o contraditório. Como se fazer jornais fosse tão fácil como ouvir uma conversa de café e reproduzi-la, em papel, independentemente da veracidade dos factos. Isto está a ficar perigoso. Muito perigoso.

9 comentários:

  1. Pois é, o "cóio" de comadres, ou de compadres, às vezes ajuda a bebericar uns chás e uns scones ou umas imperiais e uns "tramoços" e torna as coisas mais diletante,mas, daí a ser pública noticia, pode ir uma grande distância ou uma não menor falta de cuidado.

    Com a vida e profissão das pessoas há que ter sempre cuidados redobrados, especialmente dar oportunidade ao(s) visados de dar a sua versão dos factos e verificar todas as possíveis fontes.

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  2. Acho que não podemos estar a fugir sempre dos temas. Para discutir Futebol vão ao site maisfutebol. Aqui é para debatermos a sério os problemas da nossa terra e da nossa gente. Quanto ao post, por vezes não ha fumo sem fogo, mas tambem por vezes ha pessoas que se queimam nas fogueiras que acendem.

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  3. :(:(:(:(:(:(:(:(:(:(:(

    O Roque dê de vez em quando um :)

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  4. Boa tarde!
    Digam-me se algum dia este senhor Benquerença apitou bem um jogo do Benfica.

    Ontem começou a pagar a factura da ida ao mundial, com um individuo destes aqui tão perto começo a ter vergonha de dizer que sou do distrito de Leiria.

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  5. amigo Roque, escreves aqui duas verdades numa afirmação.
    É verdade que anda um clima turbulento na creche do Travasso, numa instituição/colectividade muito parecida com a da minha Moita do Boi, com tudo o que isso tem de bom e de bom. Acresce que a educadora em causa(que anda a ser acusada de maus tratos) cuidou do meu filho durante cinco anos. Devo-lhe (eu e os outros pais) parte do que ele é hoje. E depois de alertada pela capa em causa, fui-me pôr em campo. Percebi em poucas horas a fonte do boato. Qualquer pai/mãe tem o dever (mais que o direito) de querer o melhor tratamento para um filho. Mas que o faça de forma responsável e honesta. Assim como qualquer auxiliar tem o direito de querer subir na hierarquia. O resto conto-te pessoalmente.

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