7 de junho de 2014

Contra o cinzento, marchar, marchar.

As horríveis ruas de pombal, que o município não descansou enquanto não "engranitou até à exaustão", apresentam-se menos cinzentas estes dias, numa curiosa e interessantíssima divulgação do festival de teatro. Uma ideia colorida numa cidade a preto e branco.

15 comentários:

  1. Amigo e camarada Nuno Gabriel, boa noite.
    Afirmas que a cidade de Pombal é a preto e branco.
    Deves estar, momentaneamente, daltónico e perturbado, já que, por outro lado, afirmas que, “nestes dias”, está um autêntico caleidoscópio.
    A vida vivida é uma boa forma de viver a vida.
    Vou contar-te uma história vivida nos finais dos anos 50 do Século passado:
    Indo, de comboio, para a escola da, então, Vila de Pombal ouvíamos um passageiro a dizer impropérios, de si para si.
    Na Estação de Vermoil entrou um Cura.
    Solicitámos-lhe que usasse a sua mestria para estancar tamanho caudal de impropérios.
    O Cura perguntou ao passageiro o que é que o perturbava.
    Este respondeu-lhe:
    - Pai branco, mãe branca, filho preto….
    O resto já sabes.
    Abraço.

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  2. Pombal é uma cidade a preto e branco, e mais ainda. Uma cidade de muros, como Berlim foi, Jerusalém ainda é. O preto e branco é não apenas do granito que germina na cidade como erva daninha, como das cabeças empoeiradas que a governam. E os muros, são os muros do pensar.
    E o resto, já sabe!
    Abraço.

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  3. Bom dia
    Aqui não está em causa o comportamento dum cidadão, do Cura ou a beleza da música de Bob Marley, ao som da qual escrevo este texto, mas sim as aberrações de Granito plantadas na nossa cidade de Pombal. As cortinas de fumo escurecem mais o granito!

    A calçada portuguesa, construída com calcário nado e criado na serra da Sicó, é considerada obra de arte no Reino Unido e outros países da Europa para onde são contratados calceteiros portugueses.

    Pombal têm tanta matéria prima disponível nas nossas pedreiras, têm mão de obra especializada em excesso para este tipo de arte, que seguramente faria a cidade mais bonita porquê aplicar granito? Não há cortina de fuma que consiga explicar ia aplicação de tanto granito e entendo até que se trata de uma csaos de polícia.

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  4. Se calhar há pedreiras de granito em Pombal, e eu desconhecia isso...

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    1. Caro Eduardo
      Embora seja granito com pouca procura, agora já há, mas foi plantado por toda a cidade, talvez nasça. Podiam ter plantado outro tipo de granito, não vai existir mercado para este tipo de pedra quando ela nascer

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    2. Caro Papagaio
      Se ele nascer, então seguramente passaremos a ter 2 locais em Portugal com o mesmo insólito. Tu sabias que existem as Pedras Parideiras, na serra da Freita, em Arouca?
      Pois é, as "filhas" graniteiras nascem da Rocha-mãe. Granito, claro.

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  5. A coisa é tão cinzenta, tao cinzenta, … que tiveram que pendurar uns guarda-chuvas coloridos para disfarçar a coisa. Mas, só iludiram os iludidos, as criaturas que andam sempre a olhar para o céu e se esquecem de solo que pisam. Os guarda-chuvas hão-de desaparecer e o granito cizenterá, ainda mais, esta terra por muitas décadas.

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  6. Boa tarde Caríssimos:
    Vou expor a teoria do suponhamos: ´
    - temos vários produtores de calcário no nosso concelho
    - temos estes produtores com falta de vendas
    . temos muitos calceteiros especializados na arte
    - temos falta de trabalho para estes especializados
    - temos muitos jovens desempregados e sem especialização

    -Suponhamos que a CMP comprava calcário em vez de granito, os produtores de calcário , seguramente, equilibravam as suas vendas
    -Suponhamos que a CMP fazia calçada portuguesa nas suas ruas logo a mão de obra de artistas faltava.
    - Suponhamos que a CMP, para colmatar a falta de mão de obra especializada, fazia uma formação profissional para calceteiros através do fundo social europeu.
    . Suponhamos que a CMP, para a inauguração das Ruas, convidava presidentes de Câmara de cidades europeias para promover a calçada portuguesa, este arte é da nossa região.
    . Suponhamos que os presidentes de Câmara convidados decidiam fazer um pouci de calçada portuguesas nas suas cidades?

    Caros Srs, (as) vejam de conseguem imaginar o retorno ou cash flow do investimento na economia local, a projecção da nossa cidade a nível internacional, o fim do desemprego para os calceteiros, a venda de pedra trabalhada para toda a Europa, obviamente com muito valor acrescentado pela incorporação de Mão de Obra e a injecção de capitais na economia local.

    Obrigado pela vossa imaginação

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    1. Amigo e companheiro Papagaio, boa tarde.
      Imaginar é fácil.
      O difícil é fazer.
      Vamos ver.
      Se me perguntares o porquê da aplicação do granito, dir-te-ei que é moda.
      Na cidade de Biscarrosse, a Praça de Pombal está revestida de calçada à portuguesa, cuja pedra foi de Portugal, assim como os calceteiros.
      Mas de Pombal só foram os calceteiros, por que a pedra foi da Serra d’Aire.
      Assim como as estátuas têm que ser obradas a partir da pedra de Ançã, também a calçada à portuguesa tem que ser executada com pedra que não da Serra de Sicó.
      Qualquer pombalense que tenha um pouco de calçada na entrada da sua casa sabe que a pedra vem da Serra d’Aire.
      Quanto à formação de calceteiros, em Pombal já houve ofertas, mas não apareceram candidatos.
      Que eu saiba só o Mosteiro da Batalha conseguiu encontrar formados, e já lá vão muitos anos.
      Tens que imaginar mais…
      Abraço

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    2. Vê-lo defensor do granito, e para mais com o argumento "porque é moda", é de ir às lágrimas, meu caro. A sorte é que já o conheço, e a amizade impede-me de o julgar apenas pelas baboseiras que se vê forçado a defender! :)

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  7. Boa noite
    Caro Sr. Engº Marques, estou como diz o Sr. Gabriel, é de ir às lágrimas, para mais, que o conhecemos, sabemos que aquilo que escreveu não é o que pensa. nem o que sente.

    A moda fazem-na as pessoas, escravos da moda nunca, neste caso, a cidade fixou escrava e refém daquilo que diz ser moda e que ninguém gosta, a não ser o pessoal dos serviços técnicos que aprovou as aberrações. Caso de polícia?

    Quanto à imaginação, o Sr. Engº sabe tão bem como eu que os calceteiros em Pombal estão com falta de trabalho, para quê frequentar um curso que não vem melhorar a minha situação laboral? É assim que todos pensam!
    Não vamos ver ou imaginar a minha idiotice como um acto isolado, apenas um curso, mas sim como um todo, um projecto sério, tal como escrevi no anterior comentário, onde se equaciona a matéria prima, especialização da mão de obra, a promoção da calçada portuguesa e a necessidade da mão de obra para satisfazer o eventual crescimento da procura para a calçada portuguesa

    Quando os chapéus e os balões oxidarem paira nuvem cinzenta pelas ruas cidade

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    1. Amigo e companheiro Papagaio, boa noite.
      Fui honesto, pessoal e politicamente.
      O último moicano foi o saudoso José Maria.
      A arte do calceteiro foi comida pela voraz economia.
      Podes crer que fico triste.
      Abraço

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  8. Caros amigos
    Já manifestei o meu descontentamento pelo preço do granito e pelo perigo dos pinos do Cardal e da Ponte D. Marai, mas não sou radical quanto ao tipo de material a utilizar (granito, calcário ou artefactos de betão). Como sabem, sou muito mais exigente quanto à solução que melhor garanta a segurança dos peões.
    Lembro da história que um emigrante português nos USA, conhecido do “farpas”, me contou: há uns anos, alguns calceteiros portugueses foram aos USA, a Newark (terra de emigrantes portugueses), executar uma calçada portuguesa muito bonita, a qual foi inaugurada com a presença da comunicação social. Passado pouco tempo, as autoridades municipais de lá mandaram arrancar e substituir a calçada (portuguesa) porque era escorregadia (perigosa) e lá responsabilidade funciona.
    Acredito que temos de pensar mais e primeiro na segurança e nos custos e só depois nos aspetos técnicos, estéticos e históricos.

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  9. JGF,
    argumento de putativa responsabilidade civil neste caso???
    mesmo sabendo como funciona a justiça em Portugal???
    esta sim é de ir as lagrimas.
    A-do-rei!!!
    verdade que "no me gusta" o granito, "i don´t like" a visão da cidade, se calhar sou eu esquisito, contudo, afinal de quem veio a ideia peregrina de pavimentar/gratinar o centro da cidade?
    Ainda bem que foi com granito podia ter sido com cimento/cola que se fizesse o mesmo.
    E aqui sim caro JGF, devido ao atrito, salvaguardada a responsabilidade de uma queda mal dada ou provocada por uns "maus-vinhos" quaisquer em dia de festa.
    fui.

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