13 de agosto de 2017

A privatização das festas do Louriçal


A organização das festas do Louriçal (a cargo de uma espécie de associação criada para o efeito pelo magnata António Calvete) tem vindo a progredir a passos largos na transformação das festas num evento privado, com o apoio da Junta e da Câmara (que contribui com dinheiro nosso para aquilo). Este ano a comissão deu um passo maior na prossecução desse objectivo, ao vedar por completo as festividades. Por exemplo, quem quer ir jantar às tasquinhas (a cargo de colectividades que usam o voluntariado dos seus dirigentes e sócios para servir às mesas e ainda pagam uma bela factura à organização) tem de pagar primeiro o respectivo ingresso (por 4 ou 8 euros por dia, conforme o artista) para poder entrar no recinto. O mesmo acontece com quem ir levar as crianças aos carrosséis, comprar uma fartura ou algodão doce. Nem se percebe por que razão foram as ruas enfeitadas, pois que as despiram de festa, privando o povo de a viver.
Para cereja do bolo, resta dizer que, até hoje, nos últimos quatro anos, ninguém prestou contas de qualquer edição das festas. Calvete diverte-se com os amigos nos bares, os políticos desfilam por lá no dia da inauguração, e enchem as mesas ao jantar. Neste domingo, havia espaço livre à hora de almoço nas tasquinhas, e ruas desertas na vila. Talvez a esta hora o presidente José Manuel Marques já tenha percebido que não há almoços grátis. Ou não.

2 comentários:

  1. As Festas do Louriçal, ultrapassam os Bodo em termos de organização de espectáculos e organização de serviços de apoio. Penso que foi só uma experiência este ano, com a entrada para as exposições e tasquinhas estarem dentro do recinto a pagar. O modelo este ano deveria ser igual ao do ano passado. Espectáculos tem de ser pagos para garantir qualidade e o restante (tasquinhas, exposição de actividades económicos, roulotes de comes e bebes e diversões) fora do recinto de concertos. Acho até que o povo merecia que na noite de 14 para 15 ( noite da Festa religiosa)a Junta organizar um baile com um organista na praça para o povo dançar e no dia 15 o Festival de folclore seguido de ao final da tarde de um grupo de musica popular ( Cavaquinhos, toca-sem-dó) para o povo. Isso não tirava ninguém do recinto dos espectáculos pois teria de terminar antes dos Concertos ou seja terminar á meia noite. Esse seria o meu modelo de Festas...mas como não tenho qualquer poder politico, só estou a dar estas sugestões á organização que até sei que alguns são leitores deste Blog.

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  2. Sem grandes comentários. Triste toda esta situação :(

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