13 de fevereiro de 2020

Socialistas mas pouco

Na última Assembleia Municipal de Leiria, o PS e a CDU rejeitaram uma recomendação, subscrita por PSD, CDS, BE e PAN, para que as reuniões do executivo municipal públicas fossem transmitidas em directo, via internet.
Que a CDU (PCP) rejeite a proposta, e use o argumento que a transmissão em directo “colocaria em causa a legitimidade democrática”, compreende-se – é coerente com os seus princípios. O que não se compreende, é que o PS tenha medo da transparência - do escrutínio dos cidadãos!

11 de fevereiro de 2020

Será a felicidade do Pedro a nossa felicidade?


O Pedro já nos tinha anunciado que andava a estudar Felicidade por terras de “nuestros hermanos”. No passado fim-de-semana, levou ao congresso do partido (PSD) a moção “Por um Portugal mais feliz”. 

A política está para o Pedro como o voar está para a mosca. Se pudéssemos compreender a mosca, perceberíamos que ela navega no ar animada por essa mesma paixão e sentindo em si que voar é o centro do mundo. Na política, e não só, o Pedro é uma espécie de mosca (voadora).

Lá, no congresso, ninguém o quis ouvir - o que levou o presidente da mesa a interrompê-lo duas vezes para repreender os congressistas. Mas nós - que sabemos que esta ladainha não nos vai largar nos próximos anos - não o podemos ignorar.

O Pedro é o verdadeiro profeta da boa vontade; não vontade de vida, mas vontade de poder. É um escuteiro da moral amorosa-altruísta, perito na recolha de vontades para proveito próprio, que confunde o predicado com o efeito, e acredita – ou diz acreditar – que políticos felizes fazem pessoas felizes, que o céu estrelado gira em torno do destino do Homem. 

O pensamento político do Pedro é ridiculamente superficial, idêntico ao das garotas inexperientes do passado que se lisonjeavam com a ideia de que estava em seu poder tornar um homem feliz.

Pessoa dizia que o irritava a felicidade de todos os homens que não sabem que são infelizes. O Pedro quer tratar da saúde das pessoas e combater a depressão com choques de energias positivas e o circo da vida mágica, quer replicar o Paraíso do S. Pedro na Terra. Esquece-se que uma felicidade tola não é de modo nenhum preferível a uma infelicidade consciente. 
Pedro: deixa-nos ser mortais, sofredores, felizes e infelizes.

Resultado do Falso Associativismo

Tenho – temos – aqui alertado muito para os malefícios do falso associativismo que tem medrado pelo concelho.
Hoje, tivemos notícia que edifício da AICP foi colocado à venda no âmbito processo judicial.
Por cá, a realidade não para de nos surpreender.

6 de fevereiro de 2020

A tua cidade...é minha e é nossa

“O que se opõe ao descuido e ao descaso é o cuidado. Cuidar é mais que um ato; é uma atitude. Portanto, abrange mais que um momento de atenção. Representa uma atitude de ocupação, preocupação, de responsabilização e de envolvimento afetivo com o outro.” 
Leonardo Boff

Todos os dias os lugares por onde passamos, vão sendo usados por uns e por outros. Como eu, são visitantes, moradores e vizinhos, pessoas do próprio concelho ou vindas de fora, que de um lugar para o outro, se deslocam, permanecem, brincam ou fazem compras. Tudo isso, acontece todos os dias, numa multiplicidade de atividades que se acumulam, num constante pisar e repisar dos lugares públicos da cidade de Pombal, que goza de uma centralidade que remonta à sua fundação e que nos dias de hoje mantém e conserva. 
Assim nos relacionamos com os lugares que valorizamos…
Existem também um sem número de agentes que se preocupam com o bom funcionamento da cidade de Pombal. Todos juntos, estão encarregues de garantir o bom funcionamento de todos estes espaços urbanos e procuram perceber como podem melhorar o seu desempenho e tornar a cidade de Pombal mais resiliente.
Seguramente foi com esse propósito, que se aprovou a Operação de Reabilitação Urbana da zona central de Pombal, delimitada por uma área de 54,3 hectares. Através dela justificaram-se, um conjunto de investimentos para realizar na “Área de reabilitação urbana: a área territorialmente delimitada que, em virtude da insuficiência, degradação ou obsolescência dos edifícios, das infraestruturas, dos equipamentos de utilização coletiva e dos espaços urbanos e verdes de utilização coletiva, designadamente no que se refere às suas condições de uso, solidez, segurança, estética ou salubridade, justifique uma intervenção integrada, através de uma operação de reabilitação urbana aprovada em instrumento próprio ou em plano de pormenor de reabilitação urbana” ORU - memória descritiva, pág 02. 
A noção de intervenção integrada cumpre-se aqui pela concentração e a proximidade das intervenções urbanísticas, ao invés de outras operações do género, que reconhecem nas obras apenas um efeito catalisador, quando na verdade a transformação dos espaços publicas dá-se através de um conjunto de medidas sociais e económicas claramente identificadas e incrementadas, durante um período de tempo que idealmente vai para além de um mandato. Nesse clima as obras são um fator de indução de novas dinâmicas económicas e sociais dentro da cidade e quando bem acompanhadas, transformam e mobilizam um concelho e uma região.
Para o centro de Pombal: Que imagem queremos? …O que é que pretendemos? …Quem serão os futuros moradores? …Que atividades económicas e sociais serão necessárias? …Que função poderá desempenhar, no quadro mais alargado do concelho? São apenas algumas das questões que terão que ser respondidas. Mas antes, urge re-conhecer a atual realidade de Pombal, contextualizar e refletir sobre ela.
Para os investimentos previstos serem potenciadores de mudança é necessária uma ampla e profunda reflexão ao longo de todas as fases de incrementação deste projeto, a ser liderado pela Câmara Municipal de Pombal em estreita delegação/participação dos agentes que atuam dentro deste perímetro (IEFP, Associações empresarial e comercial, Misericórdia, Bombeiros, IPSS, Igreja, CNEs etc…) e a uma comunidade organizada em torno de associações de moradores pronta a participar construtivamente. 
É num clima de partilha sincera e de apresentação das motivações de cada parte, que se constrói uma comunidade resiliente, fortemente identificada com os seus espaços urbanos e seus equipamentos públicos. Um centro urbano construído a pensar nas necessidades das suas estruturas civis, capaz de dar respostas aos múltiplos usos e contribuir para valorizar, cuidar e proteger os valores do concelho de Pombal, no seu contexto regional.

Carlos Vitorino
Arquiteto, orador no debate sobre Urbanismo, a cidade e o espaço público, promovido pelo Farpas a 27 de Janeiro

5 de fevereiro de 2020

Quem nos defende?

Vivemos dias de insegurança. As cenas de violência a que temos vindo a assistir à porta da Escola Secundária de Pombal não são apenas um problema da comunidade escolar. O problema é de todos, com responsabilidade maior de três entidades: o Agrupamento, o Poder Político e as Forças de Segurança.
Mas a escalada de agressões está a banalizar-se de tal modo que deixou de ser um problema da porta para fora (se é que alguma vez o foi). Esta semana um aluno foi espancado por dois colegas quando saía da Secundária, mas as ameaças começaram lá dentro, durante uma aula de Educação Física. 
E isso não pode acontecer. 
Do gradeamento para lá é suposto que crianças e jovens se sintam em segurança, ao abrigo de um sistema que deve protegê-los. Que tem de protegê-los.
O sentimento de impunidade vai grassando junto dos agressores, como se esta fosse uma terra sem lei e sem grei. Um dia depois de agredirem o colega - e de mais uma vez, chamada pelos alunos, a PSP ter ido à escola - os agressores voltaram a ameaçar, dentro da escola.

De que está à espera o Agrupamento de Escolas de Pombal para agir? 

De que está à espera o Conselho Municipal de Segurança para se pronunciar publicamente sobre isto?

De que estão à espera os representantes da comunidade escolar (estudantes e pais) para se manifestarem?

4 de fevereiro de 2020

O Cristiano Ronaldo das Finanças de Pombal


Primeiro arrastam-se durante anos projectos prioritários como é a questão do saneamento básico no Concelho.

Depois priorizam-se investimentos de 5 Milhões de Euros para Centros Escolaresquando as necessidades destas infraestruturas são cada vez menores. 

Agora, deixa de haver prioridades para fazer tudo e anunciam-se de rompante investimentos avultados:

  • 6,4 Milhões de Euros, maioritariamente suportado pela banca, para cobrir 2000 casas (um bom número redondo que ninguém vai verificar);
  • 7 milhões de Euros para as freguesias já em 2020...

Anuncia-se tudo ao mesmo tempo com pompa e circunstância e ainda dá tempo para uma fotografia com um executivo estrangeiro e treinar o francês.

Mas continuam a anunciar-se coisas como o “patrocínio” de 2500 euros para a junta de Freguesia da Pelariga (111 mil euros no corrente mandato para esta freguesia) ou 144 mil Euros para o Oeste. 

Sim, para o ano há eleições e sabemos - ano após ano -  a diferença entre os anúncios e o resvalar dos projectos. Anunciam-se 7 milhões para um ano em infraestruturas, mas com jeito atrasam-se abras e no final fechamos a coisa com metade do dinheiro. 

O merceeiro gere bem as contas, sem dúvida, mas o Concelho, esse, nunca arranca com o potencial.


Luis Couto

3 de fevereiro de 2020

O partido que jaz morto e arrefece



Apesar de não existir qualquer confirmação (pública e oficial), a verdade é que lá se realizaram as eleições para os órgãos locais do Partido Socialista. 
Nos últimos meses alguns militantes movimentaram-se para irem a votos como alternativa às águas paradas, mas com o aproximar da data...a montanha pariu um rato. De modo que Odete Alves liderou a única lista, recandidatando-se ao lugar de presidente da concelhia. Ao contrário do que aconteceu há dois anos, desta vez não se lhe conheceu moção ou projecto. Os militantes que (ainda) fazem parte de um grupo fechado no facebook, lá foram informados de que iria recandidatar-se; mais tarde acrescentou os nomes dos ilustres socialistas que a acompanham, num registo de 'para quem é bacalhau basta'.É muito pouco para quem, há dois anos, se propunha "aproximar os militantes, motivá-los e uni-los". 
O que aconteceu agora foi uma espécie de retrato da última ceia, mas com vários Judas a posar para a foto: elementos que passaram os últimos meses a apunhalá-la pelas costas, criticando (muitas vezes com propriedade) a falta de pensamento político e de acção política. Eis que agora aparecem de braço dado com a presidente, numa lista que tem ainda outra particularidade: é familiar, com irmãos, casais, pais e filhos. E que mesmo tendo pouca gente, se deu ao luxo de deixar de fora alguns dos eleitos nos órgãos autárquicos. Militantes do partido.
Nesta quintinha em que se transformou o PS/Pombal, percebe-se facilmente que não havia militantes suficientes para disputar as eleições com duas listas (como em Alcobaça ou Caldas da Rainha, concelhos onde o PS é oposição mas quer chegar ao poder). 
De modo que o resultado foi o que tinha de ser: 38 votantes, 31 na lista única, mais 6 brancos, e ainda 1 nulo. 
Bem podem agora espernear no facebook os acólitos mais fervorosos. Melhor fora que tivessem a humildade de fazer alguma introspecção e corrigir os tiros, percebendo que a crítica faz parte de uma sociedade democrática, e que tantas vezes é dela que nasce alguma coisa, depois de agitadas as águas. Mas já que preferem as pancadinhas nas costas...ficamos aqui a vê-los guardar os punhais no bolso, até à próxima oportunidade. Ou até que alguém ressuscite este partido.

2 de fevereiro de 2020

Orçamento Participativo – Política de Fachada

O Orçamento Participativo foi a forma do executivo municipal – presidente da câmara – dar a ideia de abertura à participação dos cidadãos na gestão da coisa pública. Mas quem não tem, não pode dar.
Como a ideia era fazer-de-conta, não foi suficientemente pensada, nasceu torta; apoiou o que não deveria apoiar, admitiu a concurso quem não deveria admitir, etc. Bem diz o povo: o que nasce torto tarde ou nunca se endireita. O Orçamento Participativo tem sido um rol de trapalhadas; já chamuscou muita gente e vai queimar mais - até os que pensam que lhes saiu o brinde, ainda verão que lhes saiu a fava.
Na quarta edição (2018), - a que teve mais participação (2490 votos) -, ganhou o projecto da Remodelação do Parque Desportivo de Albergaria-dos-Doze. Ganhou, mas não ganhou! O projecto não foi iniciado durante 2019; consequentemente, morreu (a rubrica inscrita no orçamento municipal extinguiu-se)!
Reparem, agora, no passa-culpas.

1 de fevereiro de 2020

Reunião do Executivo – a harmonia voltou

Enquanto a doutora Cabral se passeia pelo mundo novo, do norte da Europa, e se regozija com o que vai vendo para nos ensinar, a política caseira continua o rame-rame do costume. 
O executivo reuniu, ontem, p`ra gente. Curiosidades? Ficámos a saber que doutores de leis, com dezenas de anos de reuniões camarárias, ainda não sabem como tratar propostas extra-agenda. O resto? Tudo velho - quatro hora do mesmo.
O ex-vereador Brilhante continua a chatear o presidente com aquilo que não fez. Comprova-se que a dispensa foi acertada: o rapaz não fazia nada, nem sabia nada do que por lá se fazia.
A doutora Odete prosseguiu a sua via-sacra securitária, no registo bafiento e adocicado mole – trabalha para o monte.
O doutor coiso pegou, como sempre, nas trivialidades do momento e discorreu sobre elas com a esperteza de fazer passar a banalidade por erudição.
O engenheiro Mota, desamparado à direita e à esquerda, coitado, apontou erros e culpados, amigos e inimigos de estimação, virtudes e fidelidades próprias (ao PSD, ao actual líder, etc.).
D. Diogo esteve contido. Depois esvaziar o azedume do rufia, deixou o engenheiro Mota descarregar a cassete. Com os presentes entediados até à náusea, a reunião prosseguiu com grande harmonia.


31 de janeiro de 2020

Um “improvisto” de ultima hora

Parecia estar a tudo preparado para a eleição dos novos órgãos sociais da Associação Comercial de Pombal para o biénio de 20/21, no passado dia 29 de Janeiro.
Mas um email enviado aos associados, por volta das 19:45h e um aviso na porta, anunciou o adiamento.
Tudo leva a crer que não há lista candidata e que inclusivamente tem havido um sucessivo rol de demissões. Infelizmente, não é só o comércio que está a definhar, mas até a entidade que representa a área vai pelo mesmo caminho ...

Espero mesmo estar enganada. Pelo comércio e pelos comerciantes de Pombal.

30 de janeiro de 2020

Concelhia do CDS-PP renunciou em bloco

A Comissão Política Concelhia do CDS-PP renunciou em bloco ao mandato que terminaria em Abril próximo. “Na base desta demissão está o facto de Liliana Silva ter sido eleita para o conselho nacional, sem o aval da estrutura concelhia”, afirma o comunicado emitido pela concelhia, esta tarde. Mas estamos em condições de afirmar que a decisão foi tomada, ontem, após o presidente Pedro Pinto ter apresentado a sua renúncia, que justificou com quebra de solidariedade e do compromisso político assumido por todos, de não apoiarem nenhum dos candidatos à liderança do partido e trabalharam com o eleito, quebrado por Liliana Silva, o que causou grande mal-estar e levou à renúncia do órgão em bloco.

Liliana Santos é uma “jovem” com entrada fulgurante no associativismo e na política pombalense, dirigente em várias associações espalhadas pelo concelho, membro da Assembleia de Freguesia de Vila Cã, e presença regular na Assembleia Municipal. Apoiou o novo líder do partido – Francisco dos Santos – e foi eleita para o Conselho Nacional.

22 de janeiro de 2020

Nós, os burros!


A política pombalense passa por tempos muito difíceis. Faz lembrar levemente a Idade das Trevas. Esse período longínquo da História caracterizou-se, para além da deterioração cultural, económica e demográfica, pela escassez de registos históricos e outros escritos. Tudo o que se passou nessa altura permanece envolto no mais impenetrável negrume.
Quem nos comanda já acusou o ex-mandante de favorecimento sem nunca o concretizar, já incriminou um vereador de gravíssimas imparidades sem as evidenciar e agora cochichou-a em surdina (aos seus pares) que não se voltará a candidatar ao cargo.
Será que nós (os comuns) não teremos o direito de estar ao corrente destes apólogos, que a todos dizem respeito. Se nos explicassem, como se fossemos muito burros, talvez compreendêssemos.