12 de março de 2014

Palermices clementinas

A JSD cá da terra propõe que se crie um incentivo fiscal para os cidadãos que exerçam o direito de voto. A ideia é uma palermice - tanto nos fins como nos meios - e diz muito do que é o voto e o sistema fiscal para alguns jotas.
É verdade que as elevadas taxas de abstenção são preocupantes porque mostram um significativo descrédito do sistema Democrático. Mas propostas destas descredibilizam-no ainda mais.
Acompanhando a JSD na preocupação com as elevadas taxas de inflação, proponho, também, uma forma de reduzir a taxa de abstenção: taxar as ideias estúpidas. A ideia não é muito original e, para alguns, é até insultuosa. Mas, ao contrário da ideia da JSD, contribui para credibilidade do debate político e tem um enorme potencial contributivo para as finanças públicas.

16 comentários:

  1. Incentivo fiscal para os eleitores? Porque exercem um direito ? Explica a posição dos jovens democratas, porque não consigo entender .

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  2. De um jota, só ideia idiota. Para mais se clementina, ideia de latrina.

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  3. Ja agora uma ideia ainda mais idiota: Porque não o contrário - Aplicar Coima a quem não for votar e o valor dessa coima reverter a favor dos Partidos, para os deputados irem jantar ao Tavares, solar dos presuntos, Eleven e outros do mesmo nível.

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  4. Ou ainda mais marciano: e que tal levarem a votos políticos menos corruptos, discutirem ideias em vez de palermices partidárias, e nao cag&%rem no que prometeram como se isso fosse nada... Enquanto método para reduzir a abstenção, talvez nao fosse pior.

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  5. Malho, Malho, Malho… tu não aprendes :) … depois não queres que nos rebolemos todos no chão a rir quando te afirmas “rigoroso” :)

    Bom, o que tu queres dizer é que a JSD Regional de Leiria (e não a cá da terra) elaborou um documento em que junta diversos contributos (de várias pessoas) que visam combater o grave problema da abstenção no nosso país. Para além disso, a proposta que falas não se destina à beneficiação do individuo votante mas sim das regiões (concelhos) que demonstrem maior participação no acto eleitoral – a chamada discriminação positiva dos territórios. Há contributos/propostas com que concordo, há outros com que não concordo, tudo normal em democracia.

    Mas se reparares bem (se leres) no mesmo documento está também a proposta do voto obrigatório que é, de alguma forma, contraditória a esta que destacas (mesmo que “aldrabadamente”). Dado suficiente para se perceber que não se trata de uma proposta fechada e para não se cometer estes erros de amador.

    O documento é uma reflexão. É um leque de propostas a considerar pela estrutura, mas é também público porque queremos que a discussão seja feita por toda a sociedade. É coisa de quem se “mexe” para tentar contribuir para a resolução dos problemas, quer este da abstenção quer outros com mais ou menos relevância.

    Mas quanto a isso Malho podes ficar descansado, é “mal” de que não sofres e de que (pela amostra) vais continuar a não sofrer.

    Melhor sorte para a próxima (e algum rigor também).

    Um abraço

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  6. Bom dia!
    Meus caros, essa de subsidiar quem vota, não lembra a ninguém com dois dedos de testa, mais grave ainda quando a ideia surge dos candidatos a futuros mandantes deste País!

    Afinal os políticos ajuízam-se pelos seus próprios comportamentos, para eles tudo se compra, tudo se venda até julgam que compram a dignidade, a alma, do eleitor!

    Porque não motivar as pessoas pela positiva e transformar as eleições numa festa da democracia?

    A motivação dos eleitores depende dos políticos que temos e passa pelo cumprimento das promessas eleitorais, coisa que os políticos recusam fazer, ainda, deviam sujeitar apenas ao sufrágio aqueles que não têm rabos de palha!

    Como querem que as pessoas votem se, por via política, tentam lavar ou premiar a imagem de todos os prevaricadores deste País? Para quando proíbem a entrada nas listas de todos (as) aqueles com currículo académico comprado, presidiários e outros criminosos ? quando esta proibição acontecer começamos entrar no caminho da democracia!

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  7. Se passássemos a regime de democracia semi-directa, como na Suiça, seria uma boa forma de combater a corrupção e partidocracia, de uma só cajadada. Este regime de democracia representativa, só serve interesses instalados. Só serve a quem seja partidário de uma ideologia, mesmo que salte mais tarde para outra ideologia.
    A democracia vive dias de apatia, por culpa de todos. Mas principalmente por desmotivação das massas, que foram levados pelo logro da cantiga partidária: fica descansado, nós fazemos algo por ti. Ou seja, beneficia quem apoia campanhas. Em retorno, o partido vencedor há-de arranjar alguma coisita...
    Por último, deixo mais uma alternativa para os queridos Farpeiros analisarem: Demoex.

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  8. Caros,

    Há países que instituíram o voto compulsório (http://pt.wikipedia.org/wiki/Voto_compulsório); noutros o voto é facultativo. Em Portugal fala-se agora no voto compensatório. Acho bem. Mas, em vez de euros, eu sugeria sortear automóveis todo de gama. É ou não é uma grande ideia? Como é que ninguém ainda não se tinha lembrado disto...

    Abraços,
    Adérito

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    1. Caro alegria2,

      Incomoda-o a referência à Wikipédia? Pena não ter sabido com antecedência pois, de maneira nenhuma, pretendia ferir a sua sensibilidade.

      Um abraço,
      Adérito

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    2. enganou-se, ou enganei-o dsclp, não era pra si

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  9. Amigo e camarada Adelino Malho, boa noite.
    Tenho fundada esperança que o meu amigo Clementino não se aperceba que chamaste Clementinas às suas excelsas filhas.
    Se vir, vai ficar triste.
    E eu já estou

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  10. Meu caro,
    As filhas do Clementino também são clementinas? Isso é excelente, em termos de empregabilidade! :)
    Quanto ao tema, concordo em geral com o Adelino Malho (o que não vai sendo comum).
    As ideias parecem descabidas. Para combater a abstenção, deve-se atacar as suas causas. E essas, estou certo, não são "a falta de retrbuição", mas sim outras qu passo a enumerar:
    - O descrédito da classe politica, associada muito facilmente a processos de corrupção, falta de competência técnica e manutenção de relações pouco claras;
    - A banalidade com que se faz da "coisa prometida" um mero fogo fátuo. O que se promete em período eleitoral já nada se assemelha com o que se faz depois de eleito, e isso já não pesa na consciência a nenhum eleito. Donde, ao eleitor, ouvir uma promessa de um politico ou o grunhido de um porco, desperta mais ou menos a mesma atenção;
    - O discurso politico absolutamente vazio de ideias, desinteressante, que circula maioritariamente em torno de pequenas intrigas partidárias que interessam apenas aos umbigos dos que as promovem;
    - A percepção de que os partidos são entidades fechadas onde é dificil entrar senão num registo de carreirismo politico, e onde a capacidade de intervenção é obtida através de favores politicos, caciquismos, acenos de cabeça e uma capacidade (incrivel, admito) de contorcionismo que não está ao alcance de ninguém com coluna vertebral.

    Ataquem-se estas causas, e estarão seguramente a contribuir para a redução da abstenção.

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  11. Palermice de uma clementina (muito mais idosa que os demais):
    - hoje, a sra. Teodora Cardoso propõe taxar os levantamentos e movimentos bancários.
    Está tudo dito, acerca da justiça da medida.

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