3 de janeiro de 2020

O mistério do campo da bola

Quando o leitor achar que já viu tudo, surpreenda-se com o painel informativo à entrada do campo de futebol de Vermoil, onde há várias proibições. A mais original parece sacada do Entroncamento: é proibido jogar à bola.
Assoberbados com a actividade da Associação (que tutela o espaço, desde que acabou o futebol federado, há coisa de uma década) vamos ali respirar fundo e voltar.

1 de janeiro de 2020

Réveillon Pombalino


Muitos municípios pelo país fora, têm nos últimos anos apostado fortemente em programas de passagem de ano. Aperceberam-se que as pessoas aderem positivamente à ideia de festejar na rua o virar de ano. A verdade, é que estas organizações não são meras “festas” pois acarretam para o comercio local e até para a cidade uma promoção da mesma. Os restaurantes enchem, os bares e cafés enchem, os vendedores ambulantes (desde o que vende material alusivo a festa, até aos balões, pipocas, bifanas, crepes…) fazem negócio. A cidade enche-se de alegria e de vida. Até aquele que estando só ou não tendo possibilidade de pagar um sitio para passar a passagem de ano, tem um sitio onde por meros momentos, com certeza se sentirá menos só.  
Pombal não teve nada disto. Tirando algumas aldeias e algumas colectividades que vão tendo algumas iniciativas, nada acontece em Pombal. É marasmo. É cinzento. É tudo o que contrasta com vida e alegria.
Enquanto isso, vamo-nos continuando a deslocar a outros concelhos, que ano após ano vão apostando neste tipo de eventos (porque cedo perceberam que não se trata apenas de uma mera festa) e nós por cá vamos continuar a questionarmo-nos porque em Pombal tem que ser assim…

31 de dezembro de 2019

Os esqueletos do Cardal e o que nos espera em 2020

As notícias da imprensa regional dão conta de uns achados arqueológicos no Jardim do Cardal: túmulos do século XVI. Até um leigo na matéria sabe que revolver um jardim colado a uma igreja é obra certa, nesta matéria. E que por isso era fatal como o destino desta terra encontrar ali alguns esqueletos. Da mesma maneira, qualquer leigo sabe também que encontrar esses vestígios históricos implica um atraso nas obras, pelo que nos podemos preparar para continuar a ver o jardim entaipado durante muito tempo. É a nossa certeza para 2020. 
Voltemos à vaca fria: eram necessárias estas obras? Era preciso revolver as entranhas do Cardal para conservar o jardim e cuidá-lo? O que é que ganhamos, enquanto cidade, em estender betão num espaço que só precisava de mais relva, flores e plantas, para ter mais pessoas?
Saio de 2019 com a sensação de que Diogo Mateus quis, a todo o custo, deixar a sua marca em Pombal: mudar a face da cidade, que é o que está a fazer no Cardal, na rua Custódio Freire, no Jardim das Laranjeiras, e se deixarmos ainda juntará a Várzea a esta operação cosmética. Mas nem a cidade precisa de ser reconstruída (desta maneira) nem ele é o Marquês de Pombal. O nosso único problema é que, à volta, todos o fazem acreditar que sim, prestando-lhe vassalagem. E por isso não vimos a colaborante oposição levantar o dedo e a voz ao caos em que se transformou o trânsito, nesta quadra festiva, à conta desse capricho municipal. 
Estão todos bem para um brinde colectivo, pois claro. 

30 de dezembro de 2019

A heroína da avenida

Numa altura em que a Câmara Municipal parece tudo fazer para o definhar do concelho, é bom ver que há quem reme em sentido contrário. Exemplo disso é o excelente trabalho desenvolvido pela empresária Sónia Pedrosa. Não sou assíduo frequentador do nosso comércio local mas, pelo que me é dado perceber na altura do Natal, esta jovem empresária transformou a Avenida Heróis do Ultramar num dos mais dinâmicos centros comerciais da cidade. Talvez por isso, a sua empresa foi uma das 24 pequenas e médias empresas do concelho distinguidas pelo IAPMEI e pelo Turismo de Portugal com o selo de PME Excelência. Os meus parabéns!

29 de dezembro de 2019

Ajuda o Pai Natal!


O Pai Natal tem nove livros para os nove meninos e meninas que vivem no Convento do Cardal. Infelizmente, perdeu as cartas que lhe foram enviadas e agora está um pouco confuso. Queres ajudar o Pai Natal entregar as prendinhas aos meninos?

25 de dezembro de 2019

Diogo Mateus dixit: não serei candidato à câmara em 2021


Diogo Mateus, actual presidente da CMP, anunciou, na reunião extraordinária da comissão política do PSD, realizada na passada segunda-feira, convocada expressamente para discutir os últimos acontecimentos políticos, que não será candidato à câmara nas eleições de 2021.

Manuel António, actual presidente da concelhia, apresentou a demissão do cargo, logo no início da reunião, alegando  "discordância com os últimos acontecimentos políticos". Outros dirigentes abandonaram a reunião a meio.

Não se conhecem, até ao momento, as razões que levaram Diogo Mateus a assumir a retirada; mas a circunstância de o partido nunca lhe ter mostrado apoio, e de ter feito coro aos ataques de destacados militantes do partido e às críticas de outras forças vivas, devem-no ter feito sentir que não tinha condições políticas para se recandidatar.

Os últimos acontecimentos – exoneração do vereador Pedro Brilhante e atribuição de mandato a tempo inteiro a Pedro Martins (do movimento dissidente, de Narciso Mota) – foram, com certeza, as enxurradas que fizeram rebentar o dique. Mas a guerrilha sistemática entre partido, controlado por Pedro Pimpão, e presidente da câmara; a guerrilha sistemática entre a facção do partido na junta de freguesia de Pombal e o poder camarário, protagonizado por Diogo Mateus, era por demais evidente e alimentada à boca cheia na cidade e pelo concelho.

Com esta tomada de posição,  clara e frontal, Diogo Mateus faz saltar as coisas para outro patamar: do subterrâneo, onde a politiquice germina; para a praça pública, o terreno da política séria.

24 de dezembro de 2019

Onde dá conta das diligências e fadigas do Príncipe, no socorro às vítimas da tempestade, e das deslealdades de que foi vítima

Aos vinte dias do mês de Dezembro do ano de mil seiscentos e dezanove, o Príncipe mandou reunir os seus conselheiros para dar conta dos danos e males que S. Pedro tinha descarregado, na véspera, sobre o principado; dar conta das acções que mui oportunamente soubera tomar; tomar conselho; e, formalizar a troca de um Pedro por outro (Pedro).

Há hora marcada, marcaram presença na sala grande dos paços, com grande solenidade, ordem e regimento, tudo em grande perfeição; o Príncipe, em alto estrado na sua cadeira real, e mais abaixo; a Educadora-mor; o Obras-Tortas; a marquesa Prada; o comendador das Meirinhas; o conselheiro Coiso, o conselheiro Humano e a conselheira das Mouriscas; em seus assentos segundo suas precedências. O conselheiro Jota chegou com atraso por a charrete em que seguia ter descarrilhado outra vez.

O Príncipe começou por, de forma muito sentida e com uma arenga mui conforme ao caso, dar conta dos danos e das tormentas que tinham apoquentado o principado, na véspera; dos vastos trabalhos que tinha determinado para socorrer as vítimas; e das muitas fadigas que Ele próprio em pessoa cumpriu, por terras do Louriçal, onde rezou na Igreja de São Tiago e pediu compaixão a S. Pedro; por terras do Oeste; por terras da Redinha; e no açude, onde administrou o caudal do rio durante toda a noite.

De seguida, o Príncipe informou os conselheiros que, obtida a renúncia da conselheira do Oeste, e estando a governação manca, tinha convidado o conselheiro Pedro Humano, homem sesudo, mui obediente, e engenhoso no controlo dos bytes (alçapão por onde se têm esvaído os documentos secretos do trono), para substituir o ministro Jota, que previamente exonerara. E determinou logo ali e deixou assentado, que o novo ministro iria superintender os pelouros do ex-ministro Jota; e, posto isto, deu a palavra aos conselheiros.

O Pedro Humano, envergonhado por passar a Desumano, agradeceu, com palavras de fiel vassalo, a grande mercê que o Príncipe se dignou ofertar-lhe, e jurou total obediência.

A conselheira das Mouriscas tomou a dianteira e cumpriu rapidamente a formalidade, com palavras mui amorosas, asseverou muita confiança e contentamento por o conselheiro Humano ter siso designado ministro.

O conselheiro Coiso, grande paladino da honra, da moral e da ética, teceu uma grande léria sobre companheirismo e rectidão, com a propriedade e autenticidade que lhe é conhecida, atestando que o seu companheiro Humano, amigo de longa data, era tipo mui capaz; a quem, infelizmente, a providência divina tinha retirado as vértebras. 

O comendador das Meirinhas, que não é homem de grandes finezas e lealdades, também quis fazer fala, mas falou tão mal e com palavras tão piedosas para o novo ministro, e tão em desacordo com o conselheiro Coiso, que este nem o quis ouvir. 

Já a arenga ia longa, e o ambiente toldado, quando entrou na sala o conselheiro Jota, mui laborioso e bom falante, responsável e respeitoso, que se foi sentar no lugar do costume. Na sua vez, pediu a palavra que logo lhe foi concedida; e com falas mui ásperas e mui feias, destratou, sempre em crescendo, o Príncipe; Senhor mui poderoso, de grandessíssimas virtudes e bondades, excelentes costumes e manhas, mui generoso e mui cristão; acusando-o de lhe ter retirado, sem causa, ofício e a renda a que tinha direito, e de os ter entregado, de imediato, a um traidor sem direitos. 

O Príncipe mostrou-se mui agastado e mui revoltado com os maus modos e as cousas feias e desonestas que o conselheiro Jota lhe dirigiu; atribuiu o mau pensar ao acidente; e confirmou que retirou o ofício e a renda ao conselheiro Jota por não poder ter ministro desleixado, que passa o tempo na diversão e na politiquice.

O conselheiro Jota replicou, com palavras ainda mais azedas; dizendo que o Príncipe não lhe dava lições de trabalho por nunca ter trabalhado senão na política; e desafiou o Príncipe a apresentar provas do seu mau trabalhar.

O Príncipe, com a cortesia e sensatez que lhe é conhecida, rematou simplesmente: - “Sois só mal criado, e nada mais do que isso”. Alguém sussurrou por entre os dentes: - “Quer parecer tão nobre, mas vezes demais o diabo fala pela sua boca”. 

Terminados os trabalhos, o Príncipe convidou os conselheiros para o tradicional almoço de Natal. Seguidamente, discretamente, chamou o Pança e ordenou-lhe que, em saindo fora do convento, fosse o conselheiro Jota preso, levado para a praça velha, e largado dentro da cisterna.

Um Santo Natal!
Viva o Príncipe!
Viva o Principado!
                                                                                    Miguel Saavedra 

23 de dezembro de 2019

Crónica de uma decisão anunciada


Só quem não conhece o concelho de Pombal é que alguma vez suspeitou, primeiro, que Narciso Mota ganhasse as eleições e, segundo, que as suas hostes lhe fossem fiéis até final. O velho engenheiro apresentou-se a eleições sem chama, com um projecto politico gasto e traindo o seu discípulo dilecto. Os eleitores, e muito bem, não lhe derem a vitória; Narciso Mota não merecia voltar a presidir os destinos da nossa Autarquia. 

O que se passou após as eleições também era fácil de antever. Como aqui disse, "as hostes do movimento Narciso Mota - Pombal Humano (NMPH) vão aperceber-se rapidamente (se é que já não se aperceberam) da fragilidade do projecto. Totalmente focado na personalidade do seu mentor - que apenas prometeu ser o mesmo de sempre -, o movimento NMPH é demasiado inconsistente e, por isso mesmo, está condenado a muito breve prazo. Narciso Mota já veio dizer que aceita a vereação (o que só lhe fica bem), mas dificilmente conseguirá manter o compromisso até ao final. A máquina laranja irá fazer tudo para lhe infernizar a vida, muito à semelhança do que ele sempre fez com os seus adversários políticos. Nessa altura, os correligionários do movimento NMPH, órfãos de pai, irão a correr procurar abrigo junto da mãe que renegaram."

Espanta-me, por isso, a surpresa com que a notícia da atribuição de pelouros ao vereador Pedro Martins foi recebida. Não existe nada de substancialmente diferente entre o PSD e o defunto movimento NMPH. São a mesma face da mesma velha moeda. Por outro lado, também não percebo toda a indignação gerada. O objectivo das eleições autárquicas consiste em eleger vereadores e não, como muitos pretendem, apenas o Presidente da Câmara. O nosso modelo autárquico permite a existência de executivos multicolores o que, quanto a mim, enriquece a democracia. Ao contrário do que o PSD (e o PS) defendem, esta decisão de Diogo Mateus abre um bom precedente em Pombal que espero se volte repetir. No entanto - e é aqui que reside a única crítica que faço ao Presidente da Câmara -, estas alianças devem ter substância política e ser assumidas pelas forças partidárias que lhes dão forma. Caso contrário soam a uma mera troca de favores que em nada dignifica os seus protagonistas. 

22 de dezembro de 2019

Eles não merecem a água que bebem

A última reunião do executivo da CMP durou 3 horas e 9 minutos: 2 horas e 36 minutos na chicana política (e conversa da treta), 32 minutos a despachar uma agenda com 57 pontos, com simples apresentação dos temas e votações.
Não sai da boca daquelas criaturas as preocupações com o concelho, mas depois é isto! Esta gente não merece a água que bebe durante as reuniões, quanto mais o dinheiro que ganha.

A Casa dos Segredos

Todos nos lembramos de quando o presidente e o ex-presidente da Câmara andavam enrixados (agora querem-se muito?!?). Durante este período não faltaram insinuações graves (nunca concretizadas) de parte a parte, o que nos fez supor que seria uma questão de tempo até se descobrir que a honorabilidade (que resta) de quem nos tem governado nas últimas décadas é uma falácia.
Enterrado (ou comprado?!?) o “machado de guerra” entre os dois últimos edis, voltaram as insinuações. Desta feita sobre as imparidades do vereador Pedro Brilhante. De tal gravidade que, segundo o presidente, uma vez reveladas, acabariam com a sua carreira. A insinuação é instrumento especialmente cruel e cobarde, que marca definitivamente o visado e da qual não se consegue defender.
Parece por demais evidente que a nossa Câmara se encontra envolta numa opaca bruma capaz de ocultar mil sevícias. Faz-me lembrar o programa da TVI, “A Casa dos Segredos”, mas frequentada por gente de menor estirpe.
O povo gosta.

O dia em que David derrotou Golias

O Farpas tem o prazer de apresentar a longa-metragem: O dia em que David derrotou Golias.
Sem mais palavras...


20 de dezembro de 2019

20-12-2019 – o dia em D. Diogo deu o golpe de misericórdia na moribunda oposição

Nos seis anos que leva à frente da câmara, D. Diogo acumulou muitos erros na administração da autarquia; mas foi voraz na acumulação de poder. Só que: o vício mata o viciado. Hoje, D. Diogo rapou o resto do poder - deu o golpe de misericórdia na moribunda oposição.
Em política há derrotas que fortalecem, e vitórias que enfraquecem. Hoje, D. Diogo ganhou, mas perdeu. E iniciou o movimento de queda.

Uma cidade esburacada







Oh Sr. Presidente: já sabemos que o IC2 está uma lástima! São buracos que quase parecem crateras! Sabemos também, que a Infraestruturas de Portugal não quer saber…mas gostaríamos todos, que o Sr. colocasse tanto empenho na resolução dos buracos (que são muitos) na zona industrial da Formiga ou na rotunda junto aos móveis 80, como se empenha para falar das responsabilidades das outras instituições!

Traição ou desfaçatez?


Esta manhã, durante a última reunião de Câmara deste ano horribilis na autarquia, Diogo Mateus entregou publicamente um presente de natal a Pedro Martins - acabado de sentar na cadeira da vereação, em substituição de Anabela Neves. Deu-lhe os pelouros que retirou a Pedro Brilhante, e ainda uns que eram de Ana Cabral. E Pedro Martins - que Diogo não quis levar consigo em 2013, quando acabou o reinado de Narciso Mota - aceitou, todo contente.
Diz ele que as motivações são as mesmas que o fizeram aceitar integrar a lista de Narciso Mota, em 2017, e chama-lhe vontade de contribuir para o progresso "da nossa cidade". Pombal é um bocadinho mais que o largo do Cardal, Pedro. Assim como ser vereador é (ou deveria ser) um bocadinho mais que técnico de informática, por mais reputado que se mostre. 
Nesta ocasião ocorre-me uma crónica antiga, de um amigo comum (Daniel Abrunheiro), que enunciava a quantidade de professores dedicados à política local, porque "dar aulas é chato". Sim, deve ser. E será muito mais confortável viver com o ordenado de vereador, convenhamos. Aos poucos, Diogo Mateus vai conseguindo um feito que parecia impensável nas autárquicas de 2017: unir o PSD. Já amaciou os azedumes de Narciso Mota, agora repescou Pedro Martins. Sobra Micael António, orgulhosamente só, a levantar uma bandeira do NMPH. Alguém lhe diga que o movimento acabou, por caridade.
Imagino os milhares de eleitores que votaram naquela "alternativa", que olharam para Narciso Mota e seus muchachos como linha política que queriam para este concelho. É de traição que se trata, sim. E desfaçatez. Mas já se sabe que em política o que hoje é verdade amanhã é mentira. E que, como diz a canção,  "não se pode andar direito quando se tem a espinha torta". Alguém endireite a cadeira a esta gente. 

Muito mais do que apenas fumaça


Não são de Pombal mas foram o único projecto jornalístico que deu visibilidade aos 10 anos do Farpas. Ganharam, recentemente, o Prémio de Ciberjornalismo, do Observatório do Ciberjornalismo (ObCiber), da Universidade do Porto, pelo segundo ano consecutivo.  Antes disso, foram galardoados com o prémio podcast do ano, na primeira entrega dos Prémios Podes, os melhores podcasts portugueses.

Quando estiverem connosco, em Abril de 2018, tinha acabado de ganhar uma bolsa de apoio no valor de 80 mil euros atribuída pela Open Society Foundations. Mas não se ficaram por aqui. Já este ano, voltaram a ser galardoados pela mesma fundação com uma bolsa de 175 mil euros e a sua série documental “Palestina, histórias de um país ocupado” foi a vencedora do prémio Gazeta Revelação 2018, uma das categorias dos Prémios Gazeta, os mais importantes do jornalismo nacional, atribuídos pelo Clube de Jornalistas.

Afirmam ser um projecto jornalístico independente, progressista e dissidente. São isso e muito mais. São muito bons e merecem o nosso apoio e o meu forte aplauso.

17 de dezembro de 2019

Sobre Poder de Compra e o falacioso D. Diogo

Por feitio ou por se sentir acossado por as coisas a não estarem a correr bem em várias áreas da administração municipal e na realidade concelhia, D. Diogo agarrou-se ao Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio 2017, publicado recentemente pelo INE, para se vangloriar longamente na reunião do executivo e na AM. Afirmou que “Pombal consegue ser a única cidade da região de Leiria que cresce mais de dois dígitos”, no IPCC, entre 2007-2017, e que “vale a pena pensarmos nestas coisas e sermos bastante claros nessa identificação das causas e das diferenças políticas que podem de facto trazer aos nossos territórios comportamentos distintos. É o que isto diz, é o que isto diz, demonstrando inequivocamente: aqui há uma diferença sobre os outros territórios”. 
Como em terra de cegos quem tem um olho é rei, D. Diogo pegou no indicador IPCC, no qual Pombal, apesar de mal posicionado, apresenta alguma melhoria, na última década, para pintar o quadro cinzento com cores alegres. Vendeu a sua banha-da-cobra; e a oposição (o PS) comprou-a sem reclamar. 

D. Diogo pode confiar muito nos seus dotes de retórica e na sua capacidade para subjugar consciências, mas não conseguirá falsificar a realidade. D. Diogo mentiu literalmente e por meias verdades (igualmente mentiras), nos números, nas conclusões e nas explicações. Os dados e os gráficos abaixo demonstram-no.




Mentiras maiores:
- Diogo dixit: “Pombal consegue ser a única cidade da região de Leiria que cresce mais de dois dígitos”. 
O IPCC de Pombal cresceu abaixo de dois dígitos, cresceu 8,35, e não foi o que mais cresceu. Porto Mós (12,31); Ansião (10,88); Figueiró dos Vinhos (9,87) e Pedrogão Grande (9,33) cresceram mais que Pombal; e a Alvaiázere cresceu quase o mesmo (8,18).
Perante isto, ressalta uma constatação inequívoca que contraria toda a argumentação de D. Diogo: Pombal compara muito bem - neste como em outros indicadores - com os concelhos do interior norte. 

E perante esta evidência, pergunto (a D. Diogo e aos leitores): os concelhos do interior norte concertam as suas políticas de investimento? Nestes concelhos o IPCC está a ser influenciado significativamente por políticas concelhias?

16 de dezembro de 2019

Sobre troca-tintas e meias-tintas

Já há uns tempos aqui escrevi que a inclusão dos presidentes das juntas de freguesia na assembleia municipal é - como afirma Vital Moreira e outros constitucionalistas - uma anomalia que distorce consideravelmente o princípio da proporcionalidade, e, por esta via, a democraticidade do órgão. A situação é particularmente grave, chocante até, quando os presidentes de junta abandonam imediatamente a força política pela qual concorreram e se colam à maioria que suporta e governa a câmara. É o que se passa em Pombal. 

A situação é de tal forma caricata que, para além de os presidentes da junta votarem sistematicamente em sintonia com a maioria, a presidente da assembleia, por desconhecimento ou abuso de função, contabiliza os votos dos traidores como da bancada do PSD.

Que o do oeste o faça ainda se tolera - foi eleito por um grupo inorgânico, sem direcção e orientação e em debandada geral. Mas que o da Redinha, eleito pelo PS, ignore o partido e bajule sistematicamente de forma obscena o presidente da câmara e o seu executivo, choca; e deveria chocar, indignar e obrigar a agir a presidente do partido se tivesse alguma coragem e sentido de respeito pelo partido e pelos seus militantes. Mas como no 1.º esquerdo, do n.º 7, da Rua Alexandre Herculano, ideologia, solidariedade política, responsabilidade e responsabilização são palavras vãs; tudo se tolera, tudo é meias-tintas, e tudo acaba em troca-tintas.


12 de dezembro de 2019

Alguém me esclareça se faz favor?

Para além da entrega da carpete vermelha aos comerciantes (julgo que tem subsidio camarário para ajuda na compra), que outras iniciativas se conhece, da Associação Comercial de Pombal, para dinamizar o comércio local nestas “festas natalícias” (já não vou perguntar por outras durante o ano)?

11 de dezembro de 2019

PS no seu melhor

Para PS (Pombal) a política é um pró-forma; onde o conteúdo, a intencionalidade e o propósito não entram; onde basta cumprir a obrigação do momento, sem esforço e sem tino.
Custa ver um partido com as responsabilidades do PS não saber distinguir o essencial do trivial. Mas dói – sim, dói mesmo - ver o PS exigir a concretização das excrescências do PSD. E chegar ao ponto de suplicar pela concretização da “Casa Mota Pinto”!


10 de dezembro de 2019

O inconsciente é tramado

A troca recorrente de doutora Ofélia por doutora Odete, pelo doutor Coucelo, quando respondia à doutora Ofélia, causou alguma preocupação entre amigos e conhecidos do doutor que assistiam à transmissão da AM.
Mas o Farpas explica o sucedido com o vídeo abaixo e um pouco de teoria freudiana… E desta forma desculpa e descansa todos.
O inconsciente é tramado. Até o Pedro Pinto (CDS), coitado, que ainda não tinha falado, sentiu na pele a irritação do doutor.