9 de junho de 2009

A Abstenção

A abstenção é um fenómeno eleitoral perfeitamente normal. Sabe-se que a dimensão da abstenção varia em função da relevância do que está em jogo. Não compreendo a histeria intelectualoide de muitos políticos e comentadores com o nível de abstenção nas eleições europeias. Estava alguma coisa em jogo, a não ser o partido? Acho que não. Por isso, tivemos, quase exclusivamente, voto militante e uns resquícios de voto de protesto.
Logo, não percam tempo a censurar os que não quiseram ir votar. Eles aparecerão para votar quando alguma coisa de relevante estiver em jogo. São eles que decidem as eleições importantes. E riem-se daqueles que os criticam e os censuram.

19 comentários:

  1. Pois, não critiquemos mais. Porque nós, os que votámos, não fizemos mais do que boicotar o protesto manifestado pela maioria dos portugueses, no fundo fomos as "ovelhas negras".
    Acho que vou já rezar o terço para redimir esse meu pecado e enquanto não me confessar não comungarei, principalmente porque acumulo esse pecado e o de ter, de algum modo, criticado os que tomaram a posição contrária à que eu considerara correcta.

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  2. Adelino Malho, então há eleições importantes e eleições menores?
    Essa é nova!
    Amigo, companheiro e Dr. JA, boa noite.
    Ao Engº Adelino Malho, mais do que lhe desejar "boa noite", desejei-lhe longa vida e muita saúde.
    Dr. JA não me diga que já está arrependido de ter votado no Bloco de Esquerda?
    Dez Avé Marias, de penitência!
    Mais dois Terços e uma ida a pé a Fátima (de Vermoil e não de Loulé) redimirão o seu pecadilho.
    Até....

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  3. Rodrigues Marques,

    É claro que há eleições mais importantes do que outras. O eleitorado, o povo, sabe distingui-las muito bem.
    Boas,
    AM

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  4. Aqui se diz muito. Diz-se muito aliás da vossa derrota. Eleições menos importantes? Isso é desculpa de última hora ou não estão mesmo conscientes da importância da Europa?

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  5. Bom dia a todos.
    Não devemos censurar aqueles que não quiseram ir votar. Cada um faz aquilo que a sua consciência politica lhe diz.
    O PSD anda euforico com esta vitória, mas o 1º milho é para os pardais.
    Em Setembro e Outubro então poderemos falar com base em dados objectivos.
    O Povo sabe aquilo que é o melhor para ele e em cada momento sabe distinguir o que lhe interessa.
    Muito desse povo há-de rir-se das analises surrealistas que aqui fazem.

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  6. Não sendo a favor do voto obrigatório, também não posso deixar de censurar a abstenção. Quem não se identifica com nenhuma lista vota em branco.
    E tem razão, em Setembro e Outubro falamos. E rir-nos-emos das sondagens...

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  7. Caro Eng. Rodrigues Marques, vejo que anda muito mal informado sobre a minha pessoa. A minha experiência diz-me que quando não sabemos aquilo que dizemos é melhor ficar calados.
    Talvez nos encontremos por telepatia através das rezas, já que anda a levantar falsos testemunhos!

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  8. Amigo, companheiro e Dr. JA, boa noite.
    Está visto!
    Tenho penitência para cumprir.
    As dez Avé Marias já estão rezadas.
    Os Terços e a ida a pé a Fátima fica para depois.
    Estou certo que será magnânimo no seu perdão e que me absolverá dos falsos testemunhos que lhe levantei.
    Até amanhã.
    Abraço.

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  9. Gostei da promoção "amigo, companheiro e Dr.", muito me lisonjeia.
    Cada um assume as responsabilidades daquilo que diz e mais tarde ou mais cedo receberá a sua punição, quanto mais não seja, punição moral
    Mas pode ficar de consciência tranquila, principalmente porque não sou pessoa de guardar rancores.
    Cumprimentos

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  10. Amigo e companheiro JA, bom dia.
    Acontece cada uma ao pobre do mortal.
    Então não é que meti os pés pelas mãos e as mãos pelo pés e confundi-o com outro amigo.
    Para além de lhe ter que pedir desculpa assumo, em dobro, a penitência que, erradamente, lhe tinha dado para cumprir pelo pecadilho que se verificou não ser pecado, nem pecadilho.
    Reiterando os meus pedidos de desculpa, sou com
    Abraço.

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  11. Caro Eng. Rodrigues Marques, fico feliz por assumir o seu erro relativamente à minha pessoa, embora fosse do meu agrado estar em loulé, de preferência de férias que bem preciso.
    De qualquer modo, creio que esta situação só mostra que não devemos precipitarmo-nos quando não temos a certeza dos factos, ou neste caso, a certeza da pessoa com quem trocamos opiniões.
    Um grande Abraço!

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  12. Amigo e companheiro JA, boa noite.
    De regresso aos problemas do dia a dia, depois de ter passado a semana a paredes meias com Loulé, para além de me ter penitenciado com o meu erro, gostaria de trocar opiniões com uma pessoa identificada e não com um JA, que não sei quem é, de facto.
    Esse foi o meu erro e a minha confusão.
    Reitero que gosto de "comprar" uma boa guerra (daquelas que vale a pena), que escrevo relativamente bem e fluente, mas gostaria de "ver" o rosto dos meus parceiros do debate.
    Como não é possível, paciência.
    Abraço.

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  13. Caro Eng. Rodrigues Marques, só posso concordar consigo, infelizmente nem sempre podemos agir abertamente pelas mais variadas razões.
    Espero que o simples JA não impeça interessantes trocas de opiniões.
    Cumprimentos

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  14. Continuo a achar que o voto anda demasiado sacralisado por estas bandas. Ou melhor, que se metem as responsabilidades cívicas do voto apenas no eleitor, quando me parece que este não é o único responsável pela sua própria abstenção (bem vejo que a frase parece profundamente contraditória). Tentando explicar-me melhor: o voto pode ser visto como uma "ode à democracia". Esta tal democracia deve, pois, ser respeitada pelas duas facções: eleitos e eleitores. O que eu acho é que é admissível que alguns eleitres julguem que os eleitos já maltrataram de tal forma a democracia, que não há ode ("festa") que se justifique. Peço desculpa para confusão de ideias, mas acho que não consigo ser mais claro. Espero que o meu argumento possa ser entendível.
    Já agora, reforço que não tem sido essa a minha opção. Mas tenho algum pudor em apontar o dedo aos abstencionistas!

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  15. Amigo e companheiro JA, boa noite.
    Respeito, mas não compreendo a sua posição.
    Reitero que gosto de "comprar" uma boa guerra.
    Assim, pode contar comigo nesta "luta".
    Abraço.

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  16. Amigo e companheiro Gabriel Oliveira, boa noite.
    Já tenho as suas coordenadas e, um destes dias, vou-lhe fazer chegar às mãos o tal livrinho, que não passa de uma carta, para fazer o favor de entregar ao JAS, acompanhado da minha penitência.
    Relativamente ao seu comentário, permita-me dizer-lhe que é poesia pura e dura.
    Há uma mole de 100 mil eleitores que definem as votações.
    Votam assim e cai para um lado, votam assado e cai para o outro lado.
    Relativamente à relação eleitores/eleitos ainda estamos muito longe daquilo que deveria ser a identificação de cada Deputado com o seu eleitor.
    Os círculos uninominais resolveriam esse assunto.
    Vamos fazer força.
    Abraço.

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  17. Boa noite Eng. Rodrigues Marques, só posso dizer que é pena que poucas pessoas tenham essa posição em relação às opções dos outros: "Respeitar mesmo que não consigamos compreender".
    Saudações

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  18. No que a circulos uninominais diz respeito, fica a minha opinião (que é claramente contra, obviamente): para além da consequência evidente do bipartidarismo que a medida acarreta (e que eu acho que é a unica verdadeira motivação de quem a propõe), coisa que me parece nefasta, a mim parece-me que isso não resove a distância entre eleitores e eleitos. O problema actual é de representatividade, claro. Mas não se resume em "saber com quem falar". A questão prioritária é "confiar em quem ouve ou deveria ouvir". Convenhamos, a Assembleia da República decide questões nacionais, e deve ter essa predisposição desde o inicio (o momento do voto). Senão temos "orçamentos limianos", em que vemos o interesse nacional subjugado ante interesses locais. Eu sou muito mais adepto de um circulo único nacional. Em que 10% da votação corresponde a 23 deputados a Assembleia. E não me venham com a história da governabilidade. O maior motivo para não haver governabilidade é não haver bons governos! ;

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