Este é o terceiro ano em que vamos ter Orçamento Participativo em Pombal. Vejo esta iniciativa como complemento e ampliação da democracia representativa, que pode aproximar os cidadãos da vida política. Mas, para que tal aconteça, a Autarquia tem que publicitar convenientemente o evento (não é à última da hora) e a sociedade civil Pombalense deve mobilizar-se para apresentar muitas e boas propostas.
Na última edição, o projecto Projecto de Apoio e Recurso para Autismo (P.A.R.A) - Pombal foi o justo vencedor. A proposta propunha implementar, nos 12 meses de execução previstos no Orçamento Participativo 2016/2017, um serviço de apoio diário e gratuito às crianças com Perturbação do Espetro do Autismo do concelho de Pombal e respetivas famílias.
Como não acompanho diariamente a realidade Pombalense, não faço ideia se o projecto foi concretizado ou não. Se foi, tenho pena que as notícias sobre as suas iniciativas não tenham merecido o destaque conveniente nos órgãos de comunicação social ou na página da Autarquia. Se não foi, a Câmara não está a cumprir o seu dever. E isso é grave!
Fazer Orçamentos Participativos não é como brincar aos legos. É um assunto sério que exige responsabilidade. Se a Autarquia não tem capacidade para realizar os projectos que aprova por sugestão directa dos cidadãos, deixe-se de brincadeiras e não menospreze uma ideia com tão grande mérito.
Neste âmbito do Orçamento participativo ainda gostava era de tomar conhecimento de qualquer projecto que haja sido aprovado e que até à presente data tenha sido efectivamente realizado. Se não me falha a memória já terão sido pelo menos 3 projectos aprovados. Alguém que clarifique se estiver enganado. Bem haja.
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