28 de outubro de 2017

Ser ou não ser homenzinho

Quem acompanhou os 20 anos de convivência entre Diogo Mateus e Narciso Mota sabe do que foram feitos. Da mão que se estendeu e do tapete puxado, até o sacudir, nas autárquicas de 2001, levando-o a candidatar-se à Junta de Freguesia de Pombal, e é se quis sobreviver politicamente. Mais ou menos como agora aconteceu com Pedro Pimpão, embora as personagens e o enredo tenham tudo para um desfecho diferente.
Quem assistiu à primeira reunião de Câmara deste novo executivo, pode ter a certeza de que Diogo iniciou uma nova era, disposto a acabar com o que sobra de Narciso Mota. Ninguém tenha dúvidas dos esqueletos que vai tirar do armário nos próximos tempos. Há, no entanto, uma cautela que o autarca absoluto deveria ter: não cuspir para o ar. Já basta a ideia que passa de cuspir no prato onde comeu. Ora, quando se ouve Diogo a contar este episódio, ninguém imagina que, horas antes, in extremis, foi confrontado pela sua antiga adjunta com a eventual dispensa, quando na Câmara já todos sabiam, menos ela. A coragem e a hombridade não devem servir apenas para atirar à cara dos outros, senhor presidente. 

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