4 de março de 2009

Nota Editorial

A missão deste blog está definida, com clareza, na sua linha editorial. Foi esse o compromisso dos cinco fundadores e mantêm-se.
O caminho percorrido tem sido coerente com o desígnio inicial. E os resultados também. O cerco está furado. O mérito é dos da casa, mas também dos de fora.
Todos são bem-vindos se vierem de forma responsável. Compreendo aqueles que comentam sob a capa do anonimato, mas gostaría de ter mais gente a assumir o que comenta.
Se gostamos da liberdade, usufruamo-la.
Aditamento
Este post é da minha exclusiva autoria.
Sobre os comentários: toda a liberdade com toda a responsabilidade.
Defendo as duas formas de comentário, mas acho que quem comenta como anónimo tem particulares responsabilidades e nunca deve pisar o risco, o que começava a acontecer.

17 comentários:

  1. A nota editorial de Adelino Malho (só dele? ou de todos "os da casa"?) é, em minha opinião, muito infeliz. As regras do jogo são claras e foram colocadas no blog: quem passar da linha (ou seja, colocar qualquer comentário de natureza injuriosa ou difamatória), poderá vê-lo eliminado. Não se exige em lado nenhum que os comentários sejam assinados (e que sentido faz essa assinatura se for de uma pessoa desconhecida? ou o blog é só para que os mesmos de sempre, discutindo entre si os temas de sempre?). Já nos tempos dos jornais, as cartas ao director eram publicadas sem assinatura, quando isso era pedido por quem escrevia e não me lembro de nenhum director se lembrar de escrever uma nota editorial como a de Adelino Malho (só dele?). Estive a reler todos os comentários aos últimos textos e não encontrei um único que possa ser considerado como difamatório ou injurioso. Adelino Malho diz que gosta do sucesso do debate neste blog, mas quer agora restringi-lo com o pedido de levantamento do anonimato dos comentadores. Para isso, confunde tudo e decreta que quem comenta não usufrui da liberdade, quando é precisamente o contrário. Faz-me sempre muita impressão que certas pessoas, na altura em que o debate se torna substancialmente mais interessante, desviem o tema para os aspectos formais. Foi o caso de Adelino Malho, com a sua (só dele?) nota editorial. Achará mesmo que só comentários assinados (exigirá assinatura reconhecida?) haverá mais e melhor debate? Uma vez mais, o criador a querer matar a criatura.
    Orgulhosa, responsável e democraticamente Anónimo

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  2. Caro Anónimo,

    Talvez lhe deva relembrar um episódio da nossa História. A 25 de Abril de 1974, conquistou-se no nosso país o direito à liberdade de expressão. Adquirido esse direito, ninguém deve temer represálias por expressar a sua opinião. Assim sendo, o anonimato poderá ter como única explicação um jogo de interesses que nem sei se quero conjecturar. E também não sei se consigo.

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  3. "Adquirido esse direito, ninguém deve temer represálias por expressar a sua opinião", diz o Nuno. Engano seu. Um dia conto-lhe uma mão cheia de exemplos. Bem haja Nuno, pela coragem de se assumir.

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  4. Eu acho que se fazem tempestades num copo de água. Que o Sr. Narciso Mota as faça eu já me habituei e considero que não há volta a dar, agora aqui parece-me desnecessário. Não vi em lado nenhum uma quase-obrigação de levantar o anonimato, foi apenas uma sugestão. Se querem fazer um cavalo de batalha disso façam, mas há coisas bem mais importantes. Porque também digo ao Nuno (que não conheço e por isso não sei da sua experiência de vida): falar tem custos. E a democracia não faz do anonimato uma cobardia mas antes uma opção. A cobardia pode estar é naquilo que se diz.

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  5. A questão é esta: Adelino Malho falou com os outros da casa antes de produzir a sua Nota Editorial ou não? É que, muito pior do que editar comentários anónimos, é falar em nome de quem não lhe conferiu mandato nenhum para se armar em dono das Farpas. Aguardemos os esclarecimentos.

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  6. Às dez para a sete da tarde, o silêncio do editorialista da tinta encarnada começa a ser ensurdecedor...

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  7. Ó sr. Eng. Adelino Malho, em vez de aditamentos e de transfigurações cromáticas do texto, não seria preferível ter retirado a Nota Editorial toda? E, já que mudou a cor, não deveria também ter deixado de chamar ao texto Nota Editorial e dar-lhe um título qualquer, como faz aos outros textos neste seu (mas não só seu) blog? Não seria este procedimento mais coerente e digno, até perante os parceiros que não consultou?
    Seja como for, faço votos para que o pequeno incidente lhe provoque, pelo menos, esta reflexão: editar, sem assinar, comentários num blogue, aceitando os temas propostos e não abusando da liberdade de expressão, não tem mal nenhum. Esta é precisamente uma das virtualidades e das seduções do diálogo na blogosfera. Sem a assinatura, o texto vale só por si e não pelo seu autor. A questão não está (ou, pelo menos, não está forçosamente) no medo e, muito menos, no medo político. A blogosfera permite-nos a saudável liberdade de escrever... com toda a liberdade! Desde que se respeitem as regras (não injuriar), isso só serve para tornar o debate mais aceso e, por isso, também ele mais livre. O anónimo escreve livre de todos os constrangimentos (pode até contradizer o que escreveu há cinco minutos atrás), mas as palavras que escreve, quando as edita, deixam de lhe pertencer, ao contrário do que sucederia se assinasse o texto. Como vê, nada pode existir de mais livre. E, como o meu amigo sabe, enquanto o exercício da nossa liberdade não ofender a dos outros (e não é manifestamente o caso), não há problema algum. Tanto mais que os postadores não exigem a assinatura dos comentários. Quanto à noção de responsabilidade, o Sr. Eng. vai fazer o favor de deixar passar um tempito sobre este ímpeto de plural majestático que lhe deu ao escrever a Nota Editorial e depois a gente fala. Vale?

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  8. Engºo Adelini Malho, faço-hle uma pregunta muito concreta pelo que agradeço uma resposta igualmente concreta; É possivel aos da casa ou outra qualquer pessoa saber a autoria dos comentarios?

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  9. Antes de mais dizer O João André Coelho que a minha experiência de vida é muita pouca, tenho 19 anos (não que idade seja sempre sinónimo de experiência) e não falo com a convicção que diga verdades absolutas, pelo que estou disposto a ser contrariado. Afinal, é também por aí que passa a experiência.
    Para a Paula Sofia Luz, que ficou para o fim para estruturar o texto e não por qualquer outra razão, gostaria desses exemplos. Digo desde já que a mim não me faz impressão dar-me a conhecer porque na área da política não tenho qualquer ambição, logo nada tenho a perder. Pode ser que mude de opinião com os tais exemplos...

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  10. Quando quiser, meu caro Nuno. Não é que tenha gosto em relembrar episódios desses, mas faço-o. Informe-me sobre a história do "pombalog". Podemos começar por aí.

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  11. Confesso que não sabia deste caso e que nem tenho comentários. Já agora, alguma vez se provou a veracidade do caso?

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  12. Agora que abordo o caso com outra pessoa, parece que este envolvia ofensas ao presidente, por parte de uma funcionária da Câmara. A ser assim, o caso muda completamente...

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  13. Nuno, o Pombalog não teve nada a ver com isso. Tinha a ver com uma pessoa que mantinha um blog que analisava o que se passava em Pombal. Descobriu-se, entretanto, quem era o autor do blog e pouco tempo mais tarde, foi despedido do emprego que tinha, em função de alegadas pressões do Presidente da Autarquia. Na altura o caso andou na empresa nacional, sendo agora difícil encontrar as páginas, sendo certo que ainda devem andar por aí.

    Nuno, se para determinadas questões mantêm a sua prerrogativa de duvidar do que se apresenta, para não tirar conclusões precipitadas, também o devia fazer neste caso. Mas haverá aqui pela blogosfera gente que pode ajudar a relembrar.

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  14. Sublinho o "alegadas", antes que alguém trepe pela parede.

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  15. Eu estou a duvidar e por isso é que estou a questionar. Eu encontrei um artigo num outro blog ("Pombal Fala") que descreve a situação dessa mesma forma. Falei com outra pessoa (antes que alguém tire conclusões precipitadas digo já que não tem ligações ao PSD, bem pelo contrário) que me disse que se lembrava vagamente do caso e mo retratou como eu disse no comentário anterior. Como é normal, fiquei sem saber em quem acreditar. E sendo a primeira situação verdadeira tenho alguma dificuldade em perceber

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  16. Antes que alguém responda, a pessoa com quem falei confundiu com outro caso noutra Câmara.

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  17. Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

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