




Ora, todas
estas obras têm um prazo de execução, ainda que susceptível de ser prorrogado.
Findo o prazo, a
obra deve estar concluída, sendo que a licença caduca.
Compete às
Câmaras Municipais decidir o destino final a dar a estes edifícios e na
ausência de qualquer outra solução por parte dos seus proprietários, ordenar a
sua demolição, como acto de gestão urbanística.
Compete ainda à
Câmara Municipal, para salvaguarda da segurança das populações, ordenar aos
proprietários a manutenção de medidas de segurança, que impeçam o acesso da
população em geral, aos edifícios.
Desconheço o
que fez ou faz a Câmara Municipal de Pombal, relativamente a estes e outros
casos existentes no concelho.
Apenas observo
que, há longos anos tais edifícios se eternizam inacabados e ao abandono,
contribuindo para a degradação da paisagem e para o risco de acidentes.
Isto é o exemplo que o modelo baseado na construção civil e obras públicas faliu... O nosso concelho infelizmente esta com problemas de desemprego e saida de muitas familias por esse mesmo motivo. Colocou-se todo o desenvolvimento em função de um sector económico, depois quando ha problemas nesse sector, tudo o resto desmorona como um castelo de cartas. O Concelho de Pombal era um concelho de construtores.
ResponderEliminarBem-vindo sejas, amigo Edgar. Boa malha, esta.
ResponderEliminarEdgar,
ResponderEliminarA incúria que denuncias é lamentável. Mas grave mesmo, é como alguns “mamarrachos” nasceram. Era um bom tema de campanha eleitoral, mas por cá nunca o será.
Teriam dado perca de mandato – o Macário Correia por muito menos foi condenado – mas por cá nunca tivemos verdadeira oposição e o poder instalado foi fazendo o que quis e como quis, fazendo tábua rasa sobre as leis urbanistas.
Boas,
AM
Boa tarde
ResponderEliminarCaríssimos: há, seguramente poluição visual, dá aspecto desolador e uma paisagem desagradável.
Todos sabemos como está o mercado da construção! Pergunto-lhes: já perguntaram a alguns dos donos das obras (tidos por mamarracho) qual a razão porque não as acabaram? que dificuldades estão passar as suas famílias por não as conseguirem acabar?
Alguns empresários deste País não suportaram a vergonha por não conseguirem acabar as obras e mataram-se, outros foram internados na psiquiatria, de entre os que se suicidaram há alguns de Pombal, o dono de um dos aludidos mamarracho apanhou uma depressão e não se sabe se consegue recuperar, outro está penhorado pela autoridade tributária.
Há, de facto, outras coisas graves em Pombal e que são da responsabilidade da CMP!
Caro Boss
ResponderEliminarO post do Edgar, para além de inovador quanto ao tema, é muito pertinente quanto ao lembrar as competências legais da Câmara Municipal e quanto à necessidade e ao dever dela estudar e encontrar uma solução. A segurança e a salubridade dos edifícios decorrem do interesse público consagrado na lei, cuja aplicação não pode ficar inativa perante a incapacidade económica ou jurídica, temporária ou definitiva, dos seus proprietários dos estaleiros e esqueletos de edifícios.
Naturalmente que cada caso deve ser estudado e encontrada uma solução legal (sempre legal). O que não é aceitável a tua posição, ao vitimizares os proprietários e, assim, justificares a incúria privada e do poder público perante os vários “Tollans” que vão ficando encalhados neste “Tejo” de Pombal.
Companheiro e Dr. Edgar, boa noite.
ResponderEliminarEstava a construir uma resposta, de um não jurista, mas cercearam-me outros afazeres.
Fico triste de ver juristas, ou advogados, desconhecedores da vida.
Mas o pais e assim.
E não vou ser eu a endireita-lo.
Mas tenho pena de uns e de outros.
Abraço
Boa noite
ResponderEliminarCaro JGF
Nunca esteve eu causa a razão de ser do post do Edgar.
Há certamente outras razões, que eu desconheço, que seria bom esclarecer a todos nós, interessados pela coisa pública- Também não podemos esquecer as questõese sociais que eu levantei. porque elas são uma realidade
Caro DBOSS,
ResponderEliminarO seu argumento efectivamente não colhe.
Se assim fosse o infortúnio do empresário eximi-lo-ia de responsabilidade. Ora isso é inaceitável.
Por outro lado, os negócios da construção civil estão sujeitos à mesma variável a que estão sujeitos todos os restantes tipos de negócios: uns correm bem outros correm mal.
Quando correm mal há que lidar com as consequências. A situação que exponho é precisamente uma consequência de negócios que, por qualquer razão, correram mal.
Agora o que não podemos é condescender, e desse modo que toda uma população, uma comunidade ou um concelho, suporte com as consequências negativas de negócios, nos quais não intervieram nem dali retiraram ou retirariam qualquer lucro.
É que a “pena” está para caridade. Para os negócios está o lucro.
E repare que esta situação, ao contrário do que possa parecer, prejudica imenso as populações, pois:
- Tais edifícios apesar de existirem mas porque inacabados, não são por si só tributados em sede de Imposto Municipal sobre Imóveis;
- Não ornamentam propriamente a paisagem e os lugares, sobretudo empobrecem a paisagem do concelho, o que pode prejudicar o investimento local em determinados sectores;
- São inúteis senão mesmo desinteressantes sob o ponto de vista do negócio;
- Por fim, se tradicionalmente o azar de uns é a sorte dos outros, neste caso o azar dos empresários é o azar dos proprietários confinantes, pois com aqueles monstros como vizinhos, não só o valor da sua propriedade pode ficar prejudicado, como certamente ocorre a perda de uma certa qualidade de vida.
Perante isto senhor DBOSS, vamos ter “pena” de quem?
Caríssimo Eng.º Rodrigues Marques,
A sua opinião apesar de não jurista mas de comprovado conhecimento da vida é essencial, pelo que espero que os afazeres que o cerceiam não o impeçam, por muito mais tempo, de aqui deixar tão douta resposta.
Abraço
Bom dia
ResponderEliminarCaro Edgar Domingues:
O seu Post é pertinente, nada pretendo colher, outro sim, esclarecer e ficar esclarecido. É jurista de profissão, daí a frieza na exposição dos factos!
Por favor esclareça-me: "......... Compete às Câmaras decidir ....... " Será que a CMP pode impor ao Tribunal a resolução destes problemas com a celeridade que se impunha? Pode a CMP impor à Autoridade Tributária ou outra entidade celeridade na venda, acabamento ou demolição dos imóveis? Haverá por aí algum requerimento dum advogado, no exercício da profissão, a defender o interesse do seu cliente?
Pai perdoa-lhes,pois não sabem o que "dizem".
EliminarNão senhor DBOSS, nos temas que trago a público, sobretudo neste Blog, nunca me moveram ou movem interesses pessoais ou profissionais.
Acredite ou não, o que digo é movido única e exclusivamente por razões de cidadania e de contributo para o debate público.
Se o choca tamanho altruísmo, parafraseando o companheiro Eng.º Rodrigues Marques, "Fico triste".
Caro Edgar Domingues
EliminarLeu mal a minha resposta!
Eu não estou chocado com nada de nada, nem disse que as razões que o movem são profissionais, eu até afirmei que o post é pertinente.
Conheço-o o suficiente para saber que as razões deste post, são apenas um questão de cidadania, tal como o meu direito a ser esclarecido.
Amigo e Dr. Edgar Domingues, boa noite.
ResponderEliminarSó hoje é que tenho tempo para acabar de construir o comentário ao seu post.
A questão é muito mais profunda e está fora deste fórum.
Mesmo assim, vamos a ele.
O Estado sindical, corporativo e todo poderoso que temos considera o cidadão um meliante, até à sua morte.
Depois de ele morrer fica muito preocupado e aciona os seus serviços, querendo saber como morreu, por que é que morreu, onde morreu e, fundamentalmente, quem são os seus herdeiros para começar tudo de novo.
Mas vamos ao caso.
Tudo o que nasce morre, tirando as mutações.
Muitos morrem por culpa exclusiva do Estado a que o Estado conduziu ao estado a que chegámos.
Qualquer amanuense sente legitimidade de fazer aquilo que melhor entender para colocar a cabeça do cidadão abaixo da linha de água.
E ninguém lhe pede responsabilidades.
Vide o ex-Ministro Vítor Gaspar. Agora está na maior. Até já fala melhor.
É o Estado em roda livre.
Por outro lado todos temos, ou conhecemos, o estado da Justiça, que de justiça nada tem, que leva décadas a tomar uma decisão e, particularmente, se esta for contra o Estado, com garantias bancárias à mistura de forma a transferir meios financeiros para os amigos banqueiros, como se o meliante do cidadão fugisse como um caracol, com a casa às costas.
Uma vergonha, que agrada aos advogados e aos banqueiros.
Agora temos os administradores de falências, que de falências nada percebem, outrossim esperam que o tempo passe para irem recebendo, mensalmente, as avenças pagas pelos tribunais, com os nossos impostos, como diz o meu amigo e companheiro José Gomes Fernandes.
Uma vergonha, que agrada aos administradores de falências.
Soluções não tenho.
Tenho uma vaga ideia de como é que a coisa seria resolvida.
Mas isso é mau para a saúde, pois ia colidir com os interesses corporativos instalados.
Abraço.
Agora voltando ao tema, levantado (e bem!) pelo autor Edgar:
ResponderEliminar- alguém sabe se algum dos mamarrachos tem fim à vista? Por outras palavras, algum dos imóveis já tem novo dono?
Vão demolir? Ou vão empreender?
Se faliram, ou não faliram, é passado. Interessa, quanto a mim, é ver algo de novo ali. Que me parece ser essa a questão que foi levantada pelo Edgar.
Nem mais Sr. Eduardo,
EliminarA melhor solução, seria, sem dúvida alguma, ver aqueles edifícios terminados e utilizados para o fim que foram construídos.
Mas tal solução deve resultar num curto prazo, que é a média de prazos concedidos para executar obras.
Ora alguns daqueles edifícios encontram-se naquele estado há cerca de 10 anos ou mais, com todas as consequências negativas que dali advêm.