16 de janeiro de 2020

Autárquicas 2021 - o ovo de Colombo no PSD


Vivemos há semanas envoltos numa bruma de diz-que-disse: numa reunião da comissão política do PSD, quando os pseudo-adversários internos o iam atacar por causa de ter nomeado o "traidor" Pedro Martins como vereador a tempo inteiro, Diogo Mateus terá dito que não se recandidata ao terceiro (e último) mandato.
É inacreditável como é que, até agora, ainda não há uma única declaração pública de Diogo sobre o assunto. Ou melhor, seria inacreditável se não se tratasse dele: sabe mais de estratégia política num espigão da unha do que toda a prole laranja na sua existência. E por isso não deixa de ser um retrato humorístico o rol de declarações prestadas por Pedro Pimpão ao Jornal Terras de Sicó: "Gosto muito de Pombal, foi a terra onde nasci, onde cresci e estarei sempre disponível para servir a minha terra e os meus concidadãos” (ler isto ao som do 'ai meu Pombal, ou de uma moda do Típico).
Pimpão diz ainda que “o PSD, nos seus órgãos e no seu tempo próprio, saberá encontrar uma solução que continue a dar esperança aos pombalenses”. É nisso que anda afincadamente a trabalhar. E por isso é tão importante controlar os órgãos. Já o fizera com o lacaio Manuel António, só que a coisa correu mal antes do tempo, e o ex-presidente da Junta da Guia precipitou-se, e demitiu-se.
Pedro: percebo a ânsia, mas não era pior alguma cautela antes de te colocares em bicos de pés. O que às vezes parece simples, pode não passar de um ovo de Colombo.

13 de janeiro de 2020

Nada de novo

Os leitores quererão informações, ou opiniões, mas não as tenho; e as que tenho preferia não as ter. Nada de novo, portanto.
Só sei que está frio; ou melhor, que o tempo continua frio. Que há obras, paradas, que nos param. E esqueletos a céu aberto. Que há política, ou melhor, politiquice, que não interessa. Que interessa se o Diogo se recandidata ou não? Se os Pimpões avançam para o partido? Se a Odete (por)segue? Se o Narciso continua por cá, a penar?
Podia falar das ambições dos Pimpões, do João e do Pedro, mas não quero. Podia falar dos estratagemas do Diogo para a tramar os Pedros, mas não os conheço. Ou da inexistência da Odete, e do seu partido, que bem conheço. Mas para quê? Ano Novo pede coisas novas, não velhas. Deixemo-los salmourar mais um pouco. 
Nos entretantos, entretenho-me e entretenho-vos com banalidades. Até porque, a frieza reconforta-se melhor com vulgaridades. Estaríamos melhor se o Narciso não tivesse existido? Se o Diogo se tivesse tornado útil? Se o superlativo Pedro já tivesse descoberto o elixir da felicidade? Se a Odete tivesse voz? Não sei. O que é não é o oposto do que não é. Mas estaríamos melhor, com certeza, se o Diogo já tivesse percebido que, por mais alto que seja o trono, nele só se senta em cima do cu.
Quanto ao resto, o nosso drama colectivo é termos demasiados existentes que justificam a existência de outros existentes.

11 de janeiro de 2020

9 de janeiro de 2020

A escolha será nossa! Será mesmo?

O público foi (novamente) convidado a escolher alguns dos artistas para comporem o cartaz do Bodo 2020. As votações iniciaram ontem e decorrem até o dia 31 de Janeiro aqui.

Foi e é uma boa iniciativa, se não tivéssemos em conta o que sucedeu no passado ano: nunca foram tornado públicos a votação relativamente ao Bodo de 2019!
 Este ano será diferente? A ver vamos…


PS: Ao ver a lista dos “nomeados” fiquei surpreendida por constar o Pedro Abrunhosa. É que me constou que era personna non grata no Largo do Cardal, por ter publicamente criticado Cavaco Silva…

6 de janeiro de 2020

Afinal, ele ouve-nos…

A CMP decidiu abandonar a ideia peregrina de construir um restaurante no rés-do-chão da Casa Varela.
Desfez a tempo; logo, sem grandes custos… Se ouvisse mais, desfazia muita ideia tonta; por exemplo o mamarracho nos Pois, ainda no tosco.


3 de janeiro de 2020

O mistério do campo da bola

Quando o leitor achar que já viu tudo, surpreenda-se com o painel informativo à entrada do campo de futebol de Vermoil, onde há várias proibições. A mais original parece sacada do Entroncamento: é proibido jogar à bola.
Assoberbados com a actividade da Associação (que tutela o espaço, desde que acabou o futebol federado, há coisa de uma década) vamos ali respirar fundo e voltar.

1 de janeiro de 2020

Réveillon Pombalino


Muitos municípios pelo país fora, têm nos últimos anos apostado fortemente em programas de passagem de ano. Aperceberam-se que as pessoas aderem positivamente à ideia de festejar na rua o virar de ano. A verdade, é que estas organizações não são meras “festas” pois acarretam para o comercio local e até para a cidade uma promoção da mesma. Os restaurantes enchem, os bares e cafés enchem, os vendedores ambulantes (desde o que vende material alusivo a festa, até aos balões, pipocas, bifanas, crepes…) fazem negócio. A cidade enche-se de alegria e de vida. Até aquele que estando só ou não tendo possibilidade de pagar um sitio para passar a passagem de ano, tem um sitio onde por meros momentos, com certeza se sentirá menos só.  
Pombal não teve nada disto. Tirando algumas aldeias e algumas colectividades que vão tendo algumas iniciativas, nada acontece em Pombal. É marasmo. É cinzento. É tudo o que contrasta com vida e alegria.
Enquanto isso, vamo-nos continuando a deslocar a outros concelhos, que ano após ano vão apostando neste tipo de eventos (porque cedo perceberam que não se trata apenas de uma mera festa) e nós por cá vamos continuar a questionarmo-nos porque em Pombal tem que ser assim…

31 de dezembro de 2019

Os esqueletos do Cardal e o que nos espera em 2020

As notícias da imprensa regional dão conta de uns achados arqueológicos no Jardim do Cardal: túmulos do século XVI. Até um leigo na matéria sabe que revolver um jardim colado a uma igreja é obra certa, nesta matéria. E que por isso era fatal como o destino desta terra encontrar ali alguns esqueletos. Da mesma maneira, qualquer leigo sabe também que encontrar esses vestígios históricos implica um atraso nas obras, pelo que nos podemos preparar para continuar a ver o jardim entaipado durante muito tempo. É a nossa certeza para 2020. 
Voltemos à vaca fria: eram necessárias estas obras? Era preciso revolver as entranhas do Cardal para conservar o jardim e cuidá-lo? O que é que ganhamos, enquanto cidade, em estender betão num espaço que só precisava de mais relva, flores e plantas, para ter mais pessoas?
Saio de 2019 com a sensação de que Diogo Mateus quis, a todo o custo, deixar a sua marca em Pombal: mudar a face da cidade, que é o que está a fazer no Cardal, na rua Custódio Freire, no Jardim das Laranjeiras, e se deixarmos ainda juntará a Várzea a esta operação cosmética. Mas nem a cidade precisa de ser reconstruída (desta maneira) nem ele é o Marquês de Pombal. O nosso único problema é que, à volta, todos o fazem acreditar que sim, prestando-lhe vassalagem. E por isso não vimos a colaborante oposição levantar o dedo e a voz ao caos em que se transformou o trânsito, nesta quadra festiva, à conta desse capricho municipal. 
Estão todos bem para um brinde colectivo, pois claro.