19 de junho de 2021

O 'chequegate' da ADAC

Chegou ontem à caixa de comentários do Farpas este esclarecimento, vindo do actual presidente do Conselho Fiscal da ADAC. Porque passaram dois anos, três meses e quatro dias desde o post que aqui publicámos (da autoria do Calika, que entretanto deixou de integrar Os da Casa), é natural que passe entre os pingos da chuva. 

Não pode passar.

Quando aqui levantamos as questões é nossa obrigação seguir-lhes o rasto. E agora cada um que tire desta história as devidas ilações. Podemos começar pela charnequeira Carla Longo, candidata do PSD à Junta de Freguesia, e aqui visada. 

"Em Março de 2019 o Calika escriba temporário deste blog, lançava a calunia que a seguir transcrevo.

"E já agora, os apoios da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia para onde vão? Também ninguém sabe ao certo.

Para vos dar um exemplo concreto, desapareceu, no final do ano passado, dentro da associação, um cheque com apoios passado pela Junta de Freguesia, o dinheiro foi levantado, o tesoureiro não faz a mínima ideia onde está esse dinheiro, aliás ninguém sabe, mas alguém o levantou e para isso necessitava de assinaturas…

Em relação a outros apoios e dinheiros recebidos, segundo o tesoureiro gastaram-se, segundo o mesmo a ADAC nunca tem dinheiro para investir.

Eu até acredito mas gostava mesmo de ver os livros de contas onde podemos comprovar isso.

Não estou a acusar ninguém de nada mas a verdade é que tudo isto cheira a esturro e não é pouco, e como diz o velho ditado, onde há fumo…"

 

Depois de muitos contactos com a Junta de Freguesia, depois de carta para a junta a pedir esclarecimentos e procedimento criminal para averiguar quem tinha depositado ou levantado o cheque, a Junta nada fez.

Depois de muita insistência, depois de muita mudança de história, por parte da junta de freguesia, depois de muitas certezas da junta.

Sim porque a junta continuava a afirmar e a reafirmar que o cheque tinha sido depositado numa conta da Associação ADAC. “fosse ela qual fosse”.

Sim porque a Junta sabia que o cheque foi depositado. Devem ter obtido essa confirmação da parte do banco de forma verbal, de algum funcionário que esqueceu de confirmar devidamente o nome da associação.

Assim com essa informação da treta a Junta de freguesia de Pombal deixou os atuais e anteriores dirigentes da ADAC, queimar em lume brando, no lamaçal da desconfiança.

Num assassinato de caracter consciente, aos atuais e anteriores dirigentes da ADAC, estavam estribados numa confirmação de deposito que não validaram.

Passados dois anos e depois de muita insistência sabe-se finalmente onde está o cheque.

Foi-nos comunicado à dois dias cerca das 13H, que o cheque, por um erro do carteiro, tinha sido entregue na outra associação da minha aldeia e que os dirigentes dessa outra associação retiveram o cheque durante cerca de 9 meses e só depois o depositaram.

Mas a história mudou passado uma hora. Agora já tinha sido a Carla Longo Secretária da junta a entregar em mão o referido cheque e que ninguém durante 9 meses percebeu que o cheque tinha sido erradamente entregue.

O cheque, do qual existe cópia, está endereçado à ordem de:

Associação Desportiva e Acção Cultural da Charneca

Mas conseguiu ser depositado em Centro Recreativo Folclórico e Artístico da Charneca

(Cá está a semelhança, ambas são Associação e são ambas da Charneca) mas as semelhanças acabam por aqui. (Havia até uma musica dos Mamonas Assassinas que dizia ….. fácil de confundir com João do Caminhão)

A minha indignação pessoal não tem limites.

Aguardo serenamente os passos públicos que a Junta vai dar para repor a dignidade de quem durante mais de dois anos esteve sobre calunias constantes.

Aguardo serenamente a justificação publica dos dirigentes da outra associação da minha terra para reterem um cheque que sabiam não lhes pertencer e ou fim de 9 meses o depositarem.

Deixo também um desafio publico ao Kalika, para se retratar publicamente das calunias que lançou.

Toda esta história me enche de tristeza.

Fernando Costa

atual presidente do Conselho Fiscal da ADAC

A coisa, o coiso e o fel

O coiso continua com fel à coisa. Percebe-se: vaidosão como é abomina quem lhe faz sombra.

Para o coiso a política é para uma casta, feita dentro de quatro paredes. O coiso detesta  escrutínio, transparência, antecipação. 

O coiso é uma criatura risível, que quando torcido parece direito e quando oco parece cheio, para quem a banalidade é sofisticação e a coerência um embaraço. 

O coiso fala por falar, simplesmente para se ouvir… Na última reunião, começou por criticar novamente a longa agenda, por estender demasiado a reunião, mas apressou-se logo a debitar banalidades durante mais de meia hora, até o presidente lhe retirar a palavra. Pelo meio, reconheceu – mais uma vez – que não leu os documentos e, por isso, iria abster-se em muitos pontos.  

No final, destilou o fel que o mata - que o matou -, revoltado por surgirem no “mentideiro e naquelas coisas desagradáveis e lamentáveis de quem não tem mais nada para fazer nem sabe fazer mais nada na vida” o que deveria ser seu e só seu. Antes já tinha sugerido o enfiar a carapuça, agora estava mesmo a ver-se ao espelho. Quem ficou conhecido como vereador-do-turno-da-tarde, para quem a profissão é uma miragem e o mérito um apêndice, nunca merecerá respeitabilidade pública, mas poderia ter vergonha na cara e respeito pelo cargo que ocupa. 


18 de junho de 2021

Em memória de António Lopes

 Faleceu esta semana o último presidente da junta da freguesia de Pombal eleito pelo PS. 

António Lopes era um homem de outro tempo - antes da inovação, a tecnologia e a modernidade chegarem à Junta. Mas talvez sido ele quem deu os primeiros passos para tornar aquele órgão autárquico um pouco mais importante do que um apêndice da Câmara. E pagou - caro - por isso: primeiro com a derrota, depois com a doença.

Em memória de António Lopes é preciso dizer aqui que é vergonhoso o acto de contrição que esta manhã aconteceu na reunião de Câmara, encabeçado pelo presidente e coadjuvado pelos vereadores Micael António e Narciso Mota.

Em memória de António Lopes, Diogo Mateus deveria ter vergonha de lhe invocar o nome, quanto mais de branquear o passado. Porque a perseguição que o PSD lhe fez - não só durante a campanha como depois de o derrotar - não se apaga com votos de pesar. A história do TT e do telemóvel; o enxovalho público e sistemático de que foi alvo (não haja sobre isso dúvidas) pesaram para sempre na saúde e na dignidade de um homem que, mesmo anos depois, manifestava a tremenda mágoa e sofrimento que tal campanha lhe causou.

Nessa altura, deveríamos todos (e aqui me incluo, sem qualquer pejo) ter percebido de que massa era feito D. Diogo. O mesmo que encetou a maior operação de bullying na história da política autárquica em Pombal, por causa de um telemóvel, haveria de ter de se explicar perante a justiça (como acontecerá) pelo obsceno uso e abuso dos meios da Câmara. 

Que a terra lhe seja leve, António Lopes.

16 de junho de 2021

De Luto pela Várzea

 


Foi logo pela manhã que se ouviam as motosserras e as maquinas a entrarem pelo jardim adentro. Sem aviso prévio.

Foi com uma dor de Alma que só ao fim da tarde consegui espreitar o triste espectáculo: o nosso Jardim da Várzea, perante a incredulidade de muitos, estava a ser destruído.

 Os pombalenses mantinham uma certa esperança que aquela “espécie” de auscultação pública, serviria para demover a Câmara de avançar com este projecto. A mim nunca me convenceram do contrário, de que a dita auscultação publica, não fora mais do que um ceder à forte contestação que se sentia e que o mesmo não foi mais do que “para inglês ver”.

Diogo Mateus quer à força deixar marca. Com esta obra e tantas outras mais, consegue-o da pior forma.

Hoje é um dia triste. Hoje Pombal está de luto por ver (mais) um dos seus icónicos jardins desaparecer. E do PSD continuamos a não conhecer a sua posição (quem cala consente).


Como nascem as Obras Tortas

Quanto mais se vai conhecendo a forma como a CMP gere as obras públicas mais se percebe por que nascem e crescem tortas. Mais: mergulhando nos processos, fica-se na dúvida se a câmara não as entorta deliberadamente para conveniência de alguém. Os exemplos são mais que muitos. O mais recente é o Projecto de Desenvolvimento Urbanístico do Casarelo.

A 22 Julho de 2019, a câmara adjudicou o projecto a um gabinete de Arquitectura de Coimbra, por 24800 €, com um prazo de entrega de 150 dias e estudo prévio no prazo de 3 meses (sujeito a sanção de 0,5 % do preço por cada dia de atraso).

Por indefinições da câmara acerca organização do espaço, das valências e dos equipamentos o prazo do estudo prévio foi sendo adiado e só foi entregue 9 de Dezembro de 2019. Em 23 Janeiro de 2020, a câmara - o gestor do projecto - informou o Gabinete de Arquitectura que os prazos estavam suspensos até emissão de parecer técnico pelos serviços e respectiva validação política, que não apareceu. Mas pior: a câmara não pagou os restantes 50% do projecto, entretanto entregue, e cortou os contactos com o projectista.

Depois de 15 meses de silêncio, o presidente da câmara marcou uma reunião com o projectista, que se realizou a 29 Março de 2021, onde colocou em causa os elementos fundamentais do projecto e propôs – exigiu – opções técnicas que o projectista considerou – e bem – erradas, tanto ao nível da utilização do espaço como da densidade de construção junto de uma zona sensível – Mata da Rola.

Mas o presidente quer, por toda a força, alterar o PDM, aumentar o já exagerado índice de construção no topo norte do Casarelo, de 130% para – vejam bem! - 320%, para, desta forma, defende ele, valorizar os terenos a fim de os utilizar como “moeda-de-troca” com particulares.

Os pombalenses não podem permitir mais este atentado urbanístico, esta delapidação de espaço púbico com enorme valor paisagístico para servir interesses/negociatas privadas.


14 de junho de 2021

“Notícias” do Pombal

Enquanto o Pimpão – o PSD – prossegue a seu passeio triunfal, recolhendo vontades por todo o lado e de toda a forma, o resto é um deserto (de iniciativa).

O PS continua igual, com os mesmos vícios, frágil e sempre dividido entre a facção que participa e a outra que canibaliza a que (agora) participa iludida com amanhãs triunfais.

Do CDS, BE, CDU & al não há sinais.

7 de junho de 2021

Vamos a isto, Pombal?

O meu feed está a ser bombardeado por anúncios patrocinados, ultimamente. A era digital é uma coisa que cola bem com o candidato Pedro Pimpão, ele próprio um produto de marketing social e digital. Não há mal nenhum nisso. Assim como não há mal nenhum em ser ambicioso, em amar a terra, em querer o melhor para ela. Assim, de repente, tenho para a troca muitas e muitos que desejam com a mesma (ou maior) intensidade que Pombal cresça, desenvolva, que aqui haja emprego para nós e para os nossos filhos. Porque nem todos nascemos em berço de ouro e para pagar contas é preciso trabalhar. Depois é preciso o resto. E é para isso que faz falta o rasgo, o golpe de asa, as vistas longas. Não sabemos o que isso é em Pombal há mais de 30 anos. São desse tempo as zonas industriais, o viaduto que desviou a cidade do meio da linha do norte. A ousadia. 

De modo que foi com toda a atenção que assisti ao vídeo de apresentação de Pedro Pimpão: quase nos faz crer que o PSD chegou agora a Pombal - e ele também. Só que não. 

Porém, há 20 anos o Pedro devia andar muito entretido a colar cartazes, a engrossar o coro de vozes da Jota que levava Narciso ao colo. Só isso (ou a impreparação da equipa que o rodeia, o que nada augura de bom) pode justificar que se tenha apoderado de um slogan usado pela candidatura do PS às eleições autárquicas de 2001.

António José Rodrigues já cá não está para os por no devido lugar. Lá, onde estiver, imagino-o a abanar a cabeça. E a dizer-me, outra vez, o que me disse à porta do tribunal, a meio de um julgamento (quando eu lhe contava de como um vereador da época tinha ludibriado uma decisão judicial, manipulando o pedido de desculpas que (me) deveria ter feito: "não se pode facilitar. Esta gente não é séria". 


5 de junho de 2021

Quem é o presidente da junta?

Ao aproximarmo-nos do final dos mandatos autárquicos, tal como num jogo de futebol, é normal aquele sprint final…
 
É normal vermos os presidentes de junta identificarem aqueles pontos do programa que ainda são possíveis ser realizados nestes meses até às eleições para compor melhor a coisa… Aquele parque infantil, a zona de lazer, a pintura daquele edifício, etc…
 
Os presidentes de junta têm uma função inglória no sentido que não controlam o orçamento, mas dão a cara pelas ineficiência e pelos problemas dos fregueses.
 
A correria é notória nas freguesias e os telefonemas multiplicam-se para os vereadores e presidente da câmara (atendidos ou não) para conseguir mais aquela coisinha.
Mas não para todos.
 
Tal como no mandato, há um que tem a vida privilegiada. As funções operacionais, que os outros não consegues delegar, estão sob alçada da câmara e a componente administrativa recai sobre a verdadeira presidente da junta, Carla Longo.
 
Enquanto isso é ver o presidente da junta Pimpão andar em campanha eleitoral para a Câmara Municipal sem qualquer pressão das funções para as quais foi efectivamente eleito.