Na minha aldeia e arredores as pessoas usavam frequentemente o termo “trimbelho”*, e ele ficou-me na memória pela sua sonoridade e expressividade. Com o tempo fui compreendendo o seu sentido e a sua conotação: uma pessoa sem trimbelhos era uma criatura sem grande ou nenhuma coerência de comportamento ou atitudes – meio estouvada/imprudente. Durante muitos anos - muitos mesmo - atribuí a falta de trimbelhos à pouquíssima instrução. Mas pelos vistos estava errado. Uma das coisas que actuamente mais me intriga é como é que depois de tanta instrução ministrada continuamos a ter tanta criatura sem trimbelhos!
À cabeça, desta triste realidade, estão os meus activos “camaradas” de PS de Pombal. Senão vejamos: os mesmos que coartam a liberdade de expressão interna e removem um militante de base do grupo no WhatsApp “Militantes Concelhia de Pombal” (património dos militantes), vêm, logo de seguida, em enxame, para uma página desse mesmo militante descarregar críticas, afrontas e vitupérios, encarnando as vestes de madalenas-ofendidas. Estas criaturas têm trimbelhos? Têm consciência mínima do ridículo a que se expõem? São minimamente confiáveis para exercer algum tipo de poder público? Se dúvidas existissem, os últimos episódios esclareceram tudo. E o povo há muito percebeu isso.
Mas para agravar a triste realidade do que resta deste PS – 2 – juntou-se o Professor, uma personagem antiquada e meio-fantasmagórica, inábil até ao tutano (pública e politicamente), com uma queda para o ridículo e o para o patético que mete dó.
* Noutras regiões o povo usa o termo “trambelho”






