A Santa Casa da Misericórdia de Pombal vai reunir hoje em Assembleia Geral com um ponto único na Ordem de Trabalhos - a situação do Hospital Distrital de Pombal. Daí deverá sair a legitimação das negociações, que na certa nos vão conduzir a uma espécie de PPP (Parceria Público-Privada), num modelo ainda não testado em Portugal.
O que nos importa, nesta altura, é uma coisa básica: continuaremos a ter um hospital de acesso público? Em que moldes?
Há anos que o Hospital tem vindo a ser esvaziado de serviços e capacidade, conduzindo-o ao estado comatoso em que se encontra hoje. E no entanto, seria tão importante mantê-lo, até para aliviar o caos em que se tornou o serviço de urgência em Leiria, de onde queremos sempre fugir.
Seria bom que tivéssemos um poder local firme, capaz de bater o pé à tutela e zelar pelo interesse colectivo. Ah, esperem, não se afronta a tutela. E não se afronta há muitos anos, independentemente do partido no poder. Até porque há peças que conseguem encaixar-se em qualquer puzzle: há dias, um grupo de cavalheiros que gosta de jantar com cheiro a naftalina em forma de "tertúlia", convidou o antigo administrador do Centro Hospitalar de Leiria, doutor Licínio Carvalho (grande obreiro do esvaziamento do HDP) agora vice-presidente da CCDR Centro. Espero que lhe tenham perguntado o que resultou, para a população, daquele corte cérceo. Também espero que o presidente da Assembleia Municipal, doutor João Coucelo - que já foi director do Hospital, que ainda hoje, apesar de aposentado, lá faz umas horas - tome a dianteira na defesa do que é nosso.
Do resto, nada a esperar. É a dinâmica do território a funcionar.







