17 de maio de 2022

Foi-se o Jardim da Várzea, vem aí mais uma Praça


O pior que pode acontecer a um povo é quando o tomam por parvo. E isso é o que nos anda a acontecer no caso do Jardim da Várzea - cujas obras retomaram na semana passada. Pedro Pimpão teve aqui a oportunidade de mostrar ao que vinha e mudar o curso da história, fazendo o mesmo que Diogo fez com o mamarracho do Cardal, por exemplo. Mas preferiu ir pelo caminho mais fácil: os serviços que façam a obra projectada, uma praça a que continuam a chamar jardim, sem vergonha nenhuma nenhuma. 

Na página do Município, ainda têm a lata de nos dizer que vão "preservar as características do jardim", e que "todas as árvores saudáveis removidas serão transplantadas em outras localizações no concelho". Deduzimos que a doença tomou conta de quase todas...a avaliar pelas imagens que nos chegaram, captadas pelos moradores da zona.

13 de maio de 2022

Caso Lusiaves – afinal há deslocalização, e vítimas

A Lusiaves acordou com a câmara municipal de Pombal (ou a CMP com a Lusiaves) a instalação de uma unidade industrial de transformação de carnes na Zona Industrial da Guia, a nascente, junto à malha urbana, contra a opinião da maioria população e das forças vivas da vila, atropelando os mais elementares deveres transparência e respeito pela lei e pelos legítimos interesses da população.  



O investimento tem sido contestado pela população da Guia. Mas eis que se chegou, ou parece ter chegado, a uma solução de compromisso, entre o promotor do investimento (Lusiaves) e os guienses que contestam os nefastos impactos ambientais e urbanísticos. Na reunião com os membros da comissão nomeada pela assembleia municipal para avaliar os impactos da unidade de transformação de carnes, os administradores da Lusiaves asseguraram que a unidade não incluirá centro de abate de aves (matadouro) e pavilhões de produção avícola, mas rejeitaram a proposta de deslocalização da unidade para a zona norte a ZIG (a oeste da vila), afastada cerca de 1200 metros da malha urbana, apresentada por Manuel Serra (ex-presidente da Junta). Parte dos receios ficaram, ali, esclarecidos. Mas continuavam a pairar os impactos negativos da localização junto à malha urbana.

O teimoso Manuel Serra – um duro difícil de dobrar – insistiu. Já antes tinha procurado saber, junto do vereador Navega, responsável pelos pelouros do Urbanismo e Ordenamento do Território, entre outros, se era possível e qual a abertura da câmara para viabilizar uma localização alternativa, na zona norte da vila, em terrenos urbanizáveis já na posse da autarquia.  O inábil Arq. Navega, apesar de ter um problema bicudo nas mãos, rejeitou liminarmente a hipótese. Mas pior: alimentou a intriga dentro da Comissão Lusiaves ao revelar a diligência do correligionário, tentando matar a conciliadora iniciativa. 

Manuel Serra não se deu por vencido, nem pelo Arq.º Navega nem pelos representantes da Lusiaves. E onde muitos viram uma inevitabilidade – alguns até com gozo, como castigo aos guienses – Manuel Serra viu uma abertura e aproveitou-a. Com certeza munido do aval do presidente Pedro Pimpão apresentou à Lusiaves as vantagens da localização alternativa, tanto para a população da Guia como para a Lusiaves. E saiu de lá com aceitação da proposta sem reservas, e sem exigir reembolso dos custos já efectuados. 

Estas situações tendencialmente conflituantes são, na maior parte das vezes, potenciadas pelas pessoas, pelos egos e pela intriga, e não tanto pela situação em si. 

Desta polémica, saem derrotados e vencedores. O principal vencedor é Manuel Serra; o que contra quase todos acreditou que era possível evitar o inevitável. E evitou. Venceram, também, todos os que contestaram o investimento naquele local. E venceu o Pedro Pimpão que evitou dois problemas... E a Lusiaves que fica com o caminho (mais) livre para avançar com o investimento.

Perdem os outros todos. Os que por acção e inação deixaram correr ou alimentaram a polémica. À cabeça o vereador Pedro Navega, derrotado técnica e politicamente. Alimentou uma polémica onde perdeu em toda a linha, foi ultrapassado pelos acontecimentos, e desautorizado pelo presidente Pedro Pimpão. Perdeu autoridade e legitimidade política. Só lhe resta um caminho: renunciar ao cargo político que ocupa.

Com o comportamento dos outros, nomeadamente os do Oeste, não vale a pena gastar palavras.

10 de maio de 2022

De marcha à ré

 



Não restam dúvidas de que este é o executivo mais atlético de todos os tempos, e por isso nada melhor que uma obra que puxe pela caminhada, pela corrida, pela marcha e afins para  marcar o início das inaugurações da era Pimpão, mesmo que tenha sido projectada e praticamente toda ela executada pelo antecessor. 

No sábado, a inauguração do passadiço serviu para percebermos que recuámos 30 anos no que respeita a estes cerimoniais. Diogo Mateus tinha acabado com a pepineira terceiro-mundista do nome nas placas, mas eis que o Pedro fez regressar esse laivo narcisista, o que augura tudo de bom. Aliás, não lhe faltou nada. Nem o próprio Narciso...

Para compor o ramalhete, lá estava alinhado o executivo, ao estilo "vamos ali ao Belas Clube de Campo". Se governar a Câmara assim tão airoso como posar para as fotos, ninguém parava Pombal. 

O pior é é a realidade. 

5 de maio de 2022

Sai um requerimento para dispensar o doutor Coucelo

Quis o Professor que o doutor Coucelo o substituísse como presidente da mesa da AM, na parte final da última reunião.

E quis o João Pimpão que o debate de uma das recomendações da Bancada do PS passasse de imediato à votação, depois de algum debate mas antes que duas inscritas da bancada do PS usassem da palavra.

Gerada a polémica, o doutor Coucelo justificou, com o tom doutoral e sapiente que se lhe conhece, que perante “o requerimento para que se passe de imediato à votação, o presidente coloca à assembleia, em geral, se aceita o requerimento ou não”. E acrescentou, com a certeza que gosta de colocar em tudo o que diz, que “é assim que se passa em qualquer lado, …, é assim, sempre foi, nesta assembleia e em todas as outras.”  

Com estes argumentos o doutor Coucelo nem se deve ter dado conta que para o papel a que reduz a sua presença é perfeitamente dispensável – qualquer administrativo da câmara marca as faltas e a ordem das inscrições (papel que lhe tem estado reservado). 

Mas o pior da questão não é a interpretação minimalista que o doutor Coucelo faz do cargo de presidente da mesa da AM, com isso pode bem o regime. O Pior é o doutor Coucelo aplicar aquelas regras, não estabelecidas no regimento, por desconhecimento ou má-fé (coartar a palavra a membros inscritos).

Se o fez por má-fé é muito grave. Se o fez por desconhecimento das práticas parlamentares também é grave, já que anda nisto há mais de três décadas – é o mais antigo.

Um presidente da AM não se pode limitar a colocar à votação um requerimento oral ou escrito de passagem à votação, porque, ao fazê-lo, está a impor à assembleia a chamada ditadura da maioria. Ou seja, se assim fosse, a maioria poderia simplesmente erradicar o debate da assembleia; e sem debate a assembleia deixa de fazer sentido, perde totalmente a sua essência e a sua razão de existência. Assim, deve, primeiro, avaliar a pertinência do requerimento (se o debate se continua a justificar ou não); e, depois disso, no caso de o considerar pertinente (e naquele caso até seria lógico considerá-lo pertinente), deveria comunicar à assembleia que não aceitava mais inscrições e colocaria o requerimento à votação depois do uso da palavra pelos inscritos.

Elementar, doutor Coucelo; a bem do respeito pelos princípios democráticos.    



3 de maio de 2022

Comissão Lusiaves – a hipocrisia no seu esplendor

Antigamente, as crianças de tenra idade eram educadas – entre outras coisas - para não mentirem, porque era feio, dizendo-lhes “se mentires caem-te os dentes”. A profecia cumpria-se, mas o método não provou.

Se a profecia se cumprisse com os adultos, Daniel Ferreira tinha perdido os dentes todos, na AM, quando apresentou o relatório da Comissão Lusiaves. Deu-se ao desplante de afirmar que os trabalhos da comissão decorreram “com bom entendimento e cordialidade entre todos os membros da comissão”, quando eles sabem, e nós também porque já aqui o contámos, que o ambiente entre os membros da comissão foi de cortar-à-faca, com condicionamentos de vária ordem, acusações, traições, ameaças, e ofensas entre os membros da comissão e a exteriores – algumas com inequívoca dimensão criminal.

Apesar de a comissão ser constituída por “políticos” supostamente socialistas, sociais-democratas e liberais, quiseram, logo à partida, limitar a liberdade individual, com a imposição do conhecido “centralismo democrático”, típico de partidos e criaturas pouco democráticas, numa matéria onde a transparência das posições políticas deveria ser uma condição básica. Nesta obsessão controladora distinguiram-se os dois representantes do PS, que, sentindo-se impotentes para aplicar os seus métodos, quiseram escorraçar um membro da comissão. Como não o conseguiram, fizeram uma participação ao presidente da AM, exigindo a sua exclusão, unicamente por este não aceitar o pacto de sigilo e a limitação da sua liberdade individual de acção por fazer parte da comissão. Soube-se agora, no decurso da AM, que os controleiros mais empedernidos, os do PS, partilhavam a informação recolhida com o seu grupo.

Quando a coisa aqui foi exposta, perceberam o ridículo da situação; um deles não foi sequer à AM, o outro meteu a viola no saco e esperou calado que ninguém trouxesse à baila a inenarrável participação.

Na AM, o relatório continuou a ser arma de arremesso pessoal e político, alvo de todo o tipo de tropelias. Foi distribuído no dia da reunião – contra todas as regras elementares da seriedade e responsabilidade política -, usado para mais despiques e consumições, e acabou aprovado sem ser lido (excepto os membros da comissão) - o presidente da AM nem as conclusões/decisão leu, como se viu!

Não saímos disto, desta zanguizarra que só descredibiliza a política e as instituições.



2 de maio de 2022

Exploração de inertes; Interesse público?!

Os paradoxos são coisas estranhas, fora do senso comum e aparentemente ilógicas, mas ao mesmo tempo muito elucidativas.

A câmara levou à AM um pedido de uma empresa privada que solicitava a extensão da zona de exploração de areia, na periferia do aquífero da Mata do Urso, acompanhado de um parecer favorável alicerçado no designado interesse público da exploração.

Sendo a matéria sensível, e alicerçada unicamente no difuso conceito/critério do “interesse público”, que por cá ainda ninguém quis e soube densificar, deu polémica e proporcionou todo o tipo de contradições e situações patéticas.

Nada como um paradoxo para fazer luz sobre o verdadeiro pensamento dos nossos políticos sobre questões fundamentais. O apregoado “interesse público” sai-lhes da boca recorrentemente, nomeadamente quando não encontram verdadeiros argumentos, mas na hora da verdade é um empecilho sempre pronto a pregar-lhes rasteiras.

Rico empecilho!


Sexta Quezília – entre “amigos”

Na última assembleia municipal, o João Pimpão foi a “vedeta” da sessão: discorreu sobre todos os assuntos da agenda; respondeu a todos as questões colocadas ao irmão, rebateu todos os argumentos e opiniões dos opositores; e até colocou a mesa em sentido.

O Pedro está como “presidente da Junta”. Mas o João é o verdadeiro “Presidente da Junta”.

Enquanto não há eleições, o João a Director Municipal. Já!


1 de maio de 2022

Discussão do Relatório de Gestão 2022 – bateu-se no fundo

A sessão da AM de Abril, onde se discute e aprova (ou não!) o Relatório de Gestão do ano anterior, é - ou deveria ser - a mais importante.

O vídeo abaixo mostra uma síntese medíocre e enfastiante do “debate”. Sem mais palavras…


PS: Perante os elogios da bancada da maioria ao relatório, o PS nem foi capaz fazer a pergunta mais óbvia, que arrumava a questão de vez: mas se o Relatório de Gestão - onde supostamente está plasmado o desempenho do executivo - é assim tão bom, porque é que os senhores correram com todo o executivo que o executou? 

Quinta Quezília – Entre (In)Pares

O nosso bem conhecido João Pimpão – agora o verdadeiro “presidente da junta” – está cada vez mais forte. Naquela assembleia, distribui fruta por toda a gente: seja da oposição, dos seus ou até da mesa. 
O presidente da mesa em exercício fez-lhe um justo reparo, por ele ter usado e abusado do ponto “Informação do presidente” - que se destina unicamente a pedidos de infirmação ao presidente - para fazer uma longa intervenção, no registo de líder da oposição.
O João não gostou. E sem autorização para intervir destratou o presidente, dando a entender que o doutor Coucelo ainda estava (era) do 24 Abril e ele do 26 Abril. 
Quem diria! A pimpolhada já mete (já quer meter) na ordem a aristocracia.