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30 de novembro de 2021

Super Odete



Quem pode, pode. Doutora Odete ficará na história do Partido Socialista local por escrever ela própria a sua história, sem dar abébias. Terminadas as eleições autárquicas com os resultados conhecidos, avança agora para as legislativas, pronta para novos desafios. Na noite passada fez-se indicar na estrutura distrital como escolha da concelhia de Pombal para a lista de deputados por Leiria  - que ainda não está fechada, porque o PS continua o mesmo saco de gatos do costume - passando a perna a Joelito, seu fiel escudeiro. E pergunta o (e)leitor atento: foram os militantes do PS local que a designaram? Pois que não, que desde as eleições não se dignou convocar qualquer plenário. Ora porque há pandemia, ora porque chove, ora porque faz sol. Mais: Odete Alves conseguiu a proeza de marcar uma reunião extraordinária da comissão política concelhia para a próxima sexta-feira, com essa finalidade, a de indicar o representante de Pombal na lista do PS pelo distrito de Leiria. É verdade que a reunião da distrital foi ontem, mas...assim se vê a clarividência e astúcia política da nossa presidente do PS, vereadora e aspirante a deputada: a lista não foi votada e só será na segunda feira. Isto afinal está tudo pensado. como naquela musica dos U2 de que Odete tanto gosta. "Sobreviver, sobreviver, sobreviver".

25 de setembro de 2020

A (corajosa) despedida do Director de Recursos Humanos

Miguel Ribeirinho ficará na história do município de Pombal por várias razões, mas interessa particularmente sublinhar a forma como - nos últimos tempos -  foi capaz de fazer peito aos poderes que dominam no Largo do Cardal. Lá diz o povo que "quem mora no convento é que sabe o que lá vai dentro". Haveremos de saber, todos, um dia destes. 

Impedido de ir falar de viva voz à reunião pública, ao abrigo de uma lei qualquer, enviou uma intervenção gravada, que vale a pena ouvir. Isto é o que fazem as pessoas educadas.

11 de julho de 2020

Gante na Caixa Agrícola



O que aconteceu hoje na Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Pombal mostra bem como não há poderes eternos nem absolutos: quando se quer muito, quando se trabalha afincadamente para isso - e quando o poder apodrece de maduro - a mudança acontece.
A lista B, liderada por João Gante, derrotou a lista A, liderada por Albano Carreira (em segunda escolha, perante a desistência de Diamantino Leal). 653 votos contra 480, mais seis brancos e três nulos. Quer isto dizer que as eleições mobilizaram mais de mil sócios.
Afastado de Pombal pela anterior administração, João Gante regressa agora pela porta grande, como presidente do Conselho de Administração. Vamos ver como se comporta no poder de uma das maiores unidades do Crédito Agrícola do país: 20 balcões entre Pombal, Penela, Soure e Condeixa. 

5 de maio de 2020

Notícias do director reconduzido quase por unanimidade e aclamação



Estava o burgo confinado e conformado com os vídeos caseiros do poder local, e entusiasmado com o guião do filme "como destruir o jardim da várzea nas vossas barbas", quando o mega agrupamento de escolas de Pombal decidia, na calada da internet, mudar alguma coisa para que tudo fique na mesma.
Os estimados leitores talvez não saibam que o Conselho Geral de qualquer agrupamento é, na verdade, o órgão máximo - a quem compete, por exemplo, decidir quem é o mestre daquela banda. 
Na generalidade dos agrupamentos, o CG tem poder, é respeitado, e até temido. Mas aqui, já se sabe, nem tudo é normal em Pombal ocidental. De modo que o CG - que reúne 21 elementos entre representantes de professores, pais, alunos, funcionários e representantes das autarquias (Câmara e Junta) e comunidade, que é como quem diz sociedade civil, se a houver - é só um respeitoso órgão. 
Para o compreender, é preciso contar a cronologia dos acontecimentos:

  • A 14 de Abril a senhora presidente envia uma acta já elaborada, acompanhada de uma missiva do senhor director, disponibilizando-se para continuar a missão. Uma vez que ao CG era pedido pronunciar-se sobre eventual recondução (por maioria absoluta) ou abertura de procedimento concursal, a presidência tomou a liberdade de optar pela primeira. Ora acontece que o tempo é de pandemia, e assim...
  • A 24 de Abril termina o prazo para que todos se pronunciassem, por mail, dando indicação do respectivo sentido de voto. Sem surpresas, todos se pronunciam (ao contrário que sucede nas reuniões do CG, em que muitas vezes é preciso esperar para haver quórum). A recondução alcança a quase unanimidade: 19 votos a favor, um contra.
  • A 30 de Abril, porém, um pai desmancha-prazeres-em-tempo-de-pandemia pede a anulação do acto, invocando o regimento interno e o secretismo dos votos - pois que a maioria votou tão ordeiramente pela evolução na continuidade, e fez disso gala, partilhando-o, que não devia valer.
  • entramos em Maio com essa maçada, esse incómodo, mas onde é que já se viu, como se não bastasse uma ovelha tresmalhada no meio de tão ordeiro rebanho, agora ainda se corria o risco de deixar cair mais uma nódoa na unanimidade. Onde é que já se viu, com uma pandemia às costas, as escolas fechadas, abrir-se a porta a esse precedente.
  • Mas o povo é sereno e os órgãos directivos também, o melhor é cumprir os procedimentos correctos, imagine-se, logo uma escola, exemplo maior, e se até as assembleias municipais (de outros concelhos) reúnem presencialmente, por que não haveria um CG de...fazer uma votação presencial, até lá está o senhor presidente da junta que anda a sensibilizar a população para o uso da máscara, se houver alguma coisa ele explica, e a senhora vereadora da acção social, por isso nada há a temer em matéria de salubridade
  • aos cinco dias do mês de Maio, do ano da graça de 2020, finalmente pode aprovar-se a acta feita a 14 de Abril, da votação a 24, sobre o mandato que só termina a 11 de Julho, mas que é preciso acautelar, mesmo em tempos de pandemia. E em verdade o senhor director foi reconduzido, pelos mesmos 19 votos a favor e um contra, que é tão linda a nossa terra terra, que o reconduz por quase unanimidade, e tudo está bem quando acaba bem. Não fora a pandemia e o risco acrescido, quase podia acabar esta tarde amena de primavera com uma bica ao balcão do refeitório da mesma escola que afinal não podia abrir, nem para votações desnecessárias. Só para conversas políticas.






16 de março de 2019

Quem tramou a jota?



A JSD de Pombal está sem liderança. Pelo menos enquanto decorrerem em tribunal os processos (um deles uma providência cautelar) que impedem Nicole Lourenço (a presidente) de exercer o cargo em pleno direito. Ao contrário do que seria suposto num processo político, não são as forças da oposição que estão a tramar a jovem líder social-democrata. Não são adversários partidários, mas inimigos internos. É a JSD distrital (presidida por essa figura Brilhante, que é Pedro) - onde a média de idades está um bocadinho passada do prazo...
O aproximar de eleições legislativas deixa as estruturas nervosas e, não raras vezes, tolda a razão. 
A quem interessa afastar Nicole Lourenço? Quem será que se atravessou com mais atropelos legais?
É toda uma dinâmica - como se quer, na juventude - que vamos acompanhar por aqui nos próximos tempos. 

20 de novembro de 2018

A Jota é quem mais ordena?



Desde segunda-feira que o jota Nuno Carrasqueira já não é secretário dos vereadores Pedro Brilhante e Ana Cabral, passando a integrar o Gabinete de Apoio ao Presidente. E o que à partida pode parecer uma promoção, é outra coisa. O despacho foi assinado pelo presidente, Diogo Mateus, na sexta-feira passada, com efeitos logo na semana seguinte.
Carrasqueira, que fora lacaio do jota Brilhante no executivo, tinha o destino traçado desde que recuou no golpe palaciano que pretendia derrubar a líder da JSD local, Nicolle Lourenço, uma das "revoltosas" com a liderança de Pedro na JSD distrital. Ou melhor, desde que entrou e saiu - chegou a demitir-se mas voltou atrás. 
Ora acontece que entretanto findou-se aquela bolsa de emprego que era o projecto CLDS+Rosa dos Ventos, e era preciso arranjar lugar para a deputada municipal Cláudia Duarte. De maneira que é ela a feliz contemplada em secretariar o jota Brilhante e a vereadora Ana Cabral. 
É sempre interessante observar como Diogo Mateus joga este xadrez, antes de fazer xeque-mate.

27 de setembro de 2018

Do (infeliz) aproveitamento, II

Quando Diogo Mateus falou aos jornalistas na manhã da tragédia, no local do acidente, parecia todo ele um poço de bom senso. Um repórter de tv perguntava-lhe se era possível assacar responsabilidades à estrada, e ele, prudente, sublinhou antes que os acidentes que ali ocorrem não obedecem a um padrão. Acresce que aquele troço nem é, de todo, aquele em que mais acidentes regista, em comparação com o que liga Pombal a Ansião. 
Mas algumas horas bastaram para que virasse o disco. Numa assembleia em  que exibiu (entre os risos cúmplices com Ana Cabral, enquanto ignorava ostensivamente Ana Gonçalves) toda a sobranceria, parecia falar ao espelho. Ora vejam: 

23 de julho de 2018

Quando o Presidente puxa o tapete ao Pedro

Quem mora no convento é que sabe o que lá vai dentro. O ditado aplica-se por estes dias às conversas de bastidores na Câmara de Pombal, onde toda a gente sabe que Pedro Brilhante já só faz número.
Por esta altura, o jota já deve ter-se arrependido do dia - nas autárquicas de 2017 - em que teve a (presunçosa) coragem de encostar Diogo Mateus à parede: ou ia na lista, ou a JSD não aparecia na campanha. Nem que para isso fosse preciso deitar borda-fora o companheiro Renato Guardado, a quem acabou por substituir no executivo.
Na última reunião de Câmara, o Presidente puxou-lhe delicadamente o tapete, para que possa esticar-se à vontade. Foi este o momento.  

12 de fevereiro de 2018

De besta a bestial...ou de bestial a besta



1. Um dos momentos mais marcantes da última Assembleia Municipal aconteceu quando o ex-presidente da Junta da Guia, Manuel António Santos, usou da palavra a primeira vez, no dia em que encarnou o papel de líder da bancada do PSD, à falta de João Coucelo. Estava eu a assistir em directo àquele episódio e imaginei que iria assistir a uma intervenção de fundo sobre a Educação no concelho. Afinal, Manuel António tem responsabilidades na direcção do Agrupamento de Escolas de Pombal, e um historial vasto nessa matéria. Mas não. Foi ali fazer a bajulação de Diogo Mateus e dos 100 dias da sua governação.  
É preciso recuar a 2014 para compreender o percurso de Manuel António, um trajecto em que passou de besta a bestial. Nesse que foi o ano de todos os reveses para o antigo autarca, viu-se obrigado a ir à AM explicar as contas da autarquia que acabara de deixar, por limitação de mandatos. Ao mesmo tempo, Diogo Mateus humilhava-o e ridicularizava-o naquele processo de constituição do conselho geral transitório do Agrupamento de Escolas de Pombal. Percebo hoje, com clareza, o que na altura não consegui ver: por vezes vale tudo para segurar um cargo. Assim se percebe que Manuel António tenha aguentado todas as investidas de Diogo Mateus (as queixas formais à Inspecção Geral da Educação foram só a face formal), e que tenha decidido começar fazer a vénia naquele momento em que aceitou integrar a comissão política concelhia do PSD, há dois anos. Isto depois de ter sido um dos que incentivou Narciso Mota ao regresso, atirando a pedra e escondendo a mão. Correu-lhe tudo bem, até agora, e foi já premiado com o lugar na fila da frente, na AM. 

2. Manuel António não falou sobre o ranking das escolas. Quem falou disso foi António Pires, que nesse 2014 era vereador da Educação, número 2 de Diogo Mateus, e que com ele fazia coro nas investidas contra Manuel António. Mas Pires fez o percurso ao contrário, passando de bestial a besta, como é bom de ver na forma como o presidente da Câmara o (des)trata. 
Sobre o ranking e sobre as figuras que o concelho faz nessa listagem, basta assistir a este vídeo. 
Quanto ao resto, a moral da história diz-nos que há sempre mais marés que marinheiros. 

23 de novembro de 2017

A insustentável leveza da transparência


A Câmara de Pombal faz um brilharete no todo regional (e nacional) no que respeita à transmissão, em vídeo, das reuniões públicas. O Farpas agradece, a população também deveria agradecer, tal como os media locais, que poderiam fazer grande número com o feito, bastando que trabalhassem o que resulta desta plataforma. E é muito. Diogo fá-lo porque sabe que joga em vantagem, que é dono e senhor da estratégia, da táctica, do exercício retórico, e - mais importante de tudo - da forma como comunica, fazendo uso certeiro de todo o tipo de expressão, mais ao menos a antítese do que acontece no filme 'O Discurso do Rei'. Aqui, o nosso monarca é muito mais razão do que emoção. E é dessa sua característica que decorre a escolha dos ajudantes. São escolhas à partida incompreensíveis para quem analisa a postura superior, acima da plebe. Mas basta descascar essa laranja para alcançar a explicação: há trabalho que tem de ser feito, preferencialmente pelos outros. Assim se percebe a tentação de serem, quase todos, mais papistas que o papa, tentando agradar para receber um louvor, um afago. Assim se explica que um falso avençado - com as funções de assessoria na área da comunicação - seja lesto a dar ordem à prestadora de serviços que é a  Pombaltv, ordenando que cesse a transmissão, como aconteceu naquela primeira reunião do executivo. 
Há colheres de chá que saem caras.

Manual de instruções para encerrar uma reunião

Afinal,  Diogo sabe como encerrar uma reunião de Câmara. #ajudantesmaispapistasqueopapa

26 de outubro de 2017

E a seguir quem é?



Diogo Mateus designou para seu vice-presidente o vereador Pedro Murtinho. Não é ilegal, mas é o primeiro sinal de como o eleitorado foi ao engano. Na lista candidata à Câmara, a número dois é Ana Cabral - directora da Biblioteca Municipal - agora investida de pelouros sensíveis como a Educação e Acção Social, sem a Cultura - que continua (bem) entregue a Ana Gonçalves.
Quando se faz uma lista, os nomes não são colocados ao acaso, da mesma maneira que o eleitor esclarecido não vota ao acaso. E Diogo Mateus jogou com isso: Ana Cabral iria cativar algum voto à esquerda, pese embora a viragem que fez, nos últimos anos.  Naquela primeira reunião do (novo) executivo da Câmara, o presidente mudou as regras do jogo. Se no mandato passado apregoou a rotatividade para a vice-presidência, neste ficou-se pelo operacional que era 3º na lista, pelo menos "nesta fase". Não queremos acreditar que Ana Cabral não soubesse, nesta fase da vida, que há sempre uma "primeira fase". E queremos acreditar que Diogo Mateus tem presente o que significa a ordem da lista.