31 de dezembro de 2009

Bom Ano de 2010!

O Farpas deseja a todos um excelente ano de 2010, onde não falte o sentido crítico, a capacidade de intervenção e a vontade de ter um concelho melhor.

Nem o pai morre, nem a malta almoça...

Falemos do badalado Centro de Saúde de Almagreira. Do novo, que teima em não sair do papel. Autarquia laranja que culpa o governo rosa. Gente rosa que "conhece" os do governo culpa a autarquia laranja. E enquanto perdura este "pacto tácito do eixo do poder", lá vão as gentes de Almagreira tendo que se governar com o velhinho Centro de Saúde.
Sr. Presidente, eu não sei se a responsabilidade é central ou local, mas... se achava que é coisa do governo, não o prometia nas camapnhas eleitorais, não lhe parece?

30 de dezembro de 2009

Prenda de Natal Atrasada

Para o nosso presidente da Câmara: o Parecer do Colégio de Especialidade de Psiquiatria relativo ao Pedido de parecer do Bastonário da Ordem dos Médicos sobre o tratamento da homossexualidade. Só para que em 2010 não repita algumas afirmações, no mínimo, infelizes.

In Memoriam

Se me permitem a homenagem, póstuma e sempre muito pessoal, não posso deixar de lembrar aqui a data da partida tão inesperada de um verdadeiro gigante pombalense que, naquilo que melhor sabia: ser amigo e jogar basket, nunca deixou o nome Pombal envergonhado. À tua, Ricardo, alguém que sem dúvida seria um exímio farpeador.

Para o ano que vem

Hotelaria e Carta Turística. Duas expressões para 2010. Da minha parte, legítimas. Mas continuo na minha (lá está). Aquela história de não ligarmos peva para a História ou Património Histórico(excepto a omnipresença acrítica do Marquês) e da pouca relevância de se apostar no Património Natural (espera-se que o CIMU seja a prova provada do contrário), continua sem se assumir claramente - e desculpem lá, mas da carta turística da AMLEI vejo banalidades, não vejo patrimónios da humanidade, centros mariânicos ou linhas de costa lindíssimas, para apelar aos elementos mais fortes - que o turismo é uma opção para Pombal. Parece complicado, estranho, contranatura, mas entre visionarices mal enjorcadas, prefiro assumir uma linha do "fique cá e visite a região". E aí talvez a hotelaria e uma boa carta turística - uma assente em rotas, senhores, em rotas (e prometo que deixo os Templários em paz), que cruzem heranças e tradições várias. Provavelmente falta-lhe o laranja para ser visionário, mas é uma ideia que procura assentar-se em várias outras. Tipo construir com lógica, com plano. Pode até nem dar em nada, mas sempre é melhor que a simples atordoada tipo "teleférico". Até lá, que as apostas sejam feitas e, mais importante, sustentadas. Para ver se, sei lá, passamos de visionários a estrategas.

10 desejos para 2010

O ano que agora finda não foi, para Pombal, melhor nem pior que os outros todos. Foi mais do mesmo, já se sabe. A rua direita continua torta, o rio vai seco ou lamacento, o Cardal continua a melhor almofada para quem se imolou há muito dos valores espirituais. É este o concelho charneira, onde é gratificante e honroso morar. Onde ainda um dia também se haverá de viver, com direito ao supérfluo parque verde (já que estou a ver a coisa difícil para lá ir com os meus filhos, que ao menos lá possa ir com os netos). Enquanto esse tempo não chega, aqui ficam os meus desejos para 2010, sobre o que realmente interessa e faz falta. Para animar a malta, claro está.

1. Que o Café concerto ressuscite. Tenho fé na tal da Pombal Gest, onde a vereadora Ana Gonçalves há-de brilhar tanto como conseguia nos eventos da capital. Está visto que a malta anda sedenta de cultura, da boa.
2. Que o Teatro-Cine passe a museu - pode ser com iluminação LED (assim sempre lavramos o nosso protesto pelo saneamento de Pedro Martins da vereação), excepcionalmente aberto à iniciativa das associações, escolas e demais promotores de festinhas.
3. Que o Museu de Arte Popular continue a rivalizar com o do Marquês de Pombal, em matéria de visitas e iniciativas.
4. Que o Centro Cultural diversifice um pouco a programação.
5. Que a Pista de Aeromodelismo seja adaptada para provas de corta-mato no inverno. Juro que assim escrevo menos sobre o assunto e faço o presidente mudar de ideias. Ah, e prometo não falar da pista de atletismo;)
6. Que a Etap tenha sucesso com o tal curso de hotelaria. Fecharam cafés e restaurantes e não podemos ser todos professores nem funcionários administrativos.
7. Que esta união pombalense manifestada nas últimas eleições esteja para durar. Temos de ser uns para os outros.
8. Que a voz nunca doa aos dois vereadores que restaram na oposição. Não há nada pior que uma dor de garganta.
9. Que o presidente consiga reunir o grupo de pressão que anda a organizar, para convencer aquele que a gente sabe a ser seu sucessor.
10. Que José Gomes Fernandes volte, que está perdoado. Sentimos falta de um guerrilheiro como deve ser.

...e um desejo suplementar, para a malta de Leiria que nos lê: não desistam de convencer o homem a candidatar-se. Afinal, a nossa terra é aquela onde moramos.

29 de dezembro de 2009

E agora, algo completamente novo... JS POMBAL!

Para os que não sabiam (e o desconhecimento é desculpável), existe uma coisa chamada JS DE POMBAL, que por acaso foi a votos recentemente. Ao que consta, ganhou a disputa um Tiago Galvão (espero que não me tenham enganado no nome).
O que se espera destes jovens é alguma acção. Qualquer coisa diferente da nulidade que é a sua página na internet. De silêncios e inacção está o concelho farto.

Face-treta, ou os ciúmes do Cardal!

Segundo esta curiosa noticia, o facebook é responsável por uma quantidade incrivel de divórcios. Este facto deixou-me preocupado, visto que o facebook foi um veículo muito utilizado pelos nossos políticos, na última campanha eleitoral, para fazerem passar as suas mensagens. Estarão à vista alguns divórcios... politicos?

Rodrigues Marques dixit

Num comentário ali em baixo, o nosso ilustre eng. Rodrigues Marques disse, e transcrevo:

"Fico triste porque os Senhores Vereadores do PSD, de turno, a saber, Dr. Diogo Mateus e Dr. Pedro Pimpão foram a banhos, um para Castelo Branco, e o outro para a Guarda.E mais, o Senhor Vereador Diogo Mateus detêm o Pelouro da Acção Social e Habitação.Coitado do Engº Narciso Mota que tem que estar em todas e a ver os seus Vereadores a banhos.Não se faz, Senhores Vereadores!"
O comentário tem ainda mais força por vir de alguém que sabe do que fala. O espanto é justificado: com tantos vereadores assalariados, tem o nosso Presidente da Câmara que ir a todas? Ele que já nem precisa, visto que já não será candidato, nas próximas eleições, às funções que agora desempenha. É caso para "espantação", sem dúvida.
Outras vozes mais "corrosivas" (malditos genes, não é?) adivinham neste e noutros comentários um "posicionamento estratégico" (quem lhe chamou "tática"?) na previsivel e interessante guerra da sucessão. Ou da secessão, ao que parece...

28 de dezembro de 2009

Ainda a carta turística

Segundo o Notícias do Centro, e também de acordo com um post anterior neste blogue, "a Associação de Municípios da Região de Leiria (AMLEI) apresentou uma carta turística procurando alargar o tempo de permanência dos visitantes da região, com uma estratégia integrada de promoção". Saúdo a iniciativa; sou dos que acham que o turismo cultural deve ser encarado como prioritário, não só no concelho de Pombal como em muitos concelhos do país.

Para ajudar a AMLEI, aqui fica o meu modesto contributo.

Como legenda, sugiro: “Pombal não esquece aqueles que elevaram o seu nome ao mais alto nível. De louvar o enorme esforço da cidade em manter de pé a casa onde nasceu e viveu o ilustre Professor Carlos da Mota Pinto.”

23 de dezembro de 2009

Crise também é oportunidade

Para a Key Plastics Portugal foi e será (pelo menos nos próximos anos). Por isso, nesta altura, merece realce.
As vezes, mergulhados na espuma dos dias, não nos apercebemos das grandes transformações que acontecem nas organizações, ou só nos apercebemos quando sentimos o seu efeito negativo.
No ano passado, por esta altura, a KPP sentia intensamente os efeitos da crise económica (as encomendas na indústria automóvel caíram cerca de 45% e em Dezembro a Indústria, praticamente, parou). A empresa teve que dispensar trabalhadores (temporários e contratados) e entrou em lay-off (felizmente por pouco tempo). Neste contexto, não existiam condições para grandes festejos, as pessoas estavam preocupadas com o presente e angustiadas em relação ao futuro. A empresa organizou uma festa simples, num armazém, para a qual convidou, também, os trabalhadores dispensados e aos quais prometeu o retorno assim que a actividade retomasse.
Passado um ano sobre o pico da incerteza e até do desânimo, e num período de forte recessão, a empresa retomou o crescimento da actividade e, mais importante de tudo, duplicou a força de trabalho. Hoje, numa bela quinta, 800 trabalhadores festejaram, novamente com alegria e alguma confiança, mais um ano de trabalho.
Serve este exemplo para mostrar, mais uma vez, que a distância entre o fracasso e o sucesso é muito curto, e que, por mais difícil que seja a situação é (quase) sempre possível encontrar uma saída positiva, desde que se acredite e se busque uma oportunidade. Temos tendência para, perante as dificuldades, pensar, como os gauleses, que o céu nos vai cair em cima, o que não ajuda nem resolve nada. Muitas empresas portuguesas poderiam ganhar muito com esta crise, assim soubessem aproveitar as oportunidades que inegavelmente ela gera.

PS: Não vejam no post a publicitação de méritos próprios, que claramente não existem. Nem vejam só rosas. O crescimento, forçado, trouxe muitos problemas, nomeadamente a queda, a pique, da rentabilidade.

Pregar na Freguesia

E ontem lá nos estreámos na Assembleia de Freguesia de Pombal. Num ambiente bem mais cordato do que aquele onde estava habituado, onde pelo menos as divergências são tratadas como divergências e não como argumentos ad hominem. Não se ganhando eleições dentro de 4 paredes, pelo menos aprende-se como montar o cenário.

Tal como previsto, as Grandes Opções do Plano (quem as quiser consultar, peça-mas por mail) e o Orçamento reflectem um facto simples: receitas que são geradas na nossa freguesia - inertes e estacionamento - não ficam cá para ser geridas. Do Protocolo de Delegação de Competências, ainda não assinado e ainda não em vigor, mantém-se a diferença de 5% em prejuízo de Pombal face a outras freguesias (é maior freguesia que muitos concelhos, dizia NM, mas já se percebe que apesar da zona urbana continua a ter uma gigantesca área rural com uma enorme população a esse nível). Moral da história: o Orçamento, para já, aprovado, não comporta as promessas eleitorais de aumento de receitas próprias. Há um mandato (mais um, como a população quis) para corrigir diferenças e dar "armas" a uma Junta que pode fazer mais do que faz, se esta o quiser, claro. Campanha eleitoral? Não, meus senhores, agora falamos de gestão autárquica. Pura gestão autárquica.

Daí as divergências nas Grandes Opções do Plano, onde para além do apoio à Componente Educativa, o planeamento e levantamento nas obras evitaria a cultura do "ofício" e isto já para não falar no esparso financiamento das actividades culturais, no que toca ao Orçamento. Opções possíveis por um Orçamento possível? Sim, aceita-se. Mas se se queria fazer por mais (ambos os programas eram claros nisso), há que fazer por mais e a nossa bancada disso não abdica. Isso e noutras questões, onde o planeamento e desenvolvimento urbano (onde se encaixará um parque verde) não irá, espero, encontrar uma caixa de ressonância para outros órgãos ou interesses.

22 de dezembro de 2009

São dízimos, senhor!

O caso passa-se na Distrital de Coimbra do PS. Parece que as campanhas eleitorais deixaram os cofres da Ditrital depauperados, e vai daí, decidiu aquele órgão "taxar" os seus eleitos. Os "preços" (contribuições mensais) são os seguintes: 100 € para Presidentes de Câmara, 80 € para vereadores a tempo inteiro, e 40 € para vereadores a meio tempo.
A noticia em si não é espetacular. O conceito que está por detrás desta medida é que me interessa, e podia ser e Coimbra, e Pombal, em Celorico da Beira... e em vez de PS, poderia ser um PSD, CDS, CDU ou BE. Reparem na mensagem subliminar: "aqueles que o partido promove, ficam em dívida para com ele". Posto isto, uns pagam em dinheiro (mo PS/Coimbra), outros pagam em espécie, outros pagam em favores, outros pagam em carreiras, outros pagam em empregos... a questão é que o eleito é, em geral, olhado pelo partido como o "portador do tesouro", e acha-se no direito de o reclamar. Como o eleito, em geral, já foi um dos porta-vozes do partido, aceita o jogo. E democraticamente, lá vai dizendo que ocupa certo cargo mais para servir do que para ser servido. Esquece-se é de informar: para servir quem?

Cautelas e caldos de galinha!

Há cerca de 3 anos e 2 meses (não é uma efeméride, o número não é redondinho), Pombal acordou depois de uma noite pavorosa. Cheias como ninguém se lembra por estes lados. Mas não apenas em Pombal (cidade): toda a zona próxima do Arunca ficou um lago imenso.
Os estragos foram muitos. Sei-o bem, familiares meus ficaram com graves prejuízos. E se a "razão desculpabilizante" por muitos aludida - a de que foi muita àgua que, de repente, caiu dos céus que, no dizer do Sopas, nos querem castigar -, a verdade é que outras razões que agudizaram os estragos dependem da nossa acção. Da acção dos poderes locais, digo. Cimento onde não devia estar, e a faltar onde seria preciso. Leitos de rio estrangulados, estreitados para metade do tamanho que tinham há 15 ou 20 anos. Condutas de àgua mais baixas que o rio, que em caso de cheia, ao invés de escoarem àgua, a projectam para a zona das habitações.
Todo este tempo depois, com ou sem indemnizações (a anúncio de Adelino Mendes, na campanha, já terá sido materializado na necessária transferência), é bom que se tomem cautelas e caldos de galinha, mas principalmente que se procurem resolver os aspectos que falharam naquele final de Outubro de 2006. Não sejam novas cheias a lembrar-nos do que devíamos ter feito.
Nas etiquetas, vai também uma de "Urbanismo". À consideração dos ilustres comentadores...

18 de dezembro de 2009

O planeamento visionário no seu melhor

Segundo o RC, a nova vereadora do ambiente da CMP, Paula Silva, fez abortar o projecto de construção da praia fluvial do açude por causa da má qualidade da água do rio Arunca.
Má e pouca (acrescento eu). Qualquer pessoa vê isso, menos o visionário.

Numa casa pobrezinha, mas toda cheia de luz

O presépio que o Correio de Pombal partilha com os leitores nesta edição natalícia é de ir às lágrimas. Dedo ao alto, para quem teve tão iluminada ideia.

17 de dezembro de 2009

Planeamento territorial e urbanístico

É deixar cada promotor imobiliário construir a sua urbanização numa das nossas encostas ou vales, sem qualquer enquadramento territorial e urbanístico; e, depois, deixar cada um construir aonde lhes der maior jeito (muitas das vezes destruindo aquilo que deveria ser de todos).
Resultado: encostas com urbanizações vazias e, ao lado, encostas com construções perdidas na serra.
Eis o planeamento (urbanístico?) visionário no seu melhor!

One world, one climate, one chance

"Climate change is already a serious crisis today. But we can do something about it. If we don’t—if we don’t, hoohoo!, there’s no world which we will leave to you, this generation. You won’t have a world. You will be drowning. You will be burning in drought. There will be no food. There will be floods. We have only one world. We have only one world. If we mess it up, there’s no other world. And for those who think that the rich are going to escape, ha! ha! ha!, we either swim or sink together. We have one world. And we want to leave a beautiful world for all of these beautiful, wonderful young generation. We, the oldies, want to leave you a beautiful world."
Desmond Tutu, Copenhagen, December 14th, 2009

Carta Turística

A Associação de Municípios da Região de Leiria (AMLEI) apresentou uma carta turística procurando alargar o tempo de permanência dos visitantes da região, com uma estratégia integrada de promoção. 3 palavras mágicas: estratégia, integrada e promoção. Isto é, a região (e ainda não vi a carta) pode ser um pólo de atracção (e vamos deixar as comparações estatísticas de lado, que aqui fala-se da capacidade de atrair e fazer permanecer turistas). E sim, já sei que, pelo menos para o norte da AMLEI, temos alegadamente pouca coisa, mas podemos encarar de duas perspectivas: estamos perto de património com muito maior visibilidade e a outra passa por valorizar o grande "monumento" (charneira, na sempre visionária linguagem do sr. Presidente) da região - a Sicó. Vejam, portanto (obrigado, SM), a carta turística para constatar se, no Turismo, conseguimos, com todas as dificuldades inerentes - ausência de identificação regional, ausência de património histórico de relevância protegido, património natural subaproveitado, outros factores de atracção nas nossas "fronteiras"- criar pontos de interesse locais e regionais. Olha, e quem sabe, despoletar novamente a discussão da abertura de Monte Real à aviação civil.

Mas precisamos sempre de "estratégia", "promoção" e "integração". E já sabemos que no nosso dicionário, essas entradas podem ter sempre um significado diferente do habitual.

14 de dezembro de 2009

UCC, uma boa notícia

O Governo aprovou uma Unidade de Cuidados Continuados para Pombal, a construir, em 2010, na Charneca. É uma excelente notícia. Há muito que o concelho carecia de uma unidade de saúde vocacionada para os cuidados de saúde continuados, porque tem uma faixa significativa da população na terceira idade e uma boa parte da população activa fora. Estão de parabéns os promotores locais do projecto: CMP e Santa Casa da Misericordiosa de Pombal. Mas, tão ou mais importante que a unidade em si, seria a colocação no terreno de uma rede de cuidados de saúde e de apoio social. E este trabalho deveria começar exactamente a partir do momento da celebração do contrato de construção e exploração da UCC. Porque, apesar de tudo, construir a unidade é fácil e rápido, difícil é fazer o resto (o tal intangível).
PS: Justifica-se a existência de dois hospitais em Pombal? Por critérios de racionalidade económica tenho dúvidas. O País não é rico.

12 de dezembro de 2009

10 milhões de expectativas!

Segundo noticia o Região de Leiria, o concelho de Pombal irá investir, até 2013, quase 10 milhões de euros na requalificação do seu centro histórico. O que todos esperamos poderá, a meu ver, ser resumido nos seguintes aspectos:
1 - Que os investimentos se realizem, efectivamente (atente-se na importante comparticipação QREN para estas obras);
2 - Que seja feita uma discussão pública que permita aos decisores politicos aferirem efectivamente quais são as necessidades e preocupações dos pombalenses neste domínio;
3 - Que se atente no facto de que um centro histórico necessita de muito mais do que obras para ser reabilitados. Necessita, principalmente, de uma estratégia coerente e consequente;
4 - Que as verbas sejam gastas com rigor e seriedade;
5 - Que, sendo 2013 ano de eleições autárquicas, não se deixem as obras para o final, obrigando a pressas que são, em geral, inimigas da perfeição.
Cá estaremos para ir dando nota das ocorrências...

11 de dezembro de 2009

Prioridades

No sábado passado o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, visitou Pombal para inaugurar as novas instalações da Casa do Benfica (ainda alguém me há-de explicar para que é que estas "casas" servem...) e teve honras de chefe de estado. Foi recebido nos Paços do Concelho pelo vice-presidente da Câmara Municipal, Diogo Mateus, em representação do presidente Narciso Mota, e a notícia do mega-jantar realizado no Manjar do Marquês teve eco em toda a imprensa local e nacional.

No mesmo dia, Arlindo Araújo, que por acaso é meu irmão ("se não ajudarmos as pessoas amigas, mal vai a nossa sociedade"), recebeu a distinção de "Personalidade Desportiva do Ano", atribuída pela Agência do INATEL de Leiria, pelo excelente trabalho que tem feito na Escola de Judo de Pombal. Esse facto foi completamente desprezado, tanto pela imprensa local, que não lhe dedicou uma única linha, como pelo órgãos políticos concelhios. Ah, peço desculpa!... O senhor vice-presidente Diogo Mateus acabou por comparecer na cerimónia, tarde e a más horas, alegando como justificativo para o seu atraso o tal jantar do beija-mão benfiquista. Prioridades...

10 de dezembro de 2009

Pensamento do dia

"A abstenção em Portugal, afinal, não é alta: começa a ser uma generosidade votar nesta gente. Será que não têm noção do que são, de onde estão, do que representam, do que se propuseram, do que esperamos e exigimos deles?"
Pedro Guerreiro, in Jornal de Negócios

Assim se pensa a política!

Não espanta ninguém que ande um bocadinho atento a estas coisas: o "nosso" João Alvim é homem que pensa a "coisa pública" com grande intensidade e profundidade. Bem diferente do político carreirista modal, desses que grassam (e grasnam) por aí.
Neste post, e de uma forma frontal, o João toca na ferida. Numa ferida aberta, que vem sangrando faustosamente há já muito tempo. Uma ferida que nos conspurca a todos.
Fica esta sugestão de reflexão. Não deixem pasar em claro. Porque afinal de contas, "o Carvalhal é nosso"!

Hallmark Pombalense

O que gostei mais no Postal de Boas Festas da Câmara Municipal de Pombal (também para si, sr Presidente, pois claro) é quando, a dada altura, se refere a "decisões visionárias". Pois. Eu também senti uma perturbação na Força.

7 de dezembro de 2009

A festa que não houve


A organização estava a cargo de uns conterrâneos, com JVV à cabeça. A festa prometia ser rija (dentro do género, claro está), mas a câmara de Leiria (embirrante, só pode) não licenciou a dita, que estava marcada para um parque de estacionamento subterrâneo daquela cidade. Parece que não havia condições. E que a empresa promotora (uma tal de "watersound", sediada em Pombal) não estava devidamente legalizada. E que usou abusivamente o logotipo da autarquia nos apoios. E como Leiria não é Pombal...podem estar reunidas condições para realizar o "shut-up-dance" por cá. Que tal o parque da Praça Marquês de Pombal? Hum?

2 de dezembro de 2009

Uma cimeira para sabermos quem é o maior

Perante tanto esgrimir de argumentos que por aí anda, parece-me oportuno propor a realização de uma cimeira entre os diversos concelhos da região que vivem os mesmos dramas e rejubilam com as mesmas alegrias do poder de compra. Está visto que as cimeiras servem sempre para alguma coisa, como se provou recentemente no país. Só foi chato aqueles números do desemprego. Senão tinha sido tudo porreiro, pá. Mas como presidente que se preze leva a cimeira a peito, estou a ver o nosso mayor empenhado em levar a malta para a Quinta de Sant'Ana (não pode alugar 22 quartos como o Cavaco, mas a malta lá se há-de arranjar), pois sempre era uma forma de justificar aquele investimento, mesmo que 16 anos depois. Lá diz o povo que mais vale tarde que nunca.
Comparavam aqui, no post anterior, este nosso torrãozinho dourado a municípios como Marinha Grande ou Porto de Mós. Juntemos-lhe então Ourém (por exemplo, que é de longe bem mais parecido com Pombal do que qualquer um dos outros dois). E depois podemos convidar - só para assistirem - esses presidentes do norte do distrito, que devem ter a mania da qualidade de vida. Claro que a vantagem estaria do nosso lado: ele é cidade florida, ele é cidade saudável, ele é boas práticas disto e daquilo. Até podemos pedir à vereadora Ana Gonçalves que volte a repetir para os de fora o que disse na palestra da APEPI, a Felícia Cabrita. Diz que isto é um bocado provinciano, sei lá.
Seria bom para o turismo, para o desenvolvimento económico, para o ambiente em geral. E aposto que com tanto afazer, a cimeira serviria uma causa maior: arranjar o emprego ao Sopas.

Pombal a marcar passo


O INE publicou recentemente o Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio, referente a 2007, que caracteriza os municípios portugueses sob o ponto de vista do poder de compra, na acepção lata de bem-estar material. Pombal, com um IPCC de 73,80, contínua economicamente a marcar passo (tal como no estudo da qualidade de vida), está muito abaixo da média nacional, está abaixo da média distrital (77,00) e muito abaixo da média da NUT onde está inserido - Pinhal Litoral (IPC = 90,32). Porque é que estamos a marcar passo há tanto tempo? Talvez porque se têm tomado opções erradas e desbaratado recursos.

30 de novembro de 2009

Com líderes destes…

Na discussão da taxa da Derrama para 2010 o PS, por Odete Alves, contestou a taxa máxima e servindo-se da reportagem realizada pelo OCP junto de empresários locais argumentou que era necessário, numa época de crise, dar um sinal positivo aos empresários.
Rodrigues Marques, presidente da Associação dos Industriais de Pombal, contestou a argumentação afirmando que os empresários que se pronunciaram na reportagem não têm cultura empresarial.
Com um presidente destes, estão bem representados os empresários pombalenses, não haja dúvida!

Que bonito que é!

Neste artigo do Adérito Araújo (que continua actual, apesar alguns nomes serem agora diferentes), observa-se uma realidade qe nos caracteriza, pombalenses, desde há já muito tempo. Falo do aplauso fácil! Do elogio a metro! Da homenagem por sabe-se lá o quê!
Infelizmente, esse espirito também já chegou ao Farpas. Reparem nos elogios quase unânimes que mereceram Pedro Pimpão (grande currículo), Odete Alves (uma boa promessa), Adelino Mendes (o melhor candidato de sempre), ou José Miguel Medeiros, elogios vindos de todos os quadrantes, em especial dos contrários aos dos elogiados.
Sei ao que me sujeito: dir-me-ão mesquinho, ou invejoso, ou um "radical do contra". Arrisco, ainda assim!
Releiam os elogios, e depois digam-me: ou somos todos mesmo muito amigos em Pombal, e admiradores uns dos outros... ou os nossos elogios valem menos que a meia dúzia de cêntimos que trago no bolso!

Obras no IC2

O Sr. Presidente da Câmara estabeleceu como prioridade deste seu novo mandato a reivindicação, junto do governo, de obras de requalificação do IC2. Concordo em absoluto. Esta via de comunicação, estruturante para o nosso concelho, tem sido palco de numerosos acidentes de viação, muitos deles potenciados pela má qualidade da via. Mas, se o Sr. Presidente da Câmara quiser ser consistente e não se ficar apenas pelas palavras, deve também exigir à comissão distrital do seu partido que proponha, através do seu grupo parlamentar, a inscrição de uma verba substancial para esse fim no próximo Orçamento Geral do Estado.

Em tempos idos a CDU foi a única força política do distrito a reclamar a inclusão de uma verba no PIDDAC destinada à beneficiação do IC2. Folgo agora em saber que o PSD também tem a mesma preocupação. Resta-me perguntar: e o PS?

29 de novembro de 2009

Percentagem sobre percentagem

Na discussão das taxas dos impostos municipais o PSD recorreu a argumentos disparatados para justificar as injustas taxas. O argumento mais insólito foi utilizado pelo novo protagonista nos debates destas matérias. Recorreu a uma percentagem de percentagem para afirmar que o IMI, desde 2004, desceu 25%.
Percentagem de percentagem, e esta hein?

O exemplo de Ansião

O jantar de homenagem a José Miguel Medeiros, sexta-feira à noite, na Batalha, foi um exemplo maior de como ainda há, perto de nós, quem saiba separar as águas. É o caso da maioria dos presidentes de Câmara do norte distrito, eleitos também em maioria pelo PSD, o que não os impediu de se juntarem a uma sala maioritariamente PS. E o de Pombal? - perguntam vocês. Sim, aquele que vai a todas, não foi a esta festa. E parece-me um bocado inverosímel que algum dia, neste reinado, pudessemos assistir em Pombal a um discurso como aquele que o promissor Rui Rocha (novo presidente de Ansião) deixou a JMM na noite de homenagem. Ou como a mensagem que o antecessor Fernando Marques enviou, lesionado que estava, depois de uma queda. Ou então - imagine-se - como a cerimónia onde o município de Ansião entregou a medalha de ouro ao homenageado, em Maio.
Havia de ser bonito, sim. E depois Ansião é que é mais interior.

27 de novembro de 2009

A fome da água

Na minha aldeia, no verão, era uma guerra por causa da água. Como a principal cultura era o milho, e este exige muita rega, a água não chegava para todos. A situação agravava-se devido à cultura profundamente individualista e até invejosa reinante na aldeia que nunca permitiu um acordo de partilha da água. Assim, os que estavam mais próximos das nascentes regavam muito e os que estavam longe das nascentes regavam pouco ou nada.
Os meus avós paternos viviam junto à nascente e, consequentemente, achavam-se no direito de usar e abusar do uso da água.
A discussão das medidas preventivas sobre o aquífero da mata do urso trouxe-me à memória as histórias à volta da água na minha aldeia.
Decididamente, a natureza humana não evoluiu nada.

Sinais dos novos tempos (II)

Na discussão das medidas preventivas sobre o aquífero da mata do urso botou discurso quem quis e foram muitos. Tudo no mesmo tom: temos que preservar e guardar, só para nós, a água da mata do urso. Era ver quem era mais bairrista na defesa da nossa água.
Na discussão das taxas dos impostos municipais as posições eram divergentes: PSD a favor e PS contra. Consequentemente a bancada do PSD decidiu parar o debate com um requerimento à mesa para se passar de imediato à votação. O debate terminou e aprovaram-se as taxas.
Sinais dos novos tempos. Depressa, que se faz tarde.

Sinais dos novos tempos (I)

Realizou-se ontem a primeira reunião da nova AM. Como tinha curiosidade em captar os sinais dos novos tempos resolvi trocar o treino do meu miúdo pela AM.
A agenda da reunião era longa. Assisti apenas a três pontos (importantes) da ordem de trabalhos: medidas preventivas sobre o aquífero da mata do urso e fixação das taxas dos impostos municipais.
Surpreendentemente, ou talvez não, o debate decorreu num espírito de grande concórdia (quebrada unicamente e pontualmente por Narciso Mota, no que foi prontamente advertido por João Coelho) e até de entreajuda.
Revelador dos novos tempos.

26 de novembro de 2009

É assim


... mas aqui é muito pior.

Amigos, amigos, IRS à parte

Hoje, em Assembleia Municipal, discutem-se as taxas dos Impostos Municipais para o ano de 2010: IMI, IMT e Derrama. Já quanto à participação variável no IRS, e ao contrário de Leiria, este munícipio continua sem lhe mexer, não criando mais uma dedução fiscal a quem aqui vive. A justificação continuará, suponho, por ter a ver com ser uma mexida que, em bom rigor, mais beneficia quem mais IRS paga, mas também é certo que para muita gente, que nem ganha assim tanto quanto isso, é mais uma folga no orçamento (para saberem o valor indicativo do vosso caso, vejam na vossa liquidação de IRS qual era o valor da colecta líquida e multipliquem-no por 5% para verem, no máximo, a quanto poderiam ter sido poupados).

Em termos gerais, em 2008, a Autarquia, graças a essa participação recebeu 1.028.121 € (ver verba 06030103 na página 80 do Relatório de Gestão de 2008). Admitindo que a justiça social - não beneficiar quem já tem mais rendimentos - obste à consagração da dedução seria interessante que, e porque a Lei fala em dedução até aquele montante, que houvesse uma proposta de afectar directamente o montante que corresponde à participação variável a respostas concretas de cariz social, como algumas destas, por exemplo (podem ir à página 82 do Relatório de Gestão - verba 2.3 - ver quanto se gastou directamente em acção social em 2008). A paternidade da ideia não é minha, mas apenas o resultado de várias conversas.. E atenção que a discussão da justiça social é sempre susceptível de discussão - basta centrar a discussão (a nível local e nacional) na forma como se gasta o dinheiro dos cidadãos.

Lembram-se do "se não ajudarmos as pessoas amigas, mal vai a nossa sociedade"? Pois, este era daqueles casos em que não era uma ajudinha que se impunha, mas uma opção entre ajudar directamente os munícipes ou a comunidade.

24 de novembro de 2009

Avidez pela receita

Na passada semana, o executivo municipal aprovou a proposta das taxas dos impostos municipais para 2010 a submeter à AM. Na reunião do executivo, o PS propôs a redução da taxa de IMI de 0,7 para 0,6 por cento referente aos imóveis avaliados antes da reforma da tributação do património e de 0.375 para 0,25 por cento para os imóveis avaliados após 2003. O PSD propôs a manutenção das taxas. Desta forma quebrou, mais uma vez, o compromisso, sistematicamente reafirmado, de obter um volume de receita em 2010 idêntico a 2003 (em 2004 entrou em vigor a reforma das finanças locais).
A avidez pela receita fala sempre mais alto.

A petição que faltava

Miguel Sopas é um rapaz da nossa terra que anda lá fora a lutar pela vida. Calculamos que se tenha sentido particularmente tocado pelas palavras emotivas de Narciso Mota a propósito de ser solidário no emprego para JVV. Ora, o Miguel, que também é jovem, que também precisa de ser ajudado, passou das palavras aos actos ("actos e determinação", lá diz o presidente) e avançou com uma petição a pedir um empregozito. Vá lá, não custa nada ajudar. É deixar passar a música!

22 de novembro de 2009

Água: problema recorrente

Os resultados do controlo analítico da água do 2.º Trimestre de 2009 mostram que os pombalenses continuam a pagar e alguns a consumir água contaminada (coliformes fecais, metais pesados, pH excessivo).
Eis um caso que junta o pior de dois mundos: a pouca exigência da maioria dos pombalenses e a irresponsabilidade de quem nos governa.

21 de novembro de 2009

Um bom exemplo!

Segundo o Notícias do Centro, a Assembleia Municipal de Ansião, hoje, será transmitida pela internet, através do portal Ansiao.tv. Vai passar-se às 18 horas, e mesmo não sendo o meu concelho, vou tentar ver.
Este tipo de medidas é particularmente relevante numa altura em que o eleitorado se mostra divorciado dos seus representantes. Bem sei que poderíamos ter maior participação, assistindo às Assembleias de Freguesia, por exemplo... mas aquilo que se puder fazer para que a relação entre as instituições políticas e o povo que as elege seja cada vez mais íntima, com mais canais de comuniação (não apenas durante a campanha, como é costumeiro), penso que deve ser estimulado.

20 de novembro de 2009

No meio é que está a virtude?


Situados na zona central do aglomerado urbano de Pombal, quer a Escola Secundária, quer o Hospital (e Centro de Saúde) contribuem para a pressão no estacionamento no centro da cidade, bem como para o aumento de tráfego. Se alguém precisar de chegar rapidamente ao Hospital, é útil ter que passar pelo trânsito urbano? As crianças que não são da cidade e frequentam a Secundária, têm um percurso a pé de mais de um quilómetro. É mesmo necessário ter estes equipamentos no centro da cidade?

19 de novembro de 2009

Ainda mais dúvidas

Depois do que se conhece da PombalVida, do "tacho" dado ao J. Vila Verde e das justificações de Narciso Mota; pergunto:
- É Narciso Mota que protege J. Vila Verde?
- É o J. Vila Verde que protege Narciso Mota?
- Eles protegem-se um ao outro?

Verdadeiro caso de polícia

Recebi em tempo oportuno o Relatório de Auditora à PombalViva. Prometi, aqui, que, divulgaria, aqui, as partes onde estão demonstradas as irregularidades que tipificam crimes. Mas prometi, também, que só o faria após a discussão do assunto na AM. Por motivos de força maior não pude estar na AM onde contava apresentar o assunto e optei por não levar o caso à reunião seguinte porque entretanto o J. Vila Verde tinha sido demitido (ou demitiu-se, nunca se chegou a saber). Dei, na altura, por encerrada a questão política, até como forma de proteger a criatura mais visada, apesar de estar convicto da enorme gravidade dos casos relatados e demonstrados pelo auditor.
Estava longe de imaginar que, uns meses depois, Narciso Mota fosse tão falso ao ponto de ter encapotado uma "pseudo-demissão" para, após as eleições, dar de mão beijada um “tacho” a um quadro que destruiu uma empresa e lesou o erário público de forma gravosa. É este o político, que diz que não o é mas que em pouco tempo absorveu os piores tiques dos piores exemplares da classe, que apregoa e reivindica sistematicamente isenção, transparência e ética na política e que, da forma mais indecorosa e descarada, atropela os mais elementares princípios éticos e goza, da forma como relata OCP, com os cidadãos, nomeadamente com os não têm ou perderam o emprego. Ridículo e nojento.

Dúvidas

Na edição de hoje do Correio de Pombal (a edição online é apenas para assinantes) encontram-se, entre outras, as seguintes afirmações de Narciso Mota:

"João Vila Verde desistiu de ser director da Pombal Viva porque não aguentou a pressão da oposição e a injustiça."

Mas afinal João Vila Verde desistiu ou foi afastado?

"O revisor oficial de contas nunca detectou nenhuma irregularidade – nada foi feito desonesta ou inadequadamente. Mas a auditoria foi minuciosa e não detectou o desvio de um cêntimo."

Mas o relatório não expunha claramente irregularidades... ou, se quiserem, inadequações?

"Não há necessidade de fazer qualquer concurso público. É um lugar de confiança política, tal como o PS tem muitos " boys". Que moral é que eles têm –até o próprio Adelino? Se não ajudarmos as pessoas amigas, mal vai a nossa sociedade".

Eu diria que mal vai é a sociedade quando o critério essencial para uma contratação é a amizade. Uma coisa é certa, se é confiança política, então assuma-se que o é e acabou, se é uma questão de competência técnica, então não há amiguismo que possa substituir o mérito e a capacidade. É que estamos a falar de dinheiros públicos. Seja aqui ou noutro lado qualquer. E não tem lógica, para quem gosta do discurso impoluto, a argumentação do "eles também o fazem".

Ponto de ordem

Para não estar a usurpar espaço aqui do Farpas deixem-me só, enquanto parte interessada, deixar a ligação para um "ponto de ordem" que fiz sobre a vacinação da Gripe A e as recentes notícias de fetos mortos.

Para pensar

A reabertura da zona do Rossio de Leiria ao trânsito automóvel aos domingos e feriados poderá ser uma realidade em breve (...). Como sucedeu nos últimos dois anos, a proibição de circular de automóvel no Rossio foi levantado devido à quadra natalícia, porque há muitos estabelecimentos comerciais que estão abertos aos domingos e feriados em Novembro e Dezembro. Agora, há a possibilidade de tornar essa medida definitiva porque "as restrições ao trânsito no Rossio de Leiria, que entraram em vigor em 2006, não têm colhido a receptividade esperada pela população", justifica o líder do município.

O presidente da Acilis confirma o descontentamento dos comerciantes. "O modelo de não fechar vai ao encontro da vontade dos lojistas, porque aumenta a circulação de pessoas e anima um bocadinho mais a cidade." Nesse sentido, considera que estes dois anos foram "negativos" para a actividade comercial, mas defende, porém, que a solução para o comércio não passa por abrir o Rossio ao trânsito, mas sim por atrair mais pessoas a Leiria. Encara, por isso, a abertura do LeiriaShopping, que resulta da ampliação do Continente, como uma oportunidade, desde que se consiga levar as pessoas que ali vão fazer compras a visitarem também o centro histórico.

O dirigente associativo defende igualmente que os comerciantes têm de ser mais activos e considera justo que deveriam alargar os horários para os ajustar aos interesses dos consumidores. Sustenta ainda que a própria Acilis, a autarquia e o Turismo devem promover mais actividades para atrair pessoas ao centro histórico. "É preciso uma cidade forte para concorrer com Coimbra, Lisboa, Caldas da Rainha e Santarém", observou.

(os sublinhados são meus)

São várias as questões que se levantam: conjugar investimentos, atrair pessoas, adequar horários e, sobretudo, a noção que a concorrência entre cidades numa lógica regional é importante. Também poderia mencionar que a própria Isabel Damasceno contribuiu para esta tomada de decisão sugerindo que se ouvisse o Conselho Municipal de Trânsito. Ou seja, tudo sugestões/ideias/contributos para que, a partir do exemplo dos outros, ainda que numa escala diferente, se pense no que fazer cá com a terra melhorando-a. Sim, sim, já sei, existe um projecto de regeneração e requalificação (com o qual concordo na generalidade) mas a questão é para onde se quer e vai caminhar. Se o GoShopping ou o seu sucedâneo avançar, quais as consequências para Pombal - vai ser um foco de atracção para Pombal ou apenas para o espaço comercial? Qual é a real capacidade de atracção de Pombal e por aí adiante. Tudo questões que, independentemente de ciclos eleitorais, e muito longe de partidarites, deveriam ser discutidas. Afinal é o modelo de desenvolvimento que se deveria, se não discutir, pelo menos saber claramente qual é. E isto sem falar em impactos em sede de urbanismo e mesmo de trânsito (mas isso fica para outros posts).

18 de novembro de 2009

2013 aí tão perto!

Diogo Mateus é o preferido para a sucessão. O preferido do povo (diz-se), dele próprio e de parte da máquina do partido.
Depois há os barões. O nome de Rodrigues Marques tem sido badalado, e visibilidade não lhe tem faltado. Também se fala numa "oposição silenciosa", dos que têm sido afastados nos últimos 12 anos (ou seja, os "não-jsd"), num grupo que inclui, entre outros notáveis, José Gomes Fernades. Só que, ao que consta, nenhum dos nomes tem o aval de Narciso Mota.
Como figura pacificadora (não é escolha gritada com entusiamo por ninguém, mas de que também ninguém diz mal), lá se vai falando de Fernando Parreira. Recentemente, até de Paula Cardoso, como "a herdeira" escolhida pelo quase presidente cessante.
Entretanto, e como é seu timbre habitual, o PS vai vendo a banda passar, sempre com grande tranquilidade.
A questão é: como se vai escolher o próximo candidato do PSD por Pombal? Em Lisboa? Em Pombal (na concelhia)? Nas Meirinhas (ou nos Paços do Concelho, o que vai dar ao mesmo)? Nas ruas, ouvindo os militantes?
"Cheira-me" que 2013 já começou, e que estes 4 anos vão trazer mais "sal" a esta nossa peculiar democracia.

Um hino para Pombal



Depois daquele rasgo que tiveram os funcionários da Câmara de Portimão, aqui há dias, bem que Pombal poderia ser notícia, também. Bastava que os futuros funcionários adoptassem para hino esta pérola de Sérgio Godinho. Sem perder de vista que nunca devemos vestir demasiado uma camisola. Um dia ela pode ir à lavagem, encolhe, e aí ficará um bocado ridícula. Tenho assistido a vários exemplos desses, ultimamente, numa Câmara conhecida.

16 de novembro de 2009

A revelação de Novembro

O senhor presidente foi à minha Moita do Boi revelar toda a verdade. Ele, que há tantos anos passa os fins de semana num périplo intensivo por todo a actividade festiva de todo o concelho, chegou à hora da sobremesa (mandara em sua representação a vereadora Ana Gonçalves àquele banho de povo) mas com todo o brilhantismo do costume. Lá discursou e tal, e deixou a justificação: "Não se pode almoçar três ou quatro vezes".
Posto isto, partimos todos para uma semana mais descansada.

15 de novembro de 2009

Agência de Rendimento Garantido

Há muito que a autarquia se transformou num Centro de Emprego, para os amigos e familiares.
Mas nos últimos tempos transformou-se numa Agência de Rendimento Garantido.
E até os muito empreendedores a ela recorrem!

Narciso Mota no seu melhor

Nunca tivemos um executivo tão numeroso: em número vereadores e vereadores com pelouros. No entanto, Narciso Mota quis ficar com uma boa parte dos pelouros e, estranhamente, entregou o pelouro da Cultura à Paula Cardoso (Chefe de Gabinete da Presidência). Fica melhor entregue.
Esta inovação de Narciso Mota na forma de administrar a Câmara tem um enorme potencial. Senão vejamos: Narciso Mota pode, a pouco e pouco, ir passando os seus muitos pelouros para a Paula e esta vai, assim, passo a passo, assumindo a presidência. Em 2013, a Paula, com o curriculum entretanto obtido, candidata-se à Presidência (Narciso Mota não se pode candidatar (Lei de merda!) e não confia em nenhum dos outros vereadores). A Paula ganha e contrata Narciso Mota para seu Chefe de Gabinete.
E aí tudo recomeça: Narciso Mota, a pouco e pouco, reassume os seus pelouros. E tudo continua igual, no Pombal.

13 de novembro de 2009

A cultura sem norte!

Primeiro foi Ana Pedro. Depois, a Pombalviva que absorveu boa parte das competências de um vereador da cultura. Agora, Paula Cardoso. Será que a cultura não merece uma escolha mais vinculativa?
Gentil e Parreira começaram um bom trabalho, que depois não teve seguimento. Já lá vão mais de 8 anos desde que tivemos MESMO um vereador da cultura (o último mandato de Parreira não conta, porque a sua acção foi completamente desprovida de meios).
Não espero vida fácil a Paula Cardoso, nem posso ficar contente com a solução encontrada. Em causa não está a competência de Paula Cardoso, mas a legitimidade com que irá desempenhar o cargo. Legitimidade que não resulta das urnas, porque ela não foi eleita para o cargo. Nem o facto de ser o Presidente a assumir (formalmente) o cargo, o legitima. Temo que venham mais 4 anos de inacção cultural!

11 de novembro de 2009

Hoje há medalhas!

A pedido de várias famílias, este blog dá a sua contribuição para o dia do município, homenagenado aqueles que mais se destacaram na vida pública pombalense.
Eis a lista dos premiados:

Prémio o Faz-tudo: João Vilaverde
Prémio Ninguém Pára o Narciso: Narciso Mota
Prémio Faltou-te Um Bocadinho Assim: Odete Alves e Pedro Pimpão
Prémio Eu Vou a Todas: Rodrigues Marques
Prémio Elas Ganham Tudo Ou O Que É Preciso Mais Para Ter Um Pavilhão?: Equipa de Andebol do Colégio João de Barros.

10 de novembro de 2009

Obviamente, reciclo-o!

... é o destino a dar a todo o lixo. Felizmente, o senhor presidente da Câmara também assim pensa, e por isso vamos amealhando prémios de "cidade limpa". Viva a reciclagem do que, aparentemente, já não presta!

A propósito do Feriado Municipal

Nem sempre foi a 11 de Novembro (chegou a ser em Junho, se não estou em erro). Mas não faria muito mais sentido o Feriado Municipal ser a Segunda-Feira do Bodo? Eu sei que assim as agraciações do regime poderão passar mais despercebidas, mas a ideia não é festejar o Concelho? E se a tradição já não é o que era e sendo certo que o Bodo é mais antigo que o 11 de Novembro como feriado, o que é que se perdia com esta mudança?

9 de novembro de 2009

Sugestão


E os nossos estimados leitores, quem é que distinguiriam?

Hoje é dia de festa

Perdoar-me-ão a incursão a outros terrenos mas hoje, dia 9 de Novembro, é dia de festa (pese embora alguns outros significados desta data). Faz hoje 20 anos que se entrou no acto final de um dos capítulos mais negros da História da Europa, com a Queda do Muro de Berlim. E ao contrário do que alguns defendem, valeu a pena a sua queda. E eu festejo esta data por defender de forma intransigente a Liberdade, por defender o combate às injustiças sociais e por ser radicalmente contra a implementação e manutenção de regimes repressivos e totalitários sob desculpas utópicas. Naqueles dias fabulosos, os alemães bem que resumiram tudo a uma frase: “Wir sind das Volk!” (Nós somos o povo!). Por muito que, aqui e ali, custe perceber a quem governa. E datas como esta, que nos lembram essas coisas aparentemente simples, são o que inspiram todos os dias a actuação de quem por aqui anda a comentar a realidade.

Quem não deve...

Pretendia-se que a Câmara Municipal organizasse um recenseamento de todas as associações e outras entidades beneficiárias existentes no concelho acompanhado de documento de constituição acta da eleição dos corpos sociais lano de actividades e conta de exploração previsional e orçamento de investimentos e desinvestimentos para o ano seguinte (ou documentos equivalentes), relatório e conta de gerência respeitantes ao ano do exercício imediatamente anterior acompanhados do parecer do conselho fiscal ou de outro órgão que superintenda nas contas da associação ou entidade beneficiária.

Por outras palavras, queria-se transparência. Admito até que alguns documentos pudessem ser dispensáveis para chegar onde se interessa, mas a ideia percebe-se e é legítima: quem são, o que fazem e o que recebem do erário público as associações do Concelho. Não se trata de uma inversão do ónus da prova, mas sim da simples constatação se do apoio prestado nasce alguma mais-valia (corrigindo ou melhorando algumas situações) ou se, pelo contrário, o apoio prestado apenas mantém uma rede de interesses.

8 de novembro de 2009

Não mudam…

Não precisam!
Na primeira reunião do executivo os vereadores do PS resolvem apresentar uma proposta “no sentido de ser aferida a legalidade das associações beneficiárias de subsídios municipais” (podiam ter escolhido outra como entrada).
O executivo discute a proposta, os vereadores de ambos os lados da barricada trocam argumentos até ao momento em que o presidente, no seu estilo inconfundível, dispensa totalmente o recurso a argumentos de verdade e passa directamente ao ataque pessoal, nomeadamente ao vereador estreante.
No final da discussão passou-se à votação da proposta. Não da proposta, mas da admissão da proposta à discussão. E, acto contínuo, foi rejeitada a admissão da proposta, com os votos contra dos vereadores da maioria.
Mais palavras para quê?

7 de novembro de 2009

Na agenda


Hoje, às 21h30 no Teatro-Cine, a estreia da curta-metragem do pombalense C. Calika.

Colégio João de Barros


Nunca é de mais referir os feitos desportivos alcançados pela equipa de andebol feminino do Colégio João de Barros, das Meirinhas. Desta vez, fica a nota do apuramento para os oitavos-de-final da Challenge CUP, conseguido no fim-de-semana passado em Pombal.

Muitos parabéns!

6 de novembro de 2009

Afinal havia outro

Que falta memória nos jornais (nos nacionais, inlusive), já todos sabemos. Que o estilo "camaleão" de António Jorge Calvete baralhou aqui muita gente, também. Mas a edição de ontem do Correio de Pombal conseguiu fazer o pleno, quando noticia que "Calvete integra freguesia rosa", escrevendo que "o empresário louriçalense, que foi deputado pelo PS, esteve sob os holofotes da cena política, graças à sua progressiva colagem ao PSD, que culminou com a sua eleição para a Assembleia de Freguesia nestas eleições. Um regresso à política local, já que o empresário chegou a presidir ao executivo do Louriçal - na época eleito pelo PS".
Na verdade, Rui Jorge Calvete também foi presidente de junta, sim. E até é empresário, também. Mas é tio de António Jorge Calvete.
Livremo-nos de sermos notícia, nos tempos que correm.

A emancipação

Falta aqui registar que Adelino Mendes é agora chefe de gabinete da secretária de Estado da Administração Interna, Dalila Araújo (uma rapariga engraçada que aparece na Caras desta semana, numa pista de dança, o que é sempre bom sinal. Perguntem à vereadora Ana Gonçalves, que também por lá figura no social da revista, volta e meia).
É o reconhecimento da competência e do trabalho que indiscutivelmente lhe assistem. E que terão dado nas vistas do ministro Rui Pereira.
Paralelamente, é mais um exemplo de um santo da terra que por cá não faz milagres. Mas como está muito a tempo de, humildemente, se penitenciar e redimir de alguns erros (que existiram, no processo autárquico)...2013 ainda é mais que uma miragem.

5 de novembro de 2009

4 de novembro de 2009

Princípios de administração

Segundo o famoso Princípio de Peter, "num sistema hierárquico, todo o funcionário tende a ser promovido até ao seu nível de incompetência". Em Pombal, por estes dias, inventou-se algo ligeiramente parecido mas fundamentalmente diferente: "num sistema hierárquico, todo o funcionário tende a ser promovido para além ao seu nível de incompetência". É o Princípio de Narciso.

Vendo bem, se calhar nem fomos muito originais. Em alguns aspectos a fórmula seguida em Pombal é semelhante à estabelecida pelo Princípio de Dilbert: "os trabalhadores mais ineficientes são sistematicamente promovidos para os cargos onde podem fazer menos mal às empresas: a gestão.”

Qualquer semelhança com a ficção é realidade

Não sei se se lembram de um famoso sketch dos Gatos Fedorento sobre o referendo à IVG. Agora proponho a seguinte variação (e infelizmente dá para muitas, muitas mais):

PESSOA COM DÚVIDAS
Professor, gerir uma empresa pública onde se detectaram várias irregularidades é mau, não é?

MARCELO REBELO DE SOUSA (ou outra eminência qualquer)
É.

PESSOA COM DÚVIDAS
Portanto, devia haver apuramento de responsabilidades?

MARCELO REBELO DE SOUSA
Exacto.

PESSOA COM DÚVIDAS EXISTENCIAIS
Mas eu poderia gerir mal na mesma?

MARCELO REBELO DE SOUSA
Podia.

PESSOA COM DÚVIDAS EXISTENCIAIS
E o que é que me acontecia?

MARCELO REBELO DE SOUSA
Nada.

PESSOA COM DÚVIDAS EXISTENCIAIS
Mas estava a agir contra as regras de boa gestão?

MARCELO REBELO DE SOUSA
Estava.

PESSOA COM DÚVIDAS EXISTENCIAIS
E como é que eu era responsabilizado?

MARCELO REBELO DE SOUSA
De maneira nenhuma.

PESSOA COM DÚVIDAS EXISTENCIAIS
Isso não é um bocadinho incoerente?

MARCELO REBELO DE SOUSA
Pssht. Gerir mal empresas públicas é não cumprir a lei, mas pode-se fazer. A lei não o deixa, mas pode-se fazer. Só que não pode acontecer. O que é que acontece a quem o faz? Nada. Só que não pode acontecer, mas pode-se fazer. Só que não pode acontecer.

PESSOA COM DÚVIDAS EXISTENCIAIS
Então, posso gerir mal uma empresa pública?

MARCELO REBELO DE SOUSA
Pode.

PESSOA COM DÚVIDAS EXISTENCIAIS
Só que não pode acontecer?

MARCELO REBELO DE SOUSA
É.

PESSOA COM DÚVIDAS EXISTENCIAIS
E o que é que acontece?

MARCELO REBELO DE SOUSA
Nada... Quer dizer, depois das eleições arranja-se outro sítio qualquer.

PESSOA COM DÚVIDAS EXISTENCIAIS
Ah.

O balão do João


João Vila Verde já está na Etap. Diz que vai gerir (???) um gabinete de divulgação de cursos. Lá, onde a "bolsa de emprego" da Câmara tem sempre lugar para mais um.

Ou de como em Pombal vale tudo.

Questão

Se este executivo podia gerir o munícipio sem entrar em opções polémicas? Podia, mas não era a mesma coisa.

3 de novembro de 2009

A Arte da Multiplicação dos Tachos

Primeiro passo: aumenta-se a estrutura na Câmara com mais vereadores a tempo inteiro e mais Chefes e Subchefes (Serviço, Divisão, Secção, …). Desta forma criam-se vagas para chefes, assessores e secretárias.
Segundo passo: criam-se umas empresas municipais e umas entidades equiparadas. Desta forma criam-se vagas e agiliza-se a criação imediata dos “tachos”.
Terceiro passo: colocam-se os familiares e amigos nas vagas entretanto criadas. Como as admissões para a câmara têm que passar pelo crivo da Administração Central, colocam-se os familiares e amigos nas empresas municipais ou nas entidades equiparadas até se desbloquear as vagas na câmara (sempre mais segura).
Como, regra geral, os tachos são atribuídos a gente mal preparada ou incompetente há que faze-los rolar de “tacho” em “tacho”, de forma a ir disfarçando a coisa.
Quarto passo: repete-se a fórmula de mandato em mandato.
É este o reino narcísico, de alguns…

2 de novembro de 2009

A arte de seguir a pista

Afinal de contas a pista de aeromodelismo sempre deu os seus frutos. Diz uma nota do Gabinete de Imprensa da Câmara de Pombal que o município recebeu um prémio de mérito desportivo, na pessoa do seu Presidente, Eng. Narciso Mota. Foi exactamente o prémio Personalidade do Ano, atribuído pela Confederação do Desporto de Portugal, durante a 14.ª Gala Anual do Desporto CDP, em cerimónia realizada no Casino de Estoril. Ora aocntece que, (segundo a nota da Câmara) "Para este prémio, contribuiu a nomeação da Federação Portuguesa de Aeromodelismo, tendo em conta o trabalho desenvolvido pelo Município de Pombal na realização do 26.º Campeonato do Mundo de Acrobacia Radiocontrolada, em Agosto, na Pista Internacional de Aeromodelismo do Casalinho, em Pombal."
Se dúvidas restavam, aqui fica a resposta aos críticos, ok?

O Alma Grande

Nos Novos Contos da Montanha, Miguel Torga deu-nos a conhecer o Alma Grande, uma personagem fantástica criada a partir da lenda do Abafador. Segundo se consta, no tempo dos Cristãos Novos, existia uma figura - o Abafador - cuja função consistia em acabar com o sofrimento alheio. Quando um moribundo se encontrava às portas da morte, o Abafador era chamado para cumprir o seu desígnio e pôr fim à sua agonia. O prestígio, e a função social, do Abafador eram enormes e quem tinha a seu cargo essa importante missão era alguém muito respeitado na comunidade.

Acontece que sempre houve franco-atiradores que se tentaram aproveitar desse papel: os Asfixiadores. Esses seres mesquinhos e desprezíveis, para além de não saberem distingir um moribundo de uma pessoa saudável, usavam meios pouco éticos e eram movidos apenas pela ganância pessoal. Valendo-se da ignorância generalizada, faziam-se passar por quem não eram e recorriam a um charme bacoco para tentar convencer o povo que os seus alvos mereciam tal sorte. Mas as sociedades, que sempre souberam distinguir “o trigo do joio”, acabaram por relegar à sua insignificância esses assassinos de meia-tigela.

Numa altura em que a asfixia, que nunca é democrática, voltou a estar na moda, é tempo de pormos os ouvidos atentos, os olhos bem abertos e não nos deixarmos enganar pelas imitações.

1 de novembro de 2009

Amigo não empata amigo

A ser verdade o que OCP noticia na sua última edição, os dois vereadores do PS abstiveram-se na questão das remunerações dos vereadores. Os outros (os remunerados) votaram favoravelmente, claro.
Quem criticou (como o PS fez) o facto de ficarmos com um executivo caro, quando se abstém, quer dizer que afinal a medida não é boa nem é má... é "mais-ou-menos". Começamos bem...

Nós na Assembleia da República

Confirma-se agora que nem Pedro Pimpão nem Odete Alves serão deputados. Dos nove deputados eleitos pelo círculo eleitoral de Leiria, nenhum é de Pombal. Será reflexo da nossa importância no distrito?

"Inauguração"

A mais recente aberração de que está a ser vítima a colina do Castelo já foi "inaugurada" com um graffiti. Para além da falta de civismo, fica o aviso para o futuro daquele projecto: já que se insistiu naquele absurdo, tomem-se as medidas necessárias para evitar que se repita. Por motivos óbvios.

Aquisições

A partir de hoje, esta casa conta com mais um farpeador. Gabriel de seu nome, comentador e entusiasta desta casa, aceitou o desafio de reforçar a equipa, pelo que lhe desejamos as boas vindas. Já agora, para além desta, haverá até ao final do ano mais novidades. Até breve.

31 de outubro de 2009

Chiqueira política

José Grilho, novo presidente da AM, afirmou no discurso de tomada de posse que a AM “não é local de chiqueira política”. Bela forma de começar o mandato.
Estou certo que os últimos presidentes da AM nunca profeririam aquela afirmação, naquele local e perante uma nova assembleia. Logo, se foi dita por quem leva vários mandatos na AM, só pode revelar um grande sentimento de culpa.

Discriminação?

Pedro Pimpão foi, à última da hora, promovido a vereador a tempo inteiro (ouvi dizer que o presidente da câmara lhe perguntou durante reunião pública do executivo se ele queria ser vereador a tempo inteiro, ao que ele respondeu, logo, afirmativamente). Pudera!
Assim, o executivo ficou com um presidente e cinco vereadores a tempo inteiro e uma vereadora, Paula Silva, a meio tempo.
Não havia necessidade de fazer esta pequena discriminação.

29 de outubro de 2009

Vamos ao teatro


Aceitando o repto do Filipe Eusébio, fica, mais uma vez, a sugestão de assistir ao espectáculo "O que não vi", criado a partir do livro de Javier Tomeo, "Histórias Mínimas", que o Teatro Amador de Pombal leva a cena este fim-de-semana (sexta e sábado), no Teatro-Cine, pelas 21h30.

O bilhete custa apenas 2 euros! Como curiosidade, deixo aqui um dos textos desse excelente livro.

28 de outubro de 2009

Tópico para uma discussão que se vai adiando

Em Itália, o novo líder da oposição, Pier Luigi Bersani foi eleito como líder do Partido Democrático Italiano com 2 milhões de votos. Foram eleições primárias onde bastava pagar 2 € e se podia votar em quase todo o lado. O poder tremeu perante uma escolha partidária devidamente selada com a legitimidade da "rua". Exemplo, oportunidade, perigo ou fogacho? Numa altura em que muitos questionam não apenas a qualidade do sistema político como dos seus actores, qual a medida da abertura que deve ser pensada para a relação entre partidos e sociedade civil?

O concelho charneira a franchising, já!

Por oposição ao mais do mesmo que descorre em Pombal, em Leiria vivem-se dias de mudança. O tempo dirá resultados (ou não) deste turbilhão de episódios que sucede por lá. Mas é bom ver que as coisas mexem. Imagino o que seria por cá, se tal sucedesse. Os que se acomodaram e julgavam nunca mais sair daquela confortável posição. Os que nunca acreditaram que, do dia para a noite, tudo mudasse. Os donos disto e daquilo, que de repente perceberam que a tudo é do povo. E que ele é quem mais ordena, para o bem e para o mal.
O que me preocupou foi ouvir o novo presidente falar de "um concelho charneira". Terá Narciso Mota promovido um franchising de tão fenomenal expressão? Resta-me esperar que não venha aí o apêndice humanista e o toque solidário. Cruzes, que isto alastra mais que a Gripe.

27 de outubro de 2009

Executivo novo

Decorreu ontem a primeira reunião do novo executivo que serviu, essencialmente, para a atribuição dos pelouros. O executivo de nove vereadores (7 do PSD e 2 do PS) passa a ter sete vereadores do PSD com pelouros (5 a tempo inteiro e 2 a meio tempo).
A lei prevê para municípios com mais de 20000 e menos de 100000 eleitores, nos quais Pombal se inclui, 2 vereadores a tempo inteiros (ou 4 a meio tempo). É um executivo grande, pago por nós, mas não é um grande executivo. Sobra-lhe em dimensão o que lhe falta em credibilidade (e esta não se compra na farmácia nem se conquista com os votos).
Decididamente, o executivo camarário tornou-se mais uma extensão do centro de emprego em que a câmara se transformou, agora para políticos desempregados.
Longe vão os tempos em que Narciso Mota se fazia acompanhar por pessoas com provas dadas.

Ainda os resultados das eleições autárquicas

Foram desastrosos para o PS. Uma derrota esmagadora que compromete o resultado das próximas eleições (tal como os resultados anteriores comprometem estes). Por muito que custe aos dirigentes e candidatos que estiveram envolvidos na campanha só há uma caminho a seguir: assumir sem dramas a derrota, procurar as causas, repensar tudo e traçar um novo rumo. Porque uma coisa é certa: o partido não á alternativa. E não existindo outra, tem que o ser o mais rápido possível.
P.S.: Apesar de tudo, grande vitória no Louriçal. A prova, provada, que o povo não estúpido.

O maior cego é que não quer ver…

Vasco de Graça Moura (VGM), um dos maiores ideólogos do PSD, afirmou um dia destes, num artigo publicado no DN, o seguinte: “O resultado das legislativas não se limita a traduzir a profunda estupidez com que o eleitorado nacional se comportou.”
Não me incomoda nada que VGM assim pense (porque a esmagadora maioria não pensa assim), antes pelo contrário. O que me aflige é que uma boa parte dos socialistas de Pombal, nomeadamente dirigentes, também assim pensa.

26 de outubro de 2009

Antes da Blogosfera, um Bodo em Vermoil

O engenheiro está em grande forma. Constatei-o sexta-feira à noite, nesse evento em que tenho particular interesse (pelo que sou completamente suspeita), que é o Bodo das Castanhas, em Vermoil. Calhou mesmo bem, aquele jantarzito logo a seguir à tomada de posse (vulgo instalação) dos órgãos autárquicos. Foi um baptismo e tanto para os vereadores novos. Um banho de povo à maneira. As raparigas aguentaram-se como puderam. Também lá estava aquele arquitecto que é irmão do engenheiro. E o senhor Carrasqueira de Abiul. E aquela senhora de quem os homens ainda se esquecem, por ser a primeira presidente de uma junta de freguesia, no caso de S. Simão de Litém.
A noite era de festa. A tarde fora o prolongamento do acto eleitoral de 11 de Outubro. De tal modo que o presidente da Câmara - quiçá contagiado pela intervenção inusitada do presidente da junta, que não resistiu a agradecer publicamente tão expressiva votação no PSD - também se deixou levar pela emoção. E falou não só dos seus tempos de menino, como de moço. À história da catequese juntou a dos bailaricos. E de lá seguiu, para nova corrida, nova viagem. Parece que dura mais quatro anos, isto.

O engenheiro na blogosfera

Na última edição do Correio de Pombal, Narciso Mota afirmou que, assim que deixar o cargo de Presidente da Câmara, pretende "dar maia atenção à sociedade da informação" e contribuir, com as suas opiniões, "no mundo da blogosfera". Esta afirmação revela, desde logo, algum avanço face a declarações anteriores. Ainda não completaram seis meses desde que, no discurso de encerramento das I Jornadas Ibéricas sobre Violência, o engenheiro proferiu esta frase lamentável: "Encontramos neste mundo contemporâneo muitos tipos de violências: a violência provocada por aquelas pessoas que são toxicodependentes, a violência das pessoas que são alcoólicas, a violência das pessoas sem rosto, sem carácter, sem ética, que mandam blogs anónimos, mandam cartas anónimas, entrando na privacidade das famílias e das pessoas, a violência da pedofilia e a violência da homossexualidade, que não está em sintonia com aquilo que é a razão natural da vida."

A sua opinião relativamente aos blogues, pelos vistos, mudou. Esperemos também que já não defenda a existência de terapeutas para tratar "aquelas causas contraproducentes àquilo que é a essência da vida humana, toxicodependência, práticas contraproducentes, homossexualidade" (sic). Não gostaria de passar de novo pela vergonha de dizer que sou pombalense quando confrontado com tais alarvidades.


Senhor engenheiro, espero que estes quatro anos passem depressa. Estou ansioso para o ver comentar neste cantinho da blogosfera.

20 de outubro de 2009

Instalados na Câmara

Na próxima sexta-feira terá lugar a "instalação" da Câmara e Assembleia Municipal para o biénio 2009/2013. Conheci o termo há coisa de 16 anos, a propósito de um 4 de Dezembro frio e sombrio. À conta disso muito nos rimos no Sanduba de então, por onde passava muita da má-língua. Foi preciso este tempo todo para eu perceber a dimensão do termo.
Ora a (re)instalação da Câmara acontece às 15 horas desta sexta-feira. Com o mesmo Narciso Mota e seus delfins, a que se juntam duas raparigas simpáticas, mais o jovem Pedro Pimpão (até aos 30 ainda gozará desse estatuto), que é apontado como o próximo vereador do Desporto. Depois hão-de arranjar-se lá dois lugares para Adelino Mendes e Carlos Lopes, na oposição.
E assim começam os últimos quatro anos de um reinado de 20.

16 de outubro de 2009

Uma tarde de Outono aconteceu

Andei a ler um livro sobre a queda do Muro de Berlim que recomendo aqui. E hoje, depois de passar nas imediações da Colina do Castelo, confesso que me veio logo à cabeça a imagem do Reagan a dizer "Tear down this wall!".

LUÍS SÁ


Completaram-se ontem 10 anos sobre a morte de LUÍS SÁ. Em http://tempodascerejas.blogspot.com/, Vitor Dias recordou o seu carácter e percurso na vida política portuguesa.

14 de outubro de 2009

O design das Tasquinhas


Aparentemente, tem tudo a ver. A edição deste ano da Feira de Artesanato e Tasquinhas de Pombal ganhou um apêndice: o Design. Estou curiosíssima para ver de que se trata tamanha inovação.

A propósito, sempre gostava de saber o que foi feito do projecto da Câmara, para a construção de um "tascódromo". Às vezes tenho a sensação de que sou eu que sonho com as coisas, e de que elas nunca existiram. Não fora o facto de muitas delas estarem escritas e gravadas, era de pôr em causa a minha sanidade mental. Pois o certo é que há coisa de dois anos a Câmara disse que ia construir cozinhas definitivas para esta versão industrializada das Tasquinhas. Mas a intenção deve ter ficado arquivada ao lado do teleférico.

Pombal, Concelho com História

Ontem, dia 13 de Outubro, passaram-se 814 anos que Gualdim Pais morreu. Figura central da História Pombalense, que infelizmente apenas mereceu uma figura de xadrez para o homenagear, faz parte de uma das heranças mais maltratadas desta terra, e simultaneamente com mais potencial "vendável", de seu nome Pauperes commilitones Christi Templique Solomonici, mais conhecidos por Templários. Como quem leu o meu programa para a Junta sabe, uma das apostas que faria seria nestes senhores e na sua História. Assim sendo, volto a relembrar que ainda há tanta coisa que, com base na nossa memória, podia ser feita como aproveitar a intervenção no Castelo para um Núcleo Museológico sobre os Templários - situação única em Portugal - ou criar uma rede de Terras Templárias com inserção roteiros turísticos mesmo de cariz internacional, por exemplo. Mais que ideias, haja aproveitamento...

13 de outubro de 2009

Compromisso à esquerda

Agora que José Sócrates iniciou a fase de diálogo com os partidos da oposição, convém lembrar o resultado das legislativas.

Dúvida existencial

Com a proibição futura dos animais em circos, quer isto dizer que também se vai proibir as touradas?

Cenas dos próximos capítulos

Quase 7 em cada 10 pombalenses que se deram ao "trabalho" de ir votar revêem-se na actual gestão autárquica. Se há maior legitimidade democrática que isto, digam-me qual é. Mas também não deixa de ser verdade que os 3 que não se revêem, entre os quais eu me encontro, também têm direito à sua opinião e que por esse motivo vêem com natural apreensão os próximos 4 anos. Até podia ser pela cristalização do poder, mas em bom rigor o problema é mesmo a falta de uma estratégia consistente para o desenvolvimento deste Concelho que, se está ausente há tantos anos a esta parte, porque aparecerá nesta recta final? Seja como for, os próximos 4 anos serão anos decisivos para as oposições mostrarem o que podem valer. A começar já.

12 de outubro de 2009

Laranjal

O PSD ganhou; todos os outros perderam. Conforme previ em Janeiro (não era preciso ser o Zandinga), lá vamos ter mais quatro anos de Narciso Mota. A dúvida estava na contabilização dos vereadores. Em Março disse que tudo apontava para os 7-2, como se veio a verificar, mas confesso que, no final da campanha (se calhar por não ter acompanhado as coisas de perto), cheguei a pensar que o PS podia chegar aos 6-3.

Estão de parabéns o PSD e o Eng. Narciso Mota por esta inequívoca vitória: 65,79% dos votos e 16 das 17 Juntas de Freguesia! Esta avassaladora hegemonia partidária nos órgãos de gestão autárquicos, por muito que agrade aos sociais-democratas, não é salutar para a democracia, pois cria no concelho uma enorme teia de interesses, uma espécie de “polvo cor-de-laranja”.

Mas, o povo quer, o povo manda. Plagiando (de forma grosseira) Chico Buarque: ai esta terra ainda vai cumprir seu ideal, ainda vai tornar-se um imenso laranjal...

Rescaldo (II)

Foram 3 meses em movimento com incontáveis reuniões com associações (de todos os tipos) e duas semanas de campanha intensas com um debate, 15 sessões de esclarecimento por toda a Freguesia, uma iniciativa na Praça Marquês de Pombal (que admito voltar a realizar), a adesão a uma iniciativa de voluntariado e a inevitável campanha de rua, tudo para a posteridade aqui. Com tudo isto queria provar que era possível afirmar a Junta de Freguesia e que era possível governar de outra forma. O resultado foi elucidativo: nas mesas ditas da cidade, ganhei tangencialmente (7 votos) e fora, tirando na Roussa e nos Mendes, onde os resultados fugiram ao habitual, não se conseguiu ir mais longe. Falhei, portanto.

O Bloco de Esquerda não tem responsabilidades nesta derrota. Aliás, mantenho é que não tem responsabilidade nenhuma por se ter apresentado e nem ter feito campanha, para além de um artigo num jornal, demonstrando que para além da sua utilização para voto de protesto, é um partido que para pouco mais serve. A CDU teve um resultado abaixo do normal, mas também não é por ter concorrido que ontem perdi. A ausência do CDS pode explicar a subida do PSD (foram 390 votos em 2005 e o aumento do PSD cifrou-se em 311), mas o importante é que o aumento de 571 votos que a minha lista registou, foi muito insuficiente. A única nota menos má, mas sem efeitos práticos, é que se elegeu mais um membro para Assembleia.

Portanto, sem se conseguir convencer o público urbano e dando de barato que o facto de eu ter assumido, ab initio que não exerceria o cargo de forma exclusiva, situação que não me deve ter prejudicado por ser um exercício de transparência, não consegui demonstrar junto da população que a Junta pode ser mais do que aquilo que é.

Por isso, e números à parte, a conclusão é simples: assumindo que o diagnóstico estava bem feito, há que ter tempo para o expor, o que não se compadece com os habituais ciclos políticos de curta duração pombalense. Havia um trabalho de base da anterior bancada da Assembleia de Freguesia que foi muito útil, mas impõem-se agora 4 anos no terreno a demonstrar o porquê de apostar numa alternativa, mantendo sempre presente que o que for bem feito, também será referido (como aliás, a campanha o fez).

Quanto ao PS, que se tirem todas as ilações. Também ali me parece que o diagnóstico já está feito há muito. Haja pelo menos é algum tempo para apurar o que acontecerá.

Uma última nota para a actualização dos cadernos eleitorais: a abstenção aumentou porque para o aumento de 3000 eleitores nos cadernos eleitorais, apenas mais 400 pessoas vieram votar (nas legislativas a realidade é ligeiramente diferente, mas o padrão é o mesmo), o que demonstra que a inflação dos números de eleitores é parcialmente artificial. Isto, reitero, não afecta a legitimidade dos resultados e não tem qualquer outra influência senão na abstenção que, na realidade, pode muito bem ter sido inferior à registada.

Portanto, de rescaldos da Freguesia de Pombal estou falado. Venha o trabalho.

O que não tem remédio

Remediado está.
Disse-me isto há uns anos um amigo que trabalhou uma temporada na Ilha da Madeira, e que então percebeu que há povos assim, dignos de estudo. Talvez seja essa a forma de entrarmos no mapa.
Perante os resultados eleitorais que resultaram naquilo que já se adivinhava (e antes de aqui vir esmiuçar esses dados, tarefa que não fica esquecida), há que dizê-lo: esta foi (mais) uma derrota humilhante para o PS (e para Adelino Mendes) e a maior vitória para o PSD e Narciso Mota.
Como o futuro começa hoje, volto a reafirmar o que aqui escrevi há dias. Já só faltam quatro anos.

Rescaldo (I)

Ainda é demasiado quente para análises (ficam para mais logo e sem a preocupação de achar vitórias morais), mas, e embora tenha valido a pena esta corrida, não posso deixar de assumir esta derrota. De consciência tranquila (por tudo o que a minha equipa fez, pela forma como o fez e sobretudo pelo facto do povo ser quem mais ordena), mas reconhecendo a realidade: o nosso projecto não soube convencer a Freguesia de Pombal e, em especial, a parte urbana. Por isso, parabéns pela campanha que fizemos não servem para nada. Agora o que vai servir são os próximos 4 anos e o trabalho que será feito na oposição política e na actividade cívica.

Em tempo felicitei o meu directo adversário, mas deixo as minhas felicitações a todos os vencedores da noite. Isso e um agradecimento público à minha inexcedível equipa que merecia bem mais, mas que já mostrou hoje que está completamente pronta para o que aí vem.

11 de outubro de 2009

Porca política

O RC noticia no seu site que “O candidato do PS, Adelino Mendes, revelou que o governo havia formalizado o despacho de um apoio ao município, no montante de um milhão e trinta e dois mil euros, destinado a fazer face às inundações em 2006.
O anúncio foi feito no decorrer do debate promovido pela Cardal FM com os candidatos à autarquia de Pombal, que teve lugar no teatro-cine, na passada quarta-feira à noite.
Surpreendido com a intervenção de Adelino Mendes, o recandidato do PSD, Narciso Mota, levantou-se da mesa e cumprimentou o adversário socialista, como forma de agradecimento”.
Depois a câmara reune para debater o caso. E depois ameaça apresentar queixa à CNE.
É isto a nossa política. Porca miséria.

10 de outubro de 2009

Autárquicas de cá: vitória e derrota

No próximo domingo, os resultados das eleições autárquicas cá da terra ditarão, também, vencedores e derrotados. E a avaliação da dimensão da vitória e da derrota deve, também, ser feita em função das expectativas e da responsabilidade de cada partido. Assim:
Para o PSD:
Grande vitória: mais de 65% dos votos e todas as Juntas de Freguesia;
Vitória: mais de 50% dos votos e 13 Juntas de Freguesia;
Derrota: menos de 50 % dos votos ou menos de 13 Juntas de Freguesia;
Grande derrota: menos votos do que o PS.
Para o PS:
Grande vitória: partido mais votado;
Vitória: mais de 35% dos votos e 5 Juntas;
Derrota: menos de 35% dos votos e menos de 5 Juntas;
Grande derrota: menos de 30% de votos e sem Juntas.
A CDU e o BE não têm responsabilidade, nem expectativas. Participam. Logo, não se pode falar em vitória ou derrota.

9 de outubro de 2009

Toda a verdade

Quando domingo à noite se contarem os votos, é bem provável que Narciso Mota abra aquele riso do costume, orgulhoso do "Povo de Pombal". Não tenho grandes ilusões neste acto eleitoral, como se estivesse conformada em esperar mais quatro anos para voltar a ter esperança. Nessa altura, Diogo Mateus ou Adelino Mendes hão-de dar uma volta a isto. Com ideias e projectos que deixem a esfera redutora da gestão corrente. Porque é disso que se trata há 16 anos. Não há uma ideia para Pombal. A Câmara tem sido uma espécie de comissão de melhoramentos em grande escala, que constrói edifícios sem se preocupar como é que lhes há-de dar vida depois. Lembro-me, assim, de repente, do Teatro-Cine. Uma espécie de barriga de aluguer sem programação própria. Bem recuperado (como competia a qualquer Câmara), seria um meio excelente para outros fins culturais. Verdade?Mas convencionou-se que a cultura era servida em flutes, no café concerto, embrulhada por uma empresa municipal que fez o que quis e ainda lhe sobrou tempo.
O Centro Cultural (só eu e mais meia dúzia é que nos devemos lembrar de que se chama assim), vulgo Celeiro do Marquês. Exemplo maior de que uma autarquia pode e deve preservar e aumentar o património, mas com o mínimo de estratégia. Verdade?
O Arquivo Municipal, cujo nascimento teve o dom de tocar o coração mole do presidente que assim reparou (?) um dos erros cometidos ao longo dos anos com vários recursos humanos. Podia e devia ter outro papel e outra função. Verdade?
A Praça Marquês de Pombal, onde enterrámos dinheiro a rodos para a utilização que se sabe, contando já com o parque, verdade?
Sim, há outra verdade: o engenheiro fez muitas obras. Talvez tantas quantas tinha obrigação de fazer, ele ou outro, desde que com meios à disposição. Mas faltou-lhe (e há-de continuar a faltar) rasgo. Visão. Às vezes convenço-me que não aprendeu nada em 16 anos. De cada vez que ouço falar do concelho charneira humanista e solidário, ou de como "não podemos ser sectários", belisco-me.
De tudo o que ficou por fazer por esta terra ao longo de tanto tempo, custa-me particularmente não termos um parque verde. O meu filho fez-se rapazinho sem nunca ter tido esse privilégio. Gastámos dinheiro (sim, porque o dinheiro é nosso, dos que aqui moramos e aqui pagamos impostos) a ajardinar para encher o olho de concursos floridos, num vislumbre de qualidade de vida que é uma falácia.

Eu tinha pouco mais de 20 anos quando Narciso Mota aqui chegou. O tempo passou, a vida correu, e o homem nunca mais daqui saiu.
Talvez seja mesmo verdade a máxima: cada povo tem aquilo que merece.