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14 de dezembro de 2021

Obrigado, Pedro!



Uma pessoa pensa que a realidade não pode superar a ficção mas...é Pombal, é Natal, o Pedro é presidente e está a cumprir o seu destino. Dias depois da chegada  dos contos de Lili Carrol ao Farpas, inspirada no clássico de "Alice no país das Maravilhas", eis que a Câmara faz sair para a rua esta pérola. Obrigado, Pedro. Prometemos trazer mais episódios do teu folhetim a público, nos próximos dias. 

21 de abril de 2020

12 anos de Farpas: vem aí o primeiro debate on-line



No próximo sábado o Farpas comemora 12 anos. Antes desta pandemia nos trocar (a todos) as voltas, prevíamos uma festa, como é hábito: um jantar-debate para erguer cravos e copos no ar, brindando à liberdade. 
E assim os tempos obrigam-nos a improvisar: vamos comemorar o nosso aniversário com um debate entre Os da Casa, através da plataforma Zoom, entre as 22 e as 23 horas do próximo dia 24, véspera do Dia inicial, inteiro e limpo. 
O debate será transmitido em directo na nossa página de Facebook, para que o público possa participar, como sempre, embora em moldes diferentes do habitual.
Contamos com todos para farpear os interesses instalados - e que são tão evidentes em tempos de pandemia. A pergunta fica já no ar: pode uma pandemia suspender a liberdade?

20 de janeiro de 2020

A cidade e o espaço público: o regresso dos debates do Farpas

Que cidade e espaço público queremos?

Pombal está em obras. Por estes dias a cidade sofre uma mudança sem precedentes, ao abrigo de um plano de reabilitação urbana que avança desde o ano passado, atravessa o Jardim do Cardal e reinventa-o, tal como o das Laranjeiras, caminhando em breve para a Várzea. As decisões do poder sobre o (nosso) espaço público fizeram-se à margem do debate. É nesse ponto que o Farpas que recentrar a discussão: envolver a cidade na sua própria vida.
No plano que traçou para Pombal, chamado PEDU (Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano), a Câmara reclama uma cidade mais atrativa, ativa e inclusiva. Será que estamos a caminhar para lá? Ou a descaracterizar o que é nosso?
É este o tema do nosso primeiro debate de 2020. Venham daí para mais um café e uma farpa, dia 27 de janeiro, às 21 horas, no Café Concerto.
Para começo de conversa convidámos os arquitectos Carlos Vitorino e Tânia Ventura, cada qual com a sua visão sobre o tema. A discussão é para todos ;)


14 de novembro de 2019

Que cultura é esta? - o debate visto pela Rita Leitão

Na opinião de muitos Pombalenses, a adesão (e não aderência!) às comemorações do Dia do Município sempre deixou um pouco a desejar. Nem tanto porque chove e está frio ou porque é feriado e querem aproveitar para descansar, mas mais porque simplesmente o programa não puxa… Este ano, graças ao BlogueFarpas Pombalinas, o dia do município foi fechado com chave de ouro. 
“Discutiu-se” a cultura, e é entre aspas, porque foi mais uma troca de ideias, lamentos e projetos, do que propriamente uma discussão. Porque se há algo de que nos apercebemos, naquele Café Concerto cheio (pasme-se!!) é que todos queremos o melhor para Pombal. Mais e melhor Cultura. Com subsídios? Sem subsídios? Com salas cheias? Com pouco público? Façamos! E cada vez façamos mais! Vamos tentar combater o fenómeno da “Cultura do Entretenimento”… uma programação sem conteúdo, pensada para agradar às massas e sem uma contextualização ou enquadramento adequado. As pessoas certas, nos lugares certos, programando as coisas certas – penso que o caminho também passa por aí. 
Vimos uma sala cheia de agentes culturais que podem e devem unir-se mais em projectos, em parcerias, em intercâmbios, mas devem também, na minha opinião, ser os primeiros da fila a comprar bilhetes para ver os outros Agentes, divulgar os que os “outros” fazem, ajudar a criar públicos para si mesmos. Não somos só agentes, também somos público! 
Cada vez mais me convenço de que devíamos desculpabilizarmo-nos menos pela falta de divulgação ou falhas na comunicação de eventos e iniciativas (não digo que não haja, atenção!). Mas há que procurar, malta! Gostas de música? Gostas de dança? Gostas de Teatro? Gostas de exposições de arte? Procura saber o que se faz, onde se faz e por quem se faz. Ninguém te vai buscar à porta de casa… e as tuas séries e o sofá ainda lá estarão à tua espera quando voltares.

Rita Leitão

Licenciada em Animação Sociocultural, desde cedo se sentiu atraída pelo humor e pelo teatro. Elemento do Teatro Amador de Pombal desde 1999 e Stand Up Comedian desde 2011. A entrada no mundo da Stand Up Comedy surgiu quase por brincadeira, num bar "clandestino" de uns amigos, actualmente a Galeria Cabaret em Abiul. No bar de uma amiga em Pombal criou a "Meia Dose de Leitão", espectáculo mensal de 30 minutos que durou 2 anos naquele espaço até sair para "o mundo".

12 de novembro de 2019

Que Cultura é esta? O debate (e o Farpas) visto pelo Pedro Miguel

As Farpas Pombalinas são isso mesmo. Cenas que espetam e é uma chatice tirar. O poder local irrita-se e isso, como todos sabemos, não é cadastro, é currículo. Oportunidades falhadas, quem as não tem? Pedras no caminho? Guardam-se todas e um dia faz-se uma instalação ali na praça. Há que admitir que esta coisa de ter vergonha de falhar, enerva. Assim como assim, prefiro o Beckett e falhar melhor.  O que as Farpas Pombalinas vêm demonstrar é que há igualmente um outro País, fora dos grandes centros, que pulsa e que sempre foi contemporâneo, mesmo em ambientes mais adversos.  Vai nisto, a realidade entra em acção. Com que então a malta quer cultura? Mais ou menos. Se der jeito. It's complicated, como se dizia nas definições pessoais das redes sociais. Ainda assim, faz-se o que a cada um tem na veneta, em perfeita anarquia. Tem tudo para correr mal... e é tão bom.
Nunca foi crime trocar uma ida ao teatro, museu, concerto, por ficar enterrado numa poltrona fofinha, comprada em promoção na loja da JOM à beira da Estrada Nacional nº1 (true story). Mas esta nossa tradição Católica Apostólica Romana, do ai-meu-deus-o-que-é-que-as-pessoas-vão-pensar, não deixa que as coisas fiquem assim. Com jeitinho, a malta ainda acredita que mantém a face e que os outros pensam que isto é só gente culta. Só que não. Uma pesquisa rápida pelos dados do Eurobarómetro, sobre a participação cultural em Portugal, indicava que, não sendo novidade, oficializou-se o declínio na maioria das práticas culturais. Por outras palavras, em termos genéricos e que englobam todas as artes, a malta não vai às cenas e a que vai é pouca. Não há dinheiro para usufruir de muita coisa, mas também é certo que há falta de interesse. Os casos de iliteracia são gritantes e a falta de exigência é tal que, só por se ler um livro ou um jornal já se é quase considerado 'intelectual'. Credo. O problema da cultura em Portugal também é, portanto, cultural.
O compromisso com o território e com as pessoas que nele habitam - como vem nos livros - tenta-se cumprir à risca. Sim, há propostas, mas não se gosta de tudo (com direito a unlikes como consequência, um clássico). Já agora: também anda por aí muita coisa que não tem qualidade e estranho seria se assim não fosse. Muitos que nas suas mais variadas profissões apregoam o mérito e a exigência, de repente, para a cultura querem que seja um saco de gatos, sem filtros, sem critério. Não pode ser. Já se disse que a questão da cultura é cultural e a maneira como se olha para estas questões é sintomática. Depois há o direito fundamental de não gostar... para ambas as partes.
A estupidez humana é uma coisa fascinante e há momentos de um fascínio arrebatador. Faz parte. Apesar das honrosas excepções que fazem a regra, o interesse por coisas novas vai tendo alguma resistência. Acho eu e é uma posição muito pessoal mas já sentida na pele. Trocado por miúdos, ao invés da curiosidade, a validação dos seus próprios gostos costuma mostrar-se mais eficaz. É uma faca de dois legumes, ou lá como se diz isso. A certa altura é como ter um amor platónico, sem aquelo bafo quente na nuca.
Como diz a outra: "Que fazer?" isto da cultura dá uma trabalheira do caraças, as pessoas têm a sua vida. Por exemplo, este texto está a ser adaptado de um outro que escrevi há uns anos mas não faz mal. Desde que faça sentido está tudo bem, certo?  Jon Stewart (apesar deste ter tido qualidade até ao fim), nos últimos dias como apresentador do seu Daily Show, exorcizou no programa algo que já lhe deveria estar atravessado há muito tempo: "Entram à borla e fartam-se de criticar". "Já passaram 30 segundos, faz-me rir, rapaz-macaco!", exemplificou o apresentador. "Estão a borrifar-se para as nossas famílias, as nossas vidas. São cruéis. (…) "Isto parece o Coliseu", momento em que se levanta e abre os braços. "NÃO ESTÃO ENTRETIDOS?", grita. "Não querem saber. Querem-nos deixar sem sangue", diz com ironia. Nisto, alguém do público grita: "We love you!". Jon Stewart, sempre bem disposto, responde: "Isso não é amor. Se fosse amor, traziam uma sopinha, perguntavam se estavas bem. Amor não é "faz mais programas! Entretém-me!", concluiu.

Mas são estes momentos que ninguém nos tira e que poderemos contar aos netos. Se for possível é para fazer tudo outra vez. E em pior. As Farpas Pombalinas merecem uma medalha. São como aquele senhor que mantém o carvão on fire com um secador. Quem não tem cão caça com gato. Longa vida para as Farpas Pombalinas.


Pedro Miguel

*44 anos,  nasceu em Viseu mas vive em Leiria desde que se lembra. Está ligado a Associações Culturais desde 1995, com passagens pelo Nariz Teatro de Grupo e Fade In . Paralelamente foi DJ durante 20 anos e fez rádio durante meia década. Foi membro fundador e editor do projecto de media online, Preguiça Magazine, colaborou com o Omnichord Records (Surma, First Breath After Coma) e acompanhou de perto os principais eventos culturais não só da cidade de Leiria como da região centro dos últimos 25 anos.  Licenciado em Comunicação Social, tem o mestrado em Comunicação e Media e actualmente está no 2º ano do doutoramento em Discursos: Cultura, História e Sociedade na Universidade de Coimbra. Profissionalmente (e sem ordem cronológica)  foi actor, Dj residente em duas discotecas, jornalista cultural, roadie dos Silence 4, mas a grande aventura foi ter trabalhado durante mais de 10 anos com o coreógrafo Rui Horta, com o qual fez diversas tournées europeias. Actualmente pode dizer-se que é investigador, tem participado em alguns congressos na área da sociologia e estudos culturais, e trabalha também na livraria Arquivo, em Leiria. Tem três livros publicados, dois de ficção, sendo o último, Uma Cena ao Centro, um apanhado histórico da cena musical da região centro entre  1990 e 1999. Toca teclados, pandeireta, aspirador e berbequim no grupo Ayamonte Cidade Rodrigo. Adora um bom frango no churrasco e tem uma panca saudável pela banda industrial alemã Einsturzende Neubauten

24 de outubro de 2019

E agora a Cultura



O Farpas arranjou uma forma de todos poderem participar nas comemorações do 11 de Novembro, feriado municipal. Não, não vamos dar medalhas nem discursos. Vamos lançar o debate: Que Cultura é Esta? É hora de discutirmos quem faz o quê, como e com que apoios. Que modelo temos e qual gostaríamos de ter, se é que este não nos serve. O convite é para todos os agentes culturais e para o público em geral, sem o qual nada disto faz sentido. 
 Temos um painel de quatro convidados para abrir o debate, de áreas tão diversas como o teatro, a música, o cinema, a literatura - com visões diversas sobre a realidade cultural de Pombal, de Leiria e da região. Além do Calika (que é da casa e defende o cinema e a música), vão abrir este debate a Rita Leitão (ligada ao Teatro Amador de Pombal, à Galeria Cabaret e à stand up), o David Gomes (da ARCUPS, Ilha, onde acontece um dos eventos mais marcantes do concelho, o Ti Milha) e ainda o Pedro Miguel, músico e investigador de Leiria, que tem integrado a organização de diversas iniciativas culturais aqui ao lado. 
 Esperamos por todos no dia 11, às 21 horas, no Café Concerto!

9 de abril de 2019

Vem aí o 11º aniversário, com jantar-debate



Chegamos aos 11 anos com a casa cheia, mas queremos juntar os amigos para a festa de aniversário. O (já tradicional) jantar-debate do Farpas acontece na véspera do 'dia inicial inteiro e limpo', que nos devolveu a liberdade.
Chamámos gente nossa (daqui e de fora) para debater o tema, que mais uma vez Fernando Pessoa nos empresta: Tudo o que se passa no onde vivemos é em nós que se passa. Venham daí, debater e fazer a festa ;)

Os interessados devem fazer a respectiva inscrição junto de qualquer um dos da casa, ou através do e-mail farpaspombalinas@gmail.com

3 de janeiro de 2019

A "menina JA" e as suas investidas


Há coisas que, apesar de aparentemente insignificantes, têm significado: uma manha que nos ilude, um chico-espertismo que nos ludibria, uma perversidade que nos molesta, um oportunismo que destrói oportunidades, etc. A “menina JA” é um caso desses.
Para quem ainda não sabe, ou não se recorda, “menina JA” foi um nickname que uma criatura local usou para esconder a identidade (a personalidade) nos comentários que fazia regularmente no Farpas, nos primeiros tempos do blog, num registo sistematicamente alinhado com os seus autores. Mais tarde, deu-se a conhecer num evento do Blog, e desfez-se em elogios aos seus autores. Era uma rapariga frágil, ingénua, aparentemente sonsa, que nada fazia prever a exposição pública que viria a ter. Esta terra tem coisas destas.
Conhecida a escriva daquela veia comentadora, logo ali, no blog, outro comentador obsessivo, presidente de uma rádio local e de tudo em que o deixassem mandar, a seduziu para a “sua” rádio, fez dela dirigente, e, acto contínuo, fez, também, da estudante de enfermagem, “jornalista”; e ela deixou-se fazer!
A “jornalista” feita à pressão são se ficou por aqui; sedenta de protagonismo, passou também a colaborar com o pasquim local, a fazer reportagens, a moderar debates e a fazer “notícias” deles. O salto para a política foi o pulo seguinte, que lhe permitiu aprofundar promiscuidades e satisfazer mais clientelas. Não sabemos se enquanto estudante de enfermagem chegou a aprender que dar vacinas ou arrancar pontos exige qualificação como enfermeiro; sabemos, isso sim, que a espevitada menina e os seus mandantes acham que para fazer notícias basta saber escrever e não ter vergonha. Por isso, praticou reiteradamente, ao longo de vários anos, o crime de usurpação de funções, com a conivência de algumas das testemunhas que depois arrolou para uma reles tentativa falhada de condicionamento do exercício da cidadania livre e responsável.
É esta “menina”, com este passado e com este presente, que, querendo fazer-se passar por virgem-ofendida, veio alegar na Justiça, que “as imagens de um cartoon” - do famoso José Vilhena, adaptado ligeiramente a Pombal, onde unicamente foi enxertado o seu rosto estilizado ao corpo da repórter Dorita - “e as respectivas expressões corporais e afirmações delas constantes atingem, por um lado directamente crédito, a confiança, bom nome, reputação, honra e consideração da queixosa, enquanto mulher e cidadã”, porque, segundo ela, “as imagens da figura feminina de vestido vermelho, surge numa postura corporal provocante, convidativa ou pelo menos receptiva a propostas menos decentes”. Aaaahhhhh!
Estas alegações revelam uma gritante falta de cultura, satírica-humorística e não só, e falta de carácter quando mente(m) descaradamente à Justiça, alegando que a queixosa “não é figura pública” e “não faz jornalismo nem reportagens”.
Ao longo dos anos fomos complacentes com os desmandos da “menina JA”, tivemos alguma compaixão pela criatura, aquela que sempre se concede … Andámos enganados! A boa manha sempre ilude, mas não muda a realidade. A consideração foi-se, da honra não vale a pena falar.
Uma lagartixa pode achar que é um jacaré, mas não passa de um réptil insignificante.

30 de janeiro de 2018

O debate que faltava


O debate de ontem à noite foi um êxito - do Farpas, que sempre acreditou ser necessário promover a discussão na nossa terra - mas sobretudo de Pombal. Provou-se, uma vez mais mais, que o Café Concerto pode e deve servir para acolher iniciativas como esta. Que em boa hora a Câmara emendou a mão e abriu as portas a uma casa que é pública, mesmo que nem sempre todos os agentes municipais o percebam. 
Aqui fica um agradecimento especial aos oradores convidados: o Renato Guardado, ex-vereador com responsabilidades no CIMU Sicó, e o Hugo Neves, em nome do GPS (Grupo Protecção Sicó). Entretanto ficarão disponíveis em post, aqui no blogue, ambas as intervenções. Também aos habitantes dos Poios e de outras aldeias e concelhos limítrofes, que vieram enriquecer o debate, bem como todos os que gostam da serra, o nosso agradecimento. Quase dez anos depois de criarmos o Farpas, é bom saber que valeu a pena a travessia. Bem hajam!

24 de novembro de 2017

O dia em que o Farpas foi à reunião de Câmara e 'abriu' o Café Concerto


Os leitores do Farpas acompanharam por aqui a historieta do debate que este blogue queria promover, no âmbito da série 'Um Café e uma Farpa', subordinado ao tema "A Esquerda tem futuro em Pombal?", e que o Conselho de Administração da PMUGest recusou realizar no Café Concerto. É uma novela de muitos episódios, essa, mas cujo ponto alto aconteceu esta semana, em plena reunião de Câmara. Diogo Mateus - que respondia a um pedido de esclarecimento do vereador Micael António - chamou a si o assunto e desfiou as contas desse rosário. O vídeo que aqui publicamos é quase esclarecedor. Ao Farpas interessa sobretudo o essencial: que a partir de agora  "se disponibilize a segunda-feira para que o espaço possa abrir para este tipo de realizações", como sentenciou Diogo Mateus, que assim pôs cobro a uma birra pessoal gerada na PMUGest. Fica-nos a frase, lapidar "eu se calhar não teria decidido da mesma maneira..." enquanto agendamos o debate, para breve, no Café Concerto. Que é um espaço público, mesmo que isso custe a alguns.

9 de outubro de 2017

Crescimento exponencial


Hoje atingimos 2 milhões de visualizações. Com base em algum histórico, é possível verificar que temos tido um crescimento exponencial. A este ritmo, atingiremos as 3 milhões de visualizações antes dos 11 anos. Obrigado a todos!

25 de abril de 2017

Nove anos de Farpas


O Farpas comemora hoje o seu nono aniversário. A ideia de criar um weblog, um diário digital, onde pudéssemos partilhar convosco textos mordazes, irónicos, justos, nasceu no dia em que tomámos consciência de alguns contornos do perfil do nosso tempo.

Em 2008, Pombal era um concelho totalmente pintado de laranja: todas as 17 freguesias eram geridas por autarcas sociais democratas e a Câmara era liderada pelo Engenheiro Narciso Mota que, em 2005, tinha conseguido 63,08% dos votos. A avassaladora hegemonia política e eleitoral do PSD, por mais que agradasse aos sociais democratas, não era salutar para a democracia. Por todo o concelho proliferava uma classe política pouco culta onde os laços de consanguinidade e os interesses obscuros eram mais fortes que os vínculos ideológicos. O polvo cor-de-laranja era como uma doença que fragilizava a cidadania. 

Aquilo a que se acordou chamar "espaço público" era praticamente inexistente. A onde laranja foi engolindo contestações, comprando favores, mantendo uma imagem caricatural de pluralismo em rádios e jornais que se comportavam como meras caixa de ressonância do poder e recusavam o papel de despertadores de consciências. Era urgente romper com a indiferença generalizada perante esta situação, criando espaços de intervenção cívica e de aprofundamento da cidadania. Foi isso o que pretendemos fazer com o Farpas. Correndo o risco de ser pretensioso, afirmo que o Farpas veio trazer uma lufada de ar fresco ao panorama opinativo pombalense, contribuindo para a construção de uma sociedade civil mais pujante e participativa.

Desde o início que nos assumimos como um blogue político de cariz eminentemente regional. Nascemos com o intuito de farpear os interesses e os poderes instalados e, goste-se ou não, é o que temos feito ao longo destes nove anos. Perdemos muitas das batalhas. Um ano após temos surgido, o PSD aumentou a sua votação de 63,08% dos votos para uns históricos 65,79%. Ganhámos inimigos, ódios de estimação e, muitas vezes, questionámos a nossa existência. Mas enquanto os poderes instituídos se recusarem a admitir que o Farpas é também uma forma de participação cívica e os "da casa" forem vistos como "forças do mal", a nossa tarefa continua a fazer sentido. 

Obviamente que somos lidos por autarcas e políticos. Neste momento somos a voz mais crítica em Pombal, o que permite ao poder aferir o resultado da sua actuação. Mas também somos lidos por muitos pombalenses que nos vêm como fonte de informação, mesmo sabendo que não somos isentos e recusarmos o rótulo de meio de comunicação social. É por eles que prometemos continuar a cravar as nossas pequenas farpas nos oportunistas, nos manhosos, nos servis, nos obscenos. 

12 de dezembro de 2016

Milhão e meio

Atingimos hoje a bonita marca de 1.500.000 páginas visualizadas, com o pormenor de, por cada IP, só contar uma (por exemplo: na câmara temos muitos leitores, mas se 300 pessoas visualizarem um post, só conta uma visualização). No página do Facebook temos, em média, o dobro das visualizações do Blog.
Aos que não se cansam de anunciar a nossa morte, eis o desfecho. Continuem com esses prenúncios; dão-nos vida.
Aos que nos seguem regularmente, o reforço do compromisso inicial: “farpearemos os interesses instalados…”. Cada vez melhor: com a mesma firmeza, mas com muito mais colaboração da comunidade, que se revê neste blogue e o identifica como única janela para espreitar, livremente, o que se passa debaixo do tapete.

Obrigado a todos.

31 de agosto de 2015

Moderação

A partir de hoje os comentários no Farpas passam a ser moderados pel’os da casa, que se reservam o direito de publicar ou eliminar as injúrias e ataques pessoais dominantes nos últimos tempos. O contraditório não pode ser feito sob o artifício desse prisma, pelo que os administradores seguirão o exemplo entretanto adoptado por vários jornais e blogues, no sentido de pôr termo ao regabofe de achincalhar o mensageiro, em vez de discutir a mensagem.
Ao fim de sete anos de comentários abertos a todos, concluímos que nem todos são merecedores de uma porta aberta, sob pena de não saberem cumprir as regras mínimas da boa educação. Este princípio é igualmente válido para o facebook, na página e no perfil.

27 de abril de 2015

O estritamente necessário para deixar pendente um sinal


Obrigado a todos os que fizeram do nosso 25 de Abril uma festa de aniversário do Farpas Pombalinas, um debate vivo e acutilante. Estamos cá para farpear. E para o que der e vier!

25 de abril de 2015

Sete anos de Farpas


Por feliz coincidência, o Farpas nasceu no dia em que se comemora a liberdade. E tem sido sob o signo da liberdade que, desde 2008, cultivamos neste espaço o exercício da cidadania. Desengane-se quem aqui procura isenção e independência. Sentimos que a nossa democracia, mais do que opiniões consensuais, precisa do confronto leal de ideias, do contraditório. O nosso compromisso com a liberdade é a promessa de continuarmos a ser, como sempre fomos, totalmente comprometidos e tendenciosos. 

23 de abril de 2015

Farpas: parar ou avançar?


São poucos os projectos políticos que se disponibilizam a discutir abertamente o seu próprio futuro. Mas é isso mesmo o que o Farpas se propõe fazer por ocasião do seu sétimo aniversário, convidando apoiantes, críticos, comentadores, leitores. Em particular, gostaria de convidar directamente alguns dos nossos históricos comentadores:

Flores Silva, roque, Eduardo Francisco Louro Marques, JA, Jorge Ferreira, Professor, João Gante, João André Coelho, Pedro Brilhante, Rodrigues Marques, Ernesto Andrade, DBOSS, Tiago Louriçal, Andreia, António Justo Domingues, caravaggio, Marlene, lopes da silva, Hugo Neves, Sérgio Gomes, F.D. Carolino, Zé da Maria, Artur Oliveira, João Paulo Forte, Maria Iluminada, Adruzilo Gambino, Sal da Nossa Pele, alegria2, Pedro S@ntos, Anónimo, Carlos Ribeiro da Silva, Nobre Povo, Filipe Eusébio, Cassandra, grilofalante1, Morcego Sicó Nidificador, Adruzilo Gambino, Sopas, Gumercindo Saraiva, Nuno Carrasqueira, Samuel da Chainça, Colonia Perfumada, kariguergous, Tarantola, Sra Cardal, Lino Cardoso, João Pimpão, Missionário, Mabeco, Pedro Moreira, papagaio, Acutilante Portugal, Sofia Dias, tinhoso, Pedro Pinto, Taedium Vitae, Sandra, José Guardado, Candelabro branco, Chico Gravateiro, João Luís Ferreira, Mário Martins, Al-Samir Zayn, Paulo Batista, Dino Freitas, Paulo Lima, Corvo Branco, pica miolos, voltaire898, Natividade Silva, e todos os outros que agora não me lembro.

O Farpas também é vosso. E se nos orgulhamos dos 1948 posts que publicámos, as 1103291 visualizações que temos devem-se muito aos vossos 17097 comentários. Apareçam!

18 de abril de 2015

Jantar/Debate


No dia em que o blogue cumpre 7 anos de vida, de intervenção cívica e política, os da casa convidam à reflexão sobre o futuro. 
A blofosfera foi uma moda ou é uma necessidade? 
O Farpas é um projecto esgotado - pelas circunstâncias e pelo tipo de intervenção realizada - ou com potencial para gerar mudanças na comunidade? 
Farpas: parar ou avançar?
Venham daí os comentadores, os críticos e os leitores! Inscrições para o jantar (14 € por pessoa) através do e-mail farpaspombalinas@gmail.com

20 de agosto de 2013

Despedida


Comunidade Farpeira,

"Um blog é um blog", alguém resumiu uma vez num dos nossos jantares, tentando (re)centrar o papel do Farpas na vida política local.

Mas o Farpas foi mais que um blog ao longo destes 5 anos e meio. Foi também uma das minhas casas e o sítio onde tentei inquirir, debater e farpear os temas que me interessavam mais. Foi e é, uma forma diferente de exercer a cidadania, reunindo cidadãos que escolheram ou escolhem esta forma de participar na vida pública. Durante 5 anos, fomos louvados por uns, desprezados por outros, mas no que a mim me toca, mesmo com as naturais divergências que pessoas adultas e interessadas têm, estou de consciência tranquila e satisfeito por ter feito parte da história deste blog e, porque não, desta terra, na sua dimensão política.

Posso não ter sido o farpeiro mais assíduo ou o mais acutilante, mas estou satisfeito com o meu contributo para esta casa. E orgulhoso do que esta casa acabou por impor aos poderes instituídos (e afins) desta terra. E isto porque este blog nunca foi um órgão oficioso de um qualquer partido ou de qualquer ideologia, mas um espaço aberto onde naturalmente o poder tem sido mais farpeado (mas não é isso algo de natural?). Um blog, e este blog em concreto, não é um órgão de informação, nem tem que o ser. Todos os que aqui escreveram, escreveram nas vestes de cidadãos e não investidos em qualquer cargo, missão política ou algo semelhante. Cidadãos comprometidos com a cidadania, passe a expressão. Querer ver mais nisso é uma perda de tempo. Querer ver tudo a preto e branco, ou noutras cores mais da moda, é um erro. Cada um de nós vale pelo que é e, sobretudo, pelo que pensa. E pela independência em relação a filiações (quando as há), projectos ou outras dimensões da sua vida pessoal, têm demonstrado isso mesmo.

No entanto, tudo o que começa tem um fim. Por isso, hoje, quase 5 anos e meio depois de ter começado esta aventura, chegou a altura de me juntar à lista dos antigos membros desta casa. Funções profissionais que irei iniciar em breve, longe de Pombal, obrigam-me a isso. Não que não tenha pensado em continuar, mas entendi que estando longe (física e "espiritualmente"), não havia razão para continuar, sob pena de, mantendo pouco contacto com a vida do dia-a-dia, nada de relevante ter para acrescentar à discussão sobre a nossa terra, mantendo o "posto" de membro da casa sem o merecer.

Fecha-se assim um ciclo e acaba a minha participação nesta casa (pelo menos nestes moldes), pela falta de disponibilidade que terei. E como ninguém é insubstituível, os da casa (presentes e futuros) estou certo que continuarão a honrar o mote do Farpas:

"E na epiderme de cada facto contemporâneo cravaremos uma farpa: apenas a porção de ferro estritamente indispensável para deixar pendente um sinal."

Eu, ao longe, não deixarei de acompanhar. Afinal, apesar de tudo, a minha terra é a minha terra.

Até breve,

João Melo Alvim

18 de junho de 2011

Problemas técnicos

Temos constatado problemas na edição de comentários e, também, de posts. Tal não se deve a qualquer barreira colocada pelos administradores do blog. Verifica-se, essencialmente, quando se usa o browser Explorer. Assim, quem quiser comentar no Farpas deverá utilizar, preferencialmente, o browser Google Chrome (instalação gratuita a partir do site do Google).