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2 de agosto de 2026

O caso do Hospital na voz do Povo

A D. Durvalina - figura já conhecida na Câmara de Pombal, onde vai amiúde envergonhar Pimpão & seus comparsas, pelo atraso na resolução dos problemas mundanos - ficou a saber (lá, precisamente, o que é bastante revelador) da intenção de devolução do Hospital de Pombal por parte do Estado à misericórdia, dona do edifício, que por sua vez o deverá entregar à Sanfil, para gestão e exploração. 

E na verdade disse tudo aquilo que pensa muito do povo, com uma clareza no discurso que deveria fazer corar de vergonha quem escreveu os comunicados da Câmara e do PS local. Tanto doutor num e noutro lado e é preciso vir uma humilde cidadã traduzir o que está a acontecer, lembrando que o hospital é do povo, só é da Misericórdia no papel; foi financiado pelo povo e pelo Estado (novamente pelo povo).

Sobre os comunicados: 

1. O da Câmara, escrito pelo manhoso Pedro Pimpão (a fazer de conta que só agora soube do caso...), sempre em cima do muro, sem nunca assumir uma posição.

2. O do PS, um arrazoado de banalidades que no final conclui que os socialistas vão estar "vigilantes", sem nunca assumir uma posição. É por estas e por outras que o povo, na hora de escolher, prefere o original em vez da cópia. 


16 de julho de 2026

Hospital de Pombal com prognóstico reservado


 

A Santa Casa da Misericórdia de Pombal vai reunir hoje em Assembleia Geral com um ponto único na Ordem de Trabalhos - a situação do Hospital Distrital de Pombal. Daí deverá sair a legitimação das negociações, que na certa nos vão conduzir a uma espécie de PPP (Parceria Público-Privada), num modelo ainda não testado em Portugal. 

O que nos importa, nesta altura, é uma coisa básica: continuaremos a ter um hospital de acesso público? Em que moldes?

Há anos que o Hospital tem vindo a ser esvaziado de serviços e capacidade, conduzindo-o ao estado comatoso em que se encontra hoje. E no entanto, seria tão importante mantê-lo, até para aliviar o caos em que se tornou o serviço de urgência em Leiria, de onde queremos sempre fugir. 

Seria bom que tivéssemos um poder local firme, capaz de bater o pé à tutela e zelar pelo interesse colectivo. Ah, esperem, não se afronta a tutela. E não se afronta há muitos anos, independentemente do partido no poder. Até porque há peças que conseguem encaixar-se em qualquer puzzle: há dias, um grupo de cavalheiros que gosta de jantar com cheiro a naftalina em forma de "tertúlia", convidou o antigo administrador do Centro Hospitalar de Leiria, doutor Licínio Carvalho (grande obreiro do esvaziamento do HDP) agora vice-presidente da CCDR Centro. Espero que lhe tenham perguntado o que resultou, para a população, daquele corte cérceo. Também espero que o presidente da Assembleia Municipal, doutor João Coucelo - que já foi director do Hospital, que ainda hoje, apesar de aposentado, lá faz umas horas - tome a dianteira na defesa do que é nosso. 

Do resto, nada a esperar. É a dinâmica do território a funcionar. 

17 de janeiro de 2026

Sai um recheado pacote de bónus para os médicos

 O presidente mandou levar à reunião da “junta” um regulamento sobre a atribuição de incentivos à fixação de médicos no concelho, que lhe permite atribuir todo o tipo de bónus (casa, deslocações, despesas, impostos, etc.) aos novos deuses na terra (os médicos). Por ser uma medida reclamada, há muito, pela dita oposição e é agora do agrado do poder, provocou de imediato um aguerrido despique pela paternidade da excrescência política, na reunião e publicamente.



A medida tem tanto de depravada como de perigosa. Depravada porque na administração da coisa pública não pode valer tudo - os fins, por mais nobres que sejam, não podem justificar que se abuse dos meios. Perigosa porque não resolve, nem ameniza, nenhum problema do SNS; antes pelo contrário, só os agrava. Para quem anda todos os dias com a defesa do SNS na boca não deixa de ser bizarro, mas é o que temos…

Temos uma “classe” política populista e inepta que só conhece uma forma de resolver os problemas, despejar dinheiro sobre eles, gerando mais despesa e problema maior, qual marceneiro que, só conhecendo a ferramenta martelo, julga, no seu fraco pensar, que resolve todos os problemas pregando pregos. E desconhece, ou manda às urtigas, o princípio básico de toda a arquitectura do Estado: a clara delimitação de atribuições e responsabilidades entre os diferentes níveis e estruturas, a fim de evitar sobreposições, desperdícios e injustiças.

26 de junho de 2025

O caso da farmácia de Albergaria e os outros que se seguirão


A última reunião da Assembleia Municipal de Pombal contou com três valiosas intervenções do público, todas com um denominador comum: o rei vai nú e passeia-se pelos corredores do município. Não é que isso nos surpreenda, até pelo tanto que até temos exposto nos últimos anos. Mas é sempre perturbador perceber que os cidadãos se vêem obrigados a recorrer ao espaço da AM como tábua de salvação, qual grito de alerta, depois de goradas as outras tentativas. 

Merece especial atenção o caso levado ao púlpito pelo farmacêutico João Rocha Quaresma. Porque ali foi abanar a consciência (dos que a tiverem) das várias bancadas, chamando à atenção para o que está a acontecer na comunidade: a deslocalização consentida de farmácias, que um dia destes podem deixar a descoberto algumas populações das 17 freguesias. E isso, como bem notou o presidente da Junta de Freguesia de Meirinhas, João Pimpão, é o princípio do fim. 

João Quaresma foi cauteloso nas palavras, sabendo - como admitiu - que a intervenção poderia ser arrolada a um conflito de interesses. Mas, invocando o passado, e o tempo em que o pai (o também farmacêutico António Rocha Quaresma, ex-presidente daquele órgão autárquico) pugnou para que todas as freguesias tivessem a sua farmácia, arriscou exercer o que parece esquecido, tantas vezes: o exercício de cidadania.

Vamos então a factos: O que está a acontecer em Albergaria dos Doze já aconteceu em Almagreira - que depois da deslocalização da farmácia para o Louriçal, ficou apenas com um posto. Quem autoriza? A Câmara, cujo parecer é vinculativo. Só em função disso o Infarmed se pronuncia. Há vários anos que os proprietários (da Farmácia Torres & Correia, em Pombal, também donos da farmácia da Pelariga) tentam esta manobra. Começou no tempo de Diogo Mateus, que o rejeitou, prosseguiu no mandato de Pedro Pimpão, que numa primeira tentativa ainda se agarrou à nega do antecessor, mas que agora se prepara para aprovar a deslocalização da Farmácia de Santa Maria para Pombal. Pimpão vai escudar-se no parecer da Junta de Freguesia (favorável, pois), que por sua vez se muniu de um parecer dos proprietários (o nosso conhecido Rodrigues Marques e família) da outra farmácia local, a Albergariense, garantindo assegurar tudo - a distribuição de medicamentos a todos e até os trabalhadores...

Até agora os eleitos locais poderiam alegar desconhecimento. A partir desta AM, já não podem. A Saúde, que tem servido para alimentar tanto discurso político, passa também por aqui. Aguardemos então as cenas dos próximos capítulos desta caixa de Pandora acabada de abrir. 

20 de junho de 2025

O socialismo de polichinelo

 A “Junta” reuniu, ontem. Ontem já era tarde para acabar com aquilo, mesmo sabendo que nesta terra não há nada tão mau que não possa ficar pior.



O dotor Pimpão levou à reunião, de final de mandato, a criação de um Conselho Estratégico Municipal, que englobará as ditas forças vivas do concelho (onde é que elas estão?), e reunirá uma vez por ano, para se conhecerem, almoçar ou jantar, e posar para as fotografias, acrescento eu com grande segurança. Está em campanha - o único modo que conhece.

A dita oposição apresentou-se em modo balanço. Não do desempenho da câmara, como deveria ser, mas das suas próprias sandices. De mangas arregaçadas, e a arregaçá-las frequentemente, o franco-atirador de cartuxos sem carga - dotor Simões - atirou-se, como gato a bofes, à temática da Saúde, mais concretamente a falta de médicos de família no concelho, naquele seu estado de irritação forçada em que é preciso falar, falar e falar, só para provar a si mesmo que está com a razão. Nada é mais terrível e perturbador do que ver a ignorância em acção. Pegou no exemplo de Ourém, no seu regulamento de concessão de avultados benefícios aos médicos (suplemento remuneratório, subsídio de habitação e outras benesses) e acusou a câmara, que não tem qualquer responsabilidade nesta matéria, de não fazer o mesmo, de não aliciar/roubar médicos aos outros municípios, como fez Ourém. São estes ditos socialistas que não percebem nem fazem mínimo esforço para perceberem a natureza dos problemas, mas julgam que eles se resolvem atirando dinheiro para cima deles, que andam todos os dias com a defesa do SNS na língua, mas sempre dispostos a darem-lhe facadas com o dinheiro dos contribuintes. Isto para não falar do egoísmo subjacente ao salve-se quem puder. 

Burrice não é fazer más avaliações e avançar com más propostas, burrice é insistir nelas. Bastou ao dotor Pimpão deixar o dotor Simões (e à dotora Odete, que subscreveu a sandice) repetir até à náusea a retórica oca, leviana e aparentemente ingénua para sair dali, por contraste com aquelas fracas figuras, como um executivo lúcido.

30 de dezembro de 2024

O PS local e a Saúde

A recente concelhia do PS Pombal "decidiu" fazer da vasta temática da Saúde um cavalo de batalha da sua acção política. A decisão tem tanto de problemática como de desastrada - coisa de fugir…



Há vinte e tal anos, expliquei pormenorizada e - julgo – convincentemente que a temática da Saúde nunca deveria ser um eixo de acção política concelhia. E nos anos seguintes não o foi. Mas a concelhia do PS há muito perdeu a memória e o tino, atributos indispensáveis para poder ter algum sucesso.

O recente comunicado da concelhia sobre a exoneração do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde da Região de Leiria marca uma posição e um estilo -, um pavoroso ridículo que só acrescenta descrédito. 

6 de novembro de 2024

Hospital de Pombal: anatomia de um golpe


O poder político local abana-se de contentamento com a vinda da ministra da Saúde a Pombal, na próxima sexta-feira. E o que vem ela fazer? Inaugurar uma “obra” que está pronta há mais de um ano, e onde - sabe-se lá até quando e em que moldes - vai funcionar a denominada UICC - Unidade de Internamento de Cuidados de Convalescença: 15 camas destinadas a doentes que precisem de tratamento prolongado, ou no dizer do Centro Hospitalar de Leiria, de “tratamento e supervisão clínica, continuada e intensiva, para cuidados clínicos de reabilitação, na sequência de internamento hospitalar, recorrência ou descompensação de processo crónico, que possibilite a recuperação e incremento da qualidade de vida dos doentes”.

As notícias de hoje dão conta da abertura do novo serviço e do atraso que comporta. Porque a UICC era já um elefante na sala da administração da actual ULSRL: “a abertura só foi agora possível porque esteve dependente da autorização para contratação de recursos humanos”, escreve a Agência Lusa. Na verdade, não foi bem assim. Esta versão oficial não conta que vários médicos foram abordados para liderar o processo, e recusaram.

Porque não é atractivo.

Porque o Hospital Distrital de Pombal agoniza há anos, tornou-se verdadeiramente o chamado Hospital-da-boa-viagem; foi completamente esvaziado de equipamentos, de serviços e de recursos humanos, sobretudo a partir do momento em que foi absorvido pelo Centro Hospitalar de Leiria. Mas disso já aqui falei há muito.

A quem interessa esta UICC? Que mais valia traz a Pombal? São perguntas para fazer ao senhor presidente da Câmara e à senhora ministra, ou até à administração do CHL - enquanto lá estiver.

Como importante nota de rodapé, lembremo-nos que o edifício é propriedade da Santa Casa da Misericórdia de Pombal. E que a mesma ministra tem vindo firmar acordos “de cooperação” com a União das Misericórdias.

E na oposição, está aí alguém?

27 de janeiro de 2023

O que vai acontecer ao Hospital de Pombal ?

 


O destino do Hospital Distrital de Pombal está traçado. Esta semana o nosso Pedro regozijou com aquele que considerou ser "um dia muito importante para Pombal e para a região", pois que assinou com o Centro Hospitalar de Leiria um protocolo que transformará o nosso hospital numa Unidade de Internamento de Cuidados de Convalescença. Em linguagem prática, significa que o hospital vai tornar-se, oficialmente, naquilo que já é na prática: uma espécie de casa de repouso, com cuidados médicos, mas agora pronto para receber pessoas de todo o distrito, ou pelo menos da área de alcance do CHL. 

O Pedro estava tão contente que veio para o Facebook enaltecer (como sempre...)  este "compromisso, que consiste na aquisição de equipamentos para esta nova valência, na ordem dos 208 mil €". E esses, claro, serão pagos pela Câmara. Por nós, portanto. Se o Pedro não vivesse toldado pelo seu alter-ego de profeta da boa vontade, aproveitaria o momento para bater o pé - como compete aos autarcas. Para questionar, com propriedade, o que vai acontecer ao (resto) do HDP. E perguntar-se-ia o que ganhámos, afinal, com a integração no Centro Hospitalar de Leiria? Não, não perguntaria. Porque sabe a resposta. Sabe ele e sabemos nós: nada. Perdemos não só recursos e meios no internamento, na cirurgia, e vamos tendo aquilo a que ainda chamam Serviço de Urgência com serviços mínimos. E isto porque, por ora, interessa ao CHL. Como nos dias em que a urgência de Leiria fecha e os doentes são encaminhados para cá, mesmo com dois médicos e três enfermeiros apenas. Mesmo que aqui não se façam exames complementares de diagnóstico quase nenhuns.

Aos poucos, o HDP foi sendo esvaziado. Resta-nos, então, esse papel, pomposamente chamado de UICC. 

O coro politiqueiro do PSD, que integra parte do exército PP (Pedro Pimpão), e muito gosta  de vociferar nas Assembleias Municipais contra a política do governo central, comparando "o bem que aqui se faz com o mal que lá é feito", pode ir afinando as vozes para louvar mais este feito.

 Foi um dia histórico, sim. Mas para o capítulo final daquele edifício enquanto Hospital. 

19 de março de 2022

Perdoai-lhes, Pai

 



Estava tudo  programado para ser um Dia do Pai notável e extraordinário. Doutora Marto -  essa mártir do executivo que aqui ficou sozinha, enquanto todo o resto do executivo foi passear para a BTL - convocou uma importante reunião para esta manhã, em nome de um dos seus pelouros, o da Promoção da Saúde. O encontro era importante, com os fundadores e coordenadores das USF do concelho de Pombal, "com o intuito de partilhar a experiência das USF, bem como os seus benefícios e desafios, com os/as Presidentes de Junta de Freguesia / União de Freguesias, Vereadores do Município de Pombal e coordenadores das atuais UCSP". Coisas da saúde, portanto, que entretanto vão cair no colo do Município, a quem caberá agilizar a reorganização dos cuidados de saúde primários, em cooperação com o ACES. 

Mas isto aqui na terra é como diz a canção do JMB: "quero ser feliz, porra! quero ser feliz agora!", de maneira que o futuro pode esperar, e a reunião (que deveria ter acontecido em Vila Cã, essa terra-fetiche dos políticos, ultimamente) foi desconvocada em cima da hora, sem aviso nem justificação. O problema é que a malta voltou tarde do passeio, e ainda não se orientou. Doutor Pimpão tem a Felicidade para preparar (coadjuvado pela doutora Catarina); doutora Gina tem o turismo, o arquiteto Navega tem todas as obras, e doutora Marto tem o resto da Câmara às costas. Tenham lá paciência...

6 de abril de 2020

Pornografia mediática


Vivemos - uns mais, outros menos - tempos de angústia, medo, tristeza e dor. Tempos que deveriam exigir a todos contenção, descrição, pudor e decência. O cidadão comum tem sabido levar a coisa. O que destoa mesmo é a sistemática pornográfica mediática dos nossos políticos - em fotos, vídeos, reportagens, entrevistas, comunicados, aparições, etc.
Ainda a publicidade e a propaganda política davam os primeiros, já Abraham Lincoln – esse enorme político – afirmava que “o que mata uma doninha é a publicidade que faz a si própria”, e um grande publicitário afirmava que “uma grande campanha publicitária fará um mau produto fracassar mais rapidamente”. 
Se se escrever direito por linhas tortas, do mal o menos!

26 de março de 2020

Quando cai a máscara

Esta semana um grupo de Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS's) sentiu na pele a diferença entre propaganda e apoio. 
Toda a gente sabe que há uma crise europeia que dificulta a aquisição de equipamento de protecção individual, e por isso foi sensato, da parte de uma vintena de IPSS's de Pombal, solicitarem a ajuda Câmara como intermediário para encomendar máscaras - a um fabricante que apenas vendia volumes superiores a 3000. Muito solícita, a autarquia prontificou-se a encomendar. Chegaram esta semana, e têm um custo total na ordem dos 1650 euros. 
Para espanto das IPSS's (por estes dias com a corda na garganta, muitas delas), a Câmara fez-lhes chegar a respectiva factura, a cada uma. 
Não sei quantos telemóveis dá para comprar com essa verba, também não sei quantas instituições pagam água (aquela medida extraordinária de diminuir a factura em 50% não se aplica a algumas delas...), mas sei que todas precisam no imediato de material de protecção.
E pedir este dinheiro chega a ser obsceno. 

25 de setembro de 2019

E chove no Centro de Saúde de Pombal



Tal como o sol, também a chuva quando cai é para todos. 
Eis a solução encontrada para aparar os pingos, no Centro de Saúde de Pombal.
Porque afinal #PombaléSaúde e ninguém quer ficar para trás em matéria de obras tortas.

13 de março de 2019

A Armadilha

No Verão de 2017, assistimos todos a uma “operação de marketing” perfeito: Instalou-se o boato de que a extensão de saúde do Louriçal iria encerrar e que toda a população Louriçalense teria que se deslocar à Pelariga para aí ter acesso aos cuidados de saúde.
Consequentemente, mobilizaram-se as populações, fizeram-se manifestações, convidaram-se as televisões, e pasme-se …  promoveram um debate publico (ao ar livre, no centro da vila) sobre o “suposto encerramento” (sim, aquele que ninguém sabia que ia encerrar; só a Junta de freguesia era detentora dessa privilegiada informação em plena campanha eleitoral…)
Hoje, a extensão de saúde não encerrou, como vai ter um novo centro de saúde!
O antigo jardim de infância vai sofrer obras de requalificação, estando previsto um novo espaço, com 5 gabinetes médicos(?), 2 salas de enfermagem e 2 salas de tratamento, num total de cerca de 675 mil euros de investimento suportado pelo nosso Município!
Lembram-se do Carriço, da Mata Mourisca e da Ilha? Pois eu lembro-me bem. Temo pelas populações de Almagreira, Pelariga e Redinha, que à custa de um boato, o José Manuel Marques, antecipando-se aos seus colegas presidentes de junta, conseguiu praticamente garantir com esta construção, a criação da futura USF no Louriçal. E quando (e se) encerrarem as 3 extensões de saúde, vamos ter as populações destes territórios (acompanhados pelos seus eleitos locais) a reclamar e a acusar a tutela desta responsabilidade!
Vai daí, e já antevendo este cenário, os Presidentes de Junta, conjuntamente com o Presidente da Câmara, iniciaram mais uma “operação de marketing” com um novo “modus operandi”, a que assistimos na ultima AM.
A sério que nenhum dos Srs. Presidentes de Junta dos territórios ameaçados, entendeu a armadilha que o “Zé Manel” vos colocou?

1 de março de 2019

Em Pombal as coisas não funcionam

A AM transformou-se numa enfiada de tesourinhos deprimentes. Mas, por muito que muitos se esforcem, continua a ser difícil atingir o registo do coveiro-mor. Na última, interveio para afiançar que “em Ourém as coisas funcionam bem, e em Pombal não funcionam”. Estava "muito verdadeiro" ou a boca fugiu-lhe para a verdade?

26 de fevereiro de 2019

Falemos de Política, ou de falta dela

Com a economia a funcionar bem, o PPD/PSD do economista Rui Rio percebeu que não era a falar de economia que subiria nas sondagens. Vai daí, centrou a sua acção política nas áreas sociais mais relevantes: Educação e Saúde – mais nesta, porque dói mais.
A acção política do PPD/PSD na oposição segue sempre o mesmo esquema, testado com sucesso no verão quente de 74. O estratagema começa sempre pela fase de guerrilha, normalmente aos sistemas públicos, de forma a comprometer a sua operacionalidade e imagem; depois faz descer a guerrilha às bases, usando a sua forte rede autárquica (cada vez menos forte); estimula o descontentamento nas pessoas pelo mau serviço ou pela percepção de maus serviços públicos; vira as pessoas contra o poder instalado; e, se resultar, uma vez no poder, aproveita o descontentamento contra os serviços públicos para desmontar e repartir o “bolo” pela clientela.
Por cá, o estratega delineou o estratagema para cumprir não um, mas dois propósitos: por um lado, desenvolver o plano nacional; por outro, fazer fogo de barragem ao escândalo local.
Que o PPD/PSD actue desta forma compreende-se: está no seu ADN e faz o seu papel. O que não se compreende – irrita até o mais paciente - é que os dirigentes e representantes do PS nos órgãos autárquicos embarquem no estratagema; e se juntem ao PPD/PSD, contra o património político mais relevante do partido que representam, com um discurso anti-ideológico - patético, ingénuo e imprudente - numa das matérias mais ideológicas.
Deus lhes perdoe…


18 de fevereiro de 2019

O que vai acontecer ao Centro de Saúde de Vermoil?



O povo, sempre sábio, fareja que qualquer coisa está para acontecer aos serviços de saúde, mesmo que aparentemente aquela sessão de sexta-feira passada tenha sido apenas uma "sessão informativa sobre o funcionamento e organização dos serviços locais de saúde/unidades de saúde familiares".
Só assim se percebe que numa terra desertificada e pouco dada a ajuntamentos o salão da Junta tenha sido insuficiente para receber tanto freguês, obrigando a transferir o encontro para o salão da Igreja.
"Diz que querem fechar o centro de saúde e construir um grande que sirva Vermoil, Carnide e Meirinhas...nas Meirinhas". Será? Será que o povo vê fumo e lhe cheira a fogo? Ou estamos a fazer a cama à descentralização de competências sem nos apercebermos? E porque é que não se aproveitou a ocasião para perguntar, preto no branco?
As explicações de Rui Pedro Valente foram claras, mas não para uma população idosa, que maioritariamente não utiliza a internet e passa ao lado de "plataformas online" e toda a linguagem inerente.
Este é um assunto para acompanharmos, nos próximos tempos. 

28 de novembro de 2016

“Nós somos, todos, muita Trampa”

Foi assim que Diogo Mateus classificou o seu executivo; quando discutiam, na última reunião, o regulamento de transportes para os utentes da USF do Oeste. A discussão atingiu os níveis degradantes que atingem todas as discussões políticas em Pombal quando há divergência significativa, independentemente dos protagonistas.
Mas, afinal, na distribuição de subsídios, estão uns para os outros, e ambos contra nós; senão vejamos:
(i) A presidente da Associação Doentes de Alzheimer foi à câmara pedir (sondar) um subsídio para a compra de um veículo, em segunda mão, para o serviço de apoio ao domicílio;
(ii) O presidente da câmara prometeu à presidente da Associação Doentes de Alzheimer um subsídio de 8.000 €; que - no seu dizer - ela achou generoso;
(iii) A oposição, pela voz do seu líder e, agora, putativo candidato à câmara, achou pouco e propôs a atribuição de mais 2.000 €, sem sequer (se ter preocupado) saber se eram necessários;
(iv) A maioria aceitou a proposta da oposição; com o desconforto evidente de ter sido ultrapassada pela direita, na bondade das benesses.
Acham que esta gente gere o seu dinheiro como gere o nosso? Então, porque lhe confia o seu/nosso? 

4 de outubro de 2016

Quixotescamente

A escolha do tema e a forma como o PS tem conduzido a polémica sobre a Unidade de Saúde Familiar do Oeste é um tratado de inabilidade política, como bem o desmontou Diogo Mateus, na assembleia municipal (ver vídeo, minuto 47).
Mas quem manda o PS trocar a sua postura mansa e pacifica por contendas arriscadas sem nenhum potencial de ganho?
Resultado: caíram logo na boca do lobo… É o que se chama, sair de casa para ir à procura de lã e vir de lá tosquiado.

15 de setembro de 2016

Quando o feitiço se volta contra o feiticeiro

O feitiço é a nova e grandiosa Extensão de Saúde da Guia: um presente envenenado que o príncipe quis ofertar ao Estado e aos súbditos do oeste. Engano seu: o Estado não o agradeceu e a maioria dos súbditos rejeitam-no. Assim, o feitiço virou-se contra o feiticeiro. O príncipe foi, mais uma vez, pouco astuto: fez o que não lhe competia fazer e arrisca-se a ficar com o odioso da coisa, a ter mais prejuízo que proveito, à porta das eleições
Tanto assim é, que o empreendimento está concluído há muito tempo, mas ninguém lhe quer pegar. Até já foi ocupado clandestinamente, mas, estranhamente, ainda não foi inaugurado. Há muito que os senhores doutores ocuparam os gabinetes do novo empreendimento, e por lá ficaram sem reparo. Recentemente os funcionários administrativos, por não suportarem o efeito de estufa da envidraçada sala de recepção, nos tórridos dias de Agosto, seguiram-lhe o exemplo: pegaram nos computadores e mobiliário e mudaram-se para as novas instalações. Falha deles, que logo chegou à tutela que ordenou o retorno imediato às velhas instalações (nesta terra não são permitidas veleidades à arraia-miúda). Só que, decisões despropositadas e injustas são de implementação difícil; e, apesar de a temperatura ter amainado, os funcionários continuam nas novas instalações.
O príncipe revela muita indecisão; mas, nestas coisas, costuma dizer-se que o perigo está na tardança. E o pior está para vir!

15 de maio de 2016

Guia prático para quem vai ao "novo" Centro de Saúde


Depois de lá ter estado na sexta-feira (algumas horas antes do senhor que caiu nas escadas e seguiu para o hospital, com prognóstico reservado), atrevo-me a pedir cautelas aos que, forçosamente, não escapam - uns porque não querem, outros porque não podem - ao serviço público de saúde. 

1. Ao chegar, tenha cuidado com as enganadoras portas de vidro. Não se percebe qual delas abre, por isso é melhor aproximar-se com pés de lã.

2. Quando entrar no edifício não vai encontrar qualquer sinalética (a não ser que a coloquem no fim-de-semana). Terá a sensação de estar no velho edifício, mas pintado de novo. Há uma mesa e umas cadeiras à volta, apenas, no átrio. Descanse, não lhe vão dar formação de como usar o serviço, embora não fosse mal pensado...

3. Como não há sinalética, damos uma ajuda: as consultas da USF (Unidade de Saúde Familiar) do Marquês e de São Martinho funcionam no primeiro andar. O rés-do-chão ficou destinado aos serviços de secretaria, saúde pública e afins. Estamos em crer que os autores deste projecto pensaram ao pormenor no envelhecimento activo, e no exercício físico que é recomendado aos nossos idosos. Sendo certo que a maioria não é muito chegada aos elevadores, a alternativa é subir as escadas se quiser ser consultado.

4. Quando descer, faça-o com cuidados máximos. Quem usa lentes progressivas queixa-se das fitas pretas que delimitam os degraus, traiçoeiras, por isso toda a atenção é pouca.

5. No interior do edifício procure falar baixo. Falhou ali qualquer coisa na insonorização do edifício, por isso é natural que a péssima acústica baralhe funcionários administrativos, enfermeiros, médicos e utentes.

6. Faça um esforço por não precisar do "ginásio", suposta sala de recuperação. Como o edifício se revelou aquém das necessidades mesmo antes de ser inaugurado, foi necessário colocar lá umas secretárias...

7. À saída, aprecie a beleza do edifício por fora. Lembre-se que também pagou parte daquele 1,2 milhões de euros que custou a remodelação.