30 de julho de 2021

Corta, corta, corta…

… que nisto das emissões quem manda sou; e enquanto eu mandar, falas se falares como deve ser…

Pensas que podes dizer o que queres, pensas?

Pensas que podes vir para aqui defender o teu amigo, e atacar-nos, pensas?

Pensas que és o maior, pensas?

Achas-te engraçado, engraçadinho? Mas comigo não fazes farinha, não troças nem (me) metes uma pulga atrás da orelha…, que eu não deixo. 

O mal foi terem-te deixado falar… Quem está, está; quem não está, não está… Aqui não devia haver mas nem meio mas… Ai se fosse eu a mandar nisto tudo… Mas como temos aqui muito banana, que não os tem no sítio, bastou falar-lhe grosso para ele meter o rabo entre as pernas. 

Mas pronto, pio cortado festim acabado. 

29 de julho de 2021

Tempos de mudança

Anunciam-se tempos de mudança na política pombalense. O que, em princípio, são boas notícias.

O PSD – Pedro Pimpão – apresenta-se às eleições com uma lista totalmente renovada. Não reconduz nenhum dos actuais vereadores. Faz bem. Mostra que, apesar de três décadas no poder, continua a saber ler a realidade e a saber tirar conclusões.

O movimento (uniformemente retardado) de Narciso Mota chocou com a realidade. Berrou. A desistência é um dos poucos momentos de lucidez, que permite colocar um ponto final no descrédito dos intervenientes.

O PS continua igual (com a mesma e…). É um partido que perdeu a noção da realidade, que foge dela como a avestruz (enfia a cabeça na areia convencida que não vendo ninguém também ninguém a vê). O problema são as eleições. Nelas é preciso mostrar e dar a cara. E quem mantém a cara enfiada no subsolo durante quatro anos não pode ter cara para mostrar quando dela mais precisa. Se conseguir participar nas eleições é já uma pequena vitória. Mas com tanta intriga e desistências vai ser difícil.

28 de julho de 2021

Nós, os desfalcados

Uma notícia da agência Lusa nesta quarta-feira, 28 de julho, coloca a nu aquilo que os censos de 2021 revelaram, aquilo de que há muito suspeitávamos e temos vindo a dizer, aqui no Farpas: estamos sem gente, estamos a perder população a todo o vapor. De tal ordem que somos o único concelho do distrito de Leiria que perde mandatos. "Abusaram tanto deles, que perdemos dois", disse-me esta manhã um camarada, quando comentávamos esta triste realidade. 

Partimos para as eleições autárquicas assim. Desfalcados. Por isso é um tanto risível ouvir os chavões que o putativo próximo presidente utiliza, no modo campanha, prometendo mundos e fundos do digital, da sustentabilidade, como se só agora tivesse descoberto o buraco em que estamos. Nós, que temos aqui tudo à porta, que enchemos a boca com a centralidade, com as vias de comunicação, como aludia um secretário de Estado que aqui veio há poucos dias apresentar a candidata do PS. 

Começa a ser ofensivo, para quem cá ficou, ouvir esse chorrilho de palavras ocas. Quando falo do caso da terra aos camaradas da imprensa regional que resistem, no país, enquadro o nosso empobrecimento: os jornais fecharam porque o tecido empresarial definhou, porque o poder não gosta de verdades incómodas. Ouçam-se as rádios e atente-se no que é a publicidade: a oficina, a tasca, a mercearia. Ou nem precisamos de tanto: uma volta pelo coração da cidade, por estes dias (em que até temos mais gente, graças aos que vêm à terra visitar a família, depois de terem partido à procura do que aqui não tinham) ilustra bem o estado a que chegámos, com as lojas vazias. Pombal é nada menos que uma cidade em agonia, graças a essa insuficiência cardíaca. Foi bom para o Pimpão [Pedro], que assim conseguiu um espaço catita para sede de candidatura. Ate setembro, é menos uma loja fechada.

Todo esse estado comatoso com que partimos para as eleições autárquicas é uma espécie de pescadinha de rabo na boca - Sem gente não há movimento, sem dinâmica não há crescimento; assim se explica tão facilmente a descredibilização da política e a dificuldade que os partidos tiveram em fechar listas. Deixou de ser atractivo integrar um órgão autárquico. Aqui chegados, talvez não fosse pior que as candidaturas repensassem o que dizem nos programas - se os houvesse. Que experimentassem uma espécie de back to basics - para sermos modernos. Deixem-se lá da conversa de atrair mundos e fundos, e preocupem-se em segurar os que ainda cá estão. Em dar alguma qualidade de vida aos mais velhos (foi a parte que fixei do discurso de Odete Alves), que são a esmagadora maioria. O tempo já não é o dos Lares, Centros de Dia e Apoio Domiciliário. É outro. 

E nós que passámos a vida a apresentarmo-nos como um concelho do litoral, estamos desgraçadamente no plano do Interior, só que sem oferta turística, sequer. Somos então 48.966 eleitores, menos 3.216 do que há quatro anos. 



23 de julho de 2021

O partido do Jardim da Várzea

Hoje, ao final da tarde, o PS local vai apresentar a Candidatura às Eleições Autárquicas no Jardim da Várzea. A escolha do local tem tanto de acertada como de inevitável. O partido do Jardim da Várzea fica sempre bem na Várzea. 

O PS foi sempre da Várzea, mas só nos últimos tempos ficou conhecido pelo Partido da Várzea, ou mais concretamente, pelo Partido do Jardim da Várzea. Ser da Várzea ou pela Várzea não é um handicap para uma corrida autárquica, antes pelo contrário. Handicap é ser o partido do Jardim da Várzea, é ser o partido só do Jardim da Várzea. 

Custa muito, a um democrata, ver um partido com a responsabilidade e a história do PS local chegar ao final do mandato autárquico associado unicamente à questão do Jardim da Várzea. E mesmo nesta, ter ido simplesmente a reboque da opinião pública, atrás da onda.

Passaram mais quatro anos, que somam a outros vinte, um mandato cheio de polémicas, de irregularidades e de guerras declaradas entre os protagonistas no poder; e, mesmo assim, o PS que hoje se apresenta aos pombalenses não é novamente alternativa. É um partido resignado à sua condição de apêndice, enfraquecido, dividido, descrente, apático, sem ideias nem instinto político, conduzido por figuras que nem mesmo chegam a saber para que serve a política, que vivem demasiado à parte da comunidade, destituídas de razões pró ou contra o que quer que seja.

Custa e talvez seja desnecessário falar disto. Mas há realidades que, por muito que façam doer os olhos, e os sentimentos, não se podem ignorar.

18 de julho de 2021

O Novo Salvador


 

45º Aniversário do TAP

Termos uma companhia como o TAP em Pombal é um enorme motivo de orgulho. Os anos passam, mas o grupo tem sabido manter viva a inquietação que o encoraja a abraçar as mais exigentes parcerias. As comemorações do 45º aniversário, que terminam hoje, são a prova disso mesmo. E como o melhor vem sempre no fim, o TAP convida-nos para "O Banquete", servido hoje às 21h30, no Teatro-Cine, numa encenação de António Oliveira e Julieta Rodrigues, da Companhia Radar 360º. Muitos parabéns ao TAP!

15 de julho de 2021

Vão para dentro, que se constipam


 

O presidente da Câmara e a vereadora da Cultura chamaram a imprensa esta semana para anunciar o programa que assinala as festas do Bodo - ainda congeladas pela pandemia.

Além do Arunca com água e das farturas em três ou quatro pontos da cidade, o Município elaborou um programa com vários apontamentos musicais e exposições, chamando-lhe na mesma "em dias de Bodo", tal como fizera no ano passado. Só que desta vez o palco não será a Praça Marquês de Pombal. Julgávamos (muitos de nós) que seria o 'jardim' do Cardal, travestido de praça desde as obras, pois que ali decorreu recentemente o primeiro espetáculo do Festival Sete Sóis Sete Luas, bem como o 'Crianças ao palco', organizado pela Junta.

Mas eis que Diogo Mateus e Ana Cabral anunciaram a surpresa: os espetáculos não são ao ar livre, mas antes no Teatro Cine e no (ressuscitado) auditório da biblioteca. Escudaram-se nas indicações das autoridades de saúde. Ora, como todos sabemos, todos os especialistas à escala nacional e mundial apontam as atividades ao ar livre como mais seguras no que respeita à transmissão do vírus e propagação da covid-19. Mas no concelho de Pombal é diferente. Não deixa de ser estranho que a mesma autoridade de saúde autorize animação de rua nas praias do mesmo distrito de Leiria, por exemplo. 

Pombal será um caso de estudo, também nesta matéria. Além dos dias de Bodo, também o ATL da Junta de Freguesia de Pombal viu chumbadas as idas à praia com as crianças. Não vá o vírus esconder-se no parque do Osso da Baleia. Mas podem ir ao aquaparque, ok?

Por último, percebemos que está tudo bem quando não há perguntas sobre nada disto. 

10 de julho de 2021

PARA, ou a vã glória de subsistir

Nos últimos anos o Farpas tornou-se um nome conhecido nos corredores dos tribunais. Até hoje, a Justiça foi o que tem de ser: justa. Para desgosto dos poderes instalados e dos que se querem instalar...

No caso mais recente, o juiz não só não pronunciou o arguido como discorreu de forma brilhante sobre o que deve ser o exercício da liberdade de expressão, a crítica e a honra. Sobre o que é o Farpas. Foi a propósito de um post publicado em março de 2019 anunciando a criação de uma associação que morreu na casca - embora estejam criadas todas as condições para renascer. Falamos da  PARA - projectos de apoio a recursos para o autismo, cuja direção é presidida pelo homem de mão de Pedro Pimpão para a área da comunicação - Patrick Mendes - tendo como diretora executiva a sua mulher, Viviana Mendes. Depois juntam-se ao ramalhete outras flores locais, que não contam para o caso, à excepção da cândida presidente do CDS, Liliana Silva, que fotografou e difundiu a constituição dos órgãos sociais da associação e deixou que outra pessoa fosse acusada de 'toupeira', no seu lugar.

Há capítulos da história que, por ora, me vou abster de contar. Como os que envolvem a manipulação da Associação de Pais como meio para atingir um fim. Por ora, importa sublinhar aqui outras coisas:

1. Diogo Mateus percebeu bem o que ali estava em causa. Podemos acusá-lo de muita coisa mas não de compadrio e amiguismo

2. Pedro Pimpão é presidente da Assembleia Geral da Associação PARA, e mesmo antes de chegar ao poder já está a dar a mão aos amigos. Por isso são exageradas as notícias da morte desta nobre associação - que logo na primeira reunião aprovou a criação de um posto de trabalho para a mulher do presidente - como aventava na sua alegação o advogado Edgar Domingues, responsabilizando-nos por tal infortúnio. 

3. Quem tem dinheiro para contendas judiciais não precisará, certamente, dos dinheiros públicos. Agora só precisa de embrulhar a decisão do tribunal e prosseguir nessa senda que é #umanovaambicao

foto in https://www.psd.pt/pt/cen/justica

A Síndrome


 

9 de julho de 2021

Ora viva, senhor deputado


 

A partir de segunda-feira o jovem Joel Gomes vai ser deputado na Assembleia da República, substituindo no cargo um político de carreira: João Paulo Pedrosa, que assumirá funções de direção na Segurança Social de Leiria. 

O Joel veste bem a pele de socialista local, no que respeita à capacidade de encaixe e impermeabilidade à crítica. Por isso podem apressar-se a pedir-lhe amizade nas redes sociais e a felicitá-lo por tão suadas funções, fruto de um trabalho político ímpar que desenvolveu ao leme da JS de Pombal e do distrito de Leiria. É chegada a hora do país conhecer a capacidade de intervenção, e sobretudo as posições que defende. Fogo à peça, Joel!

8 de julho de 2021

Sinais dos tempos: o PSD socializou

Em Pombal, temos – também - dois PSD`s: o da câmara e o alternativo (à câmara e às juntas). O da câmara governa, com agenda própria, movido pelo fazer por fazer, e agora pelo não-deixar-fazer; o alternativo escorraçou o actual e esperava que os dias passassem depressa, sem fazer ondas, pelo “pote”.

Mas, entretanto, deu-se conta que o actual dono do “pote” o quer deixar vazio, e, se possível, roto. Os alarmes tocaram. A compra do Hotel Pombalense foi o verdadeiro sinal de alarme. Vai daí, decidiram, na última reunião da comissão política, realizada anteontem, que é preciso tomar posição pública contra a perniciosa compra. E rejeitar a proposta de compra que o executivo terá que submeter à assembleia municipal.

Isto promete.


6 de julho de 2021

Onde se dá conta da mui digna cerimónia da conquista da ensinança inferior e da eminente conquista do Pança

Aos dois dias do mês de julho do ano de mil seiscentos e vinte e um, o nosso mui alto, magnânimo e esforçado Príncipe conquistava para o reino uma extensão da Escola Superior do reino vizinho, que aqui virá ministrar ensinança dita de inferior, mas mui necessária para este atardado reino. 


A mercê foi concedida pelo mui digno e singular ministro da ensinança superior do reino de Portucale, grande criador e defensor da ensinança inferior, que foi recebido, com grande solenidade, ordem e regimento, no mui bem engalanado auditório da biblioteca do reino, para a concretização do acto. Para a dita cerimónia foram igualmente convidados a regedora da região centro e o mui distinto reitor da dita escola superior, agora dedicada ao inferior. O Príncipe fez-se acompanhar pela bibliotecária-mor, promovida a educadora do reino, pelo ministro das obras-tortas e pelos principais senhores e senhoras do reino que muito embelezaram o rito. A doutora das mouriscas completou discretamente o enfeite.

Na hora de falar, o Príncipe fez uma arenga mui bem-feita e bem conforme aos ditos cursos, esqueceu por momentos as críticas à política de ensino do reino, e meteu palavras e sentenças tão notáveis que pareciam de prudente príncipe. No final, agraciou as ditas figuras com medalhas (de latão) e cabazes de comedura.

O Pança esteve, desta vez, diligente e discreto, mostrou muita prestança, trato e proficiência na disposição e assento das distintas figuras segundo as suas precedências. No final, intercedeu, junto do Amo, por uma reunião como ministro do reino, que o meteu logo no lugar, sussurrando-lhe que “reuniões com ministros do reino não são coisa para criaturas da tua condição”. 

No mesmo dia, depois de tudo feito e acabado, o Príncipe alardeava grande contentamento pelo número, mas o Pança não disfarçava o azedume.

- Estais chateado, Pança, depois de tão grandiosa jornada?  

O Pança puxou o pé direito para junto do esquerdo, endireitou-se, hirto, levantou os calcanhares, encolheu a barriga, franziu a testa e encheu as bochechas.

- Estou, e tenho que estar, porque o Senhor é muito desagradecido – replicou o Pança. Agora que me proponho conquistar um condado, só para mim, e quando precisava muito da Vossa ajuda e amparo, Vossa Mercê nem se digna mexer uma palha por este tão leal e esforçado servidor.

- Apoio, sim, se o merecerdes…

- Claro que mereço, uma extensão desta dita escola no meu condado, e até merecia mais. 

- E tendes, nesse teu condado, necessidades de ensinamento que justifiquem a dita escola?

- Claro, Alteza… 

- Então dize-me, quais…?

- Técnico de semeadura da fava; técnico de apanha e descasca da fava; técnico de cozedura da fava; técnico tirador de finos; técnico virador de frangos; etc.

- Tendes ideias, e necessidades... Mas dize-me outra cousa, Pança: sois vós, que não sois doutor, que ireis administrar a dita escola? 

- Bem sei que para isso, que o Senhor refere, é preciso um canudo, e bem sei que ainda o não tenho - vou adquiri-lo na dita escola -, mas já sou reconhecido como tal, e até já dou ordens a doutores, doutoras e até a ministros deste reino, bem dadas e melhor obedecidas. 

- Então, quem tendes para a reitoria da escola? 

- Tenho tudo alinhavado; já falei com uma doutora, com dois cursos, minha conterrânea, que aceitou logo o cargo…

- Não me digas que é a Flor?! 

- Essa mesmo… - confirmou o Pança; e completou: - é pessoa de muito mando e palavreado, que muito nos tem ajudado nas refregas. Veja só, Alteza, como ela meteu o conde do Oeste na ordem e se atirou aos nossos traidores.

- Não haja dúvida, Pança; sois um homem apaixonado por poder, e por favas… Apesar do pouco siso, entendimento boto e ânimo temerário, foste-me leal. Conceder-te-ei a mercê que tanto suplicas – extensão da escola de ensinança inferior no teu condado.

- Em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo; Ámen. (Deve estar algum Santo para cair do Altar, pensou mas não o disse). Obrigado, Alteza. Deixai-me beijar as reais mãos e jurar-Vos lealdade eterna.

- Vai com Deus, Pança, e sempre na Graça de Deus, e não abuses da sorte nem do cargo, que por tão estreita senda vai o conde, ou o príncipe, como o jornaleiro.

                                                                                    Miguel Saavedra


4 de julho de 2021

Importa-se de repetir?


A Câmara Municipal de Pombal anunciou, com grande alarido que, a partir do próximo Ano Letivo, Pombal passará a disponibilizar na região de uma oferta formativa de Cursos Técnicos Superiores Profissionais (TeSP) e Pós-Graduações, no sentido de responder às necessidades de qualificação do tecido empresarial e criação de emprego científico. 

Criação de emprego científico? Importa-se de repetir?

Para que conste, sempre considerei que a vinda de um pólo de ensino superior para Pombal não é, de maneira nenhuma uma prioridade para o desenvolvimento concelhio. Ao contrário do que muitos autarcas pensam, um estabelecimento de ensino superior não é um barracão onde alguém coloca uma placa a dizer “Universidade inaugurada pelo Senhor Fulano de Tal...”  Uma instituição de ensino superior de qualidade necessita de professores altamente qualificados, alunos motivados, infra-estruturas adequadas, bibliotecas, e muito, muito mais.

Convém clarificar que o que agora se propõe para Pombal é tudo menos um pólo de ensino superior. O protocolo de cooperação entre o Politécnico de Leiria e o Município de Pombal prevê a criação de um Núcleo de Formação para ministrar seis cursos TeSP, que são ofertas formativas não conferentes de grau académico, cuja conclusão, com aproveitamento, conduz à atribuição do diploma de técnico superior profissional. 

Vou abster-me de emitir opinião sobre estes cursos e a forma como têm sido usados para servir os propósitos tanto do governo como dos politécnicos. O que não posso deixar passar em claro, no entanto, é que se afirme que estes cursos visam a criação de emprego científico. Para além de ser insultuoso para quem tem procurado uma formação que corresponda a esse perfil, essa afirmação pretende dar a ideia (falsa!) que, de facto, se está a criar um pólo de ensino superior em Pombal. 

Pombal é um concelho muito empreendedor mas a sua vocação não é o ensino superior. Para além disso, os recursos não são ilimitados e, como tal, há que perceber quais as nossas potencialidades e estabelecer prioridades. O dinheiro que se gasta com este capricho dos TeSP poderia servir para a criação de uma incubadora de empresas de base tecnológica, de um cluster de indústrias criativas - etc, ideias não faltam -, que aproveitasse a proximidade com o Politécnico de Leiria, por um lado, e com a Universidade de Coimbra, por outro. Aí sim, estaríamos a potenciar a criatividade dos nossos jovens e poderíamos dizer que Pombal promove a criação de emprego científico. Caso contrário, são fake news

2 de julho de 2021

Meia pensão ou pensão completa?

 


Hoje foi aprovado a compra do Hotel Pombalense no valor de 2 milhões de Euros. Negócio esse “cozinhado” e ocultado aos pombalenses, pelo menos desde Dezembro de 2020 (data que constam nos “relatórios” dos peritos avaliadores do imóvel).

Pela informação do Presidente, foi a própria Administração do Hotel que apresentou a proposta de o Município adquirir o imóvel(?!)

O edifício tem como previsão a instalação do pólo de cursos TeSP do IPL, eventualmente o Julgado de Paz e ainda, alguns serviços municipais! Um edifício polivalente, portanto, que serve para tudo, ou não servirá para nada disto.

Hoje, esta venda foi aprovada com os votos de Diogo Mateus, Pedro Murtinho, Ana Cabral, Pedro Martins e NARCISO MOTA (o mesmo que com o seu voto permitiu as obras no Jardim da Várzea).

Narciso Mota, um elevado paladino da “Transparência” e da “Verdade”, não quis comprometer-se reprovando uma compra, onde alegadamente pende um processo judicial por inventário e portanto, poderá saír caro aos Munícipes (lembram-se do muro de Abiúl?).

O que terá aconselhado o Advogado avençado do Município?

O executivo e Narciso Mota não tiveram pejo em deixar para o próximo executivo municipal, a grande possibilidade de o mesmo herdar um problema. “Pai” e “Filho” (DM/NM) nos negócios polémicos e nos “elefantes brancos”, estão como sempre estiveram: em comunhão de bens!

Estou expectante pela próxima Assembleia Municipal (a ultima deste mandato). A sua principal função é a de fiscalização. Espero mesmo que os membros de todas as bancadas cumpram o mandato que lhes foi confiado e que deixem de as utilizar para agradecer o alcatrão aqui, a bandeira acolá. A bem da Transparência e a bem da Democracia!

Como alguém me dizia ontem: “posso ser Asno mas não sou Burro!


30 de junho de 2021

É a política…!

Após mais uns deslizes da presidente da AM (Fernanda Guardado), na última reunião (ontem), o André Coelho - João para os amigos -, recém-designado cabeça de lista à AM pelo PS, apressou-se a pedir, “com tristeza, mas (com a) convicção de cumprir um dever cívico”, a demissão da presidente da AM.


O camarada André Coelho tem estado por fora; mas bastou reentrar nas lides políticas locais para mostrar a sua sagacidade política, só comparável - mas noutro registo - à do seu arqui-rival Pimpão, e ver o que ninguém ainda tinha visto nem denunciado: a total parcialidade e desrespeito por alguns dos membros da Assembleia Municipal por parte da presidente.

O camarada André Coelho sabe que o seu pedido é despropositado e inconsequente; e sabe que não se mata um morto. Mais: sabe também que o partido e a própria já assumiram a não recandidatura e que só falta realizar a última reunião, que decorre sempre num tom cordial e de despedida.  

Mas o camarada André Coelho também sabe que a política se faz de gestos, de tomadas de posição, de momentos e de flashes. Foi assim que quis “matar” Narciso Mota. A coisa não saiu bem. E deixou marcas. 

Hermenêutica Fake

 


29 de junho de 2021

A presidente, a assembleia e os amigos dela

Fernanda Guardado não ficará na história por ter sido a primeira mulher a presidir à Assembleia Municipal de Pombal, como era suposto. Porque era suposto que dignificasse o papel da Mulher, que honrasse o género, que mostrasse (alguma) capacidade para dirigir o órgão máximo do município. Ficará na história por ser parcial, sectária, partidarizando sempre um órgão que tem obrigação de ser independente.

Esta tarde, na reunião da AM, mostrou outra vez de que massa é feita. 

Quando respondia a uma das cidadãs que interveio no período destinado ao público, 'rasgou as vestes' a exigir "o respeito" pelos deputados municipais, pelos presidentes de junta, pelo presidente da Câmara, por todos os vereadores, invocando - com todo o desplante - o respeito pela democracia do país. Como a reunião não era presencial, ninguém se atirou ao chão a rir. 

Logo ela, que no instante a seguir estava a dar ordens para que cortassem o microfone à munícipe. Que corta a palavra aos deputados de outras bancadas, que - mais uma vez - desrespeitou vergonhosamente a deputada do BE, Célia Cavalheiro, quando esta pedia a defesa da honra. Nesse caso, foi coerente com toda a sua postura ao longo de um mandato inteiro, pois que não me recordo de uma única sessão em que a tenha tratado com igualdade. Para memória futura, está tudo guardado, Fernanda. Para que os nossos filhos e netos possam perceber, um dia, que algures entre 2017 e 2021 houve uma mulher que podia ter entrado na história local, mas preferiu manter-se na esfera do partido. 

Porque como tão bem disse um dia Simone de Beauvoir, "não se nasce mulher, torna-se mulher". 

Fica para a próxima, Fernanda. 


Era uma vez um candidato…


… a presidente da câmara.

 

Por ser funcionário da autarquia e por consciência dos homens bons pediu uma licença sem vencimento 6 meses antes das eleições porque entendeu que iria estar a fazer campanha eleitoral e por isso não deveria estar a viver dos impostos de todos. 

 

Apenas usou na campanha o dinheiro do partido e da subvenção estatal dos resultados das eleições porque achou que era incorreto recorrer a donativos se existia financiamento estipulado por lei. E mais… não quiz ter uma vantagem injusta em relação a outros candidatos que, ao contrário dele, gastam dinheiro a angariar seguidores no Facebook e no Instagram como se tivessem algum produto para vender. As fotos da campanha dele foram das pessoas e das coisas e não um culto à personalidade.

 

Este candidato afirmou que se perdesse as eleições não voltaria a trabalhar na autarquia a que se candidatou. Perdeu por cerca de 1%. Cumpriu! Mesmo com todas as dificuldades e lobby negativo que lhe fizeram e que o obrigou a estar mais de um ano sem salário até conseguir nova colocação. 

 

Este candidato existe! É real! Eu conheço pessoalmente e vai novamente a eleições este ano. Acredito que vai ganhar porque é dos melhores exemplos de autarcas neste país e porque sempre se manteve consistente, mesmo na oposição. 

 

Este candidato não é de Pombal!

 

Fazer campanha não está nas funções de um eleito, que é um funcionário público, que recebe salário que vem dos nosso impostos. 

 

Agora votem em quem quiserem. 



 

A autarquia e a arte pública


A praga das aberrações estéticas que poluem as cidades portuguesas é a prova evidente da falta de gosto (cultura?) dos nossos políticos locais. Pombal, nesse aspecto, não é excepção. 

A forma como a discussão sobre a estética do espaço público tem sido negligenciada só pode ser explicada pela ignorância de que os devaneios artísticos dos autarcas são pagos com o nosso dinheiro. Pior ainda: na maiorias das vezes, os "artistas" são contratados com critérios dúbios, sem qualquer escrutínio, numa teia obscura de amizades pessoais ou partidárias. 

Em Pombal, o consulado de Narciso Mota ficou marcado pela estética realista do escultor José Núncio, responsável por, pelo menos, por três "obras de arte" na cidade. Convenhamos que, para uma cidade que se reivindica como inovadora, as obras do Núncio não são o melhor cartão de visita. 

Com Diogo Mateus, e especialmente com a vinda do Festival Sete Sóis Sete Luas, surgiu a esperança de que a autarquia começasse a dar mais atenção à arte pública. A verdade é que foram feitas em Pombal obras muito interessantes, como o mural "Revolução dos Cravos" do artista italiano Eron, ou a "Janela" da artista (também italiana) Alice Pasquini. 

Mas, como em tudo, a essência das coisas vem sempre à tona. No caso de Diogo Mateus, ela revelou-se no recente Memorial do Bodo e no mural do Alto do Cabaço, feito com o objectivo de "criar um ponto de interesse turístico". Na nota de imprensa de apresentação do mural foi dito: "imagina-se o interesse em tirar fotos à frente do mural e partilhar nas redes sociais, incentivando assim à divulgação da cidade". Agora que, também eu, tenho Facebook, posso afirmar que a encomenda de Diogo Mateus ao ilustrador Sérgio Marques (a quem, imagino, pouco espaço deve ter sido dado à sua criatividade) não tem cumprido o seu propósito: até ao momento, nem uma mísera "selfie" consegui encontrar!

27 de junho de 2021

O Modelo

 Há coisas pelas quais vale a pena esperar. Após anos e anos de uma espera angustiante até percebermos qual a opção escolhida para o modelo de desenvolvimento do turismo em Pombal, a preferência tornou-se finalmente clara.

Parece evidente que foi inspirada no trabalho da magnificente artista Cecília Giménez que, com o seu sublime restauro do quadro Ecce Homo, colocou a sua pequena cidade de Borja no epicentro do turismo mundial.

Para além de coerente com a trajectória que Pombal tem seguido noutras áreas, não restam dúvidas que é MUITO BEM ESGALHADO!

PARABÉNS!


25 de junho de 2021

O estranho caso das (Pom)Bikes

 

Os Munícipes têm sido “presenteados” com inaugurações atrás de inaugurações, ora é o parque de Monstros na Redinha, ora é um descerramento de placa no Centro Escolar do Louriçal (Centro esse já anteriormente inaugurado) e até, vejam só, um Parque de Estacionamento, que existe há 1 década e que não tem carros, foi inaugurado! VIVA!!!

O mais hilariante, para não dizer escabroso (tive muita dificuldade em encontrar o termo certo), ao que parece o Pombike apresentado como projeto de bicicletas públicas de uso partilhado, tem direitos de autor(es). Autores, que alegadamente, o apresentaram com o mesmo nome publicamente há 11 anos.

Isto a ser verdade, tal como denunciou nas redes sociais a irmã de um dos mentores destes projectos, é execrável que o Município “se apodere” de uma ideia que não é sua. À autarquia espera-se incentivar o empreendedorismo jovem e sim, também poder utilizá-lo em prol de um bem comum, se assim fôr. Não desta forma. Espero (esperamos) que a ser verdade que o mesmo se retrate junto dos visados e já agora, a todos os Pombalenses. Afirmo e reafirmo, na política, não (pode) valer tudo.

Vejam aqui ou em

https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=2749739088651475&id=100008462312723


24 de junho de 2021

PSD, imediação imobiliária

 

Há algumas semanas que vemos espalhadas pelo concelho, as estruturas do PSD para os outdoors da próxima campanha autárquica.

Há dias deparei-me com a primeira tela, e deveras elucidativo. Ficamos a saber como o PSD pretende tornar Pombal o motor da economia!

Agora é que vai!!!

A árvore das patacas na Junta de Pombal



A Assembleia de Freguesia de Pombal aprovou esta semana um bolo de subsídios (já entregues pela Junta) relativos ao último ano. Do montante global de mais de 50 mil euros, a maioria das verbas é atribuída aos programas do IEFP  ou estágios PEPAL ( Administração Local). 
Mas cabe tudo naquela bolsa de subsídios de uma Junta que se acha em estágio para Câmara. Entre tudo o que é comissão de capela e colectividade, que mesmo sem festas nem torneios de sueca precisa do subsidiozito, cabe um subsídio de 250 euros para a Sociedade Filarmónica Louriçalense (freguesia do Louriçal). A Junta de Pombal não podia passar sem comprar uns exemplares do livro da autoria de Célio Dias, presidente da Assembleia de Freguesia do Louriçal e dirigente do PSD.
Cabe também um subsídio de 340 euros para a Confraria do Bodo, onde a secretária-candidata tem responsabilidades. 
Cabe igualmente um subsídio de 250 euros para o projecto LUISA, da Santa Casa da Misericórdia da Redinha - cuja equipa é integrada pelo presidente-da-junta-candidato-à-Câmara, Pedro Pimpão.
E cabe (por que não?) um subsídio de 995 euros ao Rotary Clube de Pombal, de que faz parte o tesoureiro-preterido-das-listas-e-de-um-novo-lugar-na-Câmara, Nelson Pedrosa.
Por esta amostra, anunciam-se bons tempos para a política do subsídio na Câmara de Pombal, quando Pedro Pimpão lá chegar. E que ninguém duvide da importância maior da Junta de Pombal para o todo concelhio, muito para lá de albergue político-partidário dos que querem subir mais um degrau. 

22 de junho de 2021

Um pé na Câmara, outros nos Colégios


Estão desfeitas as dúvidas sobre o que vai fazer D. Diogo, ao cabo de 30 anos a viver da política: vai ser presidente do Conselho de Administração de uns colégios privados, sob a capa da Opus Dei - que está lá com o seu manto para proteger os seus. 
Estamos em crer que (lhe) valeu todo o investimento nos programas EPIS (Empresários para a Inclusão Social), em que a Câmara investiu, sob a sua presidência. A partir de 1 de julho Diogo Mateus deixa de estar em regime de exclusividade na autarquia, e vai tratar da sua vida - como de resto já aventava numa recente entrevista - embora continue a ser presidente.
Na mesma reunião em que fez o anúncio (obrigado pela lei), discorreu previamente sobre o estado da Educação no país, enaltecendo - como sempre - o privado, em detrimento do público. Como não há oposição, ninguém lhe desmontou a tese, nem lhe disse que o ensino privado é muitas vezes uma fraude, no ensino que pratica e nos cursos que vende. Seria a ocasião ideal para lhe dizer que o ensino que defende (e onde agora vai mostrar todas as suas competências) não é o mesmo que representa o elevador social e o combate às desigualdades com que enche a boca, qual música para os pobrezinhos.
E enfim, a partir de agora D. Diogo livra-se do povo, pois que nos colégios que vai administrar tudo está no seu lugar, graças a Deus.

20 de junho de 2021

“Arte” bimba

Hoje, a classe política local entreteve-se em Abiul com a inauguração de um Memorial ao Bodo – “peça criada em colaboração com a Tertúlia Berço da Tauromaquia com a coordenação artística do professor e escultor Fernando Freire” – reparem bem na parceria.


A peça, uma representação realista- démodé - de um bolo ferradura (também designado folar), despida de qualquer simbolismo e de elementos significantes, sem qualquer valor estético, que nada projecta, e por isso não interage nem questiona o observador, rapidamente será ignorada e transformar-se-á num mono urbano que não engradecerá o espaço antes o desqualificará. 

O voluntarismo e a vacuidade atroz que tudo isto representa expõe a pobreza de um povo, pobre, que desbarata recursos sem qualquer benefício que não seja os fugazes momentos de palco dos protagonistas. 

19 de junho de 2021

O 'chequegate' da ADAC

Chegou ontem à caixa de comentários do Farpas este esclarecimento, vindo do actual presidente do Conselho Fiscal da ADAC. Porque passaram dois anos, três meses e quatro dias desde o post que aqui publicámos (da autoria do Calika, que entretanto deixou de integrar Os da Casa), é natural que passe entre os pingos da chuva. 

Não pode passar.

Quando aqui levantamos as questões é nossa obrigação seguir-lhes o rasto. E agora cada um que tire desta história as devidas ilações. Podemos começar pela charnequeira Carla Longo, candidata do PSD à Junta de Freguesia, e aqui visada. 

"Em Março de 2019 o Calika escriba temporário deste blog, lançava a calunia que a seguir transcrevo.

"E já agora, os apoios da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia para onde vão? Também ninguém sabe ao certo.

Para vos dar um exemplo concreto, desapareceu, no final do ano passado, dentro da associação, um cheque com apoios passado pela Junta de Freguesia, o dinheiro foi levantado, o tesoureiro não faz a mínima ideia onde está esse dinheiro, aliás ninguém sabe, mas alguém o levantou e para isso necessitava de assinaturas…

Em relação a outros apoios e dinheiros recebidos, segundo o tesoureiro gastaram-se, segundo o mesmo a ADAC nunca tem dinheiro para investir.

Eu até acredito mas gostava mesmo de ver os livros de contas onde podemos comprovar isso.

Não estou a acusar ninguém de nada mas a verdade é que tudo isto cheira a esturro e não é pouco, e como diz o velho ditado, onde há fumo…"

 

Depois de muitos contactos com a Junta de Freguesia, depois de carta para a junta a pedir esclarecimentos e procedimento criminal para averiguar quem tinha depositado ou levantado o cheque, a Junta nada fez.

Depois de muita insistência, depois de muita mudança de história, por parte da junta de freguesia, depois de muitas certezas da junta.

Sim porque a junta continuava a afirmar e a reafirmar que o cheque tinha sido depositado numa conta da Associação ADAC. “fosse ela qual fosse”.

Sim porque a Junta sabia que o cheque foi depositado. Devem ter obtido essa confirmação da parte do banco de forma verbal, de algum funcionário que esqueceu de confirmar devidamente o nome da associação.

Assim com essa informação da treta a Junta de freguesia de Pombal deixou os atuais e anteriores dirigentes da ADAC, queimar em lume brando, no lamaçal da desconfiança.

Num assassinato de caracter consciente, aos atuais e anteriores dirigentes da ADAC, estavam estribados numa confirmação de deposito que não validaram.

Passados dois anos e depois de muita insistência sabe-se finalmente onde está o cheque.

Foi-nos comunicado à dois dias cerca das 13H, que o cheque, por um erro do carteiro, tinha sido entregue na outra associação da minha aldeia e que os dirigentes dessa outra associação retiveram o cheque durante cerca de 9 meses e só depois o depositaram.

Mas a história mudou passado uma hora. Agora já tinha sido a Carla Longo Secretária da junta a entregar em mão o referido cheque e que ninguém durante 9 meses percebeu que o cheque tinha sido erradamente entregue.

O cheque, do qual existe cópia, está endereçado à ordem de:

Associação Desportiva e Acção Cultural da Charneca

Mas conseguiu ser depositado em Centro Recreativo Folclórico e Artístico da Charneca

(Cá está a semelhança, ambas são Associação e são ambas da Charneca) mas as semelhanças acabam por aqui. (Havia até uma musica dos Mamonas Assassinas que dizia ….. fácil de confundir com João do Caminhão)

A minha indignação pessoal não tem limites.

Aguardo serenamente os passos públicos que a Junta vai dar para repor a dignidade de quem durante mais de dois anos esteve sobre calunias constantes.

Aguardo serenamente a justificação publica dos dirigentes da outra associação da minha terra para reterem um cheque que sabiam não lhes pertencer e ou fim de 9 meses o depositarem.

Deixo também um desafio publico ao Kalika, para se retratar publicamente das calunias que lançou.

Toda esta história me enche de tristeza.

Fernando Costa

atual presidente do Conselho Fiscal da ADAC