14 de julho de 2009

E depois do adeus?

Para além de todo o resto (seja as legítimas e pertinentes dúvidas quanto ao timing ou quanto à legalidade da decisão), há ainda mais um pormenor delicioso: no documento que exonera o Administrador-Executivo afirma-se que "o défice das Festas do Bodo 2008, motivador de desmedida controvérsia, não possa por si só ofuscar a boa actividade e relevante iniciativa da Pombal Viva". Então afinal é para fundir com a PMU ou não? Se dúvidas houvesse, ficamos bem esclarecidos: o poder autárquico não sabe o que fazer com a Pombal Viva. E se a transparência foi palavra ausente do passado da Pombal Viva, já se viu que também não pertence ao léxico relativo ao seu futuro. Isso e a expressão "desmedida controvérsia": é bom saber que discutir défices encapotados, gestão e responsabilidazação é coisa com a qual os cidadãos não se deveriam preocupar.

16 comentários:

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  2. "Desmentida controvérsia" é título de filme. Como este que se viu com as contas do Bodo. E que de desmentido nada tem. A expressão certa, se há ainda há palavras para descrever este género de malabarismos por parte de empresas públicas, é "concludentemente público". Um arrufo entre padrinho e afilhado, para ser mais específico. Daqueles de que todos sabem. Na sombra, só mesmo esta última manobra de tirar da chuva o delfim.

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  3. São só trapalhadas atrás de trapalhadas.

    A decisão de Narciso Mota foi tomada sem qualquer ponderação.

    O comunicado está repleto de baboseiras.

    Narciso Mota disse à Rádio Cardal que lamentava que os pombalenses não contribuam financeiramente para a realização do Bodo. Ainda mais senhor Presidente?! Ainda mais? Faça as contas (não peça ao Dr João Vila Verde para as explicar, porque esse já demonstrou a sua incompetência), para ver quanto é que o Bodo já custou aos munícipes.

    Disse também na Rádio Cardal que ainda não há orçamento para o Bodo 2009. Ah não?! Olhe que as festas são já para a semana!

    Basta de trapalhadas!

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  4. Eu penso que está tudo explicado.

    A decisão de Narciso Mota ter "exonerado" o João Pedro Vila Verde de administrador executivo da empresa municipal deve-se à VIDA LOKA que este tem seguido.

    O Vila Verde desde que começou a fazer do Café Concerto o seu salão de vaidades e de festas nocturnas, com o aval de Narciso Mota, apaixonou-se pela VIDA LOKA do que é a diversão nocturna.

    O Bodo 2008 foi disso exemplo.

    A sua passagem pela Discoteca Kiay foi disso exemplo.

    E o exemplo mais recente foi a inauguração da LA VIDA LOKA. A discoteca do seu irmão. Não é preciso muito para se saber que Vila Verde teve mão na VIDA LOKA.

    Para já, as coincidências notórias entre o site da discoteca e o das festas do Bodo. Os dois iguais. Os dois feitos pelo mesmo webdesigner.

    Depois o designer gráfico. O mesmo: Jorge Ramos. O tal que o relatório da auditoria aponta para uma relação de promiscuidade entre Vila Verde e o fornecedor.

    Por fim, os artistas que actuaram e actuarão no VIDA LOKA. Basta analisar os Akunamatata. O grupo que fez o hino do Bodo e que actua regularmente no Café Concerto.

    É preciso mais?!

    Claro que tudo o que se passou com os contratos que Vila Verde deixou para o Bodo 2009, mais a sua intervenção no processo VIDA LOKA... foi a base da antecipação da decisão de Narciso Mota.

    Já agora, Narciso Mota assinou, com o seu punho, o comunicado que na quinta-feira 10 de Julho (véspera da inauguração da VIDA LOKA) foi enviado para a imprensa?

    Ele já o leu?

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  5. Amiga e companheira da Política, boa noite.
    Valha-me Nossa Senhora da Boa Morte, mas valha-me mesmo, já que a minha amiga e companheira sabe tanto que me sinto um pigmeu.
    Fico, todavia, sem saber se quer atingir o João Vilaverde, se o Engº Narciso Mota.
    Quiçá dois em um. Ou quiçá um em dois?
    É baixo. É pornográfico.
    Voltemos ao princípio.
    Aprender com quem faz melhor e não com quem sabe mais.
    A minha amiga conseguiria realizar umas Festas do Bodo 2008 melhor do que o João Vilaverde?
    Estou certo que não.
    Então cale-se e faça melhor, se para isso lhe derem oportunidade.
    Sem beijo.

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  7. O Engenheiro Rodrigues Marques tem toda a razão. Parem de dizer mal destas pessoas, que trabalham tanto, e tão bem, e são tão competentes! Pessoas de trabalho! Pessoas que dão o melhor pela sua terra! As Festas do Bodo 2008 foram tão bonitas! Com tantos espectáculos bonitos, com tanta gente na rua! Um sucesso! Uma verdadeira e refinada pérola da programação cultural autárquica! Realmente: é baixo! É muito baixo - virem para aqui dizer mal de quem trabalha!...

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  8. Há já algum tempo certas pessoas viajam de candeia acesa no burgo, na net e na comunicação social à procura das bruxas mas, os objectivos foram cumpridos: o director executivo da POMBAL VIVA foi demitido.
    Até hoje ainda ninguém teve a coragem de apresentar um estudo capaz de me convencer a dar-lhes razão. Seria benéfico e de bom tom esclarecerem os pombalenses qual o acréscimo de pessoas nas festas de 2007 para 2008.
    Por hipótese:
    se as festas de 2007 custaram 200.000,00 euros e trouxeram a Pombal 10.000 visitantes e as de 2008 custaram 300.000,00 euros e trouxeram a Pombal 40.000 visitantes o custo por visitante relativo a 2008 é substancialmente mais baixo logo a minha escolha recaía sobre o modelo de 2008.
    As festas são da cidade promovem a cidade e a região, trazem gente a Pombal e obviamente um acréscimo de dinheiro ao circuito económico Pombalense, nomeadamente a pequenos bares e restaurantes e, quanto mais imponentes forem mais vitalidade e pujança demonstramos ter no nosso concelho.
    As nossas podem ser o espelho do dinamismo de Pombal.
    Pensem bem! Pensem positivo! esqueçam o deita abaixo.
    Esta caça às bruxas faz me lembrar outra de há cerca de um ano na qual afirmaram que a ETAP estava falida, assustaram todos os Pombalenses, e afinal a Etap este ano apresentou bons lucros. e Se agora a direcção da ETAP resolvesse processar quem os difamou? como era?

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  9. Amigo e companheiro DBoss, bom dia.
    Enquanto o frugal almoço se faz, deixe-me dizer-lhe que o Bodo de 2008 foi de tal forma “incomodativo” para muitos que ainda hoje, um ano volvido, ele é tema de capa.
    Abraço.

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  10. Mas que mania de fugir ao assunto. Incomodam as trapalhadas e a falta de transparência, pois claro...

    O Bodo 2008 foi diferente? Foi. Para melhor? Podia parecer que sim, se se demonstrasse que a relação custo/benefício, para além de transparente, era minimamente aceitável. E por aqui começou a falhar tudo. O que teve de bom, nomeadamente os concertos no estádio, manteve-se e ainda bem. Mas de resto foi trapalhada pura. E todos os contornos que se vão sabendo do que se passou o ano passado o demonstram. Por isso, salvaguarde-se o que é bom, nomeadamente a mudança de modelo, mas assuma-se que para ir mais longe (a caminho de um Festival de Verão ou "das" Festas de um Concelho) será preciso muito maior sustentabilidade e profissionalismo.

    Posto isto, prefiro Festas do Concelho bem organizadas, apontando para a sua sustentabilidade, que sejam capaz de se reinventar, que satisfaçam os nossos, que possam apelar a quem está lá fora, que consolidem público e melhorem com os anos. Que dêm um passo conforme a perna, sendo certo que entre anos, se faça para que a perna possa ser maior.

    O discurso do bota-abaixo também o costuma usar o nosso PM e nunca, apesar da minha militância, gostei de o ver usado. Por um motivo simples: critique-se quando se tem de criticar, chame-se a atenção quando os erros são cometidos, exija-se responsabilidade. Por esse motivo, parece-me que estas festas se aproximarão muito mais daquilo que, nesta fase, atendendo ao dinheiro, vontade e público, poderão ser. E isso, no mínimo, é o que devemos exigir. Não contemporizar com trapalhadas. Que, espera-se, no que toca ao Bodo, acabaram de vez.

    E venham as farturas...

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  11. Amigo e companheiro Dr. João Alvim, boa tarde.
    Lá voltamos nós ao princípio.
    Tens que aceitar que o Bodo 2008 ainda continua, um ano volvido, a ser notícia de capa.
    Tens que aceitar que o trabalho desenvolvido pelo Dr. João Vila Verde foi o melhor dos melhores.
    Tens que aceitar que o modelo estava esgotado e que se deveria mudar de modelo, como afirmas.
    Tens que aceitar que as palavras que usas: “trapalhada” e “transparência” carecem de melhor explicação.
    Tens que aceitar que o custo/benefício é de difícil quantificação.
    Tens que aceitar que o “bota abaixo” é próprio dos fracos e dos inaptos.
    Tens que aceitar que havia poucos cidadãos (e sem experiência) que aceitassem o desafio que foi colocado ao João Vila Verde de fazer uma Festa diferente e que este cumpriu com rigor: Uma Festa “mais” e melhor.
    Poderia continuar mas fiquei triste por ver que o cabeça de Lista do Partido Socialista à Freguesia de Pombal defende que as Festas do Bodo se devem circunscrever às barracas das farturas.
    E os carrosséis? E as pistas dos carros eléctricos? E a roda? E o túnel assombrado?
    Nem uma imperial? Mau! “Mau Maria”.
    Valha-me Nossa Senhora do Cardal mais o candidato que o Partido Socialista arranjou para a freguesia da sede do concelho.
    O partido foi mal aconselhado, está visto.
    Abraço, mas abraço misericordioso.

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  12. Dr. João Alvim:
    Estou a dirigir-me a uma pessoa com princípios!
    As festas do bodo sempre foram e são a festa da cidade. O seu modelo é uma questão de visão do presente e do futuro.
    Estamos de acordo que o modelo anterior estava esgotado, era sempre a mesma coisa: carros carroceis, farturas, barracas e umas bebedeiras de permeio, sempre a mesma coisa. Cultura era zero. Em 2008 já apareceram algumas bandas da terra com alguma qualidade.
    Estamos de acordo que era necessário um novo modelo.
    O novo modelo apareceu e houve erros, não se faça o funeral a um rapaz a quem não deram tempo de os corrigir. Melhorem o modelo, rentabilizem-no e ao fazê-lo promovem a nossa terra.
    Mudar as coisas e ficar tudo na mesma, só para dizer que é diferente, não chega.
    Na minha aldeia global é costume dizer: quem quer palhaço paga e, como o Dr. sabe, os usos e costumes são para respeitar!
    Promovam a cultura popular local, folclore, teatro, as bandas da terra, os acordeonistas os fadistas, etc.! É possível fazer tanta coisa com a prata da casa.
    Porque não criar o Bilhete de família com acesso a todos os espectáculos? será uma forma de ver os recintos cheios de pombalenses e de minimizar os custos.
    Vamos deixar o deita abaixo e construir um Pombal melhor e para tal temos de ter umas festas com pujança.

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  13. Amigo Rodrigues Marques

    Da minha candidatura poderemos sempre falar de viva voz, mas não se apoquente, que os Fregueses de Pombal terão tempo para fazer a avaliação. Para mais, sei que, na verdade, fica é triste por eu não me poder dedicar apenas a alguns projectos e deixar a política em paz.

    Mas vamos ao Bodo.

    Aceito que o Bodo 2008 ainda continua, um ano volvido, a ser notícia de capa, mas pelos maus motivos.
    Não aceito que o trabalho desenvolvido pelo ex-administrador-executivo fosse o melhor dos melhores. Se fosse o melhor dos melhores era demitido?
    Se já afirmo, é óbvio que aceito que o modelo estava esgotado. A mim dificilmente me encontrará a mudar de discurso consoante as circunstâncias.
    Aceito que as palavras “trapalhada” e “transparência” são facilmente explicadas: basta ler comunicados, rever o que aconteceu e ler o relatório da auditoria. É o auditor que destaca a falta de transparência. E se não fosse, seria a derrapagem de 200.000 € que o ilustraria, digo eu.
    Também aceito que terá que dizer à líder do seu partido que custo/benefício é de difícil quantificação, da próxima vez que ela o exigir para as obras públicas. Cá para mim é simples: se o que eu gasto não der retorno, das duas uma - ou a coisa correu muito mal e estou só a desperdiçar ou o prejuízo que deu foi suportável porque, analisando tudo, há prejuízos que são sustentáveis pela promoção que se alcança. E nota-se que este é de tão difícil quantificação que o próprio administrador teve de ser demitido. Se calhar também tem que explicar essa coisa do difícil quantificação a quem o demitiu que, vai-se a ver, cometeu uma injustiça.
    Aceito que o criticar para apenas dizer mal é próprio dos fracos e dos inaptos. Criticar porque há faltas na gestão público a apontar é um dever cívico. Tal como critica o governo do PS. "Bota Abaixo" é argumento para mandar abaixo discussões.
    Aceito que havia poucos cidadãos (e sem experiência) que aceitassem o desafio que foi colocado ao João Vila Verde de fazer uma Festa diferente. Já quanto ao rigor, aceito apenas que ele deu um passo maior que a perna que tinha e que poderia vir a ter. Como gosto da minha terra e da minha festa, tenho pena que assim tenha sido.

    Dispenso a misericórdia e, apesar do veneno, deixo o convite para uma fartura, devidamente acompanhada por uma imperial num destes próximos finais de tarde de Bodo.

    Abraço

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  14. Caro DBOSS

    Ponto Prévio: esqueça o "Dr."

    Permita-me citá-lo:
    O novo modelo apareceu e houve erros, não se faça o funeral a um rapaz a quem não deram tempo de os corrigir. Melhorem o modelo, rentabilizem-no e ao fazê-lo promovem a nossa terra.

    Subscrevo o seguinte:
    O novo modelo apareceu e houve erros. Melhorem o modelo, rentabilizem-no e ao fazê-lo promovem a nossa terra.

    O funeral foi feito em casa. Quem lhe tirou o Bodo? Narciso Mota. Quem o demitiu, de um momento para o outro? Narciso Mota. Quem pode explicar o que é que motivou uma demissão que até aconteceu quando NM estava em Bruxelas e nem esperou pelo regresso dele? Explique quem o demitiu, Narciso Mota.

    Não terão sido as minhas opiniões, e as de outros, que o demitiram e lhe "fizeram o funeral", logo em vez de chamarem a atenção para quem critica as falhas que o Bodo teve (ao mesmo tempo que salvaguarda o que teve de bom e a ideia de mudar de modelo), chamar a atenção a quem geriu a questão seria mais lógico.

    Quanto ao resto, mantenho a minha opinião em relação ao "bota abaixo", mas subscrevo plenamente as suas sugestões da utilização variada da prata da casa e do bilhete familiar (uma inovação interessante que cunharia muito bem o espírito de uma festa que se quer do Concelho).

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  15. Eu não acredito que ainda alguém defenda o Bodo de 2008. O que faltou mais para ser péssimo? Só se espancassem os visitantes à saída. De resto, foi uma festa ruinosa, que visou promover orgulhos pessoais, gerida "à vontadinha" (a fonte de receitas é um poço sem fundo, não é?), que não teve muito mais gente que em anos anteriores, e que não deixou os pombalenses (exceptuando os da organização) mais contentes. Eu vou ser ainda mais radical que o Alvim: entre o bodo 2008 e bodo nenhum, eu preferia bodo nenhum. Ou um bodo com procissão, tractores e farturas, como alguém aqui se queixou.

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