14 de julho de 2009

O Marquês do Louriçal

A família marquesa, com toda a pose e estilo.

Pasmei quando vi escrita a frase, escrita a partir da Câmara: "com a ilustre colaboração de Sua Excelência o Senhor D. Tiago Henriques (Louriçal)". Pensei que fosse trote. Pelos vistos não era. A avaliar pela foto "de família" publicada na última edição do Correio, o homem existe. O que duvido é que soubesse, até agora, onde ficava o Louriçal. Ele e os outros. É preciso ter lata.

81 comentários:

  1. Segundo dados que recolhi, os Marqueses do Louriçal viveram no Louriçal, por isso tinham de saber onde era o Louriçal...

    Mais informações brevemente...

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    1. O que se tem de saber é se estas pessoas tem direito a usar este titulo.Como se sabe tem que têr carta de armas e reconhecimento por arvore geneológica de que efectivamente são os legitimos herdeiros do titulo .É que neste país sem Rei nem Roque basta que alguem diga têr direito a um certo titulo para que logo se use com todos os previlégios que apesar de vivermos numa républica ainda se podem ostentar.Depois vai-se a vêr e tudo não passa de ostentação de penachos que nada tem a vêr com nobreza.

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    2. O que se tem de saber é se estas pessoas tem direito a usar este titulo.Como se sabe tem que têr carta de armas e reconhecimento por arvore geneológica de que efectivamente são os legitimos herdeiros do titulo .É que neste país sem Rei nem Roque basta que alguem diga têr direito a um certo titulo para que logo se use com todos os previlégios que apesar de vivermos numa républica ainda se podem ostentar.Depois vai-se a vêr e tudo não passa de ostentação de penachos que nada tem a vêr com nobreza.

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  2. Ah, sim, este pelo menos deve lá ter morado. Suponho até que tenha sido noutra encarnação. Não se abespinhe assim, que não está em causa o sei trabalho, amigo ;)

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  3. Enquanto seu "súbdito", nunca tinha tido o prazer de o conhecer. Mas se calhar o problema é meu, que sou um "fora-da-lei". Sei é que os mafarricos poderão ser "Dom's" lá na santa casinha deles, que aqui no Louriçal (na parte que me toca), são perfeitamente dispensáveis.

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  4. Já agora (e perdoem-me as ligações), mas o da gravata cor-de-rosa tem toda a carinha de "Gerações Populares", e o outro parece-me uma mulher lésbica de meia-idade. Não tendo nada contra uns nem contra outros, tenho contudo (pelo menos, o fel em palpitações) contra os que, não o sendo, se parecem com eles! ;)

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  5. A vida nunca esteve melhor para "estrelas" e "artistas"... (desculpem, mas entendi que este meu desabafo encaixava bem aqui) :)

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  6. Por falar em estrelas e artistas, que também não sabiam onde ficava Pombal até assinarem uns contratos chorudos...

    Exposições sobre o Convento do Louriçal na Torre do Tombo, no Museu Machado de Castro, no Arquivo Distrital de Leiria até 31 de Agosto 2009… e uma na Biblioteca Nacional que já encerrou em 15 de Junho 2009.
    Não é preciso este tipo de Bodo para promover o concelho de Pombal. Basta aproveitar a nossa história e o nosso património, e divulga-lo pelo país….
    Não é fácil, não é muito caro, e pode dar algum desenvolvimento a longo prazo…

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  7. pois está claro que vomesses não tiveram oportunidade de ir ao arquivo municipal. entre os cromos e as aberrações estiveram por lá também uns tipicos a merecer respeito. quanto aos marqueses os moços até que inté se deram bem por cá. agora nao há culpa formada por serem oriundos de familia tradicional. outros bem que gostavam nem comprando. e já agora concordo com alguém que diz que também se pode promover o concelho com este tipo de iniciativa. fica a sugestão - o detentor de titulo de Marques de Pombal vive ali para sesimbra e é vendedor imobiliario da Remax ou da Era uma delas. assim como assim se o concelho tá à venda e a saque mais um menos um sempre se tinha o marques ao vivo cá por casa.

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  8. Oh Gabriel,

    Pensava que o título, concedido por quatro gerações, tinha sido extinto com a morte de D. Luis Eusébio Maria de Meneses Silveira, 4º Marquês do Louriçal.

    Gabriel deixe de ser modesto. Puxe pelos brasões, pelos colares e pelas medalhas. Mostre o Duque que há em si, verá que tão ilustres personagens ainda lhe vão ao beija-mão e prestar-lhe vassalagem.Terá "Direito de Pernada" com a loura e suas descendentes.

    Nunca pensei que a Paula Sofia, fosse tão obstinada - nas cores é claro – ao ponto de não apreciar as gravatas cor-de-rosa dos moços, só gostando das encarnadas como o nosso Glorioso que, espero, tenha retomado a tradição e iniciado um ciclo de muitas alegrias. Admira-me que não tenha reparado na bengala e no « mouchoir » na botoeira de um dos rapazes. Olhe, só pela fotografia, foi o bastante, para ver a galhardia, o garbo da fidalguia lusitana e imaginar o « frou-frou » que deve ter sido o beberete e a « recepção » dada aos ilustres Nobres, saídos do baú dos tesourinhos... Olhe mexeu comigo. Abanou uma das minhas convicções mais profundas, que era a lealdade à Républica. Perante este exemplo de Magnificiência e Dignidade de Estado, vejo, agora, o quanto tenho andado por maus caminhos. Já me estou a ver organizar uma baderna para a correr com todos farroupilhos do « regíme » que nos governa e a honrar a bi-color Azul e Branca com a coroa real e promover a Châ de Cima a Condado.

    Quando o Tony Cantante era rapaz novo, tinha jeito, fazia umas rábulas deste tipo que punham o pessoal com ataques de riso.

    Oh Roque, o Louriçal, mais uma vez, surpreende pela positiva. Com a diversidade de géneros que o Gabriel radiografou, desta vez, não se ficam nos 69, são capaz de ir mais muito mais além. Fantasias com Freiras e Fidalgos, dão pica para muito mais.


    Abraços,

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  10. HINO DA SANTA MONARQUIA
    1
    Ó Pátria, Ó Rei, Ó Povo,
    Ama a tua Religião
    Observa e guarda sempre
    Divinal Constituição
    Coro
    Viva, viva, viva ó Rei
    Viva a Santa Relgião
    Vivam Lusos valorosos
    A feliz Constituição
    A feliz Constituição
    2
    Ó com quanto desafogo
    Na comum agitação
    Dá vigor às almas todas
    Divinal Constituição
    Coro
    Viva, viva, viva…
    3
    Venturosos nós seremos
    Em perfeita união
    Tendo sempre em vista todos
    Divinal Constituição
    Coro
    Viva, viva, viva…
    4
    A verdade não se ofusca
    O Rei não se engana, não,
    Proclamemos Portugueses
    Divinal Constituição
    Coro
    Viva, viva, viva….
    Ver interpretação musical em : http://www.youtube.com/watch?v=cTKXsqPdZEE

    P.S. O rapaz das rábaulas não era o Tony, era o Beto Cantante! As minhas desculpas

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  13. Também há pessoas que querem ser Marqueses do Louriçal, mas para isso convém ir às assembleias de freguesia, que foi para isso para que foram indicadas nas eleições de 2005. Sabiam que na última assembleia de freguesia do Louriçal apareceram 0 elementos da oposição? Sim 0. Aqui se mostra o interesse que existe para com o desenvolvimento da freguesia. Interesses... só pessoais e na altura das eleições é que saem da toca!!!!

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  14. Consta que na última assembleia de freguesia do Louriçal (mal anunciada) por não ter quórum a dita cuja se iniciou às 21h30 e terminou às 22horas, mesmo assim foi dada como realizada? Vai muito mal o reino da bicharada ou será que o rei vai nú?

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  15. Caro Gabriel e Paula Sofia. Vocês tanto como eu foram criados desde o berço no Louriçal e sempre vos foi contado pelos vossos antepassados a importancia que a nossa terra teve na História da nossa região. Ora os Marqueses são um legado da nossa História, portanto eu orgulho-me de viver numa terra que preza os valores ancestrais. Deixem de ser ma linguas, cada um tem o direito de repeitar a ideologia do outro, e como tal devem respeitar o Marqueses do Louriçal como respeitam qualquer outra pessoa. Não gostei de ler os vossos reparos ultra-pós-modernos. Ainda falando em sistema politico. Ja pensaram que eramos capaz de gastar menos dinheiro com uma monarquia do que com este sistema Presidencialista, que tambem tem mordomias, acessores, choffeurs, seguranças, etc. tudo a comer do nosso dinheirinho dos impostos que fazem com que o mês seja sempre maior que o ordenado

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  16. Oh Roque,
    Claro que os Marqueses do Louriçal foram Figuras importantes para o país e homens de letras. Só que o título foi concedido por D.Joao V por quatro vidas. O 4º Marquês, julgo, foi o último, morreu sem descendência em 1844.

    Claro que respeitamos toda a gente. Agora dar relevância a títulos que não existem e a pessoas que, possivelmente, não sabem onde é o Louriçal é um fogo de vista, supostamente chique, mas, realmente,de puro mau-gosto. Isso sim, post-moderno (historicismo e exagero nos elementos decorativos; dar relevância ao acessório, esquecendo o essêncial).

    Abraços,

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  17. Jorge, folgo em saber que também conheces o Beto Cantante :)

    Roque, isso está a precisar de uma conversa na esplanada do velho. Estou-te a estranhar.

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  18. Eu, Nuno Gabriel, Ultra-pós-moderno me confesso: por mim, podem os marqueses voltar a esquecer o Louriçal por mais meia dúzia de gerações. A minha vida vai continuar igual, nem melhor nem pior. Acho que nao desrespeito o Louriçal apenas por não prestar vassalagem a uma familia que já foi importante por estas andanças. De outra forma, teríamos que prestar vassalagem a todos os que aqui reinaram. Aliás, Roque... por essa ordem de ideias, tb tu desrespeitavas o Louriçal quando tratas com menos decoro o antigo presidente da junta de freguesia (que é um "marquês" dos tempos modernos e republicanos). Nah, tenho a certeza que não achas que desrespeitas o Louriçal, porque te sei amigo da terra. As pessoas valem por aquilo que fazem, e como não conheço obra de registo destes dois "pequenos" que vemos na fotografia, em prol do Louriçal... lá se vai qualquer hipótese de "atitude reverencial" para com eles!

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  19. Gabriel, ja estou a ver que foste ao PAPA, fazer reciclagem politica, para agora também defenderes o filho de regedor que durante 4 anos tão mal serviu e achincalhou o povo do Louriçal. Vou pedir ao Eng. Rodrigues Marques que mande rezar uma missa ( já que ele anda tão devoto á Nossa Senhora da Boa Morte) para ver se expulsas dentro de ti esses teus maus espiritos. Oh amigo ser comunista é uma virtude, agora defensor de Fachos, não te estava a ver nesse papel, mas as vezes a vida prega-nos partidas e temos de ir ao lava pés PAPAL para não ficar mal na fotografia. Tenho imensa pena. Quanto aos Marqueses do Louriçal,são daquelas coisas que não aquecem nem arrefecem, mas lá que é fino, lá isso é numa terra rica em história.

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  20. Nah... rejeito por completo essa da reciclagem politica. Nem eu sou de visitas papais! Não lês em sitio nenhum do meu comentário qualquer defesa (eu até sou mais jogador de ataque do que da defesa) a qualquer regedor/achincalhador. E espero que essa de "defensor de fachos" seja brincadeira, mera figura de expressão, porque era caso para eu ficar ofendido. Eu que estou quase sempre na brincadeira, não brincaria DE MANEIRA NENHUMA se achasse que alguém me estava a chamar fascista. Não ameaço de processo, como o Malho fez ao Luis Costa... mas ficaria SERIAMENTE ofendido. Ou seja, se a intenção for mesmo ofender, tens aqui uma rica oportunidade! ;)

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  21. Caro amigo Gabriel . Conhecendo-te eu bem, e sempre achando a tua postura de esquerda, só fiquei surpreendido com a tua defesa ao filho de regedor, mas de longe tive a intenção de chamar-te de facho, pois considero-te nos antipodas desta atitude. Ficas a dever-me uma imperial no velho. Tu a a nossa querida amiga Paula Sofia. Espero em Agosto na festas do Louriçal ( claro mais modestas que o BODO) beber um copo com V. Exas. comemorando uma amizade longa e sólida, mas continuo a pedir ao Sr. Eng. Marques uma missinha em vossa honra.

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  22. Ainda vos hei-de ver à "estalada".
    Essa coisa de Marqueses, dá-me cá um gozo!.....

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  23. O engenheiro Rodrigues Marques que a venha rezar ao Louriçal, que é cá bem recebido! :)
    O Henrique trata do "liquido sagrado" (aquelas canecas metálicas bem geladas), e a hóstia, em forma de 8, compra-se em qualquer padaria louriçalense!

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  24. Já todos sabemos que Louriçal está para Pombal, quase na medida em que a Madeira está para Portugal. Só não sabia que agora estavam na moda os "Marqueses", que eu considero titulos altamente dispensáveis, ou seja, actualmente não são nada, absolutamente coisa nenhuma.
    E tendo em conta o que vejo na fotografia, é apenas sinónimo de arrogância infundada e uma falta de bom gosto assinalável.

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  25. E quanto à questão da benção papal, ó amigo Gabriel, caso tenha contacto com o Papa peça-lhe para ele vir cá! É que ainda me lembro das piadas que diziam que o Sporting era campeão quando vinha cá o Papa, por isso, tendo em conta a nossa sede de títulos, acho que já estou por tudo.

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  26. Tal como prometido...

    O Louriçal pertencia, no que tocava à recolha de rendas, ao Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, agregado à Universidade de Coimbra. Nessas rendas se incluíam rações e foro, dízimos e primícias. Estes foram aforados, ou seja alugados, a D. Henrique de Menezes por D. Pedro, Prior de Santa Cruz, na segunda década de 1500, e confirmados por D. Manuel I e por D. João III aos seus descendentes. Entre esses bens contavam-se terras e pauis (aforados em 07/01/1521 e 15/09/1522), não só do Mosteiro de Santa Cruz mas também da Sé de Coimbra. As mais importantes dessas terras constituíam o Prazo do Louriçal.

    Alguns dados de alguns marqueses do Louriçal

    - D. Henrique de Menezes (1496 - 02/02/1526)
     D. Guiomar da Cunha
    Foi Comendador de Penamacor e de Mendamarques; Senhor do Foro do Louriçal; Cavaleiro fidalgo da Casa Real; Governador da Índia (1524).

    - D. Francisco Xavier de Menezes. Senhor do Prazo do Louriçal e 4º Conde da Ericeira. Fundador da Academia Portuguesa (1717), precursora da Academia Real da História. Homem culto, possuidor de uma biblioteca com 15 mil volumes.

    - D. Luís Carlos de Menezes (1689 – 1742). 5º Conde da Ericeira e 1º Marquês do Louriçal (20/04/1740). Vice-rei da Índia por duas vezes. Com sucessão.

    Após isto, ver as pp 110-11 do Livro POMBAL - 8 Séculos de História.

    Não sei se os Marqueses do Louriçal viviam em permanência na vila. Certamente que não, mas tinham aí casa e iriam lá 2 ou 3 vezes por ano ver as suas propriedades e recolher os impostos.

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  27. Hum... era uma coisa dessas que estavamos a precisar agora, Louri... de uns tipos que viessem cá 2 ou 3 vezes por ano ver as propriedades e recolher impostos! :)
    (Eu sei que não era isto que sugerias, que te limitavas a apontar factos históricos, mas só a ideia disso nos dias de hoje fez-me sorrir).

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  28. Oh Gabriel,tu ris com as visitas anuais.Andei a ver se descobria alguma coisa sobre a ligação efectiva de tão ilustres figuras ao Louriçal, e não descobri nada. Estou convencido - posso, todavia, estar errado - que se limitavam a ter o título e os respectivos rendimentos do foro ou do prazo do Louriçal. Os Marqueses eram da mais fina e alta nobreza palaciana, com ligações à alta nobreza de França, como era a casa de Rohan (1º Marquês). Eram uma nobreza militar e palaciana.Foram grandes chefes Militares na guerra da restauração e nas praças da Índia, Embaixadores Ministros e Conselheiros de Estado.Dizem, também, que contribuíram para o desenvolvimento industrial do pais com a introdução dos conceitos do mercantilismo(Conde da Ericeira e 1º Marquês do Louriçal). Eram, também, grandes intelectuais e literatos. Foram donos do Palácio de Palhavã, hoje embaixada de Espanha. Daí, parece-me, que se houvesse essa ligação, haveria, no mínimo, as ruínas de um Solar Senhorial rural, como sucede com a Quinta da Gramela. Não havendo,essa ligação deveria ser mínima,pois esse era o mais elementar do aparato necessário à sua permanência no local. Possivelmente, como o Rei D.João V se serviu de Madre Paula, tão devota senhora, Eles e o Reiservir-se-iam-se das missas, do pouso, do "direito de pernada" e das "permícias" do Convento, como refere Louricalva , compensando estes serviços, com tensas e outros contributos para a obra e graça do senhor. Espero que tenham tido bom proveito e que a Senhora da Boa Morte os tenha acolhido no seu seio.

    Gostava de ver o Gabriel, e outro(a)s, a dissertar sobre o "direito de pernada" e sobre as "permícias", naqueles tempos e nos de hoje.

    Vejam se os companheiros A.Leitão e R. Marques, têm algo a dizer sobre o assunto, as gerações futuras esperam por isso e que lhes chegue a mensagem.

    A Paula Sofia, a "impertigadinha", pode fazer o contraditório.

    Abraços,

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  29. Brincando com as palavras:
    - Não quero nada com nenhuma empertigadinha que se contradiga. O contraditório (no sentido "palerma" de "arte do que SE contradiz")é uma arte destinada ao requintado mundo da politica! ;)
    - Não creio que a senhora da boa morte tenha grande actividade no(s) seu(s) seio(s), e mesmo que tivesse, não acolheria em tão doce ninho uns meros marqueses de uma vila como o Louriçal.
    - Quanto às visitas anuais, a única coisa que tenho a dizer é que talvez os marqueses ja estivessem casados com o Louriçal há muitos anos, e daí as "visitas" tão pouco frequentes. A chama vai esmorecendo...
    - Também eu gostava de dissertar sobre o "direito de pernada". Oh, que talvez acabasse (que estas coisas são cíclicas, como nos ensinou Marx) no seio da nossa senhora da boa morte!

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  30. Gabriel, daí o reparo e a tentação das "beim bouas" do Vida Loka.

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  31. Nah... eu ainda estou casado há pouco tempo... ;)

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  32. Significa que se fosse casado há mais tempo não havia qualquer problema?!
    Não acredito que se eu fosse uma "gaija boua" e me andasse a atirar a si, esperava uns anos, para quando estivesse menos capaz!

    Estamos a tornar o farpas um local de possivel engate...cuidado!!!

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  33. Exmos. Senhores,

    Primeiramente desejo questionar-me acerca da origem destes comentários injuriosos iniciados pela Senhora Paula Sofia Luz a quem desde já peço as minhas mais sinceras desculpas se porventura lhe terei sido desagradável e tenha sido isso que incitou a Senhora a iniciar um colóquio que detectei que prima pela simpatia e acima de tudo pela verdade... vista do outro lado do espelho suponho eu.
    Devo dizer-lhe que desde a minha mais terna idade que sei perfeitamente onde é o Louriçal, provavelmente melhor que V. Exa. até porque posso ter a certeza que a minha família já por lá andava no século XV. E V. Exa. pode fazer o mesmo?
    Permita-me a correcção, não é Marquês do Louriçal, é de Louriçal!

    Deve V. Exa. agradecer a um dos netos do muito respeitável Senhor D. Manuel Sebastião de Almeida de Carvalho Daun e Lorena, 9º Marquês de Pombal (não me parece que o dono de uma das mais extraordinárias residências de Lisboa venda casas... profissão que a mim me parece mais honrada que o ócio a que muita gente se entrega por este Portugal fora... é um dos filhos que o faz, mas à falta de Monarquia e de vários anos de jogo e maus negócios dos antepassados não à família que aguente, no entanto na área cultural muito me espanta que V. Exas. sempre tão informadas não tenham conhecimento dos contributos que este Senhor tem prestado sem qualquer pretensão) ter-me prevenido acerca deste dialogo edificante que se criou sem conhecimento dos “acusados”, o que é sem sombra de dúvida um procedimento muito honrado.

    Remeto V. Exas. para o Correio de Pombal, nº 1008, 9 de Julho de 2009, página 5, no local onde está a minha fotografia individual parece-me claro o que lá está escrito mas que cito para os mais distraídos: “...D. Tiago Henriques, filho do 9º REPRESENTANTE dos Marqueses de Louriçal (é verdade estamos em Republica e ao contrário de França, berço de oiro da igualdade, só nos podemos habilitar a ser representantes históricos de um património e não O Marquês... vejam isso como um pseudónimo)...” ... “... A colecção foi disponibilizada pelo oitavo Marquês de Louriçal, representado na inauguração pelo neto, D. Tiago Henriques e pelo sobrinho, D. Duarte (de Lancastre y Serrano)...”, o que podemos deduzir daqui? Que NEM EU NEM O MEU PRIMO SOMOS MARQUESES DE LOURIÇAL, questionando-me eu acerca do fundamento de V. Exas. para estas afirmações que terei todo o gosto de comentar.
    Um dia quando o meu jovem avô de 86 anos e o Senhor meu Pai de 47 falecerem aí sim aceitarei as criticas que V. Exas. tem a atirar aos meus antepassados, até lá sou um humilde procurador da família... apesar de ... segundo tudo indica ser o único herdeiro da Casa, do sexo masculino, que... apesar de ter carinha das “Gerações Populares”... do mal o menos ainda não subi ao grau de elevação de mulher lésbica de meia idade (Senhor Gabriel Oliveira, encarrega-me o meu primo de lhe agradecer o elogio que fez rir toda a família no decorrer do almoço de hoje).

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  34. Senhor Louricalba, que suponho nunca ter tido o gosto de conhecer,
    É um facto que a família possuiu em tempos residência no Louriçal que abandonou em meados de 1640 por alturas da Restauração para ir meter a cabeça a prémio para que V. Exa. hoje possa dizer que é português e não espanhol... caso não saiba o título de Conde da Ericeira foi dado pelos Filipes e não por um Rei português.
    Pergunto-me se V. Exa. num dos seus comentários, ao referir-se a contratos chorudos se referia à minha família por termos disponibilizado os documentos e as peças, que de outra forma V. Exa. jamais teria o privilégio de ver, até porque se não sabe eu explico-lhe, no terramoto de 1755 praticamente todos os bens e documentos que a família podia ter relativos ao Louriçal arderam no Palácio da Anunciada, e não em Palhavã que era uma mera residência de recreio que nem sequer nos pertencia e só entrou em nossa posse em vida do 3º Marquês de Louriçal por heranças dos Condes das Sarzedas, isto é, os poucos documentos que ainda existem relativos aos bens no Louriçal que ainda possuímos são verdadeiros “tesouros” documentais, pois reflectem os lautos bens que a família detinha na localidade e zonas limítrofes. Sinto-me obrigado a dizer-lhe que o facto de termos facultado à Câmara de Pombal alguns dos nossos bens não implica qualquer conexão com a mesma nem qualquer LUCRO, na realidade se está tão interessado em proveitos financeiros posso facultar-lhe todas as facturas dos restauros que mandámos efectuar especialmente nalgumas das peças para que fossem apresentadas com maior dignidade. A Câmara pagou alguma coisa? Não! Temos o maior dos gostos em que os naturais da zona tenham acesso ao nosso cartório onde as várias Abadessas do Mosteiro sempre nos “encheram” o arquivo com pedidos de perdão de dividas e outras coisas mais para os locais, e foram sempre atendidos. Se não acredita convido V. Exa. a deter-se algum tempo na exposição do Arquivo na estante onde se encontram três cartas da Abadessa e as respostas dadas pela 4ª Marquesa... três exemplos de centenas!!!!!!!!
    Em relação às outras exposições que refere, não temos nada a ver com as mesmas, no entanto sinto-me obrigado a sair em defesa das Irmãs que moveram montanhas para as realizar pagando do seu bolso muitas das coisas! Se gosta de falar do que não sabe trate de se informar primeiro.
    Em relação às Assembleias de freguesia facilmente imagina que não nos dizem respeito, a nossa freguesia é a de S. Martinho de Sintra e não a do Louriçal, como também facilmente imagina não somos culpados do processo judicial movido por morte do 4º Marquês pela sua mulher que fez com que as nossas “rendas” do Louriçal recaíssem na Casa dos actuais Sereníssimos Senhores Duques de Loulé, que ainda no século XIX venderam tudo quanto lá havia. Nascemos todos no século XX, talvez V. Exa. não porque as afirmações que faz sobre os meus antepassados são deveras curiosas... título em 4 vidas? Curioso... No Registo Geral de Mercês de S. M. El Rei D. João V o título é de Juro e Herdade, se tem dúvidas terei todo o gosto em enviar-lhe cópia do treslado existente no nosso cartório (faça favor de fazer o pedido para tiagohenri@live.com.pt, ou em pessoa porque provavelmente irei ao Louriçal na sexta-feira e até lhe posso levar o original se preferir)... sabe o que isso significa? Que a família nem necessitava de autorização Régia para fazer uso da mercê, isto é, imagine... era quase automático!

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  35. Henrique de Menezes, em 1496... Marquês? Se V. Exa. o diz... já sabe mais que nós! Em relação à publicação que refere... dos 8 Séculos de História não me atrevo a comentar a publicação porque é um facto que desconheço a história concelhia, mas a parte que nos diz respeito só tenho a dizer-lhe que, não fomos consultados, isto é, as fontes da obra são de tal forma diminutas que até a representação das nossas armas é perfeitamente ridícula, com um coronel que não faço ideia do que seja, o centro do brasão com uma coroa de louros?!?!?! E fora as afirmações feitas que mais servem para denegrir os serviços que os meus antepassados fizeram à Pátria! O segundo Marquês que destruiu quase todo o nosso património financeiro nem sequer é referido..E não, ninguém da família após o 3º Conde da Ericeira ia à vila, nem uma nem vez nenhuma por ano, era para isso que existiam os feitores

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  36. Senhor Gabriel Oliveira, apresento-lhe as minhas mais cordiais saudações,
    Súbdito? Onde? Sabe... só o Rei é que tinha súbditos e ao contrário do que as suas intervenções querem fazer transparecer a minha família desde a 2ª metade do século XVIII que praticamente não recebia nada do Louriçal, era mais o que se enviava para lá, apesar das terríveis dificuldades e dividas que a família acumulou à custa do 2º Marquês, em poucas palavras um verdadeiro traste.
    Não gosto do auto-elogio, mas... tenho a dizer-lhe que, A MINHA FAMÍLIA NÃO RECEBE QUALQUER PROVENTO DO LOURIÇAL, a minha obra não pode ser muita porque a minha idade também não o recomendaria mas já fiz possivelmente mais em prol da cultura do que V. Exa., é uma suposição... reverências? Alguém lhas pediu? Das poucas vezes que fui ao Louriçal (mais do que qualquer antepassado meu em mais de 300 anos) na maioria das vezes fui apenas para visitar as Irmãs e pouco mais.. pergunto-me se V. Exa. se dirige de forma tão indelicada a todos quantos tem alguma devoção religiosa.
    Pergunto-me também, se V. Exa. por acaso sabe que alguns naturais do Louriçal no dia da Missa Solene da abertura das Comemorações dos 300 anos do Mosteiro, que a minha avó, a 8ª Marquesa, D. Maria do Carmo, tentaram levar “emprestado” um colar de pérolas e outros adereços da avó e de uma prima que a acompanhou na missa, fora os desacatos mal criados e outros indecoros que infligiram às Senhoras da minha família enquanto estavam numa fila para entrar na Igreja para a cerimónia, certamente eram naturais que desejavam sentir que os impostos pagos à séculos atrás regressavam ao Louriçal.
    Posso adiantar-lhe que ao contrário da minha família, a maioria de todas as que detinham bens de raiz nas localidades que davam nome ao título na maioria das vezes nunca um único antepassado dessas mesmas famílias lá punha os pés, nem em tempos imemoriais nem hoje!
    Tenho a maior consideração por V. Exa. e terei todo o gosto em associar-me a uns copinhos em qualquer café do Largo D. Luís de Menezes, 1º Marquês de Louriçal (que lhe garanto que nunca lá meteu os pés pois passou metade da vida na Índia e exigiu o título de Marquês na segunda vez que para lá o mandaram) como já tenho feito em diversas vezes com outras pessoas que tenho tido o gosto e a honra de ter conhecido.

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  37. Senhor Palumbar,
    O respeitável Marquês de Pombal, D. Manuel é um Senhor de idade e já teve aborrecimentos que cheguem, o seu filho Sebastião, Conde de Oeiras, o Senhor que se ocupa de vendas imobiliárias merece todo o respeito porque tal como suponho que V. Exa. faz, ele trabalha para sustento da Casa que o antepassado deixou rica e que os avós deixaram pobre por ao contrário dele.. não trabalharem!!! Para que queria aí o Senhor Manuel Pombal? Para o injuriar?

    Senhor Jorge Ferreira, distinto arauto da genealogia da minha família, temos de o contratar!
    É de facto verdade que o primeiro Marquês era casado com uma Senhora Rohan, filha dos príncipes de Rohan-Soubisse, poderá encontrar o retrato da sogra do primeiro Marquês na exposição que pelos vistos viu muito mal (na realidade poderá ver na mesma exposição listas das propriedades que por lá tivemos)... Está muito errado, de facto a família durante alguns anos residiu por lá, inclusive sugiro vivamente uma visita à Igreja Matriz, e poderá encontrar por lá algumas sepulturas dos meus antepassados que decerto apreciará, pela humildade das mesmas.
    Primeiro desejo esclarecer-lhe uma pequena dúvida, é um facto que D. Luiz Eusébio, morreu sem descendência... mas ... veja isto: http://www.geneall.net/P/per_page.php?id=54236 ... parece que o pai dele teve mais filhos não é? Se tem muito interesse por esta matéria terei todo o gosto em fazer-lhe uma descrição sumária deste assunto. Poderá encontrar na exposição patente no Arquivo o retrato de D. Maria Antónia Nussane, o original!
    Preocupa-me é a sua vertente pró-Monárquica, olhe da minha parte só tenho a dizer-lhe que se voltássemos a ter Monarquia eu fugia do País mais depressa do que os ratos de um barco que se afunda! Respeito acima de tudo o património imaterial que herdei dos meus antepassados mas não queria de todo viver nas mesmas circunstâncias politicas que ele... nunca tive paciência para ser moço de estrebaria, como o era D. Luiz Eusébio, Estribeiro-Mór.
    Tal como ao Senhor Gabriel, teria todo o gosto em associar-me a V. Exa. nuns copinhos lá na vila para de forma civilizada tentar compreender o seu ponto de vista que muito me interessa do ponto de vista sociológico obviamente.

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  38. Senhor JA,
    Tem toda a razão, hoje os títulos não são nada. Se quer saber, desde muito novo, inclusive no meu colégio, associações à minha família e tudo mais sempre foram mal vistas e na própria Universidade tive professores que provavelmente pelo meu ar das Gerações Populares se sentiram de tal maneira diminuídos comigo que me perseguiam! Bendita hora que chegou a Republica e nos encheu a todos de igualdade e fraternidade.
    Acha-me arrogante? Deixe-me dissecar a sua afirmação, tendo em conta que a fotografia me mostra a mim e ao meu primo com a minha amiga Inga Magistad, Embaixadora da Noruega, em amigável colóquio a comentar o que se apresentava diante os nossos olhos... por favor diga-me onde está a arrogância. Se alude ao traje... só me cabe dizer-lhe que a Republica também lhe pode falar sobre isso.. parece-me alguma espécie de critica ao facto de eu não gostar de andar de calções, camisola de alças e boné virado ao contrário?

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  39. Senhor Roque,
    Queira aceitar os meus protestos de estima e consideração pelas gentis palavras que no meio de tantos impropérios e injurias teve a amabilidade de nos dirigir, ao contrário dos outros Senhores que se limitaram à tipica atitude portuguesa, criticar o que não se conhece só para não estarem calados e acima de tudo denegrir o que o pouco bem que outros possam tentar fazer para tirar as atenções de cima dos próprios para que se não veja o que não fazem.

    Como diria uma Senhora que muito me inspira,

    “...Il faut me pardonner quelques plaisanteries sans importance et sans parti pris...”

    Cumprimento todos os gentis intervenientes neste blogue que me deram o alento necessário para o primeiro texto que me aventurei a colocar num blogue na minha diminuída e nula idade.

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  40. Ai jesus... tanto tinha para dizer! Vou tentar ser curto.
    Caro "marquês", gosto da tua certeza quanto à obra cultural. Vai um despique? Não contes aquilo que a tua familia pagou pela cultura, porque depois teríamos que discutir a proveniência do dinheiro. Fala-me apenas de obra tua: que fizeste ou tens feito pela cultura?
    Depois de contares, eu conto-te os anos pelo teatro, pela vida associativa (com trabalho, não com títulos), pelos coros, pela música...
    Quanto a saber onde é o Louriçal, não serve para justifica elevado nível cultural, camarada! E o facto de os teus tetaravós cá terem estado, é-me igual ao litro. A Paula não precisa, seguramente, que os seus antepassados do século XV atestem a sua pertença ao Louriçal, porque tem obra e presença recentes. Os antepassados da Paula do século XV (que talvez sejam do Louriçal) já fazem pó há muito, e portanto "não contam para o totobola"!
    Quanto ao outro camarada que também é marquês, agradece-lhe por mim. É um gosto, de facto, saber-te leitor destas palavras!
    Então, e como é, sempre vais ser marquês a sério? Se percebi as tuas palavras, a "machesa primogenital" da tua condição a isso conduz, não é? Como diria o nosso primeiro, "porreiro, pá"!
    Quanto às "mercês automáticas" e à descrição do "Pombal: 8 séculos de história", do prof. Joaquim Eusébio, e ao facto de serem os feitores a virem cá "cobrar"... enfim, tenho dificuldades em opinar sem ser insultuoso, por isso fico-me só pelo mote. Mas eis um bom motivo para o "azedume" face aos marqueses que percebeste nas minhas palavras. Topas?
    Curti o trato de "V. Exa"... isto é um aparte, mas curti mesmo! Vindo de quem vem, tem outra pinta! E não, nao tenho nada contra devotos, e garanto-te que não era um dos "naturais malfeitores" que tentaram abocanhar as pérolas de senhora tua avó... nem tenho a certeza se foi alguém do Louriçal, ou se os avós dos ditos malandros, no século XV, já por cá andavam!
    O copo está prometido, espero que seja cumprido. Eu ando sempre por cá, pela Vila. Acho que já um antepassado meu, Celta de tempos ancestrais, era Louriçalense, imagina bem. E já bebia finos no senhor Henrique, ainda a praça não era de marquês algum... aparece, que a malta entende-se!

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  41. Oh Senhor D. Tiago! Ainda bem que isso da monarquia não é a sério. Já viu a celeridade com que V. Exª respondeu a uma questão levantada num 14 de Julho (emblemático, hã...)?
    Bem, o que lhe posso eu dizer: que nunca como hoje tive tanta pena do meu avô Torrado cá não estar (mas morreu quando era um jovem de 80 anos, e isso foi há quase 25, note bem), para trocar umas impressões consigo sobre património e amor à terra e ligações a ela. Ou mesmo a minha avó Maria, parteira lá da Moita do Boi (estou certo que sabe onde fica), que a partir da sua humilde casa, ali junto à fonte dos Ferreiros, debaixo de um freixo que apodreceu com o tempo, deu à luz 13 filhos e ajudou a nascer os das outras mulheres da aldeia. Mas finou-se, igualmente jovem de 80 e tais, há coisa de uns 20. Tão-pouco o meu avô Zé Maria (Alfaiate), que (também) descansa em paz junto ao quartel dos Bombeiros. De todos só a minha avó Leontina está ainda para as curvas. Mas como teve de trabalhar toda a vida - veja só que família me calhou em sorte, com esse péssimo hábito - por mais que saiba da terra e de tudo o que ela nos dá, pouco sabe dessas suas histórias. Mas sabe uma que ainda hoje se canta e conta em quadra: "Porra! - disse a marquesa ao bater com as mamas na mesa. Mas lembrando-se da esmerada educação que recebera na Suíça, logo emendou, e em vez de porra, disse Chiça".
    E nisto faço minhas as palavras do meu conterrâneo Nuno Gabriel (Oliveira, dos Oliveiras, das Cavadas, que por certo conhece), e convido-o a partilhar de um refresco na esplanada do Senhor Henrique. Pode ser agora nas festas do Louriçal.
    Passe bem. E lembre-se que "crítica" se escreve com acento no primeiro "i".

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  43. A propósito queira perdoar os erros ortográficos mas neste momento escrevi-lhe de um teclado verdadeiramente bizarro... com o qual não me entendo.

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  44. Exmo. Senhor Gabriel Oliveira,
    Pergunto-me se V. Exa. algum dia me foi apresentado… ou estudou comigo ou algo do género para se dirigir a mim com tanta familiaridade! Devo sentir-me honrado com essa mercê?
    Em relação às minhas habilitações literárias e outras, guardarei essa informação para não ser apelidado de gabarolas, para os finos que V. Exa. se digna a tomar comigo! Prometidos!
    Bem vejo que tem sumo interesse nas questões de hereditariedade da minha família, aos interessados em matérias de história nobiliárquica tenho sempre o maior dos gostos em entrar em colóquio demorado, e esclarecido.
    Uma vez mais vou referir a obra que o Exmo. Senhor Professor Joaquim Eusébio fez decerto com todos os cuidados, mas, caro Senhor Gabriel Oliveira permita-me dar-lhe parte de uma informação que me parece que o está a deixar inquieto, os feitores… eram Louriçalenses, quem sabe antepassados de V. Exa. ou da Senhora Paula! Basta ler a correspondência das Abadessas e temos uma clara imagem do que por lá se passava no que diz respeito à administração dos bens da família! Ninguém queria pagar as rendas das terras que nos pertenciam!!! Imagine V. Exa. que o Fulano C, que é proprietário da Loja B, na Rua tal no Louriçal se recusava a pagar a renda ao proprietário do edifício… como era? Ia tudo para tribunal e era uma cena de pugilato se fosse preciso… Sabe o que respondiam os meus antepassados na grande maioria das vezes?? “Minha Madre, dê aviso a tal fulano que lhe perdoamos a divida mas que não volte a prejudicar a Casa”… repito, tem na exposição em Pombal pelo menos dois exemplos destes… (três anos de renda se bem me recordo num dos casos). Mas que relevância tem isto hoje? Porventura V. Exa. acha que eu ou alguém da minha família vai agora pedir o dinheiro que não foi pago das rendas? Tenhamos bom senso, isto não passa de diálogo curioso, como uma vez ouvi dizer por aí, conversa para encher chouriço porque é tudo no campo da história curiosa de uma localidade.
    Não tive o gosto de conhecer o Senhor Henrique onde o seu antepassado Celta já bebia os tais finos (devo supor que se trata de uma alusão a copo de alguma coisa) mas decerto pode contar com a minha presença.
    Creia-me com toda a estima e consideração…

    P.S. – Agradeça ao António Pombal, neto do Manuel Pombal (o Marquês pai do Conde que vende habitações, que forma indigna de ganhar a vida..) que anda sempre de olho por estas bandas a ler as palavras que V. Exas. vão dando sobre os episódios da vida de Pombal, um grande bem haja a este brilhante trabalho de injúria pública!

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  45. Exma. Senhora Paula Sofia Luz,
    Muito me honra com as honras com que me distingue, mas vindas de quem as despreza dispenso que faça troça de uma mercê com que os meus antepassados me distinguiram a mim e aos meus descendentes, que espero sejam tantos como os que a sua Avó Maria da Moita do Boi teve.
    Sou Monárquico de coração mas constitucional (preferia a Monarquia, mas à falta de melhor deixemo-nos estar em Republica para não sofrer os males que os soviéticos infligiram ao Mundo com as duas técnicas de igualdade muito pouco iguais) de inteligência…
    O Senhor seu Avô, Torrado que não tenho qualquer dúvida que se esforçou mais que qualquer um dos meus Avós que todos nasceram sob tectos dourados desenhados pelo Cinatti e paredes pintadas pelo Rambois e algumas pelo Pillement, que desde o dia em que nasceu possivelmente não foi favorecido (pelo que me deu a entender), e não tenha qualquer dúvida que tenho tanto respeito por ele como por um Duque de Lafões ou por um qualquer Grande de Espanha.
    Olhe, curioso a sua Avó Maria, parteira, imagine lá que a minha avó D. Teresa Caetana (de quem existe retrato na exposição de Pombal, http://www.geneall.net/P/per_page.php?id=1229214) morreu durante o parto, pois fizeram-lhe uma cesariana, a sangue frio para extrair de lá o que mais tarde veio a ser o meu quarto avô (a vida dele era claramente mais importante porque viria a ser o representante da Casa), e morreu atrozmente com dores e hemorragias terríveis, porque na altura não era por ela ser neta do 3º Marquês de Louriçal que estava isenta de dores e outras coisas terríveis que aconteciam a qualquer um… não terá sido por acaso que a Rainha Carlota Joaquina quando faleceu estava inundada em fezes e outras coisas da mesma sorte..
    Já o meu trisavô, D. Manuel de Menezes, 6 representante da Casa de Louriçal foi assassinado por um operário da Herdade porque não lhe quis pagar qualquer coisa que o Senhor lá lhe exigiu e então o operário não foi de meias medidas e deu-lhe com um machado na cabeça e lá se foi o meu trisavô que dizem que tinha visões de Santos e outras coisas! Diz-se que morreu por amor à Terra, porque não a queria explorar a pagar mais a um feitor que queria algo que não lhe pertencia. Que biltre este meu antepassado! Diga lá que ele não mereceu levar com o machado? Descansa em paz ao lado do capítulo na capela do Solar das Águias, na Herdade dos Altos, perto da Vidigueira.
    Olhe se a Marquesa bateu com alguma coisa na mesa eu não sei… mas… uma coisa lhe garanto, não foi nenhuma Senhora da minha família que teve essa saída verdadeiramente deliciosa, porque nenhuma estudou na Suíça, pelo menos nessas gerações mais antigas. Houve uma de facto que estudou em Paris (em meados do séc. XIX) mas nunca viveu em Portugal e tão pouco foi ao Louriçal.
    Não conheço os Oliveiras das Cavadas, que não tenho qualquer dúvida sejam de ascendência pré-clara mas nunca é tarde para aprender, me dirá se eles constam do Nobiliário Português, e se não constam é porque o malvado do historiador também ele era um biltre que não merece perdão.
    O convite está aceite.
    Permita-me a questão, por algum momento fui indelicado consigo para a ter levado a escrever as injúrias que escreveu ao iniciar esta discussão?
    Deste seu leitor,
    Beijo-lhe a mão com toda a estima e consideração

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  46. Caro Tiago Louriçal,
    Nos seus ricos comentários fui dos poucos não visados, o que se compreende, já que não valorizei a sua presença por estas terras e não critiquei nem elogiei a sua pessoa ou a sua família. Apesar de gostar de História dispenso os aproveitamentos de eventos ou efemérides deslocadas da realidade ou do contexto soció-cultural.
    Mas tenho que lhe tirar o chapéu, esteve acima das observações e das críticas, mostrou ser um verdadeiro Marquês e deu uma grande lição de humildade e frontalidade na forma como encaixou as criticas e lhes respondeu. Coisa rara por estas terras.
    Quando passar por cá terei todo o gosto em beber uns copos consigo.
    E, agora que lhe tomou o gosto, continue a participar neste blog. Engrandecê-lo-á concerteza.
    Receba um abraço,
    AM

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  47. Exmo. Senhor Adelino Malho,

    Agradeço as gentis palavras com que me distingue.

    A minha frontalidade foi utilizada aqui como a utilizo em tudo na minha vida... Não posso é tolerar que seja feita chacota do bom nome dos meus antepassados que deram a vida pelo País que hoje temos. e que não tenho qualquer pejo em afirmar que não foi o que eles idealizaram.
    Por favor não me trate por Marquês que a minha idade não me permite essa distinção, e só serei honrado com essa mercê no dia, que espero que esteja bem longe em que o Senhor meu Avô e Pai partirem desta... para uma melhor!
    Se quiser, associe-se ao colóquio no Café do Henrique (não faço ideia qual seja..) que decorrerá ainda não sei em que ocasião mas que espero que em breve!
    Queira aceitar os meus respeitosos cumprimentos,

    De V. Exa.

    Tiago Louriçal

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  48. Ó Tiago,
    ainda não te passou pela cabeça que o tempo dos marqueses já acabou, no Portugal Republicano (imperfeito mas carbonário no bom sentido) de hoje em dia? Não, não estudámos juntos, nem sei que cursos tens. Queres que te trate como, por "Vossa excelência"? Que idade tens, camarada? Trato-te por "tu", e é evidente que te deves sentir honrado por estas mercês. Eu também trato por tu os amigos, vê lá tu bem!
    Quanto à origem dos feitores... talvez eu não tenha sido claro, mas o meu ponto é muito simples: eu estou-me borrifando para quem era quem há 500 anos atrás. Tu ou eu podiamos até ser descendentes Rei, ou do Shakespeare, ou o diabo... que isso não fazia de nós melhores nem piores do que aquilo que formos capazes de construir por próprias mãos.
    Numa coisa tens razão, eu não tenho nada particularmente contra ti. Não me agrada é o título (actual, passado ou futuro). E isto não e uma discussão de sistema politico, é uma discussão de igualdade. Seja ela uma liberdade "liberal", "marxista", ôntica, como queiras: não pode aspirar a ser tratado como igual aquilo(aquele) que nasceu tratado diferente. Conversa de "plebeu"? É possivel. Mas é com ela que me apresento!

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  49. Exmo. Senhor Gabril Oliveira,

    Deixa-me extremamente penhorado saber que me considera seu amigo para me dar o mesmo tratamento. Um grande bem haja!
    Ciência Política caro Gabriel Oliveira, foi para esses lados que me especializei. E não, não foi com cunhas, títulos e mercês especiais da Santa Madre Igreja que me despachei do curso.
    Se o problema é realmente a mercê meramente honorífica do título acho estranho... a sua Republica igualitária dá comendas e louvores aos cidadãos que se distinguem, que diferença vê num título honorifico que a única coisa que me pode dar hoje é o conhecimento dos meus antepassados? Se quiser fazemos a experiência, no meio do Largo D. Luíz de Menezes, 1º Marquês de Louriçal, que no tempo do seu antepassado Celta devia ser Largo de um qualquer tribuno romano... pico o dedo e vai ver que o meu sangue é precisamente da mesma cor que o seu, portanto não me pode acusar de ser o portador num futuro, que espero longe, de uma mercê que só me dá obrigações morais e de exemplo social e acima de tudo força-me a ultrapassar os exemplos de honradez que os meus antepassados tiveram para nos deixar um legado que nos une mas não me faz melhor nem pior que V. Exa., somos apenas diferentes e partilhamos de concepções sociais muito distintas.
    Acima de tudo acho que deve olhar para um titulo não como uma forma de distinção mas sim como um velho pergaminho guardado num cartório que apenas nos lembra o que devemos fazer no futuro.
    Conversa de plebeu? Olhe, tenho a dizer-lhe uma coisa, o comentário mais anti igualdade que ouvi em toda a minha vida a pontos de me chocar a mim, aos meus pais e aos Embaixadores que nos acompanharam ás cerimónias de Maio foi precisamente no Louriçal.

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  50. Exmo. Senhor Gabriel Oliveira,

    Queira perdoar o lapso no anteior post, no nome.

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  51. Tiago, estás perdoado, que escrito "Gabril" até se aproxima da forma árabe que me é querida (tu, devoto, saberás e apreciarás o pendor ecuménico do anjo Gabriel, anunciador que foi tanto para cristãos como para muçulmanos).
    Agora sim, começamos a entendernos... a discutir ideias. Por mim, não voltamos mais a registos "pessoais", e peço desde já desculpa por algum excesso.
    O titulo, ainda que honorífico, tem uma carga simbólica. E nem por isso se torna mais inofensivo, crente que estou que irás concordar que o símbolo é verdadeiro móbil da acção, ultrapassando-a não raras vezes.
    Também não sou fã das comendas republicanas. Na verdade (e por utópica e ingénua que a frase te parece), preconizo uma sociedade de igualdade absoluta em direitos e deveres. A começar pelos deveres morais! Mandar lixo para o chão, não o reciclar, abandonar ou maltratar um animal... são actos tão vís para um marquês, um Deputado da Assembleia da República ou um "doutor engenheiro", como para qualquer lavrador ou resineiro. Ao exigir esse comportamento de alguém que mal consegue pagar a comida que leva para a mesa, estou a torná-lo igual, apesar de a sorte lhe ter sido madrasta nas condições materiais, ou de ter tido menos méritos na construção do seu sucesso pessoal. E aqui reside uma diferença fulcral no nosso pensamento, creio: eu aceito uma subalternização perante a ideia de igualdade. Se sou a favor do Rendimento mínimo? Sou, claro! Mesmo que existam uns malandros que o recebem porque não querem fazer nada? Sim, sou a favor. podemos tentar melhorar o sistema, mas nunca abandoná-lo. Por outras palavras, acho que a igualdade enquanto característica INDIVIDUAL prevalece diante de outros factores (heráldicos, familiares, económicos, religiosos,...), não tolerando sequer influências por parte destes. Como te vi interessado/entendido pelo pensamento francês, remeto-te, por exemplo para o pensamento hetrológico de um Emmanuel Levinas (ou para a alteridade cristã de um Gabriel Marcel), numa adptação livre (e por certo falaciosa, porque minha)ao contexto sociológico: o rosto do outro (aqui, rosto como a condição de igualdade) mata-me quando estou diante dele. Oprime-me. E disso faço lei universal, tipo "moral kantiana".

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  52. Exmo. Senhor Gabriel Oliveira,

    Sim reconheço bastante bem o pendor ecuménico do anjo Gabriel, imagine lá o quão ecuménico eu sou que cheguei a receber lições de árabe na Mesquita de Lisboa pelo Sheikh David Munir, e com a devida autorização eclesiástica... não se conheceu dano na minha fé católica.
    Não vou ousar comentar as suas ideias de administração pública, que facilmente imagina que em grande parte são contrárias às minhas. Não questiono nenhuma delas. O único caminho de discussão que posso ter com V. Exa. nesse campo poderá ter a ver com as elites endinheiradas (de novo entenda-se...), que em vez de procurar cultivar qualidades condizentes com a sua nova posição económica, timbram em permanecer na vulgaridade dos seus hábitos e do seu modo de ser. Julgo conveniente tecer considerações neste campo, mas imagino que não concorde com esta opinião.
    Os ideais franceses, bem, não me atrevo a comentar alguns deles criados por verdadeiros assassinos e sanguinários que “trataram de saúde” a parentes meus, às centenas! Deverá supor que é um período que não se recomenda.
    Vou atrever-me a citar a Carta Apostólica "Notre Charge Apostolique”, de 25 de Agosto de 1910 (curioso quase em cima do mês em que o nosso Portugal quase milenar levou a penúltima machadada.. e recebemos como símbolo uma bandeira que parece um lagarto com a língua de fora!!!), em que Sua Santidade o Papa Pio X analisa a esquerda de Le Sillon, de Marc Sangnier:
    "Eis agora o elemento capital, o elemento moral.. Arrancado à estreiteza dos seus interesses privados e elevado até aos interesses da sua profissão, e mais alto, até aos da Nação inteira, e mais alto ainda, até aos da Humanidade (porque o horizonte do Sillon não se detém nas fronteiras da Pátria, mas estende-se a todos os homens até aos confins do mundo), o coração humano, alargado pelo amor do bem comum, abraçaria todos os companheiros da mesma profissão, todos os compatriotas, todos os homens. E eis aí a grandeza e a nobreza humana ideal, realizada pela célebre trilogia: Liberdade, Igualdade, Fraternidade..."
    "Attenditi a falsis prophetis", palavras de S. S. acerca dos falsos profetas da igualdade que almejavam enviar uma torrente de erros e vícios, por obra e graça da Revolução Francesa, que já ameaçou inundar tudo... ainda citando S. S., "qui veniunt ad vos in vestimentis ovium, intrisecus autem sunt lupi rapaces" (citei em latim como S. S. o disse, e que significa : aproximam-se de vós com peles de ovelha, mas na realidade são lobos rapaces).
    A questão da nobreza é longa, no seu sentido mais filosófico, ao contrário do que possa fazer crer teríamos muito que dizer, senão repare:
    Aristocratas são os melhores, segundo o sentido etimológico da palavra. Esta "leva entranhada em si a ideia de perfeição, a ideia de virtude" (Verbum Vitae, Mons. Angel Herrera Oria), com efeito "a aristocracia tem hábitos virtuosos", trata-se aqui de hábitos do entendimento e da vontade, pelos quais se sobressai a aristocracia.
    O tipo de aristocrata, considerado individualmente, engendrado pela filosofia antiga, é o sábio. São virtudes fundamentais do verdadeiro aristocrata (pelo menos assim devia ser..... não afirmo categoricamente, somos todos humanos)a perfeição moral e o amor ao povo(ao contrário do que V. Exa. quer transparecer, entenda-se "povo" como palavra generalizadora e não como forma depreciativa).

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  53. Caro TiagoLouriçal, em primeiro lugar gosta muito de escrever, nota-se.
    Em segundo, concordo que fiz um juízo de valor que não me fica nada bem, sendo que apenas se baseia numa foto, mas a verdade é que a postura e o olhar (não sei se do senhor, se do seu primo) transmite efectivamente as sensações que escrevi.
    Acredito que seja extremamente complicado lidar com títulos que, apesar de não serem valorizados pela maioria, contnuam a existir e a ser sinónimo de tratamento diferente (quer para o bem quer para o mal).
    Confesso que ainda não li os seus comentários na totalidade, pois são realmente extensos, mas logo que tiver tempo terei esse cuidado e, quem sabe, redigir um cometário mais preciso.

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  54. Exmo. Senhor JA,

    Em relação à fotografia olhe, modéstia à parte, só tenho a dizer que estou extremamente desfavorecido, naquele dia já estava muito cansado e aborrecido com outras questões (ainda gostava de perceber de onde raio ela veio! Já agora a Exma. Senhora Paula Sofia Luz bem que mo podia revelar porque gostava de guardar algumas como recordação!) já para não falar de que ter de estar a dar indicações ao telefone a pessoas que nunca tinham ido ao Louriçal na realidade também não favoreceu muito a minha disposição.
    Folgo em saber que os seus comentários são fruto de uma fotografia! Ora que bonita coisa de se dizer... Admita lá, vontade de dizer mal, pura maldade :)
    Aqui estou eu para lhe responder a qualquer duvida que os meus criminosos comentários, e longos, com todo o detalhe, sim porque eu gosto do detalhe e mais ainda de escrever... será sinal de fascista nesta terra?

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  55. Estamos nos antípodas, Tiago.
    E (que raio) trata-me por tu, que esse "Ex.mo senhor" fica mal a um gajo novo como tu, mesmo que lisboeta! ;)
    Contrariamente ao que poderá ter pairado no ar, do meu comentário, nada obsto quanto a elites. Mas a outra estirpe de elites, sejamos claros. Vejamos o preconizado pela geração Seareira, no primeiro quartil do século XX. É um conceito de elite (intelectual, e não só...) que se vê sobre-responsabilizada por essa sua condição de elite. E concordo com o conceito. Mas vejamos é as condições de acesso a essa elite. Aí é que "a porca torce o rabo"! A sanguinidade não é, quanto a mim, justificação para alguem se arrogar como pertença a essa elite. Damos valores diferentes ao legado familiar, é evidente.
    De igual forma, não subscrevo a conduta de um Robespierre ou Marat, nem me julgues um neo-jacobino desterrado num "lugarejo" louriçalense. Reconheço muitos dos exageros republicanos, claro. Mas não houve só "bons" e "maus" na revolução francesa. E há um sentido histórico que, hoje, prevalece mais que os acontecimentos de per si, à data. Não os desculpabilizam, mas dão-lhe sentido histórico. E esse foi num sentido correcto, parece-me.

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  56. Já estava preocupado a sentir os vapores Robesperianos a emanar do Louriçal até à Serra de Sintra!

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  57. Já agora (e não queria ir por aí, para não fazer cair por terra o discurso outra vez, mas não resito), há figuras aristocratas que me são particularmente queridas. O Divino Marquês (eheeh), o Marquês de Sade, o Conde de Lautréamont (nome mais sonante do que Isidore Ducasse, sem dúvida)... aqui vai a minha vénia a certa aristocracia. Também tu terás alguns republicanos de estimação, certo?

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  58. Companheiros, camaradas e amigos farpeiros,

    Oh meças..., que perdemos um Marquês ( ainda bem ) mas ganhámos um Homem. Quem sabe, porque não um, Farpeiro e um futuro amigo. Bem-haja e seja Benvindo Tiago Louriçal.

    A sua atitude e as suas palavras honram-nos e merecem que as honremos.

    Faço minhas as palavras do Gabriel Oliveira. Se algum excesso cometi, foi de linguagem, nunca esteve em causa a sua pessoa, nem a pessoa dos seus ou a dos seus antepassados mais ilustres ou mais humildes, mais dignos ou menos dignos, que os há em todas as famílias.

    O que esteve em causa foi mais a situação, os símbolos e algumas das realidades, melhores e piores, da sociedade aristocrática do Antigo Regime.

    Quando aqui comentei não tinha visto, sequer, a exposição. Por isso, ela nada teve a ver com a minha avaliação.

    Do que não gostei foi do que transpareceu na notícia que li num jornal da região em que pareceu ter havido um certo deslumbramento perante uma certa Nobreza ( não a sua pessoal, que se vê que a tem) de salão e de cortejo, deslocada no tempo e fora do contexto de uma sociedade republicana do Século XXI.

    Pelo que li de corrida, permito-me dizer que as notas e os pontos de vista que aqui trouxe, foram apresentados com elevada urbanidade e defendidos com brilho e galhardia. Reconheço, até, que o fez com alguma da humildade que me faltou a mim, o que agradeço me releve.Nisso lhe dou o meu sincero aplauso. Penso, aliás, que a Paula Sofia e o Gabriel de Oliveira, se não o disseram ainda, não deixarão, também de lhe o reconhecer e agradecer.
    (...)

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  59. Quanto à forma e ao estilo que tanto incomoda o Gabriel de Oliveira, não vejo razão para isso, será o que mais lhe aprás para as situações de maior formalidade e solenidade,que sendo ao seu gosto, só nos cabe concordar ou discordar, mas, acima de tudo, respeitar.

    Se o tempo e as ocasiões o proporcionarem, aliviar-se-ão os adornos e ficaremos mais próximos da radicalidade dos valores da liberdade, igualdade e fraternidade. Estou certo que se o encontro no Café do Sr. Henrique se proporcionar, será um bom começo e estaremos felizes entre iguais.

    O seu desconhecimento do que são os finos revela uma candura, um alheamento do mundo e a suave ironia de quem sabe rir sem abrir muito a boca, mas que nem por isso ri menos, nem com menor satisfação.

    Quanto a isso, somos também bafejados pelos os escritos do nosso "Nobre Povo", que usa um estilo semelhante, apenas um pouco mais despojado, por exigências do Estado Novo que impunha mais secura no estilo e parcimónia no trato. Espero que, também ele, responda ao chamamento do dever e nos honre aqui com as suas palavras, trazendo-nos a voz e o pensamento do Sr. Presidente Narciso Ferreira Mota, meu parente, muito estimado.

    Tenho gosto e curiosidade pela História. Genealogia é apenas uns instrumento ao seu serviço de que conheço muito pouco, por ser, segundo julgo, uma área reservada a iniciados, com bibliografias de alguma raridade e acessíveis a muito poucos. Do ponto de vista pessoal o conhecimento dos meus antepassados não vai além dos bisavós, e, até hoje, basta-me. Não faço questão em ir à procura de quaisquer títulos ou de saber que poderei ter tido entre os meus antepassados algum Senhor, algum Barão, alguma Meretriz, algum Moçárabe, algum Judeu (o que é bem provável) ou algum Padre (do que já tenho a certeza), como acontecerá com quase todos os portugueses.

    Depois dos comentários que antecedem, fui ver a exposição alusiva aos seus antepassados Marqueses de Louriçal. Do que me foi dado a ver, se quer que lhe diga, para mim foi uma grande desilusão. Sem retirar o valor aos lembrados e aos objectos expostos (para si e para os seus, incalculável, seguramente).

    Com todo o respeito, os Marqueses, o senhor, os seus e, porventura, o que, para a si como a para mim, e para o povo de Pombal e visitantes seria mais importante,era que a exposição permitisse conhecer mais dessas importantes figuras da História suas relações com o Louriçal, com a região e com o pais. Nesse sentido, a exposição é de uma pobreza que me envergonha e devia envergonhar os responsáveis que a promoveram e organizaram. Começando na "sala" (mais patim ou "hall de entrada"), nos expositores, na iluminação, a faltar dignidade e conceptualmente esclerosada.

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  60. Depois, para não sermos muito exigentes, ao menos, deveria ser feita uma apresentação explicativa e cronológica dos factos e feitos dessas pessoas, como uma pequena biografia e enquadramento na história da época. Seja, recorrendo aos tradicionais cartões ou a um pequeno livro, ou,seja melhor ainda,recorrendo a meios áudio-visuais (um pequeno Power Point, que fosse). Que explicasse, entre tantas coisas, que, afinal, não foram só quatro Marqueses que ainda hoje existe a descendência e que, afinal, faz e fez, todo o sentido vossa presença no local e no acontecimento.

    Para acabar, já que na sua família acharam graça, perdoem, juntamente com a senhora Embaixadora, se insisto. Há coisas para que cada um tem as suas quedas e tendências. No caso, confesso, o Gabriel Oliveira tem queda por Louras. Então, por nórdicas, nem se fala. Quando é este o caso esquece o Levinas, a emoção sobrepões à razão, os sentimentos e as suas consequências reforçam a visão da "alteridade", qe se exacerbam e aprofundam. Como sabe, com proveito ou não, gozam a fama de ser mais fogosas e liberais, fruto, imaginamos nós, de uma sociedade onde a igualdade de géneros é realidade,têm-se elas pelos homens como os homens como os Homens se têm por elas. Admirador confesso do Divino Marquês e do teatro como ele é. veste a pele de libertino que há nele ( e, acredito, em todos náos) usando os requintes de malvadez de que elas tanto gostam e lhes que espicaçam os apetites.

    A hora já é mais que tardia, voltarei logo que puder e renovo-lhe o meu apreço ter aberto portas e braços ao conhecimento e à fraternidade que tornam a tal alteridade, não um conceito, mas realidade das vidas que se querem bem vividas.

    Por tudo. o costumado

    Abraço

    P.S.: Uma curiosidade. O Tiago é o da bengala?

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  61. Voltemos à genealogia, Tiago e Jorge (que enriqueceste a discussão, como é teu hábito - e de hábitos já por aqui se tem falado).
    O Tiago refugia-se nas glórias do século XVI dos seus descendentes (que até podem ser os meus ou os do Jorge, também... sabe-se como essa malta era levada da breca, os verdadeiros "salta-pocinhas", esses sim). Mas eu peço-te que recues um pouco mais, Tiago. E os avós dos primeiros marqueses, não serão importantes, também? E os avós desses avós? Ou "a virtude" é conferida por decreto régio, ou não te incomodarás com este exercício de retrocesso. "Tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é... genealogia!!!". Onde íamos? Nos avós dos avós dos primeiros marqueses... certo... recuemos mais ainda... aos suevos e visigodos da reconcquista... ou antes ainda, quem sabe se não corre nas nossas veias o sangue de algum legionário romano, por certo nobre... ou o de um principe árabe. Quem sabe não descendendo directamente do califado de Damasco, do próprio califa ou de alguma das meretrizes do palácio. Mas recuemos... já te falei do meu antepassado Celta, que teve amigos Iberos e juntos bebiam cerveja em grandes canecas, comemorando as mortes que infligiram aos primitivos que aqui viviam (também deles descendemos, por suposição). E esses primitivos ainda se lembravam de quando desceram das árvores, e começaram a "conquista da erecção", não por visão das nórdicas, como sugeria o Jorge Ferreira, mas para ver os inimigos ao longe, na então savana primitiva e acolhedora dos primeiros homens. E lembram-se que, a dada altura, dois desses seres se encontraram, e por fêmea ou por carne (não, não se confundem), andaram "à chapada". Foi o primeiro confronto entre hominídeos. Um ganhou, e recebeu um qualquer título. Há 50,0000[...]01% de tu descenderes desse homem-macaco, Tiago. E outro perdeu, e saiu de rabo entre as pernas, procurando recolher novamente outra carne (ou outra fêmea) que acabava de perder. Eu tenho 50,000000...]001 % de probabilidades de descender desse.
    Mas recuemos mas, Tiago. Só mais uma geração. Na geração anterior (e a que queria chegar desde o início), nós (e aqueles de quem descendemos) eram IGUAIS! Absolutamente iguais. Fraternos ou desconhecidos, mas sem qualquer hierarquia social entre eles. E, se quiseres ir por aí... é desses que nós descendemos, Tiago!

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  62. Desculpem, apercebi-me de algumas muitas gralhas, que a noite acentou, perdoem-me a petulância, vou publicar novamente o comentário, com algumas alterações e acrescentos.

    Senhor Tiago Louriçal, companheiros, camaradas e amigos farpeiros,

    Oh meças..., que perdemos um Marquês (ainda bem) mas ganhámos um Homem. Quem sabe, porque não, um Farpeiro e um futuro amigo. Bem-haja e seja Bem-vindo Tiago Louriçal.

    A sua atitude e as suas palavras honram-nos e merecem que as honremos.

    Faço minhas as palavras do Gabriel Oliveira. Se algum excesso cometi (e cometi), foi de linguagem, nunca esteve em causa a sua pessoa, pessoa dos seus ou a dos seus antepassados, mais ilustres ou mais humildes, mais dignos ou menos dignos, que os há em todas as famílias.

    O que esteve em causa foi mais a situação, os símbolos e algumas das realidades, melhores e piores, da sociedade aristocrática do Antigo Regime.
    Quando aqui comentei não tinha visto, sequer, a exposição. Por isso, ela nada teve a ver com a minha avaliação.

    Do que não gostei foi do que transpareceu na notícia que li num Jornal da região em que pareceu ter havido um certo deslumbramento perante uma certa Nobreza (não a sua pessoal, que se vê que a tem) de salão e de cortejo, deslocada no tempo e fora do contexto de uma sociedade republicana do Século XXI.

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  63. Pelo que li de corrida, permito-me dizer que as notas e os pontos de vista que aqui trouxe, foram apresentados com elevada urbanidade e defendidos com brilho e galhardia. Reconheço, até, que o fez com alguma da humildade que me faltou a mim, o que agradeço me releve. Nisso lhe dou o meu sincero aplauso. Penso, aliás, que a Paula Sofia e o Gabriel de Oliveira, se não o disseram ainda, não deixarão também, de lhe o reconhecer e agradecer.

    Quanto à forma e ao estilo que tanto incomoda o Gabriel de Oliveira, não vejo razão para isso, será o que mais lhe apraz para as situações de maior formalidade e solenidade, que sendo ao seu gosto, só nos cabe concordar ou discordar, mas, acima de tudo, respeitar.

    Se o tempo e as ocasiões o proporcionarem, aliviar-se-ão os adornos e ficaremos mais próximos da radicalidade dos valores da liberdade, igualdade e fraternidade. Estou certo que se o encontro no Café do Sr. Henrique se proporcionar, será um bom começo e estaremos felizes entre iguais.

    O seu desconhecimento do que são os finos revela uma candura, um alheamento do mundo e a suave ironia de quem sabe rir sem abrir muito a boca, mas que nem por isso ri menos, nem com menor satisfação.

    Quanto a isso, somos também bafejados pelos os escritos do nosso "Nobre Povo", que usa um estilo semelhante, apenas um pouco mais despojado, por exigências do Estado Novo que impunha mais secura no estilo e parcimónia no trato e sinecuras. Espero que, também ele, responda ao chamamento do dever e nos honre aqui com as suas palavras, trazendo-nos a voz e o pensamento do Sr. Presidente Narciso Ferreira Mota, meu parente, muito estimado.

    Tenho gosto e curiosidade pela História. Genealogia é apenas uns instrumento ao seu serviço de que conheço muito pouco, por ser, segundo julgo, uma área reservada a iniciados, que exige muito trabalho e arquivos e bibliotecas, bem como bibliografias de alguma raridade e acessíveis a muito poucos. Nesse campo os meus interesses são mais para outros assuntos, especialmente a poesia. Do ponto de vista pessoal o conhecimento dos meus antepassados não vai além dos bisavôs, e, até hoje, basta-me. Não faço questão em ir à procura de quaisquer títulos ou de saber que poderei ter tido entre os meus antepassados algum Senhor, algum Barão, alguma Meretriz, algum Moçárabe, algum Judeu (o que é bem provável) ou algum Padre (do que já tenho a certeza), como acontecerá com quase todos os portugueses.

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  64. Depois dos comentários que antecedem, fui ver a exposição alusiva aos seus antepassados Marqueses de Louriçal. Do que me foi dado a ver, se quer que lhe diga, para mim foi uma grande desilusão. Sem retirar o valor aos homenageados e aos objectos expostos (para si e para os seus, incalculáveis, seguramente).

    Com todo o respeito, os Marqueses, o Senhor, os seus e, porventura, para a si como a para mim, e para o povo de Pombal e visitantes, seria mais importante, que a exposição permitisse conhecer mais dessas importantes figuras da História suas relações com o Louriçal, com a região e com o pais. Nesse sentido, a exposição é de uma pobreza que me envergonha e devia envergonhar os responsáveis que a promoveram e organizaram. Começando na "sala" (mais estilo patim ou "hall de entrada"), nos expositores, na iluminação, a faltar dignidade e conceptualmente esclerosada.
    Depois, para não sermos muito exigentes, ao menos, deveria ser feita uma apresentação explicativa e cronológica dos factos e feitos dessas pessoas, como uma pequena biografia e enquadramento na história da época. Seja, recorrendo aos tradicionais cartões ou a um pequeno livro, seja melhor ainda, recorrendo a meios áudio-visuais (um pequeno Power Point, que fosse). Que explicasse, entre tantas coisas, que, afinal, não foram só quatro Marqueses que ainda hoje existe a descendência e que, afinal, faz e fez, todo o sentido vossa presença no local e no acontecimento.

    Para acabar, já que na sua família acharam graça, perdoem, juntamente com a senhora Embaixadora, se insisto. Há coisas para que cada um tem as suas quedas e tendências. No caso, confesso, o Gabriel Oliveira tem queda por Louras, de que os finos são um subgénero. Então, por louras nórdicas, nem se fala. Quando é este o caso, esquece o Levinas, a emoção sobrepõe-se à razão, os sentimentos e as suas consequências reforçam a sua visão sobre o “Ser” e ontológico “Outro” (mais outras) objecto da "alteridade", que, quando é as “mais outras”, se exacerbam e aprofundam, ao ponto de, por momentos se poderem fundirem num único Ser Ontológico.
    Como o Tiago sabe, elas, com o merecido, proveito ou não, gozam a fama de ser mais fogosas e liberais, fruto, imaginamos nós, de uma sociedade onde a igualdade de géneros é realidade. Igualmente, têm-se elas pelos homens como os homens se têm por elas. Admirador confesso do Divino Marquês e do teatro como ele é, veste a pele de libertino que há nele ( e, acredito, em todos nós) usando os requintes de malvadez de que elas tanto gostam vai-lhes sussurrando os “Cantos de Maldoror” o que lhes eleva o espírito e lhes que espicaça os apetites.

    A hora já é mais que tardia, voltarei logo que puder e renovo-lhe o meu apreço ter aberto portas e braços ao conhecimento e à fraternidade que tornam a tal “alteridade”, não um conceito, mas realidade das vidas que se querem bem vividas.
    Estou em crer, sem sobranceria, que ele como eu, é mais como o Arrabal. Na atitude e no estilo, mais para o Anarquista. Porém, um absoluto Aristocrata nos Valores e na alma, como Tiago, igualmente o é. Por isso, fazendo o caminho caminhando, vamos mais no sentido de da proximidade de fechar os braços
    braços que soube abrir, consumando-o no costumado

    Abraço

    P.S.: Uma curiosidade. O Tiago é o da bengala?
    Gabriel, para ti, se não conheceres, ainda, sugiro-te que num momento e de calma ouças Strauss “Four Last Songs – 12 Orchestral Songs, Elisabeth Schwarzkopf, Ed. His Master`s voice Emi Classic e Terezin/The Resienstadt. Acredita, é sublime, apetece aprender Alemão para absorver tudo em pleno.

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  65. Sim, conheço, e interpretado pela Schwarzkopf, mas numa gravação "pirata". Não sei se editado também pela EMI, mas é provável. A era do mp3 "trocado entre amigos" tem esse inconveniente, afasta-nos dos requintes "plásticos" da editora.
    Sou um fã das canções com orquestra. Desde Berlioz até Strauss (Richard, para os menos ambientados... não confundir com os Johann), mas com o natural destaque para as de Gustav Mahler. A épica Canção da Terra, claro, como os 2 ciclos de canções sobre poemas de Friedrich Ruckert, e o "Das Knaben Wunderhorn", mas em particular as "Canções de um viandante" (Lieder eines Fahrenden Gesellen), que me "comovem e agitam" de forma particular. Tenho uma gravação impressionante, da mezzo-soprano Frederica Von Stade, uma voz maravilhosa. Foi, à data, uma descoberto aventurosa (já lá vão uns 15 anos).
    Quanto a Richard Strauss (acusado que foi de anti-semita, tem colaboração com um escritor e historiador judeu de que gosto bastante, Stefan Szweig, o que é, aparentemente, bizarro), faço-te também uma recomndação, Jorge. Geralmente só se escutam as óperas, os poemas sinfónicos, a Sinfonia Alpina, e pouco mais. Pois eu recomendo-te os concertos para Trompa, que acho deliciosos. Não sei se conheces, mas se conheceres ou se ouvires entretanto, diz-me o que achaste.

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  66. Ah, e quanto a canções, tenho andado a ouvir muitas de Britten. Uma delicia! E as danças populares romenas, do húngaro Bartok... aparentemente tão simples, tão "pueril", mas tão bonitas... raio do húngaro, sabia escrever umas notas com algum jeito!

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  67. Tiago Louriçal

    Deve ter interpretado mal os meus comentários. Quando falo de contratos chorudos e de assembleias de freguesia não me referia a si! Quanto aos dados históricos limitei-me a ter como base a obra 8 séculos de história. Conhece-me muito bem. Fala comigo sempre que vem ao Louriçal e não só. S. Martinho, Sintra? Esse nome não me é estranho!!

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  68. Exmo. Senhor Gabriel Oliveira (mantenho o tratamento por me parecer o mais adequado),

    Tenho de facto um republicano de estimação, o Napoleão III.
    Não me refugio na glória dos meus antepassados mas se não for eu e o resto da minha família a mantê-la viva quem o fará? O historiadores? Que inventam quando não sabem... Condes do Louriçal? Que titulo era esse? Algum que os 8 Séculos de História foram buscar a algum baú escondido no Louriçal, por baixo do largo D. Luíz de Menezes..
    Não é que tenha relevância mas já que fala no assunto... é perfeitamente seguir a genealogia da família pelo menos até ao período romano. Se tem duvidas debruce-se sobre essa matéria.. (não nego que pelo meio haja filhos que os respectivos pais achavam que lhes pertenciam e se calhar eram do cocheiro, mas isso só o ADN poderá provar), tem razão quando afirma que descendemos desses tais Senhores mais primitivos... mas, à falta de prova documental não comento o caso :)
    É um facto inquestionável que tudo isso sucede como refere, mas o cerne da questão não está aí.

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  69. Exmo. Senhor Jorge Ferreira,

    Muito lhe agradeço as boas vindas, que sinceramente teria dispensado pelos motivos que me levaram a escrever :)
    Não me fale em símbolos e realidades do Antigo Regime que respeito e tenho sempre presentes.
    A propósito, quem se apresenta na fotografia com algo semelhante a uma bengala, E QUE NÃO É UMA BENGALA (é um chapéu de chuva), é o meu primo, bastante absolutista aliás, sempre pronto a farpear qualquer tendência à esquerda... sempre achou ( e eu concordo) que homens de avental e compasso na mão sempre foram para desconfiar, Deus guardou-nos em todas as centenas de gerações de ter esses Senhores associados à familia :)
    Permita-me repetir que não houve qualquer deslumbramento na situação que refere, inclusivé fiquei horrorizado com a falta de civilidade da maioria das pessoas que interrompiam constantemente as minhas diminuidas e nulas explicações ao longo da exposição.
    Em relação ao Senhor Presidente Narciso Mota, do meu lado só tenho uma expressão de agradecimento pela forma polida e agradavel com que me recebeu a mim e às Senhoras da minha família que assistiram à inauguração da dita exposição, como tal, se é seu parente queira ser o meu Embaixador junto do Senhor Presidente e faça-lhe seguer os meus sinceros agradecimentos.
    Em relação às criticas que levanta à exposição, eu próprio poderei responder-lhe a todas, uma por uma.
    Primeiro ponto, Pombal não tem o Victoria and Albert Museu para dar a dignidade que determinados eventos mereciam, não contesto o espaço, mas posso afirmar-lhe que por muitas vezes museus nacionais, e estrangeiros já tem requerido à família documentos, quadros e outros objectos e posso assegurar-lhe que foi a primeira vez que sairam coisas cá de casa.
    Segundo ponto, a exposição chama-se “Marquezes de Louriçal, memórias de uma Casa...” e não se chama “Marquezes de Louriçal e a sua presença no Pombal”, o que podemos deduzir daqui? A selecção das peças foi integralmente feita por mim e pelas Irmãs, isto é, tendo em consideração o tempo e os meios que foram disponibilizados e acima de tudo a segurança que podia ser garantida (decerto imagina que nunca um seguro nos vai compensar o roubo de uma salva da Casa Odiot ou do François Thomas Germain ou das cartas régias que dão o titulo, etc...), como o vejo muito interessado neste assunto até posso ir mais longe, o único apoio que a exposição teve foi feito pelo magnífico e muito meritório trabalho da Exma. Senhora Directora do Arquivo de Pombal, que me deixou muito penhorado com todos os cuidados e atenções que me dispensou e nada mais. Em três semanas o Senhor faria melhor? Se sim, está contratado para a próxima... que esperemos que seja para breve.
    Terceiro ponto, é normal que estivéssemos presentes.... então se todo o espólio exposto nos saiu de casa, acha que faria sentido que fosse de outro modo?

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  70. Exmo. Senhor Louricalba,

    Remeto-me às palavras que já referi anteriormente no post que lhe dediquei.

    Lastimo se o intrepretei mal com a questão dos contractos chorudos, queira perdoar o meu lapso.

    Se lhe falo de cada vez que vou ao Louriçal, e escreveu os indecoros que vi aqui redigidos só tenho a dizer-lhe que muito lastimo que os tenha colocado aqui em vez de comentar o caso comigo.

    Pois, precisamente, S. Martinho de Sintra é a minha freguesia e não o Louriçal, isto é, distancio-me de todas as questões partidárias...

    Queira aceitar os meus cumprimentos, já que pelos vistos o conheço.

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  71. Caro Tiago, mantens o tratamento por te parecer o mais adequado, e eu informo-te que me é desagradável. Mas como não será teu intento agradar-me... ;)
    Eu também acho que o cerne da questão não é aí, porque como te disse, não creio que os feitos de gerações passadas justifiquem títulos presentes. Procurava apenas explorar o teu raciocício até pontos mais extremos. No meu entendimento, a "coisa" (o merecemimento, se te parecer melhor) resolve-se "aqui e agora" (olha a veia do materialismo dialético a dar pulos de contente!), e nada mais.
    Ah, e não referi qualquer conde do Louriçal, mas sim o Conde de Lautréamont, pseudónimo literário de Isidore Ducasse, que ficou célebre pelos seus "Cantos de Maldoror", musicados e encenados por uma banda portuguesa, alternativa e simpática, chamada "Mão Morta". Mas enfim, não é para levar a sério, só comentei porque achei que por certo acharias "pouco virtuosas" as acções do tal Conde... lê a obra e avalia por ti mesmo. Tal como "O Divino Marquês", que também é referência aos mesmos "Mão Morta", e que relata "feitos notáveis". Deixo aqui o "caminho"... http://www.my-lyrics.ws/actividades/detalhe.php?ID=2418
    Falando um pouco mais seriamente, é claro que houve figuras aristocráticas a quem sou muito grato. Como Olga do Cadaval (também marquesa), por exemplo. A minha posição não é particularmente contra as pessoas, mas contra os ditâmes que permitem os títulos. Coisa de quem leva a luta de classes a sério.
    Dir-me-ás por certo que "não fosse ela marquesa, e ter-lhe-ia sido impossivel realizar tal obra". É certo, mas não chega. O Salazar realizou obras de valor, mas isso não chega para gostar da figura de um ditador fascista!
    É claro que percebo a tua defesa "da classe": se eu fosse marquês ou aspirante a marquês, também defenderia as tuas posições... o que nos (me) leva à conclusão que temos posições absolutamente inconciliáveis. É o conflito no estado puro. Com tudo o que isso tem de positivo!

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  72. Exmo. Senhor Gabriel Oliveira (claro que não o vou agradar!) :)
    O merecimento, nada tem que ver com a hereditariedade de um titulo, isto é, o titulo só por si nada mais é que uma honra que ao contrário do que possa pensar não é automático... na maioria dos casos inclusive era necessária confirmação régia. Aprecio muito o mérito, mas não minto se disser que não aprecio o legado imaterial que um titulo acarreta, acima de tudo o interesse particular que tem é único exclusiva propriedade da família que o detém.
    Os títulos não devem ser combatidos pois são um património histórico que deve ser mantido vivo, acima de todo o património material que a família detenha.
    Eu sei que não referiu qualquer Conde do Louriçal, isso vem na “Vossa” enciclopédia pombalina que trata a minha família de forma pouco digna, na minha opinião obviamente.
    Essas literaturas não são aceites pelo meu diminuído e nulo pensamento intelectual... A titulo de curiosidade, a saudosa Olga Nicolis de Robilant Álvares Pereira de Mello, Marquesa de Cadaval, e minha antiga vizinha cá em Sintra (a residência da Casa Cadaval cá para estes lados situa-se duas propriedades depois de mim), faleceu no quarto ao lado do que eu estava (no Hospital da CUF da Infante Santo) quando na minha já distante juventude de outros tempos, estava a ser sujeito também eu a uma cirurgia. Bem me recordo de a ver na Casa Cadaval, de Muge, com um molho de chaves enorme, onde estavam inclusive as das dispensas... dizia ela que era para as criadas não roubarem queijos e outras coisas do género. As filhas da saudosa Olga, uma delas também Olga e a outra Graziela, ambas foram mulheres de muito mérito, e imagine, vai gostar de saber isto, à lei da nobreza, uma das filhas (já falecida, a Graziela), deixou uma prole lauta, pois foi casada com o Sua Alteza Ilustríssima o Conde de Schönborn-Wiesentheid, Friedrich Karl Anton, e ainda hoje os netos da saudosa Olga são tratados por Altezas Ilustríssimas Condes de Schönborn-Wiesentheid.
    A obra que a saudosa Olga nos deixou a nós sintrenses, e a todos os apreciadores da cultura foi única e exclusivamente fruto dos largos que recursos que os antepassados dela e do marido lhe deixaram (ela inclusive herdou uma magnífica residência em Veneza).
    A propósito de fascistas, tive e tenho muitos na família (apesar de não concordar nem por um instante com o nome que lhes dá), e tenho tanta consideração por eles como por qualquer pessoa. Se apreciar saber, os meus avós tiveram de fugir do país, em exílio forçado sob pena de prisão, logo a seguir ao seu dia da LIBERDADE, e dos cravos...
    Portanto como vê, em mim conjuga-se uma série de factores para o fazer detestar-me, sou herdeiro de uma Casa que pelos vistos deve ter roubado imenso ao Louriçal (tudo isso refutável pelos documentos que ainda possuímos respeitantes a essa matéria), e pior que tudo sou neto de amigos do regime do já distante Estado Novo, de saudosa memória para muitas pessoas... Não para mim que não nasci a tempo de assistir a essas festividades do dia 25 de Abril de 1974, Deus poupou-me a ver a minha família uma vez mais perseguida e espoliada.

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  73. Sim, senhor! Ora aqui está um diálogo longo, mas muito interessante. Uma lição de bom-senso, digo eu...

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  74. Ex.mo senhor Tiago Henriques,
    é como diz: muito nos separa, dois mundos e duas visões diametralmente opostas e inconciliáveis.
    Não creio que alguma vez estejamos de acordo, pelo que dou por finda a discussão (não por decretá-la conclusiva, mas porque, esgrimidos que foram os argumentos, e entendidos de parte a parte, correríamos o risco de os abandonar e de passarmos a meras consideações pessoais, estéreis ou ofensivas - coisas comum quando discutem muito pessoas tão divergentes).
    Fica cada um de nós com a sua opinião. Espero que seja sensivel aos meus argumentos e lhes ceda um mínimo de tolerância para os tentar compreender, da mesma forma que eu irei reler e tentar olhar para os seus com o mesmo espirito compreensivo.
    Espero também que daqui não lhe sobre qualquer ressentimento para além do próprio (e salutar) que resulta de "vozes-outras". A bebida no Louriçal fica prometida, pelo que não hesite em contactar quando cá vier (ngabriel.oliveira@gmail.com). Terei muito gosto em retomar o assunto (este ou outros) consigo.
    Até breve.

    P.S. - Trato-o agora de forma diferente, não por ironia, mas para tentar não ser desagradável. Ficava-lhe bem retribuir o trato, a aventurar-se no informalidade de um "tu".

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  75. Exma. Senhora Paula Sofia Luz,

    Não querendo parecer maçador peço-lhe o particular favor de ler atentamente o meu post datado do dia 10 de Agosto às 20:55...
    Se não leu, peço que leia, se leu, esqueceu-se de me responder certamente :)

    Estou muitíssimo interessado em obter resposta à minha última questão.

    Beijo-lhe a mão com toda a estime e consideração que a Senhora merece.

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  76. Ilustre,
    De modo algum. Curvo-me perante tanto século de história e sobrante interesse pela minha terra e pelos meus. Queira desculpar qualquer afirmação minha que V. Exª possa ter confundido com injúria. Mil perdões por não lhe ter respondido, mas há-de reparar que só raramente o faço, a qualquer comentador. A minha profissão absorve-me muito do meu tempo. Cumprimentos,

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  77. Exma. Senhora Paula Sofia Luz,

    Por favor não me trate por Ilustre que me lembra um sujeito que estudou comigo na Universidade e que me tratava assim o que me deixava aborrecido.
    Prefiro que opte pela alternativa do Exmo. Senhor Gabriel Oliveira, e que me trate por tu já que pelos vistos por aqui todos o fazem para bom entendimento da "Comunidade".

    Queira desculpar-me mas de facto não me tinha apercebido que não tinha o hábito de responder.

    No entanto mantenho a mesma dúvida, porque motivo se dignou a desperdiçar o seu precioso tempo com alguém tão nulo e diminuído como eu... sim, porque afinal, eu existo... não é?

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  78. Um esclarecimento do Genealogista Dr Lourenço Correia de Mattos sobre a representação deste titulo de Marquês de Louriçal :


    Caríssimos

    O representante da família era este senhor http://www.geneall.net/P/per_page.php?id=20359 Em 1951, quando da publicação no "Anuário" era casado desde 1939, como aqui se diz, e não tinha filhos (a mulher tinha 32 anos, ainda os poderão ter tido).

    Se não houver filhos daquele casal, a represntação desta família estará nos desecendentesw deste senhor http://www.geneall.net/P/per_page.php?id=23462 (irmão da antepassada dos Cunha Monteiros, que não era sequer a mais velha). será necessário saber o que aconteceu a este senhor http://www.geneall.net/P/per_page.php?id=356321 e às suas irmãs. Só uma delas, http://www.geneall.net/P/per_page.php?id=356877 está casada e com geração no Geneall.

    Este assunto sempre me interessou porque são todos Balsemões, descendentes do 4.º Visconde, logo Perestrelos, pelo que eentrarão no meu livro sobre a quinta do Hespanhol, a publicar um dia...

    Abraços
    Lourenço

    Fonte : http://www.geneall.net/P/forum_msg.php?id=316241&fview=e

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