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14 de novembro de 2025

A breve vida do doutor como vereador




A comissão política concelhia do PS emitiu ontem um comunicado em que dá conta da renúncia de Fernando Matos ao cargo de vereador. Por ironia, o comunicado está datado de 13 de Outubro, um lapsus calami a fazer sentido, por se tratar do dia seguinte às eleições. 
Na verdade, o médico Fernando Matos foi (ao contrário que aqui escrevi, e do que parecia) o maior erro de casting da história do PS local. Percebeu-se, desde cedo, que não tinha qualquer apetência - tão pouco jeito - para a política. O que até hoje me interroga, qual quarto segredo de Fátima, é isto: porque é que este homem aceitou candidatar-se?
Quando esta semana faltou à cerimónia do Dia do Município, depois de ter abandonado a cerimónia da tomada de posse, a meio, senti vergonha alheia. Por ele, pelo partido, pelos mais de 3.500 eleitores que votaram nele. 
Ao contrário do que pensam e dizem alguns socialistas da praça, não me parece que a renúncia de Fernando Matos fragilize o partido. Acredito mesmo que pode ser a tábua de salvação, nomeadamente se o lugar for ocupado pela promessa de João Coelho. 

22 de julho de 2025

O voo (solitário) do Pimpão




Ia dizer aqui que Pedro Pimpão deu anteontem o pontapé de saída para a campanha eleitoral das autárquicas 2025, mas não é verdade: nem ele deu pontapé nenhum, porque apenas materializou o estado de levitação em que vive (desde sempre), nem a campanha começou agora. 

Nestas eleições, o camião da vitória que o PSD popularizou com Narciso Mota foi destronado pela avioneta. Pimpão levantou voo. Convidou o concelho inteiro para embarcar com ele, mas uns tiveram de abandonar, outros parecem ter uma consulta às 5. Muitos tinham a expectativa de ver apresentada a lista de vereadores que o vai acompanhar, porque adivinha-se uma razia: o único vereador que ele queria manter, o arquitecto Pedro Navega (que salvou a honra do convento tantas vezes, neste mandato) quer outros voos, regressando à vida profissional. 

O Pedro percebeu (!) que com esta equipa não vai a lado nenhum, e quer substituir cada uma das três vereadoras. Ainda não decidiu qual delas vai encaixar na PMU, na dúvida entre Isabel Marto ou Catarina Silva. Sendo assim, estão abertas pelo menos três vagas de emprego para o próximo quadriénio, fora os apêndices, vulgo adjuntos/as ou secretários/as. 

Porém, o que resta do partido não acha muita graça a essa secção de recursos humanos com ligação directa entre a rua Luís Torres e o Largo do Cardal. Um hábito interrompido ao tempo de Diogo Mateus e que o Pedro retomou, a todo o gás. Há desconforto instalado com tamanho à-vontadinha.

Mas voltemos então ao domingo passado, ao jardim das Tílias, à apresentação onde era suposto o povo conhecer a lista à Câmara, e os candidatos às juntas. Da primeira nem sinais, dos segundos…nem todos apareceram. De resto, aconteceu o mesmo com o mandatário, Luís Marques, e com o presidente da Comissão de Honra (que bela maneira de arranjar uma guia de marcha para um presidente da AM incómodo), Paulo Mota Pinto.

Como Pimpão continua a viver nas nuvens, talvez acredite mesmo que os últimos quatro anos foram notáveis e extraordinários. Para quem vive na terra, sabemos que foram quatro anos a fazer de conta que evoluímos e desenvolvemos. 

O Parque Verde? Não temos. Embandeirar em arco por ter "desbloqueado o processo"? Menos, Pedro.

A mobilidade? Era com as bicicletas, que não promoveu, e se tornaram um flop. 

O CIMU Sicó? Há-de tornar-se, um dia, o centro natural das obras que ninguém sabe para que servem mas onde enterramos milhões. 

Mas calma, que vamos ter uma residência para estudantes. Estudantes de quê? E onde? Lá estão vocês com perguntas chatas. “Se faz é porque faz, se não faz é porque não faz”. 

E sim, o Pedro cumpriu o desígnio de sermos uma smart city: já não precisamos de semáforos, o comércio vai encolhendo para a avenida, voltámos a ter os táxis no Cardal…com jeitinho ainda voltamos a ser vila. 

Por agora Pombal voa mais alto. O problema vai ser quando aterrar.


27 de fevereiro de 2023

Notícias do PS (ou o socialismo na gaveta)

 A imprensa local noticia esta semana algumas alterações aos meandros do contrato para cedência do Café Concerto a privados -  o maior ultraje dos últimos tempos. Mas eis que a peça nos dá conta do improvável: ao contrário do que fora inicialmente apalavrado - e comunicado aos partidos durante o briefing que a vereadora Isabel Marto andou a fazer com (quase) todos - a renda passa de 400 para 750 euros. O desconto (de 50% no primeiro ano, reduzindo nos seguintes) mantém-se, mas o aumento para quase o dobro fica a dever-se à oportuna e abalizada intervenção dos vereadores do PS. 

Andamos a ser governados assim, ao sabor de bitaites. 

Odete Alves - que até tem estado bem na generalidade da sua intervenção nas reuniões de Câmara, nos últimos tempos - deixa cair aqui um prego do tamanho de uma tonelada: "só não concordava com o valor base, tão baixo". "A mesma opinião é partilhada pelo vereador Luís Simões, que acrescenta que o Café Concerto não só não sai prejudicado, como ainda poderá beneficiar com 'uma boa programação cultural'". Jura?


19 de outubro de 2022

A arte de andar à maçã do chão

Os partidos políticos - sobretudo ao nível local - transformaram-se em círculos impermeáveis à crítica, onde cola bem o registo "Pombal pela positiva" que o doutor Pimpão quer impregnar, deixando pouco espaço ao pensamento, à discussão, e redundando na asneira, não raras vezes. Se no PS alguém tivesse tido o bom senso de fazer o mínimo de discussão em torno desta ideia falaciosa de levar propostas (que NUNCA serão aprovadas), talvez se percebesse, antecipadamente, que fazê-lo é o equivalente a montar uma carreira de tiro: de tiros nos pés. 

Nas últimas reuniões de Câmara, a doutora Odete tem tido um bom desempenho. Não há dúvidas de que lidar com este presidente (lhe) é muito mais leve, ou talvez seja o aliviar de responsabilidades no partido que está, paradoxalmente, a torná-la mais interventiva, mais assertiva. Mas todo o caminho que vinha construindo caiu por terra quando se deu a este ridículo [muito bem aproveitado pelo Pedro, que teve ali o seu melhor momento político de todo o primeiro ano de mandato, afinal, levando a oposição ao tapete]. E porquê? Porque cedeu aos caprichos da sua mini, levando à reunião do executivo uma proposta mal-amanhada, daquelas que fariam sentido para discutir, tão só, nas reuniões do Conselho Municipal da Juventude. Aliás, neste momento paira uma confusão generalizada  sobre o que são os órgãos, como funcionam e as regras básicas que devem nortear quem os integra. Não admira. Quando o presidente (des)trata  por "tu" os membros da AM, durante a sessão, ou se dirige a um vereador por "oh meu", não podemos esperar nada menos que membros do executivo tomarem café em directo, outras que, por falta de histórico, dizem as maiores barbaridades.

Da oposição, o que esperávamos era alternativa. Mas o PS teima em não perceber que só se é alternativa quando se é verdadeiramente diferente. O que fez ontem, foi colar-se ao registo da bancada na AM - que tem tido os resultados que sabemos. É um jeito que apanharam de andar à maçã do chão, mesmo nos momentos em que podiam distribuir a melhor fruta. E depois, já se sabe, a culpa é dos outros. Ah, e nossa, claro...


2 de agosto de 2022

A doutora Catarina em Champigny



 Em junho passado, ficámos a saber da história de um munícipe - por acaso morador de um bairro social da terra - que não sabe ler nem escrever e (des)espera por ajuda burocrática para coisas tão básicas como ajuda das senhoras assistentes sociais da autarquia para tratar das receitas médicas, ou das idas às finanças, etc e tal. Nesse dia, em plena Assembleia Municipal, Pedro Pimpão rasgou as vestes, levantou o plano para a igualdade e quase virou ali o jogo a seu favor, colocando-se ele no papel de vítima, pois como é que alguém ousava pôr em causa o trabalho de tantos doutores naquele documento. Não interessa que não sirva para para nada: está lá. Deu trabalho e emprego a uma catrefada deles. 

Volvido este tempo todo, o vereador Luís Simões perguntou, na última reunião de Câmara, se por acaso já alguém tinha resolvido o problema do senhor. Eis que a vereadora Catarina andou atarefada com a festa da sardinha ali para os lados de Champigny, e perante a resposta que lhe deu, percebe-se que não só não teve tempo de tratar do assunto como não sabe de nada. De que valem pelouros às molhadas, com nomes modernos, desdobrados em coesão e inovação social; integração e inclusão, se depois não resolvemos os problemas básicos às pessoas no dia a dia? 

Nesse meio tempo, entre a reunião da Assembleia Municipal em que o caso foi denunciado [e era obrigação da vereadora do pelouro ter resolvido o caso no dia a seguir, ou pelo menos saber o que se passa] e a festa da diáspora, perdão, de certa emigração em França, que acontece hoje no castelo, a doutora Catarina lá foi à festa da sardinha, não percebemos bem fazer o quê. Pelo vistos ela também não. Aliás, de tão baralhada que estava, até pensou que o doutor Coiso ainda era vereador...como se ouve na sua intervenção, pois refere-se "ao meu colega Micael", por certo intermediário nesta viagem, na festa da Sardinha em Champigny, e no Dia da Diáspora, organizado pela associação Les Amis du Plateau. É uma malta que já teve a sua dose de bairros sociais, por isso agora é justo que se lhe abram as portas do castelo. 

13 de abril de 2022

A excursão a França

 



O novo executivo foi dar um ar de sua graça a terras de França, desta vez sem Pedro Pimpão, que mandou o "presidente da junta em exercício", vulgo chefe de gabinete, carinhosamente tratado por 'Né', oficialmente Nelson Pedrosa. Não haverá por este país nenhum outro tão aplicado e com tamanhos poderes. Nem o antecessor algum dia almejou tal alcance, por mais que pesquisemos nos arquivos do Farpas. 

Mas a feira de Nanterre é - como se sabe - importantíssima desde há muito. E por isso era da mais elementar justiça enviar a nata da vereação para estabelecer contactos com a comunidade emigrante. Sanadas que parecem estar as incompreensões da Adilpom, foi bonito de ver o são convívio entre beijinhos de Pombal, licores e biscoitos, mesmo que tenha dado pouco nas vistas à imprensa local. Para a próxima a excursão tem de contemplar "os nossos" mensageiros. Uma falha, Pimpão. Era mais uma partilha nas redes...

1 de abril de 2022

A vereadora desenganada


Doutora Odete foi na excursão a Lisboa mas esqueceu-se de fazer o briefing antes de ir. Só depois de exposta à crítica - no Farpas e nas redes sociais, nomeadamente por parte dos seus camaradas de partido, que digeriram mal este abraço de urso que Pimpão anda a fazer aos vereadores do PS, e de que eles parecem gostar - é que se deu conta do papel ridículo. É feio cuspir no prato onde se come...

As perguntas que fez são todas legítimas, mas  quem a ouve falar fica com a ideia de que entrou num autocarro ao engano. Também estranhámos que não tenha aproveitado a ocasião para questionar o presidente sobre a ida à bola, a excursão ao Porto. Ah, espera...será porque também lá estava o vereador Luís Simões, escondido na fotografia?


16 de março de 2022

Nós e as obras tortas

 

É uma espécie de malapata que se nos colou, como naquela rábula do diabo que vai embora mas deixa cá o secretário: o vereador das obras-tortas já se foi, mas as obras tortas continuam. A requalificação do viaduto engº Guilherme Santos é a primeira grande obra do mandato do Pedro (embora já tenha sido lançada pelo anterior executivo) mas está a revelar-se um desastre em matéria de planeamento. Ao princípio, até lhe demos o benefício da dúvida. Parecia que este executivo tinha importado os princípios urbanos, ao fazer a obra durante a noite, e a coisa arrancou a todo o gás. Durou pouco. De repente, a obra parou. Nem pavimento velho nem novo, e sucederam-se nas redes sociais [alerta Odete, toma nota no teu caderninho preto para a próxima reunião de câmara!] denúncias de pneus furados nos ferros que ficaram ali, levantados, entre rotundas. Solícita, a Câmara mandou remendar aqui e ali esses buracos. Mas...e a obra, Pimpão? Perdão, E a obra, Navega? Tu não nos falhes, que do convento do Cardal nos chegam notícias de que ainda és tu que tens salvo essa honra, neste novo elenco...será que a máquina da propaganda anda a espalhar fake news?

22 de fevereiro de 2022

A igualdade fica-nos tão bem


Assenta muito bem nesta Nova Ambição o Plano Municipal para a Igualdade e Não Descriminação - que o Município encomendou a uma consultora e cuja proposta levou à reunião de Câmara, antes de a ractificar na Assembleia Municipal, que acontece esta quarta-feira. Ficou claro o que uns e outros pensam a respeito do tema, aqui sintetizado neste excerto da discussão: para os vereadores do PS o problema resume-se a eles próprios e à desconsideração a que estão sujeitos suas excelências, não raras vezes. Para os outros...não sabemos.
Desgraçadamente, somos aquela terra onde o poder local encomenda planos - ou porque não sabe fazê-los ou não está para isso - e depois nem sequer se dá ao trabalho de os ler. 

20 de fevereiro de 2022

O PDM, a sessão do PS, e o vereador do PSD que ajuda na divulgação


Quando pouco se falava de comunicação e as redes sociais eram uma miragem, os cursos básicos ensinavam que "o que não se comunica, não existe". E por isso a preocupação dos políticos era passar a mensagem à imprensa (tantas vezes dominá-la) para garantir que acontecia. Na era digital, basta saber fazê-lo. Parece simples. Só que não. O PS local promoveu, no início do mês, uma "conversa" na Guia sobre o Plano Director Municipal e a classificação dos solos - aparentemente convocada pela concelhia (PS1), mas dinamizada pelo Grupo da Assembleia Municipal (PS2). O assunto passou ao lado da agenda mediática, mas foi puxado pelo vereador Pedro Navega para a reunião de Câmara. Se não tinha importância, passou a ter. Donde se conclui que a assessoria do pelouro está a trabalhar bem: nós que andávamos convencidos que era ele o mais assoberbado dos vereadores, percebemos agora que afinal está folgado, com tempo até para assistir aos vídeos do PS. 

Aquele momento da reunião de Câmara foi hilariante, também pelo desencontro evidente entre os dois vereadores socialistas e os seis eleitos na AM, que afinal tinham pedido uma reunião a este respeito... A conversa continua ainda com umas bolas de Pedro Pimpão (que às vezes se esquece que já não é presidente da Jota, e a argumentária em reunião de Câmara deve nivelar um bocadinho mais por cima). Mas o remate final é mesmo do vereador Navega. Não é todos os dias que o PS conta com um aliado destes na promoção das suas iniciativas. 

15 de janeiro de 2022

A nomeada da semana

Pedro Pimpão acaba de nomear mais uma amiga da Jota para secretariar os vereadores. Desta vez a feliz contemplada é Nicolle Lourenço, que vai dar apoio ao vereador Pedro Navega. Sabendo dos créditos que lhe são (re)conhecidos na área, estamos em crer que é agora que assistiremos a um certo avanço importante em "agilizar os processos" (de que tanto se fala nas reuniões do executivo), nomeadamente com as parcerias... 
 #Seguimosjuntos?