O presidente mandou levar à reunião da “junta” um regulamento sobre a atribuição de incentivos à fixação de médicos no concelho, que lhe permite atribuir todo o tipo de bónus (casa, deslocações, despesas, impostos, etc.) aos novos deuses na terra (os médicos). Por ser uma medida reclamada, há muito, pela dita oposição e é agora do agrado do poder, provocou de imediato um aguerrido despique pela paternidade da excrescência política, na reunião e publicamente.
A medida
tem tanto de depravada como de perigosa. Depravada porque na administração da
coisa pública não pode valer tudo - os fins, por mais nobres que sejam, não
podem justificar que se abuse dos meios. Perigosa porque não resolve, nem
ameniza, nenhum problema do SNS; antes pelo contrário, só os agrava. Para quem
anda todos os dias com a defesa do SNS na boca não deixa de ser bizarro, mas é
o que temos…
Temos uma “classe” política populista e inepta que só conhece uma forma de resolver os problemas, despejar dinheiro sobre eles, gerando mais despesa e problema maior, qual marceneiro que, só conhecendo a ferramenta martelo, julga, no seu fraco pensar, que resolve todos os problemas pregando pregos. É uma “classe” política que desconhece, ou manda às urtigas, o princípio básico de toda a arquitectura do Estado: a clara delimitação de atribuições e responsabilidades entre os diferentes níveis e estruturas, a fim de evitar sobreposições, desperdícios e injustiças.
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