29 de julho de 2014

Regina e os livros


Até há bem pouco tempo, a Soares era uma papelaria que também vendia uns livros. Em boa hora, os seus responsáveis decidiram dar mais espaço à livraria, preenchendo assim a lacuna criada em Pombal com o fim da K de Livro. Mas foram mais longe: convidaram a Regina Gaspar para esse projecto.

A Regina é uma excelente leitora. A página que dinamizava com a Nathalie na K de Livro e a que agora é responsável na Soares são prova disse mesmo. Mas nada como uma visita ao seu local de trabalho para confirmar o seu encanto pelos livros e a forma discreta como nos convida a viajar no seu universo literário. 

Raras são as pessoas que têm o dom de transformar uma livraria num espaço de cultura. A Regina é uma delas. Agora que se aproximam as férias, fica a sugestão para uma visita à Soares e o conselho para que se deixe contaminar pelas escolhas da Regina.

27 de julho de 2014

Voto de confiança

No mundo do futebol, é usual os presidentes dos clubes virem publicamente dar um “voto de confiança” no treinador - garantindo que ele está a fazer um bom trabalho - quando os resultados desagradam aos apaniguados. Mas, a malta que acompanha o fenómeno desportivo sabe que o “voto de confiança” é a antecâmara da “chicotada psicológica”.
Agora, pelos vistos, na política, também já se pratica o “voto de confiança”. Que o bombeiro-mor elogie os vereadores do PS, compreende-se. Agora, dar um “voto de confiança” no novo presidente da câmara (e na sua equipa), quando este ainda anda a tentar encontrar um estilo próprio, não lembra ao diabo.

Com amigos destes, Diogo Mateus não precisa de inimigos.

25 de julho de 2014

O mistério da Casa Varela

Ainda não se sabe ao certo o que aquilo vai ser - pelo menos ninguém o veio dizer publicamente - mas o certo é que hoje à noite arranca por lá o projecto Rupturas - a emigração portuguesa, (embora originalmente escrito em desacordo ortográfico), num conjunto de espectáculos, performances e exposições. Sabe-se muito pouco sobre o que vai ser, mas o punhado de gente da terra envolvida leva-me a crer que há-de ser bom. É sempre bom ter gente a fazer coisas pela terra onde vive.
O que ainda não consegui perceber foi se a Câmara está com vergonha de contar do que se trata, se foi decidido muito em cima da hora ou se, inexplicavelmente, se esqueceu de o divulgar. Além de uma referência curta  no programa do Bodo, não há nada na cidade que o promova. Bastava que tivesse uma pequena parte da divulgação feita à reunião com os "agentes culturais", em Maio passado...
O melhor é irmos ver como é, para contar como é que foi.

Câmara cobra créditos prescritos II

Já aqui falámos anteriormente da atuação da Câmara Municipal de Pombal, ao exigir o pagamento de créditos (prescritos) por serviços prestados há mais de seis meses, designadamente os referentes a “gestão de resíduos sólidos urbanos”, o que agora voltamos a fazer e acrescentamos algumas notas relativas à exigência de juros de mora. Para o efeito, a Câmara Municipal está a recorrer a uma prática ardilosa para enganar o munícipe, fazendo-o acreditar que está obrigado ao pagamento de dívidas prescritas.
Como dissemos anteriormente, a Lei 23/96 de 26 de Julho, no artigo 1º, nº 2, al g), dispõe que os “serviços de gestão de resíduos sólidos urbanos” estão abrangidos pelas regras da restante lei a que deve obedecer a prestação de serviços públicos e, no artigo 10º, nº 1, dispõe que “o direito ao recebimento do preço do serviço prestado prescreve no prazo de seis meses”.
Sucedeu que pelo menos um munícipe, após ter sido intimidado com vários avisos escritos, pagou o preço faturado dos serviços prestados há mais de 6 meses. Depois, a Câmara Municipal passou a enviar faturas referentes aos serviços prestados nos dois meses anteriores e nelas passou a incluir parte dos juros de mora relativos à dívida que estava prescrita (referente aos serviços prestados há mais de 6 meses e até há mais de 8 anos). Aliás, informou que os juros seriam incluídos nas 74 faturas seguintes.
Tendo o dito munícipe comparecido nos Serviços da Câmara Municipal para pagar o valor da fatura, na parte apenas referente aos serviços, foi-lhe recusado o recebimento, com o argumento de que a Câmara Municipal só podia aceitar o pagamento do valor total da fatura (incluindo os juros).
Porém, a citada lei 23/96, no artigo 6º, diz que “não pode ser recusado o pagamento de um serviço público, ainda que faturado juntamente com outros, tendo o utente direito a que lhe seja dado quitação daquele”.
Ora tendo sido paga uma dívida prescrita, aplica-se o regime das obrigações naturais, pelo que, nos termos do disposto no artigo 404º do Código Civil, os juros também estão prescritos. Mas, mesmo que se entendesse que a obrigação de juros não prescreve também no prazo de 6 meses, o direito a cobrar juros de mora sempre teria de prescrever no prazo de 5 anos, nos termos do disposto no artigo 310º, al. d) do Código Civil.

A conduta de má-fé mantida pela Câmara Municipal nas suas relações com os munícipes terá de terminar. A necessidade de manter as receitas para as gordas avenças mantidas e reforçadas com os profissionais liberais contratados e para outras banalidades não pode lesar os munícipes…

22 de julho de 2014

O Bodo, o DJ e o Baião


Como qualquer pombalense, gosto do Bodo. Ele é a sardinhada com os amigos, as farturas na "Gomes", o tirinho nos “Amigos de Peniche”, os choques nos carrinhos da "Super Troll King Kong", os finos na "Pombalina", a “abaladiça” no Esquina. Ah, é verdade: e também os espectáculos. Este anos vou ver o António Zambujo e o Ricardo Silva, mas não prometo ficar para o DJ AC. Por falar nisso: alguém me sabe dizer porque é que o obscuro DJ não dá a cara pelo Bodo? Será alguma exigência do "Mambo cafés"?

Mas voltando à vaca fria. Não somos muito exigentes com as nossas festas. Gostamos do Bodo. Ponto final. Mas não nos façam de burros. Como é que se compreende que o programa oficial das Festas do Bodo contemple a transmissão do "Portugal em Festa" da  SIC? "Projectar Pombal para o mundo global" como noticia o Notícias do Centro? Não gozem connosco! Este tipo de programas, que apela, de forma obscena, ao gasto de dinheiro em chamadas telefónicas, é o exemplo perfeito do pior lixo televisivo que se faz por cá. Dar eco a essa vergonha é revelador de um provincianismo bacoco e de uma confrangedora falta de cultura.

21 de julho de 2014

Donativo de €250,00 a 120%

Muito se comentou e discutiu sobre a carta enviada pela Câmara Municipal de Pombal a algumas empresas a solicitar, a cada destinatária, um “donativo” de €250,00, para assegurar o financiamento particular das despesas do “bodo”, mas pouco se esclareceu.

Pouco se esclareceu, porque na carta não se pretendeu ou não e podia esclarecer, atendendo a que cada empresa contactada (doadora) poderia, ao abrigo do disposto no artigo no artigo 62º, nºs 1, al. a), e 2 do Estatuto dos Benefícios Fiscais, contabilizar como custos 120% do valor do donativo concedido para fins “culturais”…
Se nas freguesias fora da sede de concelho as festas são pagas pelos patrocinadores e pelos utentes, em Pombal não devem ser pagas pelos contribuintes...

20 de julho de 2014

Complexo de Édipo

Em Janeiro de 2013 o Farpas rejubilou com o facto do PSD ter eleito o melhor candidato para fazer oposição a Diogo Mateus. Na altura, a maioria dos militantes sociais-democratas não percebeu a asneira. Hoje a laranja tem um problema para resolver e eu não acredito que o consiga fazer com a mesma facilidade quem que o fez em 2008 com o Dr. Luís Garcia (ver aqui, aqui ou aqui). Ou muito me engano ou Diogo Mateus vai ter que carregar esse fardo durante todo o mandato. E a oposição, se tiver esperteza, vai ter no presidente da Assembleia Municipal um grande aliado.

18 de julho de 2014

Há Cábulas e Cábulas

Quem passou alguns anos pelos bancos das escolas conheceu muita rapaziada que apostava tudo no “copianço”,  os chamados “cábulas”, grupo onde, ainda assim, se distinguiam facilmente dois subgrupos: (I) os que o faziam com sucesso; e, (II) os que nem copiar sabiam. 
Em Pombal estamos entregues a políticos (e arquitetos) que nem copiar sabem, porque aprovam e implementam projetos anacrónicos que qualquer leigo sensato rejeitaria. Foi assim com o “urinol” que já foi abaixo; com os pinos na ponte e no cardal que, consta, vão ser arrancados (o bombeiro do regime defende-os, aqui, com o argumento cábula de que foram copiados de Vila do Conde); as ameias do castelo que o presidente da câmara justificou com o argumento que foram copiadas de outros castelos, mas que qualquer leigo vê que têm que ser corrigidas; a colocação de contentores de lixo subterrâneos nos locais mais nobres da cidade, que um dia destes serão arrancados, os postes dos candeeiros no meio de passeios estreitos, que a Sónia e a Paula aqui retrataram muito bem e terão que ser mudados, etc.
Estamos entregues a “cábulas”, dos que não sabem copiar, no poder e na oposição. Deus nos valha!


17 de julho de 2014

O capítulo de hoje



Pinos das ratoeiras vão ser removidos?

Todos os dias há alguém que tomba sobre os empedrados do Largo do Cardal e da Ponte Dª Maria, por tropeçar nos pinos das ratoeiras que lá foram colocadas pelos arquitetos e políticos idiotas. Algumas das vítimas ficam feridas e têm necessidade de receber tratamento hospitalar.
Consta agora que o executivo camarário tenciona remover os pinos. Que o faça de imediato, para que ninguém mais sofra acidentes, a Câmara Municipal não tenha de indemnizar e os autarcas não sejam criminalmente responsabilizados.

A demolição da “cagadeira” já foi um sinal de coragem. Falta mais… A destruição dos dinheiros públicos verificou-se no ato da construção e não no ato da demolição. A “demolição” foi a remoção o “lixo”.

16 de julho de 2014

O preço do mamarracho

(Carlos) Reis Figueiredo, o arquitecto que projectou o "mamarracho" demolido na semana passada, escreve no Diário de Leiria de ontem um corajoso direito de resposta . Entre outras coisas, diz ele: "o valor referido nos gastos da sua construção (18.500 euros) são pura invenção! Se multiplicássemos por 4 ainda ficaríamos aquém do efectivamente realizado".
Ficamos também a saber que "o valor referido para a conclusão do mesmo também não está correcto (42.500 euros), sendo bem menos".
E, sobretudo, ficamos a perceber que, desta história, só nos contaram certos capítulos. Aguardamos então pelas cenas dos próximos, que podem ter Narciso Mota como narrador.

14 de julho de 2014

A política do (a)parecer

Haverá com certeza poucos erros maiores do que dar importância a coisas que não a têm. A polémica sobre a paternidade/maternidade da ideia do alargamento do horário da biblioteca municipal em época de exames sempre me pareceu um deles. Mas, como a polémica tem andado por aqui e exacerbou-se nos últimos tempos, admiti que poderia estar a cometer um erro de avaliação, não sobre a paternidade/maternidade da iniciativa que pouco valorizo na ação política, mas sobre o mérito da coisa. Como procuro não escrever sobre o que não sei ou não conheço, meti-me ao terreno.
Eis os dados de uma amostragem significativa:
- Dia 10, 10:30 h: 6 frequentadores, com mais de 35 anos, 3 na net, 2 a estudar, 1 a ler jornais;
- Dia 11, 10 h: 4 frequentadores, com mais de 35 anos, na net;
- Dia 14, 10 h, 5 frequentadores, 3 a estudar, 2 na net, com mais de 35 anos.
Nos três dias um único frequentador repetido, com mais de 50 anos, na net.
Eis o ridículo da polémica, que espelha a política que por cá – não só, melhor fosse - se vai fazendo.
A política tradicional era ideologia - reflexão, análise, ideias, programa político. Atualmente é, essencialmente, (a)parecer - “iniciativas” e propaganda. O modelo proveio das “jotas”, mas rapidamente foi adotado pelos partidos. O resultado está aí: ausência de ideias, acão no modo tentativa-erro, lideranças ineptas. Nos principais partidos a realidade é confrangedora.

11 de julho de 2014

Gestão dos Centros de Saúde pelas câmaras

Se o governo avançar com a medida (tenho dúvidas que tenham tempo suficiente para a implementar), por aqui (e não só), vai ser necessário arranjar cartão laranja para ter acesso a consulta (a tempo).

Não se atrasem. Depois não digam que não foram avisados!

Concerto para a fina flor do entulho

O Leonel Mendes (conhecido no meio artístico como Rapaz Improvisado ou Rapaz Cão) é um senhor. No dia em que o quiosque veio abaixo, vestiu-se de pedreiro, agarrou na guitarra e foi aos escombros dar um concerto. É claro que não havia por lá muito público - para isso era preciso haver gente, à noite, na cidade. É claro que o feito não foi amplamente divulgado pelos canais municipais. Mas foi uma pedrada no charco.

10 de julho de 2014

A biblioteca é de todos

Mas a JSD já lá colocou uma bandeira. Ou uma bandarilha, não sei bem.
Então o alargamento do horário já é uma proposta (agora aceite pelo executivo) da JSD?
Ah valentes...

9 de julho de 2014

Um dia histórico

Hoje, algo de histórico ocorreu em Pombal: uma obra emblemática do regime foi demolida antes de ser inaugurada! E a decisão foi tomada por aqueles que a aprovaram e a defenderam durante muito tempo. Surpreendente? Nem tanto, porque, entretanto, muita coisa mudou: no poder e na realidade quotidiana. “A terra move-se”, como afirmou Galileu.
Nos últimos anos, Pombal perdeu habitantes mas ganhou cidadãos. Tem hoje mais homens e mulheres livres. Sentimo-lo em crescendo, através das manifestações de incentivo, da partilha de informação comprometedora, da disponibilidade para agir.
Hoje, muita gente aplaude a decisão de demolir o “urinol”. Mas foi mais uma imposição (da comunidade) do que uma decisão por convicção. Fizeram bem em assumir o erro. Mas há mais para assumir.


PS: Esta semana houve mais demolições. Na Rua de Albergaria as passadeiras em pedra foram arrancas e estão a ser reconstruidas.

Salvem o Bodo!

O presidente do Município de Pombal escreveu aos comerciantes esta semana a pedir ajuda. Consciente dos tempos difíceis que estamos a atravessar, o Farpas não pode deixar de se associar a esta causa, divulgando aqui a respectiva carta, para o caso de ter ficado algum endereço esquecido.
A hora é de dar as mãos e os tostões para salvar a festa - isto se quiserem continuar a ter bons espectáculos  (!) e entradas à borla. Como sabem, a Câmara não dá para tudo. Os grandes patrocínios que outrora sustentavam o Bodo fogem para outras zonas do concelho e da região. E o que são, afinal, 250 euros para os cofres de um comércio que respira saúde e pujança, hum? Só mais 100 do que o valor do metro quadrado estipulado pelos serviços municipais para expor na rua meia dúzia de tarecos.
Vá lá, não sejam piegas!




8 de julho de 2014

“Cagadeira” do Cardal vai abaixo?

Consta que o feio e pequeno mamarracho inacabado do Cardal, inicialmente destinado a “cagadeira”, será demolido amanhã (09-07-2014), para que a “Praça” fique mais aberta, mais limpa e mais bonita.
Depois de tanta polémica, parece que o novo edil demonstra a coragem necessária para “arejar” a “Ágora”, o que aqui se pretende reconhecer e valorizar. Veremos até onde irão as reformas… 

6 de julho de 2014

Torre de Moncorvo dá o exemplo

A Assembleia Municipal de Torre de Moncorvo decidiu, por unanimidade, acabar com os títulos académicos na designação dos eleitos. Passa a desgnar-se o vereador tal e o deputado tal, em vez de vereador eng.º tal e deputado dr. Tal. Gosto! Um bom princípio, e bem defendido pelo presidente da AM daquele concelho. "O que entendemos é que o mais importante é ser deputado, e títulos podem trazer alguma característica de diferenciação que não é pretendida."
Fica o meu elogio. Não creio que em Pombal isto seja possível, somos demasiado vaidosos...

5 de julho de 2014

Sarkozy, o pequeno gaulês!

Anda com a vida complicada, o danado, como se vai lendo nas noticias.
O azar dele foi ter nascido francês. Fosse ele português em geral, quem sabe até se pombalense em particular (que nós estamos com um défice de notáveis aqui no burgo), e teria vida mais folgada.
Alguém duvida?

Nem a Angelina Jolie nua...

... conseguiria criar tamanho caos ao trânsito e estacionamentos em Pombal, como creio que este executivo camarário conseguirá. Vem aí o Verão, e com ele o Bodo, os emigrantes, (turistas-não-que-nós-em-pombal-não-queremos-nada-disso), e os carros. Muitos carros! Para já, temos várias ruas em obras (destaca-se aqui a Rua de Albergaria dos Doze), parece que o parque do Centro de Saúde também vai virar estaleiro, e muitos lugares de estacionamento foram suprimidos, no recente "retoque de maquilhagem" da cidade. Para além de mais feia, ficou menos funcional. Vai ser bonito!
Ao executivo, isto não incomoda muito, porque se sabe que têm as suas soluções "à medida" de estacionamento, passando por ruas cortadas, tendo acessos ao estacionamento da CMP preparados com prioridade máxima, etc.
Continuam a não pensar nas pessoas, e isso é triste. É triste, e é uma vergonha.

4 de julho de 2014

O fado do remador português

A lei das autarquias locais estabelece dois vereadores a tempo inteiro nos municípios com mais de 20.000 e menos de 100.000 eleitores. Pombal tem cinco! (remunerados como não o seriam no mercado trabalho).
A lei impõe dois diretores de departamento nas autarquias como Pombal. A CMP, com a recente reestruturação, ficou com dois (três foram aos figos).
Consequentemente, a câmara ficará com seis chefes (políticos) para dois subordinados (diretores): três chefes por subordinado! É obra!

Nunca mais cortamos com o triste fado do remador português!

Rolam cabeças no Cardal

Na CMP vai um enorme rebuliço: rolam cabeças todos os dias! Políticos, dirigentes, funcionários. O sangue jorra e as lágrimas também – até de onde nunca se imaginaria (há sonhos que se tornam pesadelo).
Primeiro foi o clã Mota: o irmão apeado e encostado rapidamente, ao filho cortadas regalias e a nora chumbada no estágio para solicitadora (onde é que isto já se viu! – exclamará Narciso Mota.)
Ao mesmo tempo foi desautorizado, maltratado e empurrado o António Pires; como exemplo.
De seguida fez-se uma reestruturação às três pancadas, em cima do joelho, sem critério, e cortaram-se mais umas tantas cabeças.
O modelo de gestão está implementado. Haja quem pie!

3 de julho de 2014

Entretanto, na Pelariga:

Este é um espaço que vos quero mostrar. É o recreio da Pré-primária da Pelariga, frequentado por bastantes crianças, que ali brincam todos os dias. O meu filho anda lá.
Neste espaço, há pregos e parafusos ferrugentos como os que se mostram nestas fotografias:

~
Sei do que falo. Por causa deles (estes pregos), o meu filho já foi para o centro de saúde, há meses. Queixei-me na escola, onde me disseram que a Junta de Freguesia (da Pelariga) já tinha sido avisada, e que o problema seria resolvido em breve. Informei que esperava não ter que ser eu a ir lá tirar aquelas porcarias.
Fui à Junta de Freguesia. Fechada. Voltei outras vezes. Fechada, sempre. Ainda hoje, foi como vos mostro:
Isto é uma irresponsabilidade enorme. A falta de segurança nas escolas sob alçada dos municípios é um problema real e grave. Terá sido por aqui uma das razões da saída do anterior vereador com este pelouro? Conhecedor do ensino público como ele é, não o imagino a pactuar com estas situações.

Ontem convenci-me que será mesmo necessário ir lá eu tirar o raio dos pregos. espero ao menos que, quando me lá virem, Freguesia e Câmara Municipal sintam a mesma vergonha que eu sentiria se fosse necessário vir alguém de fora arrancar pregos a um local sob minha responsabilidade.

2 de julho de 2014

Pedro Pimpão descobriu a pólvora:

"A importância da industrialização do país na dinamização da economia e criação de emprego”. Descobriu a pólvora e começou logo a dar tiros: “reuniu com o Presidente da Direção da Associação dos Industriais do Concelho de Pombal (AICP), João Matias, recentemente eleito para o desempenho destas funções”.
Muito bem: nada mais prioritário do que começar por um concelho que nos últimos 20 anos desindustrializou e destruiu emprego.
Não haja dúvida: com estes dois industriais e empregadores, especialistas na matéria, estamos bem entregues.


Milho aos Pombus

Declaração de interesses: o serviço Pombus é, para mim, um dos maiores feitos (talvez mesmo o maior) da era Narciso. Deduzo que não seja rentável, mas o cariz social de que se reveste vale por si.


Era sexta-feira (dia de pequeno-almoço municipal) naquela hora em que os motoristas trocam o turno. O autocarro quase cheio de seniores em combate à solidão, mais meia-dúzia de alunos despachados das aulas, e uma conversa deliciosa entre o motorista e os utentes (habituais). Terminadas as obras no Cardal, os motoristas estão indignados com a repetição do erro:
- avisámos bem, quando fizeram as obras daquele lado, para não deixarem assim a entrada para os autocarros, que aquilo dá cabo dos pneus!
- se calhar quem faz as obras não percebe nada disso… (diz fulano)
- o melhor é dizerem ao presidente! (diz cicrano)
- ele não ouve opiniões…(diz beltrano)
- não é ele que manda. Diz que que ainda é o outro (diz um deles)

Ups. Que ainda há gente baralhada. E não consta que algum daqueles tivesse conhecimento da lista (im)provável da concelhia do PSD...

1 de julho de 2014

Estranho ou nem tanto

Segundo o NC a “Assembleia Municipal de Pombal rejeitou na sexta-feira, por unanimidade, uma moção, apresentada pela bancada socialista, contra a portaria que pode retirar valências nos hospitais da imediação do concelho – Centro Hospitalar de Leiria e Hospital Distrital da Figueira da Foz – exigindo a sua “imediata revogação””.
Erro de simpatia ou nonsense politico?

Assim se vê a máquina do PSD!

Pedro Pimpão é o candidato (e vencedor anunciado) à concelhia do PSD de Pombal (desculpem lá, que eu nunca acerto nos nomes destes órgãos, por inexperiência no ramo). Até aqui, tudo certo.
Para a mesa, só mulheres, lideradas por Fernanda Guardado. Ainda melhor, e um bom sinal, visto que a politica (e também a pombalense) ainda está muito "macha".
Recupera Pedro Martins. E aqui, está um sinal que ainda não entendi bem.
Creio que a grande questão que se vai colocar, no futuro, é a de perceber até que ponto este  PSD local está com este executivo, e qual a relação de forças que se vai estabelecer entre as duas entidades. O mar, parece-me, tem tendência a encrespar. O tempo o dirá!
Aqui podem ver o anúncio da candidatura.

30 de junho de 2014

Câmara de lobbies

Baseado num Regulamento Municipal de Apoio ao Associativismo Cultural totalmente desadequado, a nossa Autarquia deliberou conceder  apoios a coletividades e freguesias no valor de 273.695,00 euros. Não me interessa discutir o montante, pois ele apenas tem leitura política se for analisado em termos da globalidade do orçamento camarário (que, neste momento, desconheço). O que me choca - e repudio com veemência - é a evidência da vulnerabilidade do nosso poder autárquico a grupos de pressão, como é o caso da Federação do Folclore Português. 

Se outros exemplos não houvessem, a lista de apoios divulgada e o regulamento que a suporta mostram claramente que, no que toca à cultura, os nossos representantes são uns nabos. E isso até poderia não ser mau, caso tivessem a humildade de o reconhecer e de promover parcerias  claras com quem realmente percebe do assunto. Até lá iremos continuar a assistir a idiossincrasias como o de distinguir ranchos federados e não federados na hora de distribuir os dinheiros que são de todos. 

28 de junho de 2014

€400.000,00, é o deficit das contas da ETAP

Vamos colocar mais dinheiro dos nossos impostos na ETAP para tapar mais um buraco de €400.000,00.
Consta que as despesas foram reduzidas e que os alunos voltam a procurar a escola mas que o pessoal administrativo e até o docente são excessivos.
Vamos ficar atentos às medidas da administração da escola para solucionar o problema mas não deixaremos de exigir conhecer as respetivas causas e os responsáveis.

27 de junho de 2014

O príncipe

Maquiavel dizia que “para bem conhecer o caráter do povo, é preciso ser príncipe e, para bem entender o do príncipe, é preciso ser do povo”. O povo vai conhecendo o do príncipe, mas parece que o príncipe não conhece o do povo. “O príncipe deve ser lento no crer e no agir, não se alarmar por si mesmo e proceder por forma equilibrada, com prudência e humanidade, buscando evitar que a excessiva confiança o torne incauto e a demasiada desconfiança o faça intolerável”. Nada disso se tem passado. Para Maquiavel nasce daqui uma questão: “se é melhor ser amado que temido ou o contrário. A resposta é de que seria necessário ser uma coisa e outra; mas, como é difícil reuni-las, em tendo que faltar uma das duas é muito mais seguro ser temido do que amado”.
Nos primeiros tempos, o príncipe procurou seduzir os seus súbditos, ser amado. Distribuiu benesses, circo, papas e bolos; mas, pelos vistos, não enganou os tolos. A sua natureza rapidamente se impôs: ser temido. Mas talvez tenha sido incauto. Maquiavel bem recomendou: “escolhendo por ser temido, o príncipe deve ser meio animal e meio homem”. Este, pelos vistos, escolheu ser só animal (feroz).
Maquiavel recomendava que “o príncipe necessitava de saber bem empregar o animal, deve deste tomar como modelos a raposa e o leão, eis que este não se defende dos laços e aquela não tem defesa contra os lobos. É preciso, portanto, ser raposa para conhecer os laços e leão para aterrorizar os lobos. Aqueles que agem apenas como o leão, não conhecem a sua arte”.
Até agora o príncipe foi leão. Mas cuidado com os laços!

25 de junho de 2014

Bodo 2014

Estão aí a chegar as festas do bodo, com o cartaz que já é conhecido.
Ao mesmo tempo, decorre aqui perto a expofacic.
Pelo cartaz, não vamos lá. Que ideias tem a organização para diferenciar o bodo? Para quem é que ele se faz? Quem é que envolve? Quanto vai custar?

Sai uma medalha para o burlão

Conheço algumas criaturas que caíram no conto do vigário. Todas ficaram marcadas negativamente pelo episódio. Todas menos uma(s).
Por cá, caíram no conto do vigário e gabam-se publicamente do episódio e de uma terceira-parte ter reparado a burla.
E no final, estranhamente, reina grande harmonia e comoção entre burlado(s) e burlão.

Ao que isto chegou! Só falta condecorar o burlão!

23 de junho de 2014

Eis o retrato do concelho charneira

O INE publicou este mês o relatório sobre a população residente em Portugal. Como se esperava, acentuou-se a perda de população). Há regiões que perdem mais que a média nacional e há outras (até) que ganham população.
A região do Pinhal Litoral (-0,37%), onde Pombal está inserido, perde menos população do que a média nacional (-0,57%), mas Pombal (-0,78%) é o maior perdedor da região. A Marinha Grande (-0,02%) mantém e a Batalha (-0,10%) desce muito pouco.
Se analisarmos os dados do triénio 2011-2013, Pombal (-1,48%) perde o dobro da região (-0,74%).
Perante estes dados, muitos explicarão a acentuada perda de população em Pombal - comparativamente à região onde está inserido - com o tradicional fenómeno da emigração. Enganam-se! É verdade que Pombal foi uma terra de forte emigração. Foi, mas já não o é! Pombal, no que se refere à Taxa de Crescimento Migratório está abaixo da Região. Onde Pombal perde mais é na Taxa de Crescimento Natural. Em Pombal as pessoas, surpreendentemente, emigram pouco, migram é muito (para os jardins das tabuletas).
Os indicadores demográficos são os mais fiáveis para avaliar, no longo prazo, a eficácia da ação politica. Por cá dizem-nos que estamos a definhar.

Decididamente, onde não há visão as populações desaparecem. Por cá, da pior das formas.

22 de junho de 2014

Pedido de aclaração


Depois de renunciar ao seu mandato de vereador, António Pires afirmou que não pretende “participar em projectos, por mais qualidade que lhes reconheça, em cuja liderança não estejam também presentes princípios de respeito, de confiança, de educação no trato e de autonomia”. Na minha ingenuidade, entendi que o professor se estaria a referir à sua experiência recente. Mas continuando a ler o Notícias do Centro, fico a saber que a sua renúncia se fundamentou, "exclusivamente, em motivos de cariz pessoal" e que foi para si uma “honra ter recebido” o convite para integrar a lista do PSD da parte de alguém a quem reconhece “qualidades de visão estratégica e rigor". 

Confesso que não percebi a argumentação. Após ter sido protagonista de uma novela onde representa o papel da amante atraiçoada, o ex-vereador agradece agora ao cruel galã que o traiu? É isso? Digam-me, por favor, a quem posso dirigir um pedido de aclaração.

21 de junho de 2014

Pesada herança na ETAP

Temos assistido, desde há alguns anos, à degradação do funcionamento e da imagem da ETAP: má gestão, conflitos internos, dificuldades económicas, falta de alunos, quadro de pessoal administrativo excessivo, etc.
Ainda a avaliação da anterior gestão não foi feita ou divulgada, assim como as novas mediadas de funcionamento, e já correm rumores de que todos nós (contribuintes) iremos pagar mais um aumento de capital social da Pombalprof.
Por ocasião da publicação do Decreto-Lei 92/2014, em http://dre.pt/pdf1sdip/2014/06/11700/0331103320.pdf, regime jurídico das escolas profissionais, urge conhecer os danos, atribuir as responsabilidades e tomar medidas, para não se repetirem os erros, sempre pagos com os dinheiros contribuintes…

18 de junho de 2014

Desnorte

Na CMP reina o desencanto, a desconfiança e a desmotivação. O presidente, os vereadores e os funcionários estão de costas voltadas. É verdade que ambos tentam, ainda, fazer um esforço para se encontrarem, mas os desatinos têm sido muitos e tão frequentes que, neste momento, é muito mais o que os desune do que o que os une.
O caso Pires é o episódio mais grave e conhecido, mas é um de entre muitos. A entrada do novo vereador também não correu bem. Mas adiante. A situação é tão periclitante que todos tentam fazer um esforço para recompor a coisa. O presidente fez um ato de contrição e prometeu emendar-se, os vereadores prometem mais apoio e entrega, os funcionários (e a oposição) fizeram preces públicas, cantando umas quadras pelo presidente. Há quem garanta que já se mandaram rezar missas. Dizem as más-línguas que zelosa funcionária que andava a vender rifas, com a desculpa que era para ajudar o filho, procurava, dissimuladamente, arranjar um assessor para o presidente (foi mimoseada mas desforrou-se bem). Tudo, por agora, sem resultados!
O presidente procura evitar novas baixas mas mantém o registo. As justificações públicas sobre a renúncia de António Pires mostraram que não aprendeu nada com o episódio, porque foi ingrato com a vítima que o protegeu no sacrifício. Não se faz. Ao fazê-lo, forçou António Pires a justificar a rotura, enfiando-lhe dois diretos e um gancho. Não havia necessidade. Perde muito o presidente e perde, também, o Pires, que até agora tinha gerido bem a saída. O êxito é fácil de obter. O difícil é merecê-lo.
A prova do desnorte que se instalou naquela casa é a audiência que o presidente vai conceder ao ex-vereador, na câmara (a pedido deste, diz-se), depois da rotura pessoal (há vários meses) e politica (recente). Porquê e para quê? Que falta de tato político!

16 de junho de 2014

O elogio do ridículo


As marchas populares que animaram Pombal no domingo à noite trouxeram este ano uma nova atracção: a marcha municipal.
A letra era memorável, ao estilo "o trabalho liberta". O refrão uma pérola: "Santo António abençoa a nossa terra e o nosso presidente". É este o momento em que choramos todos, para acompanhar o engº Rodrigues Marques (longe dos tempos em que ele próprio desfilava na avenida, quando as marchas emanavam das colectividades e dos bairros de Pombal. Populares, portanto).

14 de junho de 2014

Acessibilidades


O nosso presidente prometeu fazer de Pombal um exemplo nas acessibilidades. Fez até uma visita de estudo a Barcelona.
De promessas por cumprir está o inferno cheio. Não é Sónia Silva?

Baralhar e dar de novo

Confirmada a renúncia de António Pires, o presidente da Câmara optou então por dar lugar a tempo inteiro a Renato Guardado, entregando-lhe os pelouros da Juventude, Ambiente, Trânsito e coordenação do gabinete de projectos.
Diogo Mateus puxou para si a pasta da Educação.
E entregou a Cultura a Ana Gonçalves. Finalmente.

Sobre o caso Pires, tudo o que disse merece um post exclusivo.

13 de junho de 2014

A estranha atração pelos calhaus

O poder local e a calçada portuguesa têm (pelo menos) duas semelhanças: são quadrados e duros (como a pedra). Isto explicará a atração mútua. Em Pombal é doentia. E não satisfeitos com a calcária - branca, viraram-se, agora, para a granítica - escura. Venha o diabo e escolha.
A calçada portuguesa, como elemento decorativo, em determinados espaços, dá um toque tradicional e uma estética agradável quando recorre a efeitos isométricos. No resto é um desastre: económico, estético e humano.
É um desastre económico porque é uma pavimentação cara, de fraca durabilidade e com grandes custos de manutenção e reparação.
É um desastre estético porque se deteriora facilmente, nomeadamente a de qualidade inferior.
É um desastre humano porque é um trabalho puramente manual (daí a baixíssima produtividade e o alto custo) realizado em condições de trabalho perigosas, que destrói fisicamente quem o executa, com custos elevados para as famílias, o serviço de saúde e a segurança social.
O recurso a calçada para pavimentar grandes áreas - longos passeios e grandes praças - é aberração. A CMP exagera no erro.
É tempo de o poder local abandonar modelos e paradigmas errados. No caso da calçada portuguesa, ontem já era tarde.

12 de junho de 2014

Obras de Santa Engrácia (II)

As obras nesta rua ainda não terminaram, mas já necessita de reparações.
Não saímos disto!

CMP, a anti-cultura

Quando encontrei António Pires pela primeira vez, e sem o conhecer, desejei-lhe bom trabalho e manifestei alegria por o ver ali, com o título de vereador da cultura, e disse-lhe que "já tinha saudades". Perante o seu espanto, lá lhe expliquei que a minha saudade era de ter um verdadeiro vereador da cultura, com mandato político para tal. Depois dos vereadores "sem orçamento" (Gentil, Parreira, Carlos Silva), veio a moda dos "faz de conta que são vereadores da cultura", Ana Pedro e Paula Cardoso. Antes de questionar as pessoas, o que eu questionava (e me incomodava) era a falta de mandato político. Que raio teria a cultura para não merecer um vereador eleito em Pombal? Até vereador da defesa do consumidor nós tínhamos, e cultura, nada.
Afinal, voltamos ao mesmo fado. Uma tristeza de cidade, de concelho, de executivos municipais.
Estamos condenados a executivos sem cultura, é o que é...

11 de junho de 2014

Avança, Diogo

O popularucho Pedro Pimpão promoveu, no passado fim-de-semana, mais um evento de homenagem a Mota Pinto - que a comunidade ignorou, tal como ele ignorou Pombal – com o velado intuito de dar um impulso ao Centro de Estudos, prometido por Narciso Mota, e capitalizar.
Diogo Mateus não esteve presente no evento, o que foi interpretado como um sinal de descomprometimento em relação à perniciosa promessa.
Há uns meses atrás, Diogo Mateus prometeu repensar o “urinol”, o que foi interpretado como uma forma de ganhar tempo para uma decisão mais radical: a demolição do mamarracho.
Se Diogo Mateus mandar demolir o “urinol” e travar o avanço do inútil Centro de Estudos sobre Mota Pinto tomará duas decisões políticas sensatas e diferenciadoras de um certo estilo de fazer política. Tem a palavra! Registarei o rasgo, aqui, com gosto.

10 de junho de 2014

Baixa definitiva

O vereador António Pires renunciou ao mandato. Como se esperava. 
É a politica, ...

Há vida para além do Cardal


A primeira vez que vi os irmãos Vera e Filipe em palco foi há dois anos, numa arrepiante interpretação do Avé Maria de Shubert, durante a cerimónia das luminárias no encerramento do projecto "Um Dia pela Vida", da Liga Portuguesa Contra o Cancro. Ao longo daqueles meses de 2012 surpreendi-me com a quantidade de gente a fazer tanta coisa e tão bem pelo concelho fora. 
No domingo passado assisti pela primeira vez à actuação do Coro Infantil de Santiago de Litém, orientado pelos manos - um projecto ainda em fase inicial com todo o potencial para fazer a diferença entre o "mais do mesmo" que habitualmente toma conta dos programas. Os meninos cantam Zeca Afonso, também, o que não é lá muito católico nos tempos que correm...e merecem aplauso.
Eu não sei se a Vera e o Filipe foram considerados agentes culturais pela Câmara. Mas tenho a certeza de que o são. E que vão fazer um bom trabalho com as crianças de Santiago, assim como aquele que fazem individualmente. 

“Quem com ferros mata, com ferros morre”, Narciso dixit

A tertúlia sobre Mota Pinto mostrou que Narciso Mota continua a ser o protagonista de todos os eventos locais, sempre pela negativa: confundiu-se, abordou várias questões que diziam respeito à sua história de vida pessoal e política e baralhou e desprestigiou o tema em debate e deixou os presentes incomodados.
Pelo caminho das suas longas e despropositas intervenções, foi fazendo ameaças, aparentemente dirigidas ao novo presidente da Câmara, utilizando as expressões “quem com ferros mata, com ferros morre” e “em política o que parece é”, para depois tentar reparar o mal, dizendo que foi ele quem escolheu o novo presidente e que este pode chegar a ministro… 

9 de junho de 2014

Tertúlia, mas pouco



A secção de Pombal do Partido Social Democrata promoveu, no Sábado passado, uma tertúlia de evocação de legado académico e político de Carlos Mota Pinto. Desculpando os claros exageros - "dos mais brilhantes académicos e políticos de Portugal democrático" - a homenagem é legítima e justa. O que não fez justiça à obra e perfil do homenageado foi o painel de convidados escolhido. E não estou, com isto, a retirar mérito aos intervenientes; quem sou eu! O que achei confrangedoramente redutor foi o PSD ter convidado para a tertúlia apenas figuras do núcleo duro da sua estrutura partidária. Se o homem é digno dos adjectivos com que o querem vestir, a iniciativa merecia uma abrangência muitíssimo maior.

Viva a democracia!

Porque nem só de dizer mal vive o farpas, aqui vai o meu tributo ao espírito democrático deste executivo camarário. As obras da cidade afectam de igual os carros, as bicicletas ou os peões.
Todos iguais, todos com tormentos semelhantes. Assim é que é bonito.
Perguntavam-me no fim de semana: "a câmara não podia acabar as obras num sítio, antes de esburacar o resto da cidade toda?". Poder, podia! Mas não era a mesma coisa...

7 de junho de 2014

Contra o cinzento, marchar, marchar.

As horríveis ruas de pombal, que o município não descansou enquanto não "engranitou até à exaustão", apresentam-se menos cinzentas estes dias, numa curiosa e interessantíssima divulgação do festival de teatro. Uma ideia colorida numa cidade a preto e branco.

Confraria da treta

Há algum tempo, foi aqui referida a minha "entronização" na Confraria do Queijo do Rabaçal, para a qual entrei por convite do eng.º Rodrigues Marques. O sempre esclarecido Adérito Araújo teceu o seu comentário , ao qual eu na altura respondi. Vejo hoje que respondi mal, e disso me penitencio. Ele admitiu não gostar de confrarias, e eu pelo exemplo que tenho, reconheço as suas razões.
Hoje de manhã irá decorrer o XIII capitulo da Confraria do Queijo do Rabaçal, em Condeixa. Evento para o qual, embora confrade, eu não fui convidado, e do qual só tive conhecimento através da partilha de um outro confrade. Em mais de 3 anos, não sei se houve alguma actividade (mas desconfio que não). Queixei-me a quem de direito de não receber qualquer informação, e só uma vez me responderam, dizendo que terá sido um erro, e que as coisas iriam mudar. Não mudaram.
Agora, neste capitulo, em 2 ou 3 horas vão apresentar contas, promover eleições, empossar novos corpos sociais, fazer um desfile por Condeixa... incrível! Almoço, e assim se encerra 1 ano de actividades (nulas).
Pior, soube que se apresentará uma lista, com a (legítima) expectativa de ser lista única (o que dá um jeito do caraças, que assim não dá trabalhinho nenhum). É evidente que vai haver lista única, pois se este acto eleitoral era um segredo tão bem guardado!
Fico apenas com uma dúvida, quanto à forma de governo desta esvaziada associação: é uma monarquia? Uma oligarquia? Uma inutilidade? Ou é mesmo só uma palhaçada?
Aqui fica pública a minha "desconfradação"...

6 de junho de 2014

Águas paradas e águas agitadas

Os resultados eleitorais das últimas eleições confirmaram o previsível: os partidos tradicionais estão desacreditados e só mobilizam os indefectíveis.
Em Pombal a situação é mais grave, porque não se pode falar em partidos – só existe um partido.
O Gabriel quis, com o seu post, agitar as águas na oposição. Gerou, por aqui, muita opinião, mas não gerará nenhum resultado positivo. Acho, até, que a intenção é arriscada, porque agitar águas há muito tempo paradas, se não for para lhe adicionar algum reagente, dá, geralmente, mau resultado.
Em Pombal, nas próximas décadas não aparecerá nenhum “Costa”. Mas o terreno está fértil para a germinação de um “Marinho”.
No outro lado, as águas estão agitadas e os “coelhos” já começaram a sair da toca.

Procura-se

Não há por aí nenhum António Costa em Pombal?

4 de junho de 2014

Estão abertas as inscrições para elementos-autores do Farpas

É favor contactar:
D.ª Judite da Silva Gameiro
Casa Varela
Pombal

Cultura ou falta dela

Por cá há pouca e está doente (em convalescença): sem direção e criadores e com poucos produtores e públicos. Como sempre esteve, aliás, mas agora assumidamente.
A câmara derrete dinheiro em subsídios e infraestruturas, sem orientação nem resultados. O que lhes sobra em recursos, controlo e aproveitamento político; falta-lhes em visão, orientação e liderança.
Desde Gentil Guedes (há quanto tempo?) que deixou de existir política e vereador da cultura. No último mandato de Narciso Mota esteve entregue à sua chefe de gabinete. Agora, o vereador adoeceu, meteu baixa e suspendeu o mandato. Não teve tempo, sequer, para mostrar ao que vinha; e foi-se.

A cultura sempre foi um pelouro apetecível porque dá para fazer umas flores e capitalizar simpatias. Por cá deixou de o ser, desacreditada como está, ninguém lhe quererá pegar. Só assim se explica terem-na entregue a uma assistente social. Até não estará mal visto! No estado em que está, precisa mesmo, não de um político mas de um assistente social.

Contratação


A atualidade está em crescendo, e vai aquecer mais. O Farpas tem que responder. Como? Com mais uma contratação.
O Nuno Gabriel – homem de vários ofícios – com provas dadas na farpa, retorna à Casa.
Os bons filhos à casa voltam!

3 de junho de 2014

E Viv'ó Pombal!

O Sporting de Pombal fez "a dobradinha" (diz-se assim, que eu sei) no domingo passado, quando ganhou a Taça do distrito, depois de aviar o Marinhense por 5-1, no Estádio Municipal Magalhães Pessoa, em Leiria. Isto acontece depois de se sagrar campeão, há poucas semanas, e subir de divisão.
Cá no Farpas não acreditamos em bruxas. Mas...que as há, há.


2 de junho de 2014

QUEM FOI O/A SACANA QUE DEU O MEU NÚMERO DE TELELÉ A ESTA SENHORA?

Recebi esta noite, segunda-feira, 2 de Junho de 2014, pelas 20h15m59s, a seguinte mensagem no telelé:

“Boa tarde, convoca-se todos os interessados a comparecer numa reuniao dia 4 de junho as 20h no teatro cine ( sala de exposiçoes ) para reunir varios artistas de varias areas, com a finalidade de criar equipas de trabalho para o primeiro evento da casa  varela nomeado “Roturas” com o tema da emigraçao e exilio, que decorrera durante as festa do bodo. Aguardo a vossa confirmaçao. Atentamente Judite da Silva Gameiro”

Vou dar a minha “confirmaçao” em questionário:

1.     Quem foi o/a sacana que deu o meu número de telelé a esta senhora?
2.     Foste tu, João Pimpão?
3.     Mas a “casa varela já tem “primeiros eventos”?
4.     E são assinados por esta senhora?
5.     Mas o tema/ideia original da “emigração” não era ideia daquele moço do Outeiro do Louriçal?
6.     Mas a senhora até já vai aos aniversários dos Bombeiros porquê?
7.     Está à espera que eles lhe ensinem a Dança do Fogo?
8.     Ou não espera que ninguém lhe ensine nada porque vossemecê já a sabe toda?
9.     Lá porque a Ana Pedro conseguiu uma ETAP a senhora acha mesmo que consegue uma “casa varela” assim sem mais nem menos?
10. Ó Diogo, tu não pões mão nisto?
11. Ó Diogo, tu não vês que, se não pões mão nisto, qualquer dia até dão razão ao José Gomes Fernandes?
12.  Mas sabem o que é que eu queria mesmo mesmo mesmo mesmo saber?
13. Sim: o que é que eu queria mesmo mesmo mesmo mesmo saber, mais até do que mostrar-vos mais um assalto ao tacho?
14.  O que eu queria (e quero) mesmo mesmo mesmo mesmo saber é:
15.  Quem foi o/a sacana que deu o meu número de telelé a esta senhora?
16.  Foste tu, João Pimpão?