Consagrados politólogos consideram que os partidos são as entidades mais antidemocráticas (do regime democrático), sobretudo pelos vícios associados à captura e preservação do poder interno. Mas nos últimos tempos, a situação tem-se agravado, mesmo em partidos que se arrogam referências dos Valores de Abril.
Os iluministas consideravam que o maior progresso feito pelo homem foi aprender a raciocinar correctamente. Sendo que pensar é, desde a Grécia antiga e sobretudo depois com Descartes, divergir, questionar, contestar. Actividades essenciais à profícua acção política, que os partidos, outrora centros de debate, deixaram de fazer, perdendo a sua essência (a alma). Actualmete são pequenos grupos, mais ou menos esfrangalhados, compostos por células familiares, onde grassa o unanimismo balofo, o fanatismo, o ódio à diferença e à verdade, a cultura de rebanho, o instinto de sobrevivência e o carreirismo. Tudo coisas abomináveis.
Um partido não é - nem devia ser – um grupo de escuteiros. Mas foi nisso que se transformou a concelhia do PS de Pombal – um grupo de escuteiros guiado, às cegas, por um trio ávido de conforto emocional que exaspera à mínima dissonância. No último plenário militantes tudo decorria como manda a praxe do escutismo: todos aqueles fulanos e fulanas concordavam, explicavam-se e elogiavam-se uns com os outros, reconhecendo com contentamento que são da mesma opinião. Mas bastou que um militante base fosse desafiado a falar e pronunciasse uma sigla aparentemente anódina (PS1/PS2) para o caldo amorfo se entornar, e vir ao de cima o mais execrável da cultura antidemocrática, com censor-mor a retirar palavra ao militante de base e proibi-lo, repetidamente, que repetisse a dita sigla. Tudo isto com o apoio ou a conivência da generalidade.
Em política, quando se perde a decência (democrática) perde-se tudo. Mas na verdade, não se perde o que nunca se teve.

Se ha mesmo grupo de Escuteiros em Pombal é o PSD. Todos muito certinhos, a frequentarem festivais das sopas, a fazerem caridade nas várias IPSS do concelho, a frequentarem a missa e as procissões, a dançar com os peregrinos na estrada...Concluindo fazendo tudo pra manterem o poder.
ResponderEliminarO PS de Pombal foi transformado num saco de gatos. Já não existe PS1 e nem PS2. A malta foi-se afastando daquela bafienta casa. Ex-Vereadores, Ex-Deputados Municipais foram-se afastando e muitos já nem quotas pagam, para poderem ser militantes de pleno direito. Actualmente existe um Careca á deriva, com 2 ou três acólitos e depois o PS0 (talvez embrião do futuro PS) que é o Dr. João Coelho e as três Marias.