30 de junho de 2014

Câmara de lobbies

Baseado num Regulamento Municipal de Apoio ao Associativismo Cultural totalmente desadequado, a nossa Autarquia deliberou conceder  apoios a coletividades e freguesias no valor de 273.695,00 euros. Não me interessa discutir o montante, pois ele apenas tem leitura política se for analisado em termos da globalidade do orçamento camarário (que, neste momento, desconheço). O que me choca - e repudio com veemência - é a evidência da vulnerabilidade do nosso poder autárquico a grupos de pressão, como é o caso da Federação do Folclore Português. 

Se outros exemplos não houvessem, a lista de apoios divulgada e o regulamento que a suporta mostram claramente que, no que toca à cultura, os nossos representantes são uns nabos. E isso até poderia não ser mau, caso tivessem a humildade de o reconhecer e de promover parcerias  claras com quem realmente percebe do assunto. Até lá iremos continuar a assistir a idiossincrasias como o de distinguir ranchos federados e não federados na hora de distribuir os dinheiros que são de todos. 

28 de junho de 2014

€400.000,00, é o deficit das contas da ETAP

Vamos colocar mais dinheiro dos nossos impostos na ETAP para tapar mais um buraco de €400.000,00.
Consta que as despesas foram reduzidas e que os alunos voltam a procurar a escola mas que o pessoal administrativo e até o docente são excessivos.
Vamos ficar atentos às medidas da administração da escola para solucionar o problema mas não deixaremos de exigir conhecer as respetivas causas e os responsáveis.

27 de junho de 2014

O príncipe

Maquiavel dizia que “para bem conhecer o caráter do povo, é preciso ser príncipe e, para bem entender o do príncipe, é preciso ser do povo”. O povo vai conhecendo o do príncipe, mas parece que o príncipe não conhece o do povo. “O príncipe deve ser lento no crer e no agir, não se alarmar por si mesmo e proceder por forma equilibrada, com prudência e humanidade, buscando evitar que a excessiva confiança o torne incauto e a demasiada desconfiança o faça intolerável”. Nada disso se tem passado. Para Maquiavel nasce daqui uma questão: “se é melhor ser amado que temido ou o contrário. A resposta é de que seria necessário ser uma coisa e outra; mas, como é difícil reuni-las, em tendo que faltar uma das duas é muito mais seguro ser temido do que amado”.
Nos primeiros tempos, o príncipe procurou seduzir os seus súbditos, ser amado. Distribuiu benesses, circo, papas e bolos; mas, pelos vistos, não enganou os tolos. A sua natureza rapidamente se impôs: ser temido. Mas talvez tenha sido incauto. Maquiavel bem recomendou: “escolhendo por ser temido, o príncipe deve ser meio animal e meio homem”. Este, pelos vistos, escolheu ser só animal (feroz).
Maquiavel recomendava que “o príncipe necessitava de saber bem empregar o animal, deve deste tomar como modelos a raposa e o leão, eis que este não se defende dos laços e aquela não tem defesa contra os lobos. É preciso, portanto, ser raposa para conhecer os laços e leão para aterrorizar os lobos. Aqueles que agem apenas como o leão, não conhecem a sua arte”.
Até agora o príncipe foi leão. Mas cuidado com os laços!

25 de junho de 2014

Bodo 2014

Estão aí a chegar as festas do bodo, com o cartaz que já é conhecido.
Ao mesmo tempo, decorre aqui perto a expofacic.
Pelo cartaz, não vamos lá. Que ideias tem a organização para diferenciar o bodo? Para quem é que ele se faz? Quem é que envolve? Quanto vai custar?

Sai uma medalha para o burlão

Conheço algumas criaturas que caíram no conto do vigário. Todas ficaram marcadas negativamente pelo episódio. Todas menos uma(s).
Por cá, caíram no conto do vigário e gabam-se publicamente do episódio e de uma terceira-parte ter reparado a burla.
E no final, estranhamente, reina grande harmonia e comoção entre burlado(s) e burlão.

Ao que isto chegou! Só falta condecorar o burlão!

23 de junho de 2014

Eis o retrato do concelho charneira

O INE publicou este mês o relatório sobre a população residente em Portugal. Como se esperava, acentuou-se a perda de população). Há regiões que perdem mais que a média nacional e há outras (até) que ganham população.
A região do Pinhal Litoral (-0,37%), onde Pombal está inserido, perde menos população do que a média nacional (-0,57%), mas Pombal (-0,78%) é o maior perdedor da região. A Marinha Grande (-0,02%) mantém e a Batalha (-0,10%) desce muito pouco.
Se analisarmos os dados do triénio 2011-2013, Pombal (-1,48%) perde o dobro da região (-0,74%).
Perante estes dados, muitos explicarão a acentuada perda de população em Pombal - comparativamente à região onde está inserido - com o tradicional fenómeno da emigração. Enganam-se! É verdade que Pombal foi uma terra de forte emigração. Foi, mas já não o é! Pombal, no que se refere à Taxa de Crescimento Migratório está abaixo da Região. Onde Pombal perde mais é na Taxa de Crescimento Natural. Em Pombal as pessoas, surpreendentemente, emigram pouco, migram é muito (para os jardins das tabuletas).
Os indicadores demográficos são os mais fiáveis para avaliar, no longo prazo, a eficácia da ação politica. Por cá dizem-nos que estamos a definhar.

Decididamente, onde não há visão as populações desaparecem. Por cá, da pior das formas.

22 de junho de 2014

Pedido de aclaração


Depois de renunciar ao seu mandato de vereador, António Pires afirmou que não pretende “participar em projectos, por mais qualidade que lhes reconheça, em cuja liderança não estejam também presentes princípios de respeito, de confiança, de educação no trato e de autonomia”. Na minha ingenuidade, entendi que o professor se estaria a referir à sua experiência recente. Mas continuando a ler o Notícias do Centro, fico a saber que a sua renúncia se fundamentou, "exclusivamente, em motivos de cariz pessoal" e que foi para si uma “honra ter recebido” o convite para integrar a lista do PSD da parte de alguém a quem reconhece “qualidades de visão estratégica e rigor". 

Confesso que não percebi a argumentação. Após ter sido protagonista de uma novela onde representa o papel da amante atraiçoada, o ex-vereador agradece agora ao cruel galã que o traiu? É isso? Digam-me, por favor, a quem posso dirigir um pedido de aclaração.

21 de junho de 2014

Pesada herança na ETAP

Temos assistido, desde há alguns anos, à degradação do funcionamento e da imagem da ETAP: má gestão, conflitos internos, dificuldades económicas, falta de alunos, quadro de pessoal administrativo excessivo, etc.
Ainda a avaliação da anterior gestão não foi feita ou divulgada, assim como as novas mediadas de funcionamento, e já correm rumores de que todos nós (contribuintes) iremos pagar mais um aumento de capital social da Pombalprof.
Por ocasião da publicação do Decreto-Lei 92/2014, em http://dre.pt/pdf1sdip/2014/06/11700/0331103320.pdf, regime jurídico das escolas profissionais, urge conhecer os danos, atribuir as responsabilidades e tomar medidas, para não se repetirem os erros, sempre pagos com os dinheiros contribuintes…

18 de junho de 2014

Desnorte

Na CMP reina o desencanto, a desconfiança e a desmotivação. O presidente, os vereadores e os funcionários estão de costas voltadas. É verdade que ambos tentam, ainda, fazer um esforço para se encontrarem, mas os desatinos têm sido muitos e tão frequentes que, neste momento, é muito mais o que os desune do que o que os une.
O caso Pires é o episódio mais grave e conhecido, mas é um de entre muitos. A entrada do novo vereador também não correu bem. Mas adiante. A situação é tão periclitante que todos tentam fazer um esforço para recompor a coisa. O presidente fez um ato de contrição e prometeu emendar-se, os vereadores prometem mais apoio e entrega, os funcionários (e a oposição) fizeram preces públicas, cantando umas quadras pelo presidente. Há quem garanta que já se mandaram rezar missas. Dizem as más-línguas que zelosa funcionária que andava a vender rifas, com a desculpa que era para ajudar o filho, procurava, dissimuladamente, arranjar um assessor para o presidente (foi mimoseada mas desforrou-se bem). Tudo, por agora, sem resultados!
O presidente procura evitar novas baixas mas mantém o registo. As justificações públicas sobre a renúncia de António Pires mostraram que não aprendeu nada com o episódio, porque foi ingrato com a vítima que o protegeu no sacrifício. Não se faz. Ao fazê-lo, forçou António Pires a justificar a rotura, enfiando-lhe dois diretos e um gancho. Não havia necessidade. Perde muito o presidente e perde, também, o Pires, que até agora tinha gerido bem a saída. O êxito é fácil de obter. O difícil é merecê-lo.
A prova do desnorte que se instalou naquela casa é a audiência que o presidente vai conceder ao ex-vereador, na câmara (a pedido deste, diz-se), depois da rotura pessoal (há vários meses) e politica (recente). Porquê e para quê? Que falta de tato político!

16 de junho de 2014

O elogio do ridículo


As marchas populares que animaram Pombal no domingo à noite trouxeram este ano uma nova atracção: a marcha municipal.
A letra era memorável, ao estilo "o trabalho liberta". O refrão uma pérola: "Santo António abençoa a nossa terra e o nosso presidente". É este o momento em que choramos todos, para acompanhar o engº Rodrigues Marques (longe dos tempos em que ele próprio desfilava na avenida, quando as marchas emanavam das colectividades e dos bairros de Pombal. Populares, portanto).

14 de junho de 2014

Acessibilidades


O nosso presidente prometeu fazer de Pombal um exemplo nas acessibilidades. Fez até uma visita de estudo a Barcelona.
De promessas por cumprir está o inferno cheio. Não é Sónia Silva?

Baralhar e dar de novo

Confirmada a renúncia de António Pires, o presidente da Câmara optou então por dar lugar a tempo inteiro a Renato Guardado, entregando-lhe os pelouros da Juventude, Ambiente, Trânsito e coordenação do gabinete de projectos.
Diogo Mateus puxou para si a pasta da Educação.
E entregou a Cultura a Ana Gonçalves. Finalmente.

Sobre o caso Pires, tudo o que disse merece um post exclusivo.

13 de junho de 2014

A estranha atração pelos calhaus

O poder local e a calçada portuguesa têm (pelo menos) duas semelhanças: são quadrados e duros (como a pedra). Isto explicará a atração mútua. Em Pombal é doentia. E não satisfeitos com a calcária - branca, viraram-se, agora, para a granítica - escura. Venha o diabo e escolha.
A calçada portuguesa, como elemento decorativo, em determinados espaços, dá um toque tradicional e uma estética agradável quando recorre a efeitos isométricos. No resto é um desastre: económico, estético e humano.
É um desastre económico porque é uma pavimentação cara, de fraca durabilidade e com grandes custos de manutenção e reparação.
É um desastre estético porque se deteriora facilmente, nomeadamente a de qualidade inferior.
É um desastre humano porque é um trabalho puramente manual (daí a baixíssima produtividade e o alto custo) realizado em condições de trabalho perigosas, que destrói fisicamente quem o executa, com custos elevados para as famílias, o serviço de saúde e a segurança social.
O recurso a calçada para pavimentar grandes áreas - longos passeios e grandes praças - é aberração. A CMP exagera no erro.
É tempo de o poder local abandonar modelos e paradigmas errados. No caso da calçada portuguesa, ontem já era tarde.

12 de junho de 2014

Obras de Santa Engrácia (II)

As obras nesta rua ainda não terminaram, mas já necessita de reparações.
Não saímos disto!

CMP, a anti-cultura

Quando encontrei António Pires pela primeira vez, e sem o conhecer, desejei-lhe bom trabalho e manifestei alegria por o ver ali, com o título de vereador da cultura, e disse-lhe que "já tinha saudades". Perante o seu espanto, lá lhe expliquei que a minha saudade era de ter um verdadeiro vereador da cultura, com mandato político para tal. Depois dos vereadores "sem orçamento" (Gentil, Parreira, Carlos Silva), veio a moda dos "faz de conta que são vereadores da cultura", Ana Pedro e Paula Cardoso. Antes de questionar as pessoas, o que eu questionava (e me incomodava) era a falta de mandato político. Que raio teria a cultura para não merecer um vereador eleito em Pombal? Até vereador da defesa do consumidor nós tínhamos, e cultura, nada.
Afinal, voltamos ao mesmo fado. Uma tristeza de cidade, de concelho, de executivos municipais.
Estamos condenados a executivos sem cultura, é o que é...

11 de junho de 2014

Avança, Diogo

O popularucho Pedro Pimpão promoveu, no passado fim-de-semana, mais um evento de homenagem a Mota Pinto - que a comunidade ignorou, tal como ele ignorou Pombal – com o velado intuito de dar um impulso ao Centro de Estudos, prometido por Narciso Mota, e capitalizar.
Diogo Mateus não esteve presente no evento, o que foi interpretado como um sinal de descomprometimento em relação à perniciosa promessa.
Há uns meses atrás, Diogo Mateus prometeu repensar o “urinol”, o que foi interpretado como uma forma de ganhar tempo para uma decisão mais radical: a demolição do mamarracho.
Se Diogo Mateus mandar demolir o “urinol” e travar o avanço do inútil Centro de Estudos sobre Mota Pinto tomará duas decisões políticas sensatas e diferenciadoras de um certo estilo de fazer política. Tem a palavra! Registarei o rasgo, aqui, com gosto.

10 de junho de 2014

Baixa definitiva

O vereador António Pires renunciou ao mandato. Como se esperava. 
É a politica, ...

Há vida para além do Cardal


A primeira vez que vi os irmãos Vera e Filipe em palco foi há dois anos, numa arrepiante interpretação do Avé Maria de Shubert, durante a cerimónia das luminárias no encerramento do projecto "Um Dia pela Vida", da Liga Portuguesa Contra o Cancro. Ao longo daqueles meses de 2012 surpreendi-me com a quantidade de gente a fazer tanta coisa e tão bem pelo concelho fora. 
No domingo passado assisti pela primeira vez à actuação do Coro Infantil de Santiago de Litém, orientado pelos manos - um projecto ainda em fase inicial com todo o potencial para fazer a diferença entre o "mais do mesmo" que habitualmente toma conta dos programas. Os meninos cantam Zeca Afonso, também, o que não é lá muito católico nos tempos que correm...e merecem aplauso.
Eu não sei se a Vera e o Filipe foram considerados agentes culturais pela Câmara. Mas tenho a certeza de que o são. E que vão fazer um bom trabalho com as crianças de Santiago, assim como aquele que fazem individualmente. 

“Quem com ferros mata, com ferros morre”, Narciso dixit

A tertúlia sobre Mota Pinto mostrou que Narciso Mota continua a ser o protagonista de todos os eventos locais, sempre pela negativa: confundiu-se, abordou várias questões que diziam respeito à sua história de vida pessoal e política e baralhou e desprestigiou o tema em debate e deixou os presentes incomodados.
Pelo caminho das suas longas e despropositas intervenções, foi fazendo ameaças, aparentemente dirigidas ao novo presidente da Câmara, utilizando as expressões “quem com ferros mata, com ferros morre” e “em política o que parece é”, para depois tentar reparar o mal, dizendo que foi ele quem escolheu o novo presidente e que este pode chegar a ministro… 

9 de junho de 2014

Tertúlia, mas pouco



A secção de Pombal do Partido Social Democrata promoveu, no Sábado passado, uma tertúlia de evocação de legado académico e político de Carlos Mota Pinto. Desculpando os claros exageros - "dos mais brilhantes académicos e políticos de Portugal democrático" - a homenagem é legítima e justa. O que não fez justiça à obra e perfil do homenageado foi o painel de convidados escolhido. E não estou, com isto, a retirar mérito aos intervenientes; quem sou eu! O que achei confrangedoramente redutor foi o PSD ter convidado para a tertúlia apenas figuras do núcleo duro da sua estrutura partidária. Se o homem é digno dos adjectivos com que o querem vestir, a iniciativa merecia uma abrangência muitíssimo maior.

Viva a democracia!

Porque nem só de dizer mal vive o farpas, aqui vai o meu tributo ao espírito democrático deste executivo camarário. As obras da cidade afectam de igual os carros, as bicicletas ou os peões.
Todos iguais, todos com tormentos semelhantes. Assim é que é bonito.
Perguntavam-me no fim de semana: "a câmara não podia acabar as obras num sítio, antes de esburacar o resto da cidade toda?". Poder, podia! Mas não era a mesma coisa...

7 de junho de 2014

Contra o cinzento, marchar, marchar.

As horríveis ruas de pombal, que o município não descansou enquanto não "engranitou até à exaustão", apresentam-se menos cinzentas estes dias, numa curiosa e interessantíssima divulgação do festival de teatro. Uma ideia colorida numa cidade a preto e branco.

Confraria da treta

Há algum tempo, foi aqui referida a minha "entronização" na Confraria do Queijo do Rabaçal, para a qual entrei por convite do eng.º Rodrigues Marques. O sempre esclarecido Adérito Araújo teceu o seu comentário , ao qual eu na altura respondi. Vejo hoje que respondi mal, e disso me penitencio. Ele admitiu não gostar de confrarias, e eu pelo exemplo que tenho, reconheço as suas razões.
Hoje de manhã irá decorrer o XIII capitulo da Confraria do Queijo do Rabaçal, em Condeixa. Evento para o qual, embora confrade, eu não fui convidado, e do qual só tive conhecimento através da partilha de um outro confrade. Em mais de 3 anos, não sei se houve alguma actividade (mas desconfio que não). Queixei-me a quem de direito de não receber qualquer informação, e só uma vez me responderam, dizendo que terá sido um erro, e que as coisas iriam mudar. Não mudaram.
Agora, neste capitulo, em 2 ou 3 horas vão apresentar contas, promover eleições, empossar novos corpos sociais, fazer um desfile por Condeixa... incrível! Almoço, e assim se encerra 1 ano de actividades (nulas).
Pior, soube que se apresentará uma lista, com a (legítima) expectativa de ser lista única (o que dá um jeito do caraças, que assim não dá trabalhinho nenhum). É evidente que vai haver lista única, pois se este acto eleitoral era um segredo tão bem guardado!
Fico apenas com uma dúvida, quanto à forma de governo desta esvaziada associação: é uma monarquia? Uma oligarquia? Uma inutilidade? Ou é mesmo só uma palhaçada?
Aqui fica pública a minha "desconfradação"...

6 de junho de 2014

Águas paradas e águas agitadas

Os resultados eleitorais das últimas eleições confirmaram o previsível: os partidos tradicionais estão desacreditados e só mobilizam os indefectíveis.
Em Pombal a situação é mais grave, porque não se pode falar em partidos – só existe um partido.
O Gabriel quis, com o seu post, agitar as águas na oposição. Gerou, por aqui, muita opinião, mas não gerará nenhum resultado positivo. Acho, até, que a intenção é arriscada, porque agitar águas há muito tempo paradas, se não for para lhe adicionar algum reagente, dá, geralmente, mau resultado.
Em Pombal, nas próximas décadas não aparecerá nenhum “Costa”. Mas o terreno está fértil para a germinação de um “Marinho”.
No outro lado, as águas estão agitadas e os “coelhos” já começaram a sair da toca.

Procura-se

Não há por aí nenhum António Costa em Pombal?

4 de junho de 2014

Estão abertas as inscrições para elementos-autores do Farpas

É favor contactar:
D.ª Judite da Silva Gameiro
Casa Varela
Pombal

Cultura ou falta dela

Por cá há pouca e está doente (em convalescença): sem direção e criadores e com poucos produtores e públicos. Como sempre esteve, aliás, mas agora assumidamente.
A câmara derrete dinheiro em subsídios e infraestruturas, sem orientação nem resultados. O que lhes sobra em recursos, controlo e aproveitamento político; falta-lhes em visão, orientação e liderança.
Desde Gentil Guedes (há quanto tempo?) que deixou de existir política e vereador da cultura. No último mandato de Narciso Mota esteve entregue à sua chefe de gabinete. Agora, o vereador adoeceu, meteu baixa e suspendeu o mandato. Não teve tempo, sequer, para mostrar ao que vinha; e foi-se.

A cultura sempre foi um pelouro apetecível porque dá para fazer umas flores e capitalizar simpatias. Por cá deixou de o ser, desacreditada como está, ninguém lhe quererá pegar. Só assim se explica terem-na entregue a uma assistente social. Até não estará mal visto! No estado em que está, precisa mesmo, não de um político mas de um assistente social.

Contratação


A atualidade está em crescendo, e vai aquecer mais. O Farpas tem que responder. Como? Com mais uma contratação.
O Nuno Gabriel – homem de vários ofícios – com provas dadas na farpa, retorna à Casa.
Os bons filhos à casa voltam!

3 de junho de 2014

E Viv'ó Pombal!

O Sporting de Pombal fez "a dobradinha" (diz-se assim, que eu sei) no domingo passado, quando ganhou a Taça do distrito, depois de aviar o Marinhense por 5-1, no Estádio Municipal Magalhães Pessoa, em Leiria. Isto acontece depois de se sagrar campeão, há poucas semanas, e subir de divisão.
Cá no Farpas não acreditamos em bruxas. Mas...que as há, há.


2 de junho de 2014

QUEM FOI O/A SACANA QUE DEU O MEU NÚMERO DE TELELÉ A ESTA SENHORA?

Recebi esta noite, segunda-feira, 2 de Junho de 2014, pelas 20h15m59s, a seguinte mensagem no telelé:

“Boa tarde, convoca-se todos os interessados a comparecer numa reuniao dia 4 de junho as 20h no teatro cine ( sala de exposiçoes ) para reunir varios artistas de varias areas, com a finalidade de criar equipas de trabalho para o primeiro evento da casa  varela nomeado “Roturas” com o tema da emigraçao e exilio, que decorrera durante as festa do bodo. Aguardo a vossa confirmaçao. Atentamente Judite da Silva Gameiro”

Vou dar a minha “confirmaçao” em questionário:

1.     Quem foi o/a sacana que deu o meu número de telelé a esta senhora?
2.     Foste tu, João Pimpão?
3.     Mas a “casa varela” já tem “primeiros eventos”?
4.     E são assinados por esta senhora?
5.     Mas o tema/ideia original da “emigração” não era ideia daquele moço do Outeiro do Louriçal?
6.     Mas a senhora até já vai aos aniversários dos Bombeiros porquê?
7.     Está à espera que eles lhe ensinem a Dança do Fogo?
8.     Ou não espera que ninguém lhe ensine nada porque vossemecê já a sabe toda?
9.     Lá porque a Ana Pedro conseguiu uma ETAP a senhora acha mesmo que consegue uma “casa varela” assim sem mais nem menos?
10. Ó Diogo, tu não pões mão nisto?
11. Ó Diogo, tu não vês que, se não pões mão nisto, qualquer dia até dão razão ao José Gomes Fernandes?
12.  Mas sabem o que é que eu queria mesmo mesmo mesmo mesmo saber?
13. Sim: o que é que eu queria mesmo mesmo mesmo mesmo saber, mais até do que mostrar-vos mais um assalto ao tacho?
14.  O que eu queria (e quero) mesmo mesmo mesmo mesmo saber é:
15.  Quem foi o/a sacana que deu o meu número de telelé a esta senhora?
16.  Foste tu, João Pimpão?


31 de maio de 2014

Casa Varela de Óbidos

O tão falado centro criativo de artes a instalar na Casa Varelas, em Pombal, parece ter sido copiado do modelo de atividade precedente desenvolvida em Óbidos. O convite dirigido a um dinamizador do projeto de Óbidos para intervir na dita reunião de trabalho de Pombal (com bebidas e comidas) e para defender aquela solução indica aquela conclusão.
Poderemos então concluir que quem organizou a sessão de trabalho (com gin e bombons) para ouvir propostas e projetos já tinha decidido antecipadamente sobre o destino a dar à Casa Varela e o tipo de projeto a implementar.
Vamos então esperar que o parque de divertimento” que o projeto de Óbidos parece ter sido para alguns “artistas” e que o buraco financeiro que foi para a Câmara lá do sul do distrito não se repitam em Pombal. Porém, já estamos a assistir em Pombal à organização de alguns grupos de “artistas” a procurar, cada um deles, uma solução, o que nos permite saber o que aí vem.
Os contribuintes que se preparem para continuar a pagar decisões políticas caras e sem utilidade.

29 de maio de 2014

Subsídios (XXV)

Em JAN14, a CMP deliberou, por unanimidade, presentear a Associação Comercial e Serviços de Pombal com 750 € para esta divulgar o Sorteio de Natal.

Eis o poder local, o associativismo e o capitalismo que nós temos!

Subsídios (XXIV)

Em JAN14, a CMP deliberou, por unanimidade, presentear a Fábrica da Igreja Paroquial de Pombal com 5.301,80 € para esta publicar o seu boletim semanal, referente ao ano de 2013.
Mais deliberou, também por unanimidade, que o valor a ceder para o ano de 2014 seja
80,00 € por edição.
O Estado confessional no seu melhor!

Árvores venenosas

Desde há alguns anos, temos ouvido pessoas a queixarem-se de dificuldades respiratórias e alergias causadas pelo pólen de algumas árvores da nossa cidade, nomeadamente plátanos.
Neste mês de maio, os efeitos sobre a saúde das pessoas, sobretudo para as que residem ou trabalham próximo das árvores, foram ainda piores, com alergias, comichão, olhos inchados, dificuldades respiratórias e até desmaios por altura da floração de algumas espécies, designadamente os ligustros que emanam um forte odor (enjoativo). Apenas as chuvas de maio vieram lavar o pólen das árvores e limpar a atmosfera, amenizando os efeitos nocivos.

Parece-me que, depois de se ter passado alguns anos a plantar árvores para embelezar a cidade sem se cuidar de estudar os efeitos no ar que temos de respirar, resta agora a opção de cortar ou arrancar as árvores e substituí-las por outras de outras espécies, sempre mediante prévio estudo dos efeitos sobre a saúde das pessoas no futuro.

26 de maio de 2014

Bem posto, sim senhor:

"Autarcas portugueses.
São os mais católicos do mundo. Não assinam nada sem levar um terço."

Mais resultado(s) de Pombal

O município disponibiliza aqui todos os resultados eleitorais do concelho. Ora acontece que Carnide nunca falha: a percentagem de 80% de votantes na AD, perdão, na AP, consegue suplantar o partido globalmente mais votado no concelho-charneira: a Abstenção, com 75%.


25 de maio de 2014

Eleições europeias - resultado(s), I

Pela primeira vez nos últimos anos, o pessoal das mesas de voto da freguesia de Pombal não terá recebido os tradicionais cinco euros de que aqui falava o JGF, neste post. 
- A culpa é do Farpas! 
apontava-se nos corredores da Escola Secundária de Pombal.
Para já é tudo.

23 de maio de 2014

Outras quadrinhas brejeiras

Fonte limpa me garante
não ser Colónia o João.
Fico surpreso, mas adiante.
Quem será o maganão?

Coço a cabeço. Pasmo ao espelho.
O Perfume é a esturro.
Se calhar, é um brilhante, o fedelho.
Se calhar, cheira-me a burro.

Quadrinha brejeira

Dada a proximidade das Marchas de Santo António (durante as quais, dizem-me que sim, teremos o gozo de assistir a uma vereadora da alegada "Oposição" dar vivas ao Presidente da Câmara), puxa-me o lápis para a quadrinha com brejeirice suavíssima. Ora vêde:

João rima com Pimpão
e não rima com mais nada.
Se tivesse rimação,
era Colónia Perfumada.

22 de maio de 2014

Vice-Presidente da Câmara suspendeu mandato

Afinal, Adelino Malho estava bem informado e sabia mais do que aquilo que dizia…  
António Pires da Silva, quando foi professor e diretor da Escola Marquês de Pombal, era dedicado e competente: sabia motivar os alunos dentro e fora das aulas e sabia dirigir professores e pessoal auxiliar e manter a escola em bom funcionamento. Enquanto os seus alunos se sentiam interessados nas aulas e mostravam resultados, os professores e pessoal auxiliar não revelavam conflitos ou desinteresse.
Quem é dedicado e competente numa atividade (ensino) não perde as qualidades ao “transitar” para outra atividade (política). Algo mais justificará a decisão. Como insinuava Adelino Malho, o problema não deverá ser do vereador e a “suspensão” poderá ser definitiva...

21 de maio de 2014

Olh'a selfie fresquinha!

Foi tirada pelo nosso Pedro Pimpão numa fábrica de congelados em Peniche, esta manhã. E popularizada pelo 31 da Armanda. A campanha é uma festa. Plim!

17 de maio de 2014

Festival de Teatro de Pombal 2014


Começa hoje o Festival de Teatro de Pombal. No panorama cultural da cidade é, sem dúvida, um acontecimento relevante. A estreia fica a cargo do TAP, com o seu "Romeu e Julieta" encenado por José Carlos Garcia e Nádia Santos. Parabéns ao grupo por continuar a apostar em parcerias de qualidade. 

Mas a grande novidade desta edição é a vinda a Pombal do Teatro Meridional, uma das melhores companhias do país. No dia 10 de Junho vamos ter a oportunidade de assistir ao espectáculo "Al Pantalone".  De acordo com o companhia, "Al Pantalone é a história de um embuste. Nada voltará a ser igual depois do golpe dado a um país, a uma geração, a muitas gerações, pelo ganancioso Pantalone, o homem que quer sempre mais uma moedinha no porta-moedas e um amigo bem colocado no bolso. Esta é a época em que a culpa morre solteira. E, no momento em que tudo muda para que tudo fique igual, quem reina é Pantalone." Nem mais.

16 de maio de 2014

Um postal de Abiúl




Era um baldio, apropriado pela junta de freguesia de Abiúl (executivo anterior), cedido por esta sem formalização e justificação plausível a uma empresa privada, transformado em lixeira de todo o tipo de lixo.

Inacreditável.  

14 de maio de 2014

Lição de Anatomia

A propósito de “homenagens”, sempre vos digo que a diferença entre os beija-mãos e os lambe-cus não é meramente anatómica. Nem sequer é diferença.

(ex)Citação para nada


“Mas que raio de 25 de Abril este que nos condena à pobreza, para todo o sempre.”

(conclusão da crónica de M. Rodrigues Marques no Jornal de Pombal de 30 de Abril de 2014)

A minha pergunta é retórica (por dispensar resposta) e é esta: Ó malta, mas então se ninguém leva a sério (nem a mal) o João Faria, gastar cuspo com atoardas destas para quê? Exacto.

Um bom momento de televisão

É este. Da homenagem a Narciso Mota (que afinal sempre aconteceu, no dia 9, perante um número de pessoas mais ou menos incerto, avaliar pelo que se lê, ouve e vê por aí. Nestes casos, o melhor é falar sempre com o chefe de sala).

Aqui fica o link:
http://www.pombaltv.pt/index.php/informacao/8-informacao/64-narciso-mota-homenageado

12 de maio de 2014

Se não ajudarmos os nossos … (III)

A CMP fez um Contrato de Prestação de Serviços de assessoria nos domínios da imprensa e da cultura em regime de avença com Anselmo Fernando Medeiros (rapaz que trabalhou para o partido na propaganda eleitoral autárquica).
Um prestador de serviço – como o próprio indica – é um profissional que fornece serviços, no âmbito da sua especialidade. Nessa prestação goza de total autonomia técnica e liberdade profissional. Não tem vínculo à entidade a que presta serviços e pode prestá-los, ao mesmo tempo, a outras entidades. Não está sujeito a subordinação hierárquica e a obrigações de cumprimento de horário. Não representa a entidade para quem presta serviços; logo, não deve falar, responder, comunicar ou assinar em nome da(s) entidade(s) onde presta serviços. Quando o faz desrespeita a lei, as instituições, os outros servidores do Estado e os próprios utentes.
O Anselmo é um falso prestador de serviços (um “falso recibo verde”). Não o culpo pela sua situação. Admito que em parte desconheça as irregularidades que pratica e, noutra parte, necessite do rendimento e seja “forçado” a aceitar as regras (viciadas) do jogo.
Mas, nomeadamente na administração pública, não vale tudo. Compreendia-se que Narciso Mota cometesse atropelos destes nos primeiros anos de mandato, porque desconhecia totalmente as regras básicas da administração pública. O que não se compreende é que um presidente com formação superior em administração autárquica e vinte anos de experiência autárquica permita atropelos destes, nomeadamente no seu gabinete.

10 de maio de 2014

Peregrinos da Casa Varela

A Casa Varela já foi recuperada sem que tenha sido antes encontrada uma utilização a dar-lhe.
Ao estilo da pública demagogia da “caridadezinha” com subsídios municipais e da “aproximação” com merendas e cafés na companhia de funcionários municipais, organizou-se um cocktail com gin de verdade para inspirar ideias de verdade e convidaram-se alguns “artistas” para participarem no teatro da vida política e opinarem sobre o destino da “Res publica”.
Porém, não convidaram os contribuintes, aqueles que irão pagar a fatura da “cultura” do faz de conta, ou seja, aqueles que já pagaram e continuam a pagar o “café concerto”, sem agenda “cultural” ou sem público, as outras salas do cine teatro, pouco frequentadas, o centro cultural de pombal (celeiro, casa do despacho e igreja da misericórdia), com atividade residual ou nula, as salas da biblioteca, pouco utilizadas, o edifício da cadeia, sem espaço para museu, o convento do carmo, com atividade a alterar, o edifício da filarmónica, aberto a maiores potencialidades, etc.. Refiro-me aos que irão também pagar o inútil centro cultural Mota Pinto e o “original” centro de interpretação do Sicó e outras megalomanias e que vão ficando depauperados e até falidos ou que têm de fugir para o estrangeiro porque por cá, quando se pensa em “obras” e em “cultura”, não se pensa na despesa, nos que pagam…
Com tantos edifícios destinados à “cultua” do despesismo sem atividade, poderiam utilizar os já existentes nas atividades culturais e utilizar o edifício da Casa Varela em algo útil, que não traga só mais despesa, como, por exemplo, uma pousada da juventude ou um hostel para os peregrinos que por cá passam nesta e noutras épocas. Bem sabemos que esta solução foi sugerida por uma juventude partidária que alguns tentam denegrir, por não saberem ser melhores, e bem sabemos que a concorrência hoteleira e os comprometimentos das listas partidárias ficarão desagradados com estas soluções, mas estas têm de ser boas para todos.
Lembro que a secção de execuções de Pombal da nova comarca de Leiria irá ser instalada provisoriamente (ou definitivamente) em Ansião por falta de instalações ou de iniciativa em Pombal.
Quando vejo brincar à “cultura” com o dinheiro dos contribuintes, com irresponsabilidade e indiferença pelos seus sacrifícios, fico esclarecido e preocupado...

9 de maio de 2014

Questionário indiscreto

Se possui alguma informação sobre a situação do vereador António Pires escolha, de entre as afirmações seguintes, aquela que lhe parece mais correta.

A)   António Pires esqueceu-se da passadeira vermelha.
B)   Puxaram a passadeira ao António Pires.
C)   As duas afirmações anteriores estão corretas.

Casa de ferreiro espeto de pau

Andam, novamente, os partidos políticos atarefados com mais uma campanha eleitoral e a preparação das eleições europeias. Esses trabalhos incluem, também, os convites para membros das mesas eleitorais.  
Mas, como, passados sete meses, a câmara ainda não pagou as senhas de presença das últimas autárquicas, tem havido muitas recusas.

Para quem se gaba muito de ser um bom pagador não está nada mau!

8 de maio de 2014

Coisas de que o povo não gosta

Quando apanharmos todos os cacos das obras de regeneração urbana de Pombal, podemos juntar-lhe estes candeeiros, que agora temos oportunidade de apreciar com o sentido obrigatório desde a Rua de Albergaria dos Doze até ao Castelo. Custava muito terem colocado a iluminação nas paredes dos edifícios, como geral acontece em zonas históricas?

Coisas de que o povo gosta


Uma chuva de cor está desde ontem a pingar na zona histórica da cidade. Estão bonitas, as ruas. Tão bonitas como esta fotografia do Jorge Ferreira. Para a legendar, nada melhor que a frase dele, no facebook: "espero que esta colorida iniciativa nos leve a olhar para cima..."

7 de maio de 2014

Fala um dos fidalgos da Casa Varela


(foto tirada a 28 de Janeiro de 2013, em passeio pela invisível fronteira Passado/Presente/Porvir)

Sábado, 3 de Maio de 2014, estive no Celeiro do Marquês e fui de visita ao estado das coisas na justamente afamada Casa Varela. Levei notas, tirei outras. Delas V. ofereço aqui conta.

1. O convite foi duplo: do lado pessoal, Toninho Varela & Rui Cavalheiro; do institucional, presidente da Câmara Municipal de Pombal. Agradeci e anuí. Fui e estive.

2. O assunto era a Casa Varela. As duas perguntas motrizes eram: a) "Para quê?"; b) "Como?"

3. Vi coisas boas: o interesse genuíno de algumas pessoas no assunto e no futuro a dar ao assunto. Vi coisas reles: certa propensão para o protagonismo “umbiguista” e para o “tachismo” do costume. In loco, das coisas boas disse bem. Das más, disse mal.

4. Sem qualquer resquício de ironia da minha parte, devo dizer que uma das boas coisas a que assisti – sem qualquer ironia, reforço – foi o desempenho de Diogo Mateus. Admirável, direi mesmo. Geriu o encontro e o debate com total imparcialidade. Não opinou. Escutou todos, tirou notas. Dirão uns & alguns que “aquilo” na cabeça dele já está decidido, que o aparato da tarde de 3 de Maio foi só para fingir que sabe escutar, que tem em consideração as “bases”. Dirão outros que não, que ele quer mesmo auscultar os batimentos cardíacos para dar rumo ao diagnóstico. Eu digo que gostei da maneira como fez o que fez.

5. Das coisas más, direi mesmo que reles, foi a ânsia de certo “artistedo” de ópera-bufa (mais para o lado da bufa do que para o da ópera). Havia ali já “directores” da coisa em potência. Mas receio (ou estimo) bem que o tempo das anãs-pedros, por assim dizer, tenha passado. A não ser que eu esteja a ser ingénuo e esteja a fazer mal as contas. Talvez também eu precise que o Diogo me indique um revisor oficial. Mas isso é outra loiça.

6. Gostei do convidado de Óbidos; falou com saber de experiência feita e alhures vista. Concordo mil por cento com ele: estas coisas não dão fruto imediato. Mas se a próxima geração beneficiar de um ambiente cultural válido e efectivo, então a Casa Varela terá valido todo o investimento. Foi por isso que lá disse que “se este encontro tivesse tido lugar há, digamos, 20 anos, talvez nem o Projecto Jazz nem a Livraria K de Livro tivessem tido de fechar.” O espaço não tem de substituir as instituições culturais existentes: o ensino da Música, por exemplo, está muito bem entregue à Filarmónica Artística Pombalense e a Escolas como as do Luís Martins do Barrocal e do Luís Miranda, no Louriçal – meros mas bons exemplos. O espaço deve ser de encontro. De trabalho, não de emprego. Quem diz a Música, diz TODAS as artes que os Pombalenses dedicados a estas coisas amam, cultivam e querem expressar/mostrar. Não me venham é cá com bailarinas-de-corda e coisas que são cada vez mais rocha e menos loba.

7. Imaginemos, pois, que a Câmara, em vez de um hostel para os jot’idiotas, estimula um espaço rico e variegado fervilhando de actividades - fados naquela cave; cocktail-concertos naquele último piso; residências artísticas; criação de um cine-clube autónomo sem precisar de pedir licença à Assembleia Municipal para mostrar filmes alternativos à corrente blockbuster da porcaria das pipocas; sala com as fotografias do Pombal Antigo (que existem, não existem, Paulo Alexandre Silva?); Fernando Martinho com um piano do tamanho da nossa necessidade de ouvir pianistas; convidados de todo o lado; excursões-representações a todo o lado; etcíssimo.

8. Quase que tenho muita pena de ninguém me ter convidado para director daquilo. Mas só quase. Em cena, disse isto: “Apoiarei, como souber e puder, projectos com pessoas; projectos pessoais, nenhum.”

9. E pronto. Tenho dito. Obrigado, Toninho & Rui; obrigado, senhor presidente da Câmara; obrigado, Lídia Carrola, por continuares tão bonita.

5 de maio de 2014

Política e sensatez

Todos os cidadãos e contribuintes (inclusive os membros do farpas) têm o direito e o dever de questionar (fiscalizar) os atos de administração das entidades públicas. Em contrapartida, quem administra ou quem presta serviços ou vende bens às entidades públicas deve saber aceitar ser questionado sobre os motivos, a utilidade e a legalidade da respetiva contração, exercendo, sempre que o entender, o direito de defesa e sobretudo, ainda antes, o dever de esclarecer. Trata-se de uma exigência de bom senso e de cultura democrática.
Responder a um membro do “farpas” ou a qualquer outro cidadão com linguagem grosseira (na parte pública das redes sociais) e com injúrias (na parte privada) revela a insensatez e a falta da referida cultura democrática e indicia a ocultação da falta de competência, da falta de educação e da falta de transparência da relação contratual.

3 de maio de 2014

Os fidalgos da Casa Varela


A notícia (do Jornal de Leiria) tem pouco mais de um ano. É de Fevereiro de 2013. O mundo pulou e avançou tanto em Pombal que afinal de contas a Câmara anda agora à procura do que fazer com a Casa Varela. Quer dizer o quê, isto? 
a) a Câmara comprou a casa, tinha um projecto para ela, mas Diogo Mateus não concorda com ele e acha que o espaço precisa de ser outra coisa.
b) a Câmara comprou a casa, nunca soube o que fazer com ela (como a da Quinta de Santana, na Redinha) e agora que está a ficar pronta é preciso dar-lhe um destino.
Esta tarde há comes e bebes no antigo Celeiro do Marquês (baptizado Centro Cultural há mais de uma década), numa espécie de referendo entre os "agentes culturais" da cidade, seja lá isso o que for.
É digna de registo esta aparente abertura do poder político à aparente sociedade civil. Vem mostrar que Pombal está IN, tão in como a proposta dos jovens-promessas-empreendedores da JSD, já defendida publicamente (a do Hostel não é má...).

30 de abril de 2014

Se não ajudarmos os nossos…(II)

Após um longo processo (mais de um ano), cheio de vicissitudes, a CMP vai contratar Paula Cardoso, ex-chefe de gabinete do ex-presidente da câmara, para técnica superior de educação social.

Pede-se algum decoro e transparência.

Se não ajudarmos os nossos…(I)

A CMP celebrou um contrato de prestação de serviços de revisor oficial de contas com Sérgio Manuel da Silva Gomes, ex-membro da Assembleia Municipal e atual membro da assembleia de freguesia de Pombal eleito nas listas do PSD.

Pede-se um pouco mais de decoro e independência.

Uma baixa...

O vereador António Pires está de baixa!

29 de abril de 2014

Deus está nos detalhes

Por motivos profissionais, tenho passado muitos dias no estrangeiro. Como não sei funcionar com o Facebook (nem com nenhuma outra rede social), recorro aos sites dos órgãos de informação local para saber as notícias da santa terrinha. Depois da 97FM, da Rádio Cardal e do Notícias do Centro, agora consulto também a página do Pombal Jornal e a da PombalTV.  Como podem ver, estou muito bem informado! Mas não é sobre isso que agora quero falar.

Fui assinante d'O Eco e d'O Correio de Pombal até ao seu desaparecimento e, por isso, ocorreu-me também assinar o Pombal Jornal. É uma coisa minha; gosto de ler os jornais em papel. E foi ao consultar a nova página do Pombal Jornal que verifiquei que não é feita qualquer referência à sua ficha técnica. Espantoso! Como podem aspirar a ter credibilidade se não informam os leitores sobre quem são os responsáveis por aqueles conteúdos? Mas mais: com excepção do Notícias do Centro (que refere que Orlando Cardoso é o seu director) e da 97FM (que diz alguma coisa - pouco - nos "Contactos"), nenhum dos outros órgãos de informação refere a sua ficha técnica!  Está tudo muito lindinho, muito tenrinho, muito xuxu, mas falta o básico dos básicos. 

Sou dos que acredita no sucesso de uma imprensa regional de qualidade, gerida com rigor, comprometida com as causas sociais locais e, já agora, com jornalistas na redacção. Não numa imprensa que valoriza o supérfluo e descura o essencial. E se, como disse o arquitecto Mies van der Rohe, "Deus está nos detalhes", então a nossa imprensa local está totalmente fora da lei de Deus. 

27 de abril de 2014

Operação mãos limpas, já.

Os abiulenses elegeram um grupo inorgânico, independente, virgem na política porque lhes foi prometido uma operação mãos limpas na junta de freguesia. O atual executivo não pode defraudar este compromisso. Pode não fazer mais nada durante o mandato, mas tem a obrigação de expor publicamente as muitas irregularidades praticados pela dupla Carrasqueira & Agostinho e participar os eventuais crimes às entidades oficiais. Se não o fizerem são cúmplices e poderão ser responsabilizados pelo crime de cumplicidade e/ou omissão de deveres de fiscalização, quando abandonarem o poder.
O executivo informou – em off – que pediu uma inspeção à IGF. É pouco e não dará nada. A IGF não tem recursos para inspecionar todas as câmaras com irregularidades denunciadas, quanto mais uma junta. Se só fizerem isto defraudarão os abiulenses e os cidadãos em geral (nomeadamente aqueles que pagam impostos).
O executivo deve proceder o mais rapidamente possível ao levantamento das muitas irregularidades cometidas nos últimos anos. Para tal só tem uma via: pedir uma auditoria a um ROC, comunicar os seus resultados e agir em conformidade. Custa dinheiro, diz a presidente da junta? Custa, são os custos da transparência e da boa gestão da coisa pública. E sejamos claros: não são os membros do executivo que suportam os custos, é a junta, somos nós. A população exige-o por isso aceita a despesa. Estou convencido que a despesa pode trazer bons proveitos. Basta que os prevaricadores tenham que devolver parte do montante gasto nos almoços. Mas há muito mais!

É uma questão de higiene pública, como diz um amigo meu.