No seu último programa na SIC Notícias, José Miguel Júdice afirmou que “Marcelo Rebelo de Sousa já ganhou o campeonato de pior presidente da República”. O comentador considerou que “a indiscrição e falta de decoro representam uma falha grave do Presidente da República, minando a sua credibilidade e respeitabilidade”. Apesar de óbvia, a constatação é perturbadora pela degradação que provoca no mais alto cargo na nação. Mas já muito antes, quando Marcelo Rebelo de Sousa tinha altas taxas de popularidade, Pacheco Pereira, outro influente comentador do PSD, tinha prognosticado mau fim para o presidente Marcelo, com base na máxima “quem vive pelos media morre pelos media” - devido à sua obsessão pela aparição e opinião.
Por cá, algo de muito semelhante está a acontecer: o presidente Pimpão tem-se esforçado e conseguirá rapidamente o título de pior presidente da CMP. O estilo e os métodos que tem usado foram plasmados da fórmula usada pelo “mestre”. Consequentemente, o resultado não poderia ser diferente.
O resultado da desvariada comédia e comedoria praticada de forma obsessiva pelo dotor Pimpão&C.ª chegou mais rápido que o esperado: contas no vermelho - 3.6 milhões de euros de prejuízo, o primeiro nas últimas décadas - e uma câmara bloqueada operacional e financeiramente, incapaz de dar resposta às solicitações mais básicas. Mas outra coisa não seria de esperar: sem exigência e priorização da acção e sem compromisso e responsabilização de dirigentes e prestadores de serviços é impossível atingir desempenho aceitável em organizações cuja capacidade de resposta tende a estar sempre aquém das solicitações, como é o caso das câmaras municipais. Mas o presidente Pimpão não tem sequer consciência disto. Inebriado pelo entusiasmo vazio e pelo alegre doudejar por festas e eventos vê méritos e contentamento alheio nas tolices que pratica. Pessoas assim não merecem compreensão nem compaixão…
O Pedro é um rapaz divertido que gosta de diversão. Se lhe tirassem a capacidade de fazer despesa a sua governação seria inofensiva. Assim é um desastre que perdurará por muito tempo.




