2 de abril de 2025

Pólo do Conhecimento – mais uma tontice pombalina

Num dos pasquins que alimenta, o dotor Pimpão fez passar a informação que o projecto do Pólo do Conhecimento, a erigir no Casarelo, está quase pronto. Os despesistas são assim: dinheiro em caixa (proveniente do empréstimo recentemente contratado) dinheiro torrado... Compreende-se. Os pacóvios admiram o que não têm, mas nada fazem para o terem. Na verdade, não há absolutamente actos “desinteressados”, e nada é mais terrível (para as comunidades) que ver a ignorância em acção. Mas do IPL esperava-se um bocadinho de juízo (prudente) e de racionalidade. 



É inegável que o município precisa de conhecimento (aplicado) em diversas áreas críticas, nomeadamente em matérias da boa-governação. Mas não precisa de mais “elefantes-brancos”, abandonados ou subutilizados, tais como o CIMU-SICÓ, a Casa da Guarda Norte, a Casa Mota Pinto, a Casa Varela, o Centro de Negócios, o Celeiro do Marquês, a Quinta de Sant`Ana,etc., e as dezenas de edifícios ilegais (sedes de associações e outros) e de equipamentos desportivos e de lazer abandonados (ringues, parques de merendas e outros). 

Desde os primórdios da economia se sabe que o uso de um objecto determina seu valor. O Município de Pombal comprova-o na plenitude - tem sido uma máquina trituradora de valor. Nas ditas ciências-sociais não há nada tão profunda e objectivamente estudado e teorizado como as matérias de Análise e Decisão de Investimentos; mas por cá continua a confundir-se investimento com despesa, valor com desperdício, análise com opinião, decisão com palpite. Por conseguinte, apesar da doentia naturalidade das coisas que nos vão sucedendo, é absolutamente inacreditável que durante quatro décadas, três presidentes e vários executivos, não se tenha conseguido dar vida/utilidade - valor para a comunidade - a nenhum dos avultados “investimentos” realizados, salvo a honrosa excepção da Biblioteca Municipal. 


1 de abril de 2025

A lenta agonia do centro histórico - e desta cidade

 



Entre 1999 e 2008 vivi mais tempo no centro histórico de Pombal do que na minha rua. Já então se anunciava um certo declínio daquelas artérias, mas ainda abriam alguns negócios, dando continuidade a uma época em que o comércio  - e serviços - passavam por ali. 

Quando Narciso Mota apostou tudo no parque subterrâneo e empedrou por completo a Praça Marquês de Pombal, despindo-a de árvores, só se aproveitou a retirada dos carros. Na altura, que havia jornais e crítica, que ainda não estávamos tomados por esta unanimidade bacoca, por esta letargia (sim, nós tivemos uma Associação de Defesa do Património Cultural, por exemplo) muito se desancou naquelas obras. Viriam outras piores, quando se substituiu a calçada das ruas por estas lajes, por exemplo.

Cometeram-se muitos erros no centro histórico, nos últimos 30 anos - que afastaram dali as pessoas, os habitantes e o comércio. Não mais me esquecerei do dia em que, tão contentes por estarmos a ocupar um espaço numa zona nobre e promissora (as zonas históricas despontavam para a animação, por todo o país) instalando ali a redacção do d’O Eco, entretanto renascido, vim à rua perceber que placa era aquela que uns trabalhadores da Câmara estavam a colocar na Igreja do Carmo. 

Era a nova casa mortuária. 

Poucos anos antes, o então vereador da Cultura, Gentil Guedes, redescobrira a praça. Foi ali que os Silence4 deram um memorável concerto. Era ali que ele sonhava esplanadas e bares.

Ainda hoje, nos espectáculos do festival Sete Sois Sete Luas, não há quem não se impressione com a acústica daquela praça. 

Nesse tempo já tinham fechado bares como o Missa das 9 ou o Palumbar, ou a hamburgueria no primeiro andar da rua Miguel Bombarda, de cujo nome não me lembro. Mas aquela viragem de década trazia um novo alento: o jornal, no Largo do Carmo, o Projecto Jazz (antigo bar do Cais), na Rua do Cais, a cafetaria da K de Livro, a livraria que ficou na memória colectiva, junto àPraça. Permanecia o sapateiro, a mercearia da Natália, e as históricas lojas como a sapataria Mónaco ou a Pereira, a da Singer, a do Cacho, a Ourivesaria e Óptica Ramos, entre outras. A porta sempre aberta do senhor João das Farturas, o senhor António Serrano à varanda (que dor aquilo que os novos donos fizeram à casa, transformando-a em apartamentos), a D. Natália a puxar pelo carrinho de compras com todos os ingredientes para os rissóis, o cheiro aos ‘russos’ da D. Clotilde. E ainda os serviços do IEFP, a Junta de Freguesia, mas também o primeiro franchising de roupa de criança, onde mais tarde se instalou o único negócio que resta do programa Porta Aberta: a Mercearia da Praça. O Celeiro do Marquês (então chamado Centro Cultural, onde até funcionou uma delegação do Instituto Português de Arqueologia), a cadeia a virar museu, nesse patológico fascínio pelo Marquês. Menos mal, ainda assim.

Não foi por falta de dinheiro que o Centro Histórico definhou. A Câmara comprou edifícios, fez obras, gastou, como é hábito, mundos e fundos. Foi mesmo por falta de estratégia, de uma ideia, de um pensamento para aquela zona - e para a terra. Depois de Narciso veio Diogo, e depois dele veio Pimpão. Ninguém foi capaz de virar o jogo. 

A presidente da Junta de Freguesia, Carla Longo, sabe disso. Vai-se esforçando para fazer ali alguma coisa, mas tem consciência de que os eventos esporádicos (como a comemoração do Dia Nacional dos Centros Históricos, no fim de semana passado) mais não são do que um penso rápido para tapar uma doença crónica. Na tertúlia que organizou, ao final do dia de quinta-feira, para debater o assunto,  ficou bem patente uma parte do problema: a crónica falta de interesse e participação do público, que explica a inexistência de uma sociedade civil em Pombal, e o desfasamento da realidade por parte dos dirigentes associativos. Quando o presidente da Associação de Comerciantes ainda acha, em 2025, que a falta de pessoas se resolvia com uma loja da Zara ou um MC Donald...estamos conversados. 

Mas o que é verdadeiramente triste é a falta de horizonte. A poucos meses das eleições autárquicas, o debate não suscitou interesse nem para a classe política que quer ocupar cargos públicos. Assim como não põem os pés em qualquer iniciativa que ali aconteça, a não ser os do poder, que são “obrigados”, para discursar ou entregar lembranças. 

Enquanto acharmos que está tudo bem, que somos os maiores (e os melhores!), com medo de encarar a realidade de frente, não passaremos do concelho que consegue ombrear com os do interior profundo na perda de população. As lojas continuarão a deixar as ruas da zona histórica, afunilando a cidade até ao Cardal, fugindo para a avenida, correndo atrás de quem ainda passa. De porta fechada ao sábado e domingo, mesmo que seja um fim de semana de eventos, como era o último.

E sem pessoas, nem massa crítica, seremos cada vez mais a terra de passagem. 

27 de março de 2025

Eleições Autárquicas – Era bom que trocássemos umas ideias sobre o assunto (II)

O designado “processo autárquico” já arrancou nas principais forças políticas, sem fulgor e sem novidades. Para nossa triste sina, vamos ter que gramar com o doutor Pimpão por mais quatro anos, cheios de diversão e despesismo.



Por cá, a política é uma farsa, um faz de conta que não conta p`ra nada, nem para trocar umas ideias sobre o assunto.. As campanhas eleitorais degeneraram para uma espécie de jogos entre solteiros e casados, e não como aquilo que deveriam ser: disputas aguerridas, entre os melhores, pelo melhor - para todos. Mas são coisas diametralmente distintas. Nos jogos entre solteiros e casados todos podem participar, mesmo aqueles que não sabem dar um pontapé-na-bola, porque o propósito é a diversão não a competição, e ali o episódio caricato conta tanto, ou mais, que os golos marcados. Na disputa política tudo é diferente: é preciso saber jogar o jogo: conhecer as regras, dominar as técnicas, analisar e avaliar o contexto e os meios, definir as tácticas e as estratégias, escolher os protagonistas certos, conceber um plano e um programa sólidos, criar um discurso coerente e consistente e saber comunicá-lo. Tudo o que tem faltado à pobre oposição, e, pelo que se vai vendo, continuará a faltar no presente “processo autárquico”.

Não existirá - ao cimo da terra - actividade humana mais periclitante que a política, devido ao nível de exigência técnico-político e à sistemática exposição e escrutínio público. Por conseguinte, causa perplexidade e estranheza ver pessoas sem nenhuma preparação política atirarem-se para esta tórrida arena, como cavalos atreladas a uma carroça, largados por uma colina abaixo, sem saberem se puxam ou são puxados, numa correria desenfreada sem tempo para ponderarem aonde aquele movimento vai levar. E ainda há quem considere os gladiadores dos circos romanos loucos!

Temas que queimam nas mãos de Pimpão


 A reunião pública que aconteceu esta quarta-feira na Câmara Municipal foi farta em temas quentes, daqueles que escaldam a vida dos cidadãos. 

Da agenda faziam parte alguns deles, e o vereador socialista Luís Simões levou outro, bastante pertinente: as condições em que funciona o externato A Falinha, arrendado à Câmara Municipal (pela módica quantia de 15 mil euros por mês) para albergar a escola Conde Castelo Melhor, enquanto decorrem as obras de requalificação do edifício. Ora, desde o início do ano lectivo que se acumulam as queixas de pais e professores quanto à falta de condições do edifício para albergar as crianças com o bem-estar devido. Toda a intervenção que a oposição faça para o denunciar é justa. E necessária. 

Já sabemos que Pimpão lida mal com a crítica, que foge do desconforto municipal como o diabo da cruz. Mas esperava-se que, ao fim de um mandato, e ao cabo de uma vida inteira na via profissionalizada da política, tivesse estofo e coerência para ser ele próprio o escudo da autarquia nas matérias mais delicadas. Porém, continua "em cima do muro" (como tão bem o caracteriza um dirigente do partido), qual puto charila que atira a pedra e esconde a mão. 

O tema da Falinha queima? Atira-se para a vereadora Catarina Silva, que ainda vai "validar" as denúncias levadas pelo vereador Simões.

O tema do Cimu Sicó queima? Atira-se essa batata quente directamente para as mãos da vereadora Gina, cada vez mais arredada da cena política e pública, resgatada agora para relatar a canseira que foi a BTL, e para justificar mais umas milenas que continuamos a enterrar na serra. São mais de cinco milhões derretidos em forma de betão, ao longo de uma década, sem que sequer se saiba o que vai ser aquilo. O desnorte é tal que a vereadora ainda lhe chama Explore Sicó, nome com que fora rebaptizado por este executivo, mas na agenda de trabalhos voltou a chamar-se Cimu.

O tema do traçado do TGV queima? Atira-se a batata quente para a vereadora Isabel Marto, que lá esteve na sessão de esclarecimento em Leiria, enquanto o presidente estava ocupadíssimo na BTL.

Só não atirou batatas quentes ao vereador Pedro Navega, talvez porque já basta o forno atolado com que tem de lidar todos os dias. Ou porque é dado como certo fora da próxima lista à Câmara. 


26 de março de 2025

Eleições Autárquicas – Era bom que trocássemos umas ideias sobre o assunto (I)

“Era bom que trocássemos umas ideias sobre o assunto” é o título de um livro de Mário de Carvalho, publicado em 1995, que li em 2005, e que agora, no prelúdio de novo “processo autárquico”, resolvi revisitar, porque nada como a boa ficção para compreender a triste realidade.

A narrativa, romanesca e em tom galhofeiro, plena de fina ironia e mordaz sarcasmo, gira em torno de um burocrata da pequena burguesia do funcionalismo, Joel Strosse, que sempre viveu de aparências e da posição adquirida, mas desiludido e frustrado com a vida (os novos tempos) decide ingressar no PCP. Aí encontra Vera Quitério, diligente e astuta funcionária do partido, que antes de lhe entregar a ficha de inscrição dispara a frase-cliché, que sempre usava naquelas circunstâncias: “Era bom que trocássemos umas ideias sobre o assunto”.

A beleza da frase, e a cuidadosa condução da conversa, nunca mais me saiu da memória. Daí que, neste periclitante contexto, tenha revisitado o livro. Com a premência que a situação exige, recomendo aos meus camaradas de partido - e aos outros, porque não - a sua leitura. Recebam-na como uma modesta contribuição para minorar desilusões, desgostos e desastres colectivos e individuais.


8 de março de 2025

8 de Março - mais luta e menos flores



O Dia Internacional da Mulher passa hoje por Pombal sem que nada o assinale. Nada não: o presidente da Câmara - a mesma Câmara que aprovou um plano municipal para a Igualdade - distribuiu florzinhas por algumas mulheres. Se acaso se cruzarem com ele, peçam também chocolates. E não se espantem se vos chamar de princesas.

Era mais do que isto que se esperava do poder local, numa terra onde é ele quem mais ordena, onde há muito deixou de haver sociedade civil. 

Por isso mesmo merece vénia a iniciativa do Cineclube, que ao longo deste mês de março exibe, às quartas-feiras à noite (no pequeno auditório do Teatro-Cine) um ciclo com assinatura de mulheres realizadoras. 

Em nome de todas as mulheres que lutaram no passado pelos direitos conquistados, e das que lutam todos os dias pelo que falta conquistar, aqui fica um poema de uma das três Marias. Porque a luta continua, todos os dias.


Revolução e Mulheres


Elas fizeram greves de braços caídos.
Elas brigaram em casa para ir ao sindicato e à junta.
Elas gritaram à vizinha que era fascista.
Elas souberam dizer salário igual e creches e cantinas.
Elas vieram para a rua de encarnado.
Elas foram pedir para ali uma estrada de alcatrão e canos de água.
Elas gritaram muito.
Elas encheram as ruas de cravos.
Elas disseram à mãe e à sogra que isso era dantes.
Elas trouxeram alento e sopa aos quartéis e à rua.
Elas foram para as portas de armas com os filhos ao colo.
Elas ouviram falar de uma grande mudança que ia entrar pelas casas.
Elas choraram no cais agarradas aos filhos que vinham da guerra.
Elas choraram de verem o pai a guerrear com o filho.
Elas tiveram medo e foram e não foram.
Elas aprenderam a mexer nos livros de contas e nas alfaias das herdades abandonadas.
Elas dobraram em quatro um papel que levava dentro uma cruzinha laboriosa.
Elas sentaram-se a falar à roda de uma mesa a ver como podia ser sem os patrões.
Elas levantaram o braço nas grandes assembleias.
Elas costuraram bandeiras e bordaram a fio amarelo pequenas foices e martelos.
Elas disseram à mãe, segure-me aí os cachopos, senhora, que a gente vai de camioneta a Lisboa dizer-lhes como é.
Elas vieram dos arrabaldes com o fogão à cabeça ocupar uma parte de casa fechada.
Elas estenderam roupa a cantar, com as armas que temos na mão.
Elas diziam tu às pessoas com estudos e aos outros homens.
Elas iam e não sabiam para onde, mas que iam.
Elas acendem o lume.
Elas cortam o pão e aquecem o café esfriado.
São elas que acordam pela manhã as bestas, os homens e as crianças adormecidas.

(Maria Velho da Costa)

5 de março de 2025

Empréstimo de 10 Milhões – uma conversa tola sobre uma extravagância (II)

Nesta coisa do empréstimo, a oposição ajudou à festa – fez de bobo da festa. Andou três anos a propor/incentivar o dotor Pimpão a endividar a câmara, e agora, quando ele avançou com um empréstimo bancário de 10 milhões de euros, votou contra. 



Em política, quando não há rumo todas as encruzilhadas são uma partida e todas as passadas são ariscadas. Há muitos anos, expliquei a algumas daquelas criaturas que actualmente representam o PS que uma verdadeira oposição faz oposição: centra-se na sua missão, não na do poder - centra-se unicamente nos fins e não nos meios. Mas esta oposição não quer ser vista como oposição. Quer ser parceira: colaborar, recomendar e ser reconhecida pela postura positiva - tanto do agrado do dotor Pimpão & C.ª. No empréstimo, tropeçou nas suas contradições congénitas e acabou a fazer trapezismo político. É…, mas não é a favor do empréstimo. Quer dar mais dinheiro ao dotor Pimpão, para as suas extravagâncias, mas é contra o empréstimo para aquelas finalidades – e para todas aquelas que não sejam as suas. 

No final, o arraigado populista desafiou-os a irem à ETAP e às freguesias assumir que são contra as suas benfeitorias. Já foram à ETAP.

3 de março de 2025

Empréstimo de 10 Milhões – uma conversa tola sobre extravagâncias (I)

O assunto mais relevante da recente Assembleia Municipal foi a discussão e aprovação de um empréstimo bancário de 9854000 €, pela Câmara Municipal de Pombal.



Depois de estourar as poupanças herdadas e de colocar as contas no vermelho, com 3.6 milhões de euros de prejuízo, e a tesouraria em ruptura, o dotor Pimpão precisava de mais dinheiro para as suas extravagâncias. Por conseguinte, o empréstimo só surpreende no montante, não na sua aprovação, garantida à cabeça qualquer que fosse o montante ou finalidade. Daí que o executivo não tenha gastado tempo nem palavras para o justificar - limitou-se a indicar umas medidas meio-tontas ou sem necessidade de financiamento. Mas a realidade é outra: o dotor Pimpão precisa das contas bem recheadas para poder gastar à-vontade nas festas,  benfeitorias de fachada  - que também dão festa - e negócios ruinosos.

Nas questões de governação, a pior coisa que se pode fazer é meter dinheiro, em abundância, nas mãos de um desgovernado. Mas como o dinheiro não é deles - é nosso - a maioria fez o favor ao menino. E a oposição ajudou à festa, como é da sua natureza… 

As acções dos homens (e das mulheres) são danosas quer pela ignorância, quer pelos maus desejos. Neste caso, é pelas duas coisas. A prenda vai-nos sair cara – preparem-se para a subida da factura da água. A felicidade tola traz sempre enormes custos.

1 de março de 2025

Dona Durvalina desmascara dotor Pimpão&C.ª

A dona Durvalina tem feito carreiro para a câmara, na sua cadeira-de-rodas, atrás dos problemas que a câmara somou aos muitos que a vida lhe destinou. Mas não desiste. A cada promessa incumprida pelo dotor Pimpão&C.ª mais uma insistência.
Anteontem, na reunião do executivo, fez a única intervenção que valeu a pena ouvir. Ela sabe falar – tem patoá, como se dizia antigamente lá na minha aldeia de quem sabia dizer as coisas – e fala do que sabe com a dose de convicção e de emoção certas.
Com tanta figura unicamente decorativa naquela reunião, valia a pena pensar em dar assento à dona Durvalina naquele fórum.

Como os partidos estão com muita dificuldade para arranjar candidatos, daqui recomendamos a dona Durvalina. Estou certo que faria melhor que muitas almas perdidas que ali tomam inutilmente assento. Na oposição faria um figurão.