Como habitualmente, o presidente abriu a reunião com o longo reportório dos eventos, actividades e festividades impactantes, notáveis e extraordinárias que ocorreram nos últimos dias no seu/nosso desgovernado território.
o doutor Coelho, vereador não-eleito, regressou depois do pueril emburro, que forçou o avanço do quarto da lista (!), para elencar o seu vasto rol de lamúrias, sabiamente entremeadas com melosos comentários.
O insípido contrastou com o fantasioso, e perdeu...
Na ordem do dia, ficámos a saber (oficialmente) o que já se sabia: a Escola Conde Castelo Melhor (uma obra errada, no espaço errado e no tempo errado) não vai estar pronta antes do início do ano lectivo. Garantiram-nos repetidamente que a empreitada decorria muito bem, com avanço em relação ao planeado, mas a realidade não é sensível intenções ou desejos, e a palavra da “junta” não vale um tostão furado.
Para fechar como deve ser, a dona Durvalina foi lá, novamente, expor a realidade: prometem, prometem, prometem, …, e nada.

Infelizmente, a situação da Escola Conde Castelo Maior é o reflexo de como as coisas funcionam por cá. Uma obra planeada de forma errada que, previsivelmente, falha os prazos antes das aulas começarem. O pior é que isto já nem surpreende ninguém; tornou-se o padrão. Primeiro falham nos calendários e a palavra da junta perde o valor, depois — como dita a regra geral destas empreitadas — virá a derrapagem financeira."
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