20 de março de 2015

Pombal, uma terra especial

Pombal deve ter um micro-clima que propicia os disparates.
Por um lado, refere que o país tem os cofres cheios (ah valente! Eu gosto de ver a malta assim, com peito!), e não contente, sugere aos jovens que se multipliquem.
Apesar de ficar agradado com o incentivo ao coito (haja alegria!), este tom bíblico (lembrou-me de imediato o "Crescei e multiplicai-vos") é completamente desajustado vindo de um membro do governo que assistiu ao maior fluxo de emigração das últimas décadas (e que até o sugeriu, como bem se recordam). Multipliquem-se para quê? Para depois vos pedirmos que emigrem?
Recordo que a ministra veio a Pombal a convite da JSD, e que estes ajudaram a encher o espaço. Espero que não tenham sido as companhias (desculpem-me a provocação) a influenciar o discurso disparatado da ministra.

18 de março de 2015

O homem da propaganda

O mi(ni)stério da propaganda da CMP está com uma densidade populacional ao nível do Bangladesh.
O nome não é bem esse, em Pombal a coisa travestiu-se de "Gabinete de Apoio à Presidência". É um GAP (acrónimo feliz, e que poderia suscitar uma torrente de trocadilhos)!
A noticia aparece melhor explicada aqui, e revela aos mais distraídos os restantes nomes a que se junta este profissional com passado na propaganda (embora médica - talvez o executivo esteja convalescente), e passado e presente ainda mais determinante para a função, enquanto filiado no PSD, dirigente concelhio do PSD e membro da AM. Ficamos então com a seguinte equipa de "apoiantes do presidente" para estas coisas das notícias: Jorge Gaspar Cordeiro, Anselmo Câmara, João Pimpão e Andreia Marques. Quatro elementos! Isto numa terrinha em que a comunicação social é "do regime" ou não existe, e é menos competente do que aqueles que a estão a filtrar para o presidente. O exagero é flagrante. Ou a contratação talvez se deva a insatisfação face ao trabalho desenvolvido pelo actual equipa.
Há aqui três aspectos que julgo merecerem atento olhar, e que me preocupam:
1 - Sendo pessoas pagas com o dinheiro dos impostos de todos nós, quero (queremos?) que sejam produtivos. Estão definidas hierarquias? Para além da hierarquia natural nos paços do concelho (em que qualquer funcionário ou eleito é subalterno do presidente), há um "chefe" de tão vasta equipa?
2 - Qual a razão para tanta preocupação com a imprensa? Essa preocupação geralmente tem intuitos "controleiros" e é própria de outros tipos de regimes que não aquele que elegeu este executivo.
3 - O Anselmo Câmara é filiado no PSD? Se não for, é o único nestas condições, em tão requintada equipa. Será essa a razão para ter sido o sacrificado na sua avença?

17 de março de 2015

Pombal 2020


E se a visita de Maria Luís Albuquerque se compreende e se saúda, a iniciativa levada a cabo pelo PSD no Louriçal no passado Sábado, apesar de louvável, tem aspectos difíceis de entender. 

Primeiro a parte boa. A Europa 2020 é a estratégia de crescimento da UE para a próxima década. Portugal não pode, de maneira nenhuma, passar ao lado dessa estratégia e, como tal definiu um acordo de parceria com a Comissão Europeia que designou por Portugal 2020. Dar a conhecer o Portugal 2020 - e em particular o Programa Operacional Centro 2020 - às nossas empresas e instituições é uma iniciativa louvável, uma vez que as oportunidade de financiamento são muitas. Além do mais, existe uma vontade política na Europa de financiar os "países com baixo desempenho", lote em que Portugal se encontra juntamente com o Luxemburgo e todos aqueles que aderiram à UE depois de 2004. 

Agora, o que já não se percebe é porque é que o Governo delega a promoção e divulgação deste importantíssimo programa no PSD. Será que quer capitalizar ganhos político-partidários de uma iniciativa que, claramente, não lhe pertence? A estratégia Europa 2020 que enquadra todos estas programas regionais não pode ser partidarizada! O dinheiro que vai ser distribuído - e é muito - é de todos os contribuintes europeus e, por isso, o mínimo que se exige é que sejam as instituições que nos representam que nos informem destes programas.

Parece que também foi constituído um projecto Pombal 2020 (que tem uma página web), coordenado por David Mota (investigador). Não conheço a pessoa em causa - apesar do apelido me ser familiar - e, sinceramente, não sei quem o nomeou. O que sei é que se um dos objectivos do projecto Pombal 2020 for o de ajudar as empresas e instituições a compreender e a aceder à informação do programa Centro 2020, exige-se que ele deixe de estar sob a alçada de uma força partidária e que seja assumido pela Câmara Municipal.

Maria Luís Albuquerque em Pombal


A convite da JSD distrital de Leiria, a Ministra de Estado e das Finanças, Maria Luís Albuquerque, desloca-se amanhã a Pombal a fim de debater "sobre os mais variados temas da agenda política nacional". Citando Cavaco Silva: já "cheira a pré-campanha eleitoral".

Maria Luís Albuquerque é um peso-pesado da política nacional e, mesmo sendo previsível o conteúdo da sua intervenção, o debate que irá decorrer amanhã, pelas 21h, no Teatro-Cine é, à nossa escala, um grande acontecimento político. Mas mais do que isso: o facto da Ministra ter aceite vir a Pombal debater com os nossos jovens é bem revelador do crescente protagonismo que a JSD de Pombal tem vindo a assumir no contexto nacional. Temos homens!

16 de março de 2015

Transparências

No dia 16 de Março de 2015, o Portal do Município de Pombal, fazendo justiça à transparência que apregoa, tinha disponíveis para consulta on-line:
- ZERO actas de reunião de câmara, de 2015 (a última disponível é de 05/11/2014);
A publicação on-line das respectivas actas foi uma excelente iniciativa da CMP. Mas era bom que fossem disponibilizadas atempadamente, ou passam a ter apenas uma importância histórica, e não uma "transparência efectiva" - a publicidade dos actos deve ser feita quando os assuntos são actuais, e não quando já ninguém se lembra deles.
Fica a recomendação...

Armadilhas e protagonismo

O Cristo desta sociedade pombalense já não suporta a agonia. Generoso e sedento de protagonismo, foi cedendo permanentemente aos desafios das armadilhas de políticos frios, calculistas, manipuladores e cruéis. Os Cristos desbarataram dinheiro, tempo e vida ao serviço de outros e da sua vaidade. Generosos e imprudentes, assumiram avales e outras garantias bancárias em empréstimos de centenas de milhares de euros para várias associações que dirigiram ao longo da sua vida.

Os excessos das gestões e a voracidade das leis fiscais que levaram à ruina económica de empresas e da sociedade, também levaram ao endividamento sem retorno das associações, pelo qual os Cristos ficaram responsáveis. Desesperados por não verem a solidariedade dos “armadilhas” para a solução, perdem o controlo e a educação, enquanto as armadilhas aguardam silenciosos até a mina (bomba) rebentar. 

14 de março de 2015

Festival de Teatro de Pombal 2015


Começa hoje mais uma edição do Festival de Teatro de Pombal. Confesso que cada vez entendo menos qual o papel do TAP na organização. Nos últimos anos, o grupo passou de co-organizador a parceiro e isso nota-se na proposta de festival. Posso estar errado, mas parece-me que o TAP vive acomodado numa espécie de gaiola dourada.

De acordo com informação dos seus promotores, "o Festival, nos seus moldes e lógica de parcerias, vai de encontro aos permanentes propósitos do Município de trabalho conjunto e apoio cultural, no objetivo final de envolvimento das pessoas." Concordo. Mas preferia que, ao invés de ir "de encontro" o evento fosse "ao encontro" desses mesmos propósitos, que imagino os melhores.

13 de março de 2015

Trail dos Bombeiros

Depois de entrar na organização de passeios de BTT, a Associação dos Bombeiros de Pombal, com a colaboração de alguns “voluntários”, vai organizar um trail que irá decorrer no próximo dia 26 de Abril na Serra do Sicó. Os objetivos são vários, nomeadamente, a obtenção de algumas pequenas e úteis receitas e a promoção da prática desportiva na natureza e a maior interação com os associados e a população em geral.

Para além de contribuir para o turismo local, o trail terá de servir também para sensibilizar os participantes para as questões ambientais, quando eles passarem na cratera da pedreira da Serra do Sicó que se encontra em permanente e contínuo crescimento e sem recuperação ambiental. Talvez, depois, a população deixe de tolerar os atos predatórios que, com a cumplicidade de autoridades locais e nacionais, tem sido praticados contra a Serra do Sicó, contra a natureza que a todos nós pertence e que a todos nós compete defender.

11 de março de 2015

Perigo no Jardim do Vale






Caixas de esgotos com tampas corroídas e abertas podem ser uma ratoeira perigosa para pessoas e animais no Jardim do Vale da cidade de Pombal. Corrija-se o desleixo, assim se evitando acidentes e sofrimento e responsabilizações por negligência.

6 de março de 2015

Quem tem medo do Manuel António?

O Manuel António falou!
Fez a coisa como homem que é: foi à Assembleia Municipal, fez-se rodear pelos "seus", que estiveram com ele 12 anos ao serviço da população da Guia, que não o deixariam mentir, e que mostram assim que é necessário haver mérito para se guardarem estas lealdades.
Leu um documento em que faz a sua defesa da honra, e expôs-se, para que quem com tanta sobranceria o acusou, lhe pudesse fazer as perguntas que entendesse, cara a cara.
Um embate entre homens e garotos é sempre uma coisa penosa.
Virão aqui os anónimos encomendados do costume denegrir a imagem do Manuel António, de forma cobarde, sem apontar nenhum facto em concreto, sem sequer mostrarem a própria identidade.
No meu post, as minhas regras: não o permitirei!
Quanto aos contributos que queiram ser dados para esta questão, são bem vindos (quer defendam o Manuel António, quer o acusem de algo). Mas, ou que sejam feitos por pessoas identificáveis, ou sendo proferidos por "pseudónimos não identificáveis", que não se limitem a insultos.
Uma palavra final à comunicação social da terra, comprometida que está com os silêncios amuados do reino: a independência é uma aventura só ao alcance dos melhores, que custa no início, mas que produz resultados a longo prazo. A subserviência permite apenas os "encostos a recibo verde", que dão o pão com manteiga de hoje, mas que nunca trarão melhor do que outro pão com manteiga, para a semana.

Taxas Municipais de Direitos de Passagem e de Exploração de Inertes

O progresso continua: as operadoras de telecomunicações andam pela cidade a colocar fibra ótica e caixas de distribuição nos edifícios. Os utentes pagam a chamada “Taxa Municipal de Direitos de Passagem” na fatura dos serviços de telecomunicações e de tv, desconhecendo, muitos deles, que o respetivo valor reverte a favor da Câmara Municipal.
Em contrapartida, as crateras das pedreiras na Serra do Sicó vão crescendo sobre os baldios, sem controlo e sem recuperação paisagística, e a Câmara Municipal não aplica o Regulamento da Liquidação e Cobrança de Taxas pela Exploração de Inertes publicado no Diário da República, II série, nº 30, apêndice 15 de 05-02-2004

Uma atividade, que representa um serviço essencial, paga uma taxa municipal, outra, que consome os recursos naturais de todos nós e destrói a natureza, é “isentada” de taxas municipais. Estará o critério no pagamento ou não de campanhas eleitorais e na prestação de outros favores?

4 de março de 2015

EFERREÁ!

Declaração de interesses, fui anti-praxe!
Não um anti-praxe "militante", nunca me aborreci muito com o tema, só isso. Não participava, mas também não entrei em qualquer cruzada anti-capas negras.
Uma das coisas que me irritava profundamente, no contexto praxístico, era a figurinha triste feita pelos alunos do 2º ano.
O facto de andarem muito tempo a ser humilhados, a conter o seu desejo secreto de "mandar", de castigar os demais como eles próprios foram castigados, faz destes indivíduos (os do 2º ano) os mais radicais (mas também patéticos) executores de tudo o que de mau pode ter a praxe. A figura que me ocorre é a de abusos de poder praticados por uma criança mimada.
Quando estes (os humilhados de outrora) chegam ao poder, é uma tristeza!

2 de março de 2015

Lá, como cá…

A mesma praga: organizações que deveriam ser um exemplo de virtude – paz, tolerância, respeitabilidade, elevação - são pousios e alfobres de dirigentes que não respeitam, nem se dão ao respeito.

Cucurrucucu

O meu aplauso entusiasmado a este "Cucurrucucu"! É uma representação perfeita da cultura em Pombal. 
É uma grande comédia!
Eu próprio imagino (e a capacidade de estimular a imaginação é uma virtude teatral que deve ser enaltecida), nos 10 minutos por ano em que se fala de cultura nos paços do concelho, uma mesa compostinha de entendidos em cultura, a fazer um alegre "cucurrucucu", misto de dissertação filosófica e de representação desta nossa cidade dos pombos.
E os pombos não fazem apenas "cucurrucucu", como bem sabeis. Fazem outras coisas, abundantemente, que também nós (concelho), com o alto poder de representação que temos, reproduzimos "culturalmente", de executivo para executivo.
Não pode o concelho aspirar a mais, com decisores que não sabem mais.

5% do IRS para o Município de Pombal

A Câmara Municipal de Pombal não prescindiu da participação de 5% no IRS dos sujeitos passivos com domicílio fiscal no concelho de Pombal. Poderia fazê-lo, com base no disposto no artigo 26º da Lei 73/2013 de 03 de Setembro, tal como fizeram cerca de 100 outros Municípios para, ao reduzirem a carga fiscal do seus munícipes, lhes possibilitarem maiores disponibilidades económicas e, consequentemente, maior dinamismo no comércio e maior investimento privado.
Por outro lado, enquanto o governo apela ao aumento da produtividade, ao rigor e redução de custos e à redução de funcionários públicos e reduz os feriados, por cá concedem-se subsídios para tudo e para nada, pagam-se jantares de natal para 400 pessoas com artistas em casas de festas, fazem-se “merendas” e cafezinhos com intervalos, concedem-se dispensas ao trabalho e folgas no carnaval e em dias próximos de datas festivas e contratam-se mais trabalhadores, enquanto a atividade camarária na aprovação e fiscalização de projetos de loteamentos e de obras se tornou quase inexistente ou bastante reduzida.

Para além das referidas opções políticas não terem em conta os custos económicos e sociais para os contribuintes, representam seguramente uma forma de gestão à esquerda, aparentemente comunista, e representa também falta de solidariedade para com o governo também eleito nas listas do PSD.

23 de fevereiro de 2015

Chamem os Bombeiros

Os corpos de bombeiros estão organizados numa estrutura hierárquica típica (tal como as forças de segurança e militar) que visa assegurar unidade absoluta de comando e níveis de autonomia e experiência/especialização claros. Neste tipo de estrutura as promoções são lineares em função da experiência e provas dadas e só em momentos muito conturbados (revoluções), em que a estrutura de topo é deposta, os elementos da estrutura intermédia saltam para o topo. Mesmo assim, nunca se viu um Furriel ser nomeado Chefe do Estado-maior.
Nos Bombeiros Voluntários de Pombal é normal um bombeiro de 3.ª classe! ser nomeado Comandante. Se querem maior exemplo do desnorte que vai naquela casa não procurem mais. O resto, que é muito, é consequência da falta de cultura de serviço público de alguns dirigentes, que ultrapassam sistematicamente os limites que lhe eram autorizados pela educação e pela dignidade que os cargos e a história da organização deveriam impor.

21 de fevereiro de 2015

Sacrifício (in)útil

O presidente da câmara informou a AM que o Diretor-Geral da ETAP pediu desculpa (à sua majestade, à plebe não é necessário) pelo espetáculo realizado para as crianças após o desfile de Carnaval.
Como é lindo o ministro sacrificar-se pelo seu príncipe. Neste nobre ato há uma enorme diferença de posturas: o ministro sabe e age de acordo com o que é o princípio da responsabilidade objetiva; o príncipe ignora-o - está acima disso.

20 de fevereiro de 2015

Criaturas azaradas

Há criaturas de que não se espera nada, porque é perfeitamente inútil esperar. Todos as conhecemos algumas, temo-las até entre os nossos amigos, mas a sua presença põem-nos os cabelos em pé. Quando aparecem lá em casa, no que mexem desarranjam ou estragam. Com eles jogamos frequentemente jogos de perde-perde: se lhes oferecemos um “néctar” num copo de plástico ficamos mal vistos, se usamos um copo de cristal, corremos grande risco de ficar sem o copo e ter que ouvir a patroa porque lá se foi o conjunto. É muito difícil lidar com estas criaturas: por um lado são solícitas e até simpáticas, por outro, são azaradas e atraem o azar. Para além destes traços têm outros que as tornam particularmente perigosas: são voluntariosas e, até, empenhadas, metem-se em muita coisa mas não produzem nada, quietas seriam mais úteis. As associações, cooperativas e entidades públicas deste concelho estão cheias delas, com os resultados conhecidos.
Os Bombeiros Voluntários de Pombal foram, durante muitos anos, uma instituição pacífica e pacificadora. Nos últimos tempos, transformaram-se num foco de “incêndios”. Ainda não apagaram um e já outro eclodiu. Há ali, com certeza, muita fonte de ignição ou pessoas que atraem o azar.
Na verdade, as criaturas azaradas são um perigo, mas as obstinadas não o são menos. Por cá, saem-nos, frequentemente, na rifa, umas e outras. É azar a mais!

19 de fevereiro de 2015

SOCORRO


Problemas circulares de circulação

Há coisas do diabo: o meu carro, que com tanto zelo tem desempenhado as suas funções durante tantos anos, ontem pregou-me uma partida. Deixou-me apeado em Pombal, e foi necessário chamar o reboque, através da assistência em viagem. Coisas da velhice!
Chegado o senhor do reboque, um homem de Pombal que está há muito tempo neste negócio, lá fomos conversando, primeiro para fazer tempo, depois (pelo menos de minha parte) com grande interesse. Começou logo bem, na altura das apresentações:
- Eu era das Cavadas, na Freguesia de Louriçal! - digo eu, como complemento de apresentação. Ao que este me responde:
- Conheço muito bem... vou buscar muitos carros espatifados àquela estrada miserável que lá têm, que liga o Louriçal às Cavadas. Faço muitas vezes esse caminho!
Confirmei prontamente que o senhor conhecia, de facto, a minha terra. Conhecia-a melhor, provavelmente, do que algum executivo camarário alguma vez a conheceu.
Deste ponto, a conversa derivou para os locais "de melhor negócio" para quem está no ramo dos reboques. O entrada para a cidade, junto à Repsol, foi tema obrigatório de conversa, claro! "Por vezes, é preciso ficar muito tempo à espera, as pessoas perdem a paciência, arriscam um bocado, e acontecem as desgraças!", explicava-me o senhor. Depois foi falando de muitos outros pontos negros, alguns com soluções possíveis e relativamente fáceis, onde os acidentes se sucediam há anos, sem que nada se altere que reduza o perigo que o local representa.
Fiquei a pensar para comigo: com tantas avenças pagas pela CMP (por exemplo, as já célebres avenças jurídicas), talvez não fosse mau negócio substituir uma delas por uma avença a pagar a um homem com este conhecimento. É que, embora eu reconheça alguma maledicência em mim, não posso acreditar que a CMP deixe que acidentes continuem a acontecer, repetidamente, por maldade. Não creio que um executivo, com todos os defeitos que possa ter, tenha gosto em ver pessoas a morrer ou a perderem bens (nomeadamente, a viatura) em acidentes que pudessem ser evitados. Donde, tenho que acreditar na teoria menos má, que é a da ignorância: não se faz nada, porque se desconhece que esses sejam pontos críticos em relação a acidentes de viação. Confere?

18 de fevereiro de 2015

Associação de freguesia para a ETAP

Em 21-01-2015, deixámos aqui o post com o título “dinheiro das freguesias para a ETAP”, onde alertámos para a ilegalidade de tal solução.
Logo aumentaram as dúvidas e a resistência dos presidentes de junta não proponentes.
Também logo os promotores trataram de engendrar um esquema que pudesse convencer os presidentes de junta de que era possível contornar a lei: constituir uma associação de freguesias para as juntas injetarem dinheiro na ETAP.

Porém, se estudarem bem a lei, verão que esta solução não é legal ou, então, estarão a pensar que a atividade política é governar a coisa pública em benefício pessoal.

15 de fevereiro de 2015

A ETAP no seu melhor

Consta que foi a ETAP que organizou a animação para as crianças, após o desfile de Carnaval. O espetáculo foi uma oportunidade para a ETAP mostrar as suas competências na área da animação. Estamos esclarecidos.
O espetáculo está a ser fortemente criticado nas redes sociais e no boca-à-boca. Convenhamos: a ideia – se de uma ideia se tratou – é ousada e provocatória; mistura o fogo e a dança, com laivos de erotismo e até de sadomasoquismo.

Pelos relatos, as crianças ficaram indiferentes e os pais (des)coincidentes. Mas, para uma sexta-feira 13, véspera do dia de S. Valentim, não está nada mau. Foi até uma novidade em relação ao que se vai fazendo por cá. Até porque já estávamos fartos dos espetáculos pimba do padre Vaz.

Video em: https://www.facebook.com/video.php?v=797709523599904

14 de fevereiro de 2015

Pim!

Depois de tão eloquente apologia, Pombal pode esperar para breve uma estátua de prata por um ourives do Porto em homenagem ao Eng. Narciso Mota, e uma exposição das maquetes p'ró seu monumento erecto por subscrição municipal do "Pombal Jornal", e o Largo do Cardal mudado em Largo Eng. Narciso Mota, e as festas da cidade p'los seus aniversários, e sabonetes em conta "Narciso Mota" e pasta Narciso prós dentes, e graxa Narciso p'rás botas e Niveína Narciso, e comprimidos Narciso, e autoclismos Narciso e Narciso, Narciso, Narciso, Narciso... E limonadas Narciso- Magnésia.

Viva o Narciso, viva! Pim!

13 de fevereiro de 2015

Subsídios de €300.000,00.

A notícia recentemente divulgada, sobre a distribuição pela Câmara Municipal do nosso concelho de cerca de €300.000,00 em apoios às associações para fomento do desporto, é tratada como se o ato de gestão municipal fosse um ato de mera generosidade e como se aquele dinheiro nascesse nos cofres municipais. €300.000,00 é muito dinheiro, sobretudo em tempo de crise. Se for utilmente gasto, teremos ainda mesmo assim de perguntar, antes e depois, se o esforço dos contribuintes comporta aquela despesa.
Porém, sabemos que, quando alguma autarquia distribui os nossos impostos, o faz pomposamente como se entregasse coisa sua e dos respetivos autarcas e nunca aborda a relação entre a utilidade do investimento e o sacrifício de quem o paga. Por outro lado, não faz um controle efetivo, prévio, simultâneo e posterior, da regularidade do funcionamento e organização da entidade beneficiária, da utilidade da atividade a que se destina e da execução dos objetivos. Ora, comenta-se junto às fontes do poder que, em algumas ou várias associações beneficiadas, não são efetuadas eleições desde há vários anos, não existe regularidade no processo de admissão de sócios, não são apresentados e aprovados planos de atividades, relatórios e contas, as obras são executadas sem faturação e sem comprovativo dos gastos, etc, etc.

Nos tempos que correm, exige-se o controlo da legalidade do funcionamento das instituições beneficiárias e da execução dos objetivos e exigem-se explicações sobre a justificação da despesa suportada com os impostos depois transformados em subsídios. É o mínimo que é devido a quem (contribuinte) é obrigado a pagar mesmo que esteja em dificuldades económicas…

12 de fevereiro de 2015

Viva o nosso comendador!


Zeinal Bava foi condecorado pelo presidente da República, Cavaco Silva, em 10 de Junho de 2014, com a grã-cruz da Ordem de Mérito Empresarial. Amanhã, o mesmo Cavaco, irá agraciar Narciso Mota (e mais 14 antigos presidentes de câmaras municipais) com o grau de comendador da Ordem do Mérito. Reconheçamos: o nosso presidente - que nunca se engana e raramente tem dúvidas - é exímio a identificar o mérito! 

11 de fevereiro de 2015

Almagreira esventrada

Almagreira é uma daquelas terras de onde raramente vêm notícias; e, quando vêm, não o são ou são más noticias. Nos últimos tempos, tem sido notícia por más razões: a concessão desenfreada de exploração de caulinos. Os almagreiros dispensavam bem este presente envenenado, que lhes vai infernizar a vida - destruir os solos, o ar e a água e uma paisagem já de si pouco atrativa. E vão sofrer tudo isto a troco de nada, porque a exploração de caulinos nunca trouxe nada de válido às populações.

Neste processo, os almagreiros têm sido abandonados pelos poderes locais que se têm limitado a assobiar para o lado, enquanto a realidade se vai impondo. É verdade que a principal responsabilidade pelo infindável martírio não é do poder local; mas, se deste não se espera tudo ou quase tudo, espera-se todavia alguma coisa.

7 de fevereiro de 2015

Joana Benzinho dixit

"Pombal foi uma grande vila, foi uma referência no panorama nacional como uma localidade dinâmica, empreendedora. Hoje é uma pequena cidade a esvaziar-se do seu tecido industrial e comercial, dos seus jovens quadros que partem em busca de melhores oportunidades. É urgente desenhar novas politicas e oportunidades para que se possam fixar no concelho."
Uma análise certeira e incisiva. Só não vê quem não quer!

Carta Aberta

Excelência Reverendíssima 
Dom Virgílio Antunes, Bispo de Coimbra

Tendo chegado ao nosso conhecimento que V.ª Ex.ª irá realizar, na próxima semana, uma visita pastoral ao Arciprestado de Pombal e que a mesma está a suscitar grande entusiasmo em toda a comunidade, crente e não crente, aristocratas e plebeus, teólogos e leigos, ricos e mendigos; vimos, por este meio, solicitar a V.ª Ex.ª que conceda ao Farpas, também, uma pequena audiência. Bem sabemos que a agenda de V.ª Ex.ª, por estas terras, vai ser muito variada e intensa, que o seu tempo é sagrado, e que continua a receber pedidos, iguais ao nosso, das mais variadas entidades (organismos públicos, associações, escolas e personalidades locais); mas esperamos uma pequena atenção da sua parte e um rasgo de ousadia na senda dos novos ares de abertura que sopram do Vaticano.
Não conhecerá, com certeza, V.ª Ex.ª, o Farpas. Estranhará o nosso interesse na audiência que, agora, lhe pedimos. Compreendemos. Até nós o estranhamos, e não saberemos explicar muito bem, o que levou um grupo de pouca fé em Deus e, porque não dizê-lo, na Humanidade a pedir uma audiência a V.ª Ex.ª. Intuirá, com a sua sapiência, que só circunstancias muito especiais levariam um grupo de tresmalhados, conhecidos na igreja, por maldizentes comunistas, a requerer seus bons ofícios de V.ª Ex.ª para afastar os demónios que se apoderaram de muita alma piedosa nesta malfadada terra.
Se nos receber (ou ler), perceberá V.ª Ex.ª que somos gente simples, que herdou sem querer a cultura grega, a ordem romana, a moral cristã e todas as mais ilusões que formam a nossa civilização, que apesar de não ser muito temente a Deus e aos seus representantes na terra, respeita os credos e os seus difusores, quando estes são exemplos de cidadania; mas farpeamos os poderes instalados, os oportunistas e os manhosos, a hipocrisia e o servilismo, a obscenidade e o desperdício.
Se nos receber, ficará V.ª Ex.ª a conhecer muito melhor o seu rebanho e os seus ajudantes: as suas maneiras, os seus vícios e as suas misérias. Queira V.ª Ex.ª saber que nesta terra há almas sobre quem pesa como uma maldição o não lhes ser possível ser hoje gente da idade média, que se dizem muito piedosas, mas cometem todo o tipo e sacrilégios em nome de Deus.
Por tudo isto, esperamos que V.ª Ex.ª não tenha receio de se encontrar com estes pobres “pecadores”, quais ovelhas tresmalhados do seu grande rebanho; e, tal como Jesus, enfrente os fariseus e os escribas e faça descer sobre eles o Divino Espirito Santo

Atenta e respeitosamente,

6 de fevereiro de 2015

Há opiniões mais brilhantes que outras

Mais uma vez, o Pombal Jornal!
Quem é a Letícia Marques? Não a conheço, mas gostava de conhecer. Na secção "Pombal Leitores", responde a Pedro Brilhante com inteligência e "tino". Começa por dizer, no primeiro parágrafo, que "...uma pessoa de sucesso não deve dar erros ortográficos, ainda mais se se trata de uma pessoa muito opinativa". Concordo, e acrescento: os méritos que contribuem para que um jovem se faça politico, estão completamente desvirtuados. Os maus políticos que temos, resultam em boa parte de um processo perverso de selecção natural. Saber escrever com alguma correcção, por exemplo, não faz um politico. Mas ajuda! 
Igualmente do meu agrado foi o desmontar da análise (também ela turva, a meu ver) que Pedro Brilhante fez, na edição anterior, ao comparar os governos de Sócrates e Coelho. Claro que Brilhante tem legitimidade para a fazer, e é de bom tom que defenda a sua dama - isso é o normal quando se assume uma posição, e eu também não sou isento nas apreciações politicas que faço -, mas com a mesma legitimidade me é dado discordar. E discordo, principalmente, do que parece ser a conclusão de que o governo de Passos é bom, por ser "menos mau" que o de Sócrates. Um governo "menos mau" só pode alegrar uma voz amplamente partidarizada. Para o comum cidadão, como eu, não traz grande conforto comparar a m%&a com o c@§(#)%ão, ainda que uma cheire menos mal que a outra.
O meu cumprimento, Letícia!

Je suis Pombal Jornal

Ponto prévio: ter imprensa local é SEMPRE melhor do que não a ter. Por aí, desejo longa e próspera vida ao Pombal Jornal.
Agora que está este ponto esclarecido, deixem-me perguntar: mas o que é isto, meus amigos?
Noticiar coisas como esta é patético, na minha opinião. Desadequado, no mínimo. Mas enfim...
Uma noticia sobre "o amor que a cor não separou" é, a meu ver, profundamente racista, pois parte do princípio que seria expectável que uma mulher branca e um homem preto tivessem que estar separados por esse facto.
Mas o topo do mau gosto é publicar uma fotografia (não a reproduzo aqui por pudor) de uma mulher vestida de preto, e com a seguinte legenda: "Lucília Bregieiro junto ao saco com as ossadas do pai que ficaram esquecidas na cozinha onde deflagrou o incêndio". Não sei como rotular este momento jornalístico. Também não sei se a senhora fez pose junto ao saco com as ossadas do pai, ou se a fotografia foi tirada sem preparação. E não sei qual das duas hipóteses me escandaliza mais.
Muitas (mas nem todas são boas) razões para comprar o Pombal Jornal. Tantas que voltarei a este tema nos próximos dias, com mais apontamentos.

30 de janeiro de 2015

A falsidade da consciência

O que há de mau na sociedade domina e, normalmente, acaba por expulsar o que ainda tem de bom. Isto porque, a má moeda tem uma vantagem intrínseca: a sua força motriz é a transgressão (o pecado).
Na guerrilha pelo controlo do CGT, a má moeda tem outras duas grandes vantagens: o apoio do poder político e a salvaguarda da fé católica.
É hoje claro, para a maioria das pessoas informadas e sérias, que a guerrilha no CGT não é (só) entre dois grupos de pais e não se cinge à eleição dos representantes dos pais. É uma guerrilha mais vasta e por interesses maiores, liderada a partir dos passos do concelho. É também frequente que, em casos como este, onde se procura ganhar a qualquer preço, se prescinda de respeitar a legalidade, os bons valores e os bons princípios. A contradição na “falsa” consciência dos católicos – bem sintetizada por Frei Tomás - adquire mais acuidade quando a "falsa" consciência se converte na falsidade da consciência, que lhes permite pecar sem remorsos, porque sabem que o mata-borrão da confissão e da penitência tudo apaga.

É, por isso, uma luta desigual; mas é uma luta que tem que ser travada. 

29 de janeiro de 2015

A paródia prossegue (II)

A Associação de Pais marcou, para hoje, na Biblioteca Municipal, uma (suposta) nova eleição dos representantes dos pais no CGT. O processo é um amontoado de ilegalidades que está condenado ao insucesso.
Há metáforas que são mais reais do que a gente que anda na rua. Como comprova Miguel Torga: “A cegueira e a obstinação dos homens lembra-me às vezes a cegueira e a obstinação das varejeiras enfrenizadas contra as vidraças. Bastava um momento de serenidade, dez-réis de bom senso, e em qualquer fresta estava a liberdade. Mas o demónio da mosca, quanto mais a impossibilidade se lhe põe diante, mais teima. O resultado é cair morta no peitoril”.

A paródia prossegue (I)

Antes de ontem, mais uma tentativa, falhada, de empossar os membros do CGT. Os elementos da facção contestatária voltaram a não tomar posse. E um empossado (arrependido!?) voltou a faltar à reunião.

26 de janeiro de 2015

Coimas prescritas

As ações de destruição do revestimento vegetal que não tenham fins agrícolas e as ações de aterro ou escavação que conduzam à alteração do relevo natural e das camadas do solo arável carecem de licença das câmaras municipais. Tais ações ocorrem sobretudo aquando da plantação de eucaliptos.
O procedimento por contraordenação extingue-se no prazo de um ano, para aquelas a que sejam aplicáveis coimas inferiores a €2.493,99. Apenas, excecionalmente, o prazo total de prescrição pode ser acrescido de mais meio ano, caso ocorra interrupção, e ainda de mais meio ano, caso ocorra suspensão.
Porém, apesar de não existirem causas de suspensão ou de interrupção do prazo, a Câmara Municipal está a notificar os “infratores” da aplicação de coimas em processos por factos ocorridos há mais de um ano, tendo de suportar os custos com os serviços jurídicos, incluindo avençados, e o desagrado público.

Em contrapartida, os munícipes visados têm de recorrer a causídicos para invocarem a prescrição, pagando os honorários. Obtendo vencimento de causa, apenas ficam convencidos da injustiça da coima.

25 de janeiro de 2015

Novas lojas do mercado metem água

As últimas chuvas já provocaram infiltrações a partir da placa de cobertura das lojas recentemente remodeladas na ala poente do mercado municipal de Pombal. O teto falso das lojas em placas de gesso já está afetado e, previsivelmente, irá apodrecer e necessitar de substituição.

Esperamos que a Câmara Municipal saiba, tempestivamente, denunciar e exigir a reparação dos defeitos e que não surjam “trabalhos a mais” para compensar…

23 de janeiro de 2015

Rica paróquia, sim senhor

A paróquia de Pombal está transformada em agência turística, de um turismo religioso de pouca religiosidade.
A próxima viagem é à Rússia; inicia-se com uma visita ao túmulo de Lenine – esse símbolo maior do catolicismo! - e prossegue com uma rota pela história dos Czares. Grandioso! Custa perto de 2.000 € - coisa pouca para os paroquianos locais! No entanto, se algum mais necessitado tiver dificuldade em pagar; há sempre a possibilidade de arranjar um subsídio.
A escolha do destino e da rota surpreende, até, o mais distraído. Mas há alguns por maiores que embasbacam qualquer um:
- Porque é que um anti-comunista primário leva os seus paroquianos ao outro lado do mundo para visitarem o túmulo de Lenine? Não será uma heresia? E não baralhará os crentes? Se é pecado comentar no blog maldito, o que dizer desta visita?


A teologia dá p`ra tudo

E não dá p`ra nada. Para o catolicismo, tudo é nada e nada é tudo, em todas as coisas da vida. Tudo é virtude e tudo é pecado; seja nos prazeres ou nos sofrimentos, nas ações ou nas omissões, nos sentimentos ou nos pensamentos. Depende das circunstâncias, do vigário ou da criatura envolvida.
Se é mau a doutrina dar para tudo; pior é, ser aplicada por vigários de todos os tipos: ortodoxos e liberais, controladores e bondosos, quadrados e imaginativos, populares e os elitistas, espertos e inábeis. Há, no entanto, uma semelhança e uma diferença congénita entre eles: todos têm um profundo desprezo pela verdade, alguns respeitam a diversidade de crenças, valores e ideias.  
É sabido que a religião católica convive (muito) mal com a suplantação do Homem e com os prazeres da vida, nomeadamente com o maior deles: o sexo. Neste caso, até se compreende: quando a teoria não é posta em prática e a prática não obedece à teoria, dá barraca.
Por isso, é de louvar a imaginação do padre espanhol Francisco Javier Martinez ao propor uma forma de evitar o pecado em que incorrem as esposas quando fazem sexo oral ao seu marido: devem, segundo ele, pensar em Jesus. É uma excelente ideia! Vou adaptá-la e adotá-la cá em casa: no ato, passarei a pensar na Eva ou na Virgem Maria.
Que acha da ideia padre Vaz?

22 de janeiro de 2015

A importância da ETAP

Custa-me muito saber das dificuldades financeiras da ETAP. Sou um acérrimo defensor da escola, que considero uma instituição de capital importância para o futuro do nosso concelho. Por isso, não esperem de mim uma opinião isenta.

São vários os exemplos que conheço de alunos que encontraram na ETAP uma oferta formativa adequada às suas aspirações. O ensino ministrado na maioria das nossas escolas secundárias é demasiado canónico e focado no acesso ao ensino superior. Escolas profissionais, com uma forte ligação ao tecido empresarial local, permitem oferecer modelos de ensino alternativos, cada vez mais importantes nos dias que correm.

Um concelho como o nosso, com uma forte matriz empreendedora, deve apostar não só na fixação de empresas mas também num ensino profissional exigente e de grande qualidade. Mas para que isso aconteça, a gestão da escola não pode ser instrumentalizada pelo poder autárquico. Muito menos o PSD se pode dar ao luxo de querer fazer da escola porto seguro para os seus "boys" e protagonizar novelas como a que temos assistido a propósito da eleição do Conselho Geral do Agrupamento de Escolas de Pombal.

Salvemos a escola, sim! Pombal tem que criar condições para poder ter um ensino profissional de referência a nível nacional. Mas não se aposte em soluções a curto prazo, sem visão estratégica. Esse caminho só irá adiar a agonia, com a agravante de estoirar o dinheiro que é de todos. A solução passa por convocar competências, definir prioridades e entregar a gestão da escola a quem realmente percebe do assunto.

21 de janeiro de 2015

Dinheiro das freguesias para a ETAP

O artigo 51º, nº 1 da Lei número 50/2012 de 31 de agosto (regime jurídico da atividade empresarial local e das participações sociais), que pode ser consultado em http://www.pgdlisboa.pt/leis/lei_mostra_articulado.php?nid=1792&tabela=leis), parece afastar a possibilidade das Juntas de Freguesia participarem no capital social em sociedades comerciais “participadas” ou empresas locais, como decorre ainda do disposto nos artigos 1º, 2º, 3º, 5º e 51º do mesmo diploma legal. Aliás, as deliberações para participação no capital social não estão previstas, em relação às Juntas e às Assembleias de Freguesia, na Lei º 75/2013 de 12 de Setembro (regime jurídico das autarquias locais), que pode ser consultado em http://www.pgdlisboa.pt/leis/lei_mostra_estrutura.php?tabela=leis&nid=1990&nversao=&tabela=leis, o que constitui mais um argumento da ilegalidade de tais participações.
O caso é sério e muito complicado. Consta que o presidente da Câmara propôs aos Presidentes das Juntas de Freguesia que estas participassem no aumento do capital social da Pombalprof, ou seja, que, na prática, pagassem um pouco da dívida da ETAP, entendendo-se ainda a proposta como um apelo à solidariedade dos Presidentes da Junta para com o Presidente da Câmara no suporte do pesado ónus político que está a ser a falta de solução.
Logo um presidente da Junta concordou de forma voluntariosa, mostrando aos outros o caminho da aceitação e o seu convicto e “desinteressado” envolvimento. Mas os outros Presidente de Juntas continuaram com dúvidas… Talvez só as avenças construam um parecer favorável “esclarecedor”… Talvez a eleição de um Conselho Geral do Agrupamento das Escolas de Pombal “amigável” traga a solução com a transferência dos cursos técnico-profissionais… Talvez… Talvez…
Entretanto, e face à situação económico-financeira da ETAP, parece que a mesma deveria seguir para a solução prevista nos artigos 62º e 70º da citada Lei 50/2012.

Isto anda pouco católico

O incómodo tomou conta dos fiéis na missa do passado domingo, em Pombal. O insólito conta-se em poucas palavras: o padre, pouco piedoso e descrente na qualidade da catequese, resolveu fazer três perguntas aos candidatos ao crisma. Resultado: ninguém soube responder, nem mesmo a vereadora mais cool, e tardiamente convertida à praxis religiosa; que integrava o grupo. Uma mácula, desnecessária!
No meu tempo, com três meses de catequese - meia hora depois da missa – aprendia-se a ladainha e cumpria-se a tríade dos sacramentos da adolescência (primeira, segunda comunhão e crisma). E só na posse destes se poderia ser padrinho/madrinha, e não só.
Agora, está tudo pervertido: primeiro exerce-se e depois obtêm-se os sacramentos. O problema nem é tanto a mácula religiosa da vereadora…
A tradição já não é o que era! E não havia necessidade!

19 de janeiro de 2015

Salvem a ETAP (II)

A urgência é tanta, que o presidente da câmara solicitou aos presidentes das juntas a rápida convocação das assembleias de freguesia e aprovação da subscrição de capital da PombalProf.
No meio da estupefacção geral, o presidente da Junta de Freguesia de Pombal – Nascimento Lopes – aplaudiu a ideia. Compreende-se: não precisando mais dos votos dos fregueses, prefere usar o dinheiro destes para ajudar os seus. Segue a máxima do outro (que se tornou da terra): se nós não ajudarmos os nossos …
Usar o dinheiro da Junta, que se destina a suprir as necessidades mais primárias dos fregueses, para tentar encher um pote furado alheio, é uma perversidade e uma traição política. É o grau zero da política.

O Farpas espera que haja um mínimo de decoro, e estará cá para dar nota do gesto simples e desinteressado. Surpreendam-nos.

18 de janeiro de 2015

"Centro de Negócios" de Pombal



Todos os políticos gostam de promover a execução de obras onde “fazem vista”, mesmo tirando o dinheiro de onde faz falta (dos contribuintes).
Vem isto a propósito da construção do edifício (mamarracho) designado por “Centro de Negócios”, implantado na Praça Marquês de Pombal e inaugurado há mais de ano e meio.
Como as fotografias supra documentam, o edifício continua desocupado desde a sua conclusão. Aliás, serve apenas de depósito de um monte de andaimes que foram utilizados durante a construção.
Enquanto os edifícios públicos de Pombal estão desocupados e sem utilidade, o estado paga rendas altas a particulares pelo arrendamento de edifícios privados para funcionamento de vários serviços públicos, como por exemplo, as Conservatórias (Registo Civil, Registo Predial e Registo Comercial), ou transfere para fora do concelho (Ansião) serviços que deviam por lei funcionar em Pombal, como, por exemplo, a 2ª Secção de Execuções (Tribunal).
É certo que consta que a cave do referido edifício do Centro de Negócios está inundada com água desde a sua conclusão. Porém, há que retificar erros ou adaptar o edifício e, sobretudo, justificar publicamente a situação.

16 de janeiro de 2015

SALVEM A ETAP

Esgotado o peditório junto das empresas, o presidente da câmara reuniu ontem com todos os presidentes de junta para os incitar a entrar no capital social da PombalProf e, desta forma, capitalizar a ETAP e arranjar parceiros com quem partilhar futuramente o fardo financeiro. 

Ao que nós chegámos!

15 de janeiro de 2015

Pronto, nunca cederão nada do osso

Se dúvidas houvesse (eu nunca as tive, conheço-lhes os processos), os últimos desenvolvimentos na guerrilha pelo controlo do CGT desfê-las: eles/elas não cederão nenhum bocado do osso. Prova-o o facto de a direção da associação de pais ter avançado para a convocação de novas eleições, com um novo(?) regulamento eleitoral que assegura o controlo total da eleição dos representantes dos pais, violando a lei e todos os princípios democráticos. Coisas menores para quem tem uma conceção autocrática do poder, onde os fins justificam os meios.
Esta gente não quer eleições, quer cooptações. Estão habituados a isso e, se não forem forçados, nunca largarão o osso. Com este regulamento, os pais não elegem nada, são chamados a participar numa farsa – votação na lista proposta pela associação de pais. A associação de pais quer continuar a ter o privilégio de indicar os representantes do pais no Conselho Geral – existe só para isso e para recolher os benefícios disso – e a câmara, que a apoia, quer controlar todo o sistema, nomeadamente a oferta educativa.

14 de janeiro de 2015

Diz que é uma espécie de Transparência

O Município de Pombal anda contente com uma espécie de transparência que até tem aprimorado destaque na sua página de Internet. Podem consultar aqui o PLANO MUNICIPAL DE TRANSPARÊNCIA, e aplaudir. 
A informação que consubstancia a tal transparência está disponível nesta bonita e versátil página. Eu deixo a hiperligação, mas até seria desnecessário, porque esta informação entra-nos pelos olhos dentro, assim que se entra na página do Portal do Município.
Eu confesso que ligo pouco a isto. Parece-me "popularucho", mas é só a minha opinião. No entanto, tenho a certeza que a transparência que eu queria não era esta. Era uma outra. Era por exemplo não ver tanta necessidade de nomear ou condicionar nomeações noutros órgãos, como se vai adivinhando na vida quotidiano  do concelho. Era não transferir para Empresas Municipais actividade que devia necessitar de uma autoridade politica. Era não alimentar, de forma não concorrencial, actividades que entram em concorrência directa com a de privados que precisam trabalhar para pagar contas ao fim do mês. Era não enviar anónimos (daqueles que estão em fila de espera para a sopa dos pobres) defender o indefensável, com insultos e baixo nível, ou com um verdadeiro programa de assassinato de carácter. Era não fazer de conta que uma ETAP não é, na prática, uma empresa gerida pelo executivo camarário, e não arranjar expedientes manhosos para fazer essa entidade fugir a avaliações politicas, como deveria ser. Isso sim, seria a transparência que me faria ter orgulho neste concelho.
Assim não... é apenas o arraial que vamos fazendo por merecer!

A maior canalhice política

O Manuel António (ex-presidente da J. F. Guia) está a ser alvo da maior canalhice política praticada em Pombal; ultrapassa, largamente, a feita ao Luís Garcia.
A canalhice praticada contra o Luís Garcia não foi totalmente consumada porque um conjunto variado de políticos locais não o permitiu. Estou certo que esta também não atingirá o seu objetivo principal: manchar a pessoa e destruir o político.
Não sou amigo do Manuel António, tal como não o era de Luís Garcia. Conhecemo-nos na atividade política, na pele de adversários, e a relação pouco evoluiu para além dessa fase. Considero-os pessoas e políticos respeitáveis: corretos, íntegros e livres.  
Assisti, ao vivo e como ator, ao desencadear e ao epílogo da canalhice feita ao Luís Garcia. Naquele momento não tive dúvidas do que deveria fazer. E não fiz o mínimo que a minha consciência me obrigava a fazer, juntar-me ao lado justo. Empenhei-me para não permitir que o chamuscassem (queimar nunca o conseguiriam) no pelourinho dos passos do concelho. 
Relembro, agora, a canalhice feita ao Luís Garcia, pelo paralelismo que tem com a que estão a fazer ao Manuel António. Não deixando, no entanto, de realçar que a dimensão e os contornos mafiosos dos métodos utilizados com o Manuel António são incomparavelmente mais tenebrosos. O ataque ao Luís Garcia foi feito de frente, cara-a-cara; e ele teve iguais condições para se defender. E derrotou-os.

Ao Manuel António fazem-no de forma cobarde, organizada, terrorista, recorrendo à infâmia. Custa ver uma pessoa boa - integra, transparente, com um grande sentido de serviço público - ser frito, desta forma, em lume brando pelos seus correlegionários. Infelizmente, não consigo ajudá-lo a parar esta canalhice, como o fiz com o Luís Garcia. Posso, pelo menos, expressar publicamente a minha convicção de que o ambiente e a vida nesta terra seriam muito melhores, com pessoas como o Manuel António ao seu serviço.

13 de janeiro de 2015

Sinais e trânsito ocultos


Existem sinais de trânsito colocados em estradas nacionais e municipais, no concelho de Pombal, que já ficaram ou estão a ficar escondidos por árvores e arbustos.
Mostramos, como exemplo, o sinal de stop colocado na rua do Seixo, junto ao IC2, apenas parcialmente visível durante parte do inverno, quando a árvore em frente não tem folhagem.

A segurança e proteção de pessoas e bens impõem maior diligência…

Conquistas da lista independente

Para além da eleição de duas mães desalinhadas com o sistema, toda esta grande polémica sobre as eleições dos pais para o CGT permitiu uma conquista para todos os encarregados de educação: todos terão direito a votar na eleição dos seus representantes.
Outra está, só, meio conquistada (porque a malta do sistema não largará o osso facilmente), mas está bem encaminhada: o direito dos pais, organizados em grupo, a apresentarem listas às eleições dos seus representantes.
E o que mais adiante se verá!

12 de janeiro de 2015

Mais um retrato do concelho charneira

No final do ano passado, o INE publicou o Ganho Médio Mensal dos Trabalhadores por Conta de Outrem – um retrato da realidade socioeconómica do País, decomposta até ao nível do concelho.
O ganho médio no Continente foi de 1.096 €, na região do Pinhal Litoral foi de 997 € e em Pombal ficou-se por 916 € -  bem abaixo da média nacional e na cauda da região.
Da região do Pinhal Litoral, só a Marinha Grande ficou acima da média nacional, com um rendimento médio de 1.148€.

Pode custar a aceitar, mas os dados não deixam dúvidas: o “concelho charneira” não sai da cepa torta.

O tal Parecer (II)

Um parecer é um instrumento de apoio à decisão. Vamos, então, ao mais importante:
à decisão.
A decisão apoia-se no parecer e surge na sequência da queixa da associação de pais e da câmara contra a tomada de posse das duas encarregadas de educação da lista independente e da sua recusa em tomar posse no CGT.
A DSRC não aponta nenhuma irregularidade ao processo de eleição dos encarregados de educação, subscreve a metodologia adotada, solicita à câmara que se ultrapasse o impasse – tomada de posse dos eleitos.
No dia desta comunicação saiu outra para o presidente da mesa do CGT a solicitar a marcação da tomada de posse e instalação do órgão, o que comprova, também, que a DSRC subscreve a conformidade do processo. Tomada de posse, essa, boicotada pela associação de pais e pelo presidente da câmara, a que se seguiram os tristes episódios aqui e aqui relatados.
Mais palavras para quê. Só não vê a verdade quem não quer ver. 

11 de janeiro de 2015

O tal Parecer (I)

Tenho este parecer nas mãos há semanas. Publico-o agora por respeito para com os leitores que aqui procuram a Farpa certeira.
O parecer foi emitido com a finalidade de avaliar a conformidade legal das eleições para o CGT relativamente ao regulamento interno do agrupamento.


A VERDADE PODE SER COMBATIDA, MAS NÃO VENCIDA.

Adenda 1: Na verdade, o regulamento não tem uma redação muito clara. Quando se aplicava à ESP, servia. Sucede que, com a criação dos agrupamentos, a lei estipulou que se mantinham os órgãos e os regulamentos do agrupamento sede (neste caso ESP). Por isso, o regulamento foi bem aplicado no contexto atual transitório.
A eleição dos representantes dos pais foi realizada, contra a vontade da associação de pais, em assembleia geral de encarregados de educação e com duas listas, uma da associação de pais e outra independente, como a assembleia anuiu e o parecer contempla. Tudo regular e de acordo com o parecer.

Adenda 2: O parecer é anterior às eleições e surge como resposta à contestação da associação de pais à participação de uma lista independente no sufrágio geral, o que obrigou ao adiamento das eleições. A direção da associação de pais queria ter o privilégio de indicar os representantes dos pais, como se fazia no passado.

8 de janeiro de 2015

A guerrilha prossegue

Anteontem, mais um episódio triste na guerrilha pelo Conselho Geral Transitório (CGQ) do Agrupamento de Escolas de Pombal. Supostamente contra as duas encarregadas de educação legitimamente eleitas (desconfio que nunca dois representantes dos pais foram eleitos com tantos votos), mas efetivamente contra outros inimigos.
O CGT - órgão a quem compete estruturar/organizar o recém-criado Agrupamento de Escolas de Pombal - está por instalar há mais de um ano porque o presidente da câmara e as pessoas que o apoiam na sua cruzada recusaram-se, mais uma vez, a tomar posse. Fazem-no porque sabem que a lei estabelece que o órgão só pode funcionar depois da tomada de posse todos os seus membros. Desta forma, impedem que o órgão funcione, com os inevitáveis prejuízos para uma vasta comunidade educativa. Pouco ou nada lhes importa - interesses mais altos se levantam.
Perguntará o cidadão mais interessado nestas matérias (encarregados de educação, alunos, pessoal docente e discente):
Porque é que isto acontece? O que justifica este prejudicial impasse? Simples: a conquista de espaço, influência, poder, benefícios.
Quem é que ganha com isto? O comandante da “guerrilha”  e os seus apaniguados.
E quem é que perde? Toda a comunidade educativa. Os professores sabem-no bem, estão muito conscientes do que está em jogo: a direção do agrupamento, a oferta educativa no concelho e, the last but not the least, o seu emprego. Por isso, fizeram um abaixo-assinado, com mais de duas centenas de subscritores, a exigir ao presidente da câmara a rápida instalação do CGT. As outras partes interessadas parecem alheadas do problema. Fazem mal, porque um sistema educativo com desempenho sofrível dispensava bem uma guerrilha que o fragiliza ainda mais.

7 de janeiro de 2015

O pote de Danaides (II)

Para além da capitalização da escola com 300.000 € - entretanto, insuficientes – a CMP vai gastar mais 291.000 € na ETAP.

6 de janeiro de 2015

O pote de Danaides

A ETAP é um verdadeiro “Pote de Danaides” que, pelos vistos, a câmara está condenada a encher perpetuamente. E vai ter que o fazer às claras e publicamente (pelo menos enquanto o Farpas existir). Não vale a pena clamar por recato nas críticas, porque uma das causas do estado atual da escola foi o pacto de silêncio imposto e aceite pelas partes interessadas, ao longo de muitos anos. Só que, entretanto, muita coisa mudou.
Nas últimas duas décadas a oferta de formação profissional cresceu muito e nos últimos anos a procura encolheu bastante. A ETAP nunca esteve orientada para o mercado porque a razão principal da sua existência foi satisfazer clientelas, não criou um projeto educativo sólido, não desenvolveu competências centrais, não cuidou de se posicionar numa faixa específica da formação profissional. Do que precede resulta que a escola está muito vulnerável no atual adverso mercado. Quando isto acontece os mais fracos não sobrevivem. A escola tem sobrevivido ligada à máquina/câmara:Por quanto mais tempo ninguém sabe, depende da câmara.
A nova direcção parece querer recuperar o muito tempo perdido, mas o relógio não anda para trás e o aumento da passada não parece suficiente para apanhar um comboio em andamento acelerado. É boa a ideia abrir o capital da escola às empresas, mas era necessário que existissem Empresas e Associações Empresarias. Se não existem muitas por cá, é igualmente boa ideia procurá-las nos concelhos limítrofes. Mas será exequível? O que é que a escola tem de concreto para oferecer às empresas para além de expectativas irrealistas? Por outro lado, atualmente e nos próximos anos, as empresas não estarão muito preocupadas com o pessoal porque sabem que o encontram em abundância e com qualidade na população desempregada ou nas boas escolas de formação profissional ou técnica, nomeadamente na região.
Não é, portanto, expectável que os dirigentes da ETAP encontrem empresas interessadas em comprometerem-se a encher um pote furado.

4 de janeiro de 2015

Desfalque na COPOMBAL

As notícias rezam que uma funcionária da COPOMBAL se abotoou com 65.000 € pertencentes à cooperativa e aos sócios.
O advogado da cooperativa garantiu que a funcionária vai ser despedida.
O presidente da assembleia garantiu que a funcionária é a única responsável pelo desfalque - praticado de forma continuada ao longo de vários meses.
O presidente da direção garantiu que vai manter uma gestão equilibrada e de contenção.

Tudo normal, em Pombal Ocidental.

3 de janeiro de 2015

A alma dos Chineses já chegou à Redinha

A alma ou o dinheiro dos chineses (dentro de sacos) para “Vistos Gold”, também já chegaram à Redinha. Outras almas “espertalhaças”, com calo político local ou (es)fumos empresariais, guiam-nos até aos campos das ribeiras da Redinha e mantem-nos fora dos contactos diretos com outros cidadãos, para poderem manter em exclusivo a intermediação nos negócios de compra e venda de terrenos agrícolas para produção, dizem, de beterraba. Oferecem a €1,00/m2, mas já há quem esteja com vontade de oferecer mais…

Tão lindos que são os campos (e a serra) da Redinha e tão amarelo e doce que é o “açúcar” de beterraba dos chineses…

1 de janeiro de 2015

Confusão na sinalização do trânsito



Já aqui falámos dos caixotes do lixo colocados na rua Gonçalves Figueira a obstruir a visibilidade recíproca entre os peões, que pretendem atravessar a passadeira, e os condutores das viaturas, que transitam na rua.
Vamos mostrar-vos mais duas anomalias.
Uma delas consiste na colocação de três sinais (verticais) de stop no final da rua do Continente, junto ao entroncamento com a rua de Ansião, voltados para o trânsito proveniente do Continente, a impor três paragens sucessivas onde não há espaço para poderem ser cumpridas.
A outra consiste na existência de um sinal de sentido obrigatório (de mudança de direção) para a direita, no Largo do Cardal, e na marcação no pavimento uma linha mista, descontínua do lado do trânsito que encontra o referido sinal de sentido obrigatório. Ou seja, uma confusão para o condutor e um privilégio (anómalo) apenas para quem, proveniente da fonte luminosa, pretende voltar à esquerda, para o parque da Câmara Municipal.

Sabendo-se que está em curso mais um estudo para alterar o regulamento de trânsito e respetiva sinalização, queiram corrigir estas anomalias e privilégios pagos por todos os contribuintes.