15 de fevereiro de 2020

Se a Greta Thumberg visitasse Pombal...


Se a Greta Thumberg visitasse Pombal naturalmente seria consistente com as suas afirmações com a necessidade de investir em energia renovável.

Provavelmente iria sorrir ao olhar para o parque e
ólico da Serra do Sicó, possivelmente o maior investimento em energias renováveis no Concelho e também porque esse investimento não obedeceu às regras de mercado mas por uma aposta nas energias renováveis que justifica em parte a nossa conta de electricidade elevada. 

Iria talvez questionar sobre o reforço da frota de transportes do Município, nomeadamente o orçamento aprovado para o novo autocarro para substituir o actual já com 16 anos e o reforço de 5 novas viaturas para a rede POMBUS com o valor previsto de 450.000. Franziria o sobrolho e questionaria se não seriam eléctricos ou a hidrogénio.

Iria certamente perguntar sobre as 100 bicicletas anunciadas em 2011 para que pudessem ser usadas na ciclovia então inaugurada.

Mas em 2020 não iria questionar certamente sobre os recursos hidrográficos. Claro que não. Claro que 2020 a questão da poluição do rio Arunca e das ribeiras do Concelho nem seria um assunto... mas é...

A ausência de fiscalização e de saneamento básico na grande maioria das habitações faz com que esgotos de empresas e domésticos lá vão parar. 

É que alguém convence o Sr. José (nome fictício) que tem que pagar 60 para o camião da PMUGEST ir lá a casa vazar a fossa? É que fica mais barato ligar ao tractor que não se sabe bem onde vai descarregar... Ou então usar a bomba eléctrica e mandar para a terra... mais fácil ainda é abrir uma ligação directa ao ribeiro e quando chove mais... ninguém nota...

Facto é que aquelas memórias de dar um mergulho no ribeiro eram bonitas... mas agora nem o pé lá mete... e não deixa que os netos o façam...

Como a Greta se preocupa com questões estruturais, valham-nos os nossos "Gretas" como o Sr. Ramiro Silva que denunciou mais uma situação deixando esta foto no parque de merendas da Ilha no ano passado... Até à data não se conhecem consequências...

Num ano em que se anunciaram 6,4 Milhões de Euros para saneamento básico é bom lembrar que o saneamento básico é considerado pela ONU (Organização das Nações Unidas) como direito humano universal desde 2015. Seria de bom tom que, enquanto não existisse saneamento básico, o serviço de limpeza das fossas domésticas fosse gratuito e garantido pelo município.


 

14 de fevereiro de 2020

Expert Center: O sector privado mostra como se faz!


Expert Center: O sector privado mostra como se faz!

Quando o sector público se tenta imiscuir no mundo privado as coisas raramente correm bem. 

Mas é de salutar quando um grupo de empresas investe em Investigação e Desenvolvimento (I&D) e formação. E acima de tudo, mostra como se faz. 

A Elumatec, Forster, Reynaers, Saint-Gobain,  Soudal e Warema dão um exemplo tremendo de boa colaboração em desenvolvimento tecnológico e capacitação de recursos humanos. Ao criarem o Expert Center para a Envolvente Transparente do Edifício contribuem para acrescentar valor e diferenciarem-se no mercado. E criam competências nos recursos humanos singulares. 

É um orgulho para Pombal ter este tipo de empresários e é um excelente exemplo para os empresários nacionais. 

Muito diferente de projectos como a ETAP que infelizmente servem mais como sorvedouro de fundos públicos e subsídios europeus com resultados questionáveis de empregabilidade e de capacitação. 


13 de fevereiro de 2020

Socialistas mas pouco

Na última Assembleia Municipal de Leiria, o PS e a CDU rejeitaram uma recomendação, subscrita por PSD, CDS, BE e PAN, para que as reuniões do executivo municipal públicas fossem transmitidas em directo, via internet.
Que a CDU (PCP) rejeite a proposta, e use o argumento que a transmissão em directo “colocaria em causa a legitimidade democrática”, compreende-se – é coerente com os seus princípios. O que não se compreende, é que o PS tenha medo da transparência - do escrutínio dos cidadãos!

11 de fevereiro de 2020

Será a felicidade do Pedro a nossa felicidade?


O Pedro já nos tinha anunciado que andava a estudar Felicidade por terras de “nuestros hermanos”. No passado fim-de-semana, levou ao congresso do partido (PSD) a moção “Por um Portugal mais feliz”. 

A política está para o Pedro como o voar está para a mosca. Se pudéssemos compreender a mosca, perceberíamos que ela navega no ar animada por essa mesma paixão e sentindo em si que voar é o centro do mundo. Na política, e não só, o Pedro é uma espécie de mosca (voadora).

Lá, no congresso, ninguém o quis ouvir - o que levou o presidente da mesa a interrompê-lo duas vezes para repreender os congressistas. Mas nós - que sabemos que esta ladainha não nos vai largar nos próximos anos - não o podemos ignorar.

O Pedro é o verdadeiro profeta da boa vontade; não vontade de vida, mas vontade de poder. É um escuteiro da moral amorosa-altruísta, perito na recolha de vontades para proveito próprio, que confunde o predicado com o efeito, e acredita – ou diz acreditar – que políticos felizes fazem pessoas felizes, que o céu estrelado gira em torno do destino do Homem. 

O pensamento político do Pedro é ridiculamente superficial, idêntico ao das garotas inexperientes do passado que se lisonjeavam com a ideia de que estava em seu poder tornar um homem feliz.

Pessoa dizia que o irritava a felicidade de todos os homens que não sabem que são infelizes. O Pedro quer tratar da saúde das pessoas e combater a depressão com choques de energias positivas e o circo da vida mágica, quer replicar o Paraíso do S. Pedro na Terra. Esquece-se que uma felicidade tola não é de modo nenhum preferível a uma infelicidade consciente. 
Pedro: deixa-nos ser mortais, sofredores, felizes e infelizes.

Resultado do Falso Associativismo

Tenho – temos – aqui alertado muito para os malefícios do falso associativismo que tem medrado pelo concelho.
Hoje, tivemos notícia que edifício da AICP foi colocado à venda no âmbito processo judicial.
Por cá, a realidade não para de nos surpreender.

6 de fevereiro de 2020

A tua cidade...é minha e é nossa

“O que se opõe ao descuido e ao descaso é o cuidado. Cuidar é mais que um ato; é uma atitude. Portanto, abrange mais que um momento de atenção. Representa uma atitude de ocupação, preocupação, de responsabilização e de envolvimento afetivo com o outro.” 
Leonardo Boff

Todos os dias os lugares por onde passamos, vão sendo usados por uns e por outros. Como eu, são visitantes, moradores e vizinhos, pessoas do próprio concelho ou vindas de fora, que de um lugar para o outro, se deslocam, permanecem, brincam ou fazem compras. Tudo isso, acontece todos os dias, numa multiplicidade de atividades que se acumulam, num constante pisar e repisar dos lugares públicos da cidade de Pombal, que goza de uma centralidade que remonta à sua fundação e que nos dias de hoje mantém e conserva. 
Assim nos relacionamos com os lugares que valorizamos…
Existem também um sem número de agentes que se preocupam com o bom funcionamento da cidade de Pombal. Todos juntos, estão encarregues de garantir o bom funcionamento de todos estes espaços urbanos e procuram perceber como podem melhorar o seu desempenho e tornar a cidade de Pombal mais resiliente.
Seguramente foi com esse propósito, que se aprovou a Operação de Reabilitação Urbana da zona central de Pombal, delimitada por uma área de 54,3 hectares. Através dela justificaram-se, um conjunto de investimentos para realizar na “Área de reabilitação urbana: a área territorialmente delimitada que, em virtude da insuficiência, degradação ou obsolescência dos edifícios, das infraestruturas, dos equipamentos de utilização coletiva e dos espaços urbanos e verdes de utilização coletiva, designadamente no que se refere às suas condições de uso, solidez, segurança, estética ou salubridade, justifique uma intervenção integrada, através de uma operação de reabilitação urbana aprovada em instrumento próprio ou em plano de pormenor de reabilitação urbana” ORU - memória descritiva, pág 02. 
A noção de intervenção integrada cumpre-se aqui pela concentração e a proximidade das intervenções urbanísticas, ao invés de outras operações do género, que reconhecem nas obras apenas um efeito catalisador, quando na verdade a transformação dos espaços publicas dá-se através de um conjunto de medidas sociais e económicas claramente identificadas e incrementadas, durante um período de tempo que idealmente vai para além de um mandato. Nesse clima as obras são um fator de indução de novas dinâmicas económicas e sociais dentro da cidade e quando bem acompanhadas, transformam e mobilizam um concelho e uma região.
Para o centro de Pombal: Que imagem queremos? …O que é que pretendemos? …Quem serão os futuros moradores? …Que atividades económicas e sociais serão necessárias? …Que função poderá desempenhar, no quadro mais alargado do concelho? São apenas algumas das questões que terão que ser respondidas. Mas antes, urge re-conhecer a atual realidade de Pombal, contextualizar e refletir sobre ela.
Para os investimentos previstos serem potenciadores de mudança é necessária uma ampla e profunda reflexão ao longo de todas as fases de incrementação deste projeto, a ser liderado pela Câmara Municipal de Pombal em estreita delegação/participação dos agentes que atuam dentro deste perímetro (IEFP, Associações empresarial e comercial, Misericórdia, Bombeiros, IPSS, Igreja, CNEs etc…) e a uma comunidade organizada em torno de associações de moradores pronta a participar construtivamente. 
É num clima de partilha sincera e de apresentação das motivações de cada parte, que se constrói uma comunidade resiliente, fortemente identificada com os seus espaços urbanos e seus equipamentos públicos. Um centro urbano construído a pensar nas necessidades das suas estruturas civis, capaz de dar respostas aos múltiplos usos e contribuir para valorizar, cuidar e proteger os valores do concelho de Pombal, no seu contexto regional.

Carlos Vitorino
Arquiteto, orador no debate sobre Urbanismo, a cidade e o espaço público, promovido pelo Farpas a 27 de Janeiro

5 de fevereiro de 2020

Quem nos defende?

Vivemos dias de insegurança. As cenas de violência a que temos vindo a assistir à porta da Escola Secundária de Pombal não são apenas um problema da comunidade escolar. O problema é de todos, com responsabilidade maior de três entidades: o Agrupamento, o Poder Político e as Forças de Segurança.
Mas a escalada de agressões está a banalizar-se de tal modo que deixou de ser um problema da porta para fora (se é que alguma vez o foi). Esta semana um aluno foi espancado por dois colegas quando saía da Secundária, mas as ameaças começaram lá dentro, durante uma aula de Educação Física. 
E isso não pode acontecer. 
Do gradeamento para lá é suposto que crianças e jovens se sintam em segurança, ao abrigo de um sistema que deve protegê-los. Que tem de protegê-los.
O sentimento de impunidade vai grassando junto dos agressores, como se esta fosse uma terra sem lei e sem grei. Um dia depois de agredirem o colega - e de mais uma vez, chamada pelos alunos, a PSP ter ido à escola - os agressores voltaram a ameaçar, dentro da escola.

De que está à espera o Agrupamento de Escolas de Pombal para agir? 

De que está à espera o Conselho Municipal de Segurança para se pronunciar publicamente sobre isto?

De que estão à espera os representantes da comunidade escolar (estudantes e pais) para se manifestarem?