29 de fevereiro de 2024

Política pombalense – uma dor de alma

Os abiulenses ignoraram a reunião da Assembleia Municipal (AM) na sua terra; só se deve dar importância ao que a tem. E na verdade, estes “números” só interessam aos pimpões desta vida.



Nesta terra - e não só - a política deixou de ser um desígnio nobre para se tornar simples obrigação rotineira. Mas nunca esta veracidade se expressou como na última reunião da AM, realizada em Abiul. Perpassava por aquelas caras, por aquela espécie de bonecos ali sentados, uma resignação e um estupor apático gritantes, só quebrados pelos trovões, risadas e irritantes apartes dos pimpões.

Nesta nova realidade, a bancada da maioria, mais lúcida, já interiorizou a sua obsolescência, excepto o João Pimpão. A da dita oposição ainda esbraceja, despedaçada entre os seus êxtases e os seus tormentos, por uma salvação que sabe(?) não chegará. A descrença e o desnorte são tão grandes que já quase abdicam do PAOD, sacrificando tudo na imolação final com as malditas Recomendações. Agora acompanhados, também, pelo Oportunista do Oeste; arrumado sem levantar garupa por dois coices do João Pimpão.

Este PS não aprende nem ganha juízo, definha lentamente, meio-deprimido, numa agonia dolorosa cheia de traições e contradições. No ponto mais importante da reunião – Alteração do Orçamento e GOP – os representantes do partido no executivo aprovaram, os membros da bancada na AM rejeitaram!  

28 de fevereiro de 2024

Uma tourada em Abiul

 



A ideia peregrina de levar as reuniões magnas da Câmara- e agora da Assembleia Municipal -  para as freguesias, conheceu ontem novo capítulo, em Abiul. Ora, como está bem de ver, eram resmas de cidadãos daquela freguesia a assistir à reunião...o que diz muito da eficácia desta falaciosa iniciativa. Valeu a clarividência da presidente da Junta de Pombal, Carla Longo, que logo ao início deu a nota importante: isto é tudo muito bonito mas não há condições. Condições de trabalho. É claro que só quem trabalha consegue compreender a falta que faz uma mesa de apoio para consultar documentos, em papel ou no computador. Quem olha para a atividade política e para o exercício das funções públicas como um roteiro de vaidades, uma forma de passar o tempo e ainda ser pago por isso, nem sequer se lembra desses "pormenores". No melhor dos casos, a coisa serve para acicatar as vontades de outros presidentes da junta, como se viu bem intervenção de Gonçalo Ramos, que, pois claro, também queria um auditório. 

O mandato vai a mais de meio e já não tenho grande esperança que Paulo Mota Pinto consiga passar ao resto da sua tropa do partido algumas noções básicas de como saber estar. Ontem, em Abiul, mais uma vez Pedro Pimpão deu mostras de quem dignifica muito pouco o lugar de presidente da Câmara, num chorrilhos de à partes, bocas e risadas que lhe podiam ficar bem quando era um jota em ascensão, mas lhe ficam mal, tendo em conta o cargo que ocupa. Foi várias vezes advertido pelo presidente da AM, mas estou em crer que o que não tem remédio remediado está. 

Como isto é dos Pimpões, o auditório voltou a estar por conta do irmão João, que se permitia falar da sala, falar do corredor, falar como e quando lhe apetece.

Toda este quadro que está a acontecer tem o condão de desprestigiar o órgão AM, que todos prometaram dignificar, em juramento solene, pelas funções que lhe são confiadas. Vem-me à memória o que me disse há muitos anos o já falecido Pimpão dos Santos, na primeira reunião da Assembleia a que me mandou assistir: "é o órgão mais importante do município". E era.

Em resumo, quando perguntei sobre como tinha corrido a sessão que só hoje espreitei, aqui, a resposta não podia ser mais clara: 

- uma tourada!

16 de fevereiro de 2024

Coisas de deslumbrado

Por princípio, não gostamos de publicitar nulidades ou excrescências, mas regra é regra e excepção é excepção.

Bem isto a propósito de uma criatura deslumbrada, João Antunes dos Santos (JAS), quarto na lista do PSD/AD às próximas legislativas,  que tem andado a solo num rodopio bacoco e inútil a incomodar instituições respeitáveis e a abusar da boa-vontade dos seus dirigentes; e que, vejam só, não saciado com os tais desvarios, resolveu fazer uma apresentação pública da “sua candidatura”, no Cine-Teatro. Não se enxerga. Nem o insofrido Pedro se prestou a tamanho ridículo!


O provável deputado é uma criatura difícil de caracterizar e descrever. É pedante. E medíocre (politicamente). Dos seus talentos ressalta a capacidade de sorrir sem cessar e piar como o pintassilgo.  Mas já se vê como grande entre os grandes da política e do regime. Não tem noção, coitado, que é simples figurante da romaria, que não acrescenta nem retira nada (nem um voto), tal a sua insignificância. É  uma criatura talhada para nos envergonhar, não para nos representar.

Adenda: aqui no Farpas, depois de rebolarmos uma pedra, repetimos frequentemente entre nós: a realidade (local) ultrapassa sempre a ficção. E cá temos o deslumbrado para o confirmar: não satisfeito com o patético acto da apresentação da “sua candidatura, resolveu lançar uma lista de apoio à sua candidatura! Aonde pode chegar o delírio!

9 de fevereiro de 2024

A infantilização dos idosos (e o aproveitamento dela)

*foto da galeria publicada na página do Município de Pombal


Não contente com o aglomerado de crianças pequenas que quase nunca se divertem com desfiles militarizados, o município de Pombal apostou nos últimos anos em transpor para os mais velhos  esse exibicionismo ao gosto dos lares, centros de dia e demais "respostas sociais", numa chocante infantilização dos idosos. Que não apenas mereciam como têm direito à dignidade, à decência, ao respeito, numa fase da vida em que muitos já não estão capazes  de decidir por si. Questiono-me, nestas horas, para que serve um Plano Municipal para a Igualdade. Para que serve, afinal, a tal estratégia para o "envelhecimento ativo", para que servem os estudos, as conferências, os debates, as evidências, as palavras vãs, se acabamos nisto. 

2 de fevereiro de 2024

Desmandos da “Junta”

Antes de ontem, o dotor Pimpão mandou reunir novamente a “Junta” para dar sequência à distribuição de loas e aos seus desmandos.



Fez aprovar, por unanimidade, e aclamação silenciosa, a aquisição de 48.207 m2 de terrenos rústicos (pinhais), ali para as bandas do Pinheirinho, por uns módicos 578.484 euros, ao preço de 12 euros por metro quadrado. O caro leitor também faria e agradeceria, com certeza, tão frutuoso negócio - se tal lhe fosse permitido.

Em 2020, a câmara vendeu 121.850 m2, urbanizáveis, contíguos à Zona Industrial da Guia, por 640.000 euros, ao preço de 5,2 euros por metro quadrado. Na altura, D. Diogo justificou o preço com dois argumentos racionais e compreensíveis: primeiro, a câmara deve disponibilizar terrenos para a localização de indústrias a preços acessíveis; segundo, a câmara tinha adquirido os terrenos a 2 a 3 euros o metro quadrado, logo vendeu com uma mais-valia aceitável.

Para o dotor Pimpão & C.ª, e para a dita oposição (se tal "ofensa" se pode fazer àquelas pobres criaturas), os fins justificam os meios, ou como diz o “outro”, daqui por uns anos ninguém se vai lembrar do preço pago. Estamos assim entregues a tagarelas movidas por esponjosos anseios, incapazes de compreender o princípio da utilidade e o valor do dinheiro, que compram tudo feito, ao preço que lhes colocam à frente.

Num passe de mágica passámos do despotismo iluminado para o estéril desportivismo. Que mais nos irá acontecer?!

26 de janeiro de 2024

Já chegámos à Madeira?!

Já. Pior: já os ultrapassámos…

A Madeira foi, desde o início, a nossa “república das bananas”, cunhada com gosto e proveito pelo anedótico Alberto João. 

O modelo foi replicado por cá com o mesmo gosto e proveito pelo engenheiro. Depois, D. Diogo tentou dar ao “regime” alguma formalidade e institucionalidade, mas a sua natureza sobrepôs-se-lhe…Até que, finalmente, isto caiu nas mãos dos pimpões! Ultrapassámos definitivamente a Madeira – a nossa “república das bananas”. Senão vejamos: na Madeira, o delfim do Alberto João – o Albuquerque – foi caçado pela justiça. Mas como se sentia dono e senhor da “república das bananas” logo afirmou que não se demitia de presidente do governo regional. Passadas 48 horas teve que renunciar. Não por decoro pessoal e democrático mas pela força das circunstâncias e das exigências mínimas de decência democrática. Claro que se o caso se circunscrevesse à “república das bananas” nunca se demitiria e até hostilizaria os adversários...

Por cá, a nossa realidade e o caso da Madeira mostra que já ultrapassámos, há muito, o estágio de “república das bananas”, nomeadamente em falta de decoro e de decência democrática. Bem pode a concelhia do PSD local assobiar para o lado e escudar-se na malfadada presunção de inocência. A desvergonha é total. Muito acima da do Albuquerque.

24 de janeiro de 2024

A porta que Abril vai abrir




 As comemorações dos 50 anos do 25 de Abril em Pombal chegam-nos com uma aura de esperança.  Mais do que o "programa diversificado e envolvente que visa relembrar, homenagear e refletir sobre este marco histórico que marcou o início de uma nova era em Portugal" (como sublinha a organização), há aqui um corte com o passado. Toda a gente sabe que tanto nos executivos de Narciso Mota como de Diogo Mateus o 25 de abril foi apenas assinalado, porque tinha que ser. Pedro Pimpão quis de imediato marcar essa diferença (como outras, noutros casos), embora mal conseguida: no primeiro ano foi aquela trapalhada de chamar os partidos para lhes pedir sugestões quando o programa já estava feito, no ano passado foi o festival oh da Praça que vinha adiado das calendas, e eis que crescia a curiosidade sobre este ano em que, por toda a parte, já decorrem comemorações. 

Pimpão safou-se bem desta, pelo menos para já. Convidou para comissariar as festividades o jornalista Luís Marques (natural de Abiul), com histórico na ditadura e na revolução. Com memória e com mundo. E perante o atraso de Pombal face a outras cidades do distrito e do país (que há meses promovem iniciativas), concentrou tudo em 50 dias. O programa, que pode ser consultado aqui, é rico e variado: exposições, debates, conferências, teatro, cinema, música, uma panóplia de espetáculos cuja matriz honraria qualquer câmara do espetro da esquerda. 

Aqui no Farpas - o blogue que nasceu no 25 de abril, em 2008, e que durante anos promoveu a única comemoração da data - vamos acompanhar com toda a atenção e entusiasmo tão intenso programa. Nunca é tarde para abrir mais uma porta de Abril, numa terra onde por vezes temos dúvidas se ele aconteceu. 

18 de janeiro de 2024

A “junta” reuniu em Vila Cã

O dotor Pimpão mandou reunir a “junta” em Vila Cã, hoje. Esta frivolidade tonta, que consome recursos sem nenhum ganho para os munícipes, só serve para alimentar a obsessão pelo roteio e a necessidade de consolação contante… No final do império, os soldados romanos encontravam na guerra um tempo de deleite. Estas criaturas que nos desgovernam encontram no roteio a sua razão de existência (política). Deixai-os rotear; hão-de cansar e cansar-se. 



A reunião foi - têm sido - um pretexto para formalidades e pretextos. O dotor distribuiu as habituais loas, pelo que mexe de relevante e de irrelevante… Como a moda pegou, recebeu de imediato protesto exterior por não ter vangloriado uma alma perdida que vai em sétimo lugar – sétimo lugar! - numa lista de “candidatos” às legislativas que repetidamente não elege ninguém. Chegámos a isto! À total indigência mental.

Os “vereadores” da situação evidenciaram, em todos os assuntos, uma gritante incapacidade de acção e realização – chutam tudo para a frente e recorrem sistematicamente à desculpa esfarrapada. Os da suposta “oposição”, falhos de ideias e de foco, atiram uma ou outra medida ad hoc e agitam a espuma dos dias, sem honra nem glória.

E assim vai o nosso Pombal, ao sabor do vento, e dos pimpões, movido graças à força da inércia, sem rumo e sem norte, nas mãos de criaturas profundamente levianas e tagarelas incapazes de compreender o princípio da utilidade e a natureza dos problemas.

Siga a roda.

9 de janeiro de 2024

Pombal, terra de peregrinação e paródia

Bem sei que vivemos tempos em que a aparecer é código postal para o sucesso fácil, e que a política actual adoptou o modelo, mas o excesso enjoa e indispõe almas mais frugais.

Esta paróquia está definitivamente transformada em pátio de comédia, onde criaturas apinocadas, mais dignas de piedade que de aversão, desfilam constantemente em cortejos jocosos ou representam farsas improvisadas. 


2 de janeiro de 2024

Orçamento Participativo (II) - da farsa à fraude

Nesta terra, e nesta paróquia, onde tudo corre como deve correr porque todas as concessões conduzem ao inevitável, até um processo de democracia participativa, como o Orçamento Participativo, degenera rapidamente numa farsa destinada a iludir os papalvos e a saciar um ou outro oportunista.



O Orçamento Participativo nasceu e cresceu torto, ao ponto de se transformar numa farsa.  Com o dotor Pimpão & C.ª transmutou em fraude. A edição deste ano confirma-o na plenitude. Senão vejamos: 

(i)  a proposta vencedora – Sophia, Projecto Educativo de Combate à Fragilidade Sénior – foi apresentada por cidadão(s) não recenseado(s) no Município de Pombal, em clara violação ao espírito e a letra do regulamento;

(ii) a Comissão de Análise Técnica, presidida pelo dotor Agostinho - o inenarrável Director Municipal -, eliminou 21 propostas mas aceitou a proposta Sophia, que acabou vencedora, apesar de violar o regulamento em toda a linha, no que respeita aos promotores e no que concerne aos propósitos e ao âmbito do projecto;

(iii) o processo de votação decorreu às descaradas, sem reserva e sem seriedade, como lerdamente confirmou a dotora Catarina na reunião do executivo que discutiu a trapalhada.

Estamos perante uma fraude completa que beneficiou uma proposta plena de nulidades, formais e materiais, que acabou por afastar propostas correctas e genuínas, como a “Reabilitação da Casa da Piscina no Jardim do Vale”, a “Reabilitação da Praceta Mestre Bimba”, o “Parque Infantil na Urb. Alberto Santiago”, etc.

Deus e o Diabo sabem bem como se estabeleceram certas relações; e nós sabemos que pegando na ponta da linha facilmente se chega ao novelo. Convinha que o dotor Pimpão soubesse que num processo de democracia participativa, que envolve dinheiro público, se exige transparência e imparcialidade à prova de bala; e que manda a prudência, e o bom-senso, que não se coloque uma raposa a guardar o galinheiro.   Até porque ele sabia,  com certeza, que a proposta Sophia, Projecto Educativo de Combate à Fragilidade Sénior, tinha por detrás o dotor Ricardo Pocinho, seu amigo e mentor para Felicidade.  

Há amizades que só atrapalham, quando se quer ser sério. Ou como bem diz o dotor Pocinho, agradeço sempre que a minha vida não seja envolvida com a desta gente.  

29 de dezembro de 2023

Assobia para o lado


 

As redes sociais andam agitadas com a última novidade da Base.gov, onde a câmara de Pombal é obrigada a revelar tudo o que não consegue esconder, em matéria do que é gastar o nosso dinheiro. Sem rei, mas com muito rock. 

Depois de amanhã há passagem de ano - tão reclamada durante tantos anos - e claro que a grupeta de Pedro Pimpão não fazia por menos: Carlão, um nome sonante da cena musical, é cabeça de cartaz. E mesmo que a atuação aconteça às 22h30 (hora a que a maioria dos pombalenses estará a jantar, em casa ou num restaurante), é noite de reveillon e é caro atuar na província: 34 mil euros é quanto nos vai custar. Depois, quando finalmente a malta sair de casa para fazer a festa no Jardim do Cardal, sobrarão umas migalhas para o Dj Nuno Fernandez e os Bagunçada, dois miúdos simpáticos que já estão habituados a levar com os fins de festa (quem não se lembra de Agosto nas Meirinhas?)

Entretanto, o nosso presidente regressou às redes (depois de mais umas férias) para embandeirar em arco com as notícias sobre o prémio com que a API o distinguiu: Promoção da Imprensa. Se eu não conhecesse tão bem o que está na génese destes prémios (e de quem os idealiza), quase pensava que houve ali um engano no artigo (in)definido, pois que para Pedro Pimpão o prémio faria sentido se fosse Promoção NA Imprensa. 

E eu, que o conheço desde os tempos em que ele andava "lá pelos corredores do jornal" (como gosta de lembrar) não percebo como pode um autarca fazer alarde de um prémio destes, quando a imprensa e a rádio na sua terra chegaram ao que se sabe. Há quanto tempo não se lembra o leitor de uma reportagem, de uma entrevista (a sério, sem ser um guião com deixas para autarcas brilharem), de uma notícia que belisque a beleza da realidade perfeita? Há quanto tempo despareceu a imprensa incómoda, de que foram percussores o pai e o tio do nosso autarca-modelo?

Bem vistas as coisas, é fazer como canta o Carlão: assobia para o lado. 

26 de dezembro de 2023

Orçamento Participativo – uma trapalhada em 3 actos (I)

D. Diogo introduziu o Orçamento Participativo na rotina política pombalense em 2015. Mas como é esperto e mais rigoroso que esta trupe que nos desgoverna, logo percebeu as limitações e conflitos de vontades e administrativas que a modalidade acarretava, bem expostas logo na primeira edição. Mas apesar fragilidades, irregularidades e injustiças bem patentes, em todos os concursos e ao longo de todas as fases do processo, a coisa foi andando porque era preciso mostrar serviço e que a malta conta para alguma coisa.

Actualmente é evidente que o processo nasceu e cresceu torto, está viciado, gera injustiças e irregularidades, que bem exploradas podem trazer grandes chatices, e é um atropelo às boas regras de governação. Mas a coisa anda assim porque, pelos vistos, interessa que ande assim.



O regulamento é vago e pouco claro nos objectivos e nos critérios; a Comissão de Análise Técnica (?), que selecciona as propostas admitidas a concurso, não respeita o regulamento, nem no espírito nem na letra – parece que decide por critérios ad-hoc; o poder político deixa correr a coisa, permitindo que a comissão aprove propostas que violam o regulamento e as leis que regulam a correcta utilização dos dinheiros públicos sejam admitidas à votação, comprometendo, desta forma, a legitimidade e justiça do processo e a execução das propostas.

Este ano a proposta vencedora - Sophia – Projecto Educativo de Combate à Fragilidade Sénior - belas palavras - foi apresentada por uma associação e, pasme-se, pelo Politécnico de Leiria (eles assim o reivindicam!), apesar do regulamento estabelecer que “podem participar todos os cidadãos recenseados no Município de Pombal (com idade igual ou superior a 18 anos)”. Neste reino encantado, do Pedro & C.ª, toda a gente aqui vem bicar… Uns mais que outros. Mas isso fica para outro post.

22 de dezembro de 2023

Reunião da “Junta”, e dos “assessores”

A “Junta” reuniu ontem sem a presença do presidente da “Junta”, novamente de férias – passa mais tempo em férias do que a trabalhar. Mas enfim…; se durante as férias nos dispensar da (sua) propaganda, menos mau.

Mau, mau, foi ver a turma de pseudo-assessores, a quem o dotor Pimpão deu emprego, e o director municipal, ali, entretidos, a assistirem à reunião! E os quatro membros da “Junta” atarantados com duas ou três questões corriqueiras da oposição colaborativa - que não colabora entre si.

Um pouco de decoro, se faz favor.

BOAS FESTAS

 


21 de dezembro de 2023

Redinha: quem nasceu para a forca não morre afogado



Os habitantes da Redinha ainda estão naquela fase em que uma pessoa não sabe se ria ou se chore. À falta de melhor ideia, o (ainda) presidente da junta decidiu criar um motivo de atração na terra: uma forca. Como está bem de ver, o povo é um ingrato e não está a corresponder a tão nobre iniciativa, que evoca qualquer coisa que ele lá saberá, mas ainda não disse. 

O que disse, na última reunião da Assembleia de Freguesia, esta semana, foi que sim, concorreu e foi colocado nas Lajes do Pico. É claro que concorreu porque sim, já que, pasme-se, diz que nunca foi intenção dele aceitar o cargo. Que o seu compromisso é com o povo da Redinha. E por isso, finda a comissão de serviço em Pombal, está de novo no posto de trabalho em...Alcobaça.

Se dúvidas houvessem, saberíamos agora que Paulo Duarte é um rapaz que gosta de testar o sistema, só para ver se funciona. Terá sido essa a razão pela qual indagou, junto de uma figura do PS, o que era preciso para renunciar ao cargo - isto antes de aqui tornarmos pública a colocação nos Açores. Um autarca previdente, é o que é. Ou como diz o povo: "quem nasceu para a forca não morre afogado". 

19 de dezembro de 2023

Um número de contorcionismo

No mandato anterior, as reuniões dos órgãos municipais foram, várias vezes, classificadas como touradas, pelos próprios eleitos. Neste mandato, é um circo insípido, sem arrojo e sem graça, onde, de vez em quando, um malabarista ou um equilibrista voluntarista arrisca um número.

Na última reunião da AM, coube ao dotor Henrique a representação de um número de contorcionismo sobre o malfadado negócio dos terrenos para o Parque Verde. Começou por dizer que, se tivesse participado na reunião anterior, teria votado contra a aquisição dos terrenos, porque, disse ele, nunca compreendeu o fetiche da aquisição daqueles terrenos para aquele fim em concreto. Mas logo rematou que iria votar favoravelmente o novo negócio porque a diferença de preço (de 1.800.000 € para 1.200.000 €), com a dispensa dos artigos em causa, para aquele fim (Parque Verde) o deixava completamente confortável. 

Ficámos a saber que o dotor Henrique não aprecia fetiches caros. Mas aprecia fetiches modestos, de 1.200.000 €! Já o dotor Siopa (& C.ª) prefere os grandes fetiches, que, segundo ele, não têm preço, ou daqui a cem anos ninguém se vai lembrar do preço.



18 de dezembro de 2023

Dotor Pimpão, dois pesos e duas medidas

O processo que corre nos tribunais contra Diogo Mateus e João Pimpão, pela prática de crimes de peculato no exercício das suas funções na câmara, e ausência de consequências políticas, pelos visados e pelas entidades envolvidas, tem feito correr alguma tinta e tem provocado alguma indignação.  

Finalmente, alguém da dita oposição, o dotor Coelho, levantou a questão na AM, perguntando se as regras, de conduta ético-política, que o líder do PSD Luís Montenegro impôs aos candidatos e aos titulares de cargos políticos eleitos pelo partido, também se aplicavam em Pombal; se o presidente da câmara tinha avançado com o Pedido de Indemnização Civil; e se câmara se tinha feito assistente no processo.

O presidente da concelhia do PSD não deu resposta às inevitáveis perguntas – é uma existência que não existe – um duende desta época. 

O dotor Pimpão disfarçou mal o incómodo, e também procurou fugir às perguntas. Respondeu a parte; o suficiente para revelar a sua dupla faceta. Sobre a retirada de consequências políticas, de acordo com as regras determinadas pela direcção do seu partido e dos elementares imperativos de decência ético-política, nada disse. Sobre os passos dados pela câmara, no processo, percebeu-se que também não queria falar; mas, a muito custo, lá disse que a câmara tinha avançado com o Pedido de Indemnização Civil, mas não se tinha feito assistente no processo. No final da resposta, fez um ataque pessoal ao adversário.

Convém aqui dizer, porque vem claramente a propósito, que o dotor Pimpão presidente atoptou postura completamente diferente no processo-crime que correu nos tribunais contra funcionários do município. Neste, litigou de forma compulsiva e discriminatória, recorrendo a interpretações jurídicas e a argumentos que roçam a indigência, depois de sentença em 2.ª instância! 

É esta criatura terrivelmente insegura e impreparada, dissimulada de bom-cristão, que vê na mais óbvia pergunta ou na observação mais corriqueira uma ofensa ou uma alusão aviltante, mas é incapaz de destrinçar a honra da torpeza ético-moral, e pratica levianamente a política dos dois pesos e das duas medidas.



17 de dezembro de 2023

Os negócios da “Junta”

Tenho por aqui afirmado regularmente que não temos um verdadeiro executivo municipal mas uma simples “Junta” - sem presidente de “junta”! Mas com o passar do tempo, tenho que reconhecer que a comparação é injusta para os executivos e os presidentes de junta. Na verdade, a trupe que está na câmara está mais próxima do típico “Grupo de Finalistas”, que informalmente organiza uns convívios e umas viagens, que de uma verdadeira junta.



Organizam festas sem orçamento. Não se preocupam com a despesa e muito menos com a receita. Não prestam contas porque não são de contas, só de festas. 

Contratam serviços mas não exigem nem cumprem. Ninguém os respeita nem se dão muito ao respeito. O fornecedor da iluminação deste Natal deixou-os com as calças na mão. Mas com o anterior a coisa poderia ter sido muito pior…

Agora, fizeram um negócio de milhões, aquisição dos terrenos para o dito Parque Verde, e fizeram-no aprovar na AM. Mas logo de seguida tiveram que o desfazer/emendar porque foi tudo feito em cima do joelho. Parte dos terrenos estava arrendada e o arrendatário tem direito de preferência, que exerceu. Mas o caso, não vai ficar por aqui. O dotor Navega, responsável maior por esta enorme trapalhada, informou que vai ser preciso fazer uma permuta com o outro adquirente, para arranjar terreno que permita melhorar os acessos.

A trapalhada segue dentro de momentos. 

15 de dezembro de 2023

Orçamento Municipal – um exercício de fantasia com números

O dotor Pimpão, sempre ávido a prestar homenagem catita, aproveitou a reunião da AM para assinalar os 30 anos de governação PSD na CMP, na pessoa do seu actual adorno no roteio pelas festas e capelinhas  – Narciso Mota - tudo lhe serve para celebração. Não celebrou grande coisa porque os mandatos de N. Mota e de D. Mateus não deixaram boa memória nem bom desempenho (resultados). Mas dele, do dotor Pimpão, só se pode esperar pior.

Os mandatos de N. Mota e D. Mateus não deixaram boa memória, bom desempenho, porque aplicaram mal os avultados recursos financeiros ao seu dispor. Mas uma importante faceta das suas governações lhe ser creditada: a sustentabilidade da económico-financeira da câmara. Uma gestão cautelosa e responsável, na adequação da estrutura de pessoal e no equilíbrio financeiro, procurou e conseguiu sempre libertar uma boa parcela dos recursos financeiros para investimento. Com o dotor Pimpão quebrou-se definitivamente esta praxis; é gastar como se não houvesse amanhã, em festas, eventos e romarias, em planos e programas, em tachos, avenças e contratos para os amigos.

O Orçamento para o próximo ano espelha bem a desgovernação do dotor Pimpão & C.ª. Pela primeira vez, nos últimos 30 anos, a parcela da despesa corrente (pessoal e consumíveis) suplanta a das despesas de capital (investimento no concelho). Mas, como já aqui tínhamos dito, a situação vai agravar-se porque os erros que o dotor Pimpão tem cometido produzirão efeitos nefastos nos próximos 30 anos. 

Pode custar muito ouvir isto, mas tem que ser dito: não se pode entregar uma câmara com a dimensão de Pombal a um inepto como o dotor Pimpão, nem meter-lhe nas mãos umas largas dezenas de milhões de euros e outras tantas de capacidade de endividamento. Tal como não se pode entregar a administração e as finanças da câmara a um (ex-)insolvente como o dotor Agostinho. Há muita gente que não se importa com estas coisas, prefere as festas e romarias, mas isto tem que ser denunciado continuamente porque o dinheiro é nosso e é escasso.

O orçamento para 2024 traduz bem o dotor Pimpão e a sua trupe: fantasia e despesismo. Derrete o dinheiro no que não devia (tachos, festas e planos) e falta-lhe dinheiro para o essencial (para investir no que é necessário). Colocado perante esta dificuldade, que ele próprio criou, atira-se para os braços dos bancos e endivida a câmara movido pela necessidade de mostrar obra, muita dela desnecessária e que só vai sobrecarregar a despesa corrente da câmara.

O dotor Pimpão é uma criatura fantasiosa que enquistou com a mania do notável e do extraordinário. Acredita que os euros se multiplicam com um truque de magia, o orçamento se engrandece com suposições e dinheiro alheio, e as realizações acontecem por desejo. Não tem perdão, nem culpa, coitado.




PS: o dotor Coelho e o dotor Couto fizeram boas intervenções sobre o Orçamento (principal instrumento de governação autárquica) mas infelizmente não suscitaram discussão.   Do executivo saiu uma infinidade de nadas; e da bancada da maioria, depenada de saber e definitivamente entregue ao facilitador de negócios, saiu a habitual ladainha retórica cheia de farfalhice juvenil.

14 de dezembro de 2023

Secos & molhados: o Natal às escuras

 


Chegados a meio de Dezembro, a maioria das ruas da cidade ainda está agora a vestir-se de Natal. Podemos dar todas as voltas que quisermos ao texto, mas  é a iluminação que faz a diferença numa terra, seja ela de que dimensão for. E aqui já todos percebemos que este ano a coisa correu mal. Anda agora a ser remediada, aos remendos, e foi preciso um jornal de Leiria trazer a notícia para sabermos que, alegadamente, a empresa contratada pelo Município não cumpriu o contrato. Depois, outro jornal de Leiria fez o favor de passar a mensagem da autarquia: na última reunião do executivo, à porta fechada, a vereadora do pelouro pediu desculpa aos pombalenses. 

Não sou daquelas para quem as desculpas se evitam. Os erros acontecem. Lá diz o povo que errar é humano, mas persistir no erro é burrice. Desde que chegou à Câmara, Pedro Pimpão estendeu a passadeira vermelha a JVV, arrastando com ele tudo o que é adorno. Está bem de ver que, no final das contas, esta é a segunda empresa pouco recomendada para os trabalhos, envolvida numa trapalhada qualquer. Mas esse não é o problema. O problema é mesmo uma Câmara que colecciona prémios e se desfaz em publicações e toda a espécie de comunicação não ter arranjado tempo e espaço para esse pedido de desculpas. Nem era preciso tanto...bastava uma explicação. Mas ali no Largo do Cardal o executivo está tão ego-centrado em citar-se, em mostrar-se, em promover-se, que depois falta o essencial: tempo para os munícipes. Respeito. Consideração. Estou certa que a maioria dos comerciantes, se fosse chamada a isso, estaria disponível para colaborar numa solução qualquer. E outros agentes também. Há municípios que desenham assim as festividades, envolvendo a comunidade. 

No final das contas, há nisto um paradoxo: a Câmara que mais passa a vida em festas não consegue organizá-las como era preciso. Dos tempos do coaching Pedro Pimpão poderia ter retirado aquele ensinamento do foco. É isso que lhe falta. É claro que entre as idas à Covilhã e a Lisboa (lá foi mais uma excursão, desta vez a convite de Paulo Mota Pinto, para a Assembleia da República) gasta-se muito tempo. Que é, como sabemos, essencial para fazer coisas.