Há autarcas que andam sempre com o território na boca, mas desprezam-no olimpicamente. Pior: nalguns casos nem é por má vontade, é por simples ignorância - não têm, sequer, noção das facadas que lhe dão.
A profissionais da engenharia industrial sabem que o lay-out determina a produtividade. Os autarcas deveriam saber que o ordenamento do território determina a qualidade de vida das populações e a eficiência económica. Mas não sabem, nem querem saber; preferem uma benfeitoria aqui, outra ali, e muita propaganda. O ordenamento do território exige estudo, planeamento, critérios e perspectivadas em horizontes temporais suficientemente largos para garantirem eficácia, equilíbrio e estabilidade. Tudo o que nos falta, e eles (autarcas) não valorizam.
Bastou passar por cá um “estrangeiro” – um tipo do Fundão (Paulo Fernandes - coordenador da Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro) - para constatar e expor o óbvio: o eixo Leiria-Pombal apresenta uma flagrante falta de ordenamento do território. Venho alertado para isso há décadas...
Por cá o nosso autarca prefere debitar falácias sobre a eficácia do poder local.

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