18 de março de 2011

Na agenda

Dia 21 começa o julgamento de Vítor Leitão, acusado de ter desviado perto de meio milhão de Euros da CMP. Espero que se faça justiça e se apurem as responsabilidades penais existentes, mas eu espero que seja também útil para perceber responsabilidades políticas no acesso a informação tão sensível. Eu sei, eu sei, a culpa é do banco e tal, e se calhar até falsificação de documentos e mais não sei quê, mas podemos aguardar para perceber o tribunal vai apurar?

17 de março de 2011

... custa é entender as opções!

Parece que afinal acabou o período de vacas magras, e já se iniciou um processo de desagravamento fiscal. Pelo menos para os mais necessitados, como os praticantes de golfe!
A notícia não é local, mas é sintomática e generalizável: há opções que custam a entender. Pior ainda: que custam a engolir!

A nobre arte de presidir!

Fernando Mota enganou-se, e inscreveu a atleta Sara Moreira na prova de 1.500 m, ao invés de o fazer para a prova de 3.000 m (a sua especialidade). Fernando Mota? Não!!! Alguém na Federação Portuguesa de Atletismo. Federação que Fernando Mota preside (com grande brio, diz-se), e de cujas acções ele próprio se responsabilizou. Sem esperar por inquéritos, pediu desculpa pelo erro e por não o ter conseguido corrigir, e demitiu-se. Na hora.
Errar não é meritório. Assumir o erro (e responsabilizar-se por ele), por seu lado, é dignificante, e mostra um estatuto que já vai rareando nos nossos dias.
Não espanta por isso que, percebendo que o presidente não tirou o corpo às balas, a própria Sara Moreira (a lesada, em primeira instância) vem agora pedir a Fernando Mota que reconsidere a sua posição, e que continue a presidir à FPA.
Mais que o erro (pois que errar é humano), é de aqui assinalar a grandeza e a postura de Fernando Mota. Um exemplo!

16 de março de 2011

Caro e mal amanhado

Os "passeios" ao lado da "parede" para quem sobe para o Castelo. E os carros mal estacionados (não se tratou de ter um sentido com zona de estacionamento). A obra custou 3 milhões, mas não chegaram para coisas básicas, como reformular uma rua onde habitantes, peões e carros pudessem circular sem problemas.

15 de março de 2011

À rasquinha


Em semana de contestação, ficou claro que é verdade: a luta continua quando o povo sai à rua. Foi a partir daqui que se desencadeou o protesto dos camionistas. E isto foi feito em Pombal. Ah ganda Toni, pá!

Situação política nacional

Sendo isto um jogo de poker, o Sócrates está a fazer all in com cartas de Uno na mão enquanto o Passos Coelho está à espera que o Ângelo Correia decida a cor do baralho. Consta também que os outros partidos estão a tentar trocar notas do monopólio por fichas, mas o Público ainda não confirmou...

14 de março de 2011

Farpas dos Leitores

Recebido por email:

O tugurium romano de Atalaia

Numa busca na web encontrei um artigo interessante sobre uma escavação arqueológica realizada aquanda da construção da autoestrada A17.
Nessa escavação foi supostamente encontrado um tugurium romano.
Ainda bem que o sitio foi escavado, só é pena que a arqueologia em Pombal se resuma a acompanhamentos e sondagens obrigatórias ou seja, somente o que a lei obriga em caso de monumentos classificados e seus perimetros de protecção ou obras públicas.
O concelho está crivado de vestígios, há villas romanas conhecidas (ex: S.Tibério, cidade de Roda), há grutas cheias de espólio ancestral, etc, etc, etc...
Porque não investir valores semelhantes aos da obra da Ponte D.Maria em escavar algo conhecido, mas desconhecido ao mesmo tempo e que poderá revelar achados interessantes e dignos de museu!

SM
Acrescento eu: se ainda houvesse esperança de ter uma plaquita de inauguração antes de 2013, acho que se equacionaria essas hipóteses, mas como escavações arqueológicas são trabalhos longos...

11 de março de 2011

Pois... parte dois

Tal como eu tinha previsto, o sobressalto durou pouco tempo. Vai-se a ver e a coisa do mérito e dos boys provocou muitos arrepios de espinha...

Na agenda

Neste deserto de ideias para o património e para a História há, contudo, alguns oásis que valem a pena ser mencionados. E um dos oásis tem a ver com as comemorações da Guerra Peninsular e da Batalha da Redinha, como o Adérito já mencionou, evento esse que foi ganhando mais dinâmica e abrangência, fruto de um conjunto de parcerias bem pensadas. Este ano é de Bicentenário e o programa, sem ser faustoso é adequado: desde exposição (itinerante, o que é coisa bem pensada) à feira oitocentista, passando pela recriação da batalha, desfile militar e um momento musical com hinos tocados pela Filarmónica. Fica a nota para o fim-de-semana (para aqueles que forem à manif - o ora signatário não vai -, lembro que o programa é de dois dias).

10 de março de 2011

Pois...


Isto lembra-me a piada sobre a teoria e a prática. Não é que não concorde com cada palavra do PR. Mas também me lembro sobre como as coisas funcionaram com o PR enquanto PM (e depois dele, claro). E como funcionam as coisas por esse país fora. Ou como funcionam cá em Pombal, onde vigora a política do "se não ajudo o meu amigo quem ajudará?".

Por isso, é verdade que devia ser como o PR diz? É. E vai mudar alguma coisa? Nada.


Nota: destaquei esta parte do discurso por entender que é um exemplo flagrante da hipocrisia com que o status quo funciona. Não invalida ideias importantes que foram focadas no discurso, nomeadamente a do país virtual vs país real e a da redução da despesa pública.

9 de março de 2011

Homens na luta


Segundo o presidente da Junta de Freguesia da Redinha, as comemorações do bicentenário da Guerra Peninsular e em particular a recriação da Batalha da Redinha, que terão lugar no próximo fim-de-semana, constituem um evento “histórico”. Concordo que a iniciativa é muito interessante tanto para a freguesia como para o concelho mas, nesse mesmo fim-de-semana, histórico, histórico, poderá ser a manifestação da “Geração à Rasca”. Esta geração de “desempregados, trabalhadores subcontratados e estagiários tem aqui uma oportunidade para mostrar o seu descontentamento e calar quem os quer rotular de passivos e resignados. Entre o marasmo caricaturado pelos Da Weasel e a força dos (fantásticos) Homens da Luta, espero que, no dia 12, saibamos ser como os segundos e, tal como há 200 anos, voltar a vencer “os franceses”.

E agora, para algo mais natural

Bióloga descobre escaravelho predador na serra do Sicó. Para quem tinha dúvidas sobre a peculiaridade da fauna local. A ver vamos se se juntam aos morcegos (aqueles que fazem ninho) na categoria mais genérica dos "bodes expiatórios", outra família conhecida da fauna pombalense.

4 de março de 2011

Sobre a Ponte D. Maria

Informação aqui. Alguns destaques (que não dispensam a leitura de toda a memória descritiva):

A proposta para o desenho urbano da ponte D. Maria, visa essencialmente privilegiar a circulação pedonal em detrimento da circulação automóvel, aumentando por isso, consideravelmente, a área pedonal. O tipo de pavimento proposto, lajeado de granito, na zona de circulação pedonal, associado à calçada de pedra irregular, também de granito, na zona de circulação automóvel, foi escolhido de modo a realçar o carácter histórico deste espaço. A marcar o eixo da via, de sentido único, propõe-se a existência de lajeado de granito à semelhança da área reservada à circulação pedonal.

A introdução de elementos contemporâneos, como guarda-corpos, dissuasores e papeleiras, pretendem marcar no tempo este trabalho de requalificação da ponte D. Maria, de uma forma sóbria, mas não irreversível.

A opção de perfazer o metro de altura dos guarda-corpos com um elemento metálico, em detrimento da alvenaria, justifica‑se sobretudo por se entender que, desta forma, o elemento de segurança "guarda-corpos" no seu todo será mais "leve" e "transparente" possibilitando maior desfrute do rio Arunca por parte de quem circula na ponte D. Maria ou aí aproveita para descansar num dos quatro bancos de granito com que se pretende equipar esse espaço público de elevado valor cénico.


Nesta fase, abstenho-me de comentários. Penso que a descrição diz (quase) tudo.

2 de março de 2011

Sugestão

Afinal, a notícia de que Pombal iria devolver 0,5% do IRS aos munícipes não correspondia à verdade, mas factualmente também não podia ser assim, já que na AM competente não houve essa decisão em relação a 2010 e eventual decisão para o IRS de 2011 só em Setembro. Mas que seria uma excelente opção seria esta de "devolver" aos contribuintes parte do dinheiro que durante o ano adiantam ao Estado. Dir-me-ão que em época de crise todos devem ajudar. E respondo que em época de crise, todos também têm o direito de se revoltar quando se percebe que o parte mais importante da balança é a receita, em vez de ser o equilíbrio entre esta e a despesa. Cá em Pombal ou lá na capital. Fica a sugestão.

28 de fevereiro de 2011

Se o meu Castelo falasse...

Discute-se hoje na Assembleia Municipal as regras para a concessão da "Cafeteria" do Castelo. Numa terra que sempre teve uma relação difícil com o seu monumento maior, e na ausência (ainda - e a isto voltaremos) da valorização interna do Castelo, discute-se a exploração comercial de um equipamento construído numa zona que, em bom rigor, não merecia mais uma desfiguração. Houve quem autorizasse e quem construísse. E muitos que calaram. Mas agora, com a obra feita, ao menos que possa sair dali uma exploração equilibrada e uma mais-valia para a cidade, já que muita da obra é simplesmente uma aberração. Não é um questão de gosto, mas de simples bom senso, já que havendo partes da obra que estão perfeitamente enquadradas e valorizam o espaço, outras são um perfeito... atentado (mas sobre isso haverá um post ilustrado).

Continuo é na minha (e à semelhança do que vi em Silves, adaptando à escala, claro) que essencial mesmo é um espaço museológico - original e apelativo (sim, ainda e sempre os Templários) - dentro de muralhas. Para que ao menos as cicatrizes da desfiguração possam ser esquecidas em função do conteúdo.

26 de fevereiro de 2011

Na agenda

Não é que o destaque fosse grande, mas este fim-de-semana, na Expocentro, temos os Campeonatos Nacionais de Atletismo, que definem quem estará no próximo Europeu. Um exemplo de reaproveitamento do espaço, bem como de promoção de actividades que podem tornar a nossa agenda social e cultural menos monolítica.

Tudo em família

Ora vejam só o que anda a passar-se. Estes problemas de família são muito desagradáveis...

24 de fevereiro de 2011

Há quem lhe chame malfeitoria, eu chamo-lhe dúvidas

Há coisas curiosas em Pombal. E uma delas é a ideia de ou se faz ou se diz mal. E isso dá azo a uma teoria que poderemos chamar de Narcisocentrismo: tudo é feito ou por ou contra Narciso Mota. E os principais teorizadores até são, espante-se, adeptos incondicionais desta gestão autárquica. Ora, não sabendo se é estratégia ou táctica, ou misto de dois, oponho-lhe a realidade. Tal como o Adérito menciona e a Paula reforça, há condicionantes para um blog que é um blog e nada mais que isso.

E quanto à realidade da nossa terra, preparam-se para arrancar as obras de requalificação do Centro Histórico, com intervenções que vão desde parques de estacionamento a um novo arco na Ponte sobre o Arunca. Há intervenções que fazem sentido, outras que confirmam os erros de planeamento anterior (parque da Marquês de Pombal). Mas no meio de obras que apenas alguns conhecem, há uma questão pertinente que, ao que me tenha apercebido, não foi discutida: o centro histórico alberga uma zona de comércio que, na melhor das hipóteses, se encontra moribunda. A Praça está agora vazia (durante o dia) de actividade comercial, sobrando edifícios públicos que, admita-se, não fixam as pessoas. De outra forma, o que é que se pode pensar para aquela zona que, findas as obras, consiga, para além de requalificar, revitalizar? Esta é uma das preocupações que deve acompanhar qualquer obra: o que fica servirá para uma placa e meia dúzia de intervenções desgarradas ou criará as condições para um aproveitamento maior? É que, e ao contrário do que muitos pensam, há obra boa e obra má. E obras que são feitas com base em projectos que não são discutidos na praça pública (e aqui a culpa também sobra para a dita sociedade civil que se desinteressa destas questões) pode - sublinho o pode - depois dar azo a obras que requalificam, mas a que falta utilidade.

E sim, já sei, o Governo também faz obra mal feita e antes também houve obra mal feita e as bombas de fumo da costume. Falo de Pombal e desta gestão autárquica que vai fazer um quinto de século. E falo desta população, das suas aspirações, participação e expectativas. Já basta ouvir abencerragens como os ventos do mundo árabe estarem a chegar a Portugal...

23 de fevereiro de 2011