13 de outubro de 2014

A parábola do Filho Pródigo

A parábola do Filho Pródigo é, sem dúvida, a mais conhecida das parábolas de Jesus e aquela com quem os portugueses mais se identificam. Nela se relata o episódio de um filho mais novo a quem o pai deixa uma grande herança. O pródigo rapaz não descansa enquanto não derrete a massa toda e, quando se vê mais teso que uma meretriz na Quaresma, regressa a casa. Arrependido, pede desculpa ao seu pai que o redime de todo o pecado.

Como bons cristãos, tementes a Deus, estamos sempre disponíveis para transpor estes ensinamentos Bíblicos para o dia-a-dia. Por isso, quando um político ou um concidadão, de lagrimita no olho nos pede desculpa, abrimos os braços e com um "venham de lá esses ossos", esquecemos tudo. O problema é que os malandros já nos toparam e, vai daí, abusam da confiança. E aquilo que poderia fazer de nós uns bons Samaritanos, apenas nos transforma nuns imbecis, nuns tansos.

É assim que me tenho sentido ultimamente. Todos os dias alguém me pede desculpa e eu, em nome de Vosso Senhor Jesus Cristo, lá vou perdoando. Ele é o Crato, ele é aquela-senhora-com-ar-de-fadista. E até o nosso Victor Leitão, coitadinho, pediu desculpas!  Agora que os milhões sempre regressaram (não entendo como é que o BPI não pediu desculpa em tribunal!), também estou disposto a abraçar o camarada Victor, os gestores do BPI, o Eng. Narciso Mota, a malta toda da JSD. Mas o rosário não vai acabar por aqui! Ou muito me engano ou ainda vamos ouvir mais pedidos de desculpas a propósito da novela "Quem tramou o Arquitecto Reis de Figueiredo". Nessa altura, cá estarei, mais uma vez, para a todos
perdoar.

E como sei, caro leitor, que também vives segundo os ensinamentos da Santa Madre Igreja, perdoa a este pobre escriba o facto de ter estado quase dois meses sem ter dado notícias. Acredita que não foi por mal. Eu continuo a estimar-vos como dantes.

9 de outubro de 2014

Estacionamento pago e PMU

A Câmara Municipal de Pombal não tem tramitado os processos de contraordenações por falta de pagamento das taxas devidas pelo estacionamento nas zonas assinaladas na cidade, no âmbito das competências delegadas pela ANSR ao abrigo do artigo 169º, nº 7 do Código da Estrada.
Para os infratores que pagam voluntariamente, a Câmara Municipal emite um recibo por pagamento do preço de prestação de serviços e não do valor da coima. Aos que não pagam voluntariamente, nada acontece. Estes ridicularizam os que pagam e criam a sensação de impunidade e de que se anda a brincar ao “faz de conta”.
Para ultrapassar dúvidas sobre a competência dos funcionários das entidades concessionárias, no caso de Pombal a PMU, foi hoje (09-10-2014) publicado do Decreto-Lei nº 146/2014 (https://dre.pt/application/file/58223699), o qual veio regulamentar as condições em que podem exercer a fiscalização através dos seus trabalhadores credenciados.

Porém, o referido Decreto Lei apenas entrará em vigor no dia 08-12-2014 e ainda é necessário um processo burocrático junto da ANSR para equiparar o trabalhador a agente de autoridade administrativa. Até lá, a Câmara Municipal continuará a não processar as referidas contraordenações? E depois, irá ter coragem para as processar?

7 de outubro de 2014

ROMEU E JULIETA EM DIGRESSÃO PELO PAÍS


O Teatro Amador de Pombal vai levar o seu espectáculo «Romeu e Julieta» em digressão por várias salas do país, a começar já no próximo dia 11 de Outubro, sábado, em Idanha-a-Nova, no Estúdio de Teatro AJIDANHA, pelas 21h30, no âmbito do TeatrAmador 2014.

Integrado no 19.º ACASO - Festival de Teatro, o TAP está no palco do Teatro Miguel Franco, Leiria, no dia 16 de Outubro, quinta-feira, pelas 22h00.

Segue-se depois a Casa da Cultura de Santa Comba Dão, no dia 18 de Outubro, sábado, pelas 21h30.

Esta digressão encerra na Benedita, no Centro Cultural Gonçalves Sapinho, no próximo dia 25 de Outubro, sábado, pelas 21h30.

Com encenação de José Carlos Garcia e Nádia Santos, o espectáculo «Romeu e Julieta» vem reforçar o trabalho teatral desenvolvido pelo Teatro Amador de Pombal quanto à linguagem cénica e ao desempenho dos seus actores, com novos desafios em articulação com as técnicas dos encenadores convidados. Este será um espectáculo memorável e que não deixará ninguém indiferente.

Pessoas, ideias, acções e criações. Mais do que cimento e cortinas. Já era tempo de se aprender alguma coisa com bons exemplos como este.

30 de setembro de 2014

Chapada de luva branca

Como expectável, o Arquiteto Reis Figueiredo não falou na AM. Se não o deixaram explicar-se e defender-se, no ponto da Ordem de Trabalhos – Regeneração Urbana / Demolição do Quiosque - agendado a seu pedido, que sentido faria falar no final da reunião?

29 de setembro de 2014

PS é PS!

Ganhou o Costa. Eu vaticinava o contrário, crente que estava (e estou ainda) na podridão deste PS. 
Começaram a rolar cabeças, a nível nacional. Como se fosse o "outro banco", começam agora a separar o "PS bom" do "PS mau". Por pouco tempo, há aquela nata (corja?) que não sabe fazer mais nada nem tem problemas de coluna, e que rapidamente vão dizer ser Deus aquele que antes ofenderam de "oportunista sem escrúpulos", e com isso vão ganhar a redenção. Até porque, na lógica do cacique que por ali impera, o "gajo das ofensas" vale não sei quantos votos, e não o podemos encostar para já... Não é assim que se "faz a nobre arte da política"?
Por cá, parece que apostaram no cavalo certo (coisa atípica)! A reunião de "instrução" convocada e patrocinada pelo Manuel Gonçalves, na passada quarta-feira, dia 24, terá sido proveitosa, tendo militantes e simpatizantes saído da mesma mais esclarecidos, certo? 
Que resultado terá tido o PS de Pombal? É certo, não foi ele que foi a votos, mas se tudo muda para que tudo fique na mesma, então não vale muito a pena andar a fazer barulho. O PS de Pombal tem sido uma nulidade, quer aos olhos dos pombalenses (vejam-se os resultados eleitorais autárquicos nos últimos 20 anos), quer aos olhos dos socialistas do resto do país (veja-se o destaque que dão ao PS de um concelho com este relevo, e ponham os olhos nos vizinhos laranjas). 
Num partido com a libido do poder tão activa, como é o PS ou o PSD, em que parece que nada mais importa do que ter o poder ou manter o poder, os "15 dias"após a mudança de liderança são fundamentais. Há que fazer milhares de telefonemas, atraiçoar dezenas de antigos amigos, trocar votos e apoios por lugares, jurar amor eterno e assinar tais sentimentos em jantares de emergência... Enfim, é coisa linda de se ver. Vejamos pois como se portam os artistas de cá. 
O circo continua na cidade, isso é certo!

26 de setembro de 2014

Câmara Corporativa

Estranhamente, em Pombal, o poder e a oposição tendem a ser unânimes nas questões fundamentais; não percebendo que toda a unanimidade é burra. O corno – o PS – é, sempre, o mais burro, porque o outro tira sempre algum gozo da coisa.
No ponto mais quente da ordem de trabalhos da AM – Obras da Regeneração Urbana / Demolição do Quiosque, agendado, supostamente, a pedido do arquitecto - o PS juntou-se ao PSD na recusa da audição do visado durante a discussão do polémico ponto, apadrinhando, desta forma, a estratégia de ocultação gizada pela maioria. No final levou a paga e amochou-se: “…não respondo. Se quiser faça-me um requerimento”, rematou Diogo Mateus, com a arrogância e o desprezo conhecidos.
É claro que aquelas “digníssimas criaturas”, que se têm em grande conta mas contam pouco - passam o tempo a tratar-se por deputado, ilustre deputado, digníssimo deputado, não querem que ninguém os interpele. Agarram-se ao regimento para obstaculizar a participação de qualquer outsider. Neste caso, com o argumento de que o regimento não permite que o público participe na discussão de um ponto da ordem de trabalhos. Ridículo. O arquiteto Reis Figueiredo não é um cidadão qualquer, é um perito, foi o responsável técnico pela concepção e implementação da obra. Não permitir que o visado exerça o elementar direito ao contraditório, em momento oportuno, é coartar o direito de defesa ao visado e o acesso a informação privilegiada pelos munícipes. Agarram-se a normas operacionais para restringir direitos fundamentais. Próprio de plutocratas, não de democratas.
Imaginem a situação seguinte:
(i)   Pombal era atingido por uma determinada calamidade pública;
(ii) A AM era convocada para aprovar medidas para conter e combater a calamidade;(iii) Um perito nacional/internacional de passagem por Pombal oferecia-se para ir à AM propor medidas;
(iv) Os “digníssimos deputados” – para cumprir o regimento – obrigá-lo-iam a inscrever-se no início da reunião para intervir no seu final. Discutiram – com pompa e circunstância – a calamidade e aprovariam as medidas a tomar;
(v) O “digníssimo deputado2 Pedro Pimpão” apelaria à oposição que louvasse o executivo pelos esforços desenvolvidos;
(vi) As medidas seriam aprovadas, provavelmente, por unanimidade;(vii)         O perito poderia falar uns minutos no final para o executivo e os “digníssimos deputados” mas sem qualquer utilidade;
Pombal no seu melhor. RIDICULO!

25 de setembro de 2014

Esta tarde há circo municipal

O cenário está montado: a assembleia municipal foi convocada para discussão da demolição do quiosque do Largo do Cardal (da cagadeira municipal).
Os palhaços, os trapezistas e outros “artistas” já efetuaram o treino. Consta que a palhaçada da defesa da demolição da cagadeira vai ser efetuada por Micael António, aquele que, no anterior circo, mostrava o projeto aos visitantes dos “paços do concelho” e se mostrava na rua muito empenhado no acompanhamento da palhaçada da execução da obra, poucas semanas e poucos dias antes de terminar as funções de vereador.

Os fiéis “palhaços” da república/circo de Narciso Mota são agora os adúlteros e fiéis “bobos” da corte/circo de Diogo Mateus. Até frequentam agora os mesmos cursos de interesses e de influências da mesma escola da Opus Dei, através do mesmo gabinete de promíscuos interesses e avenças…

24 de setembro de 2014

Demolição do Quiosque: a verdade que falta contar

A discussão política sobre a demolição do Quiosque está agendada para amanhã na AM. Mas pouco há a esperar de políticos que aprovaram a obra por unanimidade e a sua demolição, também por unanimidade. Os pactos de silêncio estão montados para mascarar as faces perdidas e/ou esconder favores cozinhados. Narciso Mota tem sido pressionado a calar-se e o arquiteto não foi autorizado defender-se e a esclarecer a assembleia e, por esta via, os contribuintes. O circo está montado. Se tudo correr como arquitetado o pagante será defraudado. Pagou para construir, para demolir e, pelos vistos, para festejar! E não bufa. 
A demolição do Quiosque é um facto político nebuloso. O que levou o atual presidente, que nunca muda de opinião e, geralmente, tudo faz para forçar os outros a mudarem, a desfazer o que tinha aprovado? É verdade que a obra foi alvo de alguma contestação - residual, se descontarmos o Farpas - mas sem grande expressão pública ou organizada. Se tivesse havido abaixo-assinados, manifestações ou contestação na justiça, como houve na obra do cemitério da Charneca, compreendia-se. Assim não. Por isso é necessário conhecer a verdade:

1. Foi avaliada a competência técnica do empreiteiro para fazer a obra?
2. O empreiteiro subcontratou o Quiosque a um concorrente no concurso. A câmara autorizou-o?
3. A obra esteve parada muito tempo (2 a 3 anos) por iniciativa da câmara ou do empreiteiro?
4. O empreiteiro propôs e pressionou os dirigentes, vereadores e presidentes (antigo e novo) a alterarem o caderno de encargos, com a justificação que perderia dinheiro com a obra?
5. O empreiteiro quis ou não instalar uma WC normal, com um preço de cerca de 2000 €, em vez da WC especificada no caderno de encargos, no valor de cerca de 60.000 €?
6. O empreiteiro, quando surgiu alguma contestação à pala do quiosque, parou a obra e incentivou técnicos, dirigentes, vereadores e presidente a demolir a obra?
7. Porque foram pagos 25.000 € ao empreiteiro por uma obra que não queria realizar?
8. Quem pagou o porco no espeto do convívio no Parque de Merendas do Cotofre?

23 de setembro de 2014

Percurso de BTT e Pedestres

Consultando o “Guia dos Percursos Pedestres e de BTT” de 2014, distribuído com a edição nº 4044 do Região de Leiria, ficámos a saber que as autarquias do concelho de Pombal poucas infraestruturas executaram nesta área.
Aliás, no BTT, atividade que não pede subsídios e não se compromete a dar votos, parece que as autarquias do concelho nenhumas infraestruturas construíram e nenhumas atividades desenvolveram. Apenas algumas Associações e alguns generosos têm feito trabalho para uso coletivo, tanto em abertura e manutenção de trilhos como em organização de passeios e competições, com vantagens económicas para a hotelaria local.

Feita a reflexão, lembrámo-nos da notícia sobre a construção, pela Câmara Municipal de Vouzela, de 200KM de trilhos para BTT e pedestres, com o custo de cerca de €60.000,00, e da notícia de que a Câmara Municipal de Pombal pretende construir o centro de interpretação do Sicó com um custo estimado de milhões…

17 de setembro de 2014

Riqueza ou desperdício?

Já aqui falámos da exigência, da Câmara Municipal, de cobrança, aos munícipes, de créditos prescritos, incluindo juros de mora também prescritos, tudo na mesma fatura.
Parece que o alerta produziu algum efeito, pois a fatura dos valores dos “serviços” já deixou de incluir os juros de mora, os quais, porém, ainda continuam a ser exigidos noutro documento.
Agora, pretendemos dar notícia das notificações da Câmara Municipal dirigidas aos munícipes, proprietários das habitações que não tem ligação à rede pública de distribuição de água ao domicílio nem à rede pública de esgotos, para procederem ao pagamento das respetivas taxas de ligação, apesar de terem ligação a rede associativa (privada) de distribuição de água.
Resta-nos fazer algumas perguntas:
A água da rede associativa tem qualidade?
Estarão as respetivas infraestruturas em bom estado de conservação e funcionamento?

Qual o destino das infraestruturas associativas e dos diversos investimentos, uma parte com dinheiros municipais?

13 de setembro de 2014

Mais um escândalo

… E sempre em crescendo. Como é natural.
Atualmente, os partidos políticos são organizações mafiosas, onde não existe qualquer réstia de democraticidade e a regra é só uma: vale tudo para chegar ao pote.
O PS de Pombal é, só, mais um exemplo. Um péssimo exemplo, confirmado na plenitude com as fraudes nas eleições para a Federação Distrital.

E não tem emenda. Infelizmente!

12 de setembro de 2014

Dos Oito para os Oitenta

Nos mandatos anteriores a mesa da AM interpretou e aplicou a Lei e o Regimento de forma muito restritiva, limitando deliberadamente a ação fiscalizadora da assembleia aquilo que a Lei das Autarquias Locais impunha: Relatório de Gestão, GOP e Orçamento, Taxas dos Impostos Municipais, Aquisições e Alienações, alguns Regulamentos e pouco mais. Por exemplo, a maioria do PSD nunca permitiu que se discutisse a atividade, as orientações e o desempenho das empresas municipais. O resultado desta omissão deliberada aos deveres de fiscalização é, em parte, conhecido: desperdício de dinheiros públicos.

Mas as coisas estão a mudar! Narciso Mota solicitou ao executivo o fornecimento regular à AM de um vasto leque de informação que Diogo Mateus despachou com um “Forneça-se”. Alguma dessa informação roça o carácter privado, nomeadamente a que se refere aos funcionários das empresas municipais. Vamos passar dos oito para os oitenta? A coisa promete!

8 de setembro de 2014

A queda da copa da palmeira do jardim do Cardal

A notícia veio no jornal: as palmeiras do jardim do Cardal estão a sofrer da doença do escravelho e, por isso, a Câmara Municipal procedeu ao corte de uma palmeira e fez um apelo aos proprietários de palmeiras para controlarem a praga do escaravelho. Porém, a realidade dos factos é outra: a copa de uma palmeira do jardim do Cardal caiu sobre o passeio junto a peões que passavam, apesar da Câmara Municipal ter podado a palmeira recentemente e não ter acautelado o risco para a integridade física das pessoas e, para “mostrar preocupação e serviço”, a palmeira foi cortada e justificou-se o ato com a divulgação da praga.

Desta vez ninguém ficou ferido, mas lembrámo-nos do plátano que há anos caiu sobre uma viatura automóvel e respetivos ocupantes que passavam no Largo do Cardal. Lembrámo-nos também das outras árvores caducas que ainda se mantém de pé junto às estradas e às praças, dos matos que crescem nos loteamentos não ocupados, dos pinos do Largo do Cardal e da Ponte Dª Maria, das bocas dos aquedutos junto às estradas, nas curvas, etc., de que a máquina administrativa não consegue tratar, por falta de decisão superior e por cedência aos protestos de alguns indivíduos que por birra são hostis à substituição das árvores...

7 de setembro de 2014

125-3!!!

Sexta-feira, realizaram-se eleições para a Federação Distrital do PS. Ganhou José Miguel Medeiros (JMM) por 7 votos (618-611).
Em Pombal, o resultado foi – imagine-se – 125 – 3 (a favor de JMM)!!!

Desiludam-se uns e reconfortem-se outros: o PS de Pombal não mudará, nada, no tempo de vida dos que agora podiam votar.

5 de setembro de 2014

Forte com os fracos e fraco com os fortes


A maior empresa concelhia do ramo da Construção e Obras Públicas instalou contentores nas bermas da via pública em lugares de estacionamento.
Responda quem souber:
- A empresa pediu licença à câmara? Ou instalou os contentores sem licença?
- Os serviços de urbanismo e fiscalização detetaram a infração?
- Notificaram a empresa para remover os contentores?
- A empresa respondeu ou ignorou a(s) notificação(ões)?
- O presidente teve conhecimento da infração e da inação da empresa?
- Os serviços levantaram auto de contraordenação?
- Se não, porque não o fizeram?
- Receberam instruções do presidente para não o fazer?
A malta anda cheia de curiosidade. 

4 de setembro de 2014

€7.500,00 “para a corda do sino”

€7.500,00 é o valor do subsídio atribuído pela Câmara Municipal a uma paróquia do concelho de Pombal para “ajudar” a pagar a pintura da igreja, embora a fábrica da igreja tenha uma conta bancária com um saldo positivo de cerca de €40.000,00 e tenha tido um lucro das festas de agosto no valor de cerca de €30.000,00.

Para além da falta de transparência na adjudicação das obras, que os presidentes da câmara e vereadores (atuais e anteriores) não controlam e de que nunca querem saber, a fábrica da igreja da paróquia paga o “cachet” dos artistas que animam as festas em dinheiro não contabilizado, promovendo a evasão fiscal, e tem de enviar para o Vaticano 2% de todos os valores “movimentados” e todos os valores dos saldos contabilísticos acima dos €10.000,00… 

3 de setembro de 2014

Vereadores a mais e garotos a menos

Em Pombal verifica-se uma correlação negativa entre o número de vereadores a tempo inteiro e a economia local: decresce esta e crescem aqueles. Pode, até, não haver uma relação de causa-efeito entre os fatores - o desempenho do executivo municipal poderá não influenciar a economia concelhia ou o afundanço desta pode ser provocado, unicamente, pela crise nacional e europeia - mas que é estranho, é (ou nem tanto…)
Um executivo maior deveria produzir mais, atacar e resolver os problemas do concelho, fazer crescer a economia local, melhorar a qualidade de vida dos pombalenses. Mas não é isso que acontece. O concelho desfalece a olhos vistos.

Este ano, encerram sete salas do pré-escolar, algumas nos novos centros escolares. Nos próximos anos a situação agravar-se-à ainda mais: encerrarão, provavelmente, metade das salas atuais. Mas continuam a construir centros escolares aonde não há garotos!
Razão tinha o profeta: em terra aonde não há visão as pessoas desaparecem. E isso está a acontecer a um ritmo preocupante. Aonde é que isto vai parar? Quem mete mão nisto?

25 de agosto de 2014

Alteração ao regimento da AM

A Lei das Autarquias Locais estabelece que as reuniões dos órgãos deliberativos das autarquias locais são públicas e o regimento deve prever um período para intervenção e esclarecimento ao público. Quis o legislador que, para além do regular escrutínio do poder executivo pelos representantes do povo, o eleitor pudesse questionar diretamente o executivo e o próprio órgão fiscalizador. Mas isso raramente acontece. O poder não o deseja. E quando o poder não quer, não acontece. Se houvesse outra cultura democrática os órgãos locais facilitavam a participação dos cidadãos na discussão coisa pública. Mas não há. O regimento da AM de Pombal comprova-o. Foi desenhado para obstaculizar a participação dos cidadãos nas reuniões.
Exigir a um cidadão que, para participar numa reunião, tenha que se inscrever no inicio, manter-se na sala até ao final da reunião - com estas a prolongarem-se, muitas vezes, pela noite dentro - para usar da palavra uma única vez, no final, quando toda a gente está exausta e uma boa parte já abandonou a sessão, é uma forma de obstaculizar a participação dos cidadãos ou dar castigo a algum mais teimoso.
A agenda da reunião deveria incluir um ponto para a participação do público, preferencialmente no início da reunião, com inscrições no início desse ponto. Desta forma, respeitava-se o espírito da lei, fomentava-se a participação dos cidadãos e enriqueciam-se as assembleias com temáticas extra partidas.
Fica a sugestão.

22 de agosto de 2014

Temos Presidente!

Temos Presidente da Câmara (até demais). Mas, pelos vistos, temos, também, Presidente da AM, com poder, não só o atribuído formalmente, mas do outro, do bom, do conquistado no terreno.

O Presidente da AM vai agendar, para a próxima reunião, a discussão da demolição do quiosque ("mamarracho"). Faz muito bem: a culpa não pode morrer solteira e os assuntos que mexem com a comunidade devem ser discutidos na assembleia representativa do povo.

Verbos de encher

Nos governos do pós-25 Abril 74 eram comuns os “ministros sem pasta”: ministros sem qualquer atribuição mas com poder. Iam para o governo, exatamente, para aportar poder ao governo, porque nessa altura os governos eram muito fracos. Estranho? Nem tanto.
Por cá, agora, temos a situação inversa: políticos com muitas atribuições mas sem (qualquer) poder, que se limitam a colocar “Concordo” em tudo o que lhes chega e a reencaminhar os assuntos para despacho pelo príncipe.
Ao que nós chegámos...

18 de agosto de 2014

A não perder

Depois de ter visto o seu álbum de estreia ser considerado o melhor disco de música portuguesa de 2013 e de ter recebido, por unanimidade o Prémio José Afonso 2014 (segundo o júri, "a melhor voz que já apareceu depois de Amália"), Pombal vai poder assistir a um concerto da fadista Gisela João, tendo como magnífico cenário o renovado Castelo de Pombal. É já no dia 24 de Agosto, Domingo, às 21h30. Parabéns pela iniciativa. A não perder!

16 de agosto de 2014

Pombal e a Reorganização Judiciária II

Será já no dia 01-09-2014 que passará a “funcionar” a reorganização judiciária. No seguimento da criação da comarca de Leiria e extinção das anteriores comarcas do distrito, incluindo a de Pombal, couberam a Pombal duas secções: família e execuções.
Porém, das referidas duas secções, apenas uma, a de família, ficará instalada em Pombal. A outra, a de execuções, irá “provisoriamente” para Ansião, por falta de instalações em Pombal.
Numa altura em que o Município de Pombal tem vários edifícios disponíveis, que vai construindo ou adquirindo e recuperando, e tanto se discute o destino para a “cultura” (do faz de conta), tudo pago com o dinheiro dos munícipes, não existe disponibilidade de edifícios para instalar os serviços públicos que devem resolver os problemas dos contribuintes, no caso, os problemas judiciais.
Um outro caso surpreendente, foi a construção do mamarracho do “Centro de Negócios”, que está fechado e vazio, enquanto as Conservatórias pagam altas rendas com os impostos dos contribuintes.

14 de agosto de 2014

Caciquismo

Está a decorrer a eleição do presidente da Federação Distrital do PS. A eleição é uninominal e de forma direta (cada militante tem direito a um voto).
Mesmo sabendo disto, os digníssimos dirigentes da concelhia de Pombal decidiram, por unanimidade (“comme d`habitude”), apoiar um dos candidatos – José Miguel Medeiros. Exigia-se algum decoro, respeito e isenção. Será pedir muito?

Quando não se respeitam os membros da família, como se poderá esperar o respeito e o reconhecimento dos eleitores? Ou já deixaram de se preocupar com isso?

11 de agosto de 2014

Vai um cafezinho da mamba negra?

Enquanto, ao mais famoso empresário (da região) de segurança (noturna) de bares e discotecas, foi aplicada a medida de coação de proibição de contacto com o DJ AC, no âmbito do inquérito crime nº 213/12.2TELSB, este DJ exerce as suas artes musicais para o Município de Pombal e toma um cafezinho da mamba negra com os políticos locais. Aliás, para manterem todos o mesmo estatuto social e regional e os mesmos padrões morais, tomam o cafezinho juntinhos na vida da noite para os lados de Leiria.

Para quem defendia a demolição da casa do DJ AC, construída em REN, e para quem dele foi objeto de tentativa de assassinato político, a supra referida ligação é a metamorfose dos atores políticos ou das suas máscaras e sinais dos tempos dos interesses cúmplices reveladores de trocas de interesses…

8 de agosto de 2014

O poder cedeu à “vox populi”

O “urinol” foi abaixo à mesma velocidade com que foi aprovada a sua construção e demolição. Houve, até, a preocupação de não deixar rasto (o local foi calcetado com forma e aspeto idênticos ao espaço circundante), mas as marcas ficaram e as perdas são avultadas: tangíveis e intangíveis. As primeiras são significativas (mesmo com as divergências sobre o montante); as segundas estão ainda a levedar (mas provocarão, seguramente, muita represália).
Cinjamo-nos, por agora, às primeiras. Fui dos que aqui contestou o “urinol” por duas razões plausíveis: finalidade e volumetria. Ambas, facilmente, corrigíveis.

Uma jovem arquiteta, pombalense de gema, defendeu no facebook que “hoje em dia, com as novas tecnologias, é possível prever o impacto de qualquer edificação. Apesar de achar que se tratava de edificação com uma volumetria excessiva para o local, não concordo com a demolição. Há tantos outros monos na cidade, porquê este? Foi um erro? Então assuma-se e tente-se encontrar uma solução que minimize o impacto causado. Haveria com certeza outra solução... Foi por exemplo ponderada a demolição parcial? Peço desculpa a quem concorda com a demolição mas com o atual estado do país, parece-me uma aberração bem maior do que a que lá estava”. 

7 de agosto de 2014

Perigo (removido) no rio arunca IV

Depois de 3 posts sobre o “perigo de queda de vários metros de altura para o rio Arunca”, em virtude dos pilaretes dos guarda-corpos estarem destruídos no muro de proteção existente junto ao rio Arunca na Urbanização das Cegonhas, verificámos entretanto que, finamente, a Câmara Municipal ou a entidade loteadora já fixou no local grades metálicas. Talvez falte corrigir a altura dos encostos dos bancos de cimento, os quais não oferecem a segurança adequada.
É mais um tema de discussão encerrado. Outros casos devem ser corrigidos, tais como os pinos do Cardal e da Ponte D. Maria, as bocas dos aquedutos nas aldeias, etc, etc…

Continuaremos “a intervir, com o objetivo de ver o poder político melhorar a gestão dos interesses públicos”.

5 de agosto de 2014

E agora ETAP

A ETAP foi a menina dos olhos da classe politica e dirigente local - mais por interesse do que por paixão – que se serviu dela para os mais diferentes fins. Foi, até há pouco tempo, uma entidade intocável – ai de quem se aventurasse a fazer-lhe um reparo ou a falar dela se não fosse para lhe tecer loas. Mas nem isso a protegeu dos desaires.
A ETAP foi criada com o propósito inicial de responder a procura de ensino profissional. Enquanto teve uma oferta educativa exclusiva – logo diferenciadora - cumpriu, em parte, a sua missão. Atualmente é um projecto esgotado: sem programa educativo coerente e consistente, sem alunos que a viabilizem, com um enorme passivo, enredada em processos judiciais e em malabarismos administrativos, … A escola está numa encruzilhada, sem rumo e sem futuro (risonho). Deixá-la desfalecer, entregue a si própria, tem dado maus resultados para a comunidade educativa e para os contribuintes.
A ETAP tem que ser repensada, tem que encontrar rapidamente uma orientação estratégica clara e consistente que a livre do desfalecimento sem glória. É altura de os seus stakeholders – executivo municipal à cabeça - assumirem as suas responsabilidades e comprometerem-se com um rumo para a escola. Basta de silêncios comprometedores. Os stakeholders devem responder (suportados em dados credíveis) às questões seguintes:
- No atual contexto, caracterizado por um excesso de oferta de ensino profissional (e do outro), uma escola de ensino profissional com uma oferta generalista é viável?
- Há procura para uma oferta educativa diferenciadora (com um projeto educativo coerente e consistente)?
- A escola deve manter-se na câmara ou ser privatizada (cedência do capital ou da exploração)?
Ainda é tempo de tomar boas decisões. Amanhã será tarde.

4 de agosto de 2014

€50.000,00 para a piscina do DJ AC

Aquele fenómeno extra terrestre do DJ António Calvete, a passar música brasileira na festa do bodo, parece ser o alicerce de um grande (e habitual) amor com os membros dos executivos camarários.
Depois da sedução, vem de imediato o retorno do carinho: a Câmara Municipal vai atribuir uma pequena prenda, um subsídio de €50.000,00, à piscina do AC com a justificação de que está a comprar a disponibilidade de um “espaço”, em determinado horário, cuja utilização vai entregar às associações para benefício dos respetivos associados. Assim, ficam todos seduzidos e enamorados pela “música” do DJ…

Seguem-se novos episódios de encantamento da víbora mamba negra africana…

1 de agosto de 2014

Bodo de Abiúl


Começa hoje o Bodo de Abiúl e, pelos vistos, esperam-se novidades. Sandra Barros, Presidente da Junta de Frequesia de Abiúl, pretende que a festa, sem perder o seu cariz eminentemente popular, se assuma como uma referência distrital. E em termos políticos, começa já a ganhar terreno. A edição deste ano vai ser inaugurada por um Secretário de Estado; Pombal não teve direito a esse mimo.

29 de julho de 2014

Casa Varela para Botequim

Visitei a Casa Varela durante o bodo e, face a tanta vacilação de quem decide, “pensei” uma solução “cultural” para a Casa Varela: Instala-se ali um botequim e um prostíbulo, com meretrizes vestidas ao tempo do Marquês de Pombal, e um “negócio” da “erva” dos tempos atuais.
Com esta solução, atinge-se o principal objetivo: os escritores, mais concretamente os poetas, mas também os pintores e outros artistas, irão inspirar-se nas musas do botequim (e nos fumos) para criar as suas grandes obras, tal como fez Bocage.
Secundariamente, é assegurado o necessário financiamento à sustentação das “artes”, através das receitas proporcionadas pela imaculada clientela masculina, composta pelos habituais mecenas, tais como como um DJ “novo” e sua corte noturna.
Finalmente, Pombal dá um sinal de modernização, ao legalizar as drogas leves e a mais antiga profissão do mundo, combate a evasão fiscal e assegura a higiene e segurança no trabalho a uma classe profissional desprotegida.
No âmbito do marketing, instala-se a lâmpada violeta na montra e exibe-se a “obra de arte” em bikini sentada na poltrona ao estilo da capital da União, Bruxelas…

Regina e os livros


Até há bem pouco tempo, a Soares era uma papelaria que também vendia uns livros. Em boa hora, os seus responsáveis decidiram dar mais espaço à livraria, preenchendo assim a lacuna criada em Pombal com o fim da K de Livro. Mas foram mais longe: convidaram a Regina Gaspar para esse projecto.

A Regina é uma excelente leitora. A página que dinamizava com a Nathalie na K de Livro e a que agora é responsável na Soares são prova disse mesmo. Mas nada como uma visita ao seu local de trabalho para confirmar o seu encanto pelos livros e a forma discreta como nos convida a viajar no seu universo literário. 

Raras são as pessoas que têm o dom de transformar uma livraria num espaço de cultura. A Regina é uma delas. Agora que se aproximam as férias, fica a sugestão para uma visita à Soares e o conselho para que se deixe contaminar pelas escolhas da Regina.

27 de julho de 2014

Voto de confiança

No mundo do futebol, é usual os presidentes dos clubes virem publicamente dar um “voto de confiança” no treinador - garantindo que ele está a fazer um bom trabalho - quando os resultados desagradam aos apaniguados. Mas, a malta que acompanha o fenómeno desportivo sabe que o “voto de confiança” é a antecâmara da “chicotada psicológica”.
Agora, pelos vistos, na política, também já se pratica o “voto de confiança”. Que o bombeiro-mor elogie os vereadores do PS, compreende-se. Agora, dar um “voto de confiança” no novo presidente da câmara (e na sua equipa), quando este ainda anda a tentar encontrar um estilo próprio, não lembra ao diabo.

Com amigos destes, Diogo Mateus não precisa de inimigos.

25 de julho de 2014

O mistério da Casa Varela

Ainda não se sabe ao certo o que aquilo vai ser - pelo menos ninguém o veio dizer publicamente - mas o certo é que hoje à noite arranca por lá o projecto Rupturas - a emigração portuguesa, (embora originalmente escrito em desacordo ortográfico), num conjunto de espectáculos, performances e exposições. Sabe-se muito pouco sobre o que vai ser, mas o punhado de gente da terra envolvida leva-me a crer que há-de ser bom. É sempre bom ter gente a fazer coisas pela terra onde vive.
O que ainda não consegui perceber foi se a Câmara está com vergonha de contar do que se trata, se foi decidido muito em cima da hora ou se, inexplicavelmente, se esqueceu de o divulgar. Além de uma referência curta  no programa do Bodo, não há nada na cidade que o promova. Bastava que tivesse uma pequena parte da divulgação feita à reunião com os "agentes culturais", em Maio passado...
O melhor é irmos ver como é, para contar como é que foi.

Câmara cobra créditos prescritos II

Já aqui falámos anteriormente da atuação da Câmara Municipal de Pombal, ao exigir o pagamento de créditos (prescritos) por serviços prestados há mais de seis meses, designadamente os referentes a “gestão de resíduos sólidos urbanos”, o que agora voltamos a fazer e acrescentamos algumas notas relativas à exigência de juros de mora. Para o efeito, a Câmara Municipal está a recorrer a uma prática ardilosa para enganar o munícipe, fazendo-o acreditar que está obrigado ao pagamento de dívidas prescritas.
Como dissemos anteriormente, a Lei 23/96 de 26 de Julho, no artigo 1º, nº 2, al g), dispõe que os “serviços de gestão de resíduos sólidos urbanos” estão abrangidos pelas regras da restante lei a que deve obedecer a prestação de serviços públicos e, no artigo 10º, nº 1, dispõe que “o direito ao recebimento do preço do serviço prestado prescreve no prazo de seis meses”.
Sucedeu que pelo menos um munícipe, após ter sido intimidado com vários avisos escritos, pagou o preço faturado dos serviços prestados há mais de 6 meses. Depois, a Câmara Municipal passou a enviar faturas referentes aos serviços prestados nos dois meses anteriores e nelas passou a incluir parte dos juros de mora relativos à dívida que estava prescrita (referente aos serviços prestados há mais de 6 meses e até há mais de 8 anos). Aliás, informou que os juros seriam incluídos nas 74 faturas seguintes.
Tendo o dito munícipe comparecido nos Serviços da Câmara Municipal para pagar o valor da fatura, na parte apenas referente aos serviços, foi-lhe recusado o recebimento, com o argumento de que a Câmara Municipal só podia aceitar o pagamento do valor total da fatura (incluindo os juros).
Porém, a citada lei 23/96, no artigo 6º, diz que “não pode ser recusado o pagamento de um serviço público, ainda que faturado juntamente com outros, tendo o utente direito a que lhe seja dado quitação daquele”.
Ora tendo sido paga uma dívida prescrita, aplica-se o regime das obrigações naturais, pelo que, nos termos do disposto no artigo 404º do Código Civil, os juros também estão prescritos. Mas, mesmo que se entendesse que a obrigação de juros não prescreve também no prazo de 6 meses, o direito a cobrar juros de mora sempre teria de prescrever no prazo de 5 anos, nos termos do disposto no artigo 310º, al. d) do Código Civil.

A conduta de má-fé mantida pela Câmara Municipal nas suas relações com os munícipes terá de terminar. A necessidade de manter as receitas para as gordas avenças mantidas e reforçadas com os profissionais liberais contratados e para outras banalidades não pode lesar os munícipes…

22 de julho de 2014

O Bodo, o DJ e o Baião


Como qualquer pombalense, gosto do Bodo. Ele é a sardinhada com os amigos, as farturas na "Gomes", o tirinho nos “Amigos de Peniche”, os choques nos carrinhos da "Super Troll King Kong", os finos na "Pombalina", a “abaladiça” no Esquina. Ah, é verdade: e também os espectáculos. Este anos vou ver o António Zambujo e o Ricardo Silva, mas não prometo ficar para o DJ AC. Por falar nisso: alguém me sabe dizer porque é que o obscuro DJ não dá a cara pelo Bodo? Será alguma exigência do "Mambo cafés"?

Mas voltando à vaca fria. Não somos muito exigentes com as nossas festas. Gostamos do Bodo. Ponto final. Mas não nos façam de burros. Como é que se compreende que o programa oficial das Festas do Bodo contemple a transmissão do "Portugal em Festa" da  SIC? "Projectar Pombal para o mundo global" como noticia o Notícias do Centro? Não gozem connosco! Este tipo de programas, que apela, de forma obscena, ao gasto de dinheiro em chamadas telefónicas, é o exemplo perfeito do pior lixo televisivo que se faz por cá. Dar eco a essa vergonha é revelador de um provincianismo bacoco e de uma confrangedora falta de cultura.

21 de julho de 2014

Donativo de €250,00 a 120%

Muito se comentou e discutiu sobre a carta enviada pela Câmara Municipal de Pombal a algumas empresas a solicitar, a cada destinatária, um “donativo” de €250,00, para assegurar o financiamento particular das despesas do “bodo”, mas pouco se esclareceu.

Pouco se esclareceu, porque na carta não se pretendeu ou não e podia esclarecer, atendendo a que cada empresa contactada (doadora) poderia, ao abrigo do disposto no artigo no artigo 62º, nºs 1, al. a), e 2 do Estatuto dos Benefícios Fiscais, contabilizar como custos 120% do valor do donativo concedido para fins “culturais”…
Se nas freguesias fora da sede de concelho as festas são pagas pelos patrocinadores e pelos utentes, em Pombal não devem ser pagas pelos contribuintes...

20 de julho de 2014

Complexo de Édipo

Em Janeiro de 2013 o Farpas rejubilou com o facto do PSD ter eleito o melhor candidato para fazer oposição a Diogo Mateus. Na altura, a maioria dos militantes sociais-democratas não percebeu a asneira. Hoje a laranja tem um problema para resolver e eu não acredito que o consiga fazer com a mesma facilidade quem que o fez em 2008 com o Dr. Luís Garcia (ver aqui, aqui ou aqui). Ou muito me engano ou Diogo Mateus vai ter que carregar esse fardo durante todo o mandato. E a oposição, se tiver esperteza, vai ter no presidente da Assembleia Municipal um grande aliado.

18 de julho de 2014

Há Cábulas e Cábulas

Quem passou alguns anos pelos bancos das escolas conheceu muita rapaziada que apostava tudo no “copianço”,  os chamados “cábulas”, grupo onde, ainda assim, se distinguiam facilmente dois subgrupos: (I) os que o faziam com sucesso; e, (II) os que nem copiar sabiam. 
Em Pombal estamos entregues a políticos (e arquitetos) que nem copiar sabem, porque aprovam e implementam projetos anacrónicos que qualquer leigo sensato rejeitaria. Foi assim com o “urinol” que já foi abaixo; com os pinos na ponte e no cardal que, consta, vão ser arrancados (o bombeiro do regime defende-os, aqui, com o argumento cábula de que foram copiados de Vila do Conde); as ameias do castelo que o presidente da câmara justificou com o argumento que foram copiadas de outros castelos, mas que qualquer leigo vê que têm que ser corrigidas; a colocação de contentores de lixo subterrâneos nos locais mais nobres da cidade, que um dia destes serão arrancados, os postes dos candeeiros no meio de passeios estreitos, que a Sónia e a Paula aqui retrataram muito bem e terão que ser mudados, etc.
Estamos entregues a “cábulas”, dos que não sabem copiar, no poder e na oposição. Deus nos valha!


17 de julho de 2014

O capítulo de hoje



Pinos das ratoeiras vão ser removidos?

Todos os dias há alguém que tomba sobre os empedrados do Largo do Cardal e da Ponte Dª Maria, por tropeçar nos pinos das ratoeiras que lá foram colocadas pelos arquitetos e políticos idiotas. Algumas das vítimas ficam feridas e têm necessidade de receber tratamento hospitalar.
Consta agora que o executivo camarário tenciona remover os pinos. Que o faça de imediato, para que ninguém mais sofra acidentes, a Câmara Municipal não tenha de indemnizar e os autarcas não sejam criminalmente responsabilizados.

A demolição da “cagadeira” já foi um sinal de coragem. Falta mais… A destruição dos dinheiros públicos verificou-se no ato da construção e não no ato da demolição. A “demolição” foi a remoção o “lixo”.

16 de julho de 2014

O preço do mamarracho

(Carlos) Reis Figueiredo, o arquitecto que projectou o "mamarracho" demolido na semana passada, escreve no Diário de Leiria de ontem um corajoso direito de resposta . Entre outras coisas, diz ele: "o valor referido nos gastos da sua construção (18.500 euros) são pura invenção! Se multiplicássemos por 4 ainda ficaríamos aquém do efectivamente realizado".
Ficamos também a saber que "o valor referido para a conclusão do mesmo também não está correcto (42.500 euros), sendo bem menos".
E, sobretudo, ficamos a perceber que, desta história, só nos contaram certos capítulos. Aguardamos então pelas cenas dos próximos, que podem ter Narciso Mota como narrador.

14 de julho de 2014

A política do (a)parecer

Haverá com certeza poucos erros maiores do que dar importância a coisas que não a têm. A polémica sobre a paternidade/maternidade da ideia do alargamento do horário da biblioteca municipal em época de exames sempre me pareceu um deles. Mas, como a polémica tem andado por aqui e exacerbou-se nos últimos tempos, admiti que poderia estar a cometer um erro de avaliação, não sobre a paternidade/maternidade da iniciativa que pouco valorizo na ação política, mas sobre o mérito da coisa. Como procuro não escrever sobre o que não sei ou não conheço, meti-me ao terreno.
Eis os dados de uma amostragem significativa:
- Dia 10, 10:30 h: 6 frequentadores, com mais de 35 anos, 3 na net, 2 a estudar, 1 a ler jornais;
- Dia 11, 10 h: 4 frequentadores, com mais de 35 anos, na net;
- Dia 14, 10 h, 5 frequentadores, 3 a estudar, 2 na net, com mais de 35 anos.
Nos três dias um único frequentador repetido, com mais de 50 anos, na net.
Eis o ridículo da polémica, que espelha a política que por cá – não só, melhor fosse - se vai fazendo.
A política tradicional era ideologia - reflexão, análise, ideias, programa político. Atualmente é, essencialmente, (a)parecer - “iniciativas” e propaganda. O modelo proveio das “jotas”, mas rapidamente foi adotado pelos partidos. O resultado está aí: ausência de ideias, acão no modo tentativa-erro, lideranças ineptas. Nos principais partidos a realidade é confrangedora.

11 de julho de 2014

Gestão dos Centros de Saúde pelas câmaras

Se o governo avançar com a medida (tenho dúvidas que tenham tempo suficiente para a implementar), por aqui (e não só), vai ser necessário arranjar cartão laranja para ter acesso a consulta (a tempo).

Não se atrasem. Depois não digam que não foram avisados!

Concerto para a fina flor do entulho

O Leonel Mendes (conhecido no meio artístico como Rapaz Improvisado ou Rapaz Cão) é um senhor. No dia em que o quiosque veio abaixo, vestiu-se de pedreiro, agarrou na guitarra e foi aos escombros dar um concerto. É claro que não havia por lá muito público - para isso era preciso haver gente, à noite, na cidade. É claro que o feito não foi amplamente divulgado pelos canais municipais. Mas foi uma pedrada no charco.

10 de julho de 2014

A biblioteca é de todos

Mas a JSD já lá colocou uma bandeira. Ou uma bandarilha, não sei bem.
Então o alargamento do horário já é uma proposta (agora aceite pelo executivo) da JSD?
Ah valentes...

9 de julho de 2014

Um dia histórico

Hoje, algo de histórico ocorreu em Pombal: uma obra emblemática do regime foi demolida antes de ser inaugurada! E a decisão foi tomada por aqueles que a aprovaram e a defenderam durante muito tempo. Surpreendente? Nem tanto, porque, entretanto, muita coisa mudou: no poder e na realidade quotidiana. “A terra move-se”, como afirmou Galileu.
Nos últimos anos, Pombal perdeu habitantes mas ganhou cidadãos. Tem hoje mais homens e mulheres livres. Sentimo-lo em crescendo, através das manifestações de incentivo, da partilha de informação comprometedora, da disponibilidade para agir.
Hoje, muita gente aplaude a decisão de demolir o “urinol”. Mas foi mais uma imposição (da comunidade) do que uma decisão por convicção. Fizeram bem em assumir o erro. Mas há mais para assumir.


PS: Esta semana houve mais demolições. Na Rua de Albergaria as passadeiras em pedra foram arrancas e estão a ser reconstruidas.

Salvem o Bodo!

O presidente do Município de Pombal escreveu aos comerciantes esta semana a pedir ajuda. Consciente dos tempos difíceis que estamos a atravessar, o Farpas não pode deixar de se associar a esta causa, divulgando aqui a respectiva carta, para o caso de ter ficado algum endereço esquecido.
A hora é de dar as mãos e os tostões para salvar a festa - isto se quiserem continuar a ter bons espectáculos  (!) e entradas à borla. Como sabem, a Câmara não dá para tudo. Os grandes patrocínios que outrora sustentavam o Bodo fogem para outras zonas do concelho e da região. E o que são, afinal, 250 euros para os cofres de um comércio que respira saúde e pujança, hum? Só mais 100 do que o valor do metro quadrado estipulado pelos serviços municipais para expor na rua meia dúzia de tarecos.
Vá lá, não sejam piegas!




8 de julho de 2014

“Cagadeira” do Cardal vai abaixo?

Consta que o feio e pequeno mamarracho inacabado do Cardal, inicialmente destinado a “cagadeira”, será demolido amanhã (09-07-2014), para que a “Praça” fique mais aberta, mais limpa e mais bonita.
Depois de tanta polémica, parece que o novo edil demonstra a coragem necessária para “arejar” a “Ágora”, o que aqui se pretende reconhecer e valorizar. Veremos até onde irão as reformas… 

6 de julho de 2014

Torre de Moncorvo dá o exemplo

A Assembleia Municipal de Torre de Moncorvo decidiu, por unanimidade, acabar com os títulos académicos na designação dos eleitos. Passa a desgnar-se o vereador tal e o deputado tal, em vez de vereador eng.º tal e deputado dr. Tal. Gosto! Um bom princípio, e bem defendido pelo presidente da AM daquele concelho. "O que entendemos é que o mais importante é ser deputado, e títulos podem trazer alguma característica de diferenciação que não é pretendida."
Fica o meu elogio. Não creio que em Pombal isto seja possível, somos demasiado vaidosos...

5 de julho de 2014

Sarkozy, o pequeno gaulês!

Anda com a vida complicada, o danado, como se vai lendo nas noticias.
O azar dele foi ter nascido francês. Fosse ele português em geral, quem sabe até se pombalense em particular (que nós estamos com um défice de notáveis aqui no burgo), e teria vida mais folgada.
Alguém duvida?

Nem a Angelina Jolie nua...

... conseguiria criar tamanho caos ao trânsito e estacionamentos em Pombal, como creio que este executivo camarário conseguirá. Vem aí o Verão, e com ele o Bodo, os emigrantes, (turistas-não-que-nós-em-pombal-não-queremos-nada-disso), e os carros. Muitos carros! Para já, temos várias ruas em obras (destaca-se aqui a Rua de Albergaria dos Doze), parece que o parque do Centro de Saúde também vai virar estaleiro, e muitos lugares de estacionamento foram suprimidos, no recente "retoque de maquilhagem" da cidade. Para além de mais feia, ficou menos funcional. Vai ser bonito!
Ao executivo, isto não incomoda muito, porque se sabe que têm as suas soluções "à medida" de estacionamento, passando por ruas cortadas, tendo acessos ao estacionamento da CMP preparados com prioridade máxima, etc.
Continuam a não pensar nas pessoas, e isso é triste. É triste, e é uma vergonha.

4 de julho de 2014

O fado do remador português

A lei das autarquias locais estabelece dois vereadores a tempo inteiro nos municípios com mais de 20.000 e menos de 100.000 eleitores. Pombal tem cinco! (remunerados como não o seriam no mercado trabalho).
A lei impõe dois diretores de departamento nas autarquias como Pombal. A CMP, com a recente reestruturação, ficou com dois (três foram aos figos).
Consequentemente, a câmara ficará com seis chefes (políticos) para dois subordinados (diretores): três chefes por subordinado! É obra!

Nunca mais cortamos com o triste fado do remador português!

Rolam cabeças no Cardal

Na CMP vai um enorme rebuliço: rolam cabeças todos os dias! Políticos, dirigentes, funcionários. O sangue jorra e as lágrimas também – até de onde nunca se imaginaria (há sonhos que se tornam pesadelo).
Primeiro foi o clã Mota: o irmão apeado e encostado rapidamente, ao filho cortadas regalias e a nora chumbada no estágio para solicitadora (onde é que isto já se viu! – exclamará Narciso Mota.)
Ao mesmo tempo foi desautorizado, maltratado e empurrado o António Pires; como exemplo.
De seguida fez-se uma reestruturação às três pancadas, em cima do joelho, sem critério, e cortaram-se mais umas tantas cabeças.
O modelo de gestão está implementado. Haja quem pie!

3 de julho de 2014

Entretanto, na Pelariga:

Este é um espaço que vos quero mostrar. É o recreio da Pré-primária da Pelariga, frequentado por bastantes crianças, que ali brincam todos os dias. O meu filho anda lá.
Neste espaço, há pregos e parafusos ferrugentos como os que se mostram nestas fotografias:

~
Sei do que falo. Por causa deles (estes pregos), o meu filho já foi para o centro de saúde, há meses. Queixei-me na escola, onde me disseram que a Junta de Freguesia (da Pelariga) já tinha sido avisada, e que o problema seria resolvido em breve. Informei que esperava não ter que ser eu a ir lá tirar aquelas porcarias.
Fui à Junta de Freguesia. Fechada. Voltei outras vezes. Fechada, sempre. Ainda hoje, foi como vos mostro:
Isto é uma irresponsabilidade enorme. A falta de segurança nas escolas sob alçada dos municípios é um problema real e grave. Terá sido por aqui uma das razões da saída do anterior vereador com este pelouro? Conhecedor do ensino público como ele é, não o imagino a pactuar com estas situações.

Ontem convenci-me que será mesmo necessário ir lá eu tirar o raio dos pregos. espero ao menos que, quando me lá virem, Freguesia e Câmara Municipal sintam a mesma vergonha que eu sentiria se fosse necessário vir alguém de fora arrancar pregos a um local sob minha responsabilidade.

2 de julho de 2014

Pedro Pimpão descobriu a pólvora:

"A importância da industrialização do país na dinamização da economia e criação de emprego”. Descobriu a pólvora e começou logo a dar tiros: “reuniu com o Presidente da Direção da Associação dos Industriais do Concelho de Pombal (AICP), João Matias, recentemente eleito para o desempenho destas funções”.
Muito bem: nada mais prioritário do que começar por um concelho que nos últimos 20 anos desindustrializou e destruiu emprego.
Não haja dúvida: com estes dois industriais e empregadores, especialistas na matéria, estamos bem entregues.


Milho aos Pombus

Declaração de interesses: o serviço Pombus é, para mim, um dos maiores feitos (talvez mesmo o maior) da era Narciso. Deduzo que não seja rentável, mas o cariz social de que se reveste vale por si.


Era sexta-feira (dia de pequeno-almoço municipal) naquela hora em que os motoristas trocam o turno. O autocarro quase cheio de seniores em combate à solidão, mais meia-dúzia de alunos despachados das aulas, e uma conversa deliciosa entre o motorista e os utentes (habituais). Terminadas as obras no Cardal, os motoristas estão indignados com a repetição do erro:
- avisámos bem, quando fizeram as obras daquele lado, para não deixarem assim a entrada para os autocarros, que aquilo dá cabo dos pneus!
- se calhar quem faz as obras não percebe nada disso… (diz fulano)
- o melhor é dizerem ao presidente! (diz cicrano)
- ele não ouve opiniões…(diz beltrano)
- não é ele que manda. Diz que que ainda é o outro (diz um deles)

Ups. Que ainda há gente baralhada. E não consta que algum daqueles tivesse conhecimento da lista (im)provável da concelhia do PSD...

1 de julho de 2014

Estranho ou nem tanto

Segundo o NC a “Assembleia Municipal de Pombal rejeitou na sexta-feira, por unanimidade, uma moção, apresentada pela bancada socialista, contra a portaria que pode retirar valências nos hospitais da imediação do concelho – Centro Hospitalar de Leiria e Hospital Distrital da Figueira da Foz – exigindo a sua “imediata revogação””.
Erro de simpatia ou nonsense politico?

Assim se vê a máquina do PSD!

Pedro Pimpão é o candidato (e vencedor anunciado) à concelhia do PSD de Pombal (desculpem lá, que eu nunca acerto nos nomes destes órgãos, por inexperiência no ramo). Até aqui, tudo certo.
Para a mesa, só mulheres, lideradas por Fernanda Guardado. Ainda melhor, e um bom sinal, visto que a politica (e também a pombalense) ainda está muito "macha".
Recupera Pedro Martins. E aqui, está um sinal que ainda não entendi bem.
Creio que a grande questão que se vai colocar, no futuro, é a de perceber até que ponto este  PSD local está com este executivo, e qual a relação de forças que se vai estabelecer entre as duas entidades. O mar, parece-me, tem tendência a encrespar. O tempo o dirá!
Aqui podem ver o anúncio da candidatura.