13 de outubro de 2023

A falta de Intento Estratégico da Estratégia de Desenvolvimento POMBAL (III)

O Plano Estratégico de Desenvolvimento POMBAL2030, mandado realizar pelo doutor Pimpão, é uma coisa chocha e irrelizável: não tem Intento (Estratégico - sabe lá ele o que isso é) nem Estratégia (de Desenvolvimento). E também não tem verdadeiras acções/decisões estratégicas; nem verdadeiros objectivos mobilizadores; nem indicadores quantificáveis; nem metas a atingir. Não é um plano estratégico, mas serve perfeitamente o propósito do doutor Pimpão: mostrar que quer governar...

O plano propõe 151  “medidas estruturantes” (!) – 151 intenções - que servem para qualquer concelho deste país. O que permite que o doutor Pimpão escolha as que consegue implementar. Mas uma coisa é certa: não conseguirá implementar o plano proposto. Por duas razões (qualquer delas bastante): (i) incapacidade própria; (ii) o plano é irrealizável - exigiria centenas de milhões de euros.

O cargo de presidente da câmara exige competências em dois domínios essenciais: conceptuais (pensamento analítico, capacidade de planeamento, capacidade de decisão e de assumpção de responsabilidades); e operacionais (capacidade de realização – de fazer acontecer as coisas).  Pombal já teve presidentes de câmara com boas competências nestes dois domínios, por exemplo Guilherme Santos e Diogo Mateus. E também já teve presidentes com competências fortes num dos domínios, por exemplo Narciso Mota na capacidade de realização. Mas nunca teve um presidente destituído das competências essenciais exigíveis ao cargo.  

O doutor Pimpão não concebe nada - paga a quem pense por ele; e não realiza nada de substantivo - contratou um Director Municipal para executar por ele, que dramaticamente também não executa nada.  Pelo que nos chegou, de fonte segura, os consultores já lhe tiraram a pinta, já perceberem a sua incapacidade congénita de realização. Talvez por isso, lhe entregaram um plano cheio de intenções, chocho e irrealizável.  É melhor assim.

11 de outubro de 2023

A falta de Intento Estratégico da Estratégia de Desenvolvimento POMBAL (II)

O documento - Estratégia de Desenvolvimento POMBAL2030 - é uma enorme amálgama de banalidades, deturpações conceptuais, palpites e boas intenções para todos os gostos e feitios. 

O despropósito maior está na audição de “Seis Personalidades Estratégicas do Concelho”, indicadas pelo doutor Pimpão, que ali foram debitar um conjunto de palpites e tontices que embrutecem a mais lúcida criatura. Quando as consagradas Escolas da Estratégia descobrirem este factor/constructo da FN WAY, designado “Personalidades Estratégicas”, terão de atualizar os seus manuais, e grandes pensadores como Sun Tzu, C. Clausewitz, M. Porter, H. Mintzberg, I. Nonaka, etc. serão engavetados.



Chega a ser angustiante ler os palpites, desgarrados e patéticos, que estas ilustres figuras debitaram para esquecimento. Ficámos a saber que a maioria nutre grande estima pelo Marquês, pelas virtualidades do mundo rural e da floresta e pelo potencial turístico do concelho. Uns dizem que “Pombal desenvolveu-se “à custa” da sua posição geográfica” e “tendo a sua localização como a melhor vantagem”, outro diz que “a proximidade a Coimbra, Leiria e Figueira da Foz coloca Pombal numa situação mais frágil/complicada”; um diz que “O crescimento de Pombal passa, sobretudo, pelo desenvolvimento económico e na criação de condições para que isso ocorra”, outro diz que “A ruralidade deve ser vista como uma das maiores potencialidades de Pombal, como um ativo gerador de riqueza”; um diz que “O concelho tem dificuldade em atrair grandes indústrias, não havendo um setor que se diferencie”, outro diz que se deve “ser seletivo no tipo de empresas que se localizam no concelho”; um diz que “Pombal deve competir com outros concelhos, sendo fundamental criar um ecossistema diferenciador”, outro diz que “Pombal não quer indústrias que geram emprego qualificado”; um diz que “Pombal é, muitas vezes, encarado apenas como um ponto de passagem, sem elementos estruturados que motivem a paragem para visitar”, outros dizem que “Pombal deve reforçar a aposta na componente intangível do turismo, ligada às experiências, aos momentos”, “potenciar experiências que transponham o verdadeiro valor das coisas”; um diz que “a aposta deve centrar-se no turismo à volta do mar”, outros dizem que se deve dinamizar eventos (Roteiro Pombalino; receitas do Marquês, recriações históricas) e que os “eventos culturais devem ser pensados para fora, para atrair pessoas”; uns dizem que “o concelho não oferece oportunidades profissionais que se coadunam com a sua formação” e “deveria aproveitar o talento”, outro diz que “Pombal precisa de mão-de-obra qualificada (cortador de carne, bons cozinheiros)”!

Numa terra onde é mais fácil entontar uma pessoa que torná-la sábia, ou pelo menos pensante, abandalha-se tudo. Se fosse para juntar ao embrulho umas personalidades da terra, teria sido melhor – mais vantajoso – ouvir, por exemplo, o Cura Vaz e o Graciano Ricardo - figuras relevantes na terra e perfeitamente alinhadas com o doutor Pimpão & C.ª. Com a enorme vantagem de o primeiro falar regularmente com o Senhor, o que poderá ajudar-nos a alcançar o almejado milagre; o segundo fala com muito povo, e do povo vem-nos o que nos faz muita falta: senso comum e bom senso.  

9 de outubro de 2023

A falta de Intento Estratégico da Estratégia de Desenvolvimento de Pombal (I)

Uma proposta (prévia) da Estratégia de Desenvolvimento POMBAL2030, encomendada pelo doutor Pimpão aos amigos da FN WAY – Mira Amaral, Miguel Frasquinho & al –, foi finalmente apresentada!



A proposta é uma uma enorme carrada de palha, bem enfardada e bem empilhada mas de forragem de fraco valor nutritivo e baixa digestibilidade, que servirá unicamente como objecto de entretenimento e propaganda – 312 (!) páginas que nos ficaram a 128 € a página – preço da uva mijona.

Como já se percebeu, o doutor Pimpão não faz o que sabe nem sabe o que faz. Como todo o inepto (político) precisa de alguém, supostamente credível, que lhe diga o que deve fazer; aí tem a “receita”, não a que o podia ajudar mas a que se pode arranjar.

Na verdade, todo o burro come palha, o segredo está em saber dar-lha. Aqui o truque foi o mais básico: colocar à frente do burro um enorme monte de palha que o entediasse pela quantidade.

Mas castigo, castigo, seria obrigar o doutor Pimpão a ler o embrulho todo, no seu gabinete. Ficava-nos bem barata a “festa” – ocupava-o durante meses, ou anos, e poupava-se muita asneira.

7 de outubro de 2023

Excesso de Zelo, ou a marca de Coucelo


Não restam já dúvidas de que neste mandato autárquico a Assembleia Municipal foi salva por Paulo Mota Pinto: um (verdadeiro) democrata, ciente das responsabilidades do cargo, um homem muito acima da pequenez reinante naquelas bancadas. Esta era a ocasião perfeita para muitos aprenderem como se faz. Só que, para isso, é preciso alguma humildade. 

Ora, na última reunião, Mota Pinto teve de abandonar os trabalhos antes do fim, deixando o lugar entregue a João Coucelo, o omnipresente membro do PSD que tão depressa aponta os nomes de quem fala como salta para a bancada com retóricas sobre tudo e mais alguma coisa. Coucelo já foi, por mais do que uma vez, presidente da AM em exercício. Mas divide com Pedro Pimpão essa apetência para ficar em cima do muro, e por isso nunca subiu o degrau seguinte. Em momentos como o da última Assembleia, percebe-se porquê. Quis dar uma de democrata-mor e aceitou aquela trapalhada da recomendação-e-proposta da bancada do PS. Mas logo a seguir apressou-se a dar o exemplo, não só votando contra, como usando de uma declaração de voto "extemporaneamente" como o próprio admitiu. 

Estas peneiras não se levam a mal doutor Coucelo. Mas também não podem levar-se a bem. 

1 de outubro de 2023

Número(s) pífio(s)

Acompanho as reuniões da AM há mais de três décadas. Nunca vi desempenho da oposição mais pífio que o da última reunião - do primeiro ao último minuto! Com isto não estou a dizer que os membros da oposição são os piores que ocuparam aquelas cadeiras nas últimas décadas, mão tão-somente a afirmar que o seu desempenho tem sido sofrível e atingiu, na última reunião, o ponto mais baixo – um desastre político total e absoluto. 

Já aqui demos nota da forma como decorreu o PAOD, a “Leitura e discussão da informação do Presidente da Câmara” e a Aquisição dos terrenos da Quinta do Emporão. E era para comentar o ponto referente à “Requalificação do CE de Conde Castelo Melhor”, onde (quase) toda bancada do PS criticou a proposta de todos os lados e levantou graves insinuações sobre as intenções da câmara, mas acabou a votar favoravelmente – aprovação por unanimidade. 

Quando se julgava que era difícil fazer pior, eis que surgem as usuais propostas e/ou Recomendações do PS! Um número simplesmente inanarrável. Custa a compreender tanta precipitação e tanto desnorte. Ao ouvir aquilo veio-me um pensamento à cabeça que durante aquela longa discussão nunca mais saiu: com esta bancada do PS até um básico como o Pedro Pimpão brilha! 

Deus lhes perdoe!



29 de setembro de 2023

Compra da Quinta do Emporão – unanimidade burra e aclamada

Na última reunião da AM, o doutor Pimpão teve o seu primeiro momento de glória política, enquanto presidente da câmara. Fez o pleno - a felicidade geral – com aquisição de uns terrenos rústicos, em leito de cheia, sem potencial de valorização, ao preço do ouro – 27 € por metro quadrado – valor que passa a ser a referência para este tipo de solos. Foi comovente, e bonito, ver a felicidade daquela gentinha, ávida de bajulação, e a troca de salamaleques entre eles.

Coube ao doutor Siopa a abertura dos encómios; pois quem melhor que ele o saberia fazer. Subiu ao púlpito e desafiou os outros a fazerem o mesmo… Na verdade, o púlpito e o doutor Siopa foram feitos um para o outro, fazem um perfeito binómio. O púlpito eleva; e o doutor Siopa, que fala bem e está convencido que apreciam o que diz, gosta de se elevar. No seu hilariante floreado, resolveu justificar o elevado preço dos terrenos com o patético argumento de “daqui a CEM anos ninguém se vai lembrar do valor pago”. A nossa desgraça política não é o doutor Siopa existir (politicamente) e fazer estes números, até porque daqui a meia dúzia de anos ninguém se vai lembrar que ele existiu; é a classe política estar povoada com criaturas como o doutor Siopa.

Seguiu-se-lhe no púlpito o doutor Coucelo, um gentil-homem sapiente e com memória, penosamente amarrado ao papel de apontador de faltas e presenças, que também sabe e gosta de falar (do púlpito), e que logo ali, a contragosto, teve de desmentir o doutor Siopa. A falta de memória é um empecilho terrível.

Seguiu-se-lhe, depois, o doutor dos Santos, esse alfenim que sorri quando fala e fala quando sorri, tipo pintassilgo, e lambe os beiços de gosto quando bajula alguém. Naquele momento, conveio-lhe bajular o doutor Siopa...

Muitas outras almas foram para ali dar ao rabo e fazer gala dos seus créditos pelo “feito”! Mas de umas já falámos demais; e com outras não vale a pena gastar mais latim. A não ser para dizer que, no meio de tanto disparate,   saíram da boca do João Pimpão as palavras mais ajuizadas – quem diria!

Feira do Livro - um sucesso garantido

 



As notícias do verão dão-nos conta de que, apesar de Portugal ser o país que menos lê em toda a Europa, as coisas estão a mudar. 

As imagens da TV mostraram-nos sempre grandes concentrações de pessoas, público avultado e atento, até em pequenos festivais literários. Já passei duas vezes pela nossa (regressada) feira do Livro. Está óptimo para quem prefere ficar longe de multidões. E fica-nos uma certeza: temos um público muito especial. 

28 de setembro de 2023

A refrega dos três Joões

No passado, o ponto “Leitura e discussão da informação do Presidente da Câmara” era o mais pacífico das sessões da AM – uma espécie de “time-out” aproveitado pelos antagonistas para respirar fundo, normalizar a tensão e pulsação. Neste mandato têm sido muito participado e polémico - sistematicamete usado como uma espécie de prolongamento, onde os antagonistas procuram inverter o resultado da primeira refrega ou salvar a própria exibição.

Na última reunião coube ao doutor Coelho a abertura das hostilidades, com um tema que nem por simpatia lá cabia. O tema era/é bom, e até foi bem desenvolvido, mas não era para ali. O doutor Coelho deve tê-lo alinhado para o PAOD; mas como ficou sem tempo (ò tempo volta p` trás!) quis recuperar... Espalhou-se. Foi pena. 

O doutor Coelho fala bem (correctamente), sabe umas coisas e sabe pensar; mas há ali sempre algo de inconseguido - ora lhe falta tempo, ora escolhe mal a oportunidade, ora mete a pata na poça ou lhe faltam apoios. É uma espécie de Morais Sarmento da política pombalense…

Ao doutor dos Santos bastou o regimento para o colocar fora de jogo. O doutor dos Santos está essencialmente para isto - para pregar umas rasteiras regimentais. Com este presidente da AM já teve uns desgostos, mas não deve ser monesprezado. Neste caso a falta foi evidente, tinha que ser punida.

A um lance destes não podia faltar o outro João, o da linhagem Pimpão; um roliço com boa sustentação mas sem destreza de movimentos e de argumentos, que despreza as maneiras (“só liga à forma quem não tem conteúdo”) mas dotado de faro político e killer instint. Aproveitou logo a rasteira ao Coelho, e, com uma cotevolada ao dos Santos e um chega-para-lá ao presidente (da AM) varreu o terreno. E com o número inchou, e partiu confiante para o resto da refrega.

Eis a política pombalense no seu melhor.


27 de setembro de 2023

Da eloquência da oposição - ou da organização


É sempre um deleite ouvir boas intervenções, bem preparadas, e posições bem defendidas - sobretudo neste mandato, em que o nível baixou consideravelmente, a começar pelo executivo municipal e a acabar nas bancadas, pobres bancadas.

Ora, quando acontecem intervenções excepcionais percebemos por que razão foi agora colocado um púlpito na AM. Mesmo que ilustres modestos - como o doutor Siopa - prefiram, por vezes, falar da bancada, sentados, com todo o respeito e deferência pelos demais, mormente os que são desprovidos de eloquência. Ainda assim, há quem se entusiasme de tal modo que acaba por açambarcar o já de si reduzido tempo disponível para toda a bancada do PS. E então, quando chegou a vez do líder “espraiar apontamentos”, a ocasião estava reduzida a pó, cinza e nada. Valeu ali a (já habitual) prontidão do presidente da mesa, Paulo Mota Pinto, que - julgando tratar-se de alguma riposta política - concedeu a Coelho o tempo que já não tinha. Porque isto é como diz o povo: de onde não há, não se pode tirar. 

26 de setembro de 2023

Das crises existenciais nos órgãos autárquicos




 Vai uma trapalhada político-jurídica na Assembleia de Freguesia de Abiul, por causa das sucessivas faltas por parte de um membro do PS - em substituição do eleito Manuel Silva.

Talvez estejamos a abrir aqui a caixa de Pandora. 

25 de setembro de 2023

Feira de Artesanato e Tasquinhas – má-fama ou sobredose de festas?

A Feira de Artesanato e Tasquinhas foi o evento mais bem concebido e concretizado nas últimas décadas, em Pombal. Numa terra onde tudo é feito às-três-pancadas, o seu mentor - Gentil Guedes – concebeu e montou um evento que reunia duas actividades culturais complementares e interligadas, artesanato e música tradicional portuguesa, numa mostra representativa do melhor que se fazia, nestas áreas, por todo o país. Para aumentar a actractividade e a rentabilidade do evento foi acrescentada a vertente alimentar, mas logo nessa altura surgiram críticas ao modelo adoptado, que se confirmaram na plenitude… No entanto, o evento rapidamente se tornou uma referência, na região.



Nos últimos tempos, os padrões de exigência iniciais foram-se relaxando; mas com doutor Pimpão & C.ª foram atirados definitivamente às malvas. A mostra de Artesanato está definitivamente transformada numa feira de pechisbeques e comes&bebes. A parte cultural é “música” de um verso e de uma nota só, do “artista” do momento.

Na sexta-feira, o Mafama atraiu muita gente; mas no sábado, habitual dia forte do evento, o recinto estava como nunca o vi - meio despido. Para o poder instalado pouco importa que o evento vá definhando, desde que sirva para animar a malta, para palco de desfile dos figurantes da praça e seus adereços, e para o doutor Pimpão distribuir umas senhas pela malta "amiga".


PS: Bem sabemos que as festas estão primeiro que as obrigações, mas já era tempo de disponibilizarem o vídeo da reunião da AM.   

20 de setembro de 2023

SAI 1.800.000 € PARA OS AMIGOS DA QUINTA DO EMPORÃO

O doutor Pimpão resolveu torrar UM MILHÃO E OITOCENTOS MIL EUROS na aquisição da Quinta do Emporão, para ali erguer um parque verde, com o beneplácito da néscia oposição, que não tendo ideias nem critérios de exigência se limita a colaborar.



Apesar do reiterado interesse da câmara nos referidos terrenos, Narciso Mota e Diogo Mateus recusaram sempre embarcar num negócio leonino, lesivo do erário público. Agora, com o doutor Pimpão ao leme - um jorro dissipador de recursos em festas, diversões e benfeitorias como se não houvesse amanhã – tudo se faz, basta ter vontade, que o dinheiro público não tem dono e os desejos e a felicidade não têm preço.

A medida tem tanto de irracional quanto de démodé urbanístico. O impulso verde, de criação de parques verdes de raiz nas periferias das cidades, é uma ideia dos primórdios das preocupações verdes do final do século passado. Actualmente, procura-se a junção de espaços verdes com os espaços edificados, e não a sua separação física. Por cá, continuamos a caminhar contra a corrente e com o passo trocado: eliminam-se ou reduzem-se os espaços verdes na malha urbana e, depois, talvez por algum peso na consciência, torra-se dinheiro em ilhas verdes que pouco contribuirão para um urbanismo equilibrado e para a qualidade de vida citadina.

Como já aqui defendi, o exercício do direito de preferência na hasta pública dos terrenos do Casarelo proporcionou, de mão beijada, uma excelente oportunidade para a criação de uma faixa de novo urbanismo na cidade até à Mata da Rola (o verdadeiro parque verde na periferia da cidade). Mas o que fez a câmara? Começou logo a matar a oportunidade: construiu um parque de estacionamento na zona mais nobre da cidade. 

Com um poder inepto e uma oposição néscia uma coisa é certa: será sempre a regredir.  


18 de setembro de 2023

A gala da(s) Junta(s)



 A meio deste Setembro de recomeços, aconteceu a Gala do Desporto da Junta de Freguesia de Pombal – uma ideia mastigada há anos pela bancada do PS na Assembleia de Freguesia de Pombal, que então a maioria lá engoliu e tomou conta. Ora acontece que, tratando-se de festa, a ‘Junta’ Municipal tratou de açambarcar mais esta, e logo ali a presidente Carla Longo informou os presentes que sim, senhor, foi tudo muito bonito, mas agora passa a pasta à Câmara. Portanto, num sinal de apego da criatura ao criador, a sucessora do Pedro mostra que está aqui para servir: que tome ele conta da festa, que para o ano há-de ter âmbito concelhio, agradar a muitos mais, e assim todos podem daí tirar dividendos. 

Quem lá foi apreciou muito a supremacia de outro Pedro, o Roma, que em tempos foi o apresentador do evento -  e agora é o maior agraciado, ou melhor, a associação que criou. São coisas que acontecem num passo de mágica, como se sabe. 

E então tornámo-nos naquela terra onde vale tudo, onde nada conta, e pouco importa se lhe chamamos Gala ou arraial. Uma espécie de vernissage com champagne e tremoços, em que os autarcas são mestres na arte de avacalhar. Perdeu-se a noção total do que é postura, uma nova era de resto anunciada pelo Pedro quando tomou posse, em que em vez de cumprimentos formais decidiu fazer os de balneário, ao estilo ‘dá cá mais cinco, meu!”. Agora senta-se onde calha, deixou de haver primeiras filas, sentido institucional. E isso da organização de eventos também está fora de moda. Há uns cursos rápidos que ensinam alguma coisa sobre o assunto, por exemplo que o sucesso de uma entrega de prémios se mede pela presença dos homenageados ou de quem os represente. Mas isso é para quem precisa. Quando passamos para outra dimensão, o que importa são os adereços. Siga a festa!


Ps: Justa lembrança do Zé Carraca, que lá em cima há-de divertir-se muito com isto tudo.


14 de setembro de 2023

Explorando a parvoíce

Porventura por ter concluído recentemente alguma graduação em Finanças para Totós, o distinto presidente da junta das Meirinhas resolveu inovar (como agora se chama à tontice): introduziu uma nova Atividade de Enriquecimento Curricular, no Centro Escolar de Meirinhas, designada “Explorando o Mundo do Dinheiro”. Nela, diz o agora doutor João Pimpão, os miúdos “irão trabalhar conteúdos relacionados com o dinheiro, com especial atenção à sua origem, utilização e poupança”.



Já que o doutor João Pimpão não fez esta importante actividade curricular antes de entrar na câmara como Chefe de Gabinete do Presidente e gestor do fundo de maneio, o que teria evitado muito desvarios, aproveitamentos ilícitos e chatices, recomendamos-lhe, daqui, que a frequente agora. Mais vale tarde que nunca; e em grupos homogéneos a aprendizagem é muito mais eficaz e niveladora.

6 de setembro de 2023

"Junta" – Centro de Emprego

O doutor Pimpão é o novo campeão das avenças: 56 em 2022; 35 durante este ano (15 justificáveis). Já tivemos outro - Narciso Mota -; mas eram outros tempos. Agora estamos em registo “junta” – simplismo e amiguismo.



Vejam bem: ainda há pouco tempo a Assembleia da República aprovou uma lei que obrigava as entidades públicas a regularizar a situação dos falsos avençados no sector público, a que a câmara (Diogo Mateus) deu cumprimento, mas bastou um ano e pouco de doutor Pimpão para tudo descambar novamente para o precário e o imoral. A política do doutor Pimpão é isto: fazer uns quantos “felizes”. Não é planear as necessidades de recursos (humanos), realizar os concursos e contratar as pessoas atempadamente. Isso dá trabalho, e é preciso saber fazê-los (os concursos), e, como muitas vezes não dão o que se quer que dê, é melhor não os fazer. É mais fácil e mais amigável recorrer ao tosco artifício da avença - escolhe-se a pessoa e com um simples despacho faz-se a coisa.

Siga a festa! 

4 de setembro de 2023

Ó da Guarda; põe mão no urbanismo desta terra

A “Junta” autorizou a construção de um mamarracho destinado à habitação multifamiliar, com 3900 m2 de área, 5 pisos (dois abaixo da cota de soleira – inaugura a habitação subterrânea em área rural!), volumetria e forma disformes (profundamente chocantes), na província (área dos Vicentes).


Julgávamos que estes atentados urbanísticos, próprios de épocas sem instrumentos de ordenação territorial e urbanística, já não se cometiam. Mas em Pombal Ocidental tudo é normal…

Um trolha com algum bom senso no poder fazia mais pelo urbanismo desta terra que os arquitectos que projectaram e aprovaram esta barbaridade. Mas infelizmente falta-nos quase tudo: políticos com juízo e técnicos com seriedade. 

1 de setembro de 2023

O estado da “Junta”

A “Junta” reuniu na Pelariga. O doutor Pimpão & C.ª confunde disparidade com originalidade; alimenta-se disto, destes fait-divers que só desfocam. Melhor seria que poupasse(m) o tempo para se preparar(em); mas não, prefer(em) rotear e fazer figuras tristes. 

Custa, cada vez mais, suportar a superficialidade reinante, a falta de vitalidade e de consistência, a pobreza discursiva daquela angustiante conversa de surdos e daqueles enfadonhos monólogos que ofendem mortalmente quem pensa e aborrecem quem os ouve. Parece que, ali, já ninguém pensa, já ninguém sabe o que está ali a fazer. 

Quem assiste àquilo percebe que o doutor Pimpão é uma espécie de navegante a quem a bússola mostra que segue à deriva, embora incapaz de deter o curso da embarcação; mas fica na dúvida se ele sabe do que fala e tem consciência do que faz ou simplesmente se refugia na frágil mentira.  A “oposição”, coitada, está morta e enterrada – Paz à sua alma. 

Vive-se um tempo degenerado e enfadonho que nenhuma folia festivaleira contém. 



O doutor Pimpão a enganar o pobre do Zé Povinho, e a D. Duvelinda

A D. Duvelinda já tirou a pinta ao doutor Pimpão & C.ª: só sabem enganar o Zé Povinho. Por isso, espera, espera - solução para os seus problemas -; e nada. (Olhe, eu que o diga: esperei cinco meses por um despacho que demorava 5 minutos a fazer, e tive que ir à câmara três vezes!)

A D. Duvelina já percebeu que o doutor Pimpão é um comediante da felicidade tola, das festas, dos eventos e do facebook, que promete mas não faz, porque se dispersa na boa-vai-ela e se enrola numa infinidade de obrigações e não consegue desempenhar nenhuma.

Olhe, vai ser preciso ter paciência de Jó.


19 de agosto de 2023

Olarilolé, olarilolé: (des)governar assim sabe tão bem...

 Quando daqui por muitos anos se escrever a história deste tempo no município de Pombal, haverá um capítulo dedicado ao estranho caso dos que, sendo elementos das festas, não chegaram para as organizar com mestria. Já todos percebemos que o Pedro & amigos são muito bons a animar os bares e recintos de qualquer arraial, marcando aqui uma diferença abissal em relação aos antecessores. Olhando para os últimos 30 anos, é fácil perceber que saltámos do 8 para o 80: Carolino não era dado a festarolas nem ajuntamentos populares, Narciso passou  a marcar presença institucional em tudo o que era arraial, Diogo quebrou esse cordão popularucho e imprimiu solenidade ao ato de se fazer representar (ao Município, que é disso que se trata), mas veio Pimpão e abandalhou por completo a função: nunca percebeu que o poder de que está investido  requeria um pouco mais do que aparecer nas festas e beber finos. Ora, como quem anda com um coxo aprende a coxear, quem o acompanha incorporou o mesmo espírito. 
Não admira por isso que as festas do Bodo tenham sido assim meio sensaboronas, o que se refletiu na caixas de quem pagou - e bem - para explorar os bares. Nesta senda de "cumprir (aumentar) calendário" (e evitar as críticas ao despesismo, mesmo que nunca se tenha chegado a saber ao certo o prejuízo do Bodo passado - o Pedro poupou no cartaz, entregou os bares de cerveja a uns tipos que ninguém conhece (e por isso não havia qualquer interação entre vendedores e público cliente, coisa que também faz parte da festa), furtando aos funcionários municipais a possibilidade de ganharem uns trocos extra naqueles dias. É discutível, mas até se aceita. O que já não é aceitável são as condições em que centenas de crianças e jovens tiveram que atuar, no jardim do Cardal, numa clara falta de respeito pelo trabalho de escolas de música e de dança deste concelho. Na segunda-feira, a par das inenarráveis condições do som, chegámos ao cúmulo de nem sequer um apresentador ter sido designado para o espetáculo. Isso a contrastar com o domingo, em que o apresentador-estrela do folclore quase varria do palco quem não estivesse para ouvir as suas lérias. 
É por isso boa ideia o inquérito que anda a circular nas redes. É bom que se aprenda com os erros: O Cardal não pode ser aquela coutada da Igreja e afins. E acantonar as freguesias e clubes da terra na Praça Marquês de Pombal também não. É ir aos concelhos vizinhos e ver como fazem. Não é preciso inventar muito. 
No que toca aos espetáculos, Pedro Pimpão & seus amigos sabem que ficaram mal na fotografia do Bodo. E por isso, não estão de modoa: contrataram o artista do momento, Pedro Má Fama, para atuar na Feira Nacional de Artesanato - este ano transformada em festival de verão. Siga a festa!


11 de agosto de 2023

A juventude e a presidência

O doutor Pimpão entreteve a juventude (que se presta a estes números) com a presidência; e a presidência com a juventude.  

O doutor Pimpão é isto, e precisa tanto disto. Diz-se que a juventude é o futuro. Que futuro?


8 de agosto de 2023

Afinal, a cidade tem vida

Ontem esteve uma bela noite de verão, o Cardal cheio de vida com os cafés abertos e as esplanadas cheias.  

Numa cidade com vida somos mais cidadãos.


1 de agosto de 2023

Quo vadis, doutor Pimpão?

A vida corre bem ao doutor Pimpão. Mas vai correr mal. Muito mal. Porquê? Porque para além de só (a)parecer, (a)parece mal.

D. Diogo juntava boas qualidades a alguns grandes defeitos. Caiu pelos defeitos, e pelas extravagâncias. No doutor Pimpão é difícil descortinar qualidades (políticas), falta-lhe (quase) tudo: preparação, dedicação, maturidade, maneiras. E decência - condição essencial para a respeitabilidade que o exercício do cargo que ocupa exige.



O poder é afrodisíaco, mas a vida não é brinquedo e a política não pode ser uma diversão. O deslumbramento, a embriaguez e a volúpia do exercício do poder possibilitam grandes êxtases, devassidões e extravagâncias, e até um doce viver transitório, que, quando excessivos, sempre acabam em tormento e desgraça.

O doutor Pimpão entregou-se definitivamente aos prazeres da vida (estilo de vida perfeitamente aceitável) e aos vícios do poder, sem perceber que os seus devaneios públicos já atravessaram o limite tolerável. Mas continua feliz, ostentando a felicidade tola (a infelicidade), sem perceber que só tem um anteontem, já não tem hoje nem amanhã*.

Para tudo é preciso sorte, ou algum talento. O doutor Pimpão precisa de muita sorte, e de bons amigos, mas a reserva está a esvair-se rapidamente. Senão, a coisa não vai ter bom fim – não o pode ter. E não há nada mais terrível, na carreira de uma pessoa, do que ela se entregar a uma ideia fixa, à qual se sacrificou toda a vida, para a qual não se tem vocação nenhuma, deixando correr descuidadamente a sua existência pelo declive fácil da boa-vai-ela até ao desastre.

E que dizer de quem o acompanha? Nada. Estão pelo mesmo. Caem com ele.

PS: * Tudo isto não invalida que o doutor Pimpão se mantenha no cargo que ocupa, por algum tempo, cumprindo os relevantes papéis de entertainer de festas e eventos e de influencer nas redes sociais.

28 de julho de 2023

Pombal, terra de pimpões e bustos (II)

Já aqui demos nota do desmando do doutor Pimpão ao dar o nome e mandar colocar um busto do almirante Silva Ribeiro no largo da Central de Camionagem. Mas faltava dizer que o busto nos custou 12500 euros + IVA + trabalhos de colocação. 



Também aqui ridicularizamos o busto do empresário das Meirinhas. Mas sejamos justos num pormenor: o meirinhense pagou do próprio bolso a tola vaidade. 

Para compor o ramalhete mandaram vir - e vem - uma estorninha para dar pompa à coisa, que nada tem a ver com isto mas também se quer mostrar.

Quando o pedantismo público atinge estes patamares perde-se definitivamente o sentido da decência.

Siga a festa.

27 de julho de 2023

Sai um bodo requentado, sff


 


À hora a que vos escrevo ainda se parte muita pedra ali no antigo Largo da Biblioteca, que agora passará a ser o largo do Almirante. Mas não é por isso que o Bodo deixará de ser inaugurado, sem pompa nem circunstância, pela ministra da Justiça - que se tivesse vergonha não vinha dar para este peditório, nem contribuir para tamanho circo. Afinal, foi a ela, enquanto candidata, que o mandatário financeiro da candidatura de Pedro Pimpão - que acumula o cargo de presidente dos Bombeiros - recusou receber, ao tempo da campanha. Mas como já percebemos, isto da representação pública e dos titulares de cargos está como há-de ir. E por isso, vale o que vale. 

Amanhã teremos honras de governantes, numa espécie de regresso ao passado: Pedro Pimpão desencantou o AgroBodo - com o qual Narciso Mota acabou, numa decisão sensata. Tenho a sensação de que estamos a andar para trás com uma velocidade vertiginosa: É o AgroBodo (que fazia sentido nos anos 80 do século passado...), é a Confraria a acantonar as freguesias na Praça Marquês de Pombal, é a Igreja a tomar conta do Cardal (mandando outros literalmente às urtigas, para junto das piscinas), é a criação de um hino (!), qual laivo bafiento,  foi o presidente da Câmara na televisão a dizer coisas sobre o Bodo que adulteram a lenda, logo ele, tão 'oh meu Pombal', tão coração da cidade, tão amigo do chefe-de-gabinete-historiador.  

E no meio dessa feira de vaidades que escala em publicações, selfies, desfiles e toda uma bebedeira de aparato fútil, fica a sensação de que alguma coisa correu mal com o programa e à última hora sobraram aqueles artistas. Evitando o trabalho, este ano até as barracas de cerveja foram concessionadas a um privado, ao invés da gestão municipal. 

Nos concelhos à nossa volta as festas da cidade e dos concelhos são aproveitadas pelas autarquias para permitir às associações que as rentabilizem. Tasquinhas e bares são explorados pelas colectividades. Mas aqui, que somos muito à frente, preferimos investir nos subsídios.

Siga a festa!


25 de julho de 2023

Obras Tortas 2.0 – Central de Camionagem

As obras de requalificação (embelezamento) da zona adjacente à Central de Camionagem eram para ter terminado no final do mês passado, mas nas vésperas da inauguração prosseguem… - no modo “Faz & Desfaz”.

São, porventura, o exemplo maior do voluntarismo, do amadorismo, da incapacidade de realização e do desperdício de recursos públicos - só batidas pelo inenarrável CIMU-SICÓ. Mas no final ainda haverá muita gentinha a elogiar aquilo – “ficou muito bonito”. 

Falhada a grande obra do regime, o CIMU-SICÓ, D. Diogo agarrou-se a este grande “projecto” que, segundo ele, mudaria toda a orgânica da cidade, aproximando as duas zonas da cidade, através da introdução de uma passagem superior que serviria não só como elemento ligante das duas zonas mas funcionaria como articulador dos serviços de transportes públicos, integrando-os no novo Interface Modal de Transportes; e redesenharia o espaço urbano com zonas verdes, espaços de lazer e ócio e a criação uma de ciclovia sobre a linha férrea.



Como o voluntarismo tem perna curta, e o inferno está cheio de boas intenções, boa parte “projecto” (das intenções) caiu na fase de debate público; e D. Diogo caiu antes do início da empreitada. Como a capacidade de realização do doutor Pimpão & C.ª é idêntica à de uma barata tonta, o lançamento da parte do projecto referente a Central de Camionagem e área adjacente arrastou-se, arrastou-se, até ter de ser amputado da parte essencial – Central de Camionagem – por incapacidade de concretização dentro do prazo de financiamento comunitário. 

Restou, finalmente, o embelezamento da zona adjacente à Central de Camionagem. Mas nem isso, eles conseguem fazer (bem)… Naquele estaleiro próprio do terceiro mundo, as obras arrastam-se no "Faz & Desfaz" que, para além de desbaratar recursos, incomoda e irrita o cidadão mais pacato.  O dono da obra – câmara - não sabe o que quer; o empreiteiro é o que se vê (no local)! O projecto está cheio de erros (o maior, o escoamento das águas pluviais, fica para o próximo arranjo); as alterações, por falta de planeamento e de revisão do projecto, sucedem-se; etc. Agora, quando se preparavam para a inauguração, lembraram-se que era preciso arranjar poiso para o busto do almirante. Toca a partir o que tanto custou a acabar.



Passámos, num passe de mágica, do mais maçante despotismo para o mais estéril desportivismo. Eis a nossa triste sina: sempre de cavalo para burro. 

PS: Se não se pode correr (já) com o doutor Pimpão & C.ª, nem com doutor Agostinho, contratem um Director Municipal que consiga colocar alguma ordem naquela casa.

22 de julho de 2023

Protocolo de cedência da Piscina do Instituto D. João V à câmara – um contrato leonino

O doutor Pimpão levou à reunião do executivo um acordo com o Instituto D. João V em que este cedia a sua piscina a troco de um vasto leque de proveitos. Perante a merecida contestação do doutor Simões (PS) retirou a proposta.



O acordo tripartido, que na verdade seria bipartido (a câmara acabaria por pagar tudo), envolvia a câmara, o instituto e a junta do Louriçal. O instituto cedia 3 horas diárias de utilização da piscina por 530 euros/dia (11600 euros/mês, 127600 euros/ano), mais 300 euros por cada dia de competição, com a câmara a suportar ainda os custos das análises e do tratamento da água. A junta suportaria o pagamento de um nadador-salvador, um equipamento de aspiração e serviços de limpeza (que acabariam subsidiados pela câmara).

Isto não é contratação pública; isto é negociata reles que nem um adolescente minimamente sensato arriscaria fazer, quando mais um diplomado em Direito.

20 de julho de 2023

Obras Tortas 2.0 – Faz & desfaz

Depois de aqui termos apontado a aberrante obra-torta do mini-parque no Casarelo, que ficou rapidamente inoperacional, a câmara começou a refazer a pequena benfeitoria com uma solução construtiva totalmente diferente.

Na obra em curso na Central de Camionagem os erros são maiores e de mais onerosos – assunto para próxímo post.

Porque é que o Zé e a Maria têm que pagar tanta incompetência?



12 de julho de 2023

O doutor Pimpão tem medo das imagens

O doutor Pimpão é o maior escravo da imagem alguma vez criado nesta terra e arredores - em poucos meses publicou e mandou publicar no site do município mais imagens que D. Diogo em oito anos e N. Mota em vinte -, mas tem medo das imagens... 

Na última AM, no seu registo inflamado, três oitavas acima do razoável, tentou justificar o injustificável: o não acesso às transmissões das reuniões do executivo. Como lhe falta coragem para assumir a desonrosa decisão socorreu-se dos burocratas da Protecção de Dados (nada mais perigoso para a transparência democrática que um burocrata com um regulamento nas mãos), mas nem eles o ajudaram muito... Por agora, viu-se obrigado a recuar,  mas a manifesta hipocrisia do acto e a falaciosa justificação expuseram-no, mais uma vez, ao ridículo.

O doutor Pimpão sabe – toda a gente sabe – que uma imagem vale por mil palavras - por isso usa e abusa delas. Mas se uma imagem vale por mil palavras; imagens com discurso valem por um milhão de palavras. E é disto que o doutor Pimpão tem medo: o que se diz, como se diz e o que se quis dizer. Quando ele afirma que o que tem valor informativo e jurídico são as actas e não as gravações vídeo das reuniões não pode ser levado a sério - merecia perder imediatamente o diploma em Direito que lhe concederam.


10 de julho de 2023

A culpa foi do Benfica

Já aqui o escrevi e repito: a inclusão dos Presidentes de Junta na Assembeia Municipal (AM) é uma excrescência do regime. A situação torna-se mais visível e confrangedora diante de bufões e sirigaitas ávidas de protagonismo. Por cá, neste mandato, a coisa está a assumir proporções inquietantes. Mas sejamos justos: há presidentes de junta que sabem estar.

Já sabíamos que o pimpão João é um grande bufão, mas esperávamos que a criatura se contivesse um pouco na AM - não monopolizasse as discussões com banalidades debitadas duas oitavas acima do razoável. Também já sabíamos que o pimpão João é “anti-impostos” (anti-carga fiscal), mas, se lhe derem largas, atira-se ao pote (ao dinheiro público) como gato a bofes. Como Chefe de Gabinete foi o que se viu; como presidente da junta é o que se está a ver: um mamão de subsídios. Tudo lhe serve de pretexto, e ninguém lhe mete travão. Até a “oposição” o apoia; mesmo aquela em que ele bate sem dó. Custa a perceber, mas, na verdade, o povo tem razão quando diz “quanto mais me bates mais gosto de ti”.
    
A desculpa preferida do pimpão João para a enfiada de subsídios é o parco orçamento da junta, que ele reduziu significativamente quando se fez pagar pelo serviço prestado – coisa nunca vista naquela pequena junta! Mas ao menos que justificasse o ordenado instruindo bem os processos.  


9 de julho de 2023

Obras Tortas 2.0

O mini-parque de estacionamento recentemente inaugurado, no Casarelo, já está intransitável. E o canteiro anexo está ao abandono.

No primeiro caso, não nos venham com a desculpa do costume – erro de empreiteiro -; é claramente um erro de concepção. No segundo, não nos digam que não conheciam a vergonhosa situação – passam lá todos os dias.

As criaturas que nos (des)governam podem servir para abrilhantar festas e romarias, mas nem para  fazer e manter pequenas benfeitorias servem.



6 de julho de 2023

O resgate do soldado Fernandes


O reaparecimento do líder da bancada do PSD na última reunião da Assembleia Municipal elevou o debate à análise geopolítica. José Gomes Fernandes - que noutro tempo, noutra configuração da AM, tinha nos bastidores o cognome de Taliban do PSD - regressou (finalmente!) à linha da frente. E sobre o que falou este aguerrido causídico, dirigente e membro do órgão máximo do Município? Da Guerra (Na Ucrânia, parece, que as outras não interessam). Claro que aproveitou o ensejo para colar o Governo ao tema, pois que - já se sabe - são só os políticos (mormente os da esquerda, no geral, e do PS em particular) que se aproveitam da guerra, essa senhora de costas tão largas como a pandemia ou como a troika. 
E já que a Assembleia era municipal, lá arranjou maneira de deixar uma sugestão ao presidente da Câmara, sobre não sei quê de medidas, a propósito...da guerra. 
 

30 de junho de 2023

Pombal, terra de pimpões e bustos

"Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és. Saiba eu com que te ocupas e saberei também no que te poderás tornar". J. Goethe

 Até há pouco tempo, o almirante Silva Ribeiro era um perfeito desconhecido da generalidade dos pombalenses. Mas eis que, de um momento para o outro, passou a ser figura omnipresente na terra, pela mão do doutor Pimpão. Os mais atentos estranharam o seu repentino interesse pela terra, mas nós percebemos logo ao que vinham…



Ficámos agora a saber que o doutor Pimpão decidiu fazer do almirante a figura das festas da cidade, carregando-o de homenagens: vai dar o seu nome ao largo da Central de Camionagem e, pasme-se, não suficientemente contente com a risível vénia, vai colocar um busto dele no novo largo. Perdoai-lhes Senhor, tanta soberba. 

Já sabíamos que o doutor Pimpão é um escravo da emoção e da bajulação, que vê méritos nas tolices que pratica e está sempre disposto a sacrificar tudo pela sua satisfação momentânea, mas o que é demais enjoa. A maior fatalidade do seu caráter é não ter consciência do papel que representa nem das suas falhas. Que da sua cabeça tenha saído esta insensatez, compreende-se - já tudo se pode esperar deste hipocondríaco pela empatia, sempre ávido de glória e falho de tino -; mas do almirante, do mais alto chefe da tropa, esperava-se um pouquinho mais: algum bom senso, alguma reserva e algum sentido do (seu) lugar – da sua circunstância e do respeito pela memória colectiva da terra, que o viu nascer mas que nunca mais soube nada dele nem ele da terra.

Há associações que não acrescentam, só rebaixam.  

29 de junho de 2023

Obras tortas: a saga continua



Há ruas que parecem enguiçadas, assim como há obras encalhadas. E depois há as obras tortas, que em Pombal prevalecem de um executivo para o outro. Desta vez foi a Rua Carlos Alberto da Mota Pinto as mostrar a este executivo que o chão lhe pode fugir debaixo dos pés. 

Depois das malfadadas obras que transformaram o Jardim da Várzea numa praça, os vereadores da oposição já tinham questionado a maioria sobre o trabalho ali (mal) feito, que parecia ter deixado a empreitada inacabada. Apesar das operações de lifting, a estrutura do pavimento terá cedido, perante o retomar do trânsito. Estavam os automobilistas todos contentes com o retomar da normalidade (depois de findas as obras da Estação e ruas adjacentes) quando estes dias foram surpreendidos com novidades.

Como há males que vêm por bem, pelo menos assim a Câmara dá ideia de que anda sempre em obras, que tem projectos, que faz alguma coisa. Quando se acabarem as obras projectadas pelo anterior executivo...aí é que vão ser elas!

28 de junho de 2023

Sai mais uma espetada de subsídios para o pimpão João

O doutor Pimpão mandou reunir a “Junta” no Louriçal. Cumpriu mais uma formalidade, e mais uma etapa do seu roteiro pelas freguesias. Este roteiro não serve para nada, nem para entreter o povo. O que seria do Pedro e destas alminhas sem uns roteiros, uns eventos e umas farras?



O “protagonista” da reunião não foi o pimpão Pedro, como seria espectável; foi o pimpão João. O esperto viu no roubo das máquinas da junta uma oportunidade para sacar mais dinheiro: arrebatou por atacado, e por unanimidade, três dos cinco subsídios atribuídos às juntas: 100.000 € para apoio à aquisição de imóvel para instalação do Parque de Máquinas (já tinha recebido um subsídio para a aquisição de um terreno para instalar o Parque de Máquinas); 35.000 € para a aquisição de uma carrinha; e 6.000 € para a aquisição de ferramentas. Tudo instruído às três pancadas, mas tudo aprovado com grande regularidade e seriedade – o irmão Pedro ausentou-se da sala no momento de arrematar a coisa.

Coube à fofinha Catarina a defesa do arranjo, que, como se viu, lhe provocou forte comichão. Mas foi persuasiva - convenceu a dita “oposição” a aprovar aquilo. Isto apesar do protocolo entre a “Junta” e a junta do João ainda não ter ido sequer à reunião da junta; isto apesar de os serviços não terem emitido parecer formal (por ter sido tudo muito rápido, disse ela); isto apesar dos valores já estarem desatualizados, falta o montante para as obras, pelo menos mais 50.000 € - avisou o João no pedido) e a carrinha custa mais 5 a 6 mil euros; etc. Na verdade, não era preciso o João avisar o que vem a seguir; toda a gente que acompanha estas coisas sabe que depois virá um pedido para as obras no edifício; outro para as obras no exterior, para uma placa e uma estatueta; outro para aquisição de máquinas; outro para um sistema de proteção anti-roubo; outro para contratação de pessoal; e ainda outros para a manutenção dos equipamentos e a reparação das máquinas… Mas a Catarina adiantou logo que prevê uma despesa de 300.000 € com o Parque de Máquinas da junta do João! E a “oposição”, que diz ela sobre isto? Diz que é tudo muito necessário e urgente, e só está preocupada por não se poder dar o mesmo, já, às outras juntas!

Já aqui critiquei, há muito, este modelo de desperdício/empobrecimento autárquico difundido, por cá, pelo Coveiro-mor do reino, que se pôs a comprar máquinas como se não houvesse amanhã, arruinou a junta e deixou um monte de ferro-velho.

A tolice é contagiosa. Quando cegos conduzem cegos não há nenhuma possibilidade de melhoria.  

23 de junho de 2023

Cancelamento do acesso às transmissões das reuniões do executivo, vergonha ou falta dela?

O doutor Pimpão acabou com divulgação e acesso online à última reunião mensal do executivo na página do município, no YouTube e nas redes sociais, conforme tinha sido instituído – e bem – pelo seu antecessor (Diogo Mateus). Fá-lo por vergonha ou falta dela? Com certeza, pelas duas coisas. O doutor Pimpão tem esta particularidade: encarna (quase) sempre o pior de dois mundos.



Ao contrário do que alguns iludidos julgam, actividade política executiva não é só festas e eventos; é uma actividade que exige competência, dedicação e desempenho (prestação de contas). Por conseguinte, as reuniões do executivo não são um passeio para nenhum presidente de câmara; são um exercício exigente que evidencia os méritos mas expõe os erros e as fragilidades dos intervenientes, mesmo sem dizer palavra. O doutor Pimpão desistiu de evidenciar os seus méritos… Percebe-se. Já se tinha percebido há muito que as reuniõses do executivo se tinham tornado um calvário para o Pedro e para a “Anabela”, um por falar muito e não dizer nada, a outra por ter de se manter horas a fio de beiços cerrados. 

O Pedro é o verdadeiro “Homem sem qualidades” - parafraseado por Musil - que alia uma profunda falta de talento executivo a um entusiasmo pueril, carregado de desejo, e regado com muita farra. Mas já que se meteu nisto tem de se aguentar à bronca. Custa - custa bastante - sentir o assombro do desastre. Mas actualmente só há uma forma de evitar a divulgação de figuras-tristes, é não as fazer. 

Nestas coisas da transparência não se pode andar para trás. Como diz o povo, para trás mija a burra.  

Adenda:

O doutor Pimpão recuou na medida de não disponibilizar as reuniões do executivo online em vídeo; deixou cair a desculpa esfarrapada referente à protecção de dados. Melhor assim…

21 de junho de 2023

Educação – a maior fragilidade do concelho charneira

Saiu recentemente o Ranking das Escolas de 2022. Para quem acredita que é necessário e indispensável fazer muito melhor, os resultados das nossas escolas não poderiam ser mais desanimadores: apesar de ocuparem, ao longo dos anos, posições muito modestas, em 2022 derraparam fortemente.

No ranking referente às notas dos exames nacionais do secundário – o que verdadeiramente interessa -, o Colégio João de Barros ficou na 167.ª posição (4.ª no distrito), desceu 66 posições face a 2021; a Escola Básica e Secundária da Guia ficou na 313.ª posição (11.ª no distrito), desceu 182 posições face a 2021; a Escola Secundária de Pombal ficou na 429.ª posição (17.ª no distrito), desceu 102 posições face a 2021.

Muitos  desvalorizam o Rankings das Escolas porque abominam avaliações e comparações - condições básicas para melhorar. Mas os dados falam por si. E pior: são consequentes... As escolas que pior formam penalizam os estudantes, no acesso aos melhores cursos e no processo formativo. 

Os políticos e os dirigentes educativos locais prometem-nos reiteradamente, a cada começo de um novo ano, um grande compromisso com a Educação e com o sucesso escolar, e, agora, também, com a felicidade na terra; seja com programas de potenciação do sucesso escolar, seja com o EPIS, seja com eventos e seminários sobre educação e parentalidade responsável... Mas uma coisa é certa: a receita não está a funcionar, não se está a trabalhar bem, estamos cada vez piores. 

A verdade é áspera. Porém, negar a realidade é não dar resposta.  


13 de junho de 2023

A marcha dos alinhados




Já lá vão muitos anos desde aquele início da década de 90 em que dois amigos recuperaram uma velha tradição de Pombal, as marchas populares, a cobertos dos "Amigos de Santo António". Penso nisso em cada edição, naquela entrevista que fiz à dupla Carlos Silva e Luís Mota, incansáveis nesta resistência. Os arquivos fotográficos e a memória de muitos pombalenses atestam bem como esta terra já foi tão viva a esse nível, num tempo em que - também aqui - as marchas representavam bairros (principalmente), quase sempre associadas a colectividades. Desse tempo tão rico em massa crítica fica o registo de um Pombal que fervilhava de actividade cultural, em que aqui nasceu até uma revista à portuguesa (Está a ouvir?). Não admira, por isso, que as marchas colorissem os santos populares da vila. 

Quando nos anos 90 esses dois amigos recuperaram a tradição, foi uma festa. E vieram tempos de glória, que trouxeram para a cidade os amantes das marchas de todo o concelho, evidenciando aqueles lugares e freguesias que já tinham essa tradição enraizada. A Câmara, através de um pelouro da Cultura  que então dava cartas, experimentou vários locais: o estádio municipal, a avenida - com as bancadas em frente ao Tribunal - o largo da Biblioteca. Recuperei essas imagens por estes dias, quando vi a (renascida) Marcha de Vermoil (quase marcha da Ranha...) usar de uma letra criada pelo cantor Nel Monteiro, que naquele ano foi padrinho. E porque dei pela falta da marcha de Albergaria dos Doze. Como noutros anos já dera pela falta da Machada, ou da Charneca, ou do Louriçal.  

Já eu tinha virado a página quando ontem à noite a transmissão televisiva das marchas de Lisboa me fez reflectir sobre o que mudou por aqui, sem sairmos do mesmo lugar. A cidade que está refém do turismo, que varreu os moradores dos bairros mais emblemáticos - tema que, aliás, domina a letra da marcha da Bica, a vencedora do concurso deste ano, ironicamente despejada da sua sede - consegue ainda manter de pé as colectividades, que organizam e promovem este produto cultural sempre melhorado. E também há lá lugar para as IPSS. E para as crianças das escolas - como aqui acontecia!

Já estivemos muito à frente do (nosso) tempo, é verdade. Já fomos essa terra. Se ainda formos a tempo de debelar o falso associativismo, talvez à Câmara e juntas caiba de novo o papel que lhes compete: o de apoiar, com meios, e incentivar, ao invés de desfilar. 


12 de junho de 2023

Aposta no Turismo, dizem eles e elas!

No passado fim-de-semana (prolongado), resolvi tirar umas horas para repetir o roteiro pelos Espaços Museológicos e pelo Posto de Turismo, como fizera em 2017. Moveu-me a curiosidade pelos efeitos das medidas, dos investimentos e dos múltiplos eventos realizados no muito badalado eixo estratégico do Turismo. Não posso expressar desilusão pelo que encontrei porque, ao contrário dos politiqueiros locais, nunca tive qualquer ilusão sobre esta matéria, mas, mesmo assim, não esperava encontrar a mesma apatia geral. Foi confrangedor ver e sentir aquelas jovens funcionárias, que ali cumprem um verdadeiro “castigo”, despertarem do longo tédio que é aquela (des)ocupação ao verem chegar o que supunham ser um turista. 



A realidade é o que é e não é sensível a estados de espírito ou a boas-vontades. Sejamos realistas: no horizonte das nossas vidas, Pombal não terá turistas em número significativo. Porquê? Porque não possui, nem possuirá, nenhuma atracção natural ou cultural capaz de os atrair. Desta evidente constatação não advém mal nenhum à comunidade, antes pelo contrário.  Mal para a comunidade advém – tem advindo – das erradas opções de investimento. Faz doer qualquer alma minimamente consciente que recursos financeiros escassos sejam desbaratados sem qualquer análise de custo-benefício em elefantes brancos como o CIMÚ-SICÓ, a Quinta de Sant`Ana, a Casa da Guarda Norte, etc., e em espaços mortos e decrépitos como os “museus” do Centro Histórico. 

Ao contrário do que os politiqueiros da terra repetidamente afirmam, o Turismo não deve ser um eixo estratégico de desenvolvimento do concelho, pela simples e forte razão de o Turismo não ser a solução para nenhum País ou comunidade, salvo raríssimas excepções - forte atractividade natural ou cultural -, por ser uma actividade naturalmente ineficiente, logo incapaz de gerar riqueza e rendimento significativo e consistente - o que não significa que não deva ser aproveitado. 

Por conseguinte, o foco deve ser colocado no embelezamento do espaço público, direccionado para a melhoria da qualidade de vida dos residentes, e não tanto para a utópica atracção de turistas. O desastre que o voluntarismo bacoco espalhou pelo concelho está à vista de todos. A Praça Marquês de Pombal e a Zona Histórica comprovam-no na plenitude – nem atractividade nem turistas. Mete dó ver aquele decrépito espaço abandonado e poiso de enfeites de mau-gosto.

9 de junho de 2023

Olha a Pala!

Como já aqui referi, a Pala colocada na Praça do Cardal é uma aberração urbanística que descaracteriza, enfeia e emporcaha a praça, já  de si incaracterística.  

Mas não temos ninguém, com responsabilidade e dois gramas de bom gosto, que olhe para aquilo e tome medidas.


7 de junho de 2023

Pombal já tem Jornadas Académicas

Pombal não tem Academia, nem Ensino Superior, mas já tem Jornadas Académicas! Haja festa! Que o resto arranja-se - dizem eles e elas!



O Pedro prometeu-nos a felicidade na terra, quando ela nem no Céu existe, mas fez da felicidade um assunto ordinário, medíocre até, feito de pompa e vaidade para seu contentamento olímpico. E em pouco tempo, moldou a terra à sua imagem e semelhança: um arraial contínuo de farras e fanfarras.

Na acção política - como em tudo na vida - nada é mais nefasto que os errados incentivos e os maus exemplos. A política do Pedro é só isto: uma comédia e uma comedoria sem fim e sem regra, uma burlesca e infantil ilusão que faz da câmara uma Central de Eventos e da terra um poiso de cigarras.

Para as pessoas normais as farras são momentos de corte e descanso. Para o Pedro & C.ª são um propósito e uma missão, por onde doudejam demasiadas ficções e criaturas que só pensam em dar ao rabo e em fazer gala dos seus atavios, numa volúpia e numa embriaguez que alegra e afoga mágoas. 

Aqui chegados, a esta comédia e a esta comedoria, custa perceber o que surgiu primeiro: a farra ou o bobo (da farra). E como é que se vai sair disto.