7 de maio de 2013

Regresso ao passado

Não me recordo da minha professora primária dos dois primeiros anos, mas recordo-me muito bem do dia em que embarquei em Almezinha, de madrugada, na camioneta da Companhia e Viação de Pombal, com o resto da canalha, para fazer o exame da 4.ª classe, em Pombal.
A noite anterior foi passada em branco. Às seis da manhã, upa! Vestir o fato domingueiro, engolir qualquer coisa à pressa e corda às pernas que se faz tarde e não se pode perder a camioneta. Depois, quase de uma hora para percorrer 15 Km, aos solavancos, primeiro sobre estrada de terra batida e depois por outra de manchas de asfalto.
Da parte da manhã, provas escritas: Ditado, Aritmética, História e Geografia. Da parte da tarde, para quem não tinha reprovado, provas orais.
Era, diziam, o melhor aluno da escola, mas isso de pouco me valeu. A pauta, cheia de reprovações, atribuía-me um “suficiente” que me dava direito a ir à oral. Na oral, só me lembro de me terem perguntado quais eram os cereais que se cultivaram na região centro e de eu só ter respondido o milho (eu que era da aldeia e estava farto de ver o que toda a gente cultivava). Estava, com certeza, bloqueado e os examinadores perceberem-no, e, por isso, perguntaram-me o que é que eu tinha comido ao almoço. Isso, eu sabia (tinha sido o melhor momento do dia) e respondi: frango assado com batatas fritas e arroz (no Verdegaio). Mesmo assim, com esta ajuda, não consegui responder o que eles queriam ouvir: arroz. Condescentemente aprovaram-me com um desprezível “suficiente”.  
Lembro-me como tivesse acontecido ontem, da expressão agressiva do professor Diamantino, para mim e para a minha mãe: “de ti, Adelino, não esperava este resultado, desiludiste-me”.
E a minha mãe, na viagem para casa e ao longo de toda a vida, sempre me atirou à cara que eu tinha feito um mau exame e tinha desiludido o professor Diamantino. Aquele dia foi um dos mais terríveis da minha infância (e a minha infância não foi nada fácil), imaginem o que foi para a maioria dos meus colegas que tiveram que suportar a vergonha do "chumbo", para alguns deles, repetida. Sim, alguns passavam por aquele calvário duas, três, quatro vezes, até poderem abandonar a escola aos catorze anos, sem a 4.ª classe (um alívio para eles e para a família).  
Hoje, o meu garoto disse-me que não tinha aulas porque os putos da primária iam fazer as provas da 4.ª classe à escola dele. Estamos a regressar ao passado, à vida a preto e branco, à inventariação simplita de bons e maus.
Como bem dizia o Professor Rui A. Santiago, os "Exames da 4ª classe só podem ser bons para os psiquiatras”. Eu salvei-me: do “chumbo” e do psiquiatra.
Não havia necessidade, mas a cegueira ideologia obriga!

6 de maio de 2013

O mundo ao contrário deve ser isto

1.O Primeiro-Ministro é um rapaz do meu tempo e vai à TV anunciar mais desgraça. Era suposto que tivesse ao menos vergonha na própria cara e poupasse o povo das suas aparições públicas, nos dias seguintes. Ao contrário, no dia seguinte vem a Pombal comer camarões e fazer uma festança no Expocentro, porque o PSD ainda acha que há razões para festejar.

2. No mesmo dia (sábado), a Câmara organiza a Milha Urbana, prova de atletismo que podia e devia ser uma festa da modalidade dentro da cidade, chamando atletas e público. Ao contrário, a autarquia parece ter entrado num registo de actividade privada, primando pela falta de divulgação, como se quisesse esconder o que faz. Resultado: o povo anda pela cidade, porque está bom tempo, e pergunta insistentemente o que é que se passa ali, na avenida. Nem eles sabem, se calhar.

3. A Feira do Livro arranca no domingo, outra vez em modo sombra do que foi, noutro tempo. Um evento que se agenda para Maio deveria, supostamente, viver da rua (foi assim que nasceu, primeiro no jardim municipal e mais tarde do excelente recinto da Biblioteca). Ao contrário, enfia-se tudo dentro de uma tenda de lona e arranja-se ali um cantinho para as actuações, entre a Biblioteca e a tenda, que já agora serve de passagem também. O público é presenteado na abertura com um belíssimo espectáculo infantil da companhia Peripécia*; pais e filhos saem do interior da Biblioteca e até podem ficar ali o resto da tarde entre a música e os livros. Ao contrário, chega o séquito presidencial, interrompe-se a actuação dos músicos, que decorre à entrada da feira, para um discurso do presidente: não sei quê de cultura e educação e mais o dia da mãe e o negócio dos livros.

*O espectáculo Cores lotou o auditório municipal. Era tão fácil fazer mexer a cidade, enquanto ainda tem gente.

5 de maio de 2013

Leiria e a RATA

Li a notícia no Região de Leiria em http://www.regiaodeleiria.pt/blog/2013/05/03/camara-de-leiria-da-apoio-de-35-mil-euros-a-freguesias-para-impugnar-agregacoes/: Câmara de Leiria dá €3.500, a cada uma das 10 freguesias que pretendem impugnar a agregação de freguesias.
Informei-me melhor e fiquei a saber que não são só €3.500,00 para cada freguesia porque, afinal, cada uma das 10 freguesias irá gastar ainda mais €1.500,00 do seu próprio orçamento, e que estes gastos são só para uma 1ª fase. Ou seja, numa 1ª fase serão gastos €50.000,00, depois mais serão.
Tendo todas as Juntas recorrido ao mesmo gabinete de advogados, o qual patrocina a Câmara de Leiria, justificou-se o Presidente dizendo que foi escolha das Juntas e mera coincidência, mentindo descaradamente como se os cidadãos fossem estúpidos…
A desonestidade da argumentação, leva-o mesmo a dizer, para ser comunicado ao público, que a oposição, ao votar contra, está contra as populações. Argumentação miserável de quem se serve dos impostos dos contribuintes para fazer demagogia de caça ao voto. Se tivesse de pagar do bolso dele não andava a brincar ao poder…
E cá por Pombal, quanto custaram as providências cautelares e qual a entidade que disponibilizou o dinheiro dos nossos impostos? Eu quero saber, eu pago impostos…

3 de maio de 2013

PS



Aqui jaz, em silêncio, quem foi grande, distinto e protagonizou a época de maior crescimento do concelho.
Que descanse em paz…

2 de maio de 2013

Ainda a RATA (IV)

Caro presidente da câmara e caros presidentes das juntas de freguesias;

Admitindo que estão mesmo preocupados com a extinção das nossas históricas freguesias e esgotada a via judicial, venho por este meio apresentar-vos os meus prestimosos serviços para desfazer a RATA.
Desde já vos garanto que a minha solução é simples, barata e de eficácia, praticamente, garantida.
Não sei porque esperam!

PS: Orçamento: 10% dos custos com as (inúteis) providências cautelares.


1 de maio de 2013

REJEITADA

A providência cautelar instaurada pelas freguesias agregadas ou pelo Município de Pombal foi liminarmente indeferida (rejeitada). Não conhecemos os fundamentos, mas supomos que sejam idênticos ou iguais aos que constam do Acórdão do S.T.A., relativo a outra providência doutra freguesia e que pode se consultado em http://www.dgsi.pt/jsta.nsf/35fbbbf22e1bb1e680256f8e003ea931/6802c068214a6dd780257b4f0031db83?OpenDocument
O presidente da Câmara e alguns autarcas decidiram instaurar providências cautelares, sem fundamento, só porque anunciaram publicamente tal intenção. Incumbiram o(s) grupo(s) de juristas pagos com avenças pela Câmara Municipal de Pombal, ou seja, pagos pelos contribuintes, ou melhor, pagos pelo estado para “pôr” o estado em Tribunal. Incoerentemente e irresponsavelmente, deduziram lide temerária, pois sabiam que não havia fundamento legal e já conheciam a jurisprudência do S.T.A. em casos iguais. Andaram a brincar ao poder e esbanjar o nosso dinheiro com manobras e diversão, o que certamente não fariam se tivessem de pagar do seu bolso as despesas processuais…
No período de preparação da lei da reforma autárquica, e apesar das várias “sessões de esclarecimento” sobre os objetivos, os autarcas nada fizeram: não estudaram soluções nem elaboraram propostas. No período fixado pela lei para apresentação de propostas, os autarcas, mais uma vez, nada fizeram pela reforma e optaram pelo boicote e pelo absentismo.
Com Narciso Mota a liderar, Rodrigues Marques a coadjuvar, Adelino Mendes a manipular e outros a reivindicarem uma fatia do protagonismo, formou-se um grupo do reviralho, com manifestações ao som da internacional socialista, contestação ao governo da república, propostas de cortes de estradas, de boicote de eleições, de providências cautelares, etc…
A irresponsabilidade e o absentismo dos autarcas, deixou-os fora da escolha das soluções que poderiam ter sido encontradas…
Agora vieram as providências cautelares. Veio também uma coisa estranha e miserável: o membro da Junta de Freguesia do Louriçal, única Junta socialista e que esteve a favor da agregação, apresentou na Assembleia Municipal uma proposta de revogação da Lei.
Brincam ao poder com o dinheiro dos contribuinte. Um bom título para uma reportagem do "Pombal Jornal"... 

30 de abril de 2013

Ainda a RATA (III)


Por cá, Rodrigues Marques, presidente da ex-Junta de Freguesia de Albergaria-dos-Doze, é um dos mais empenhados em endireitar a RATA na justiça e, desta forma, evitar a extinção da sua freguesia. Sem sucesso!
Albergaria dos Doze teve um passado grandioso, mas há muito tempo que só via passar os comboios. O seu futuro apresentava-se sombrio, mas Rodrigues Marques nunca imaginou, nem nos piores sonhos, que a paciente lhe morresse nos braços. Mas com tantos erros, o desenlace acaba por não surpreender muito.
Comprova-se mais uma vez: onde não há oposição as comunidades tendem para a extinção.  

Ainda a RATA (II)

A RATA nasceu torta em Lisboa e, em Pombal, cresceu torta. O povo diz que o que nasce torto tarde ou nunca se endireita. Em Pombal, a RATA vingou torta com a conivência de muita gente: uns por tacticismo, outros por cobardia e quase todos por manifesta irresponsabilidade.

Os políticos (politiqueiros) locais abdicaram da responsabilidade de decidir, ignorando que não decidir é, em si, decidir. Agora, pateticamente, querem endireitar a RATA na justiça. 
Quem paga? O contribuinte…

Sai um bolo com 39 velas para a mesa do senhor Coelho, sff

De maneira que vai haver festa em Pombal. Esta malta não brinca em serviço, não senhor. Vão montar arraiais no Expocentro, sábado, ao almoço. Mesmo sem oposição (externa) o tempo não está para descuidos...

Sessão solene

25 de Abril de 2013, 11h da manhã, Salão Nobre do Edifício dos Paços do Município:

Maria Luís Brites (em representação do BE): “Viva o 25 de Abril!”
Adelino Leitão (em representação do PCP): “Viva o 25 de Abril!”
Adelino Mendes (em representação do PS): “Viva o 25 de Abril!”
Ofélia Moleiro (em representação do PSD): “Viva o Diogo Mateus!”

Não havia necessidade…

Houve quem tivesse estranhado a ausência do CDS. Eu não.


25 de abril de 2013

Cinco anos de Farpas

Obrigada a todos os que aqui vêm, os que não vêm mas ouvem o que outros lhe contam, os que têm a coragem de comentar, os que têm nome e rosto, os amigos e os inimigos. Amanhã temos encontro marcado, ao jantar. Saúde!




E depois de Abril? Viemos nós, os que nos habituámos a pouco valorizar a liberdade, porque nela crescemos. Os que fomos, aos poucos, cedendo tanto, sem, às vezes, disso nos apercebermos. Os que aceitámos a premeditada censura, ou a auto-censura, como se fosse uma necessária moderação feita à medida e fomos abdicando de falar, de escrever, de pensar, de estar. Mas é tempo de assumir outra atitude. É tempo de afirmar a liberdade, a diferença, a cidadania. É tempo de reflectir, de criticar e de denunciar “progresso da decadência”.
Passados 30 anos, o nosso mundo divide-se – outra vez – por uma cortina de liberdade: entre os que têm a coragem de afirmar a liberdade e os outros, que se escondem atrás do ecrã, no anonimato, à espera da benesse.
Nesta esquina colectiva em que nos juntámos, só há lugar para os primeiros.
Viva a liberdade!

24 de abril de 2013

Fraco orgulho

Os politiqueiros da praça ficaram radiantes com os resultados da PMUGEST: Diogo Mateus  disse que “melhor era impossível” e Adelino Mendes foi ainda mais longe e disse que a Câmara “deve estar satisfeita pelo resultado alcançado”, e que “o modelo de Pombal devia ser duplicado em outros municípios do País”. Compreende-se: Diogo Mateus e Adelino Mendes foram formatados na mesma máquina, mas custa a engolir tamanha desfaçatez.
Os resultados da PMUGEST dão o que se quer que dêem, ponto final parágrafo.
Afirmar o contrário revela ignorância ou vontade de fazer dos outros ignorantes.

23 de abril de 2013

Cinco anos de Farpas e um jantar-debate



O Farpas faz cinco anos no próximo 25 de Abril. Não encontrámos melhor forma de comemorar que esta: à mesa, entre um copo e uma conversa, num jantar marcado para sexta-feira, dia 26, às 20h30, no restaurante S. Sebastião (Travasso, Pombal). Uma noite da má-língua que reúna a comunidade farpeira: os da casa, os comentadores, os assumidos e os outros, os amigos e os inimigos. Basta que se inscrevam até ao final do dia de quarta-feira, por aqui ou pelo e-mail farpaspombalinas@gmail.com
A conversa andará à volta do tema "Liberdade de Expressão - opinar é preciso!", tão caro quanto actual. O jantar custa 12 euros por pessoa.

22 de abril de 2013

Ainda a RATA


Sendo certo que Miguel Relvas foi o arquitecto político de uma RATA sem nexo, não é menos verdade que a Lei foi votada e aprovada na Assembleia da República. Votada e aprovada, sem ressalvas, entre outros, por Pedro Pimpão, deputado que também é Presidente da Concelhia do PSD/Pombal e que entendia que a reforma é um sinal de modernidade. Não quero criticar as opções políticas de Pedro Pimpão, sendo legítimas, tanto que convergimos na necessidade de reforma, mas não na forma da mesma. 

Mas não posso deixar de constatar o aviso que Narciso Mota deixa, a propósito da RATA: “o povo tem muita força e vai dar o cartão vermelho a quem o deve dar”. Se Miguel Relvas e Paulo Júlio não irão a votos em Pombal (ou noutro sítio), se a Assembleia Municipal e as Assembleias de Freguesia locais rejeitaram a RATA, a quem é que Narciso Mota quer ver dado um cartão vermelho?

17 de abril de 2013

Sessão de esclarecimento


Na sequência do post “ETAP mais uma vez”,  a direcção da Escola Tecnológica Artística e Profissional de  Pombal convocou o seu autor para uma reunião, no sentido de esclarecer as questões colocadas no post. O José Gomes Fernandes fez questão de se fazer acompanhar pelos d'a Casa, o que foi aceite pela Direcção da ETAP. A reunião aconteceu ontem, ao final da tarde.
O Farpas foi recebido ao mais alto nível: pela Direcção e pelos accionistas da Escola. Depois de uma visita guiada pelas instalações, a reunião decorreu, durante cerca de 3 horas, em clima colaborativo. A direcção e os accionistas da Escola responderam a todas questões colocadas pelos Farpeiros.
Desta forma, desfizeram-se dúvidas e ficámos a conhecer melhor a realidade da escola.  Saúda-se esta nova postura de transparência.

15 de abril de 2013

Isto seria cómico, se não fosse trágico

Deixemos de lado o facto de não existir uma programação regular - pensada, organizada, como noutras cidades à volta - no Teatro-Cine de Pombal. Relevemos que a sala principal seja assim uma espécie de "barriga de aluguer" (como tão bem lhe ouvi chamar, certa vez, a uma figura da terra); esqueçamos os milhares que nos saíram a todos do bolso nos anos dourados do Café-Concerto, quando lá em cima se acotovelava gente para ver de perto grandes nomes da música, enquanto cá em baixo as moscas dançavam no grande auditório. E olhemos então para o presente, enquanto ainda se pode sonhar com futuro: de facto, sou eu que tenho tido muito azar, certamente, pois que "falhei" aquele espectáculo de Fernando Mendes que pelos vistos esgotou a sala. Lamentei que em pleno dia do município a cantora Cristina Branco cantasse para uma sala nem sequer composta, num espectáculo gratuito, em que apenas era preciso reservar o bilhete. Da mesma maneira que me espantei quando, no sábado de Páscoa (em que a cidade recebe tantos dos seus que se foram daqui para fora), o espectáculo do grupo Fado com Alma decorreu de forma brilhante, para um público constituído por 30 pessoas. E cinco funcionários municipais.
E ontem foi a vez de Lula Pena. Mais um espectáculo gratuito - para assinalar a abertura do Festival de Teatro - supostamente pago pelo município, com o apoio da Cultrede - para uma sala que não encheu.
De facto, numa autarquia em que se acabou com o pelouro da Cultura, com o gabinete de Comunicação e qualquer estratégia de divulgação, só por milagre virtual ainda se espalha a notícia. O Teatro Amador de Pombal merecia mais, o público - que somos todos nós - também. Ou não.

nota de rodapé: para a próxima, digam ao senhor presidente que é muito feio chegar atrasado e ainda por cima bater a porta. E alguém se encarregue de assegurar que o coro faça o favor de ensaiar noutra hora, quando houver espectáculos.

13 de abril de 2013

Calhaus

O Cardal em Pombal. Concelho com História ou com vontade de terraplanar?

E isto numa terra com historial pré-histórico, romano, ligada a um figura emblemática da fundação portuguesa e a uma das mais míticas ordens da História, a uma figura fundadora do nosso Estado Moderno (para o melhor e para o pior) e a 3 primeiros-ministros do nosso país. É que já era mau começar obras sem ouvir (não digo condicionar, mas apenas ouvir) alguns dos mais afectados, mas pior é saber que se intervém numa zona onde há vestígios arqueológicos e nada, mais uma vez, pelo menos aparentemente, acontecer que mereça relevo. Pedras, dir-me-ão. Não. Calhaus, é o que é. 



9 de abril de 2013

Festival de Teatro de Pombal 2013


É já na sexta-feira, dia 12, pelas 22h, que tem início mais uma edição do Festival de Teatro de Pombal. E não podia começar melhor: um espectáculo da fabulosa Lula Pena! Uma voz única, uma rara sensibilidade musical, um bom gosto irrepreensível. Se estes não forem motivos suficientes para Pombal encher o Teatro-Cine, lembro que o espectáculo é à borla! 

8 de abril de 2013

ETAP mais uma vez


Qual é o valor do passivo da Etap? €3.300.000,00 como dizem que consta do relatório de contas de 2010 e como dizem ter sido publicado num jornal? Quem controla as contas da ETAP?
Quanto dinheiro é que a Câmara Municipal enfia na ETAP através da Adilpom?
Quem controla os gastos e as contas da ETAP? Quem se importa? Quem vai pagar?
O que irá fazer o próximo executivo camarário? Que medidas irá tomar e que esclarecimentos irá prestar aos contribuintes?
Proponho que o “Pombal Jornal” investigue este caso e o trate segundo as várias perspetivas, sempre com contraditório…

1 de abril de 2013

Adivinha quem voltou?

Foi um domingo de Páscoa em cheio. Pelo menos até a GNR decidir cortar o trânsito e impedir os mirones de apreciarem aquele espectáculo único. Quer dizer, o primeiro destes desde a inauguração do Parque Verde do Açude, há coisa de um ano.

Dizem os entendidos (aprendizes de iluminados e pseudo-intelectuais) que não podemos impedir a força da natureza, mas devemos prevenir para não remediar. E há (havia) cuidados a ter em conta. Ou então não. Ou então isto chama-se planeamento e visão estratégica, pois que o passeio ribeirinho se transformou em passeio marítimo. Venham as docas, antes das eleições, vá. Perante os atrasos evidentes nas obras do Cardal, talvez seja uma boa alternativa para o dossier inaugurações do Bodo.