No registo certo (afinal, mais vale tarde que nunca), o presidente da União de Freguesias da Ilha, Guia e Mata Mourisca levantou finalmente na Assembleia Municipal a questão da pecuária que ameaça abrir portas e cheiros naquela região - como aqui foi alertado, em Outubro último.
Depois disso, já o assunto se espalhou nas notícias.
Gonçalo Ramos percebeu, enfim, como deve ser o modus operandi: de forma clara e concisa partilhou com todos a preocupação e questionou a Câmara. Estava feito. Mas o presidente da Junta do Louriçal (que lida mal com a democracia, como facilmente se percebe, pelo desagrado manifestado com a falta de unanimidade noutros assuntos) achou que tinha alguma coisa a acrescentar. Mais: estava a achar-se tanto, que quase parecia a entidade máxima da autarquia. Ora, perante a resposta de Diogo Mateus - que, pasme-se, garantiu que a Câmara vai procurar 'compatibilizar, se for compatibilizável, a convivência humana sobre a convivência animal', percebe-se bem o desconforto causado. O poder não gosta de ser importunado, e José Manuel Marques arriscou-se muito...
ps1: Gostei muito de ouvir D. Diogo dizer que governa para as pessoas. Ele não tem dúvidas. Eu às vezes tenho. Mas isso sou eu, que não fui tocada pela sabedoria de Cavaco, ao tempo da hegemonia laranja no todo nacional.
ps2: que deleite, aquela conversa acompanhada das mais belas expressões, entre Manuel António e José Gomes Fernandes - este último regressado à linha da frente do partido. Que deleite.










