5 de março de 2021

Uma falácia em que o PS gosta (ou tem?) de embarcar


Na última sexta-feira a Câmara aprovou por unanimidade uma proposta da Câmara, recomendando ao governo que alargue a área de influência do Instituto D. João V à freguesia de Almagreira, além da aprovação de abertura de 2 turmas no 5º ano; 2 turmas no 7oº ano e 1 turma no 10º ano de escolaridade neste estabelecimento de ensino particular e cooperativo.

No mesmo dia, a Assembleia Municipal aprovou a referida proposta por maioria, com duas abstenções.

O que ressalta deste servicito público que o poder político está a fazer ao sector privado não é novo. Como o próprio Diogo Mateus referiu, andamos nisto há cinco anos. Foi desde que o Governo teve coragem para por termo ao regabofe que durante anos todos nós andámos a pagar. É certo que há situações de manifesta injustiça pelo país, porque (como sempre) se olhou para a decisão com régua e esquadro, fazendo pagar o justo pelo pecador. Mas foram casos como o do IDJV (ou talvez 'o caso') que levou a cortar o mal pela raiz.

Já aqui contei mais do que uma vez a minha história, (a maneira como fui desviada do ensino público para o ensino privado no Louriçal), e que é a história de tantos. Seria bom que Odete Alves não reproduzisse apenas o canto da sereia que escuta. E que antes de fazer - como nenhum vereador da maioria foi capaz- a defesa da coisa, soubesse da história:  O Louriçal é uma economia muito assente no Instituto D. João V? É. Quando o cerco começou a apertar, o grupo GPS não teve qualquer pejo em fazer despedimentos em barda no seu corpo docente. O mesmo que comprou os apartamentos na urbanização construída por uma empresa do grupo e que comprava as viagens na agência do grupo. Foram famílias inteiras, formigas fora do carreiro, de repente.

Odete diz que não tem elementos suficientes para se pronunciar sobre a "falta de visão a longo prazo da tutela, ao nível do ordenamento e gestão da rede escolar" referida na proposta que aprovou e defendeu. Muito estranho. Sei que ao tempo em que era secretária de Estado da Educação, a corajosa Alexandra Leitão lhe fez um desenho, numa reunião em Leiria, na sede do PS. 

Ainda julguei que a diretora pedagógica do IDJV daria um ar de sua graça na Assembleia Municipal (para a qual foi eleita nas listas do PS mas é raro lá por os pés), mas isto sem coro da terra não é a mesma coisa, e lá foi (outra vez) substituída.

A vereadora e candidata à Câmara acertou, porém, numa parte da intervenção. Foi quando falou do espólio do IDJV. Agora que a manta está curta, convém salvaguardar o que ainda não foi alvo de espoliação a todos e a cada um.

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