17 de fevereiro de 2022

Os custos enormes da inépcia (II)

Confirma-se o que aqui postei: o doutor Pimpão vai contratar um Director Municipal, grau 1 (o de topo).


Bastaram três meses para o doutor Pimpão bater contra a parede - reconhecer que tem que contratar alguém para fazer o trabalho a que se propôs, mas que manifestamente é incapaz de fazer: administrar a câmara.

Inicialmente, a lei previu o cargo de Director Municipal para Lisboa e Porto (municípios de grande dimensão e estrutura administrativa), depois alargou o âmbito aos grandes municípios, e recentemente estendeu esta possibilidade a todos os municípios (desde que tenham estrutura de custos que o suportem). Desta forma, permitiu que cidadãos com actividade profissional ou empresarial muito preenchida pudessem exercer o cargo sem necessidade de grande comprometimento executivo. No passado, muitos presidentes de câmara adoptaram este modelo, delegando no vice-presidente da câmara (quase) toda a acção executiva. Se o doutor Pimpão contratasse o Director Municipal por boas-más razões a malta compreendia e aceitava. Infelizmente, não é o que o Pedro busca.

No seu fraco pensar, o Pedro procura matar dois coelhos com a mesma cajadada, ambos em seu próprio benefício (mas em prejuízo da câmara). Por um lado, visa libertar-se do fardo (castigo) que é para ele administrar a câmara, incumbência para a qual não possui vocação, nem perfil, nem jeito algum; por outro, procura libertar-se para aquilo que lhe dá gozo e tem jeito: o divertimento das excursões de recreio, com o único intuito da propaganda, dar-se a conhecer e ser conhecido.

O Pedro desconhece, coitado, que em muitas situações mais é menos. Esta medida será uma delas. Mostra que não confia nem acredita na capacidade da sua vice-presidente – Isabel Marto – e não percebe que por duas razões muito óbvias não vai conseguir contratar e enquadrar um Director Municipal que o ajude.

14 de fevereiro de 2022

Cultura de quê?


 


Houve um tempo (no século passado) em que a inauguração de uma exposição de pintura era um acontecimento na terra. Ir à vernissage fazia parte da carta de funções dos autarcas todos, da lista de protocolo, e era uma espécie de cola social, numa terra onde nunca acontecia nada. O que mudou, então? - perguntará o leitor. As pessoas. Os autarcas. A preparação e organização.

Na sexta-feira passada abriu ao público a exposição "José Afonso, seus amigos e outras telas de intervenção" da autoria do pintor José Maria Bustorff, radicado em Pombal há mais de 20 anos. Foi numa exposição dessas que o conheci, há mais tempo ainda. Num tempo em que poder político mudara de mãos e (finalmente, anunciava-se) a cultura ia deixar de ser um caldo de "exposições, bandas e ranchos", porque até então não passava dali: exposições permanentes na galeria municipal (era numa sala que já não existe,  com saída para o Jardim das Tílias), concertos da Banda da Armada ou da Banda do Exército no velho Teatro-Cine, e festivais de folclore. E deixou. No primeiro mandato de Narciso Mota, com o saudoso Gentil Guedes ao leme do pelouro, e um Orçamento ilimitado, a Cultura passou para outra dimensão. Depois veio o novo Teatro-Cine, o Café Concerto, a Pombal-Viva que o geria, e não foi por acaso que a galeria ali ficou. Muitos dos actuais actores políticos não farão a mínima ideia disso, tal vez nem mesmo o presidente da Câmara. Já asneirámos tanto nesta terra (como querer dar o nome de Amália Rodrigues ao Teatro, em vez de António Serrano, por exemplo, só para trazer cá o musical do La Feria durante duas semanas...felizmente passou e nunca mais ninguém se lembrou disso) que às vezes custa crer, não é amigos e amigas?

O que agora custa é perceber é: Porque é que o Café Concerto continua fechado? A inauguração da exposição de JM Bustorff foi quase deprimente, com o espaço morto, ao lado. Contava fazer a pergunta a Pedro Pimpão, mas ele não apareceu. Estará o caso a guardar-se para Ana Gonçalves? (Sim, estou mesmo a ver que fará um dois-em-um, administradora-da PMU-vereadora-da-cultura-oficiosa). 

Vale muito a pena visitar a exposição, mas é preciso saber quando. Sabe-se que estará patente de 11 de fevereiro a 11 de maio. Mas a Galeria não existe de forma autónoma, estava ligada ao Café Concerto...Ora, de acordo com as informações da página municipal, os detalhes do evento são estes: é uma espécie de desafio às capacidades cognitivas do munícipe. Não digam que o pelouro da Cultura não é vosso amigo. Começa logo pelo slogan: Cultura para ser e viver!! (assim, com dois pontos de exclamação, que a malta é moderna, tipo...cenas).

12 de fevereiro de 2022

O amiguismo é inimigo do profissionalismo

O doutor Pimpão resolveu colocar mais três amigos/as na administração pública. Agora na PMUGest. Sem qualquer critério que não seja o do amiguismo. 

Bem sabemos que o Pedro gostaria de dar emprego e/ou benefícios a todos os seus amigos. Vai falhar - não o vai conseguir. O doutor Pimpão parece não saber que, normalmente, o que mais alimenta é o que mais mata. O amiguismo será o principal veneno do doutor Pimpão. 



Consta – não há informação oficial – que a ex-vereadora Ana Gonçalves vai auferir choruda remuneração na PMUGest, e que os outros dois membros do CA não serão remuneração. Esta aberrante situação suscita as mais intrigantes dúvidas.

Como todos sabemos, não há almoços grátis – mesmo entre bons samaritanos ou bons escuteiros. Nem a gestão da coisa pública se compadece com falta de profissionalismo e de responsabilização.

Assim, pergunta-se:

O “administrador” nomeado para a PMUGest – João Cordeiro – vai administrar ou vai simplesmente ostentar o cargo?

Alguém acredita que é possível responsabilizar alguém que não é remunerado?

Alguém acredita que um “bom-samaritano” vai dedicar-se (trabalhar regularmente), ao longo de quatro anos, sem ser compensado? Se não vai trabalhar regularmente o que é que vai fazer para a PMUGest?

Se o cargo de presidente do conselho de administração da PMUGest não é para ser exercido regularmente porque é que não foi atribuído a um vereador? 

Estarão os vereadores tão ocupados ao ponto de não poderem participar numa reunião mensal?

O amiguismo anda sempre associado ao amadorismo. A PMUGest vai de mal a pior.

Chamem o Cura Vaz para lhe dar a extrema-unção.

10 de fevereiro de 2022

Quanto vai custar a administração da PMUGEST ao erário público?

O doutor Pimpão resolveu nomear dois amigos para a administração da PMUGest: o doutor João Cordeiro, que se nos apresenta como “gerente atual do balcão Novobanco em Pombal”; e a doutora Ana Gonçalves, nossa muito bem conhecida.  



Quando perguntado à doutora Marto – vice-presidente da “Junta”- quanto vão ganhar os dois administradores da PMUGest, entretanto contratados, respondeu ela que “não sei..., mas vai ser o de tabela”. Mentiu. Não há uma tabela; há um limite máximo. E quando os políticos atiram para a dita “tabela” estão a desculpar-se do indesculpável - pagar pelo máximo o que devia ser pelo razoável. A meia verdade é mais cínica que a mentira plena, mas até os aprendizes da política recorrem a elas. 

Na PMUGest o razoável seria Zero (zero encargos para o município). Foi assim no passado, mas o doutor Pimpão quer que agora seja diferente. Apesar da PMUGest ser deficitária e não gerar (nem gerará) receitas próprias significativas. É um simples artifício para contornar as regras da contratação pública que não deveria sequer existir, porque todas as suas actividades fazem parte das atribuições da câmara, e podem ser realizadas pela câmara com a mesma ou melhor eficiência.

Os dois administradores remunerados vão custar ao erário público cerca de 140.000 € anuais, 560.000 € no mandato, mais as despesas de representação da administradora não-remunerada. A PMUGest não gera receitas próprias desta dimensão. Por tudo isto, estas nomeações são irresponsáveis e profundamente danosas para o erário público.

Todos sabemos que o doutor Pimpão não sabe administrar, nem sabe sequer que é preciso fazer contas. E que também não tem quem o ajude. Por este andar, pautado pelo improviso, pelo amiguismo e pela boa-vai-ela, deixará a câmara ingovernável e o concelho mais debilitado.

Era difícil escolher um tipo tão impreparado; nem mesmo procurado com uma lanterna de Diógenes se chegaria a isto, ao que é realmente imperdoável. 

Adenda: 

Fazendo fé nas informações oficiosas entretanto recolhidas, errei ao afirmar que a PMUGest terá dois administradores executivos (remunerados). Consequentemente o custo inerente ao conselho de administração será de cerca de 70.000 € por ano e 280.000 € no mandato e não de 140.000 € por ano e de 560.000 € no mandato.

Até este momento, a câmara escondeu deliberadamente esta informação, provocando falsas percepções.

Voltarei a este tema, porque há muita coisa a esclarecer…

Tratar mal dos nossos

Pombal tem uma percentagem elevada de emigrantes, acima da media nacional!

E continua a fornecer recursos humanos de qualidade para outros países.

Falhámos coletivamente como país porque as condições de trabalho oferecidas não são atrativas e as perspetivas de progressão de carreira são diminutas.

E quando há um movimento generalizado dos emigrantes que pretende exercer o seu direito democrático, numa primeira experiência de votar por correspondência com elevado sucesso, um partido (PSD) decide ser a barreira limitadora num processo adaptativo e com isto invalidam 157 mil votos para o lixo.

Foram cerca de 400 mil portugueses que tentaram votar, mas pouco mais de metade é que contaram.

Já não chega que, para o caso da Europa, tenham votado cerca de 100 mil portugueses para eleger um deputado, contra os cerca de 20 mil portugueses que residem no território nacional, que desvalorizem o direito de quem está lá fora.

A lei eleitoral precisa de ser alterada, para que não haja regras diferentes para as várias eleições, para que o voto dos emigrantes tenha a mesma proporcionalidade de quem reside por cá, que seja possível votar eletronicamente.


6 de fevereiro de 2022

O doutor Pimpão já subsidiou o doutor Mateus

Quinta-feira, depois de receber o parecer da CCDR que nada esclareceu, o doutor Pimpão fez aprovar o subsídio de reintegração requerido pelo doutor Mateus, no valor de trinta e tal mil euros.



Como já aqui ficou dito, em 2002, quando deixou de exercer o cargo de vereador na CMP, o doutor Mateus teria direito ao subsídio de reintegração “na vida activa”. Por não o ter requerido na altura e por a lei ter deixado de o atribuir a partir de 2005, é no mínimo muito duvidoso que o direito à subvenção se mantenha ad aeternum. Por outro lado, mesmo que o direito se tivesse mantido após a alteração da lei, o direito prescreveu por já ter decorrido 20 anos após a verificação dos requisitos para a sua atribuição.

Como sabemos, o doutor Pimpão tem medo do doutor Mateus. Mas não pode julgar que se protege com o nosso dinheiro.

31 de janeiro de 2022

Pombal ainda é laranja?




São muitos anos, muitas noites eleitorais a adormecer e acordar com os gritos de vitória que a ruidosa Jota tem na ponta da língua e solta aos megafones, abafando tudo à sua volta. E são muitos anos em que a estratégia resulta, veja-se como o poder se alimenta dela, e ela do poder, de Diogo Mateus a Pedro Pimpão. Nestas eleições legislativas, pressenti que alguma coisa estava fora do lugar. Isolada - como um milhão e 200 mil portugueses - acompanhei como espectadora atenta o final da campanha. Aqui no burgo, estranhava o silêncio e a falta de empenho na campanha, embora justificada à partida pela aversão a Rui Rio - que o eterno jovem João Antunes dos Santos lá disfarçou, em voltinhas várias (fora daqui), "o candidato da JSD".

 

Quando as sondagens - ah, as sondagens...esse elixir de bonomia para um líder que ontem à noite deixou cair a máscara - mostraram que o país podia virar à direita, que o PSD poderia regressar ao poder, então foi tempo de alguns se mostrarem, ainda que timidamente. Foi quando Pedro Pimpão se anunciou mandatário concelhio de Rio, revelando integrar a comissão de honra da lista de candidatos do PSD por Leiria, encabeçada por Paulo Mota Pinto, nosso ilustre presidente da Assembleia Municipal (agora eleito deputado por Leiria). Aconteceu a 26 de janeiro. Quatro dias antes das eleições.

 

No PS, estas eleições abriram mais uma fractura. Alguns membros da concelhia prometeram (e cumpriram) nem sequer fazer campanha, incomodados com a atribuição do lugar de "suplente" nas listas dado a Pombal. Uma nota para o deputado Joelito, que defendeu o seu posto de trabalho até ao fim, e por isso se apresentou todos os dias para fazer campanha, ao lado da candidata Carla Mariza Pereira, que não encontrou apoio na estrutura local.

 

Feito o enquadramento, o que nos dizem os números? Há três notas relevantes que vale a pena destacar:

 

1. O PS foi o partido mais votado nas freguesias de Pombal e na Redinha. Quando os dados foram revelados na Escola Secundária de Pombal (onde a Junta de Freguesia revolucionou a organização das mesas de voto, parabéns à presidente Carla Longo e à sua equipa), percebeu-se que seria uma tendência. Aliás, o PS cresce em todas as freguesias, correspondendo ao fenómeno nacional: perante a hipótese de ver a direita chegar ao poder, o eleitorado mobilizou-se para votar em António Costa e no PS, sacrificando o BE e a CDU. No Louriçal, onde o PS tem um dos seus melhores resultados (ficou a 50 votos do PSD), o Bloco ainda consegue ir ao 4º lugar. E ali, o Chega ainda pia fino - tem a mais baixa percentagem de todo o concelho, enquanto a CDU (PCP/PEV) tem a melhor percentagem, mesmo que isso signifique apenas 2.23% dos votos.

 

2. Carnide, Abiul e Meirinhas são os últimos bastiões do PSD - acima dos 50%, mas longe dos 80 que escrevi em muitas noites eleitorais. Porquê? Porque é aqui também que o Chega consegue as suas melhores votações, logo seguido da Iniciativa Liberal. E depois sobra ainda qualquer coisa residual para o CDS-que-Deus-tem. Vale a pena lembrar que, em Pombal, o partido ainda alcançou mais de 500 votos. Curiosamente, em Vila Cã, terra natal da presidente, Liliana Silva, quedou-se por expressivas 22 cruzes.

 

3. O distrito de Leiria pintou-se de rosa pela primeira vez. Era um bastião laranja. Pessoalmente, não acredito que a escolha dos cabeças de lista influencie grande coisa o resultado das eleições legislativas. Defendo antes que os eleitores escolhem nesta contenda o partido que melhor os representa, e mais, quem querem ver como Primeiro-Ministro. Desta vez, foi gritante. Ainda assim, António Sales foi uma boa aposta.

Lamento que Leiria tenha perdido um deputado como Ricardo Vicente, empenhado até à medula em diversas causas, em detrimento de um negacionista do colonialismo, e outros demónios. Felizmente, o Governo não precisará dele(s) para nada.

 E agora? Será que o PS/Pombal já percebeu que o eleitorado sabe votar? Ou continuará a atirar-lhe culpas em cada derrota?

 

27 de janeiro de 2022

Os enormes custos da inépcia

Quem conhece minimamente o doutor Pimpão, e sabe quão exigente é actualmente a empreitada de administrar uma câmara municipal, de média ou grande dimensão, sabia que o dito não estava minimamente preparado para o cargo que os seus comparsas lhe destinaram e que ele abraçou como desígnio de vida.



Apesar dos riscos conhecidos, (quase) toda a gente concedeu o benefício da dúvida ao Pedro. Não pelos seus méritos políticos, que os não tem, mas pela compaixão que toda a alma bem-intencionada merece. Até este maldizente escriba acreditou que o doutor Pimpão saberia rodear-se de uma equipa experiente, com sólidas competências autárquicas, técnicas e políticas; que o doutor Pimpão se focaria no trabalho complexo de administrar a câmara, no estudo dos dossiers mais complexos e na preparação das decisões difíceis; que o doutor Pimpão era pessoa sensata, discreta e consciente da oportunidade única que lhe foi concedida e das responsabilidades que assumiu.  

Ora, toda a gente atenta, dentro e fora da câmara, já percebeu que o doutor Pimpão é inepto, como presidente da câmara. Serve para presidente da junta, mas não serve para presidente da câmara. Desgraçadamente, o doutor Pimpão não realiza nem ordena quem realize; tem poder mas não o sabe exercer. É uma alma pueril que esvoaça, esvoaça, e esvoaça para ser vista; que se ocupa e alimenta exclusivamente da encenação e da exposição com intuito de ser conhecido. 

Bastaram três meses – três simples meses! – para o doutor Pimpão perceber que não sabe, que não é capaz administrar a câmara; e que, apesar de ter designado quatro vereadores a tempo inteiro, quando a lei indica dois, não tem quem saiba governar a câmara. Vai daí, quer contratar alguém que o substitua, que faça o que ele não é capaz de fazer: administrar a câmara. Prepara-se para contratar um Director Municipal, cuja missão será gerir a câmara. 

Um Director Municipal, grau 1, recebe uma remuneração mensal de 3.734 € - acima do presidente da câmara! - mais 778 € de despesas de representação. Acarreta encargos anuais de cerca de 75.000 € e de cerca de 300.000 € no mandato.   

A inépcia é muito cara, mais cara a que arrogância. O doutor Pimpão deixará a câmara pior que D. Diogo a deixou. 

O doutor Diogo caiu pela arrogância. O doutor Pimpão cairá pela ignorância.

24 de janeiro de 2022

A Felicidade está nos detalhes

 

Diogo Mateus fez a sua primeira aparição pública desde que deixou de ser presidente de Câmara. Aconteceu ontem, na inauguração do Lar da Felicidade, nas Meirinhas, onde esteve presente a convite da direcção daquela IPSS. E isso confirma que são exageradas as notícias da sua morte política. 

Observando as fotos, e lendo as notícias que dali resultaram, percebemos que toda a cerimónia foi farta em fenómenos. Numa terra abastada, em que até o Lar de Idosos se chama Felicidade, não podia ser de outra maneira. 

21 de janeiro de 2022

O Parvo Vírus

O Parvo Vírus entrou em Pombal. Por agora só em algumas colónias, bem identificadas, mas pode disseminar-se. 

Subscrevo plenamente a necessidade de controlo dos Parvo Vírus. E pelos métodos recomendados: recolha, castração, vacinação e adopção dos portadores da maleita. Não se pode dar largas aos Parvo Vírus. Os Parvo Vírus são enorme ameaça, aos animais e aos humanos. Solução final com eles.


19 de janeiro de 2022

O facto político do momento na reunião da “Junta”

Reuniu, hoje, a “Junta”; no registo informal que lhe é característico (de cada um falar quando lhe apetece); sem a presença do doutor Pimpão, de "férias" em Cabo Verde, que, assim, evitou ter que ser ele a justificar o rol amigos e amigas que nomeou, sem qualquer critério que não seja o amiguismo - nem o sempre badalado critério da confiança política cumprem, como avante se verá! 

Coube à doutora Marto – vice-presidente da “Junta” – o fastidioso papel de ter que justificar, por critérios que ela sabe que não se aplicam nem se verificam, o injustificável - as nomeações do doutor Pimpão.

O doutor Pimpão espalhou propagandistas pelo gabinete de apoio ao presidente, pelo gabinete de apoio aos vereadores, e, vejam só, também pela defunta ADILPOM. Desconhece, coitado, que publicidade é pior que se pode fazer a um mau produto. E para a PMUGest (uma espécie de "empresa", deficitária e totalmente dependente da câmara) nomeou não um mas (+)dois administradores remunerados!

Custou ver a doutora Marto, conhecida por ter pelo-na-venta e mangas arregaçadas, naquele penoso arrastar de voz; naquele tormentoso pára-arranca contínuo de cada frase, de cada palavra; naquele martírio que as mentiras inverosímeis (e encomendadas) sempre provocam. Quando se ouve justificar a nomeação da Ana Gonçalves pelo seu curriculum, uma pessoa já nem ri. Mas também não consegue chorar.

A inépcia aflige. Mas a falta de decoro é pior. Ofende. 


PS: Com os representantes da “oposição” não vale a pena gastar muitas palavras. Lembrar-lhes, só, que quem ainda não tirou as devidas consequências dos desastrosos resultados eleitorais não tem legitimidade nenhuma para cobrar resultados a quem ainda dispõe de toda a legitimidade.  

16 de janeiro de 2022

Jovens autarcas – a infantilização da política

Decorreu ontem a “festa” da tomada de posse dos jovens autarcas. Tomada de posse de quê?! Valha-lhes Deus.



Já se previa que a política para o doutor Pimpão fosse festa, sempre festa, e quanto maior a festa melhor. Mas a confirmação supera as expectativas. Para o doutor Pimpão, administrar resume-se à lide oca e honorífica de um moinho em giro e sem grão, moendo-se a si mesmo, num rol de festas e homenagens sem critério e sem fim.

Criou-se – também por cá - o Orçamento Participativo para envolver os jovens adultos na política e na gestão autárquica. Um esquema pífio para entreter os aspirantes à profissão. Resultado: são proformas que geralmente não saem do papel - e ainda bem! Depois acrescentaram a “eleição” dos “Jovens Autarcas” – uma coisa pífia para entreter e iludir adolescentes (e não só)… A seguir virá um concurso qualquer para as crianças. Depois outro para as criancinhas. E, se nada mudar, ainda chegará outro para os bebés!  

Com o doutor Pimpão ao leme, a infantilização da política entrou em marcha acelerada. Ele julga que isto o engrandece. Não percebe, coitado, que só o diminui. Nem percebe que nem todas as associações somam. Esta é de soma negativa - não acrescenta nada, só destrói, porque desfoca. 

PS: a última coisa que queria para os meus filhos era vê-los metidos nisto.

15 de janeiro de 2022

A nomeada da semana

Pedro Pimpão acaba de nomear mais uma amiga da Jota para secretariar os vereadores. Desta vez a feliz contemplada é Nicolle Lourenço, que vai dar apoio ao vereador Pedro Navega. Sabendo dos créditos que lhe são (re)conhecidos na área, estamos em crer que é agora que assistiremos a um certo avanço importante em "agilizar os processos" (de que tanto se fala nas reuniões do executivo), nomeadamente com as parcerias... 
 #Seguimosjuntos?



11 de janeiro de 2022

A Nova Ambição, do Pimpão

Passados três meses, já se pode afirmar com segurança que a “Nova Ambição”, do Pimpão, de nova só tem o velho; e de ambição só tem a ilusão. 

Na ausência de melhor, bastou ao Pimpão vender a sua ilusão: uma enfiada de regozijos públicos que prometiam a felicidade na terra. Mas os mais atentos, ao que se passa dentro e fora da câmara, já perceberam que a “Nova Ambição” vive unicamente do fogo-fátuo de aparecer em reuniões no Salão Nobre ou da correria pela cidade e pelo concelho em busca de eventos para a vaidade encenada para as redes sociais. É um poder oco, que padece da epidemia da inaptidão, exercido por gente não serve nem para ajudar à missa, quanto mais para dar missa.  

De novo a “Nova Ambição” só tem o retrocesso. Voltámos ao “se não ajudarmos os nossos…”: o interesse do concelho pelo interesse do partido; o interesse do partido pelo interesse dos amigos; o interesse dos amigos pelo interesse individual.

Os concursos públicos passaram a designar os/as candidatos/as preditos. A avença dos serviços jurídicos continua a ir para o correligionário do partido, apesar do desempenho conhecido. Os boys vão-se encostando. 

Mas para finalizar - por hoje - consta que a ex-vereadora Ana Gonçalves, protagonista maior dos escândalos do último mandato, vai ser nomeada administradora da PMUGest – aquela empresa municipal que é uma máquina geradora proveitos.


10 de janeiro de 2022

O que (nos) resta da Cultura




 A agenda cultural de Janeiro começa e acaba no Encontro de Teatro, que acontece entre quinta e domingo, por iniciativa do Teatro Amador de Pombal. Chegámos a isto, aqui na terra: agora que se foram os confettis do bosque encantado do Natal e do entretenimento que muitos confundem com programação cultural, percebemos que nem os visionários conseguem mascarar o que não há. Os serviços municipais tentaram preencher então a dita cuja com actividades diversas, workshops e encontros que vão desde informática para idosos (!) até um "círculo de leitura de livro" que está a ganhar um espaço inusitado quer na agenda, quer na Biblioteca (que continua sem responsável)  - um tema a que talvez ainda tenhamos que voltar...

Ah, o TAP. O mesmo que faz parar no Cardal até aqueles que não vão ao Teatro-Cine ver os espetáculos, surpreendendo-nos sempre, em cada encontro, em cada aniversário. E este ano convidou os vizinhos da ADAC. E os amigos da Ajidanha. E ainda Os Gambuzinhos com 1 pé de fora, da Benedita, que trazem a Pombal a peça "Não há assassinos no paraíso” (na foto), com encenação de José Carlos Garcia.  

9 de janeiro de 2022

Para desenfastiar do arroz de tomate falemos de nabos e nabiças

Percebi, finalmente, o sucesso do arroz de tomate: a malta devora-o até ao enfartamento. Mas como o que enfarta enfastia, falemos de nabos e nabiças – excelentes antídotos contra o enfastiamento por arroz de tomate.



Até porque não somos famosos unicamente pelo arroz de tomate. Somo-lo igualmente pelos belos nabos e pelas belas nabiças. Dão-se bem por cá. O terreno é-lhes fértil. Crescem em sobretudo – como diz o povo. Quis o destino, ou a natureza, que assim fosse, que esta sina nos calhasse. E, pelos vistos, teremos que nos haver com ela. 

Mas se isto dá felicidade, siga a festa.

8 de janeiro de 2022

A partidocracia

Em véspera de mais umas eleições legislativas, desta vez antecipadas em tempo de crise, vamos tentando identificar quem são as pessoas que podemos eleger pelo círculo eleitoral de Leira.

O distrito elege 10 deputados para a assembleia da república do total de 230 (representará 4% daquele hemiciclo). Em 2019 o PSD elegeu 5 deputados, PS 4 (apesar da diferença de cerca de 5 mil votos) e o BE elegeu 1 com cerca de 20 mil votos. O método de Hondt, em Leiria, não beneficia em nada os pequenos partidos e quanto mais distribuição de votos por muitos, mais os grandes partidos são beneficiados.


Para cabeças de lista temos o Presidente da Assembleia Municipal de Pombal, Paulo Mota Pinto, o Secretário de Estado e Adjunto e da Saúde, António Sales e o repetente Ricardo Vicente pelo BE. Os restantes serão ilustres desconhecidos, sobrepondo-se o partido às pessoas. 


Não há forma de ser eleito para a Assembleia da República sem um partido. 


Num distrito em que nas últimas autárquicas tivemos eleitas 6 câmaras PSD, 6 Câmaras PS e 4 Independentes significa que uma percentagem de eleitorado que se revê nos Grupos de Cidadãos Eleitores (GCE) tem dificuldade em encontrar semelhante cenário nas legislativas. Acresce ainda que os agentes políticos dos GCE ficam arredados do processo eleitoral, não participando, por exemplo, na constituição das mesas de voto.


A Associação Para uma Democracia de Qualidade (APDQ), em parceria com a Sedes, propôs um modelo misto entre o sistema atual e um círculo do Uninominal, já previsto na constituição desde 1997, ou seja, está previsto legalmente. Falta a vontade política.


Isto significaria que poderia haver um candidato pelo círculo uninominal por Pombal, mesmo sem pertencer a qualquer partido.