
"E na epiderme de cada facto contemporâneo cravaremos uma farpa: apenas a porção de ferro estritamente indispensável para deixar pendente um sinal."
9 de setembro de 2008
Rio Triste

5 de setembro de 2008
Magia na rua
O programa a realizar no concelho de Pombal pode ser visto no site da Câmara Municipal.
3 de setembro de 2008
Rodrigues Marques: o duas caras
Go!Shopping: o maior crime urbanístico (III)
31 de agosto de 2008
E sempre a água contaminada...

Os responsáveis da CMP, que gerem o sistema, a afirmaram que a causa (desculpa) do problema foi “alteração sazonal pontual”. E como acções correctivas “procederem a descargas/purgas em rede predial e pública e à limpeza de reservatórios”.
Mais uma manifestação pública de incompetência que roça o ridículo.
22 de agosto de 2008
Portugal no seu melhor
Haja exemplos de quem, sem sair de Portugal, encontra motivação, rigor, vontade e determinação de quebrar com a mediania. Um verdadeiro exemplo, Nélson Évora!
21 de agosto de 2008
Évora de África

Amanhã, será com um prazer enorme que vou ficar com a lágrima no olho, ao ver o Nelson, subir ao lugar mais alto podium, e ouvir aquela música que tem a capacidade de se nos gravar no código genético.
Gosto especialmente desta vitória porque tem a particularidade de ser a primeira portuguesa de um atleta de origem africana, o que representa uma celebração de um laço sentimental feliz entre Portugal e África, que podia ser hoje muito mais frutuoso, se a cegueira colonialista não tivesse durado tanto.
A vitória de Nelson veio elevar os espíritos desalentados com a prestação olímpica portuguesa e veio lembrar que um atleta não se faz só de uma boa estrutura física e técnica, mas também de um bom arcaboiço mental, como evidencia nas entrevistas após a prova.
Além das causas que já se conhecem para justificar os restantes resultados da nossa prestação olímpica, a falta de apoios e de uma política estruturada e sustentada de incentivo à prática desportiva, grave, para mim, não são os resultados, mas as infelizes declarações de alguns atletas. A polémica devia dar que pensar aos próprios e aos treinadores. É que a pressão mediática actual exige ainda mais que o atleta saiba ser assertivo, humilde, e seja capaz de auto reconhecer os pontos fracos, para poder justificar com consistência os seus resultados, em vez de atirar desculpas de última hora para os microfones. O físico treina-se. É coisa técnica, de persistência e perícia. A mente educa-se e desenvolve-se ao longo de muitos anos. E não é só nos campos, nos ringues ou nas pistas.
20 de agosto de 2008
Estádio Municipal KO
Para além das consequências desportivas, pergunto:
- Quanto vão custar as obras de reparação?
- Quem paga, a CM ou a Pombal Viva?
P.S.: Esta despesa, só por si, acarreta a duplicação do défice (mal) apurado.
18 de agosto de 2008
Olímpismo?

Pois não, caro presidente do COP, quem não tem não pode dar…
14 de agosto de 2008
A fartura do Bodo (II)
Protagonismos
Cuidado Diogo, eles querem-te roubar o lugar!
Festas do Bodo (III)
Porque será?
Festas do Bodo (II)
De entre estes, ressalto os ex-vereadores do PS.
Apesar de o organizador, João Vila Verde, reconhecer a derrota pessoal e se sentir desconfortável com o resultado.
Há gente com alguma verticalidade e há outra sempre tão curvada!
Festas do Bodo (I)
Mas o balanço final só agora pode começar a ser feito e o principal critério de avaliação é, tem de ser, o seu equilíbrio/desequilíbrio orçamental.
Segundo o responsável da Pombal Viva o défice foi de 95 mil €. Muito para quem garantia que as festas se pagariam a elas próprias. E muito para os munícipes!
Mas, conhecendo eu como muitos os malabarismos que naquelas casas se fazem com os números arrisco um défice muito superior, mais do dobro!
10 de agosto de 2008
Piscinas fechadas

Porque será? Não é por falta delas, têm-nas. Fechadas!
Será por desleixo, falta de jeito, ou jeito a mais para fazer jeitos?
8 de agosto de 2008
Crise de confiança
7 de agosto de 2008
Também me parece
6 de agosto de 2008
Go!Shopping: o maior crime urbanístico (II)
O empreendimento, pelo que se conhece, composto por um centro comercial, um retail park, um hotel de duas estrelas e um posto de abastecimento de combustível discount não representa nenhuma mais valia para a cidade e, inserido numa zona nobre, descaracteriza a cidade.
Este tipo de empreendimento, de baixa qualidade, é de interesse muito duvidoso e, a ser licenciado, deveria ser localizado na periferia da cidade. Por exemplo, no prolongamento do Bairro Margens do Arunca. Pelo menos, desghetizavam aquela zona. Não acham?
Go!Shopping: o maior crime urbanístico (I)
Como é possível, tanto facilitismo, tanto descaramento, tanta obstinação para concretizar tamanha malfeitoria?
Diogo despromovido II
Constata-se que o Diogo Mateus engoliu em seco e sem respirar o rebaixamento público que Narciso Mota lhe fez.
O Assalariado sobrepôs-se ao Politico.
4 de agosto de 2008
Ainda o Bodo
Não gostei do fogo-de-artíficio (para o efeito foi excessivo), não achei piada nenhuma à vedação que dividia a Rua de Leiria . Não gostei da falta de caixotes do lixo e do preço da cerveja. E também não gostei do condicionamento de vias públicas em horas mortas.
Com os primeiros balanços, constatou-se que se andou longe da meta de 120.000 entradas. Por isso, das duas uma: ou há capacidade de suportar um evento destes ou não há. A justificação do 1º ano não irá valer para tudo, da mesma forma que ter um prejuízo minimamente inferior ao dos anos anteriores não pode ser lido como uma vitória.
Mas valeu pela festa, e espera-se que a seriedade e a transparência a utilizar aquando da análise das contas consiga demonstrar que este é um investimento que se justifica.
Os fins justificam os meios?
29 de julho de 2008
A fartura do Bodo

Noites sem dormir
A pulseirinha laranja

25 de julho de 2008
Lixo
24 de julho de 2008
Abram alas para o Bodo (III)

21 de julho de 2008
Diogo despromovido
Narciso Mota é assim, quem não está comigo está contra mim e quem está contra mim, paga-as!
Diogo Mateus sabe-o bem. Então porque falou no caso das contas da Pombal Prof? Porque não deu cobertura ao comportamento ilegal de Narciso Mota?
Luis Garcia assume-se
Só é pena que não o faça mais vezes. E não é por falta de oportunidades.
O cargo de presidente da AM tem dimensão politica que lhe advém do sufrágio directo. A dimensão politica do cargo confere-se igualmente responsabilidades e obrigações perante a assembleia e também perante a comunidade que o elegeu. O Presidente da AM não se pode limitar a dirigir uma assembleia de três em três meses. Deve, igualmente, ser um moderador do debate político local e deve ter opinião sobre os grandes temas locais.
No caso das contas da Pombal Prof esteve bem. Mas ainda está em défice…
20 de julho de 2008
E sempre a água…
Os munícipes, coitados, como não têm alternativa de fornecimento e como o sistema de abastecimento de água tem sido gerido por gente incompetente comem com água contaminada (Arsénio, Nitratos, Ferro, …) ou sem qualidade. Pagam a água cara. Têm que a pagar mesmo que a tenham recebido contaminada ou sem qualidade, e, não bufam! Nos últimos tempos, como o PS tem denunciado, são alvo de dupla facturação!
Convenhamos que é demais!
A água tem sido o “petróleo” da câmara. Com a rede, em grande parte, construída tem-se limitado a abrir uns furos, colocar umas bombas, ligá-las à rede ou a uns depósitos que por aí tem espalhados e toca a facturar! Quanto mais facturar mais lucra, porque o recurso é inesgotável (no pensamento deles) e de borla. Pelo meio faz umas análises, se der negativo (contaminada) repete, repete, repete, ...., que alguma vez deve dar certo!
Mas, como as trapalhadas são tantas e de tamanha gravidade os munícipes começaram a manifestar insatisfação e a oposição pegou nisto. Na água, tal como nos impostos, a vida do executivo complicou-se.
Decididamente, este pessoal politico e os boys que gravitam à sua volta podem ser bons a organizar arraiais e festas, com o dinheiro dos outros, mas não sabem gerir sistemas de abastecimento de água.
Problemas de vocações ou falta delas?
18 de julho de 2008
Narciso cede nas contas da Pombal Prof
O PS denunciou em conferência de imprensa o flagrante atropelo à legalidade e Narciso Mota sentiu o terreno a fugir-lhe debaixo dos pés. Teve que ceder e perder a face. Acontece. No entanto, o que é mais confrangedor em todo este caso são as desculpas e justificações que Narciso Mota deu na última reunião do executivo.
Ridículo!
E chamam-lhe serviço público
Salva-se no meio deste quadro a vida que volta à praça, tão injustamente despovoada de tudo e de todos. Nem que seja por umas horas, há vida na praça outra vez e isso é bom.
Sabendo o quão rica é a história de Pombal e das festas do Bodo, era de esperar que ali se desse a vez e a voz às tantas figuras - felizmente ainda vivas - que sabem contá-la. É claro que continuaria a haver espaço para o nosso João Faria e seus sete ofícios. Para sabermos o que manda a Pombal Viva e seu administrador, em tempo de vacas magras que Pombal ilude com este cartaz de luxo- que havemos de pagar, nós todos. E até, vá lá, para ouvirmos falar dos 9 km de costa que nunca podem faltar em discurso autárquico. Mas tinhamos a obrigação de mostrar ao país e ao mundo que há mais vida para além do Bodo, e que, mesmo esse, existiu antes de 2008 e desta organização à la rock in rio arunca. A obrigação, o dever e o direito - digo eu, já que não há programas de borla. Não sei quem fez a "selecção de pessoal" para as entrevistas promocionais. Mas sei que isto não é serviço público. É antes colocar os meios que nós pagamos ao serviço de um determinado público.
Não percebi por que razão deslocaram Nelson Pedrosa (um exemplo de interesse e dedicação à investigação histórica e cultural) para a praça de toiros de Abiul, ao invés de o vermos e ouvirmos na praça. Lembrei-me de um programa da TSF, vai para uns 8 anos talvez, cujo conteúdo faria corar de vergonha este programa de entretenimento brejeiro. Sobraram pernas e bailarinas num espaço tão nobre. A tela gigante, que tapava as misérias dos prédios devolutos, como quem varre o lixo e o esconde debaixo do tapete, era também ela o cartaz do Bodo. Algumas caras de lá vieram a terreiro promover os cafés Mambo, a Câmara e o João Vila Verde na mesma frase. Rita Guerra fê-lo muito bem. Ana Malhoa idem, ao ponto de se "sentir em casa", como disse. Às vezes nós é que não nos sentimos, tal a usurpação que nos fazem dos valores, em troca de outros que mais alto se levantam.
O resto foi música.
É festa, é festa!

O FMI alertou para o facto de Portugal viver acima das suas possibilidades. Será verdade? Não, eu não acredito...
17 de julho de 2008
Sociedades obscuras
O PS requereu ao presidente da AM, como lhe compete e lhe é devido, as contas das empresas municipais. O presidente da Câmara disponibilizou as contas da Pombal Viva e da PMU mas recusou-se a entregar as contas da Pombal Prof.
Há muito que sabíamos que o poder político do PSD em Pombal abomina a critica e o escrutínio político mas não era preciso chegar tão longe.
Empresas que são financiadas com os nossos impostos ou com taxas das quais não podemos fugir têm que ser totalmente transparentes. Em Pombal, tal como em muitos concelhos, não o são.
Quando o escrutínio político é vedado, quando os direitos da oposição são violados de forma tão grosseira e descarada, algo vai muito mal ou muita coisa se quer esconder.
14 de julho de 2008
Lição Cívica
Parabéns aos alunos pela iniciativa, capacidade analítica, consciência crítica, pelo enquadramento local e global que deram ao projecto e por uma redacção escrita exímia. Parabéns à professora pelo alto exercício de formadora cívica.
É com mais projectos destes, desde tenra idade, que se pode combater o crescente e temido desinteresse político dos jovens.
Espero, acima de tudo, que os nossos políticos locais o saibam valorizar, não apenas pelo conteúdo, mas, acima de tudo, pela iniciativa, que encerra uma das preciosidades do bem fazer política: saber ouvir os outros.
Quando se ouve as várias partes interessadas num projecto, conciliando interesses, valorizando opiniões e tentando encontrar consensos, o resultado será melhor e mais sentido por todos.
E quem sabe este não seja o mote para uma série de projectos futuros de área escola, que estudem outros aspectos de Pombal. Deixo já uma sugestão, para reflectirem sobre o seguinte paradigma: como aliar a evolução e modernidade social à preservação da tradição e identidade local das Festas do Bodo, sem enveredar pela moda plástica e inócua do mediatismo?
13 de julho de 2008
Uma fartura neste Bodo
3 de julho de 2008
Pedro Tochas: uma visão parcial

O Pedro é uma pessoa de elevado cartácter, um artista de altíssimo nível e de grande profissionalismo. Tenho acompanhado a sua carreira e vejo que tem sabido, com grande inteligência, tomar as opções correctas. Pelos vistos, desta vez, não acertou ao confiar na Câmara Municipal de Pombal (CMP). O espectáculo que estava agendado para dia 11 de Outubro foi cancelado.
Pedro, deixa lá, não és o primeiro a ficar desiludido com as decisões da CMP. Milhares de pombalenses já sentiram o mesmo. Mas tu, pelo menos, reages.
Expropriar antiga casa de Mota Pinto?
Porquê? Para quê?A casa é pequena, está em ruínas, entalada entre dois prédios, numa zona descaracterizada sob o ponto de vista arquitectónico, é o gargalo de uma rua com grande movimento, e ela própria contribui para descaracterizar ainda mais aquela zona.
A casa não tem grande valor e o que tem é essencialmente especulativo.
A casa nunca pode ter grande utilidade nem interesse. Um museu? Nesta casa? Neste local?
Desbaratar dinheiro nisto cheira a bizarria.
Respeitem o nosso dinheiro. As dificuldades e os sacrifícios dos contribuintes!
1 de julho de 2008
A exposição que não posso visitar
Ao consultar o horário da exposição, verifiquei que esta só pode ser visitada de 2ª a 6ª, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00. O que é que se pretende com este horário de mercearia? Que não seja visitada por ninguém? Eu presumo que os alunos das escolas do concelho já a tenham visitado. Mas, e o cidadão comum? E os turistas?
Pombal nunca foi um destino turístico e, a continuar por este caminho, arrisca-se a nunca o vir a ser.
30 de junho de 2008
Construa-se?
Para mim, enquanto consumidor, um centro comercial representa sempre uma opção interessante. Só compro no comércio tradicional quando há algo que faz a diferença (já que muitas vezes o preço não faz), seja a qualidade, o atendimento ou a preocupação em fornecer bens e serviços de forma diferente. Por exemplo, sou assíduo cliente da FNAC, excepto no que toca a livros, preferindo comprá-los antes na K de Livro, em Pombal. E se pensar em benefícios urbanísticos, partindo do princípio que haverá contrapartidas em termos de equipamentos, seja um espaço verde, seja um espaço cultural com possibilidade de aumentar a oferta, em teoria, são elementos positivos. Isto sem falar em benefícios em termos de acessibilidades, se bem que não tenho elementos para uma ideia em concreto, em termos de fluidez de tráfego de e para a zona.
No entanto, há o reverso da medalha que é constituído pelo esvaziar de pessoas dos espaços públicos da cidade - veja-se a vida que a Praça Marquês de Pombal não tem. E também pelo facto do modelo dos centro comerciais ser de duvidosa sustentabilidade no actual quadro económico (as rendas serão mesmo suportáveis? Quantas lojas, em espaços comerciais muito bem situados, estão às moscas?). Quanto às questões ambientais, mexer no leito da ribeira do Casarelo não parece ser bem avisado, atendendo até ao que se passou dia 25 de Outubro. Haverá algum redimensionamento do túnel que entra ali na cidade, por exemplo? Não se causará ali um estrangulamento que pode dificultar o escoamento de água aliado à impermeabilização do solo que se fará no Casarelo? Por último, há contrapartidas em termos de infraestruturas? Os acessos serão pagos por quem ou a sanha de ter mais uma obra para a placa de inauguração sobrepor-se-á a tudo? Ninguém nega que há investimentos que, até por poderem contribuir para a qualidade de vida de muitos, serão sempre interessantes, exigindo-se apenas que seja tudo ponderado e transparente. Será pedir de mais?
20 de junho de 2008
A cidade e a serra (ou o que resta dela)

16 de junho de 2008
O triunfo da Europa dos Cidadãos
Este Não é sinal da manifestação da inteligência do povo, que não aprova o que desconhece. Os Irlandeses não iriam aprovar num Tratado cujo conteúdo desconhecem, como quase todo o comum cidadãos europeu. Esta é a razão pela qual, sempre defendi, apesar de por princípio democrático ser favorável a referendos, que este Tratado não devia ser referendado, nos termos em que estava a ser apresentado. Ou previamente a um referendo se congregavam esforços de informação e discussão sobre o documento ou, no caso de não haver campanha oficial e efectiva de informação, se aprovasse o referendo nos parlamentos nacionais.
Sou europeísta convicta e deposito parte das minhas esperanças por Portugal na disciplina europeia, mas também espero que o quadro institucional da União evolua para um sistema de participação cada vez mais democrática. Neste sentido, este Tratado não é o ideal, porque reforça o poder de voto dos países grandes, ao mesmo tempo que retira alguns poderes à Comissão Europeia (o órgão menos nacionalista e mais europeu da União), mas foi o possível. O contínuo alargamento exige mudanças na ordem jurídica das instituições e a Europa não pode estagnar num mero bloco económico, mas tem de ser capaz de exercer uma política comum a nível internacional.
Só espero que os líderes europeus desçam à terra e aprendam com a lição dos irlandeses. E que em vez de contornar o problema com jogos de bastidores, informem, esclareçam e eduquem os eleitores, assumindo essa inerente responsabilidade civil, da qual permanentemente se esquecem. Já que não conseguiram prevenir o problema, que o remedeiam com este abre olhos irlandês. E já agora, na campanha para as eleições de deputados ao Parlamento Europeu, falem sobre assuntos europeus e não de nacionais. Para isso, existem as eleições nacionais.
14 de junho de 2008
Pergunto?
Pergunto: porque é que isso acontece?
Aceitam-se palpites, ou explicações!
Taxa de disponibilidade da água
Recentemente, o governo proibiu as câmaras de debitarem aos consumidores o aluguer dos contadores de água.
No entanto, a CMP, especialista como é a fazer passar, de forma sub-reptícia, taxas e impostos, há muito que tinha retirado das facturas de água o “Aluguer de contador de água” substituindo-o por “Tarifa de disponibilidade de ligação de água”.
Gato escondido com rabo de fora, para os mais atentos. Os outros pagam, sem dar por isso, uma taxa ilegal.
E sempre a água…
A CMP fornece-nos água cara, sem qualidade e frequentemente contaminada.Agora, ficámos a saber que anda a tentar e a cobrar facturas já pagas.
Bem sabemos que a água é o “el dourado” para a câmara. Capta e coloca na rede. Assim, quanto mais facturar mais ganha.
Mas recomenda-se um pouco de decoro …
13 de junho de 2008
Questionário de Verão
Teste o seu conhecimento da realidade autárquica pombalense: o Presidente está a falar de quê quando usa a expressão "melhor estruturados"?
a) Mais acessos e estacionamentos
Hás-de pagá-las
Essa será, pelo que se percebe, a primeira acividade das festas do Bodo, que hão-de regressar a Pombal em forma pós-moderna um mês depois do boneco desfilar no expocentro.
Olhando atentamente para o cartaz, os patrocínios mostram-se ao nível dos santos da casa, onde cabe também a pujante Lusiaves, numa rara aparição desta índole. Há por isso margem para dúvidas tantas, pois que patrocinadores como a Residencial do Cardal ou o Manjar do Marquês são, por natureza, mais parceiros que outra coisa. E por mais que os géneros contem tanto como o papel-moeda nestas organizações, há coisas que só podemos pagar com dinheiro. Mesmo.
Esperava ver nos cartazes patrocinadores oficiais de âmbito nacional, gente da banca ou - tão na moda - das telecomunicações, em consonância com o ambicioso cartaz. Mas não. A não ser que sejam secretos, ao estilo coelhos a tirar da cartola com pozinhos mágicos (ups!).
Se assim não for, é esperar para ver: que a Srª do Cardal faça novo milagre, que as festas se paguem sem ser necessário recorrer (outra vez) ao erário público. Ou então, hás-de ser tu a pagá-las, estimado munícipe.
11 de junho de 2008
Participar em Democracia
Em termos sumários, o OP prevê a consulta dos cidadãos (via assembleia de cidadãos, correio, internet, etc...) para que estes proponham os investimentos que consideram prioritários para o Orçamento municipal, devendo depois as autarquia hierarquizar e prioritizar essas propostas para futura execução. Note-se que o OP não é vinculativo, mas sim consultivo, permitindo que os Executivos auscultem a população que se interessar, incluindo ou não as propostas apresentadas por ela.
As possibilidades são imensas, e antecipando já uma crítica, sempre se dirá que ninguém (ou quase ninguém) elege um programa eleitoral, ou seja, quando se elege o executivo, ninguém está a votar em propostas concretas de se fazer isto ou aquilo. Por isso, o OP, mesmo consultivo, teria a vantagem de evitar determinadas "obras de regime" que servem apenas para estoirar muito dinheiro com materiais caríssimos e utilização duvidosa, mas que garantem a plaquinha de inauguração, já para não falar na fiscalização da gestão do nosso dinheiro, envolvendo as pessoas na gestão autárquica.
É claro que em Pombal, onde a concepção de exercício de poder é o que é, seria interessante ver como é que esta experiência se daria...
7 de junho de 2008
Regeneração urbana
Boa iniciativa! Ficamos à espera de uma feliz concretização.
Pombal, nos últimos tempos, perdeu as oportunidades de que dispôs para revitalizar o seu património e a sua economia. O Procom foi um fiasco e o Polis uma miragem.
16 milhões poderão tornar a cidade mais bonita, melhor arranjada, mas nunca a regenerarão ou revitalizarão se não for dado (algum) alinhamento estratégico às feitorias a realizar.
Hoje, não basta ter e gastar dinheiro, são precisas ideias e uma visão do que se quer ser!
6 de junho de 2008
A morte em directo e ao vivo
O IC2 foi, mais uma vez, palco de um acidente rodoviário. A notícia é tão banal que é omitida pela maioria dos órgãos de comunicação social.
Esta via de comunicação tem vindo a degradar-se, paulatinamente, perante a indiferença geral. A situação é particularmente grave no concelho de Pombal, onde a IC2 assume um papel estruturante. Está, pois, na hora da nossa Autarquia assumir a liderança na tentativa de canalizar verbas para a sua requalificação.
Até quando estaremos dispostos a ser cúmplices desta tragédia?
29 de maio de 2008
Abram alas para o Bodo (II)
E ficamos igualmente a saber que o fornecor oficial de bebidas está escolhido. Ou andámos todos distraídos ou, para esse, não há memória de termos visto publicado concurso. Mais: Então a malta concorre a um bar e não tem liberdade de escolher os seus fornecedores?
Há aqui qualquer coisa que nos está a escapar.
Ideias
Tudo o que for esforço pessoal para divulgar seja o que for a nível cultural merece todo o apoio nesta cidade e concelho. Não se trata de dizer que não há Cultura em Pombal, porque há e com qualidade, mas quanto mais diversidade, regularidade e sobretudo impulsionadores (ou players como agora anda na moda dizer-se) melhor. E é por isso que, já depois de escrever sobre esta iniciativa no meu blog, trago aqui o trabalho do grupo nozdoc que neste momento organiza uma mostra de cinema em Pombal com palestras, curtas e longas metragens. Uma farpa cultural na vida do concelho que é bem vinda e que, como tal, não podia deixar de ter o seu eco neste blog. Mais informações aqui. E já agora, voluntários para um cineclube não há?27 de maio de 2008
Diz-me com quem andas...
Centro Comercial Pombal
Sugiro que, nessa altura, se arranje uma cobertura para a cidade. Ficaremos, assim, com um Pombal asséptico, um Pombal com ar condicionado, um Pombal com muitos espelhos, para deleite de todos os narcisos, um Pombal com escadas rolantes, elevadores e teleféricos (outra ideia delirante do PSD), um Pombal à venda, um Pombal vendido...
22 de maio de 2008
A insustentável leveza do verde
No regresso a casa, enquanto me convenço a mim mesma que é preciso acreditar,interrogo-me vezes sem conta sobre o que nos falta, afinal, para que o concelho humanista e solidário que ganha prémios floridos de cidade saudável deixe de ser uma obra de ficção. Repito para mim mesma que esta terra poderia ser um brinquinho, que aqui até seria mais fácil. Lembro-me das conversas entusiastas, da gente de valor(es) com quem aqui privei, da visão empresarial que aprendi a admirar. E a compreender porque é que, afinal, é tantas vezes longe daqui que brilham as pepitas douradas desse potencial. Foram sempre conversas emsombradas pelo betão armado, pela mármore fria, pelo tijolo decorativo.
Os anos passaram e Pombal não tem um parque verde. O meu filho fez-se rapazinho e tudo o que consegui dar-lhe, em Pombal, para brincar, foi um parque infantil tardio, uma rampa de skate e um sintético para jogar à bola. Mas isto não é um subúrbio de capital. E eu juro que não sonhei que um dia me apontaram localizações de jardins, num rol de boas intenções que foram sendo sucessivamente engolidas não só por urbanizações que incharam, mas como pela ânsia de agradar ao colectivismo, esquecendo assim o colectivo.
Bem sei que a piscina sim, que o teatro-cine (isto dava outro post) também, que a biblioteca pois, que o centro cultural (?), é isso. Mas a recuperação/construção de todos estes equipamentos poderá considerar-se visão? Estratégia? Ou deveremos chamar-lhe cumprimento do dever, do plano, decorrente da obrigação que têm esses senhores para com todos nós - que pagamos isto?
Nesse capítulo, talvez a recuperação da Praça Marquês de Pombal escape. Em parte, diga-se. Porque de nada vale gastarmos os cobres todos em infraestruturas se não pensarmos na sua utilização, na sua vida.
Quando a tarde entra na noite e deixo para trás aquela gente que caminha, corre, respira ao longo do corredor ribeirinho do Lis, que se estende até ao marachão, não me conformo com os escombros do bairro cigano junto ao Arunca. Porque nós também podíamos, porque nós também acreditámos tantas vezes. E temos esse direito de querer, de sonhar, sabendo que não estamos a pedir a lua. Só um bocadinho de verde, caramba. De visão, de estratégia. De futuro. Para que esta seja a terra onde apeteça voltar e não aquela que, sem saber, também inspirou a canção de AdrianO: "Este parte, aquele parte..."
Desigualdades em Portugal
Esta realidade obriga-me a colocar duas perguntas:
Porque é que isto acontece? Tem mesmo que ser assim?
Não conheço totalmente as causas nem as soluções. Sei sim, que este é um dos principais (senão o principal) problema da sociedade portuguesa, cujo efeito, em múltiplas áreas, tenderá a acentuar-se se não for eficazmente combatido.
A vida nos últimos anos não nos tem corrido muito bem, temos levado com os problemas do mundo e com aqueles que criamos!
Uma andorinha não faz a Primavera...
Em relação às causas adoptadas, destaco a questão dos impostos. Nunca como agora se colocou a nu a verdadeira questão: a Câmara não pára de aumentar a receita com base nos impostos directos e esse aumento, que já há muito ultrapassou a fasquia de 2003 (imposta pela própria Câmara) não serve para financiar investimentos verdadeiramente estruturantes. Nesta fase são as pessoas, a sua saúde, o seu futuro que interessam, não mais sítios para placas de inauguração. Posto isto, a estratégia que o PS adoptou no que toca aos impostos, e que tem sido defendida de forma coerente e estudada.
Pode-se mesmo dizer que anda por aí uma andorinha a anunciar a Primavera. Mas de facto, a Primavera ainda não chegou no que toca ao maior partido da oposição local. Não chegou porque ainda falta o PS afirmar-se na totalidade como a alternativa credível dotada das melhores pessoas, com as melhores ideias, com a melhor estratégia para uma outra forma, necessariamente melhor, de gerir o concelho. Em termos de trabalho político avançou-se mais nos últimos tempos do que no espaço de década e meia e isso merece ser reconhecido. Esse é o mérito deste PS. Mas não pode ser tudo.
Por isso, mesmo que uma andorinha não faz a Primavera, pode sempre dar o mote...
21 de maio de 2008
Ainda a PJ e a CMP
A forma despudorada como o PS recebeu a notícia é que me parece exagerada. Acho que um pouco de contenção, especialmente da parte de quem já geriu os destinos autárquicos e sempre teve acento na vereação municipal, não vinha nada a despropósito. Não é demais recordar que o PS só tomou a iniciativa que tomou na ânsia de assumir o protagonismo que lhe começava a faltar, fosse pelas críticas internas dentro do PSD, fosse pelas acções de outros partidos da oposição.
Se, de facto, existir matéria para acção judicial, que se avance sem entraves e de forma célere. O que não se pode fazer, principalmente quem tem pretensões em voltar a ser poder, é fazer julgamentos na praça pública.
Gostaria muito que a oposição em Pombal se fortalecesse e pudesse, um dia, discutir o poder ao PSD. Espero é que isso seja feito pelos seus méritos e não pela desgraça alheia. O combate político só tem piada se for travado por adversários dignos e que se respeitem. É sempre preferível assistir a um jogo da Liga dos Campeões que a um desafio entre os Reformados do Comércio e os Inválidos da Indústria.
20 de maio de 2008
O PS existe e quer ser poder
A determinação em politica vê-se pelas causas escolhidas e pela convicção colocada na sua defesa.
A diferença começou a ser marcada na problemática sobre a água contaminada com arsénio. Este combate serviu para afirmar um estilo e uma forma de fazer oposição, fracturante e alinhada com as necessidades das pessoas.
De seguida veio a denúncia de irregularidades ou eventuais ilegalidades na área do urbanismo que culminou com as recentes buscas das PJ na câmara.
Pelo meio o partido conduziu um sistemático combate à desavergonhada politica de impostos municipais que culmina, agora, com o envio de um desdobrável à população.
A determinação em politica é muito importante. Mas mais importante é estar do lado certo e conseguir afirmar a razão das causas. Para isso é preciso estudar os problemas, afirmar princípios e propostas e saber comunica-los aos eleitores, fim último da acção politica. Para já está a consegui fazê-lo, com determinação, convicção e inteligência.
Pede-se continuidade…
Um grupo de bons rapazes
Ainda assim, o melhor é não fazerem muito alarido, não vão (também) estas festas tornarem-se apetecíveis para o portefólio da super empresa municipal.
19 de maio de 2008
A milha(s)
O atletismo, que teoricamente é um desporto individual, pode afinal resultar muito bem no colectivo. Basta que se olhe com atenção para a enorme quantidade de meninos e meninos que anda a ser alvo de formação neste concelho. E que ontem encheu de esperança a avenida principal. Os mais cépticos podem ainda dar um pulinho ao estádio, ao final de cada quarta-feira. Há mais vida para além do futebol, senhores.
18 de maio de 2008
Corrupção e Poder Local
Na região, nos últimos dias, fomos confrontados com mais dois casos de alegadas irregularidades na área do urbanismo. Na Figueira da Foz, o presidente da câmara, do PSD, foi constituído arguido por alegada prática dos crimes de participação económica em negócio, prevaricação e abuso de poder. Em Pombal, a policia judiciária fez buscas na câmara por suspeitas de ilegalidades no urbanismo, suspeitas amplamente apregoadas e discutidas no burgo.
A corrupção é uma praga da nossa sociedade e com grande incidência nas câmaras municipais.
Mas o mais grave é que estamos perante uma praga que se propaga beneficiando da inépcia do sistema judicial. O estudo refere que metade das denúncias terminam no arquivamento por falta de provas porque temos uma polícia pouco eficaz e um quadro legislativo confuso e disperso no combate á corrupção.
Comentando o estudo, Maria José Morgado considera ”urgentíssima a incriminação das condutas contra o ordenamento do território” e defende a “consagração no Código Penal da figura do crime urbanístico”, tal como sucede em Espanha.
É urgente parar esta praga. Punindo politica e criminalmente os prevaricadores.
Sérgio Leal apela ao silêncio da Câmara…
Onde é que os há? Onde….?
VI Milha de Pombal

Realiza-se, hoje, a VI Milha Urbana de Pombal. Em boa hora a CMP aderiu ao Circuito Nacional de Milhas Urbanas e passou realizar, anualmente, este evento.
O Atletismo é um desporto eminentemente individual, amador, popular, com estruturas muito frágeis, que merece ser apoiado.
Apoiar o atletismo deve significar apoiar os atletas, todos os atletas, de todas as idades, géneros ou motivações. Aproveitar um evento nacional para fazer isso é uma boa ideia. E o Atletismo agradece. Boa “malha” CMP!
16 de maio de 2008
Na ribalta
15 de maio de 2008
PJ faz buscas na CMP
O PS fez o que lhe competia. A PJ foi lesta.
Agora, é deixar os homens trabalhar. Os resultados vão aparecer…
Notícias frescas
14 de maio de 2008
Não há almoços grátis, mas neste caso menos mal
Dois pesos, duas medidas
"Publicidade sim; política não...
Aqui há uns anos, o PS colocou um atrelado com uns cartazes, contestando a política de Educação do município, nas proximidades do Largo 25 de Abril. Lesta, a Câmara Municipal retirou o referido atrelado, com o argumento de que se tratava de publicidade ilegal. De nada valeu a argumentação contrária dos socialistas. Agora, e já há vários meses, um atrelado semelhante, com publicidade comercial, está colocado na Avenida Heróis do Ultramar, como a foto mostra. Será que a fiscalização municipal, tão atenta a autuar os munícipes, ainda não deu pela infracção? Ou apenas existe infracção quando a publicidade é de âmbito político? Que opinião tem o senhor presidente da Câmara?"
As questões são tão pertinentes hoje como em Novembro do ano passado como quando se passou o que se passou com o PS. Mas já sabemos a resposta. Aliás, as respostas...
12 de maio de 2008
A 12 de Maio, em Pombal
Pombal não tem uma relação fácil com a imprensa. O poder político muito menos, já que o ângulo é sempre colocado ao nível pró e contra. Mas num estado "de direito e democrático" (onde é que eu já ouvi isto?...) cada povo tem aquilo que merece. Mesmo o de Pombal - ou sobretudo esse - habituado que está a lidar com fenómenos de vária ordem e natureza. Deve residir aí a explicação para esse estado...a que chegámos, como dizia a personagem de Salgueiro Maia no comovente filme "Capitães de Abril", assinado por Maria de Medeiros.
10 de maio de 2008
E mais estacionamento
Ou seja, entre cobrar e ter linhas de actuações para toda a cidade em que se facilitam opções de estacionamento, fluidez de trânsito, segurança de peões e automobilistas e fiscalização de infracções, com cooperação com outras entidades, o que interessa é pura e simplesmente cobrar. Opções...
9 de maio de 2008
Estacionamento
Atendendo a que os parques e os locais de estacionamento pago têm uma taxa de ocupação muito baixa, pergunto:
PS: Como aquela EM é muito obscura agradece-se toda e qualquer informação!
A fiscalização ao minuto

(Des)acordo
8 de maio de 2008
IMI (2)
Em Pombal, as receitas dos impostos municipais têm subido, nos últimos anos, de forma escandalosa. Duplicaram, praticamente, nos últimos dois anos (+83,4%)!
Narciso Mota voltou a afirmar aquando da discussão do Relatório de Gestão de 2007, tal como sempre tem dito quando se fala de impostos municipais, que o objectivo do executivo do PSD, quando fixou as taxas dos impostos municipais, era captar um volume de receita equivalente ao recolhido em 2003, aquando da entrada em vigor das novas taxas.
Em Pombal, os impostos municipais, entre 2003 e 2007, aumentaram 76%.
IMI (1)
Manuela Ferreira Leite, candidata a líder do PSD, mostrou, na entrevista à RTP, que conhece a ganância que grassa no poder local.
Apesar de o problema não estar na lei mas na forma gananciosa como muitos presidentes da câmara a aplicam, nada melhor do que cortar o mal pela raiz, rever a lei de forma a limitar o saque.
7 de maio de 2008
Espírito da época
Se em sítios com bermas grandes ou com protecções laterais (por exemplo na zona da fonte do Emporão) não haverá grande problema, também é certo que a maioria dos trajectos na IC2 não as têm, sendo também certo que a própria falta de civismo seja de condutores que circulam em excesso de velocidade ou desrespeitando outras regras, seja de alguns peregrinos que mesmo tendo berma não hesitam em invadir a estrada ou em circular pelo lado errado, gera riscos.
Criar um caminho paralelo podia ser uma solução, embora se adivinhem os custos que geraria, existindo ainda situações que poderiam ser inviáveis, mas se não fosse no caminho todo, pelo menos em grande parte. Podia ser até motivo de atracção e da criação de uma rota (não tão reconhecível como a de Santiago, mas a ideia principal era a segurança). E quanto a financiamento? Exigir ao Município? Nunca, nem pensar. Podemos ser todos interessados no resultado final, mas há um muito maior que deveria (até porque fundos e capacidade de influência não lhe faltam) ser o principal instigador de uma solução: a Igreja Católica.
Até que algo do género exista, a solução é só uma: bom senso e precaução para peregrinos e condutores (e cuidado com as velocidades para estes). Lá por ser um problema cíclico, não deixa de justificar a sua resolução.
6 de maio de 2008
Embelezar?
(também publicado no meu blog)
Despesa ou Desperdício (2)
Rompe-se caminhos e asfaltam-se estradas onde, aparentemente, não se justifica. Além disso, desbarata-se muito dinheiro em arranjos que não representam qualquer valor para as populações. Justificam-se grandes passeios, em calçada portuguesa ou artefactos de cimento, em zonas rurais sem qualquer movimentação pedonal e por isso abandonados às silvas? Penso que não.
Pode não parecer, mas não somos um país rico.
5 de maio de 2008
Despesa ou Desperdício (1)
No pós 25 de Abril, nomeadamente nas décadas de 80 e 90, o poder local granjeou uma boa imagem junto das populações. Várias razões contribuíram para isso: as carências básicas das populações, a consciência reivindicativa das populações e das suas organizações de base (associações de moradores, colectividades, etc.), a orientação para a acção disseminada pelo processo revolucionário, o comprometimento dos eleitos, o reforço dos meios financeiros do poder local.
Foi a época do fazer, fazer, fazer. As prioridades estavam definidas: caminhos, estradas, água, saneamento e equipamentos sociais.
Solucionadas as carências básicas, e nalguns casos antes disso, começaram as obras de fachada: rotundas, estátuas, monumentos, etc.
É neste estágio que estamos em Pombal. À demasiado tempo, contudo!
Do civismo - e da falta dele
Porque não basta criarmos leis para decorarem calhamaços ou engrossarem tudo aquilo que os doutos legisladores sabem. Se as não aplicarmos, de pouco vale. São como alguns equipamentos públicos onde Estado e Autarquias gastam os nossos parcos recursos e que depois definham por falta de uso. Para os interessados, fica aqui o que diz a lei.
ps: hoje fala a grávida, que tem a mania de ter opinião.
3 de maio de 2008
"No Taxation without Representation"
2 de maio de 2008
Estacionamento
Todos sabemos o degredo em que se tornou o estacionamento em Pombal.
Estacionamento caro, logo vazio versus estacionamento livre mas longínquo ou ilegal e inseguro. Isto para não falar da caça à multa.
Apesar de tudo isto, a CMP arranjou lugares para estacionar, numa rua apertada e de dois sentidos, meio na estada meio no passeio, comprometendo a segurança. Isto apesar de ter um grande parque publico sistematicamente vazio.
Havia necessidade? Haja bom senso…
1 de maio de 2008
Sistema de Gestão da Qualidade da CMP (1)
O Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) é a menina dos olhos de ouro do executivo e do Sr. Presidente da Câmara. Serve para justificar e encobrir tudo, até serviu para justificar a reestruturação global dos pelouros.
O desempenho do SGQ consta, pela primeira vez, do Relatório de Gestão.
O que lá está mostra-nos, para quem ainda tinha dúvidas, como se faz gestão naquela casa.
Inacreditável!


