9 de setembro de 2008

Rio Triste


Passado Agosto, voltemos então à (a)normalidade. Afinal, o Arunca bonitinho é mesmo para emigrante ver. Helàs.

5 de setembro de 2008

Magia na rua


Muitos parabéns à Associação Terras de Sicó e ao Luís de Matos pela promoção, em vários concelhos da região, do Jornadas Mágicas de Sicó - II Festival Internacional de Magia de Rua. Só espero que o tempo ajude...

O programa a realizar no concelho de Pombal pode ser visto no site da
Câmara Municipal.

3 de setembro de 2008

Rodrigues Marques: o duas caras

O PSD, através de um comunicado assinado por Rodrigues Marques, ataca o PS por este ter denunciasdo à IGAL as sucessivas sonegações de informação à AM por parte do Executivo.
E pega no caso das contas da PombalProf, que chegaram, tarde e da pior forma.
O PSD podia ter escolhido "outro" para assinar o miserável comunicado. E o protagonista não precisava, nada, de se expor a mais este ridículo papel.
Na polémica das contas da PombalProf, RM já nos tinha brindado com a fantochada da decisão da recusa da entrega das contas, lavrada em acta.
Há pessoas sempre prontas a expor-se ao ridículo! Se o ridículo matasse...

Go!Shopping: o maior crime urbanístico (III)

Tudo serve a Narciso Mota para impor à comunidade o maior crime urbanístico:
- manipulação de informação;
- ocultação de pareceres desfavoráveis de entidades oficiais;
- mentira descarada.
Porque será? Cegueira ou interesses?

31 de agosto de 2008

E sempre a água contaminada...


Durante o segundo trimestre deste ano continuámos a receber e a pagar água contaminada.
Os responsáveis da CMP, que gerem o sistema, a afirmaram que a causa (desculpa) do problema foi “alteração sazonal pontual”. E como acções correctivas “procederem a descargas/purgas em rede predial e pública e à limpeza de reservatórios”.
Mais uma manifestação pública de incompetência que roça o ridículo.
Mais uma manifestação de total desprezo pelos consumidores.
Acham isto suportável?

22 de agosto de 2008

Portugal no seu melhor

No dia a seguir a um português se ter sagrado campeão olímpico a capa de um dos jornais desportivos é um jogador de um clube de futebol. Triste reflexo de um país e de uma sociedade que apenas acorda para o mundo fora do futebol de 4 em 4 anos. E reflexo de uma imprensa preguiçosa e muito pouco séria.

Haja exemplos de quem, sem sair de Portugal, encontra motivação, rigor, vontade e determinação de quebrar com a mediania. Um verdadeiro exemplo, Nélson Évora!

21 de agosto de 2008

Évora de África


Amanhã, será com um prazer enorme que vou ficar com a lágrima no olho, ao ver o Nelson, subir ao lugar mais alto podium, e ouvir aquela música que tem a capacidade de se nos gravar no código genético.
Gosto especialmente desta vitória porque tem a particularidade de ser a primeira portuguesa de um atleta de origem africana, o que representa uma celebração de um laço sentimental feliz entre Portugal e África, que podia ser hoje muito mais frutuoso, se a cegueira colonialista não tivesse durado tanto.
A vitória de Nelson veio elevar os espíritos desalentados com a prestação olímpica portuguesa e veio lembrar que um atleta não se faz só de uma boa estrutura física e técnica, mas também de um bom arcaboiço mental, como evidencia nas entrevistas após a prova.
Além das causas que já se conhecem para justificar os restantes resultados da nossa prestação olímpica, a falta de apoios e de uma política estruturada e sustentada de incentivo à prática desportiva, grave, para mim, não são os resultados, mas as infelizes declarações de alguns atletas. A polémica devia dar que pensar aos próprios e aos treinadores. É que a pressão mediática actual exige ainda mais que o atleta saiba ser assertivo, humilde, e seja capaz de auto reconhecer os pontos fracos, para poder justificar com consistência os seus resultados, em vez de atirar desculpas de última hora para os microfones. O físico treina-se. É coisa técnica, de persistência e perícia. A mente educa-se e desenvolve-se ao longo de muitos anos. E não é só nos campos, nos ringues ou nas pistas.

20 de agosto de 2008

Estádio Municipal KO

Como era esperado o Estádio Municipal está inoperacional devido às Festas do Bodo.
Para além das consequências desportivas, pergunto:
- Quanto vão custar as obras de reparação?
- Quem paga, a CM ou a Pombal Viva?
P.S.: Esta despesa, só por si, acarreta a duplicação do défice (mal) apurado.

18 de agosto de 2008

Olímpismo?



Os jogos olímpicos estão a meio. As nossas maiores esperanças ainda não competiram. No entanto, o presidente do COP, Vicente Moura, sacudindo água do capote em relação a um eventual fracasso da comitiva portuguesa, veio a público censurar os atletas pelos maus resultados e pelas desculpas dadas, afirmando que o COP e as Federações preparam os atletas fisicamente mas nada podem fazer sob o ponto de vista cultural.
Pois não, caro presidente do COP, quem não tem não pode dar…

14 de agosto de 2008

A fartura do Bodo (II)

Tenho para mim que só em promoção, gastou-se tanto como o valor do prejuízo. A linha gráfica - que serviu de fundo à presença on line do costumeiro atelier, a quem naturalmente foi adjudicado o serviço - salvou a honra da promoção. A imagem conta, de facto.



Outdoors nos espaços nobres mais requisitados, jipes, chávenas de café, pacotes de açúcar, mais um programa de televisão que todos pagamos, as festas promocionais nas discotecas, a propaganda nas praias, a indumentária e tudo e tudo para o maior Bodo de sempre. Terá sido o melhor? Menos, senhores. Menos...

Protagonismos

Os ex-vereadores do PS não perdem uma oportunidade para mostrarem solidariedade ao presidente da câmara. Nos últimos casos (contaminação da água, denuncias de irregularidades no urbanismo, aprovação do Go!Sopping, Festas do Bodo, etc.) têm-se esmerado nos argumentos.
Cuidado Diogo, eles querem-te roubar o lugar!

Festas do Bodo (III)

Quem não parece ter ficado muito agradado com as festas foi Narciso Mota. E ainda antes do Balanço Económico destas já anunciava publicamente alterações ao formato e transferia a organização novamente para a câmara (juntamente com a Pombal Viva)
Porque será?
Doeu muito no bolso ou são, outra vez, os excessos de protagonismo?

Festas do Bodo (II)

Apesar de tudo, há gente muito satisfeita com as Festas do Bodo.
De entre estes, ressalto os ex-vereadores do PS.
Apesar de o organizador, João Vila Verde, reconhecer a derrota pessoal e se sentir desconfortável com o resultado.
Há gente com alguma verticalidade e há outra sempre tão curvada!

Festas do Bodo (I)

As Festas do Bodo de 2008 tiveram coisas boas (ou muito boas) e más (ou muito más).
Mas o balanço final só agora pode começar a ser feito e o principal critério de avaliação é, tem de ser, o seu equilíbrio/desequilíbrio orçamental.
Segundo o responsável da Pombal Viva o défice foi de 95 mil €. Muito para quem garantia que as festas se pagariam a elas próprias. E muito para os munícipes!
Mas, conhecendo eu como muitos os malabarismos que naquelas casas se fazem com os números arrisco um défice muito superior, mais do dobro!
Nota: depois de ter acesso às contas corrigirei a minha previsão, provavelmente para cima.

10 de agosto de 2008

Piscinas fechadas


Pombal deve ser um dos poucos concelhos, senão o único, que não tem uma piscina, pública, a funcionar durante o mês de Agosto. Exactamente o mês em que as pessoas delas mais necessitam.
Porque será? Não é por falta delas, têm-nas. Fechadas!
Será por desleixo, falta de jeito, ou jeito a mais para fazer jeitos?

8 de agosto de 2008

Crise de confiança

"Há uma crise gravíssima de valores e uma crise daquilo que é o cimento de uma sociedade contemporânea: a confiança. Nós precisamos de ter confiança que o contador de electricidade (e da água, digo eu) conta como deve ser, que as pessoas não estão a fazer batota num jogo de futebol, que os concursos públicos são limpos, que não há interesses ocultos. Estamos numa sociedade com um nível de complexidade tal que temos de confiar nas pessoas e nas instituições públicas e privadas."
João Lobo Antunes, in Diário Económico, de 8/8/08

7 de agosto de 2008

Também me parece

A 30 de Junho deixei o meu "parecer" sobre a questão do Casarelo que se resumia a achar que, em teoria, poderia ser uma boa ideia, mas havia um conjunto de questões, desde urbanísticas a económicas, passando pelas ambientais, que mereciam uma resposta antes de se embarcar em mais uma construção de regime. A legalidade, essa, dei de barato que seria a possível neste país do constrói primeiro, espeta a placa de inauguração e questiona muito depois. Afinal...

6 de agosto de 2008

Go!Shopping: o maior crime urbanístico (II)

O empreendimento Go!Shopping, projectado para o Casarelo é um verdadeiro elefante branco plantado à sombra do Castelo.
O empreendimento, pelo que se conhece, composto por um centro comercial, um retail park, um hotel de duas estrelas e um posto de abastecimento de combustível discount não representa nenhuma mais valia para a cidade e, inserido numa zona nobre, descaracteriza a cidade.
Este tipo de empreendimento, de baixa qualidade, é de interesse muito duvidoso e, a ser licenciado, deveria ser localizado na periferia da cidade. Por exemplo, no prolongamento do Bairro Margens do Arunca. Pelo menos, desghetizavam aquela zona. Não acham?

Go!Shopping: o maior crime urbanístico (I)

O Go!Shopping será, se for concretizado, o maior crime urbanístico praticado em Pombal (pelo menos nas duas ultimas décadas). Às claras, nas barbas de toda a gente, por cima de regulamentos, leis e organismos oficiais.
Como é possível, tanto facilitismo, tanto descaramento, tanta obstinação para concretizar tamanha malfeitoria?
Querem-nos usurpar, à falsa fé, a última área nobre e virgem no centro da cidade. Acordem pombalenses. Não deixem. Se deixarem ficaremos todos muito mais pobres!

Diogo despromovido II


Constata-se que o Diogo Mateus engoliu em seco e sem respirar o rebaixamento público que Narciso Mota lhe fez.
O Assalariado sobrepôs-se ao Politico.
É a vida…!

4 de agosto de 2008

Ainda o Bodo

No geral gostei... e recomendei. Gostei especialmente do recinto dos concertos e do modelo da festa, com actividades espalhadas por todo o lado. Gostei da animação e do ambiente. E gostei do "Boda-se"! Pena era que a publicidade se centrava no cartaz dos concertos do campo de futebol esquecendo as outras actividades

Não gostei do fogo-de-artíficio (para o efeito foi excessivo), não achei piada nenhuma à vedação que dividia a Rua de Leiria . Não gostei da falta de caixotes do lixo e do preço da cerveja. E também não gostei do condicionamento de vias públicas em horas mortas.

Com os primeiros balanços, constatou-se que se andou longe da meta de 120.000 entradas. Por isso, das duas uma: ou há capacidade de suportar um evento destes ou não há. A justificação do 1º ano não irá valer para tudo, da mesma forma que ter um prejuízo minimamente inferior ao dos anos anteriores não pode ser lido como uma vitória.

Mas valeu pela festa, e espera-se que a seriedade e a transparência a utilizar aquando da análise das contas consiga demonstrar que este é um investimento que se justifica.

Os fins justificam os meios?

Em relação à questão da vice-presidência, na ausência de mais notícias, suponho que o ex-vice-presidente já tenha sido informado pessoalmente da decisão. Espero agora por saber, afinal, que conclusões é que tira, não só desta despromoção, mas também da sua imagem perante os eleitores, se aceitar sem mais a decisão tomada, especialmente da forma como a mesma foi tomada...

29 de julho de 2008

A fartura do Bodo


"Aquilo não foi uma lufada de ar fresco. Foi um autêntico vendaval", disse-me ontem MLB, coberta de razão. As festas do Bodo que agora passaram foram agigantadas. Trouxeram a Pombal magotes de gente. Fizeram correr muita tinta mas saldaram-se com sucesso. Ainda bem. Seria penoso para todos nós, que aqui vivemos e pagamos por isso, se assim não fosse. Continuo a achar lamentável que se gaste dinheiro a rodos num cartaz de espectáculos (ainda por cima pouco original, veja-se a publicidade - inteligenemente colocada nas capas de jornais - da Expofacic, em Cantanhede, modelo a que este bodo se colou, em cópia mal feita), quando nos faltam coisas são simples como um espaço para umas horas de lazer. Meia dúzia de metros de verde, que nos permitisse respirar do betão que avança sobre os passeios e do asfalto cor-do-Arnado. Não me conformo, não hei-de conformar-me nunca, em nome do dos meus filhos, dos meus pais, dos meus avós, e sobretudo dos que hão-de vir.

Para lá do sucesso anunciado dos espectáculos, e dos avanços e recuos de entradas pagas para, por exemplo, o recinto os carrosseis (!) sobram algumas notas a reter: o estádio tranformado em recinto de festas não foi protegido nem nos mínimos detalhes. De tanto dinheirinho gasto, poderia ter sobrado algum para poupar a relva, como geralmente acontece nos estádios onde há concertos. Aos que se preocupam com questões "menores" como colocar o lixo no lugar dele, impressionou a falta de caixotes/contentores, a imundice das casas de banho, a selvajaria exibicionista. Mas quando é para atirar à finesse estamos aí, por isso compensava-se a falta desses pormenores com um espaço VIP: um camião (que mais poderia ser?) para os amigos dos amigos. Lembrei-me da imagem do champagne com tremoços, que um amigo meu tão bem aplicou a Pombal, há tempos.

A ideia ressuscitada da Expobal parece funcionar. A juntar a esta, há um dedo ao alto que deve levantar-se para o Bodo 4 kids, a inclusão dos restaurantes e - verdadeiramente objecto de aplauso - dos ranchos e bandas filarmónicas do concelho repartidos ao longo dos dias a dar ares de festa às ruas da cidade. Ah, as ruas: valeu a pena mudar a organização de mãos, pelo menos para vermos uma iluminação melhorada, sem ser aquela que podia já ficar para o Natal, como era costume.

Em suma: quando há dinheiro, as festas são outro luxo, outra fartura.

Para a super empresa municipal (está visto que afinal o objecto deve alterar-se assumidamente para a organização de eventos), aqui fica uma sugestão de rodapé: não tendo os funcionários o dom da omnipresença, é conveniente que, para a próxima, seja acautelado o normal funcionamento de todos os serviços, desde a fiscalização do estacionamento até, por exemplo, o parque de estacionamento subterrâneo da praça Marquês de Pombal. Sexta -feira de manhã acabaram-se os tickets na máquina e não havia funcionário algum para os repor. Depois de chamado por telefone, lá apareceu o dito, 15 minutos depois, a poupar nas desculpas e nos bons dias. Foi quando constatei que três carros naquele acesso ao parque fazem um engarrafamento.

Pois é, sol na eira e chuva no nabal...é coisa geralmente impossível.



Noites sem dormir

Passa das duas da manhã e ouve-se a cantoria dos "Anjos" na Charneca como se fosse aqui ao lado. É assim há 4 dias, sendo que isto dura até às 5h30. A bombar, sempre. A sorte é que o Bodo acaba hoje (já lá vamos...)

A pulseirinha laranja


Quem teve a brilhante ideia de organizar o Bodo como se de um festival de Verão se tratasse? Não digo que não se aprenda com os festivais e não se tente importar algumas das suas boas ideias. O que me parece absurdo é sacralizar o conceito e aplicar, de forma cega, todas as suas idiossincrasias.
Um exemplo acabado do ridículo da situação é a pulseirinha cor-de-laranja que imperou na edição deste ano. Quem comprou "bilhete geral" viu-se obrigado a ter de usar o tal arreio durante todos os dias da festa. Será que não existem outras formas de controlar o acesso aos espectáculos que não passem por ridicularizar os pombalenses?
Mais: a dita pulseira não é democrática! De facto, ela não pode ser usada por quem tem bom gosto, pelos trabalhadores de instituições bancárias que não da Caixa Agrícola, por quem trabalha num talho, por cirurgiões.
Espero que, nos próximos anos, o bom senso regresse e as pulseirinhas laranja (ou, apesar de muito improvável, rosa) deixem de efeitar os pulsos dos nossos conterrâneos.

25 de julho de 2008

Lixo

Ainda não estamos em Agosto, mas, na minha urbanização com fraca densidade populacional, o lixo já transborda dos caixotes e espalha-se nos passeios.
Será que o pessoal da recolha já foi todo mobilizado para o Bodo? E o resto…?

24 de julho de 2008

Abram alas para o Bodo (III)


Este não é o meu Bodo. Reconheço, no entanto, que a proposta deste ano é, a todos os títulos, mais interessante que as dos anos anteriores. E não me refiro apenas ao cartaz dos espectáculos. Este ano houve reflexão, estratégia, objectivos claros e arrojo. Espero, sinceramente, que o Bodo 2008 seja um grande sucesso!
O problema é que Pombal não tem ideia do que quer ser como cidade, o que faz com que um investimento desta natureza não tenha condições para criar as sinergias (nunca pensei vir a escrever esta palavra...) que os seus promotores esperam.
O enorme potencial que Pombal tem precisa de uma estratégia que enquadre as opções de investimento, públicas e privadas, e as potencie para o bem comum. Sempre defendi que uma cidade pequena como a nossa deveria apostar na cultura, na qualidade de vida e no emprego qualificado. Tenho a certeza que essa aposta faria de Pombal um grande pólo atractor na região. O Bodo poderia, então, ser aproveitado como veículo promocional dessa estratégia. Como a pasmaceira regressa em Agosto, lá se vai perder mais uma oportunidade.

21 de julho de 2008

Diogo despromovido

Diogo Mateus foi despromovido do cargo de vice-presidente da câmara. Com requintes de crueldade e malvadez.
Narciso Mota é assim, quem não está comigo está contra mim e quem está contra mim, paga-as!
Diogo Mateus sabe-o bem. Então porque falou no caso das contas da Pombal Prof? Porque não deu cobertura ao comportamento ilegal de Narciso Mota?

Luis Garcia assume-se

O presidente da AM pronunciou-se de forma clara, sintética e objectiva sobre o caso das contas da Pombal Prof, criticando o comportamento ilegal de Narciso Mota e censurando o comportamento dos presidentes das associações: comercial e industrial.
Só é pena que não o faça mais vezes. E não é por falta de oportunidades.
O cargo de presidente da AM tem dimensão politica que lhe advém do sufrágio directo. A dimensão politica do cargo confere-se igualmente responsabilidades e obrigações perante a assembleia e também perante a comunidade que o elegeu. O Presidente da AM não se pode limitar a dirigir uma assembleia de três em três meses. Deve, igualmente, ser um moderador do debate político local e deve ter opinião sobre os grandes temas locais.
No caso das contas da Pombal Prof esteve bem. Mas ainda está em défice…

20 de julho de 2008

E sempre a água…

Em Pombal, a água é um problema crónico, para os munícipes e para a câmara.
Os munícipes, coitados, como não têm alternativa de fornecimento e como o sistema de abastecimento de água tem sido gerido por gente incompetente comem com água contaminada (Arsénio, Nitratos, Ferro, …) ou sem qualidade. Pagam a água cara. Têm que a pagar mesmo que a tenham recebido contaminada ou sem qualidade, e, não bufam! Nos últimos tempos, como o PS tem denunciado, são alvo de dupla facturação!
Convenhamos que é demais!
A água tem sido o “petróleo” da câmara. Com a rede, em grande parte, construída tem-se limitado a abrir uns furos, colocar umas bombas, ligá-las à rede ou a uns depósitos que por aí tem espalhados e toca a facturar! Quanto mais facturar mais lucra, porque o recurso é inesgotável (no pensamento deles) e de borla. Pelo meio faz umas análises, se der negativo (contaminada) repete, repete, repete, ...., que alguma vez deve dar certo!
Mas, como as trapalhadas são tantas e de tamanha gravidade os munícipes começaram a manifestar insatisfação e a oposição pegou nisto. Na água, tal como nos impostos, a vida do executivo complicou-se.
Decididamente, este pessoal politico e os boys que gravitam à sua volta podem ser bons a organizar arraiais e festas, com o dinheiro dos outros, mas não sabem gerir sistemas de abastecimento de água.
Problemas de vocações ou falta delas?

18 de julho de 2008

Narciso cede nas contas da Pombal Prof

Narciso Mota recusou-se a entregar ao PS, via presidente da AM, as contas da Pombal Prof. Pensou que, com aquele artificio da acta do conselho de gerência que votou não tornar publicas as contas, contornava a lei e gozava o PS e os seus dirigentes. Enganou-se. Enganou-se porque as coisas mudaram!
O PS denunciou em conferência de imprensa o flagrante atropelo à legalidade e Narciso Mota sentiu o terreno a fugir-lhe debaixo dos pés. Teve que ceder e perder a face. Acontece. No entanto, o que é mais confrangedor em todo este caso são as desculpas e justificações que Narciso Mota deu na última reunião do executivo.
Afinal, bastava pedir-lhe o relatório de contas pelo telefone ou directamente à filha do ex-presidente (mal) empregada na secretaria da ETAP!
Ridículo!

E chamam-lhe serviço público

Abençoada que fui com o nascimento da minha filha neste verão quente, dei comigo à sombra de casa, a assistir ao programa da RTP em directo da Praça Marquês de Pombal, que poderia ter sido uma excelente oportunidade de promover a terra e as gentes de cá, a partir daqui para o mundo inteiro. A verdade que as longas horas de emissão - que havemos de pagar, nós todos - revelaram-se aquilo de que já suspeitava: uma montra da feira de vaidades em que está transformado o Bodo deste ano, aqui e ali ofuscada pela triste imagem da populaça que vibra com os gritinhos saltitantes de João Baião e os olhares pseudo-matadores de Sónia Araújo. É o serviço público, dizem eles. E o público aplaude, sem saber muito bem o quê.
Salva-se no meio deste quadro a vida que volta à praça, tão injustamente despovoada de tudo e de todos. Nem que seja por umas horas, há vida na praça outra vez e isso é bom.
Sabendo o quão rica é a história de Pombal e das festas do Bodo, era de esperar que ali se desse a vez e a voz às tantas figuras - felizmente ainda vivas - que sabem contá-la. É claro que continuaria a haver espaço para o nosso João Faria e seus sete ofícios. Para sabermos o que manda a Pombal Viva e seu administrador, em tempo de vacas magras que Pombal ilude com este cartaz de luxo- que havemos de pagar, nós todos. E até, vá lá, para ouvirmos falar dos 9 km de costa que nunca podem faltar em discurso autárquico. Mas tinhamos a obrigação de mostrar ao país e ao mundo que há mais vida para além do Bodo, e que, mesmo esse, existiu antes de 2008 e desta organização à la rock in rio arunca. A obrigação, o dever e o direito - digo eu, já que não há programas de borla. Não sei quem fez a "selecção de pessoal" para as entrevistas promocionais. Mas sei que isto não é serviço público. É antes colocar os meios que nós pagamos ao serviço de um determinado público.
Não percebi por que razão deslocaram Nelson Pedrosa (um exemplo de interesse e dedicação à investigação histórica e cultural) para a praça de toiros de Abiul, ao invés de o vermos e ouvirmos na praça. Lembrei-me de um programa da TSF, vai para uns 8 anos talvez, cujo conteúdo faria corar de vergonha este programa de entretenimento brejeiro. Sobraram pernas e bailarinas num espaço tão nobre. A tela gigante, que tapava as misérias dos prédios devolutos, como quem varre o lixo e o esconde debaixo do tapete, era também ela o cartaz do Bodo. Algumas caras de lá vieram a terreiro promover os cafés Mambo, a Câmara e o João Vila Verde na mesma frase. Rita Guerra fê-lo muito bem. Ana Malhoa idem, ao ponto de se "sentir em casa", como disse. Às vezes nós é que não nos sentimos, tal a usurpação que nos fazem dos valores, em troca de outros que mais alto se levantam.
O resto foi música.

É festa, é festa!


O FMI alertou para o facto de Portugal viver acima das suas possibilidades. Será verdade? Não, eu não acredito...

17 de julho de 2008

Sociedades obscuras

A CMP sempre recusou a fiscalização política das empresas municipais na AM e nunca cumpriu a lei do estatuto da oposição.
O PS requereu ao presidente da AM, como lhe compete e lhe é devido, as contas das empresas municipais. O presidente da Câmara disponibilizou as contas da Pombal Viva e da PMU mas recusou-se a entregar as contas da Pombal Prof.
Há muito que sabíamos que o poder político do PSD em Pombal abomina a critica e o escrutínio político mas não era preciso chegar tão longe.
Empresas que são financiadas com os nossos impostos ou com taxas das quais não podemos fugir têm que ser totalmente transparentes. Em Pombal, tal como em muitos concelhos, não o são.
Quando o escrutínio político é vedado, quando os direitos da oposição são violados de forma tão grosseira e descarada, algo vai muito mal ou muita coisa se quer esconder.
Chamem a polícia...!

14 de julho de 2008

Lição Cívica

Tive conhecimento do projecto PALUMBAR, que terminou com um relatório final de proposta de uma pousada “Divertida e Amiga do Ambiente” para Pombal. É um exemplo que me faz renovar esperanças naqueles que já vejo como a geração posterior à minha.
Parabéns aos alunos pela iniciativa, capacidade analítica, consciência crítica, pelo enquadramento local e global que deram ao projecto e por uma redacção escrita exímia. Parabéns à professora pelo alto exercício de formadora cívica.
É com mais projectos destes, desde tenra idade, que se pode combater o crescente e temido desinteresse político dos jovens.
Espero, acima de tudo, que os nossos políticos locais o saibam valorizar, não apenas pelo conteúdo, mas, acima de tudo, pela iniciativa, que encerra uma das preciosidades do bem fazer política: saber ouvir os outros.
Quando se ouve as várias partes interessadas num projecto, conciliando interesses, valorizando opiniões e tentando encontrar consensos, o resultado será melhor e mais sentido por todos.
E quem sabe este não seja o mote para uma série de projectos futuros de área escola, que estudem outros aspectos de Pombal. Deixo já uma sugestão, para reflectirem sobre o seguinte paradigma: como aliar a evolução e modernidade social à preservação da tradição e identidade local das Festas do Bodo, sem enveredar pela moda plástica e inócua do mediatismo?

13 de julho de 2008

Uma fartura neste Bodo

Parece que adivinhávamos, há coisa de um ano, os dias de regabofe que o cartaz deste ano haveria de anunciar. Estará, pois, na altura de retomar este blogue, que nunca houve tanto para dizer sobre a nossa festa, este ano transformada em megalómano evento. Será que sobra espaço para a fartura no Cardal?

3 de julho de 2008

Pedro Tochas: uma visão parcial


Fui professor do Pedro e sou seu amigo; corro, por isso, o risco de ser parcial.

O Pedro é uma pessoa de elevado cartácter, um artista de altíssimo nível e de grande profissionalismo. Tenho acompanhado a sua carreira e vejo que tem sabido, com grande inteligência, tomar as opções correctas. Pelos vistos, desta vez, não acertou ao confiar na Câmara Municipal de Pombal (CMP). O espectáculo que estava agendado para dia 11 de Outubro foi cancelado.


Pedro, deixa lá, não és o primeiro a ficar desiludido com as decisões da CMP. Milhares de pombalenses já sentiram o mesmo. Mas tu, pelo menos, reages.

Expropriar antiga casa de Mota Pinto?

Porquê? Para quê?
A casa é pequena, está em ruínas, entalada entre dois prédios, numa zona descaracterizada sob o ponto de vista arquitectónico, é o gargalo de uma rua com grande movimento, e ela própria contribui para descaracterizar ainda mais aquela zona.
A casa não tem grande valor e o que tem é essencialmente especulativo.
A casa nunca pode ter grande utilidade nem interesse. Um museu? Nesta casa? Neste local?
Desbaratar dinheiro nisto cheira a bizarria.
Respeitem o nosso dinheiro. As dificuldades e os sacrifícios dos contribuintes!


PS: Se existe esse espólio de Mota Pinto, venha ele, o que não faltam é espaços públicos, disponíveis e mais nobres, para o expor.

1 de julho de 2008

A exposição que não posso visitar

Está patente ao público, até dia 15 de Agosto, no Museu Marquês de Pombal, a exposição "O esplendor do traje no século XVIII". Esta exposição resulta de uma parceria entre o Município de Pombal, o Museu Nacional do Traje e a Escola Artística e Profissional de Pombal. O tema parece-me interessante e louvo a forma como três entidades distintas, com a particularidade de uma delas ser uma escola, se conseguiram entender.

Ao consultar o horário da exposição, verifiquei que esta só pode ser visitada de 2ª a 6ª, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00. O que é que se pretende com este horário de mercearia? Que não seja visitada por ninguém? Eu presumo que os alunos das escolas do concelho já a tenham visitado. Mas, e o cidadão comum? E os turistas?


Pombal nunca foi um destino turístico e, a continuar por este caminho, arrisca-se a nunca o vir a ser.

30 de junho de 2008

Construa-se?

Um centro comercial na zona do Casarelo! Uma coisa assim em grande, daquelas que revoluciona tudo, que cria emprego nunca antes vistos e que é imprescindível ao desenvolvimento da terra! Era tão bom que fosse tudo laranja sobre azul, não era? Mas não é. Tendo em conta todas as pseudo-estratégias de desenvolvimento municipal que foram sistematicamente experimentadas em Portugal, seja qual for o partido, qualquer opção, independentemente de mexer mais dinheiro público ou privado, deve ser alvo de um escrutínio rigoroso atendendo às suas implicações. A ACSP, representante daqueles que mais terão perder, por exemplo, opta por uma simples constatação à capitão do Titanic: "o barco vai afundar... olha, arranjem salva-vidas". Já a Câmara Municipal de Pombal acha que é uma obra que não admite discussão.

Para mim, enquanto consumidor, um centro comercial representa sempre uma opção interessante. Só compro no comércio tradicional quando há algo que faz a diferença (já que muitas vezes o preço não faz), seja a qualidade, o atendimento ou a preocupação em fornecer bens e serviços de forma diferente. Por exemplo, sou assíduo cliente da FNAC, excepto no que toca a livros, preferindo comprá-los antes na K de Livro, em Pombal. E se pensar em benefícios urbanísticos, partindo do princípio que haverá contrapartidas em termos de equipamentos, seja um espaço verde, seja um espaço cultural com possibilidade de aumentar a oferta, em teoria, são elementos positivos. Isto sem falar em benefícios em termos de acessibilidades, se bem que não tenho elementos para uma ideia em concreto, em termos de fluidez de tráfego de e para a zona.

No entanto, há o reverso da medalha que é constituído pelo esvaziar de pessoas dos espaços públicos da cidade - veja-se a vida que a Praça Marquês de Pombal não tem. E também pelo facto do modelo dos centro comerciais ser de duvidosa sustentabilidade no actual quadro económico (as rendas serão mesmo suportáveis? Quantas lojas, em espaços comerciais muito bem situados, estão às moscas?). Quanto às questões ambientais, mexer no leito da ribeira do Casarelo não parece ser bem avisado, atendendo até ao que se passou dia 25 de Outubro. Haverá algum redimensionamento do túnel que entra ali na cidade, por exemplo? Não se causará ali um estrangulamento que pode dificultar o escoamento de água aliado à impermeabilização do solo que se fará no Casarelo? Por último, há contrapartidas em termos de infraestruturas? Os acessos serão pagos por quem ou a sanha de ter mais uma obra para a placa de inauguração sobrepor-se-á a tudo? Ninguém nega que há investimentos que, até por poderem contribuir para a qualidade de vida de muitos, serão sempre interessantes, exigindo-se apenas que seja tudo ponderado e transparente. Será pedir de mais?

20 de junho de 2008

A cidade e a serra (ou o que resta dela)


Essa sim, é uma farpa que se crava em todos nós. Todos os dias. Há um filme português que se chama "A Falha" (João Mário Grilo, 2000). Aqui, há muito que poderíamos ter começado a rodar "A Farpa". O cartão de visita de Pombal, para quem chega, são duas crateras que ladeiam o castelo. Uma maior que a outra. Ambas parte integrante da mesma vergonha, há tanto permitida e sem fim à vista. A não ser quando a serra desaparecer por completo, engolida pelo imparável negócio das pedreiras.

Aqui, são elas quem mais ordena, dentro de ti, ó cidade.

16 de junho de 2008

O triunfo da Europa dos Cidadãos

A vitória do Não no referendo irlandês ao Tratado de Lisboa representa a vitória da “Europa dos Cidadãos” pela qual tanto clamou Jean Monnet e outros fundadores, e para o qual tem permanentemente alertado Mário Soares. Representa o fosso que os eurocratas têm vindo a cavar entre Bruxelas e os cidadãos. Se o Não dos franceses e holandeses era previsível, como voto de protesto à inflação e decadência de condições económicas internas impulsionadas por um sistema monetário comum, (afinal estes foram dos países que sempre mais contribuíram para o orçamento geral da União Europeia, foram os fundadores e tinham dos níveis de vida mais altos da Europa), já com Dublin não se passa o mesmo. A Irlanda foi dos países que mais beneficiou com a adesão à UE. É um caso citado tantas vezes como exemplo de sucesso, que tendo entrado como um dos países mais pobres, soube aplicar os fundos europeus, apostar nas áreas certas e desenvolver a sua economia interna, estando hoje ao nível de desenvolvimento da média europeia. Os Irlandeses são, aliás, muito pró-europeus e tal como os portugueses, segundo resultados do euro-barómetro, são os nacionais que mais se sentem beneficiados com a adesão à UE (80% da população, logo atrás de Portugal, Espanha e Luxemburgo).
Este Não é sinal da manifestação da inteligência do povo, que não aprova o que desconhece. Os Irlandeses não iriam aprovar num Tratado cujo conteúdo desconhecem, como quase todo o comum cidadãos europeu. Esta é a razão pela qual, sempre defendi, apesar de por princípio democrático ser favorável a referendos, que este Tratado não devia ser referendado, nos termos em que estava a ser apresentado. Ou previamente a um referendo se congregavam esforços de informação e discussão sobre o documento ou, no caso de não haver campanha oficial e efectiva de informação, se aprovasse o referendo nos parlamentos nacionais.
Sou europeísta convicta e deposito parte das minhas esperanças por Portugal na disciplina europeia, mas também espero que o quadro institucional da União evolua para um sistema de participação cada vez mais democrática. Neste sentido, este Tratado não é o ideal, porque reforça o poder de voto dos países grandes, ao mesmo tempo que retira alguns poderes à Comissão Europeia (o órgão menos nacionalista e mais europeu da União), mas foi o possível. O contínuo alargamento exige mudanças na ordem jurídica das instituições e a Europa não pode estagnar num mero bloco económico, mas tem de ser capaz de exercer uma política comum a nível internacional.
Só espero que os líderes europeus desçam à terra e aprendam com a lição dos irlandeses. E que em vez de contornar o problema com jogos de bastidores, informem, esclareçam e eduquem os eleitores, assumindo essa inerente responsabilidade civil, da qual permanentemente se esquecem. Já que não conseguiram prevenir o problema, que o remedeiam com este abre olhos irlandês. E já agora, na campanha para as eleições de deputados ao Parlamento Europeu, falem sobre assuntos europeus e não de nacionais. Para isso, existem as eleições nacionais.

14 de junho de 2008

Pergunto?

A CMP vende-nos água cara. No entanto o sistema desperdiça cerca de 40% da água.
Pergunto: porque é que isso acontece?
Aceitam-se palpites, ou explicações!

Taxa de disponibilidade da água

As câmaras municipais são especialistas a aplicar taxas pelos serviços que prestam e, em muitos casos, por serviços que não prestam.
Recentemente, o governo proibiu as câmaras de debitarem aos consumidores o aluguer dos contadores de água.
No entanto, a CMP, especialista como é a fazer passar, de forma sub-reptícia, taxas e impostos, há muito que tinha retirado das facturas de água o “Aluguer de contador de água” substituindo-o por “Tarifa de disponibilidade de ligação de água”.
Gato escondido com rabo de fora, para os mais atentos. Os outros pagam, sem dar por isso, uma taxa ilegal.

E sempre a água…

A CMP fornece-nos água cara, sem qualidade e frequentemente contaminada.
Agora, ficámos a saber que anda a tentar e a cobrar facturas já pagas.
Bem sabemos que a água é o “el dourado” para a câmara. Capta e coloca na rede. Assim, quanto mais facturar mais ganha.

Mas recomenda-se um pouco de decoro …

13 de junho de 2008

Questionário de Verão

b) Infraestruturas que se insiram naquela zona sem grandes custos em termos ambientais (parque de campismo, por exemplo)
c) Umas urbanizações é que ficavam a matar

Hás-de pagá-las

Tenho a felicidade do meu filho não gostar do Noddy. Por isso não tenho de lhe explicar que os bilhetes são assim...carotes, para o bolso do cidadão comum. Partindo do princípio que uma criança de três anos (inclusive, que já paga) não vai sozinha ver um espectáculo, e que os bilhetes oscilam entre os 12,50 e os 20 euros, a coisa é puxada.
Essa será, pelo que se percebe, a primeira acividade das festas do Bodo, que hão-de regressar a Pombal em forma pós-moderna um mês depois do boneco desfilar no expocentro.
Olhando atentamente para o cartaz, os patrocínios mostram-se ao nível dos santos da casa, onde cabe também a pujante Lusiaves, numa rara aparição desta índole. Há por isso margem para dúvidas tantas, pois que patrocinadores como a Residencial do Cardal ou o Manjar do Marquês são, por natureza, mais parceiros que outra coisa. E por mais que os géneros contem tanto como o papel-moeda nestas organizações, há coisas que só podemos pagar com dinheiro. Mesmo.
Esperava ver nos cartazes patrocinadores oficiais de âmbito nacional, gente da banca ou - tão na moda - das telecomunicações, em consonância com o ambicioso cartaz. Mas não. A não ser que sejam secretos, ao estilo coelhos a tirar da cartola com pozinhos mágicos (ups!).
Se assim não for, é esperar para ver: que a Srª do Cardal faça novo milagre, que as festas se paguem sem ser necessário recorrer (outra vez) ao erário público. Ou então, hás-de ser tu a pagá-las, estimado munícipe.

11 de junho de 2008

Participar em Democracia

Há dias, a ler o Público, deparei com um artigo interessantíssimo sobre Orçamentos Participativo (OP) que são utilizados, pelo menos, em 25 autarquias de vários quadrantes: 1/3 das autarquias que experimentam os OP são do PSD, algumas mesmo em autarquias importantes (Cascais, Aveiro) ou conhecidas pelo seu património (Batalha, Castelo de Vide, Marvão, Alter do Chão, Vila Real de Santo António e Silves. Já o PS, apesar de ter menos (6), também tem cidades como Lisboa, Braga e Odivelas onde se fazem estas experiências. E apenas uma é indepedente, sendo as restantes 9 da CDU.

Em termos sumários, o OP prevê a consulta dos cidadãos (via assembleia de cidadãos, correio, internet, etc...) para que estes proponham os investimentos que consideram prioritários para o Orçamento municipal, devendo depois as autarquia hierarquizar e prioritizar essas propostas para futura execução. Note-se que o OP não é vinculativo, mas sim consultivo, permitindo que os Executivos auscultem a população que se interessar, incluindo ou não as propostas apresentadas por ela.

As possibilidades são imensas, e antecipando já uma crítica, sempre se dirá que ninguém (ou quase ninguém) elege um programa eleitoral, ou seja, quando se elege o executivo, ninguém está a votar em propostas concretas de se fazer isto ou aquilo. Por isso, o OP, mesmo consultivo, teria a vantagem de evitar determinadas "obras de regime" que servem apenas para estoirar muito dinheiro com materiais caríssimos e utilização duvidosa, mas que garantem a plaquinha de inauguração, já para não falar na fiscalização da gestão do nosso dinheiro, envolvendo as pessoas na gestão autárquica.

É claro que em Pombal, onde a concepção de exercício de poder é o que é, seria interessante ver como é que esta experiência se daria...

7 de junho de 2008

Regeneração urbana

A CMP apresentou uma candidatura ao QREN e pretende aplicar 16 milhões de Euros na Regeneração Urbana da Zona Histórica.
Boa iniciativa! Ficamos à espera de uma feliz concretização.
Pombal, nos últimos tempos, perdeu as oportunidades de que dispôs para revitalizar o seu património e a sua economia. O Procom foi um fiasco e o Polis uma miragem.
16 milhões poderão tornar a cidade mais bonita, melhor arranjada, mas nunca a regenerarão ou revitalizarão se não for dado (algum) alinhamento estratégico às feitorias a realizar.
Hoje, não basta ter e gastar dinheiro, são precisas ideias e uma visão do que se quer ser!

6 de junho de 2008

Alegre?

Nas eleições internas no PS votei Alegre. Mais por protesto, contra o aparelho, do que por convicção. Foi um equívoco. Hoje, não me revejo em quase nada do que Alegre diz. Acho-o errante e um pouco pedante.
Sobre o seu comportamento e motivações gostava de ter escrito isto!

A morte em directo e ao vivo

O IC2 foi, mais uma vez, palco de um acidente rodoviário. A notícia é tão banal que é omitida pela maioria dos órgãos de comunicação social.

Esta via de comunicação tem vindo a degradar-se, paulatinamente, perante a indiferença geral. A situação é particularmente grave no concelho de Pombal, onde a IC2 assume um papel estruturante. Está, pois, na hora da nossa Autarquia assumir a liderança na tentativa de canalizar verbas para a sua requalificação.

Até quando estaremos dispostos a ser cúmplices desta tragédia?

29 de maio de 2008

Abram alas para o Bodo (II)

Ficamos a saber aqui, que está aberto um concurso para exploração de bares nas super Festas do Bodo que se avizinham, a coisa de dois meses.
E ficamos igualmente a saber que o fornecor oficial de bebidas está escolhido. Ou andámos todos distraídos ou, para esse, não há memória de termos visto publicado concurso. Mais: Então a malta concorre a um bar e não tem liberdade de escolher os seus fornecedores?
Há aqui qualquer coisa que nos está a escapar.

Ideias

Tudo o que for esforço pessoal para divulgar seja o que for a nível cultural merece todo o apoio nesta cidade e concelho. Não se trata de dizer que não há Cultura em Pombal, porque há e com qualidade, mas quanto mais diversidade, regularidade e sobretudo impulsionadores (ou players como agora anda na moda dizer-se) melhor. E é por isso que, já depois de escrever sobre esta iniciativa no meu blog, trago aqui o trabalho do grupo nozdoc que neste momento organiza uma mostra de cinema em Pombal com palestras, curtas e longas metragens. Uma farpa cultural na vida do concelho que é bem vinda e que, como tal, não podia deixar de ter o seu eco neste blog. Mais informações aqui. E já agora, voluntários para um cineclube não há?

27 de maio de 2008

Diz-me com quem andas...

Nas eleições do PSD, Diogo Mateus anda longe de Feliciano Barreiras Duarte (que apoia Pedro Passos Coelho) optando antes por Manuela Ferreira Leite, apoiada por Narciso Mota. Será por 2009 estar mesmo aí ao virar da esquina?

Centro Comercial Pombal

Desde 1993 que o PSD promete um grande parque verde da cidade de Pombal. Como prometer é fácil, lá encontramos, sistematicamente, a mesma linha no programa eleitoral. Agora, fala-se que o Modelo nos vai oferecer o tal parque. Pergunto: a que preço? E, já agora, quem é que vai pagar as restantes promessas do PSD? Provavelmente vamos ter o Jumbo a promover a construção do Centro de Saúde, o Intermarché a abrir os cordões à bolsa para nos proporcionar a tão desejada conclusão da rede concelhia de saneamento básico, o Lidl a financiar o novo estádio municipal (sim, o PSD prometeu construir um novo estádio municipal), etc, etc.

Sugiro que, nessa altura, se arranje uma cobertura para a cidade. Ficaremos, assim, com um Pombal asséptico, um Pombal com ar condicionado, um Pombal com muitos espelhos, para deleite de todos os narcisos, um Pombal com escadas rolantes, elevadores e teleféricos (outra ideia delirante do PSD), um Pombal à venda, um Pombal vendido...

Se fosse católico, apelava ao meu Deus para que, desta vez, não hesitasse em expulsar os vendilhões deste templo. Como não sou, resta-me apenas o voto.

22 de maio de 2008

A insustentável leveza do verde

Agora que por lá ando todos os dias, à procura de uma vida normal, dou comigo a surpreender-me amiúde, em cada esquina, em cada rua, em toda a cidade afinal. Quando dali saí, há coisa de 9 anos, igualmente grávida e cheia de esperanças de e para Pombal, aquela terra era outra, sim. Talvez seja a isto que se chama visão, estratégia, pensar à distância. Leiria andou rebentada por dentro e por fora durante vários anos, por uma operação chamada POLIS, mas valeram a pena os tormentos. A intervenção generalizada que a malha urbana sofreu tornou-a numa cidade onde apetece andar e viver.
No regresso a casa, enquanto me convenço a mim mesma que é preciso acreditar,interrogo-me vezes sem conta sobre o que nos falta, afinal, para que o concelho humanista e solidário que ganha prémios floridos de cidade saudável deixe de ser uma obra de ficção. Repito para mim mesma que esta terra poderia ser um brinquinho, que aqui até seria mais fácil. Lembro-me das conversas entusiastas, da gente de valor(es) com quem aqui privei, da visão empresarial que aprendi a admirar. E a compreender porque é que, afinal, é tantas vezes longe daqui que brilham as pepitas douradas desse potencial. Foram sempre conversas emsombradas pelo betão armado, pela mármore fria, pelo tijolo decorativo.
Os anos passaram e Pombal não tem um parque verde. O meu filho fez-se rapazinho e tudo o que consegui dar-lhe, em Pombal, para brincar, foi um parque infantil tardio, uma rampa de skate e um sintético para jogar à bola. Mas isto não é um subúrbio de capital. E eu juro que não sonhei que um dia me apontaram localizações de jardins, num rol de boas intenções que foram sendo sucessivamente engolidas não só por urbanizações que incharam, mas como pela ânsia de agradar ao colectivismo, esquecendo assim o colectivo.
Bem sei que a piscina sim, que o teatro-cine (isto dava outro post) também, que a biblioteca pois, que o centro cultural (?), é isso. Mas a recuperação/construção de todos estes equipamentos poderá considerar-se visão? Estratégia? Ou deveremos chamar-lhe cumprimento do dever, do plano, decorrente da obrigação que têm esses senhores para com todos nós - que pagamos isto?
Nesse capítulo, talvez a recuperação da Praça Marquês de Pombal escape. Em parte, diga-se. Porque de nada vale gastarmos os cobres todos em infraestruturas se não pensarmos na sua utilização, na sua vida.
Quando a tarde entra na noite e deixo para trás aquela gente que caminha, corre, respira ao longo do corredor ribeirinho do Lis, que se estende até ao marachão, não me conformo com os escombros do bairro cigano junto ao Arunca. Porque nós também podíamos, porque nós também acreditámos tantas vezes. E temos esse direito de querer, de sonhar, sabendo que não estamos a pedir a lua. Só um bocadinho de verde, caramba. De visão, de estratégia. De futuro. Para que esta seja a terra onde apeteça voltar e não aquela que, sem saber, também inspirou a canção de AdrianO: "Este parte, aquele parte..."

Desigualdades em Portugal

O Relatório sobre a Situação Social na União Europeia (UE) em 2007 coloca Portugal no último lugar no que diz respeito à distribuição de rendimentos. Ou seja, somos o Pais da EU onde a desigualdade de rendimentos é mais acentuada.
Esta realidade obriga-me a colocar duas perguntas:
Porque é que isto acontece? Tem mesmo que ser assim?
Não conheço totalmente as causas nem as soluções. Sei sim, que este é um dos principais (senão o principal) problema da sociedade portuguesa, cujo efeito, em múltiplas áreas, tenderá a acentuar-se se não for eficazmente combatido.
A vida nos últimos anos não nos tem corrido muito bem, temos levado com os problemas do mundo e com aqueles que criamos!

Uma andorinha não faz a Primavera...

A leitura do post do Adelino Malho sobre o estado do PS levantou-me algumas questões, uma vez que não concordo com a totalidade do mesmo.

Em relação às causas adoptadas, destaco a questão dos impostos. Nunca como agora se colocou a nu a verdadeira questão: a Câmara não pára de aumentar a receita com base nos impostos directos e esse aumento, que já há muito ultrapassou a fasquia de 2003 (imposta pela própria Câmara) não serve para financiar investimentos verdadeiramente estruturantes. Nesta fase são as pessoas, a sua saúde, o seu futuro que interessam, não mais sítios para placas de inauguração. Posto isto, a estratégia que o PS adoptou no que toca aos impostos, e que tem sido defendida de forma coerente e estudada.

No que toca à questão da PJ, pouco mais há a acrescentar para além do que o Adérito escreveu, reconhecendo quer ao PCP quer a Gomes Fernandes o mérito de quebrar o dogma pombalense do "diz que disse" no que toca à questão do urbanismo de forma frontal e com exemplos.

Pode-se mesmo dizer que anda por aí uma andorinha a anunciar a Primavera. Mas de facto, a Primavera ainda não chegou no que toca ao maior partido da oposição local. Não chegou porque ainda falta o PS afirmar-se na totalidade como a alternativa credível dotada das melhores pessoas, com as melhores ideias, com a melhor estratégia para uma outra forma, necessariamente melhor, de gerir o concelho. Em termos de trabalho político avançou-se mais nos últimos tempos do que no espaço de década e meia e isso merece ser reconhecido. Esse é o mérito deste PS. Mas não pode ser tudo.

Por isso, mesmo que uma andorinha não faz a Primavera, pode sempre dar o mote...

21 de maio de 2008

Ainda a PJ e a CMP

Foi com alguma surpresa que recebi a notícia das buscas da PJ à Câmara Municipal de Pombal. Não sendo ingénuo, e tendo conhecimento de acções recentes levadas a cabo pelo principal partido da oposição, reconheço que esse seria um cenário previsível. Esta situação, no entanto, não me provoca nenhuma reacção de júbilo; antes pelo contrário. Espero, sinceramente, que sejam infundadas as suspeitas de corrupção que pendem sobre a nossa Autarquia.

A forma despudorada como o PS recebeu a notícia é que me parece exagerada. Acho que um pouco de contenção, especialmente da parte de quem já geriu os destinos autárquicos e sempre teve acento na vereação municipal, não vinha nada a despropósito. Não é demais recordar que o PS só tomou a iniciativa que tomou na ânsia de assumir o protagonismo que lhe começava a faltar, fosse pelas críticas internas dentro do PSD, fosse pelas acções de outros partidos da oposição.

Se, de facto, existir matéria para acção judicial, que se avance sem entraves e de forma célere. O que não se pode fazer, principalmente quem tem pretensões em voltar a ser poder, é fazer julgamentos na praça pública.

Gostaria muito que a oposição em Pombal se fortalecesse e pudesse, um dia, discutir o poder ao PSD. Espero é que isso seja feito pelos seus méritos e não pela desgraça alheia. O combate político só tem piada se for travado por adversários dignos e que se respeitem. É sempre preferível assistir a um jogo da Liga dos Campeões que a um desafio entre os Reformados do Comércio e os Inválidos da Indústria.

20 de maio de 2008

O PS existe e quer ser poder

O PS, finalmente, mostra a determinação dos partidos que querem ser poder.
A determinação em politica vê-se pelas causas escolhidas e pela convicção colocada na sua defesa.
A diferença começou a ser marcada na problemática sobre a água contaminada com arsénio. Este combate serviu para afirmar um estilo e uma forma de fazer oposição, fracturante e alinhada com as necessidades das pessoas.
De seguida veio a denúncia de irregularidades ou eventuais ilegalidades na área do urbanismo que culminou com as recentes buscas das PJ na câmara.
Pelo meio o partido conduziu um sistemático combate à desavergonhada politica de impostos municipais que culmina, agora, com o envio de um desdobrável à população.
A determinação em politica é muito importante. Mas mais importante é estar do lado certo e conseguir afirmar a razão das causas. Para isso é preciso estudar os problemas, afirmar princípios e propostas e saber comunica-los aos eleitores, fim último da acção politica. Para já está a consegui fazê-lo, com determinação, convicção e inteligência.
Pede-se continuidade…
PS: não pertenço ao Secretariado do PS (orgão executivo)

Um grupo de bons rapazes

Parece que vai organizar as Festas de Santo Amaro. Fiquei a saber através do Pedro Pimpão, e pelos vistos vamos poder acompanhar os desenvolvimentos aqui. Mais uma vez lá estão eles a confirmar a minha teoria sobre a geração de bons rapazes que anda por aí. E que qualquer dia chega aos 30 sem se estragar. Numa época em que abundam as figurinhas tristes e onde a mediocridade é elevada à categoria de maior importância, podemos sentir estes sinais como um bálsamo.
Ainda assim, o melhor é não fazerem muito alarido, não vão (também) estas festas tornarem-se apetecíveis para o portefólio da super empresa municipal.

19 de maio de 2008

A milha(s)

O Malho já aqui falou disso, ontem. Porque não abundam muitos bons exemplos como aquele na nossa estranha cidade, e - sobretudo - porque nunca é demais louvar o que merece, aqui fica um dedo ao alto para a organização da Milha Urbana. Se dúvidas restassem, ficou provado que o pelouro do Desporto continua a dar cartas. Discretamente. Às vezes sofridamente, parece-me.
O atletismo, que teoricamente é um desporto individual, pode afinal resultar muito bem no colectivo. Basta que se olhe com atenção para a enorme quantidade de meninos e meninos que anda a ser alvo de formação neste concelho. E que ontem encheu de esperança a avenida principal. Os mais cépticos podem ainda dar um pulinho ao estádio, ao final de cada quarta-feira. Há mais vida para além do futebol, senhores.

18 de maio de 2008

Corrupção e Poder Local

Um estudo sobre Corrupção Participada em Portugal, publicado há dias pelo Observatório de Ética na Vida Pública, afirma que “ em metade dos casos, as pessoas envolvidas em actos de corrupção pertencem a órgãos do poder local” e “ a corrupção ao nível da Construção Civil e Obras Públicas, bem como dos serviços camarários, lideram as áreas de actividade onde se registam maior número de denúncias”.
Na região, nos últimos dias, fomos confrontados com mais dois casos de alegadas irregularidades na área do urbanismo. Na Figueira da Foz, o presidente da câmara, do PSD, foi constituído arguido por alegada prática dos crimes de participação económica em negócio, prevaricação e abuso de poder. Em Pombal, a policia judiciária fez buscas na câmara por suspeitas de ilegalidades no urbanismo, suspeitas amplamente apregoadas e discutidas no burgo.
A corrupção é uma praga da nossa sociedade e com grande incidência nas câmaras municipais.
Mas o mais grave é que estamos perante uma praga que se propaga beneficiando da inépcia do sistema judicial. O estudo refere que metade das denúncias terminam no arquivamento por falta de provas porque temos uma polícia pouco eficaz e um quadro legislativo confuso e disperso no combate á corrupção.
Comentando o estudo, Maria José Morgado considera ”urgentíssima a incriminação das condutas contra o ordenamento do território” e defende a “consagração no Código Penal da figura do crime urbanístico”, tal como sucede em Espanha.
É urgente parar esta praga. Punindo politica e criminalmente os prevaricadores.

Sérgio Leal apela ao silêncio da Câmara…

Na última reunião do executivo municipal, Sérgio Leal apelou ao silêncio da Câmara face às investigações da PJ. Apelo patético, que mais uma vez não foi ouvido.
Narciso Mota vociferou contra tudo e contra todos, da oposição ao seu partido. E concluiu: “Queremos políticos com ética, sabedoria e conhecimento”.
Onde é que os há? Onde….?

VI Milha de Pombal



Realiza-se, hoje, a VI Milha Urbana de Pombal. Em boa hora a CMP aderiu ao Circuito Nacional de Milhas Urbanas e passou realizar, anualmente, este evento.
O Atletismo é um desporto eminentemente individual, amador, popular, com estruturas muito frágeis, que merece ser apoiado.
Apoiar o atletismo deve significar apoiar os atletas, todos os atletas, de todas as idades, géneros ou motivações. Aproveitar um evento nacional para fazer isso é uma boa ideia. E o Atletismo agradece. Boa “malha” CMP!

16 de maio de 2008

Na ribalta

Para além do que já se escreveu neste blog, há uma coisa que muitos políticos não percebem: o facto de se ganhar uma eleição não significa que se está acima da lei. Por isso, argumentar sempre com as urnas quando se discute se houve ou não ilegalidades é tão lógico como responder com graus a quem pergunta pelas horas.
(parcialmente publicado no meu blog)

15 de maio de 2008

PJ faz buscas na CMP

O PS fez o que lhe competia. A PJ foi lesta.

Agora, é deixar os homens trabalhar. Os resultados vão aparecer…

Notícias frescas

Podem ler-se aqui e aqui e aqui. Como a coisa pública diz (ou devia dizer) respeito a todos nós, aguardam-se esclarecimentos/desenvolvimentos. A não ser que a coisa (privada?) seja mera intriga da oposição (esta é aquela parte em que nos rimos todos ao mesmo tempo com um grande smile, por causa do termo "oposição"). É que as más línguas juram que, essa, só se for interna. E que se as dúvidas não tivessem sido levantadas dentro da bancada maior, ainda hoje se licenciavam, perdão, levantavam castelos na areia.

14 de maio de 2008

Não há almoços grátis, mas neste caso menos mal

Chega-me, por mão amiga, uma notícia interessante: vinte concelhos portugueses, entre os quais se inclui Pombal, terão novos espaços verdes urbanos, numa iniciativa do Modelo Continente. Parece óbvio que esta é uma compensação pela instalação de uma superfície comercial, já que almoços grátis é coisa que não existe. Independentemente de ser de louvar a criação de um parque urbano verde (e que ficaria um mimo onde nascerá a Urbanização das Cegonhas) não deixa de se registar que só com estas compensações é que este equipamento vai finalmente aparecer, por muitas e boas intenções que por aí andassem. Esperam-se mais detalhes e que o equipamento possa ser mesmo usufruído sem se tornar pasto para os vândalos que por aí andam.

Dois pesos, duas medidas

Alfredo Faustino relembrou-me, a propósito de mais um atrelado estacionado (sim, porque também é de estacionamento que temos falado) junto ao Tribunal, a divulgar o Festival de Teatro, um texto da autoria do próprio, a propósito de outro atrelado na Avenida Heróis do Ultramar:

"Publicidade sim; política não...

Aqui há uns anos, o PS colocou um atrelado com uns cartazes, contestando a política de Educação do município, nas proximidades do Largo 25 de Abril. Lesta, a Câmara Municipal retirou o referido atrelado, com o argumento de que se tratava de publicidade ilegal. De nada valeu a argumentação contrária dos socialistas. Agora, e já há vários meses, um atrelado semelhante, com publicidade comercial, está colocado na Avenida Heróis do Ultramar, como a foto mostra. Será que a fiscalização municipal, tão atenta a autuar os munícipes, ainda não deu pela infracção? Ou apenas existe infracção quando a publicidade é de âmbito político? Que opinião tem o senhor presidente da Câmara?"


As questões são tão pertinentes hoje como em Novembro do ano passado como quando se passou o que se passou com o PS. Mas já sabemos a resposta. Aliás, as respostas...

12 de maio de 2008

A 12 de Maio, em Pombal

Nasceu O ECO. Era o ano da graça de 1932 e o culpado foi Júlio Pessoa de Amorim. Foi há 76 anos. Nos tempos que correm é sempre bom louvar a existência de um jornal, quanto mais não seja pela sua longevidade.
Pombal não tem uma relação fácil com a imprensa. O poder político muito menos, já que o ângulo é sempre colocado ao nível pró e contra. Mas num estado "de direito e democrático" (onde é que eu já ouvi isto?...) cada povo tem aquilo que merece. Mesmo o de Pombal - ou sobretudo esse - habituado que está a lidar com fenómenos de vária ordem e natureza. Deve residir aí a explicação para esse estado...a que chegámos, como dizia a personagem de Salgueiro Maia no comovente filme "Capitães de Abril", assinado por Maria de Medeiros.

10 de maio de 2008

E mais estacionamento

A Pombalviva cobra onde pode, mesmo que tenha zonas de estacionamento às moscas (e ainda que nas zonas envolventes se concentre estacionamento que dificulta o trânsito), enquanto a reformulação da circulação em algumas artérias (zona entre a Secundária e a Avenida Heróis do Ultramar, por exemplo) ou a efectiva fiscalização de abencerragens no estacionamento (em cima de curvas) são questões que desinteressam ao munícipio.

Ou seja, entre cobrar e ter linhas de actuações para toda a cidade em que se facilitam opções de estacionamento, fluidez de trânsito, segurança de peões e automobilistas e fiscalização de infracções, com cooperação com outras entidades, o que interessa é pura e simplesmente cobrar. Opções...

9 de maio de 2008

Estacionamento


Atendendo a que os parques e os locais de estacionamento pago têm uma taxa de ocupação muito baixa, pergunto:
- O negócio da Pombal Viva é as tarifas de estacionamento ou as multas?

PS: Como aquela EM é muito obscura agradece-se toda e qualquer informação!

A fiscalização ao minuto


Constatei esta manhã, numa curta paragem de poucos minutos no centro da terra estranha que é Pombal, que a fiscalização de trânsito a cargo da super empresa municipal continua no seu melhor estilo: o fiscal mais famoso da cidade fazia a travessia da avenida de caneta em punho e bloco na manga. Convenço-me de que o homem ganha à comissão. Só pode. Parei o carro por 10 minutos (eu contei, sim), em frente ao Centro de Saúde. Sabendo da benevolência dos 15 minutos de tolerância, achei que era dispensável o ticket, pois que aquilo era coisa de entrar e sair. Assim foi. A verdade é que o homem consegue ser mais rápido que o vento e eis que, quando volto ao carro, ainda lhe vi o rasto: acabara de me deixar uma "informação". Contou-me então um transeunte que passava por ali que já assistiu ao cúmulo de ver o homem "plantado" os quinze minutos nas imediações de um carro, para "atacar" na hora certa.


As saudades que eu já tinha, da minha alegre cidadezinha, tão zelosa quanto eles...

foto: Carnaval 2008. O disfarce do ano!

(Des)acordo

Tal como explico aqui, sou contra o Acordo Ortográfico. Quem quiser, pode assinar a petição online aqui.

8 de maio de 2008

IMI (2)


Em Pombal, as receitas dos impostos municipais têm subido, nos últimos anos, de forma escandalosa. Duplicaram, praticamente, nos últimos dois anos (+83,4%)!
Narciso Mota voltou a afirmar aquando da discussão do Relatório de Gestão de 2007, tal como sempre tem dito quando se fala de impostos municipais, que o objectivo do executivo do PSD, quando fixou as taxas dos impostos municipais, era captar um volume de receita equivalente ao recolhido em 2003, aquando da entrada em vigor das novas taxas.
Em Pombal, os impostos municipais, entre 2003 e 2007, aumentaram 76%.
E com a construção em crise! É obra! Ou grande descaramento…!

IMI (1)

«Esta lei tem de ser revista para se ajustar e não criar situações [financeiras] gravosas [aos munícipes]», disse a ex-ministra defendendo uma alteração das regras do IMI que neste momento impõem «encargos demasiados elevados».
Manuela Ferreira Leite, candidata a líder do PSD, mostrou, na entrevista à RTP, que conhece a ganância que grassa no poder local.
Apesar de o problema não estar na lei mas na forma gananciosa como muitos presidentes da câmara a aplicam, nada melhor do que cortar o mal pela raiz, rever a lei de forma a limitar o saque.

7 de maio de 2008

Espírito da época

Conduzir na IC2 no início do mês de Maio pode rapidamente tornar-se uma dor-de-cabeça. São as situações em que os peregrinos (e os seus carros de apoio) podem gerar acidentes e a condução irresponsável e criminosa que muitos portugueses adoptam e que causam, todos os anos, acidentes e mortes. Ora, se aceitamos a fé dos outros, também temos o direito de propor/exigir soluções que minorizem esta situação.

Se em sítios com bermas grandes ou com protecções laterais (por exemplo na zona da fonte do Emporão) não haverá grande problema, também é certo que a maioria dos trajectos na IC2 não as têm, sendo também certo que a própria falta de civismo seja de condutores que circulam em excesso de velocidade ou desrespeitando outras regras, seja de alguns peregrinos que mesmo tendo berma não hesitam em invadir a estrada ou em circular pelo lado errado, gera riscos.

Criar um caminho paralelo podia ser uma solução, embora se adivinhem os custos que geraria, existindo ainda situações que poderiam ser inviáveis, mas se não fosse no caminho todo, pelo menos em grande parte. Podia ser até motivo de atracção e da criação de uma rota (não tão reconhecível como a de Santiago, mas a ideia principal era a segurança). E quanto a financiamento? Exigir ao Município? Nunca, nem pensar. Podemos ser todos interessados no resultado final, mas há um muito maior que deveria (até porque fundos e capacidade de influência não lhe faltam) ser o principal instigador de uma solução: a Igreja Católica.

Até que algo do género exista, a solução é só uma: bom senso e precaução para peregrinos e condutores (e cuidado com as velocidades para estes). Lá por ser um problema cíclico, não deixa de justificar a sua resolução.

6 de maio de 2008

Embelezar?

Falar da Biblioteca lembra-me uma coisa: há obra e há obra. Tendo eu uma visceral aversão a plaquinhas de inauguração, o construir para se dizer que construiu, pior, para "embelezar" provoca-me sempre calafrios. As estátuas que pululam por Pombal são um belo exemplo. Nada, em momento algum, as justifica. Uma coisa são pequenos memoriais a figuras maiores (mesmo que sobrevalorizadas, como o Marquês), outra coisa são meros pretextos para cerimónias de inauguração, longe de serem obras estruturantes para o Concelho.

(também publicado no meu blog)

Despesa ou Desperdício (2)


Em Pombal, as carências básicas não estão todas solucionadas. No entanto, no que concerne aos caminhos e estradas estar-se-á, porventura, a exagerar nos gastos.

Rompe-se caminhos e asfaltam-se estradas onde, aparentemente, não se justifica. Além disso, desbarata-se muito dinheiro em arranjos que não representam qualquer valor para as populações. Justificam-se grandes passeios, em calçada portuguesa ou artefactos de cimento, em zonas rurais sem qualquer movimentação pedonal e por isso abandonados às silvas? Penso que não.

Pode não parecer, mas não somos um país rico.

5 de maio de 2008

Despesa ou Desperdício (1)


No pós 25 de Abril, nomeadamente nas décadas de 80 e 90, o poder local granjeou uma boa imagem junto das populações. Várias razões contribuíram para isso: as carências básicas das populações, a consciência reivindicativa das populações e das suas organizações de base (associações de moradores, colectividades, etc.), a orientação para a acção disseminada pelo processo revolucionário, o comprometimento dos eleitos, o reforço dos meios financeiros do poder local.
Foi a época do fazer, fazer, fazer. As prioridades estavam definidas: caminhos, estradas, água, saneamento e equipamentos sociais.
Solucionadas as carências básicas, e nalguns casos antes disso, começaram as obras de fachada: rotundas, estátuas, monumentos, etc.
É neste estágio que estamos em Pombal. À demasiado tempo, contudo!

Do civismo - e da falta dele

Um post que li hoje aqui (a Rita tem as suas raízes no nosso concelho mas mora noutra terra estranha) avivou-me a memória para um episódio que, no fim-de-semana, me revelou tudo o que a falta de civismo (ou incompetência) pode trazer.Na fila de um supermercado perto de nós, sábado à tarde, com meia dúzia de produtos num cesto (que o meu filho carregava…ops que isto pode ser exploração de trabalho infantil), enfiei-me na caixa prioritária (embora já tenha percebido que o termo carece de alguma explicação às funcionárias dos supermercados da minha cidade).À minha frente, uma mulher nova não se dá sequer ao trabalho de contar os produtos que leva, embora até o meu filho, nos seus 8 anos, tenha percebido, à vista desarmada, que "ela não tinha ali só dez produtos!".Com a maior cara de pau a mulher paga a conta dos 16 (!) artigos - eu contei, sim...- perante a inexplicável complacência da funcionária.Só não sei de quem é a culpa: se nossa, que facilitamos sempre, mesmo que aflitas com pressões ou cansaços naturais; se da falta de formação das funcionárias - que não lançam sequer o aviso ao estupidificado consumidor - se dos patrões, que provavelmente não investem nessa (nem noutra) formação.A mim, o que me enche de esperança, é que o meu J. e os meninos deste tempo cresçam com outro sentido cívico. Nota-se na preservação ambiental, no fundamentalismo anti-tabaco, resta-me esperar que se note no resto.
Porque não basta criarmos leis para decorarem calhamaços ou engrossarem tudo aquilo que os doutos legisladores sabem. Se as não aplicarmos, de pouco vale. São como alguns equipamentos públicos onde Estado e Autarquias gastam os nossos parcos recursos e que depois definham por falta de uso. Para os interessados, fica aqui o que diz a lei.

ps: hoje fala a grávida, que tem a mania de ter opinião.

3 de maio de 2008

"No Taxation without Representation"

Este aforismo - constitucional, não moral - sintetiza um princípio fundamental: o da auto-tributação, ou seja, o de que todos os impostos têm de ser criados por uma lei da Assembleia da República (doravante, "A.R.") (podendo, no entanto, a A.R. autorizar o Governo a legislar sobre a matéria). A principal razão de ser (histórica até) deste princípio reside na ideia de que os impostos - dado o carácter intrusivo que têm na vida das pessoas - têm de ser criados pelos directos representantes do povo no poder, isto é, pelos deputados da A.R, através de uma lei em sentido estrito.

Ora, tendo em conta que os impostos, como vimos, só podem ser criados por lei da A.R., importa fazer a distinção rigorosa entre o que é uma taxa, e o que é um imposto. E porquê?

Porque as taxas, ao contrário dos impostos, não precisam de ser criados por uma lei da A.R., podendo, por conseguinte, ser criadas por um decreto-lei do Governo, ou por um regulamento de uma autarquia (apenas o regime geral das taxas tem de ser regulado por lei da A.R.)...

Depois deste pequeno intróito (simplificado demais, perdoem-me os juristas), há uma questão que se impõe:

Serão as "taxas de publicidade", cobradas pelos municípios por esse país fora (incluindo Pombal), verdadeiras taxas, ou serão impostos?

Com efeito, as taxas resumem-se a isto: "Toma lá, dá cá". Isto é, o Estado (em sentido amplo) presta directamente um serviço ao contribuinte, e cobra, por esse mesmo serviço, um determinado montante. (Exemplos: taxa de justiça, taxas moderadoras na saúde...). Já os impostos obedecem à seguinte máxima: "Simplesmente pague!". Ou seja, o Estado não presta, directamente, qualquer serviço ao contribuinte pelo pagamento do imposto.

Nesta linha de distinção, parece que as "taxas de publicidade" são, na verdade, verdadeiros impostos, uma vez que a autarquia não presta, directamente, qualquer serviço ao pagador da mencionada taxa.

Deste modo, as referidas "taxas de publicidade" são inconstitucionais, pois deveriam ser criadas por lei da A.R., ou por um decreto-lei do Governo ao abrigo de uma lei de autorização da A.R., e não por um mero regulamento do município (ainda que legitimado por um decreto-lei do Governo).

Todavia, há uma outra posição que defende que também estamos perante verdadeiras taxas quando existe um interesse público por detrás da criação da taxa. Por exemplo: a taxa que se paga por uso e porte de arma, conjuntamente com o seu processo administrativo, tem por objectivo (teórico) verificar se as armas não vão parar "às mãos erradas". Já a imposição do pagamento de uma taxa por posse de um canário, não tem qualquer razão de interesse público por detrás da sua criação, logo não seria uma taxa, mas sim um imposto. Desta forma, as referidas "taxas de publicidade" teriam um interesse público que justificaria a sua criação, no caso, o controle estético dos espaços urbanísticos, e, por conseguinte, seriam verdadeiras taxas, e, portanto, susceptíveis de serem criadas pelas autarquias.

Não obstante a discussão jurídica, a verdade é que as referidas taxas de publicidade são um custo acrescido para os pequenos comerciantes de Pombal. Acresce que o pequeno comércio de Pombal sofre uma concorrência fortíssima por parte das grandes superfícies.

Será que este todo este contexto não obriga a repensar esta receita do municipio?

2 de maio de 2008

Lá como cá

Lá como cá. A mesma moléstia e a mesma mezinha!


Estacionamento



Todos sabemos o degredo em que se tornou o estacionamento em Pombal.
Estacionamento caro, logo vazio versus estacionamento livre mas longínquo ou ilegal e inseguro. Isto para não falar da caça à multa.
Apesar de tudo isto, a CMP arranjou lugares para estacionar, numa rua apertada e de dois sentidos, meio na estada meio no passeio, comprometendo a segurança. Isto apesar de ter um grande parque publico sistematicamente vazio.
Havia necessidade? Haja bom senso…

1 de maio de 2008

Sistema de Gestão da Qualidade da CMP (2)

Quadro de Indicadores de desempenho do SGQA 2007.

Palavras para quê?

Sistema de Gestão da Qualidade da CMP (1)


O Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) é a menina dos olhos de ouro do executivo e do Sr. Presidente da Câmara. Serve para justificar e encobrir tudo, até serviu para justificar a reestruturação global dos pelouros.
O desempenho do SGQ consta, pela primeira vez, do Relatório de Gestão.
O que lá está mostra-nos, para quem ainda tinha dúvidas, como se faz gestão naquela casa.
Inacreditável!