"E na epiderme de cada facto contemporâneo cravaremos uma farpa: apenas a porção de ferro estritamente indispensável para deixar pendente um sinal."
17 de agosto de 2009
Agosto
é tempo de relermos este escrito do Daniel - cujas crónicas bem falta nos fazem, a todos. Porque isto está tudo ligado. O Nel Monteiro já morou na Ranha e agora canta no Louriçal. Depois ainda se admiram de certas e determinadas voltas que a vida dá.
16 de agosto de 2009
Rio Arunca: uma vergonha e um desastre (II)

Todos sabemos que a água é um bem essencial, mas um rio, ou mesmo um simples ribeiro, nos tempos que correm, em que a maioria das pessoas vive encafurnhada em caixotes e rodeada por betão, é uma riqueza preciosa.
Pombal tem um rio, o Arunca, que já não é um rio. É mais um vazadouro para onde a atiram, para o leito e para as margens, todo o tipo de tralha.
Inacreditável? Nem tanto, o Professor explicou muito bem.
PS: E isto não conta para o tal Estudo sobre a Qualidade de Vida. Olha se contasse?
14 de agosto de 2009
Rio Arunca: um desastre e uma vergonha
Ontem encontrei o rio num dos seus piores dias e tentei perceber as origens do desastre. Concluí que até ao ponto de descarga da ETAR a água não sendo boa é razoável, é minimamente transparente. Após a descarga da ETAR (ontem estava a descarregar um caudal significativo) não se pode falar em água mas de um efluente negríssimo e pastoso, como as imagens procuram mostrar. Como é possível?
A culpa não era, de certeza, da indústria em frente à ETAR, muitas vezes acusada de ser a principal fonte poluidora, porque estava encerrada e não descarregava nenhum efluente.
Por quanto mais tempo temos que viver com este atentado ambiental?
Há dezasseis anos que o PSD e Narciso Mota prometem a despoluição do rio Arunca. Há dezasseis anos que falham! E contaminam-no.
Como é possível?
12 de agosto de 2009
Farpas dos Leitores
O Fundo do Vale
A minha cidade-natal (à altura vila), Pombal, fica, segundo me esclareceram há muito pouco tempo, num vale. Como vale que se preze, este foi formado pelo movimento das águas. Uma coisa o separa de outros vales, no entanto. Neste, por sobre cidade edificada e habitantes, corre ainda uma corrente. Uma que não molha nem gela, mas arrasta quem ali vive para as profundezas da ignorância e a foz do afastamento em relação a algo que deveria sempre estar ao alcance da mão: a política.
Está mais do que discutida a capacidade que o poder ter de revelar o mais profundo da natureza humana. Mais do que sabido que todos adoramos manter os nossos empregos e que, no limite - e Pombal, às vezes, parece-me ter atingido o limite - a emulsão da política na sociedade acaba por se tornar rotina. Pior, acaba por ser normal.
Perdemos a capacidade de indignação e, com isso, o direito a tê-la. Somos, quer queiramos quer não, eleitores mesmo depois de elegermos. E se não o quisermos ser por amor ao jogo político, que o sejamos, pelo menos, na defesa do nosso património e dos nossos. Num mundo ideal, sê-lo-íamos até em defesa da nossa honra e inteligência. As mesmas em que o Correio de Pombal cuspiu. E não é pela constante corrente asfixiante que corre por Pombal que o escarro se nota menos.
Ao publicar, em lugar de uma notícia sobre a JSD de Pombal, sem alterações que não duas expressões no final dos dois últimos parágrafos, um press-release emitido pela própria Jota, o Correio de Pombal tornou-se quase um Caronte para a corrente de que falo. O barqueiro que leva o pensamento livre, a ética e até a inteligência até ao seu destino final. Só as consequências podem ser mais graves por estarmos em clima eleitoral. O acto em si, a falta de independência, o ultraje e a negação da própria natureza do jornalismo que ali estão embutidos são gravíssimos em qualquer altura.
Podem achar que exagero, que a linguagem é demasiado lírica ou que o assunto, tratando-se "apenas" de uma Jota, é demasiado trivial. Mas a JSD tem peso em Pombal, junto de uma faixa importante. Pertence ao partido dominante, até ubíquo, e responsável pelo ambiente político de que João Alvim falou, e muito bem, num post anterior. Nesta situação, e tendo em conta que em Pombal não proliferam jornais, saber que o mais conhecido deles não é pessoa de bem parece-me o cenário perfeito para, caso decidamos não dar importância a isto agora, virmos nós próprios, pombalenses, a lançar a base para uma malha de influência e abuso do poder local ainda mais apertada.
João Gante
11 de agosto de 2009
Duas listas, um destino
1. conhece bem aquele terreno (trabalhou ali para o mesmo António Calvete que dantes era do PS e que agora "vai a todas", como ele próprio explica naquele vídeo que faz sucesso no youtube)
2. tem naquela freguesia a única junta que o partido ganhou há quatro anos.
3. É ali que mora Rui Miranda (lembram-se? Que era do PS de Pombal, saiu, e agora é outra vez do PS em Castelo de Vide e candidato a essa Câmara)
4. São dali naturais dois dos elementos da sua lista: Manuel Jordão Gonçalves (actual presidente da Junta, noutros tempos apoiante incondicional do PSD) e Patrícia Carvalho. Ocupam o 4º e o 7º lugar, respectivamente. No resto da lista (que em nove lugares tem quatro mulheres, como manda a lei) figuram nomes como o de Carlos Lopes (fiel nº 2 de Adelino Mendes também no partido), Marlene Matias (que é de Almagreira - olá Marlene, sei que aqui vens com regularidade e dás a cara nos comentários, o que é logo à partida um ponto a teu favor!), Maria Manuel Gomes (conhecida em Pombal por Mané, filha do falecido professor Gomes, o nº 2 de Carolino noutros tempos), Daniel Francisco (sociólogo, de Vermoil) e Ana Raquel Gomes (que faz carreira num grupo empresarial de nome mas nem por isso se afasta de Pombal).
E depois há a lista para a Assembleia Municipal, liderada por Armindo Carolino. Agora que já passaram muitos anos e que o homem já deve ter digerido a derrota, fazendo uma travessia no deserto que costuma ajudar a ver a floresta em vez da árvore, ficamos na expectativa das suas intervenções. Como tenho tanto de iluminada (olá Engº Narciso, escrevo-lhe um dia destes só para si!) como de realista, acredito que o vamos ver na bancada, a devolver algum nível de oratória que se perdeu na Assembleia Municipal. Pelo que sei, essa deixará de contar com a intervenção do camarada Adelino Malho. O que é uma pena. É a vida. Uma andorinha não faz a primavera mas ajuda a fazê-la.
7 de agosto de 2009
Castigo?
Tiro nos pés
Com amigos destes não são necessários inimigos.
6 de agosto de 2009
A Quinta da Gramela

5 de agosto de 2009
Um verdadeiro crime paisagístico
Não existe nenhuma razão plausível para fazer a estrada, porque:
- A estrada nunca será a solução para desviar os camiões de inertes que atravessam o Barrocal. Entre o Barrocal e o Ramalhais, existem duas pedreiras: a pedreira do Barrocal e a pedreira do Vale. As pedreiras possuem circuitos independentes para o escoamento dos inertes. Assim, os camiões de inertes que atravessam o Barrocal provêm unicamente da pedreira do Barrocal e é difícil e contraproducente fazê-los passar pela nova estrada. A estrada seria, quanto muito, uma solução para os camiões da pedreira do Vale, sucede que estes não são problema para os habitantes do Barrocal porque saem pela zona do Ramalhais.
- A estrada rasgaria a Aldeia do Vale e o belo vale que vai do fundo da Urbanização da S. Belém até à Aldeia do Vale. Este vale possui um caminho pedestre que é, na ausência de melhor, utilizado por muitas pessoas para praticar desporto.
Pelo que aqui fica dito, a estrada não se justifica e, a concretizar-se, seria um gravíssimo crime paisagístico. Com que interesses?
Pimpão, deputado da nação
4 de agosto de 2009
Singularidades políticas
E sim, há muitas e honrosas excepções, felizmente. E não, se quisesse falar em "medo", usava a palavra. Não há medo, há é um clima estranho, quase claustrofóbico (nunca pensei em utilizar vocabulário rangélico, mas isto há sempre uma primeira vez para tudo) que não sendo alimentado intencionalmente, acaba por dar jeito a muita gente.
3 de agosto de 2009
Ainda o Estudo sobre a Qualidade de Vida
É concerteza um valioso instrumento de análise, de decisão e de acção para executivos camarários, oposições, empresas, famílias e eleitores.
A forma como foi recebido, aqui, é revelador de muita coisa.
Penso que o estudo de 2009 ainda é de acesso restrito. No entanto, quando o comentei possuía os resultados e o estudo de 2007. O estudo de 2009 segue, concerteza, a metodologia do estudo de 2007, já que é propósito dos seus autores monitorizar a Qualidade de Vida em Portugal de dois em dois anos.
Nada mais autêntico (II)
O slogan - “Uns prometem, nós trabalhamos” - será, de certeza, o mais autêntico de entre os muitos que surgirão nas próximas eleições autárquicas. Ajusta-se na perfeição a António Carrasqueira.Afirma ele: “Nós trabalhamos”. É verdade. É vê-lo de manhã, à tarde ou à noite agarrado à camioneta, carregando pedras, brita, areia, sacos de cimento ou manilhas; para aquela estrada, obra ou amigo; faça chuva ou faça sol. Sim, ele trabalha, até demais. Trabalha tanto, tanto, que não lhe resta tempo para fazer contas ao que trabalha.
Afirma, também, ele: “Uns prometem”. Desta forma esclarece-nos que ele não é dos que prometem. É verdade, ele só faz. Mas deveria saber que um político que não promete e que não se compromete, que só faz, não é um Politico, é um tarefeiro.
Como diz o povo: “Quem muito trabalha fica sem tempo para criar riqueza”, para os Abiulenses.
1 de agosto de 2009
A minha visita(II)

E o que foi realizado? Estradas: asfaltagens, alfastagens e asfaltagens, mais uns quantos empedramentos e aberturas de caminhos; e, Arranjos/Melhoramentos: do largo, das alminhas, do parque de merendas, das fontes (Cinco!), etc.
É disto que precisamos mais? É com isto que abandonamos a cauda do ranking da Qualidade de Vida?
E das duas uma: esta visita foi uma excepção ou a propaganda é feita na divulgação da coisa.
A minha visita(I)
Descontando a recepção inicial, a visita decorreu em ambiente descontraído e até com alguma cordialidade. Terminou com uma simpatia do Senhor Presidente da Câmara para comigo que, como não poderia deixar de ser, será tida em consideração nos meus comentários.
Quem faz a visita pela primeira vez tende a achar tudo novidade e acaba por passar um dia diferente e descontraído, foi o meu caso, mas quem conhece o formato da coisa deve achar uma seca e um grande desperdício de tempo. Sim, andar um dia inteiro a mostrar estradas asfaltadas e por asfaltar por entre os pinhais e os lugares mais recônditos da Freguesia não é um passeio, é um castigo.
Do castigo livraram-se os outros Presidentes de Junta, não apareceu nenhum!
30 de julho de 2009
Zangam-se as comadres
Só não percebo como é que algumas classes profissionais são tão aguerridas contra o Estado e, ao mesmo tempo, tão submissas com os patrões. Depois admiram-se…
O autocarro da propaganda
Não gostaria de terminar o meu mandato na AM sem confirmar, no terreno, a inutilidade, para os munícipes, de tais eventos propagandísticos.
27 de julho de 2009
Um Bodo de nervos (história de uma fotografia)

26 de julho de 2009
Por que desfalece Pombal?
Não é, concerteza, por causa do governo, já que vários concelhos do distrito (Nazaré, Caldas da Rainha, Óbidos, Alcobaça, etc.) têm boa performance (vide estudo da UBI).
Por que será então?
Imperfeições
Infelizmente é assim na política, tal como na religião e no futebol.
24 de julho de 2009
A Crua Verdade
Um Estudo do Observatório para o Desenvolvimento Económico da Universidade da Beira Interior sobre a Qualidade de Vida** nos diferentes concelhos, diz-nos que Pombal continua a desfalecer e perde 27 lugares relativamente a 2007. No distrito de Leiria só temos atrás de nós Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Alvaiázere. Até Ansião e Castanheira de Pêra, concelhos de interior do distrito estão á nossa frente.
Os estudos e os números não enganam e desmascaram dezasseis anos de Narcisismo.
Que mais nos irá acontecer?
** O estudo entra com mais de uma centena de indicadores das variáveis seguintes: equipamentos de comunicação, equipamentos culturais, equipamentos de saúde, equipamentos educativos, infra-estruturas básicas, cultura e lazer, educação, população, saúde, segurança, ambiente, dinamismo económico, mercado de habitação, mercado de trabalho, rendimento e consumo.
Odete Alves

Só por isto (que não é nada pouco), mas também por comparação com os seus concorrentes locais, a Odete merece o meu voto. E a continuar assim merece todo o sucesso, na vida e na política.
Interlúdio desportivo
Toda a verdade
Numa volta pelo Cardal e pelo Bodo que voltou a ser nosso foi-se-me o post que contava escrever hoje: ía dizermos que estava sensibilizada com o que julgava ser o exemplo maior de contenção, quando reparei num cartaz do presidente Narciso. Está ele de gravata verde-esperança e um slogan que diz "Pombal de verdade". E eu que até estava convencida de que o homem iria dar o exemplo e não gastar dinheiro em cartazes, pois que não precisa, como é sabido. Ledo engano.
Mais à frente, chegando ao Jardim, outra "verdade": um stand do Correio de Pombal diz que o jornal tem "18 anos de verdade". Que bom. Por estes dias chegam-nos notícias de agressões e processos disciplinares. Estaremos perante a verdade da mentira?
E nisto, há papas e bolos por toda a parte. E farturas e imperiais e música. E as noites são de liberdade até nas ruas, no piso feito de alcatrão a estrear. É madrugada e ainda por ali andam pais e filhos, num clima de festa. E de repente uns faróis. Um carro irrompe pelo viaduto. É um BM preto que faz arredar transeuntes e carrinhos de bébé. Desculpa-se tudo. Até a quem devia dar o exemplo. É Bodo senhores!
23 de julho de 2009
As minhas escolhas
Participarei nas escolhas todas, porque gosto de escolher tudo: a comida que como, o vinho que bebo, a mulher com quem durmo, os amigos com quem convivo e discuto, o local de trabalho, etc; e, como não poderia deixar de ser, os políticos por quem gostaria de ser governado.
Escolho os políticos, acima de tudo, pelo que são: pelo que pensam e pelo que não pensam, pelo que prometem e pelo que não prometem, pelo que provaram e pelo que não provaram. Não me importa se são novos ou velhos, se são negros ou brancos, se são mulheres ou homens.
22 de julho de 2009
Aviso à navegação
21 de julho de 2009
Pombal e o futuro
Isto para dizer que tanto vou gostar de ver o Alvim na Junta de Pombal como o Pimpão na Assembleia da República (ou na Câmara, se tiver de ser, ok...). Porque os dois estão nisto com o melhor que têm lá dentro. E isso é coisa rara.
ADENDA: Para espanto de muitos e pranto de outro(a)s, Odete Alves vai integrar a lista do PS para as legislativas, pelo distrito de Leiria, num apetecível sexto lugar. Não a conheço como aos outros dois, mas é mulher e basta! Se por um acaso o PS ganhar as eleições, é certinho que será deputada.
19 de julho de 2009
Press para todo o serviço
Andar por aqui
Força Mulheres
Com a obrigatoriedade de os partidos reservarem quotas mínimas nas listas para as mulheres perspectivava que a maioria delas viesse a integrá-las, simplesmente, com o intuito de cumprir a lei. Estava longe de imaginar que quatro mulheres aceitassem candidatar-se, em Pombal, à presidência de uma Junta.
É consensual que a participação activa das mulheres na política é factor decisivo para a melhoria da Democracia e da governação, não porque fazem melhor mas porque, no geral, fazem de forma diferente. Mas participar, de forma expressiva, em lugares executivos e de chefia é um salto enorme.
Força candidatas e parabéns pelo atrevimento.
16 de julho de 2009
À consideração de quem interessar
“Para ser valorizado, mesmo do ponto de vista turístico, o património tem de ser estudado, conhecido”, justificou Vítor Lourenço, sublinhando que “nunca se fez um estudo tão intensivo” sobre o interior do monumento como o que vai ser encetado a curto prazo.
Concordo. Fazer por fazer não faz sentido. Perceber bem o que se tem para fazer algo de completamente diferente, se calhar é bem mais lógico que "plantar" obra e colocar placa de inauguração.
E agora para algo completamente novo
A saber:
1. se Narciso não lhe falhar, Pedro Pimpão estará a ser indicado a esta hora como deputado quase-elegível na lista do PSD por Leiria.
2. Nos entretantos, Pedro Martins estará conformado em descer à Junta de Freguesia de Pombal.
3. Adelino Mendes suspira de alívio porque lá arranjou candidatos para as juntas todas.
4. E há por aí um rapaz que está quase a candidatar-se à Câmara pelo Bloco de Esquerda. Na volta ainda se descuida é eleito.
15 de julho de 2009
E depois do adeus? (II)
Sim, houve o Bodo de 2008 que, já o escrevi aqui e disse noutros sítios, apontava para uma estrutura com a sua lógica, desde que dimensionada para ser sustentável, coisa que não aconteceu. Tão simples como isso: não houve qualquer esforço para evitar que o passo fosse maior que a perna. E não se trata de coarctar a ambição. Aliás, a ambição, com o dinheiro dos outros, normalmente descamba na mania da elefantíase, que tanto critico aos nossos governos. Não vejo mal nenhum que o Bodo se afirmasse cada vez mais ou seja, que o passo fosse maior do que é habitual. Convinha, repito, é que não fosse maior que a própria perna. Por isso é que dispenso que, nessa ânsia, regras elementares de gestão e responsabilidade fossem dispensadas como o foram.
Moral da história: a herança dificilmente chega para pagar as dívidas, mas chega, e bem, para tirar excelentes lições para o futuro.
14 de julho de 2009
E depois do adeus?
13 de julho de 2009
Porquê agora?
Não existindo uma explicação minimamente plausível e considerando que:
- O Vila Vede, pelo visto, mantém o rendimento até ao fim do mandato;
- O Vila Verde tem pelo menos duas empresas ligadas ao sector dos espectáculos;
- O Vila Verde deixa de exercer funções, logo fica com o tempo todo livre;
- Estamos na época (f)estival, período ideal para gozar férias ou para facturar.
Só pode ser um grande favor, porque não quero imaginar o pior.
10 de julho de 2009
O Buraco Negro não pára de nos surpreender
Querem melhores exemplos de gestão danosa?
Como foi possível aquilo andar tanto tempo em total desgoverno?
Como foi possível a reincidência da prática de gestão danosa, mesmo após o conhecimento público do desastre do Bodo de 2008?
Quem beneficia ou beneficiou com tudo isto?
O administrador é mau? Extinga-se o cargo!
Faz lembrar a rábula do director que chama a secretária e lhe pede,
- marque-me uma reunião para sexta-feira, com a administração.
- Sexta é um x ou ch, sr. director?
- Deixe...mude para segunda.
9 de julho de 2009
Adilpom
Esperam-se esclarecimentos.
A gestão rigorosa por objectivos agradece.
Nogueira Matos
Apesar dos muitos anos no poder consegue mostrar algum desapego ao poder.
Coisa rara cá na terra. Estou convencido que se não fosse a limitação dos mandatos alguns apodreciam no poder e arriscavam-se a tombar da cadeira, no poder, como o outro.
Perguntem ao vento que passa
Perguntem ao poder.
8 de julho de 2009
Notícias da crise
Relativamente ao trimestre anterior a situação económica agravou-se. Em Portugal o PIB contraiu 1,6% enquanto na Zona Euro a contracção foi de 2,5%.
Não estamos bem. Mas estamos melhor (ou menos mal) do que a maioria dos nossos parceiros da Zona Euro. E muitos disseram que nesta altura estariamos muito pior.
Já agora, seria interessante conhecer os dados da Região e de Pombal. Infelizmente, só os teremos daqui por ano e meio.
7 de julho de 2009
Finanças travam aumentos de IMI pelas autarquias
Haja alguém que pare este saque!
6 de julho de 2009
A febre de sábado à noite
De modo que gostei de saber do regresso daquela rapariga da JSD (Ana Gonçalves, de todos conhecida por Piteiras) que fazia perder de amores os rapazes da minha geração. Não percebi como é que a professora Fernanda Duarte se evaporou da lista de intenções. Também já sei quem é a minha homónima. Era mais fácil se me tivessem dito logo que a Paula Silva era mulher de fulano tal. Parece-me que empurrar o Pedro Ferraz para o final não é boa estratégia. Isto se a ideia é ter gente competente nos lugares elegíveis, sei lá. Continuo a achar que a Paula Cardoso deveria ser chamada à lista. Mas se os critérios não forem esses que acabei de citar, então está explicado.
Que me perdoe o engº Rodrigues Marques (caríssimo director de campanha), mas consta que o ambiente era propício aos intentos do Nobre Povo, já que o clima de "conspiração" dominou na cave do Manjar. A malta que colou cartazes e suou as estupinhas para eleger o engenheiro em 93 não anda lá muito contente com essa classe emergente dos avençados e afilhados. Parece-me até que o clima é de "pré-golpe de estado", o que só faz subir o interesse destas eleições. Mesmo que a classe empresarial e a dita sociedade civil se tenham poupado a jantares, excepção feita a António Calvete, agora alegadamente adoptado pela família social-democrata.
Ah! Muito importante: sempre há uma mulher como cabeça de lista nas Juntas, para salvar a honra do convento. Chama-se Isabel Costa e concorre à freguesia de S. Simão de Litém, agora que o lendário Nogueira Matos acha que já chega de ser presidente.
5 de julho de 2009
Toda a verdade
"Quando abriu o café da Várzea, era de um Pide. E então veio para lá trabalhar um tipo, da Moncalva, que era o bufo de serviço".
Isto e muito mais. Ou o que resultou do meu encontro imediato de segundo grau com o Nobre Povo.
PS proíbe candidaturas duplas a câmaras e ao Parlamento
Mas mais vale tarde do que nunca.
3 de julho de 2009
Sai o melhor
Fica de fora o melhor. Mas mostra dignidade, coluna vertebral e independência em relação à política. Coisa rara nos últimos tempos, nomeadamente por aqui.
E novidades?
A rádio Cardal assegurou os direitos de exclusividade da transmissão sonora, nas ruas da cidade de Pombal, das festas do Bodo, a decorrer entre 23 e 27 de Julho.
A Cardal FM vai mobilizar uma vasta equipa de profissionais para lhe contar tudo sobre as festas anuais da cidade, com várias intervenções em directo, a partir do estúdio móvel, para além de muitas surpresas para os ouvintes da rádio e visitantes do Bodo, desde a realização de concursos e oferta de ingressos para os concertos, a realizar no estádio municipal.
A Cardal FM tem ainda preparada a cobertura integral da Meia Maratona de Pombal e a corrida do Bodo, a ter lugar no dia 26.
2 de julho de 2009
E o Bodo senhores?
Nota esclarecedora: Não, não é preciso os senhores assessores, adjuntos, delfins e outros seguidores do engenheiro irem numa pressa interpretaduzir este escrito. Não se trata de ser "preso por ter cão e preso por não ter". Trata-se mesmo de estar na hora de aparecer alguma coisa na rua. Peçam lá ao J. para apressar os cartazes, vá.
30 de junho de 2009
UM HOMEM

Carta-testamento
Esta carta foi deixada por M. Sacramento em envelope fechado com a indicação «Para ser aberto quando eu morrer» e assinado o envelope com a indicação «Escrito em 7-4-1967»
Caramulo,
Pousada de S. Lourenço,
7 de Abril de 1967
Aos mais adiados...
Vai sendo tempo de escrever uma carta de despedida! A velha carcaça é já uma ruína nítida. A somar às cicatrizes das lesões pulmonares que tive, há bronquiectasias e zonas de enfisema do impossível fumador que sou, as quais hão-de vir a resultar num coração pulmonar. A tensão mínima já começa a ressentir-se disso. O rim deita vestígios acentuados de albumina e cilindros. E o estômago tem qualquer coisa que um destes dias hei-de averiguar... Como não posso nem devo emagrecer excessivamente — são os próprios colegas que mo dizem —, dado o perigo de reactivação das antigas lesões bacilares, o peso é também um contra. E, como deixar de fumar, nesta idade, além de ser um sacrifício inglório que me roubaria um dos poucos apegos concretos que ainda tenho à vida, seria levar-me a engordar ainda mais, o balanço é portanto muito nítido. Quantos anos? Depois dos cinquenta acaba-se, estou convencido. Mais erro, menos erro, a média deve ser essa.
Começo por isso a ter pressa de fazer umas tantas coisas que reservei para a fase final, quando a terrível batalha que travei na sobrevivência contra o fascismo me deixasse, à margem desta profissão cujas dificuldades e condicionamentos económicas, sociais e políticos liquidaram tantos dos meus sonhos, margem para isso. Espero roubar, sempre que possa, alguns dias à labuta e à engrenagem diária e isolar-me, como agora fiz, para escrever qualquer coisa de mais íntimo. Para o romance cíclico que trago há tantos anos na cabeça, não chegará o tempo, decerto. E é melhor assim, pois evito uma desilusão e sempre morrerei com o arzinho angustiado de vítima dum mau destino, o que é chique, como diria o Eça...
Antes de tudo, impõe-se, porém, que escreva estas singelas palavras. Quem pode afiançar-me que não vou acabar hemiplégico e afásico, como minha Mãe? Deixa aqui, então, o que depois não poderás!
Deixar cheira a testamento. E eu, que deixe, só tenho o corpo. Por mais que fizesse, por mais que me fizessem, disso é que nunca consegui ser espoliado! E, como é com ele que me avenho nas noites de insónia e nas porfias diárias, é justo que lhe dedique, ao menos, um pensamento em vida. E não o legue aos cães... Pois não equivaleria a isso estar a ver-me, daqui, de barba feita a posteriori, sapatos engraxados, fato de ver a Deus, a apresentar as minhas despedidas, muito formalizado, de dentro da cabine - especial? Como não tenciono ir para parte nenhuma, metam-me como eu estiver no caixote mais barato que encontrem e devolvam-me os restos à terra. A terra sabe lavar-se. E não há nada como um cadáver «limpo» para marcar um limite.
Se morresse em localidade com forno crematório, não desgostava disso, se não fosse caro. E, por falar em caro: não sei se a terra será o mais barato para o caso, - ó contradições do capitalismo! E, como isto de morrer também «custa» aos outros, há que prevê-lo. A família tem uma pirâmide egípcia em Ílhavo. Embora eu esteja farto de conhecer prisões em vida, como nessa altura quem terá de aguentar isso é «o outro», não me oponho a ir para lá, se for mais económico ou mais fácil de arrumar. Não faço questões nenhumas com a morte... Ela nega-me, e é tudo. A grande magana!
Não, o motivo fundamental desta carta é outro. Aceitei dialogar, nestes últimos tempos, com os católicos. Se tivesse nascido num país protestante ou árabe ou budista, tê-lo-ia feito com esses. Pois do que se tratava — se trata, ó morto-vivo!, ainda não acabaste! — era, é de dialogar com os progressistas e, sobretudo, com o povo, directa ou indirectamente. Não há-de faltar contudo — sempre assim foi, ó alminhas santas! — quem procure fazer sujeira com isso e aproveitar-se duma ambiguidade que surja para me denegrir a memória. Se a minha Mulher ainda estiver viva — ela tem sido boa companheira! Não haverá problemas com isso, estou convencido. E o mesmo se dará se os filhos estiverem atentos: eles têm carácter. Mas quem pode prever tudo? Não que eu faça grande questão do meu bom nome: estou-me nas tintas para ele, depois de morto. Mas, além dele pertencer aos meus companheiros de jornada. E, que diabo, se passei tantos maus bocados por eles, em vida, é porque considerei que era esse o meu destino. E um homem tem o direito de o defender, mesmo depois de morto!
Fica portanto entendido que sou ateu e como ateu devo ser enterrado. Em vez dum pano preto, ponham um paninho vermelho no caixote, se puderem. E usem luto vermelho, se algum quiserem usar...
Mesmo que eu ficasse pílulas ou sugestionável à hora da morte, isso não modificaria ser esta a minha opinião responsável. É esta, por conseguinte, a única válida.
Claro está que gostaria de ter sido melhor homem, melhor marido e melhor pai. A perspectiva da morte só tem de positivo fazer-nos pensar assim. Mas o homem é um bicho complicado. E eu tenho a consciência de que pelo menos, me bati sempre comigo mesmo para ser melhor do que poderia ter sido. Fui amigo da família à minha maneira: sem efusões líricas ou rodriguinhos. E, se não fiz mais por ela, foi porque não pude, tanto no sentido social como psicológico do verbo. A prova de que o meu desejo era ser bom marido e bom pai está no muito que li, pensei e escrevi sobre isso. Sejam os Filhos melhores do que eu pude — foi sempre esse o meu sentido de missão.
Nasci e vivi num mundo de inferno. Há dezenas de anos que sofro, na minha carne e no meu espírito, o fascismo. Recebi dele perseguições de toda a ordem — físicas, económicas, profissionais, intelectuais, morais.
Mas, que não as tivesse sofrido, o meu dever era combatê-lo. O fascismo é o fim da pré-história do homem. E procede, por isso, como um gangster encurralado. Fiz o que pude para me libertar, e aos outros, dele. É essa a única herança que deixo aos meus Filhos e aos meus Companheiros. Acabem a obra! Derrubem o fascismo, se nós não o pudermos fazer antes! Instaurem uma sociedade humana! Promovam o socialismo, mas promovam-no cientificamente, sem dogmatismos sectários, sem radicalismos pequeno-burgueses! Aprendam com os erros do passado. E lembrem-se de que nós, os mortos, iremos, nisso, ao vosso lado!
Não veremos o que quisemos, mas quisemos o que vimos. E este querer é um imperativo histórico. Há milhões de mortos a dizer-vos: avante!
Para a Mulher, um abraço, simples e esquivo como eu sempre fui. Para os Filhos, um beijo, frio e recalcado como eu sempre lhes dei. Para todos, um afecto. Quem tinha tão pouco que dar a tantos, teve de ser avaro... Mas morre convencido de que não guardou nada para si. Ou de que teve, pelo menos, essa intenção.
Façam o mundo melhor, ouviram? Não me obriguem a voltar cá!
29 de junho de 2009
Tá-se bem, dama(s)
É verdade que o distinto autarca [elegante que ele anda, que bem o vi, fatinho cinza-prata e gravata vermelha (!) num evento social em Leiria] não perdeu a capacidade de nos surpreender, caso se confirme a inclusão das duas primeiras. Era sabido que pairava no ar a preocupação de encontrar para o sexto lugar uma mulher com determinado perfil, disposta a renunciar ao mandato (assim se explicam as ausências das hipóteses Isabel Gonçalves e Teresa Monteiro).
2. Não se sade nada de Adelino Mendes e da sua lista. Das duas uma: ou está o segredo muito bem guardado ou ainda não tem.
3. Tenho curiosidade em saber quem é que vai acompanhar Alcides Simões. E já agora Adelino Leitão, coisa que me interessa particularmente.
4. O Bloco de Esquerda pondera apresentar candidatura. Falta-lhe um/a cabeça de lista. Pode ser uma mulher, que não Maria Luís Brites. Aguardemos.
A CRISE É SÓ PARA ALGUNS.
" Os 5 principais administradores do grupo VW viram as suas remunerações anuais aumentadas de 16,5 milhões € para 45,4 milhões €, o que representa um aumento de 175% em comparação com os 5,8% que os trabalhadores da Autoeuropa terão para os próximos 2 anos?
A VW pôs à disposição da fábrica portuguesa 541 milhões €?
Mais recentemente, foi anunciado pelo governo português o chamado Plano de Apoio ao Sector Automóvel (PASA)? Este plano contempla um total de 900 milhões € para atribuir às empresas do sector para que estas enfrentem as dificuldades da crise económica, através de acções de formação que podem decorrer durante um ano e que garantem os salários por inteiro aos trabalhadores. Não esquecer inclusivamente o próprio empenho de responsáveis da Autoeuropa na elaboração deste plano em conjunto com o governo.
Segundo notícias surgidas na comunicação social, a recente reunião anual de accionistas da Volkswagem decidiu aumentar os dividendos em relação ao ano de 2007? Assim, referente ao ano de 2008 foram distribuídos mais de 700 milhões de euros.
As remunerações dos trabalhadores representam 5% (cinco por cento) dos custos do produto final?
As remunerações ao sábado representam 0,0«qualquer coisa» dos custos do produto final?
A realidade é uma «chata», não é?"
27 de junho de 2009
Eleições (actualizado)
Perdi a aposta. Mas mantenho que não teria sido pior.
Também publicado na minha outra casa.
26 de junho de 2009
Carta ao Adelino Leitão (meu caro amigo)
Leitão, amigo:
Serve o presente post para reclamar a tua presença neste blogue, pois que há mais de um mês não te manifestas sob qualquer forma. Como não pude ir à tertúlia, não tive ocasião de constatar o tal ar pálido e esbranquiçado de que fala o nosso amigo Jorge (que descobri há tempos dlegado da Ordem lá para Lagos, vê bem, que invejoso, não pode ver nada, nem que seja com uns anos de atraso), mas acredito na autenticidade das palavras, mesmo tratando-se de um advogado. Não devia, eu sei, mas temos de ser uns para os outros.
Pois que nada sei de ti, nem da tua campanha e/ou candidatura, e gostava de saber, provável que é, desta vez, a tua urgente eleição para a Assembleia Municipal.
Correm notícias pelo éter que carecem de confirmação, por isso espero pelo teu regresso para dar conta se continuo ou não a jogar no euromilhões.
Recebe saudações desta camarada, com votos de rápidas melhoras.
25 de junho de 2009
Centro demográfico de Portugal

No último número (o 157) da revista "Gazeta de Matemática", foi publicado um artigo da autoria do meu colega João Queiró intitulado "A Demanda do Centro de Portugal". Nesse artigo, o autor prova que o centro geográfico, ou geométrico, de Portugal (excluindo as ilhas) fica "entre as povoações de Arganil e Amêndoa, no concelho de Mação, distrito de Santarém", não muito longe (mas não coincidente) com o pico da Melriça, Vila de Rei. Este facto é mais ou menos conhecido.
O que também é curioso nesse artigo é que o autor prova que, de acordo com o censo de 2001, o centro demográfico de Portugal fica "cerca de 30 km a su-sueste de Coimbra, na fronteira entre os concelhos de Soure e Pombal". Olhando para o mapa que ilustra o artigo, pode ver-se que o centro demográfico de Portugal fica muito próximo de Pousadas Vedras, algures no triângulo Pousadas Vedras-Sabugueiro-Malavenda.
Enquanto o centro geográfico está fixo, o centro demográfico tem mudado. Em 1864 encontrava-se "perto de S. Miguel de Poiares, cerca de 17 km a leste de Coimbra". Depois moveu-se lentamente para sul e um pouco para oeste, até 1930, altura em que o movimento passou a ser para oeste." Mantendo-se a tendência, em 2011 iremos provavelmente assistir à sua chegada ao nosso concelho.
23 de junho de 2009
Eu é que sou o presidente da junta!
Autarca do Louriçal 'silenciado' em almoço da associação das Cavadas
A direcção da colectividade das Cavadas não chamou o presidente da Junta de Freguesia do Louriçal a intervir durante um almoço de confraternização. O autarca é socialista e o dirigente é agora do PSD.
O presidente da Junta de Freguesia do Louriçal foi ignorado pela Direcção do Grupo Desportivo, Cultural e Recreativo das Cavadas, durante o almoço de confraternização referente à inauguração das obras de melhoramento das instalações daquela colectividade.
Manuel Jordão Gonçalves, eleito pelo Partido Socialista, não foi convidado a intervir perante a mais de centena e meia de pessoas que encheram por completo o salão da colectividade. Ao contrário do que aconteceu com o presidente da Câmara Municipal de Pombal, o social-democrata Narciso Mota.
Em declarações à Rádio Cardal, o presidente da Direcção da colectividade das Cavadas, refere que no seu entender “não se justificava chamá-lo ao palco para usar da palavra” acrescentando que “”tudo o que tinha sido feito, tinha sido dito, portanto não se justificava, apenas essa a razão”.
Adelino Oliveira, anterior autarca socialista e que agora é dado como certo nas listas candidatas pelo Parido Social Democrata, adianta ainda que no seu pensamento “não houve qualquer deselegância” para com o presidente da Junta de Freguesia. Tendo adiantado, ainda, que “um dos motivos” para que tal tivesse ocorrido deve-se ao facto de “durante estes quatro anos de mandato, o presidente da Junta foi convidado muitas vezes a vir à associação das Cavadas e ele apenas ignorou, dizendo que mandava alguém, e não mandou ninguém”.
Uma justificação que Manuel Jordão Gonçalves considera ser “perfeitamente absurda”. “Quando eu próprio não podia estar, sempre me fiz representar nos locais para os quais fui convidado”, diz o autarca acrescentando que “só se justifica isso pela sua [Adelino Oliveira] envolvência na candidatura do PSD”.
Para o autarca “era legítima e até natural que o presidente da Junta fosse chamado a dirigir umas palavras às pessoas que o elegeram, até como principal responsável pela freguesia”.
Manuel Jordão Gonçalves considera, ainda, que aquela iniciativa promovida pela colectividade teve “fins políticos” e que “foi feito para enganar a população das Cavadas”. O autarca estranha a presença do dado como certo candidato à Junta pelo PSD, José Neves, bem como dos seus apoiantes Rui Calvete e António Calvete.
Para Manuel Jordão, se José Neves estaria como membro da Assembleia de Freguesia, “deviam ter sido também convidados os restantes membros, principalmente a presidente da Assembleia”. E se os empresários Rui Calvete e António Calvete foram convidados como beneméritos da colectividade, “também outros beneméritos o deveriam ter sido e não foram”.
22 de junho de 2009
Apologia do anónimo

Se eu afirmo taxativamente numa caixa que o Zizek não produziu nada que valha a pena ser lido, isto é prosa de alto calibre. Se alguém me denuncia por nunca ter lido nada desse autor, a reacção é supimpa. Se eu treplico que li mais do que o Zizek, que entrega à mulher a dias as provas dos seus livros para revisão, isto aproxima-se do génio.
Por regra, nas caixas não há argumentos, há interjeições: "Apoiado", "Cala a boca, ó palhaço", "Vai-te...", "O pm é vigarista", "O que tu queres sei eu!", ou algo similar. Há quem desvalorize esta forma de expressão. Há quem se indigne com isto. Há quem sonhe com o dia em que o último comentador será enforcado com as tripas do último blogger.
O mundo é injusto, por isso não tenho esperança que algum dia seja atribuído um Nobel a um comentador de caixa de blogue. Mas temos que reconhecer que há, neste género, autores inesquecíveis. Por exemplo, a zazie, o ac4117 ou o bzidroglio. E então o anónimo, senhores, o anónimo!
Digam o que disserem, o anónimo é o mais admirável ornamento da blogoesfera, o verdadeiro soldado desconhecido da guerra das ideias, sem cujo manso sacrifício nenhuma batalha poderia ser travada, muito menos vencida.
Certa vez topei com um post que gerara 138 comentários, a grande maioria assinados pelo tal anónimo. Pensem bem: 138 comentários! Quanto esforço, quanta convicção, quanta argúcia, quanta persistência, quanta toleima, quanto desvario empregues na confecção de 138 comentários, sem sequer, no final da linha, a compensação dos míticos quinze minutos de fama.
Heróis do nosso tempo, silenciosos e ignorados heróis do nosso tempo, é isso que os comentadores das caixas dos blogues verdadeiramente são. Para todos, um grande bem-hajam."
João Pinto e Castro, "Pensar dentro da caixa", in Jugular, 3 de Julho de 2008
Uma questão comtemporânea
20 de junho de 2009
18 de junho de 2009
Ecos de uma intervenção imprópria
16 de junho de 2009
Uma boa notícia
Pombal e os pombalenses precisam muito de boas notícias. Mas temos que as procurar.
Farpas ao vivo
O mordomo, por todas as razões e com total autonomia, é o Rodrigues Marques.
Esperamos instruções.
14 de junho de 2009
Lá vai a marcha...

13 de junho de 2009
Propaganda baixa
O PSD esteve durante os últimos anos mergulhado em guerrilhas internas e na câmara. No executivo camarário teve um desempenho paupérrimo: não cumpriu a esmagadora maioria das promessas eleitorais, não realizou nenhuma obra relevante e teve um mandato manchado por irregularidades e escândalos.
As irregularidades são tantas e de tal gravidade que, a serem investigadas pelas autoridades judiciais, darão, provavelmente, condenações e percas de mandato.
Será, então, que os dirigentes do PSD acreditam na vitória? Talvez!
Bem sei (sabemos) que tudo é possível. E em eleições autárquicas, estamos fartos de ver coisas aberrantes: Felgueiras, Gondomar, Oeiras, Marco de Canavezes, etc., etc., etc.
10 de junho de 2009
As palavras dos outros
Dê-se o exemplo e esse gesto será fértil! Não vale a pena, para usar uma frase feita, dar "sinais de esperança" ou "mensagens de confiança". Quem assim age, tem apenas a fórmula e a retórica. Dê-se o exemplo de um poder firme, mas flexível, e a democracia melhorará. Dê-se o exemplo de honestidade e verdade, e a corrupção diminuirá. Dê-se o exemplo de tratamento humano e justo e a crispação reduzir-se-á. Dê-se o exemplo de trabalho, de poupança e de investimento e a economia sentirá os seus efeitos.
Políticos, empresários, sindicalistas e funcionários: tenham consciência de que, em tempos de excesso de informação e de propaganda, as vossas palavras são cada vez mais vazias e inúteis e de que o vosso exemplo é cada vez mais decisivo. Se tiverem consideração por quem trabalha, poderão melhor atravessar as crises. Se forem verdadeiros, serão respeitados, mesmo em tempos difíceis. Em momentos de crise económica, de abaixamento dos critérios morais no exercício de funções empresariais ou políticas, o bom exemplo pode ser a chave, não para as soluções milagrosas, mas para o esforço de recuperação do país."
António Barreto, discurso do 10 de Junho.
Palavras, é certo, mas que relembram aquilo que tantos tentam fazer esquecer.
9 de junho de 2009
A Abstenção
Logo, não percam tempo a censurar os que não quiseram ir votar. Eles aparecerão para votar quando alguma coisa de relevante estiver em jogo. São eles que decidem as eleições importantes. E riem-se daqueles que os criticam e os censuram.
Ainda as análises...
8 de junho de 2009
Eleições Europeias: leitura local
Os resultados mostram-nos duas realidades distintas: a cidade e as freguesias.
Na cidade, há hoje um empate entre as forças de esquerda (PS+BE+CDU) e de direita (PSD+CDS). Nas freguesias, existe um domínio, quase total, do PSD.
O PS não existe nas freguesias, o que é muito preocupante para quem quer conquistar a câmara. O partido, os seus dirigentes, nunca quiseram olhar seriamente para isto. É sempre mais fácil culpar os outros. Mas o problema não está no povo, está sempre nos partidos e nos seus dirigentes.
Eleições Europeias: leitura nacional
O PSD, o BE, o PCP e o CDS ganharam! Pouco, mas ganharam. Por isso, partem todos mais juntos para o próximo combate. Ainda bem, nada pior para a Democracia, para o regime, do que resultados decididos à partida. Mas tão importante como ter vitórias é saber o que fazer com elas.
As próximas eleições centrar-se-ão, obrigatoriamente, nas soluções para a crise e nas soluções para a governabilidade. Terrenos muito difíceis para as lideranças partidárias.
O povo demonstrou, mais uma vez, que para além do senso comum possui algum bom senso. E nos próximos meses vai, de certeza, estar mais atento. Convém, portanto, não confiar muito na demagogia, e não abusar do aparelho.
E ainda...
Fora isso, impõe-se que o PS nacional reflicta nestes resultados e perceba que há estilos, escolhas e meios que não resultam. Falo de cabeças-de-lista que são fretes, discursos que são excessivamente maniqueístas e o meios excessivos, inspirados noutras realidades, que afastam mais do que atraem. Aprender-se-á alguma lição?
7 de junho de 2009
Está tudo normal em Pombal ocidental
Resultados para conferir aqui e aqui.
E para não variar...
5 de junho de 2009
PombalViva: um caso de polícia (II)
PombalViva: um caso de polícia
Decididamente, estamos perante um caso de polícia.
PS: Trarei aqui todas as constatações relevantes, mas, por uma questão de respeito pelo órgão, fá-lo-ei após a realização da próxima AM.
Declaração de voto
A tarefa de escolher em consciência não é fácil nem cómoda. O mais fácil é mesmo não ir votar: "que se lixe, aquilo é tudo a mesma cambada!"; "eu quero lá saber, eles que se amanhem!". Este é porventura o raciocínio da maioria dos eleitores pois, segundo todos os indicadores, a percentagem da abstenção rondará os 60%, ou seja, três em cada 5 eleitores irá declinar a tarefa de eleger os seus representantes, aceitando a decisão de uma minoria. O nosso país é visto na Europa como um país onde os cidadãos têm pouca consciência europeia e que aceitam docilmente aquilo que outros lhe queiram impor. É uma casaca que eu me recuso a vestir.
Temos 13 listas: duas listas que, tradicionalmente, elegem muitos deputados, duas que irão eleger menos deputados e as restantes que, pelo que tudo leva a crer, não elegem quaisquer deputados. Como estas eleições europeias não servem para eleger governos, a questão do voto útil tem, por isso, menos relevância. Considero mesmo que é mais útil votar num partido pequeno que num partido grande. Sem os deputados dos partidos mais pequenos o parlamento ficará mais pobre pois as ideias mais radicais, mais inovadoras estarão ausentes desse importante fórum.
Os políticos são como todos nós. Um são mais superficiais, outros mais vaidosos, outros mais irascíveis, outros mais trabalhadores, uns mais sérios, outros mais vigaristas. Não vale a pena, sobre isso, fazer qualquer drama. O importante sim é sabermos distinguir e votar naquela que consideramos a melhor lista de candidatos. Cada um terá os seus critérios de escolha. Eu tenho os meus. Quero que os meus representantes sejam pessoas sérias, com capacidade e vontade de defender os interesses, não só do país como da Europa, pessoas capazes de arregaçar as mangas e trabalhar, encarando o cargo para que foram eleitas com um espírito de missão e não como uma possibilidade de se pavonear, aproveitando o chorudo ordenado de deputado europeu.
Por isso, no Domingo, caro leitor, não vou deixá-lo decidir por mim. Não é nada de pessoal. Acontece que o voto é um direito cívico que eu não prescindo.
3 de junho de 2009
Colégio João de Barros
É preciso mudar alguma coisa, para que tudo fique na mesma
A fazer fé na notícia da sempre bem informada Rádio Cardal, José Grilo é o cabeça de lista à Assembleia Municipal, e João Coucelo é (de novo) o mandatário.
Quando esta semana avistei José Grilo no funeral de Alves Mateus farejei-lhe ares de candidato.
Entretanto, vou começar a jogar no euromilhões.
2 de junho de 2009
Só neste país
Existe uma enraizada mania nacional que consiste em dizer, por tudo e por nada, mal do país. Como diz Sérgio Godinho no seu mais recente álbum: só neste país é que se diz "só neste país, só neste país".
Este exercício de estilo, aparentemente inofensivo, contribui, em larga medida, para o estado de depressão colectiva em que nos encontramos. Não quero com isto dizer que não existam motivos válidos para justificar a nossa descrença. Existem, não são poucos e alguns deles também me desmotivam e me fazem pensar que não vale a pena acreditar no nosso sucesso como nação. Mas, numa altura de eleições, de consagração de democracia e de exaltação da cidadania participativa, esse exercício deveria ser evitado.
Portugal é um país essencial à construção europeia e tem aí um papel importante a desempenhar. Mas, para isso, temos que acreditar nas nossas capacidades, nos nossos valores e procurar estar no centro de todas as decisões, de forma activa e participante.
Acabei de chegar de uma viagem de trabalho à Suécia e Dinamarca. Em ambos os países encontrei grande indiferença em relação à campanha eleitoral. Não vi cartazes nem pessoas empenhadas em discutir a Europa; nas televisões falou-se mais sobre a Susan Boyle (não ganhou, coitadinha…) que nas eleições do dia 7. Os nórdicos podem até ser mais cultos, organizados e loiros que nós mas não têm a nossa paixão, a nossa imaginação (conseguimos ver no Vital Moreira o elo perdido que liga o Gepeto ao Avô Cantigas), o nosso espírito inventivo e de desenrasque.
A riqueza da Europa está nessa multiculturalidade e é nisso que eu acredito.





