1 de julho de 2022

Sobre as recomendações do doutor Coelho

A acção política do doutor Coelho derivou da tentativa de entupir o Pedro e o Né com dúzias de requerimentos para a sobrecarga da agenda da AM com recomendações. 


Se o estratagema dos requerimentos se mostrou inconsequente, o das recomendações segue pelo mesmo caminho, mas com custos políticos mais acentuados que nem a vitimização ameniza. Daí que o doutor Coelho, desiludido com o estratagema, tenha negociado a aprovação de uma ou outra recomendação com a bancada da maioria. A negociação foi feita, como não poderia deixar de o ser, com o principal “Facilitador de negócios” (projectos) cá do burgo - como é designado dentro do próprio PSD - que logo deu luz verde à coisa. Apesar de a coisa não ter sido muito bem recebida por algumas figuras do PSD, o “Facilitador de negócios”, seguro de si e do seu poder no partido, deu o acordo como consumado na antevéspera da assembleia - uma mão lava a outra e as duas lavam a cara. O doutor Coelho transmitiu a boa-nova aos seus; e lá foram, mais animados para o calvário que têm sido aquelas reuniões da AM, convictos que, finalmente, teriam uma vitória simbólica. Ainda não perceberam, coitados, que em política, como em quase tudo na vida, vale mais uma derrota honrosa que uma vitória consentida.

Só que nestas coisas da política, como em quase tudo na vida, há sempre um “se” - há sempre muitos “se`s”. Como a coisa não foi bem acolhida no PSD, e o “Facilitador de negócios” ainda não tem o poder que julga ter no partido, os opositores ao “acordo” trataram de arregimentar os presidentes de junta contra as recomendações da bancada do PS, com o argumento que a sua aprovação rebaixava o estatuto e imagem dos presidentes de junta. No final, foi delicioso ver “Facilitador de negócios” a tentar salvar face, perante a sua bancada, zurzindo forte e votando contra as recomendações da bancada do PS. 

Daqui se conclui duas coisas: primeira, o doutor Coelho é muito melhor a vender autocarros que a fazer acordos políticos; segunda, é muito mais fácil facilitar negócios que acordos políticos.

PS: a discussão das recomendações da bancada do PS derivou para uma longa conversa de loucos, como a classificou um dos protagonistas, que se arrastou até às 3 da manhã! Algumas daquelas criaturas perderam ou nunca tiveram noção do ridículo: recomendam a eliminação do tratamento pelos títulos académicos (doutor, engenheiro, etc.) mas tratam-se por “Sua Excelência”.     

30 de junho de 2022

Felicidade? Pesadelo!

Na AM da tarde e noite passada, o debate no Período Antes da Ordem do Dia (PAOD) foi e terminou chocho, como de costume, desligado da realidade e centrado no exibicionismo bacoco. Até que veio o período de participação dos munícipes. E surpreendentemente coube a uma munícipe – Célia Cavalheiro – o papel de dar um banho de realidade aqueles figurões, do poder e da oposição. 

O processo Kafkiano que a Célia viveu e contou na AM é tão aterrador que não merece mais palavras do que aquelas que ela usou (ver vídeo). Expõe até às entranhas a burocracia paralisante, o funcionalismo disfuncional, a desumanidade gritante.

Bem pode o profeta Pedro apregoar com pomposidade e adjectivos eloquentes, sempre no grau superlativo, que a felicidade das borboletas a voar sobre as flores e as bolas de sabão a subir ao sabor do vento está a caminho, que a realidade nunca cederá às promessas vãs nem às políticas de fachada. 


 

29 de junho de 2022

O caso da “negociata” do autocarro para a ETAP

Ao navegar pelo site da ETAP – esse exemplar de boa governação cá do burgo! – deparei-me com um enorme pedregulho na garagem: um autocarro de passageiros de 65 lugares adquirido por ajuste directo, em 10-8-2021, por 65.000 € + IVA.


O pior deste malfadado negócio nem é a compra em-si; é como e a quem se comprou! Comprou-se por ajuste directo, contra todas as regras da boa-governação e contra o espírito e a letra da lei da contratação pública, um autocarro em 2.ª mão, através de um caderno de encargos personalizado ao autocarro que o vendedor tinha/queria vender, não a um fabricante ou concessionário de autocarros, como seria normal e recomendável, mas a uma empresa prestadora de serviço de transporte de passageiros, uma tal Busvouga, Lda, com sede em Águeda!

Estes tipos de “negociatas” seriam bons temas para uma oposição que quisesse e soubesse fazer política, questionando a acção do executivo municipal e os actos de gestão das empresas municipais. Mas temos uma oposição prefere andar entretida com recomendações chochas (inúteis e/ou sem sustentação jurídica) que só servem o propósito da vitimização constante. 

Neste quadro imoral e burlesco, resta ao cidadão mais exigente, com o bom uso dos dinheiros públicos, a esperança que ainda haja na bancada da maioria alguém com independência política e ética republicana minimamente arreigadas, que, num ímpeto dignidade, questione estes indecorosos métodos que indiciam compadrio e displicente uso dos dinheiros públicos.

PS: é por estas e por muitas outras que o Farpas tem que continuar a cumprir a sua missão inicial: “Farpear os interesses e os poderes instalados, os oportunistas e os manhosos, a hipocrisia e o servilismo, a obscenidade e o desperdício”.    


A arte(s)emrede, o Louriçal e a esperteza saloia

 O Grupo de Cavaquinhos do Louriçal integrou este ano o projecto Recanto - promovido pela Artemede - uma iniciativa soberba que juntou os rappers Capicua e Nerve, e ainda um grupo Coral de Abrantes. Quem os acompanha há anos não fica espantado, pois sabe que ali está um tesouro do património cultural deste concelho. 

O Grupo de Cavaquinho do Louriçal foi criado pelo Luís Miranda e pela Cristina Diniz, um casal de professores que chegou ao Instituto D. João V no início dos anos 90, como tantos, para fazer do Louriçal aquilo em que se tornou. E o Luís tornou-se louriçalense de coração. Ali construiu uma casa, ali lhe nasceu um filho, ali fundou uma escola de música, ali tocou e cantou com várias gerações. Ali ensinou, também, com o seu exemplo, que um homem não é um rato. Nem uma enguia. Tão pouco é um fantoche. E por isso, muito antes da sangria que mandou para o desemprego dezenas de famílias [de professores] quando o Estado fechou a torneira ao modelo que crescia no privado, o Luís saiu. Contou-me tudo em detalhes, por duas vezes, a última numa noite das festas de Agosto, na esplanada do Sol Dourado, antes das festas serem organizadas pelos donos-daquilo-tudo. 

O Luís morreu a 29 de Agosto de 2019. Deixou um legado imenso à Cultura deste concelho. E ao Louriçal em particular. O Grupo de Cavaquinhos fez o luto, a Cristina e o João também, até que no outono passado pegaram nos instrumentos e continuaram a viagem, como tinha de ser. 

O projecto Recanto integrou também uma componente de "Arte na Rua". Os alunos de Artes da Escola Secundária de Pombal foram desafiados a pintar 12 quadros/painéis, alusivos às 12 músicas que o Grupo apresenta no espectáculo. Mas eis que à última hora, essa sumidade que é o presidente da Junta local, decide "não ferir susceptilidades". E deixa de fora o quadro com a imagem do próprio Luís Miranda. Porquê? Porque o edifício onde os painéis foram afixados é um prédio devoluto, propriedade do grupo GPS, última entidade patronal do Luís, a quem ele ousou afrontar. 

E lá de cima, ele deve ter rido muito: cigarro no canto da boca, abanando a cabeça, e dedilhando o cavaquinho, sem lhes passar cavaco. Porque não é qualquer zé manel que apaga a marca que aqui ficou, para sempre Luís. 

Quanto ao painel...esteve onde tinha de estar, como acontece com o cavaquinho, desde a partida: em palco.


foto: Jorge Pereira/Louriçal





28 de junho de 2022

Do género "igualdade fofinha"



Quando a Secretária de Estado para a Igualdade e Migrações aborda os números de mulheres vítimas de Violência Doméstica e desabafa que não sabe o que mais havemos de fazer para combater o problema, pois temos as leis mais avançadas do mundo, isso diz muito do estado a que chegamos neste país. Quando a este desabafo se acrescenta um elogio ao Presidente de Câmara por este assumir o pelouro da Igualdade e Cidadania, sem que seja pública qualquer ação de monta nessa área, isso torna tudo ainda mais deprimente. Quando, no seu discurso, o Presidente sublinha que a Igualdade não se limita à Igualdade de Género, sem que seja claro o objeto do seu discurso, isso secundariza completamente qualquer intenção de valorizar o papel das mulheres na sociedade, mesmo que, pelo meio, refira que tem "muito carinho pelo tema da Violência Doméstica".

Quando a responsável (?) pelo Plano Municipal para a Igualdade refere que o Diagnóstico de Género foi um processo participado, ficamos a perceber que podemos ter as melhores leis do Universo, que não sairemos deste fado pombalense. Recordo o que já escrevi num post anterior: a município tem 18 pessoas em lugar de chefia tendo o questionário sido a aplicado a apenas 17 e, destas, responderam apenas 40%. Ou seja, num universo de centenas de trabalhadores do Município, o Plano Municipal para a Igualdade assenta na resposta dada por 7 (sete) pessoas. Sim, não é engano… 7 Pessoas. Podemos dizer que o documento hoje (28 de junho) apresentado assenta num processo participado?

Continuemos a brincar à Igualdadezinha e a criar documentos fofinhos para, de seguida, dizermos de modo compungido que não percebemos a razão de, em junho 2022, termos tantas mulheres assassinadas como em todo o ano de 2021.

 

Nota: na Assembleia Municipal de 29 de junho, debater-se-á uma proposta de recomendação relacionada com este plano (lá para a 1 ou 2 da manhã). Haverá debate, ou avançar-se-á diretamente para a votação, de modo a continuar os atropelos à democracia?


Luís Gonçalves - Farpas Convidadas

27 de junho de 2022

Pregar conforme a freguesia




Na noite de sexta-feira passada a União de Freguesias da Guia, Ilha e Mata Mourisca aprovou (em assembleia de freguesia) o "procedimento de auscultação pública no âmbito do
trabalho da comissão do processo de criação, modificação e extinção de freguesias - Lei
39/2021 de 24 de junho". Trocado por miúdos, quer isto dizer que as três freguesias, agregadas desde 2013, podem voltar a ser autónomas, se a população assim o decidir, a partir de agora e até setembro, quando será tempo de decisões. Correrão sessões de esclarecimento, já correm abaixo-assinados. Em todas? Não. O que é aqui caricato é que a mesma Guia que deu origem ao processo de agregação é aquela que agora pugna pela desagregação. "A Guia aos Guienses", pois claro. 
O assunto quase me passava ao lado - excepção feita às fotos de perfil de alguns amigos de facebook que iam mudando para esta imagem/lema de campanha - não fora, de repente, aparecer-me o insólito: "Manuel António alterou a sua foto de capa". Ora, Manuel António, o ex-presidente de Junta da Guia, ex-membro da Assembleia Municipal e ex-presidente da comissão política concelhia do PSD de Pombal,  foi nada menos que o principal instigador da agregação das três freguesias do Oeste - como facilmente o comprovam as actas, as notícias da imprensa da época, etc. Mas um homem pode mudar de lado. Pode mudar de opinião. E a Guia também pode mudar (já mudou tanto, na sua História...) desencantar-se com este processo todo, passados estes anos. Porque o cerne da questão é simples: a agregação não lhe deu nada do que julgava, e só lhe roubou. A começar pelo poder. Não haja aqui ilusões - se o PSD não tivesse perdido duas eleições seguidas no Oeste, não havia espinhas entaladas nas gargantas de certos Guienses.
Quanto ao resto, aguardemos os desenvolvimentos. 
A população tem todo o direito de se sentir desencantada com a agregação. Mas é bom que saiba ao que vai: processo nenhum vai reverter o despovoamento. Lei nenhuma lhe vai devolver o posto médico em cada terra, nem a escola, nem os correios. Ah, devolve-lhe a Junta!  Mas se a ideia é esclarecer, é melhor começar por um princípio básico: a seriedade. 
Na região de Alitém, o processo de discussão também está em marcha. Com menos alarido, mas mais bom senso, parece.


O social sem racional

O doutor Luís não percebeu, e na verdade não é coisa para se perceber…

O paradoxo é simples: o executivo – “a junta” – levou à reunião uma proposta de não renovação da isenção do pagamento das facturas de água, a uma munícipe comprovadamente com carências financeiras, por esta não consumir água da rede. Ou seja: o executivo queria que ela gastasse - desperdiçasse – a água da rede, do município, nossa.

Há tanta carência! Deus nos acuda!



25 de junho de 2022

CIMU-SICÓ – Obra-Sem-Fim

Na última reunião da “Junta”, a doutora Odete quis saber se, depois de decorrida mais uma extensão do prazo de entrega da obra, estabelecido para o próximo dia 4 de Julho (já se perdeu a conta ao prazo e às extensões - vai com mais de OITO anos de tempo de construção), a obra estava finalmente concluída e quando poderia ser visitada.

A doutora Odete não terá tanto carinho por esta “obra-estratégica” (como lhe chama o profeta Pedro – Deus lhe perdoe) como o Pedro, mas gostaria, com certeza, de dar o seu passeiozinho até à Nossa Senhora da Estrela, fazer a sua oraçãozinha na capelinha e posar para as fotografias no Mamarracho.  Mas o Pedro, coitado, não lhe pode fazer a vontade. O Pedro é um Profeta da Boa-vontade, dos desejos, não das concretizações materiais. Dessas julgava, ele, que o Navega tratava; mas o infeliz arquitecto, se alguma vez teve essa vontade perdeu-a quando se viu metido naquele delírio. Daí que ninguém saiba como e quando vai acabar a estouvada obra. O obras-tortas anterior (P. Murtinho) foi justificando os atrasos do empreiteiro com indefinições da câmara sobre as instalações técnicas (água, luz, comunicações), o actual com as exposições.

Toda a gente com dois neurónios a funcionar já percebeu há muito que aquela tontaria foi desvario absurdo e megalómano que ninguém sabe como finalizar, que vai continuar a consumir recursos e vai ser um enorme sorvedouro deles no futuro.

Bem pode a doutora Odete esperar sentada pelo seu passeiozinho político-religioso à serra. O Mamarracho não terá fim ou terá um fim que não merece visita. 



23 de junho de 2022

É mais fácil mudar de encarregado que endireitar as obras

O doutor Pimpão fez-se gravar a inaugurar um pequeno parque de estacionamento no Casarelo – a última zona nobre livre no centro da cidade. Depois apagou o vídeo. Compreende-se – há ridículos que matam.



A infeliz ideia veio da dupla Diogo – Murtinho, mas a execução é da dupla Pimpão - Navega. Não há obra mais inútil do que aquela que nunca deveris ter sido feita (como aqui expliquei em devido tempo). Mas pior, muito pior, é fazer o que não se deveria ter feito e fazê-lo torto.

No dia da inauguração alguns residentes alertaram para o inseguro acesso ao parque e para o estrangulamento da via. E logo ali o presidente Pimpão encarregou o encarregado Navega de corrigir a infeliz obra.

Não há correcção que valha ao que nasce torto.

O investimento de 12 milhões que não veio para Pombal e foi para a Figueira




 Soubemos por estes dias que a Figueira da Foz vai receber um investimento (inicial)de 12 milhões de euros - coisa pouca - alusivo a uma unidade de combustíveis avançados. Trata-se de uma unidade industrial que vai ser construída junto ao porto marítimo, e que promete ser das mais desenvolvidas no mundo na produção de combustíveis avançados, com poupanças estimadas entre 92 e 98% das emissões de CO2 (dióxido de carbono) comparativamente aos combustíveis fósseis usados no setor rodoviário.

Ora, e o que nos interessa isto? - perguntam os leitores do Farpas?

É que segundo o presidente da Câmara da Figueira da Foz, "a nova unidade estava inicialmente projetada para o concelho de Pombal". Mas Santana Lopes mexe-se bem. 

Segundo as notícias, numa primeira fase serão criados 36 postos de trabalho, dos quais 18 altamente qualificados e, no final, prevê-se que a empresa crie mais de 100 .  Dentro de dois anos, o investimento projetado será de 47 milhões de euros, tornando-se num dos grandes operadores europeus na produção de combustíveis avançados.

E é isto. Tomem lá mais um bocadinho da nova ambição, oferecida de bandeja aos municípios vizinhos. 

22 de junho de 2022

O chefe é que manda



Bem podia ser este o título de um anúncio de jornal satírico, se a imagem que aqui partilhamos - replicada da página do Município de Pombal - fosse só uma brincadeira. Só que não. Refere-se à cerimónia de entrega dos prémios Gazela, que aconteceu esta terça-feira, e onde o Município de Pombal se fez representar por quem? pelo presidente em exercício. E esse é quem? O grande chefe de gabinete, claro está. Chegámos a este ponto: Tanto pelouro distribuído pelos cinco vereadores a tempo inteiro, e quando o presidente não pode...manda o Né. 

Estamos bem entregues.

21 de junho de 2022

O regresso do Zé das Placas

Uma das grandes qualidades de um político é a sua capacidade de inaugurar. E se dúvidas houvesse que, em Pombal, temos os melhores, é ver o nosso jovem edil, todo pimpão, a seguir os passos do seu narciso mentor. 

Aqui tudo se inaugura! Minto. Tudo aquilo onde se pode colocar uma placa de mármore, se inaugura. O importante é gravar para a posteridade o nome de Sua Excelência, o Senhor Presidente da Câmara que, muitas vezes, num rasgo de modéstia, também concede essa honra a um ou outro figurante. 

Desta vez, "aproveitando o início das tradicionais festas em honra de Santo António", o séquito municipal foi à Machada inaugurar "as obras de requalificação da Rua Principal e Largo da Capela". Que orgulho! E que feliz coincidência a inauguração cair logo no dia da festa! Um dia em cheio, como se pode ver nas fotos (e que fotos!) disponibilizadas na página do Município. 

Quero aqui deixar os meus sinceros parabéns ao Pedro Pimpão. Um verdadeiro senhor na arte de inaugurar! Os pombalenses podem contar com ele para uma verdadeira orgia de vaidade e placas de mármore nos próximos anos. 

14 de junho de 2022

Um adeus pombalense


foto: NDAP

 

Partiu esta semana o senhor João. Há pessoas assim, como ele, cuja vida e dedicação a uma causa bastam para que se vão da lei dos apelidos libertando. Muitos de nós certamente desconheciam o apelido do presidente do NDAP - talvez só o tenham descoberto quando o viram no anúncio da necrologia, por estes dias. Não era preciso. Porque quando alguém se referia ao senhor João do Núcleo toda a gente sabia ser dele que se tratava: o homem discreto, cordial, educado, com todo aquele registo bonacheirão que trouxe de Elvas para uma terra que sentia sua, e que era dele, sabemo-lo.

Sucessivas gerações de várias modalidades sentem esta perda -  de um homem que fez sempre parte daqueles que preferem estar na segunda fila, sem holofotes, essenciais à vida e funcionamento das instituições. Os mais próximos sabiam-no doente, mas não deixou de ser inesperada  - e sobretudo prematura a sua partida. 

Um abraço solidário à família de João Gonçalves, envolto nas palavras de Alexandre O'Neill:

"Não tu és da cidade aventureira

da cidade onde o amor encontra as suas ruas

e o cemitério ardente

da sua morte

tu és da cidade onde vives por um fio

de puro acaso

onde morres ou vives não de asfixia

mas às mãos de uma aventura de um comércio puro

sem a moeda falsa do bem e do mal"

13 de junho de 2022

De roteiro em roteiro até à “boxe”

O Pedro fez anunciar que esta semana vai fazer mais um roteiro pelas escolas do concelho; como se as escolas não tivessem mais nada que fazer senão entretê-lo, soltando com ele e os seus ajudantes cânticos e homenagens catitas.

O Pedro precisa de roteiros, de ocupação e distração, que o afastem do calvário que é - para ele – administrar a câmara. Os roteiros estão para o Pedro como o voar está para a mosca… - são a sua razão de existência. Alimenta-se desta volúpia sem se dar conta do enfado que tanto rotear provoca.

O Pedro é um hipocondríaco da empatia que tem como único desejo de vida (política) ser conhecido e amado; um imprevidente e bom rapaz pavorosamente desorientado pelas mais confusas e contraditórias teorias da felicidade, que faz da política um espetáculo pueril e de mau-gosto que não interessa a mais ninguém do que a ele próprio - e por pouco tempo.


PS: às escolas exige-se foco contínuo no processo educativo e discrição; o que implica blindagem à politiquice

3 de junho de 2022

A nova ilusão do Pedro

A nova ambição - do Pedro – para Pombal são as prometidas pós-graduações do Instituto Politécnico de Leiria (IPL). Não é uma coisa para o próximo ano – explicou ele, depois – nem para os próximos. É simplesmente uma ilusão para iludir papalvos. Melhor dito: uma tontice.

Pombal não tem ensino graduado nem o terá nos próximos anos - e é muito duvidoso que o deva ter (mais vale não ter que ter do mau), mas quer ter ensino pós-graduado! É típico dos pobres-de-espírito começarem a casa pelo telhado.

O Pedro é o verdadeiro profeta da boa vontade, um pregador do optimismo vazio que acredita que basta desejar uma coisa para que ela aconteça, incapaz de distinguir o essencial do acessório, o virtuoso do ilusório, o realizável do irrealizável. Resultado: malbarata o tempo, os escassos recursos e a pouca energia na fanfurrice - em nadas. É um D. Quixote iludido pelos moinhos de vento, que navega no ar animado pela paixão de voar e sentindo em si que voar é o centro do mundo. 

PS: * Mas os responsáveis do IPL não fazem melhor figura. Em vez de se centrarem na espinhosa missão de credibilizar o instituto, desbaratam tempo e energias com estas tontices de onde nada tirarão.  

2 de junho de 2022

Vamos brincar à caridadezinha?




Nos últimos tempos, Carla Longo - que sempre foi a verdadeira presidente da Junta, mesmo no tempo em que o Pedro ocupava o cargo - parece empenhada em dar três passos atrás na sua carreira política. 
É sabido que o PSD nunca a "engoliu" - porque a Carla é, na sua génese, socialista, e na Rua dr. Luís Torres isso não se esquece, só se faz de conta que se esquece. 
E por isso é normal que a pressão aumente, tolhendo a acção. Acresce que a Carla é capitã sem exército na Junta de Freguesia. E por isso será cada vez mais frequente falhar numa e noutra frente de batalha. A exposição pública é apenas uma delas. O que aconteceu ontem, no Dia Mundial da Criança, é daqueles casos que apenas uma troca de palavras entre duas pessoas adultas e conscientes resolveria, quanto mais entre uma equipa - se ela existisse. 
A publicação já era suficientemente má.
A publicação, com as técnicas da comissão social de freguesia, em pose, ao lado presidente dos Lions, é pior. Mas numa terra em que toda a gente gosta é de ser ramo de enfeite...o que fazer?
Grave mesmo é a caracterização das crianças. Sinalizadas? Em tanto seminário e palestra ainda ninguém lhes disse que não falamos assim de crianças?
Deixa essas coisas para o Pedro, Carla. Pode correr mal. 

Adenda: Um delfim do Partido deu conta entretanto de que a Carla foi eleita para delegada ao Congresso do PSD. Pode parecer-vos um paradoxo o que vos vou dizer, mas isso só reforça a minha opinião:tal não acelera o caminho político da Carla, que parece com isto tentar provar algum comprometimento. Só que perde [a] independência que a fez alcançar uma votação como a das últimas eleições.São escolhas, Carla...

31 de maio de 2022

Organiza-te, Pedro!

A reunião da “Junta” encaminhava-se para o fim; mas o Pedro não sabia como a finalizar… Aos repelões, e aos empurrões, foi cumprindo as últimas formalidades, mas esqueceu-se de marcar as próximas reuniões. 

A secretária avisou-o. Mas ele calou-se; fatigado, meio desnorteado, ali sentado de cabeça baixa, olhando imóvel para o telemóvel com os olhos cansados, procurando uma resposta que não veio...!

Coitado do Pedro! Já nem a agenda controla! Ou já nem sequer tem agenda!



30 de maio de 2022

Sai um subsídio de 7.000 euros para a largada de touros em Abiul

A caridosa doutora Catarina e o mãos-largas doutor Pimpão levaram à recente reunião da “Junta” um subsídio de 7.000 euros, à Junta de Freguesia de Abiul, para financiar uma “largada de touros” (incluída nas tradicionais touradas), que a maioria aprovou apesar de alguns reparos acertados da oposição. Coisa que só pode chocar quem ainda não percebeu como aquelas criaturas distribuem o (nosso) dinheiro ou os fervorosos anti-touradas.


Apesar de D. Diogo ter procurado introduzir algum critério na subsidiodependência reinante, sem grande coerência e rigor, estava escrito nas estrelas que com profeta Pedro a subsidiação de todo o tipo de “pedintes”, públicos ou privados, formais ou informais, e de todo o tipo de actividades, seria um regabofe – a trave-mestra de sustentação deste imberbe poder político.  

A doutora Catarina bem tentou justificar o injustificável, mas fala muito, fala demais, e parece não ter consciência do que diz - julga que ainda está na comissão social de freguesia a fazer caridade. Neste momento, uma coisa parece certa: está definitivamente aberta uma hemorragia de subsídios que só estancará quando o dinheiro faltar. Se a isto somarmos a enxurrada contratações e promoções feitas e em curso, o mais certo é faltar. Tudo serve de pretexto para dar subsídios: pagar dívidas a entidades particulares; pagar supostos investimentos realizados há uma década (J. F. Vermoil); pagar despesas sem se saber o que se está e a quem se está a pagar (J. F. Pelariga); etc. 

Chamem a “polícia”; chamem a “polícia”; antes de aquilo estoirar.

29 de maio de 2022

Conversa de charlatão

Perguntado sobre os anunciados novos “cursos” do IPL em Pombal, o Pedro abrilhantou a coisa, e a néscia oposição, com esta peça de retórica. Vivemos numa terra onde cegos conduzem cegos, e onde quem não se deixa conduzir afasta-se. 

O Pedro até pode acreditar no que diz – no que um profeta não acredita! -, mas ninguém minimamente instruído e com dois neurónios a funcionar compra esta banha-da-cobra. Decididamente é inútil ir procurar num profeta uma mentira mais certa que ele mesmo.

Depois, é isto: cegos conduzem cegos: o IPL prestar-se a este serviço: enganar os nossos adolescentes e uns “pretinhos” que vão buscar a África (que são os menos enganados, já que só o vir para a Europa já é um grande ganho). Ao que estas escolas se prestam para arranjar turmas e adolescentes.

Desgraçadamente, nesta terra o número dos alunos diminuiu ao mesmo tempo que as escolas aumentam. Para esta espécie de “cursos” já cá tínhamos a ETAP e ETP Sicó. Mas o problema não está nas escolas, está nos cursos. 

Fujam disto (filho meu não entrava nisto).



27 de maio de 2022

Perdoai-lhe(s) Senhor

Na ausência de melhor assunto, e convencido que faria um número, o doutor Simões foi para a reunião da “Junta” criticar uma placa recentemente colocada na Capela do Louriçal, por esta designar o templo como capela e não como igreja. E dissertar sobre esta importante destrinça para a comunidade e para a civilização.

Bastou ao doutor Pimpão abrir o site da Direcção do Património Cultural para o doutor Simões ir ao tapete.

Temos o poder que temos... Mas a nossa maior desgraça é termos um poder inepto e uma oposição néscia. Uma oposição que não estuda, não trabalha, não sabe distinguir o essencial do acessório, não sabe estruturar e fundamentar convenientemente a acção política, limita-se a aproveitar umas tiradas de facebook, umas conversas de ocasião ou uns assuntos soprados aos ouvidos.

Pobres criaturas, mais dignas de piedade que de aversão.



17 de maio de 2022

Foi-se o Jardim da Várzea, vem aí mais uma Praça


O pior que pode acontecer a um povo é quando o tomam por parvo. E isso é o que nos anda a acontecer no caso do Jardim da Várzea - cujas obras retomaram na semana passada. Pedro Pimpão teve aqui a oportunidade de mostrar ao que vinha e mudar o curso da história, fazendo o mesmo que Diogo fez com o mamarracho do Cardal, por exemplo. Mas preferiu ir pelo caminho mais fácil: os serviços que façam a obra projectada, uma praça a que continuam a chamar jardim, sem vergonha nenhuma nenhuma. 

Na página do Município, ainda têm a lata de nos dizer que vão "preservar as características do jardim", e que "todas as árvores saudáveis removidas serão transplantadas em outras localizações no concelho". Deduzimos que a doença tomou conta de quase todas...a avaliar pelas imagens que nos chegaram, captadas pelos moradores da zona.

13 de maio de 2022

Caso Lusiaves – afinal há deslocalização, e vítimas

A Lusiaves acordou com a câmara municipal de Pombal (ou a CMP com a Lusiaves) a instalação de uma unidade industrial de transformação de carnes na Zona Industrial da Guia, a nascente, junto à malha urbana, contra a opinião da maioria população e das forças vivas da vila, atropelando os mais elementares deveres transparência e respeito pela lei e pelos legítimos interesses da população.  



O investimento tem sido contestado pela população da Guia. Mas eis que se chegou, ou parece ter chegado, a uma solução de compromisso, entre o promotor do investimento (Lusiaves) e os guienses que contestam os nefastos impactos ambientais e urbanísticos. Na reunião com os membros da comissão nomeada pela assembleia municipal para avaliar os impactos da unidade de transformação de carnes, os administradores da Lusiaves asseguraram que a unidade não incluirá centro de abate de aves (matadouro) e pavilhões de produção avícola, mas rejeitaram a proposta de deslocalização da unidade para a zona norte a ZIG (a oeste da vila), afastada cerca de 1200 metros da malha urbana, apresentada por Manuel Serra (ex-presidente da Junta). Parte dos receios ficaram, ali, esclarecidos. Mas continuavam a pairar os impactos negativos da localização junto à malha urbana.

O teimoso Manuel Serra – um duro difícil de dobrar – insistiu. Já antes tinha procurado saber, junto do vereador Navega, responsável pelos pelouros do Urbanismo e Ordenamento do Território, entre outros, se era possível e qual a abertura da câmara para viabilizar uma localização alternativa, na zona norte da vila, em terrenos urbanizáveis já na posse da autarquia.  O inábil Arq. Navega, apesar de ter um problema bicudo nas mãos, rejeitou liminarmente a hipótese. Mas pior: alimentou a intriga dentro da Comissão Lusiaves ao revelar a diligência do correligionário, tentando matar a conciliadora iniciativa. 

Manuel Serra não se deu por vencido, nem pelo Arq.º Navega nem pelos representantes da Lusiaves. E onde muitos viram uma inevitabilidade – alguns até com gozo, como castigo aos guienses – Manuel Serra viu uma abertura e aproveitou-a. Com certeza munido do aval do presidente Pedro Pimpão apresentou à Lusiaves as vantagens da localização alternativa, tanto para a população da Guia como para a Lusiaves. E saiu de lá com aceitação da proposta sem reservas, e sem exigir reembolso dos custos já efectuados. 

Estas situações tendencialmente conflituantes são, na maior parte das vezes, potenciadas pelas pessoas, pelos egos e pela intriga, e não tanto pela situação em si. 

Desta polémica, saem derrotados e vencedores. O principal vencedor é Manuel Serra; o que contra quase todos acreditou que era possível evitar o inevitável. E evitou. Venceram, também, todos os que contestaram o investimento naquele local. E venceu o Pedro Pimpão que evitou dois problemas... E a Lusiaves que fica com o caminho (mais) livre para avançar com o investimento.

Perdem os outros todos. Os que por acção e inação deixaram correr ou alimentaram a polémica. À cabeça o vereador Pedro Navega, derrotado técnica e politicamente. Alimentou uma polémica onde perdeu em toda a linha, foi ultrapassado pelos acontecimentos, e desautorizado pelo presidente Pedro Pimpão. Perdeu autoridade e legitimidade política. Só lhe resta um caminho: renunciar ao cargo político que ocupa.

Com o comportamento dos outros, nomeadamente os do Oeste, não vale a pena gastar palavras.

10 de maio de 2022

De marcha à ré

 



Não restam dúvidas de que este é o executivo mais atlético de todos os tempos, e por isso nada melhor que uma obra que puxe pela caminhada, pela corrida, pela marcha e afins para  marcar o início das inaugurações da era Pimpão, mesmo que tenha sido projectada e praticamente toda ela executada pelo antecessor. 

No sábado, a inauguração do passadiço serviu para percebermos que recuámos 30 anos no que respeita a estes cerimoniais. Diogo Mateus tinha acabado com a pepineira terceiro-mundista do nome nas placas, mas eis que o Pedro fez regressar esse laivo narcisista, o que augura tudo de bom. Aliás, não lhe faltou nada. Nem o próprio Narciso...

Para compor o ramalhete, lá estava alinhado o executivo, ao estilo "vamos ali ao Belas Clube de Campo". Se governar a Câmara assim tão airoso como posar para as fotos, ninguém parava Pombal. 

O pior é é a realidade. 

5 de maio de 2022

Sai um requerimento para dispensar o doutor Coucelo

Quis o Professor que o doutor Coucelo o substituísse como presidente da mesa da AM, na parte final da última reunião.

E quis o João Pimpão que o debate de uma das recomendações da Bancada do PS passasse de imediato à votação, depois de algum debate mas antes que duas inscritas da bancada do PS usassem da palavra.

Gerada a polémica, o doutor Coucelo justificou, com o tom doutoral e sapiente que se lhe conhece, que perante “o requerimento para que se passe de imediato à votação, o presidente coloca à assembleia, em geral, se aceita o requerimento ou não”. E acrescentou, com a certeza que gosta de colocar em tudo o que diz, que “é assim que se passa em qualquer lado, …, é assim, sempre foi, nesta assembleia e em todas as outras.”  

Com estes argumentos o doutor Coucelo nem se deve ter dado conta que para o papel a que reduz a sua presença é perfeitamente dispensável – qualquer administrativo da câmara marca as faltas e a ordem das inscrições (papel que lhe tem estado reservado). 

Mas o pior da questão não é a interpretação minimalista que o doutor Coucelo faz do cargo de presidente da mesa da AM, com isso pode bem o regime. O Pior é o doutor Coucelo aplicar aquelas regras, não estabelecidas no regimento, por desconhecimento ou má-fé (coartar a palavra a membros inscritos).

Se o fez por má-fé é muito grave. Se o fez por desconhecimento das práticas parlamentares também é grave, já que anda nisto há mais de três décadas – é o mais antigo.

Um presidente da AM não se pode limitar a colocar à votação um requerimento oral ou escrito de passagem à votação, porque, ao fazê-lo, está a impor à assembleia a chamada ditadura da maioria. Ou seja, se assim fosse, a maioria poderia simplesmente erradicar o debate da assembleia; e sem debate a assembleia deixa de fazer sentido, perde totalmente a sua essência e a sua razão de existência. Assim, deve, primeiro, avaliar a pertinência do requerimento (se o debate se continua a justificar ou não); e, depois disso, no caso de o considerar pertinente (e naquele caso até seria lógico considerá-lo pertinente), deveria comunicar à assembleia que não aceitava mais inscrições e colocaria o requerimento à votação depois do uso da palavra pelos inscritos.

Elementar, doutor Coucelo; a bem do respeito pelos princípios democráticos.    



3 de maio de 2022

Comissão Lusiaves – a hipocrisia no seu esplendor

Antigamente, as crianças de tenra idade eram educadas – entre outras coisas - para não mentirem, porque era feio, dizendo-lhes “se mentires caem-te os dentes”. A profecia cumpria-se, mas o método não provou.

Se a profecia se cumprisse com os adultos, Daniel Ferreira tinha perdido os dentes todos, na AM, quando apresentou o relatório da Comissão Lusiaves. Deu-se ao desplante de afirmar que os trabalhos da comissão decorreram “com bom entendimento e cordialidade entre todos os membros da comissão”, quando eles sabem, e nós também porque já aqui o contámos, que o ambiente entre os membros da comissão foi de cortar-à-faca, com condicionamentos de vária ordem, acusações, traições, ameaças, e ofensas entre os membros da comissão e a exteriores – algumas com inequívoca dimensão criminal.

Apesar de a comissão ser constituída por “políticos” supostamente socialistas, sociais-democratas e liberais, quiseram, logo à partida, limitar a liberdade individual, com a imposição do conhecido “centralismo democrático”, típico de partidos e criaturas pouco democráticas, numa matéria onde a transparência das posições políticas deveria ser uma condição básica. Nesta obsessão controladora distinguiram-se os dois representantes do PS, que, sentindo-se impotentes para aplicar os seus métodos, quiseram escorraçar um membro da comissão. Como não o conseguiram, fizeram uma participação ao presidente da AM, exigindo a sua exclusão, unicamente por este não aceitar o pacto de sigilo e a limitação da sua liberdade individual de acção por fazer parte da comissão. Soube-se agora, no decurso da AM, que os controleiros mais empedernidos, os do PS, partilhavam a informação recolhida com o seu grupo.

Quando a coisa aqui foi exposta, perceberam o ridículo da situação; um deles não foi sequer à AM, o outro meteu a viola no saco e esperou calado que ninguém trouxesse à baila a inenarrável participação.

Na AM, o relatório continuou a ser arma de arremesso pessoal e político, alvo de todo o tipo de tropelias. Foi distribuído no dia da reunião – contra todas as regras elementares da seriedade e responsabilidade política -, usado para mais despiques e consumições, e acabou aprovado sem ser lido (excepto os membros da comissão) - o presidente da AM nem as conclusões/decisão leu, como se viu!

Não saímos disto, desta zanguizarra que só descredibiliza a política e as instituições.



2 de maio de 2022

Exploração de inertes; Interesse público?!

Os paradoxos são coisas estranhas, fora do senso comum e aparentemente ilógicas, mas ao mesmo tempo muito elucidativas.

A câmara levou à AM um pedido de uma empresa privada que solicitava a extensão da zona de exploração de areia, na periferia do aquífero da Mata do Urso, acompanhado de um parecer favorável alicerçado no designado interesse público da exploração.

Sendo a matéria sensível, e alicerçada unicamente no difuso conceito/critério do “interesse público”, que por cá ainda ninguém quis e soube densificar, deu polémica e proporcionou todo o tipo de contradições e situações patéticas.

Nada como um paradoxo para fazer luz sobre o verdadeiro pensamento dos nossos políticos sobre questões fundamentais. O apregoado “interesse público” sai-lhes da boca recorrentemente, nomeadamente quando não encontram verdadeiros argumentos, mas na hora da verdade é um empecilho sempre pronto a pregar-lhes rasteiras.

Rico empecilho!


Sexta Quezília – entre “amigos”

Na última assembleia municipal, o João Pimpão foi a “vedeta” da sessão: discorreu sobre todos os assuntos da agenda; respondeu a todos as questões colocadas ao irmão, rebateu todos os argumentos e opiniões dos opositores; e até colocou a mesa em sentido.

O Pedro está como “presidente da Junta”. Mas o João é o verdadeiro “Presidente da Junta”.

Enquanto não há eleições, o João a Director Municipal. Já!


1 de maio de 2022

Discussão do Relatório de Gestão 2022 – bateu-se no fundo

A sessão da AM de Abril, onde se discute e aprova (ou não!) o Relatório de Gestão do ano anterior, é - ou deveria ser - a mais importante.

O vídeo abaixo mostra uma síntese medíocre e enfastiante do “debate”. Sem mais palavras…


PS: Perante os elogios da bancada da maioria ao relatório, o PS nem foi capaz fazer a pergunta mais óbvia, que arrumava a questão de vez: mas se o Relatório de Gestão - onde supostamente está plasmado o desempenho do executivo - é assim tão bom, porque é que os senhores correram com todo o executivo que o executou? 

Quinta Quezília – Entre (In)Pares

O nosso bem conhecido João Pimpão – agora o verdadeiro “presidente da junta” – está cada vez mais forte. Naquela assembleia, distribui fruta por toda a gente: seja da oposição, dos seus ou até da mesa. 
O presidente da mesa em exercício fez-lhe um justo reparo, por ele ter usado e abusado do ponto “Informação do presidente” - que se destina unicamente a pedidos de infirmação ao presidente - para fazer uma longa intervenção, no registo de líder da oposição.
O João não gostou. E sem autorização para intervir destratou o presidente, dando a entender que o doutor Coucelo ainda estava (era) do 24 Abril e ele do 26 Abril. 
Quem diria! A pimpolhada já mete (já quer meter) na ordem a aristocracia. 


30 de abril de 2022

Quarta Quezília – O Telmo e o Professor

O Telmo - sobrevivente político do afundado CDS-PP – é uma espécie de monge solitário que se dedica a peregrinar pelas capelinhas onde o aceitam e a pregar aos infiéis. Faz isto porque acredita que, assim, ressuscitará o defunto. 
O Telmo e a sua madre são criaturas com muita fé; para além de acreditarem em milagres e na salvação das almas, acreditam que havendo fé tudo se consegue, independentemente das regras e da ética, nem que seja preciso fazer figuras tristes - como estas. 



PS: Não foi só Telmo que infringiu as regras. Mas como, por cá, os desejos e o moralismo sobrepõem-se sempre às regras, e havia que agradecer a caridade ao presidente e à nossa madre de Calcutá, siga…  

Ir à lã e ser tosquiado


Enganaram-se redondamente os que julgaram que José Gomes Fernandes não voltaria à Assembleia Municipal, depois dos episódios de fevereiro. Em nome da verdade, confesso: também eu o julgava de espinha mais direita, perante a sua bancada, que o deixou a falar sozinho. Mas quem anda aqui há 30 anos a destilar fel político deve ter alguma dificuldade em recolher a viola. E por isso voltou. Voltou à fila da frente, para enfrentar os "farisaicos" do PS - como lhe chamou. A JGF  não lhe basta que o PSD seja maioria; é preciso que seja supremacia. O justiceiro líder (?) só tem uma vantagem relativamente a muitos sabujos da sua bancada: di-lo de caras*, com toda a raiva, sem as falinhas mansas que tanto o incomodam. 

Desta vez, Marlene Matias respondeu-lhe à letra. O que o PS precisa de entender é que JGF só percebe aquela linguagem. Não se pode usar de outra.

*veremos, nos próximos tempos, se essa frontalidade se aplica/ou a todas as bancadas da AM.

29 de abril de 2022

Executivo Municipal - Intervenções da Oposição

 

Segunda quezília – entre inimigos de estimação

São conhecidos, entre a classe política local e alguns cidadãos mais informados, os mimos e os desaguisados entre Luís Couto, do Grupo Oeste Independentes, e Manuel Serra, do PSD e do Oeste, e vice-versa, agravados dentro da Comissão de Avaliação da Petição da Amagro, contra o Investimento da Lusiaves (a que voltarei). O último episódio aconteceu na última AM, com Manuel Serra a acusar Luís Couto de irregularidades na sua eleição para a AM e a anunciar a intenção de participar as irregularidades ao Ministério Público.

A política pombalense é uma zanguizarra onde ninguém se entende e todos se atacam e se consomem em despiques estéreis e ataques vis. Mas agora, saltou-se de patamar; já não é só quezília, é ataque à bomba.

Como está, a política local vai fazer vítimas. Mais do que muitos imaginam. 



28 de abril de 2022

Politiqueiros em acção

Hoje, reuniram-se meia dúzia de pimpões nas Meirinhas para, dizem eles, arregimentar a população para exigir junto da Infraestruturas de Portugal – do Governo - um nó de acesso à autoestrada A1, na fronteira entre as Meirinhas e o Barracão.



Para estas cabecinhas voadoras basta desejar uma coisa para ela se tornar possível, útil ou virtuosa. Estes escravos da acção não estudam, não analisam e não quantificam nada. São politiqueiros da tentativa erro, usualmente do erro, que raramente percebem os problemas e nunca acertam nas soluções.

Centrem-se no óbvio, cabecinhas voadoras.


Primeira quezília

A reunião da AM, de anteontem, foi um chorrilho de quezílias. O pátio de comédia – de mau gosto – em que se transformou política pombalense montou definitivamente o seu circo no Salão Nobre.



Ainda não tinham chegado todos os atores, e ainda se estava no ponto prévio de aprovação da acta da reunião anterior, e já Ilídio Mota exigia que o seu aparte, com o qual exigiu, na anterior reunião, que o seu companheiro e líder de bancada José Gomes Fernandes pedisse desculpas aos membros da bancada do PS, por os ter ofendido, senão retirava-se da assembleia juntamente com eles, constasse da acta.

José Gomes Fernandes sentiu a picada e reagiu à sua maneira.

Estava dado o mote para a longuíssima e quezilenta refrega. 

26 de abril de 2022

Liberdade, Igualdade, Fraternidade

No dia em que escrevo há um sol que brilha mesmo que ameaçado por algumas nuvens. O que vislumbro do lado de lá da minha janela poderia ser a  da noite eleitoral de ontem em França: a Democracia vence, mas muitas nuvens permanecem na mente de todos nós.

O lema da Revolução Francesa permanece no nosso imaginário e costuma ser evocado também nas comemorações do 25 de abril em Portugal. Todavia, como em muitos outros aspetos, muito do que se gritava em 1789 está ainda por cumprir.

No nosso concelho do interior, à beira-mar plantado, poderia parecer que a fraternidade se estaria a cumprir. As páginas publicitárias do Município (no FB aparece como comércio local, pelo que se compreende que estejam a tentar vender uma imagem) apresentam com alguma frequência a partilha de algumas migalhas com quem sofre às mãos de um invasor. Nos discursos oficiais, parecem existir campeões em todo o lado em linha com as orientações dos gurus holísticos de autoajuda. Todavia, os nossos idosos continuam ao abandono, as minorias estão esquecidas e guetizadas, as/os trabalhadoras/es continuam exploradas/os e a ter de trabalhar 12, 14 ou mais horas por dia para, no final, ainda escutarem as lengalengas da meritocracia. Que Fraternidade é esta?

Hoje, celebramos a Liberdade. Em Pombal, apesar dos percalços do mau-tempo(!), também a celebramos. Todavia, deveríamos questionar a qualidade da Liberdade quando escutamos tantas pessoas a dizerem que não se manifestam contra as opções do poder vigente com medo de represálias. Que Liberdade é esta?

Mas, acima de tudo, jamais existirá Liberdade, enquanto não existir Igualdade. A primeira nunca se conseguirá cumprir totalmente, enquanto a segunda não estiver garantida. O Município apresentou um Plano Municipal para a Igualdade. Mas este é, claramente, um plano para ficar na gaveta. Acima de tudo porque, em determinado ponto, se faz depender esse plano da existência de verbas externas para o poder executar. Basta esta alínea para perceber que o documento é uma mão cheia de quimeras, pois os planos municipais para a Igualdade são opções estratégias políticas para o território, sem alocação de verbas governamentais. A sua base (o diagnóstico de género em Pombal) tem lacunas metodológicas que apenas se compreendem pelo pouco investimento de quem ordenou a sua execução. Deixo alguns exemplos:

a) questionário de diagnóstico aplicado aos serviços: o município tinha 17 quadros dirigentes, foram aplicados 16 questionários, obtiveram apenas 9 respostas. Que validade tem este diagnóstico?

b) entidades externas: enviados 59 questionários, foram respondidos apenas 25. Não se explicita a qualidade das entidades externas (conselhos de administração? Técnicos especializados?) o que condiciona a leitura da realidade das respostas. Qual a razão de não ter existido uma deslocação às sedes?

c) Quantas ruas com nomes femininos tem a Cidade de Pombal? E o Concelho? Nos últimos 10 anos, que preocupações existiram em termos de toponímia? Que planos para a "década" e este propósito?

d) Quantos livros escritos por mulheres foram financiados pelo município nos últimos 10 anos? Que planos para a "década" e este propósito?

e) qual o espaço que as mulheres tiveram para expor as suas obras nos últimos 10 anos? (Sim, eu sei que a Casa Varela tem uma exposição de Lídia Carrola a decorrer.)

f) qual o espaço musical dado às mulheres, comparando com os homens, nos últimos 10 anos?

g) os estudos internacionais apontam a iluminação das cidades como um fator de desigualdade com prejuízo para as mulheres. Que diagnóstico foi feito a este propósito?

Não é necessário ser-se um perito em Igualdade para perceber muito do que falta cumprir. Basta estar atento e basta querer, efetivamente, mudar. Ao discurso oficial é necessário aliar as ações e essas tardam em aparecer.

Viva o 25 de abril! Viva a Liberdade, Viva a Igualdade, Vida a Fraternidade.


Luís Gonçalves

25 de abril de 2022

Faz de conta que somos pela Liberdade

 


Na primeira comemoração do 25 de Abril que lhe coube em sorte enquanto Presidente da Câmara, Pedro Pimpão fez todo um show off à sua maneira: uma infantilização da cerimónia - e nem sequer estou a falar da escolha do punhado de jovens em representação dos partidos neste regresso da intervenção política (que se saúda). Ora para quem anda nisto há tantos anos, e já assistiu às mais altas comemorações da data na AR, não é desculpável tamanha falha de protocolo. Quem preside às comemorações não é o presidente da Câmara. É o presidente da Assembleia Municipal. Mas como esse agora é líder parlamentar do PSD e tinha que estar em Lisboa, precisamente na AR, e aqui no burgo o partido ainda está a colar os cacos, a nova ambição agora é isto: uma sessão solene sem presidente da Assembleia, nem ninguém que o represente. Adiante. 

Concentremo-nos então no discurso de Pimpão, que apareceu de cravo ao peito, dedo em riste, a encher a boca com a liberdade e o respeito. Repetiu a palavra vezes sem conta, talvez para si próprio. Talvez porque sabe que quem quer ser respeitado tem que se dar ao respeito. Diz o Pedro que quis dar duas dimensões às (suas) primeiras comemorações do 25 de Abril: a liberdade de Imprensa e a liberdade política. O problema é o conceito que o Pedro tem de liberdade de imprensa. Entende-a como mensageira, logo, o jornalista está bom para pé de microfone. A ele não o preocupa nada que tenham desaparecido tantos títulos aqui da terra, porque estes bastam para "veicular as opiniões" - uma das missões que reconhece à imprensa. 

O Pedro está ressabiado com o Farpas. Percebemo-lo agora. Pedro, o democrata, o arejado, aquele que veio depois de Narciso Mota e Diogo Mateus, foi o primeiro a não responder sequer ao convite deste colectivo para participar no aniversário, que aconteceu ontem à noite, com casa cheia e debate vivo, tema inusitado, seis meses depois dele tomar: "poder local em Pombal: que alternativa?". Está 'picado' o Pedro, e não é de agora. Ontem à noite, também a sua sucessora na Junta estava assim. A malta precisa de festa. Alimenta-se dela. E isto de não haver a festa prometida, foi um problema. Como é sabido, estava agendado um festival para estes dias em Pombal, o "Oh da Praça", coisa de arromba, integrado no programa do 25 de Abril, que numa primeira fase foi apresentado aos responsáveis políticos da praça como sendo uma coisa da responsabilidade da Câmara. Mas depois passou para a Junta. E da Junta passou para uma organização de nome "Encant'art", uma suposta associação nova, alegadamente presidida por um velho conhecido dos meandros da animação cultural. Anunciou-se uma tempestade, cancelou-se o festival. De Pimpão, nem um pio se ouviu. Ele, que conta com todos, para quem todos contam, que valoriza tanto a liberdade de imprensa, trouxe a Pombal dois jornalistas "de renome" (Júlio Magalhães e Manuel Queirós), numa quinta-feira às duas da tarde; encheu-se os claustros com uma turma da ETAP, tão interessada que nem uma única pergunta dali saiu. Nem um jornalista da terra. Deu-lhe jeito dizer que é filho e sobrinho de jornalistas. Sim, é. E é lamentável que não se tenha lembrado disso antes. Porque naquele dia, Alfredo A. Faustino - que estava na plateia, a assistir - teria feito uma intervenção muito mais viva e rica que qualquer um deles. Foi confrangedor perceber que nenhum dos dois convidados sabia sequer da existência da Associação de Literacia para os Media e Jornalismo, que desde 2019 faz um trabalho de proximidade com as escolas deste país, em parceria com o Ministério da Educação, apontado como exemplo na Europa. 

De modo que augura tudo de bom o anúncio que fez esta manhã: já que o país tem uma comissão para as comemorações dos 50 anos do 25 de abril, ele também vai criar uma em Pombal. E convidou Luís Marques, antigo jornalista e administrador da SIC, para presidir à estrutura. Sabendo-se da ligação estreita que mantém com Pombal..mal podemos esperar pelas novidades. 

20 de abril de 2022

O Falso Associativismo e a grande promiscuidade

Já muito por aqui dissertei sobre o Falso Associativismo e os seus “empreendedores”, que germina como erva daninha nesta pobre e desgraçada terra que não se governa nem se deixa governar, fomentado por políticos perversos que se comportam baixamente sem terem consciência da sua baixeza. Liga-os uma corrupção moral instituída, aceite por uma boa parte da comunidade, que urge denunciar até que os dedos não enrijem e a voz não se cale. Muitos acreditaram que o profeta Pedro trouxesse alguma decência a esta promiscua relação. Mas os primeiros actos mostraram que as coisas iam continuar iguais ou piores.



Nos festejos de Natal, o Pedro adoptou os promíscuos esquemas do passado: entregou ao amigo Vila Verde, através da Adilpom, a organização dos festejos com um bolo financeiro avantajado. Foi alvo de fortes críticas – e de queixa às entidades fiscalizadoras do bom uso dos dinheiros públicos, diz-se. Desculpou-se com o pouco tempo em funções. 

Agora, para não variar, entregou a coordenação do programa comemorativo do 25 Abril ao presidente-executivo – Né -, que na reunião com os representantes dos partidos apresentou uma proposta de programa que incluía o festival “Oh da Praça”. Houve quem tivesse questionado a entrega de uma iniciativa desta importância e com este orçamento a uma entidade informal ou com formalidade desconhecida em vez de convidar entidades/associações sérias com experiência e competência reconhecida na organização de eventos culturais. O poder fez ouvidos de mercador.

No entanto, passados alguns dias a parte cultural – o “Oh da Praça” - passou, sem se saber por quê, para a junta de Freguesia de Pombal, tal como o subsídio. Logo muitos questionaram a legalidade do processo e da entidade organizadora. Foi explicado que a associação, recentemente criada, tinha como presidente Vasco Faleiro, ex-trabalhador do Café Concerto.     

Nesta terra, farta em Falso Associativismo e em promiscuidade entre este e o poder político, as associações nascem até debaixo das pedras. O Farpas tem a honra de apresentar mais uma grande empreendedora: Catarina Gaspar Pimpão – esposa do Pedro, presidente da câmara (da Junta), que juntamente com o acima referido Vasco Faleiro, de o “Oh da Praça”, constituiu uma associação para promover eventos culturais e todo o tipo de actividades culturais e sociais - com o dinheiro público, com certeza.

Caros leitores, conseguem perceber os esquemas? Ou precisam de mais explicações?

JANTAR/DEBATE DO 14.º ANIVERSÁRIO DO FARPAS

 


19 de abril de 2022

E o essencial, Pedro?!

A câmara de Pombal está entulhada de vereadores, assessores e funcionários ligados ao poder. Mas, pelos vistos, não chegam para o essencial. E o essencial é, no lado substantivo, cumprir as atribuições fundamentais da câmara (onde vamos ter muito que escrever); e, no lado formal, cumprir, por exemplo, os deveres de informação e transparência, obrigatórios na administração pública, tais como, prestar contas, divulgar as decisões, disponibilizar atempadamente os áudios e as actas das reuniões, efectuar as notificações devidas, etc. 



Se no lado substantivo a coisa não é fácil, porque exige conhecimentos, experiência e dedicação - coisas que não abundam por lá; no lado formal basta querer e dispor de algum tempo para as obrigações – coisas que também não abundam por lá, porque gastam o tempo todo a rotear ou a tratar do roteio seguinte.

Continuem na festa, que os desgostos vêm a caminho.

PS: As reuniões do executivo destinam-se, essencialmente, a decidir. Como tal, não faz qualquer sentido assistir a reuniões de várias horas e não se ficar a saber o resultado das votações. É um erro que vem do passado que urge corrigir. O resultado? O resultado é que conta.

Adenda: a câmara respondeu de imediato à crítica e já divulgou parte da informação.