"E na epiderme de cada facto contemporâneo cravaremos uma farpa: apenas a porção de ferro estritamente indispensável para deixar pendente um sinal."
13 de outubro de 2009
Cenas dos próximos capítulos
12 de outubro de 2009
Laranjal
O PSD ganhou; todos os outros perderam. Conforme previ em Janeiro (não era preciso ser o Zandinga), lá vamos ter mais quatro anos de Narciso Mota. A dúvida estava na contabilização dos vereadores. Em Março disse que tudo apontava para os 7-2, como se veio a verificar, mas confesso que, no final da campanha (se calhar por não ter acompanhado as coisas de perto), cheguei a pensar que o PS podia chegar aos 6-3.
Estão de parabéns o PSD e o Eng. Narciso Mota por esta inequívoca vitória: 65,79% dos votos e 16 das 17 Juntas de Freguesia! Esta avassaladora hegemonia partidária nos órgãos de gestão autárquicos, por muito que agrade aos sociais-democratas, não é salutar para a democracia, pois cria no concelho uma enorme teia de interesses, uma espécie de “polvo cor-de-laranja”.
Mas, o povo quer, o povo manda. Plagiando (de forma grosseira) Chico Buarque: ai esta terra ainda vai cumprir seu ideal, ainda vai tornar-se um imenso laranjal...
Rescaldo (II)
O Bloco de Esquerda não tem responsabilidades nesta derrota. Aliás, mantenho é que não tem responsabilidade nenhuma por se ter apresentado e nem ter feito campanha, para além de um artigo num jornal, demonstrando que para além da sua utilização para voto de protesto, é um partido que para pouco mais serve. A CDU teve um resultado abaixo do normal, mas também não é por ter concorrido que ontem perdi. A ausência do CDS pode explicar a subida do PSD (foram 390 votos em 2005 e o aumento do PSD cifrou-se em 311), mas o importante é que o aumento de 571 votos que a minha lista registou, foi muito insuficiente. A única nota menos má, mas sem efeitos práticos, é que se elegeu mais um membro para Assembleia.
Portanto, sem se conseguir convencer o público urbano e dando de barato que o facto de eu ter assumido, ab initio que não exerceria o cargo de forma exclusiva, situação que não me deve ter prejudicado por ser um exercício de transparência, não consegui demonstrar junto da população que a Junta pode ser mais do que aquilo que é.
Por isso, e números à parte, a conclusão é simples: assumindo que o diagnóstico estava bem feito, há que ter tempo para o expor, o que não se compadece com os habituais ciclos políticos de curta duração pombalense. Havia um trabalho de base da anterior bancada da Assembleia de Freguesia que foi muito útil, mas impõem-se agora 4 anos no terreno a demonstrar o porquê de apostar numa alternativa, mantendo sempre presente que o que for bem feito, também será referido (como aliás, a campanha o fez).
Quanto ao PS, que se tirem todas as ilações. Também ali me parece que o diagnóstico já está feito há muito. Haja pelo menos é algum tempo para apurar o que acontecerá.
Uma última nota para a actualização dos cadernos eleitorais: a abstenção aumentou porque para o aumento de 3000 eleitores nos cadernos eleitorais, apenas mais 400 pessoas vieram votar (nas legislativas a realidade é ligeiramente diferente, mas o padrão é o mesmo), o que demonstra que a inflação dos números de eleitores é parcialmente artificial. Isto, reitero, não afecta a legitimidade dos resultados e não tem qualquer outra influência senão na abstenção que, na realidade, pode muito bem ter sido inferior à registada.
Portanto, de rescaldos da Freguesia de Pombal estou falado. Venha o trabalho.
O que não tem remédio
Disse-me isto há uns anos um amigo que trabalhou uma temporada na Ilha da Madeira, e que então percebeu que há povos assim, dignos de estudo. Talvez seja essa a forma de entrarmos no mapa.
Perante os resultados eleitorais que resultaram naquilo que já se adivinhava (e antes de aqui vir esmiuçar esses dados, tarefa que não fica esquecida), há que dizê-lo: esta foi (mais) uma derrota humilhante para o PS (e para Adelino Mendes) e a maior vitória para o PSD e Narciso Mota.
Como o futuro começa hoje, volto a reafirmar o que aqui escrevi há dias. Já só faltam quatro anos.
Rescaldo (I)
Em tempo felicitei o meu directo adversário, mas deixo as minhas felicitações a todos os vencedores da noite. Isso e um agradecimento público à minha inexcedível equipa que merecia bem mais, mas que já mostrou hoje que está completamente pronta para o que aí vem.
11 de outubro de 2009
Porca política
O anúncio foi feito no decorrer do debate promovido pela Cardal FM com os candidatos à autarquia de Pombal, que teve lugar no teatro-cine, na passada quarta-feira à noite.
Surpreendido com a intervenção de Adelino Mendes, o recandidato do PSD, Narciso Mota, levantou-se da mesa e cumprimentou o adversário socialista, como forma de agradecimento”.
É isto a nossa política. Porca miséria.
10 de outubro de 2009
Autárquicas de cá: vitória e derrota
Para o PSD:
Grande vitória: mais de 65% dos votos e todas as Juntas de Freguesia;
Vitória: mais de 50% dos votos e 13 Juntas de Freguesia;
Derrota: menos de 50 % dos votos ou menos de 13 Juntas de Freguesia;
Grande derrota: menos votos do que o PS.
Para o PS:
Grande vitória: partido mais votado;
Vitória: mais de 35% dos votos e 5 Juntas;
Derrota: menos de 35% dos votos e menos de 5 Juntas;
Grande derrota: menos de 30% de votos e sem Juntas.
A CDU e o BE não têm responsabilidade, nem expectativas. Participam. Logo, não se pode falar em vitória ou derrota.
9 de outubro de 2009
Toda a verdade
O Centro Cultural (só eu e mais meia dúzia é que nos devemos lembrar de que se chama assim), vulgo Celeiro do Marquês. Exemplo maior de que uma autarquia pode e deve preservar e aumentar o património, mas com o mínimo de estratégia. Verdade?
O Arquivo Municipal, cujo nascimento teve o dom de tocar o coração mole do presidente que assim reparou (?) um dos erros cometidos ao longo dos anos com vários recursos humanos. Podia e devia ter outro papel e outra função. Verdade?
A Praça Marquês de Pombal, onde enterrámos dinheiro a rodos para a utilização que se sabe, contando já com o parque, verdade?
Sim, há outra verdade: o engenheiro fez muitas obras. Talvez tantas quantas tinha obrigação de fazer, ele ou outro, desde que com meios à disposição. Mas faltou-lhe (e há-de continuar a faltar) rasgo. Visão. Às vezes convenço-me que não aprendeu nada em 16 anos. De cada vez que ouço falar do concelho charneira humanista e solidário, ou de como "não podemos ser sectários", belisco-me.
De tudo o que ficou por fazer por esta terra ao longo de tanto tempo, custa-me particularmente não termos um parque verde. O meu filho fez-se rapazinho sem nunca ter tido esse privilégio. Gastámos dinheiro (sim, porque o dinheiro é nosso, dos que aqui moramos e aqui pagamos impostos) a ajardinar para encher o olho de concursos floridos, num vislumbre de qualidade de vida que é uma falácia.
Eu tinha pouco mais de 20 anos quando Narciso Mota aqui chegou. O tempo passou, a vida correu, e o homem nunca mais daqui saiu.
Talvez seja mesmo verdade a máxima: cada povo tem aquilo que merece.
7 de outubro de 2009
O filme do ano, numa noite única
E aqui fica o excerto do programa.
Autárquicas em Pombal
Neste marasmo, João Alvim faz a diferença. Porque acredita, arrisca, envolve e inova. Vai ganhar? Já ganhou!
As eleições para a Assembleia Municipal
Durante as campanhas autárquicas há uma grande tendência para minorizar as eleições para a Assembleia Municipal. Ora, em Pombal, a verdadeira oposição aconteceu neste órgão autárquico.Tanto o PS, com o excelente trabalho dos seus eleitos municipais - contrastando com o triste prestação dos seus vereadores -, como o PCP, com a denúncia de várias situações no período dado para intervenções do público, conseguiram marcar, várias vezes, a agenda política.
6 de outubro de 2009
O papel do porco
De modo que estranhei, quando me contaram, domingo à tarde, que a candidatura do camarada Alvim não tinha para vender (sim, é verdade, ainda há campanhas que precisam de vender os comes e bebes e não têm papas e bolos para dar) umas bifanas na Praça Marquês de Pombal. Está bem de ver que todo esse incómodo era escusado se o repasto fosse porco no espeto. Para a próxima aprendam meninos. E pensem grande!
(Afinal diz que não, que não há crise, que até nunca houve tanto dinheiro. Mas isso devem ser os ressabiados do PSD que são más-línguas, ao ponto de a dobrarem com jeitinho, antes que a mordam e morram envenenados)
2 de outubro de 2009
A obra do senhor engenheiro
O engenheiro Narciso Mota, no seu site de campanha, usa as imagens e o grafismo do Boletim Municipal para ilustrar a obra feita durante o seu mandato. Apesar da referência “Fotografias e dados cedidos pela Câmara Municipal de Pombal” considero que o seu uso é completamente abusivo.
Debate cancelado
Para cabal esclarecimento, aqui fica a nota informativa do RL ao leitores.
1 de outubro de 2009
Atestado de mediocridade
Decorreu ontem, no Cine Teatro, o debate entre os candidatos à presidência CMP. Mas, a bem da dignificação da política, não deveria ter acontecido. Ainda bem que não foi visto por muita gente. Formam duas horas, duas horas, de um espectáculo patético e deprimente, proporcionado por candidatos sem nada para dizer, que da missão de presidente da câmara só devem conhecer o nome, e que, ao serem solicitados para usar da palavra, só despejavam banalidades e imbecilidades; e por moderadores perdidos na tentativa de intercalar monólogos desconexos. Um verdadeiro atestado de mediocridade política e uma vacina anti-politica local.PS: Mesmo o discurso de Adelino Mendes, com ideias arrumadas, foi abafado por aquilo.
O grande jantar da Guia
Ora, este facto, já seria por si só uma dor de cabeça para Narciso Mota. Porém, o jantar promete muito mais. Qual fénix renascido das cinzas, José Gomes Fernandes também lá vai. Este cocktail já ameaçava ser suficientemente explosivo, mas eis que se junta Luís Garcia. Lembram-se deles? Narciso lembra-se, tenho a certeza. Para cereja do bolo, consta no mentidero que esta será a primeira reunião preparatória da era pós-Narciso, uma espécie de primeira abordagem para as autárquicas que hão-de vir, quando ele se reformar disto.
Talvez assim se perceba por que razão o homem prefere ir ao jantar, em vez de ocupar o seu lugar, no debate de amanhã à noite, promovido pelo jornal de maior tiragem no distrito, onde trabalha esta vossa amiga. A propósito, digam lá ao engenheiro que fique descansado, que apesar de o terem informado que o debate seria moderado pela minha pessoa, é pura intriga da oposição. É verdade que tenho moderado outros, noutros concelhos do distrito, mas em Pombal neste momento sou apenas e só uma cidadã atenta, munícipe exigente, eleitora comum. E é nessa qualidade que me desgosta não o ver por lá, pois que ainda não tive o prazer de o ouvir nesta campanha. Que chatice.
30 de setembro de 2009
Ausência oportuna
Há ausências oportunas!
Irresponsabilidade (II)
Mas a discussão serviu, pelo menos, para compreendermos melhor o péssimo desempenho da ETAR e a consequente poluição e destruição do rio a jusante da desta. Ficámos a saber que a ETAR Municipal recebe os efluentes industriais sem qualquer tratamento o que compromete o tratamento dos efluentes domésticos para os quais a ETAR foi dimensionada.
Da pobreza da campanha à promessa dos debates
O que interessa agora é que hoje à noite Pombal recebe o primeiro de três debates entre os quatro candidatos à Câmara. Não há fome que não dê em fartura, lá diz o povo. Por razões suspeitas apelo à vossa presença no debate de sexta-feira, sem prejuízo dos (e)leitores assistirem a todos. Além do mais, o Teatro-Cine está a precisar de algum uso. A ver se isto anima.
29 de setembro de 2009
Irresponsabilidade?
Decorreu hoje a última AM deste mandato. Fui lá por obrigação e para me despedir. Anunciei na minha intervenção no período de antes da Ordem do Dia que iria fazer a minha última intervenção, na qual faria um pequeno balanço do mandato. Tinha decidido que na última assembleia, e com uma agenda sem assuntos polémicos, deveria primar pela descrição. Não foi possível. Porque, à última da hora, foi introduzido um ponto à Ordem de Trabalhos que continha uma proposta “irresponsável” (foi assim que um vereador da maioria a classificou numa conversa no final da reunião) e, consequentemente, o caldo entornou-se.Na gestão da coisa pública as coisas têm que ser transparentes, tem que haver regras, temos que saber o que estamos a aprovar e não se passam cheques em branco. Por isso votei contra. Fui o único. O resto do pessoal já está em campanha, o que interessa são os votos.
28 de setembro de 2009
A derrota da CDU
Como toda a gente afirma, a CDU perdeu as eleições de Domingo. Deixou de ser a terceira força política do país para passar a ser a quinta. Este facto parece estar assente numa lógica irrepreensível, apesar de ter havido mais 15 000 eleitores que confiaram o seu voto nessa coligação.
O problema é que a força da CDU não é visível apenas no Parlamento. Contrariamente ao CDS e ao BE, que esgotam a sua intervenção política no Parlamento e na comunicação social, a CDU tem uma forte implantação social, visível, por exemplo, nos sindicatos. Num cenário de maioria relativa, este facto deveria preocupar o PS. Se fosse eu que mandasse, tentaria um diálogo à esquerda, por muito que isso custe ao eng. Sócrates e aos socialistas que ainda não fugiram para o Bloco (e foram muitos nestas eleições).
Day after
Quanto a ontem, abre-se agora a dúvida sobre qual o formato do Governo. Por muito que eu gostasse de expôr o Bloco de Esquerda, o que é certo é que mesmo dividindo os votos dos círculos da emigração, PS+BE contarão com 114 votos (a 2 da maioria absoluta). Com o BE no Governo, rapidamente a sua base de apoio evaporará, e não passaria muito tempo até que fosse inevitável surgir uma nova coligação ou mesmo novas eleições. A solução PS+PSD parece naturalmente excluída (e convenhamos, que de todas as combinações, é francamente a pior por ser a mais propensa ao atrofio da actuação política), sobrando a solução PS+PP. Excluo a hipótese PS+BE+CDU, porque os tempos das Frentes Populares já lá foram. Como estaremos em campanha nas próximas duas semanas, ficará por aí a sombra a pairar.
Sobre vencedores e vencidos, José Sócrates vence, sem sombra de dúvida, mas é Paulo Portas aquele que tem mais razões de satisfação. Louçã não consegue tornar o BE na 3ª força, mas os votos e deputados obtidos geram uma vitória com sabor amargo. Já Manuela Ferreira Leite perde (e assume, sem ambiguidades, o que é sempre de registar) e Jerónimo de Sousa também (mesmo que insistam, como sempre, na tese contrária), apesar de ter mais 1 deputado que em 2005. E venha o Governo que se segue.
Eu voto, tu votas, ele não aprende
Agora, que a noite caminha para o dia, podemos sempre concluir que em Pombal nem tudo está na mesma: O PS ganhou na freguesia/cidade (por apenas cinco votos, mas ganhou), mais na Redinha. É claro que este é e será, enquanto houver PSD, um laranjal. Mas ali na Rua Alexandre Herculano haverá quem fez contas estas noite, talvez até esperançado em ver estes resultados repetirem-se daqui a 15 dias. E na Luís Torres também se devem ter feito contas. O CDS há-de roer até as unhas dos pés por não apresentar candidato em Pombal. E o BE ainda não deve ter percebido bem como é que em política é possível fazer castelos no ar e ter gente a acreditar que são reais. Apraz-me também ver a subida da CDU, naturalmente. Porque o meu país caminha para a esquerda e o meu concelho ainda é Portugal.
Eu, que acredito cada vez menos nos políticos e me desencanto todos os dias com mais um ou outro, não vejo aqui os resultados das autárquicas, embora neles leia alguns sinais. E por isso faço votos para que o povo (pelo menos) vote. Já é bom sinal.
E durante muito tempo há-de martelar-me na cabeça a frase de Sócrates, no Altis, dirigindo-se aos fotógrafos: "façam o favor de se baixarem, que eu gostaria de falar às pessoas". Diz ele que "o povo falou bem claro". Só é pena que ele não tenha entendido.
27 de setembro de 2009
Legislativas: vitórias e derrotas
Para o PS:
Grande vitória: maioria absoluta (improvável);
Vitória: 6 pp acima do PSD;
Derrota: vitória tangencial;
Grande derrota: perder as eleições.
Para o PSD:
Grande vitória: ganhar com um score que permita maioria na AR com o CDS;
Vitória: maior número de votos
Derrota: ficar atrás do PS;
Grande derrota: ficar 6 ou mais pp atrás do PS.
Para o BE:
Grande vitória: mais de 15 % e terceira força política (sem maioria absoluta do PS);
Vitória: terceira força política e sem maioria absoluta do PS;
Derrota: menos de 10% ou maioria absoluta do PS;
Grande derrota: quarta ou quinta força política ou maioria absoluta do PS.
Para o PCP:
Grande vitória: mais de 10 % ou terceira força política, sem maioria absoluta do PS;
Vitória: terceira força política ou quarta à frente do BE, sem maioria absoluta do PS;
Derrota: maioria absoluta do PS ou quarta política sem possibilidade de fazer maioria com PS;
Grande derrota: maioria absoluta do PS ou quinta força política sem possibilidade de fazer maioria com PS.
Para o CDS:
Grande vitória: mais de 10 % e maioria com o PSD;
Vitória: terceira ou quarta força política e score que permita maioria com vencedor;
Derrota: maioria absoluta do PS ou sem score que permita fazer maioria com o vencedor;
Grande derrota: maioria absoluta do PS ou sem score para fazer maioria com o PS.
25 de setembro de 2009
Desarranjo
O que se lá fez - alargando a alegada placa central com uma diferença de altura quase imperceptível em relação à estrada - serve exactamente para quê, excepto para os carros passarem por cima, porque também não percebem o objectivo? É que não havendo sinalização, com as fitinhas de obras na rotunda (que belo aspecto) e com o facto dos carros que vêm das ruas que dão acesso à Avenida terem que se chegar bem à frente porque não têm visibilidade, não houve ali mais que um desarranjo que, em bom rigor, disfarça mas não resolve.
Sei também que a falta de civismo é uma parte determinante, mas em vez de invenções que tal soluções?
24 de setembro de 2009
A questão da esquerda
Durante a campanha extremaram-se posições, o que é normal. Mas, se os partidos políticos tiverem sentido de responsabilidade, como espero, terão que saber interpretar o sentido do nosso voto: queremos um governo do PS que consiga entender-se com os partidos à sua esquerda.
Mas o desafio não é só para o PS; é também para a CDU e para o Bloco. Quanto a mim, este é talvez o maior desafio político, stricto sensu, que se coloca à esquerda portuguesa desde a nossa adesão à Europa.
23 de setembro de 2009
A CERCIPOM DESCENTRALIZA
21 de setembro de 2009
CRISES ECONÓMICAS E O DESEMPREGO

Diga lá em que dia é
Chegou tarde, mas em forma. E então anunciou uma sessão qualquer, no Expocentro, onde serão apresentados todos os candidatos a todos os orgãos autárquicos, pelo mesmo PSD. Contaram-me as minhas 333 fontes que lá estavam, que o homem convidou dali toda a gente: "Comunistas e tudo", pois que "haverá lá quem asse uns churrascos". Isso, sim, é ser presidente de todos os pombalenses. De uns mais do que outros, é certo, mas não deixa de lhe ficar bem esta atitude. Estou a modos que...sensibilizada. Vai-se a ver e ainda me amolece este meu duro coraçãozinho, que corre o risco de ficar tão humanista e solidário...a pontos de deixar de ser vermelho.
20 de setembro de 2009
18 de setembro de 2009
VAMOS ELEGER OS NOSSOS DEPUTADOS!




16 de setembro de 2009
Serviço ao Munícipe ou Propaganda?
Só gostava de saber uma coisa: isto é um novo serviço ao munícipe ou propaganda política? A ver vamos…
O síndroma da inauguração
Perante a primeira hipótese, parece-me justo. Mesmo que eu tenha sempre alguma dificuldade em perceber a diferença entre dinheiro da Câmara e do Governo, já que ninguém me tira da ideia que é tudo nosso, pago por nós.
Se a resposta estiver na segunda possibilidade, significa que continuaremos em apuros.
15 de setembro de 2009
Coreto ou Barraca?
14 de setembro de 2009
Choremos todos
É claro que o rapaz não faz ideia do que é Pombal, nesta matéria. Se fizesse, desconfio de que o post não se chamaria "choradeira", mas antes "depressão profunda", que é o estado em que ficamos quando nos parece que nada tem remédio.
13 de setembro de 2009
Centro Educativo de Carnide
Foi hoje inaugurado, com alguma pompa e circunstância (ou não estivéssemos nós em campanha eleitoral), o Centro Educativo de Carnide (CEC). É um equipamento moderno, com várias valências e excelentes condições para as crianças e para os profissionais ligados ao processo educativo.Fico feliz por o meu País estar a proporcionar às crianças, desde tenra idade, todas as condições para se desenvolverem e serem felizes. E valorizo-o ainda mais porque sei o que a escola antiga fez, logo na escola primária, à minha geração. Bem sei que hoje é fácil estarmos de acordo acerca da importância destes equipamentos, mas recordo com alguma mágoa os discursos inflamados e ferozes contra o governo e a ministra da educação por causa do encerramento das velhas escolhas, sem condições e sem crianças, que tanto contribuíam para o insucesso escolar.
Espero que alguns dos políticos que assistiram aquela inauguração (e outros) tenham feito um mea culpa e iniciado o acerto do passo com o progresso.
11 de setembro de 2009
história do tenor desafinado
O senhor engenheiro ao natural
Irrita-me este ar dengoso.
Cada vez lhe encontro mais semelhanças com o outro engenheiro. Só lhe falta dizer mais vezes "hã..."
10 de setembro de 2009
A falácia da asfixia democrática
8 de setembro de 2009
Novo Centro de Saúde
Reivindicou? Mas ele já o prometeu em 1997, 2001 e 2005.
Engana-me, que eu quero...
5 de setembro de 2009
Atentado ambiental e paisagístico
4 de setembro de 2009
mouraguedesgate, tão longe e tão perto
Sabendo à partida que não há anjinhos no Governo, que Sócrates lida mal com quem assume opinião contrária (já escrevi noutros tempos que ele e o "nosso" engenheiro têm muito mais em comum do que se imagina), há uma verdade absoluta que importa lembrar: Quem manda nas empresas são os administradores. Por saber do que falo, fico sempre triste quando vejo uma administração baixar-se até rastejar de língua no soalho, polindo o caminho. Temos por cá exemplos potentes, como muitos sabemos. Por isso, a "sorte" de um qualquer jornalista nos tempos que correm chama-se mesmo entidade patronal e reveste-se da firmeza e da índole de quem nos gere, percebendo que todos ganham muito mais se forem árvores, que morrem de pé, em vez de arbustos que secam mal acaba a primavera. Porque não haja ilusões: Hoje temos sócrates como tivemos santana. E antes disso tudo houve Cavaco, esse "mestre" na arte de silenciar, que agora já não come bolo-rei nem faz chamadas à polícia de intervenção. Agora já não se mete nos assuntos da Ponte nem da Pereira Roldão.
E depois agora temos blogues, como este, numa terra onde por causa de um blog ficou uma história dessas para contar. A diferença é que Moura Guedes não sai dos saltos nem consta que ande a contar os trocos do salário para as contas de supermercado. A nós, o que nos vale, é que vivemos num concelho charneira, humanista e solidário. E quem perceber este chavão nunca tem chatices na vida. Nem precisa de ter sorte com os patrões.
Espuma dos dias
3 de setembro de 2009
BLOCO DE ESQUERDA

2 de setembro de 2009
As Obras do Regime (II)
Está na altura de gastar lá mais uns cobres na recuperação e requalificação da obra (como costuma dizer o Presidente Narciso Mota). E, como os trabalhos não são de grande monta, a coisa, se acelerada, ainda se (re)inaugura antes das eleições. Não podem perder muito tempo…
31 de agosto de 2009
Propaganda chocante
A quantidade de outdoors que povoa as cidades e as rotundas deste pobre País choca o mais desatento e é revelador do nosso subdesenvolvimento. Estamos em crise? Não parece. Mas colocar grandes outdoors, para a câmara e, vejam bem, até para a JUNTA, é obsceno.Quem paga? NÓS, NÓS e NÓS, de todas as formas.
Havia necessidade?
O nosso Parque Verde
Em Pombal faltam espaços verdes porque o betão engoliu quase tudo. Mas os nossos visitantes descobriram, no Barco, uma zona verde, constituída por enormes silvados, que utilizam como parque de campismo selvagem. E assim se polui e degrada, ainda mais, uma zona nobre da área urbana da cidade, se reforçam os riscos de incêndio e se compromete a saúde pública.
Até quando?
28 de agosto de 2009
Crimes no urbanismo
A notícia relata como foi apanhado o arquitecto aprendiz de vigarista. E os alfacinhas têm a mania que são muito espertos! Na província os arquitectos vigaristas já não são apanhados desta forma, são muito mais sofisticados, a coisa não é feita de forma tão directa, tipo toma lá dá cá, passa por umas triangulações mais elaboradas, mais dissimuladas e, acima de tudo, mais protegidas.
Anjinho!
Calhaus e Ideias
27 de agosto de 2009
Subscrevo
Eleições e Candidatos
Olhando para o perfil dos candidatos aos próximos sufrágios não são expectáveis melhorias na acção politica. Estou convencido que os critérios de escolha dos candidatos foram, na maioria dos casos, unicamente os definidos na lei: ter capacidade eleitoral activa. Só assim se compreende que as listas estejam povoadas em lugares ilegíveis de gente mal preparada, mal empregada, desempregada ou à procura do primeiro emprego (digno desse nome). No entanto, como o nível de exigência está muito baixo concedo que o recrutamento de candidatos para uma Junta se faça entre a população desempregada ou mal empregada, julgo até que para uma Junta o facto de o candidato estar desempregado poderia ser um dos critério de selecção e até de voto, mas baixar os critérios de selecção a este nível para os órgãos da Câmara ou para deputado da República é demais.
Por este caminho a actividade política rapidamente se transformará na mais rasca das actividades lícitas.
As Obras do Regime (I)
Em Abiúl, mais concretamente no Ramalhais, foi construído um ringue, no cimo de um monte, junto à casa de um activo membro da Junta, contra a vontade da população e da Associação Desportiva Local; longe dos núcleos populacionais, da Escola e do Campo de Futebol, sem balneários e sem uma simples Casa de Banho.Resultado: não é utilizado, está abandonado.
É o regime no seu melhor.
25 de agosto de 2009
Recomendação aos políticos
Numa determinada terra as pessoas decidiram homenagear o velho padre pelos pelos seus 25 anos de trabalho ininterrupto à frente da Paróquia. Um político, importante, da região, membro da comunidade, foi convidado para entregar o presente e proferir um pequeno discurso durante o jantar, mas atrasou-se.
O sacerdote, incomodado com a espera, decidiu proferir umas palavras, disse:
- “Tive a minha primeira impressão da Paróquia na primeira confissão. A pessoa que se confessou disse-me que tinha roubado um rádio ao vizinho e dinheiro aos pais e na firma onde trabalhava, que se tinha dedicado ao tráfico de droga e que tivera aventuras amorosas com a esposa do patrão e até tinha transmitido uma doença à irmã. Fiquei assustadíssimo... Pensei que o Bispo me tinha enviado para um lugar terrível. Mas fui confessando mais gente, que em nada se parecia com aquele homem... Constatei que na realidade a Paróquia estava cheia de gente responsável, com valores e comprometida com a sua fé. Vivi aqui os 25 anos mais maravilhosos do meu Sacerdócio”.
No momento em que o padre terminou a sua curta intervenção chegou o político. O padre passou-lhe imediatamente a palavra. O político, depois de pedir desculpas pelo atraso, disse:
- “Nunca mais vou esquecer o dia em que o senhor padre chegou à nossa Paróquia. Como poderia? Tive a honra de ser o primeiro da Paróquia a ser por ele confessado!”
Moral da história: nunca chegar atrasado.
21 de agosto de 2009
ETAP, verdade?
Desbarata-se dinheiro em tanta coisa fútil e depois falta dinheiro para capitalizar a escola e respeitar os compromissos.
Escola de referência? Olha se não fosse!
E já agora...
Guia prático para as festas populares
1 - Não chegar atrasado à missa. Para isso já basta o José Neves mais velho, no Louriçal, que depois atravessa a capela/igreja toda para se fazer notar. Só que isso do protocolo não é o pão-nosso-de-cada dia e...a malta não percebe.
2 - Acompanhar a procissão no meio do comum dos mortais (bem sei da Gripe e tudo e tudo, mas assim sempre dão um ar de quem não se importa de levar um banho de povo), ao invés de seguirem o padre debaixo do pálio, se o houver.
3 - Deixar em casa a gravata e/ou casaco do fato, pois que não há nada mais deprimente que uma camisa molhada de suor, para além do desagradável que se torna levar um beijinho* ensopado. Opte por camisas de linho e/ou t-shirts de algodão leve e fresco. O engº Narciso deve apostar mais nestas e menos naquelas camisetas/pólos que estão fora de moda. Já o Adelino deve apostar mais nos jeans, que ainda está na idade.
4 - Escolher bem os membros da comitiva, pelo menos nestas ocasiões. Isto é: há aqueles rapazes que andam na noite e que depois têm uma certa dificuldade em andar de dia, mesmo que seja nas festas populares. Têm normalmente atitudes a despropósito e a malta nota-lhe o ar de enfado. (Veja lá se tem mão neles, engº)
5 - Isto de arraiais e festas carece de alguma preparação prévia. Se não tem grandes hábitos de beber refrescos, comece pela mini. Vai ver que lhe dará um jeitão no contacto com o povão. Depois é só juntar-lhe tremoços e pevides, pôr o seu melhor sorriso e ouvir. Por alguma razão Deus nos dois dois ouvidos, e só uma boca.
19 de agosto de 2009
Mais uma grande obra do regime
Mais uma grande obra do regime! E paga o Zé, e a Maria…
A campanha on-line

Um "estrangeiro", como eu, pode agora consultar o blogue do Narciso Mota que, pelos vistos, lá arranjou tempo para escrever em blogues (as voltas que o mundo dá...), o site do Adelino Mendes, o blogue do Alcides Simões. Como se pode ver, todas as candidaturas optaram pela personalização da campanha. Não gosto. Mas isso talvez se deva a facto da minha formação privilegiar os projectos colectivos...
Também as candidaturas à junta se começam a perfilar no ciberespaço. Temos o site e o blogue, do João Alvim (sem dúvida o candidato mais habituado a estas andanças), o site e o blogue do José Neves (o homem tem também, pasme-se, facebook, hi5, etc), o site do Dinis Martins.
Passou-se do oito para o oitenta! Agora tudo tem site, blogue, facebook, hi5, twitter e sei lá mais o quê. Eu até comprendo essa parafernália no João Alvim. Como já anda há muitos anos nisto, definiu estratégias diferentes para o site e para o blogue (basta ver a inteligente escolha dos títulos), conseguiu atrair um grande número de seguidores no facebook, objectivou diferentes públicos-alvo para os vários canais que utiliza. Apesar de achar que poderia ter sido mais parcimonioso, não lhe fica mal. Agora, convenhamos: na maioria dos casos é um completo absurdo!
18 de agosto de 2009
É preciso é seguir a pista!
17 de agosto de 2009
De um simples ribeiro a uma grande praia
Ontem, empurrado pelo meu miúdo, voltei a Castanheira de Pêra para passar o dia na famosa Praia das Rocas. Os miúdos, normalmente, não se enganam na escolha das atractividades lúdicas. Valeu a pena, passámos um belo domingo.
É espantoso como a câmara transformou um simples ribeiro numa enorme e belíssima praia, animada e cheia de atractividades (ver imagens). Fui lá nos primeiros anos (2003 e 2004) e já naquela altura fiquei surpreendido com a visão e o arrojo do executivo camarário que concebeu e realizou aquele avultado investimento público. Temi que depois do epifenómeno inicial a coisa acabasse num enorme elefante branco. Felizmente nada disso aconteceu, o empreendimento continua vivo, com grande capacidade para atrair famílias dos concelhos vizinhos e não só (vi por lá várias famílias de Pombal).
Daqui se conclui que os executivos municipais podem fazer muito mais pelo desenvolvimento das suas comunidades do que à primeira vista se pode pensar. Mas para isso é necessário possuir alguma imaginação e alguma visão (no mínimo para além das próprias palmas das mãos) e não destruir riquezas naturais, valiosíssimas nos dias que correm, nem desbaratar recursos financeiros em subsídios frívolos e em benfeitorias e arranjas de fraco valor.
Agosto
é tempo de relermos este escrito do Daniel - cujas crónicas bem falta nos fazem, a todos. Porque isto está tudo ligado. O Nel Monteiro já morou na Ranha e agora canta no Louriçal. Depois ainda se admiram de certas e determinadas voltas que a vida dá.
16 de agosto de 2009
Rio Arunca: uma vergonha e um desastre (II)

Todos sabemos que a água é um bem essencial, mas um rio, ou mesmo um simples ribeiro, nos tempos que correm, em que a maioria das pessoas vive encafurnhada em caixotes e rodeada por betão, é uma riqueza preciosa.
Pombal tem um rio, o Arunca, que já não é um rio. É mais um vazadouro para onde a atiram, para o leito e para as margens, todo o tipo de tralha.
Inacreditável? Nem tanto, o Professor explicou muito bem.
PS: E isto não conta para o tal Estudo sobre a Qualidade de Vida. Olha se contasse?
14 de agosto de 2009
Rio Arunca: um desastre e uma vergonha
Ontem encontrei o rio num dos seus piores dias e tentei perceber as origens do desastre. Concluí que até ao ponto de descarga da ETAR a água não sendo boa é razoável, é minimamente transparente. Após a descarga da ETAR (ontem estava a descarregar um caudal significativo) não se pode falar em água mas de um efluente negríssimo e pastoso, como as imagens procuram mostrar. Como é possível?
A culpa não era, de certeza, da indústria em frente à ETAR, muitas vezes acusada de ser a principal fonte poluidora, porque estava encerrada e não descarregava nenhum efluente.
Por quanto mais tempo temos que viver com este atentado ambiental?
Há dezasseis anos que o PSD e Narciso Mota prometem a despoluição do rio Arunca. Há dezasseis anos que falham! E contaminam-no.
Como é possível?
12 de agosto de 2009
Farpas dos Leitores
O Fundo do Vale
A minha cidade-natal (à altura vila), Pombal, fica, segundo me esclareceram há muito pouco tempo, num vale. Como vale que se preze, este foi formado pelo movimento das águas. Uma coisa o separa de outros vales, no entanto. Neste, por sobre cidade edificada e habitantes, corre ainda uma corrente. Uma que não molha nem gela, mas arrasta quem ali vive para as profundezas da ignorância e a foz do afastamento em relação a algo que deveria sempre estar ao alcance da mão: a política.
Está mais do que discutida a capacidade que o poder ter de revelar o mais profundo da natureza humana. Mais do que sabido que todos adoramos manter os nossos empregos e que, no limite - e Pombal, às vezes, parece-me ter atingido o limite - a emulsão da política na sociedade acaba por se tornar rotina. Pior, acaba por ser normal.
Perdemos a capacidade de indignação e, com isso, o direito a tê-la. Somos, quer queiramos quer não, eleitores mesmo depois de elegermos. E se não o quisermos ser por amor ao jogo político, que o sejamos, pelo menos, na defesa do nosso património e dos nossos. Num mundo ideal, sê-lo-íamos até em defesa da nossa honra e inteligência. As mesmas em que o Correio de Pombal cuspiu. E não é pela constante corrente asfixiante que corre por Pombal que o escarro se nota menos.
Ao publicar, em lugar de uma notícia sobre a JSD de Pombal, sem alterações que não duas expressões no final dos dois últimos parágrafos, um press-release emitido pela própria Jota, o Correio de Pombal tornou-se quase um Caronte para a corrente de que falo. O barqueiro que leva o pensamento livre, a ética e até a inteligência até ao seu destino final. Só as consequências podem ser mais graves por estarmos em clima eleitoral. O acto em si, a falta de independência, o ultraje e a negação da própria natureza do jornalismo que ali estão embutidos são gravíssimos em qualquer altura.
Podem achar que exagero, que a linguagem é demasiado lírica ou que o assunto, tratando-se "apenas" de uma Jota, é demasiado trivial. Mas a JSD tem peso em Pombal, junto de uma faixa importante. Pertence ao partido dominante, até ubíquo, e responsável pelo ambiente político de que João Alvim falou, e muito bem, num post anterior. Nesta situação, e tendo em conta que em Pombal não proliferam jornais, saber que o mais conhecido deles não é pessoa de bem parece-me o cenário perfeito para, caso decidamos não dar importância a isto agora, virmos nós próprios, pombalenses, a lançar a base para uma malha de influência e abuso do poder local ainda mais apertada.
João Gante
11 de agosto de 2009
Duas listas, um destino
1. conhece bem aquele terreno (trabalhou ali para o mesmo António Calvete que dantes era do PS e que agora "vai a todas", como ele próprio explica naquele vídeo que faz sucesso no youtube)
2. tem naquela freguesia a única junta que o partido ganhou há quatro anos.
3. É ali que mora Rui Miranda (lembram-se? Que era do PS de Pombal, saiu, e agora é outra vez do PS em Castelo de Vide e candidato a essa Câmara)
4. São dali naturais dois dos elementos da sua lista: Manuel Jordão Gonçalves (actual presidente da Junta, noutros tempos apoiante incondicional do PSD) e Patrícia Carvalho. Ocupam o 4º e o 7º lugar, respectivamente. No resto da lista (que em nove lugares tem quatro mulheres, como manda a lei) figuram nomes como o de Carlos Lopes (fiel nº 2 de Adelino Mendes também no partido), Marlene Matias (que é de Almagreira - olá Marlene, sei que aqui vens com regularidade e dás a cara nos comentários, o que é logo à partida um ponto a teu favor!), Maria Manuel Gomes (conhecida em Pombal por Mané, filha do falecido professor Gomes, o nº 2 de Carolino noutros tempos), Daniel Francisco (sociólogo, de Vermoil) e Ana Raquel Gomes (que faz carreira num grupo empresarial de nome mas nem por isso se afasta de Pombal).
E depois há a lista para a Assembleia Municipal, liderada por Armindo Carolino. Agora que já passaram muitos anos e que o homem já deve ter digerido a derrota, fazendo uma travessia no deserto que costuma ajudar a ver a floresta em vez da árvore, ficamos na expectativa das suas intervenções. Como tenho tanto de iluminada (olá Engº Narciso, escrevo-lhe um dia destes só para si!) como de realista, acredito que o vamos ver na bancada, a devolver algum nível de oratória que se perdeu na Assembleia Municipal. Pelo que sei, essa deixará de contar com a intervenção do camarada Adelino Malho. O que é uma pena. É a vida. Uma andorinha não faz a primavera mas ajuda a fazê-la.
7 de agosto de 2009
Castigo?
Tiro nos pés
Com amigos destes não são necessários inimigos.
6 de agosto de 2009
A Quinta da Gramela

5 de agosto de 2009
Um verdadeiro crime paisagístico
Não existe nenhuma razão plausível para fazer a estrada, porque:
- A estrada nunca será a solução para desviar os camiões de inertes que atravessam o Barrocal. Entre o Barrocal e o Ramalhais, existem duas pedreiras: a pedreira do Barrocal e a pedreira do Vale. As pedreiras possuem circuitos independentes para o escoamento dos inertes. Assim, os camiões de inertes que atravessam o Barrocal provêm unicamente da pedreira do Barrocal e é difícil e contraproducente fazê-los passar pela nova estrada. A estrada seria, quanto muito, uma solução para os camiões da pedreira do Vale, sucede que estes não são problema para os habitantes do Barrocal porque saem pela zona do Ramalhais.
- A estrada rasgaria a Aldeia do Vale e o belo vale que vai do fundo da Urbanização da S. Belém até à Aldeia do Vale. Este vale possui um caminho pedestre que é, na ausência de melhor, utilizado por muitas pessoas para praticar desporto.
Pelo que aqui fica dito, a estrada não se justifica e, a concretizar-se, seria um gravíssimo crime paisagístico. Com que interesses?
Pimpão, deputado da nação
4 de agosto de 2009
Singularidades políticas
E sim, há muitas e honrosas excepções, felizmente. E não, se quisesse falar em "medo", usava a palavra. Não há medo, há é um clima estranho, quase claustrofóbico (nunca pensei em utilizar vocabulário rangélico, mas isto há sempre uma primeira vez para tudo) que não sendo alimentado intencionalmente, acaba por dar jeito a muita gente.
3 de agosto de 2009
Ainda o Estudo sobre a Qualidade de Vida
É concerteza um valioso instrumento de análise, de decisão e de acção para executivos camarários, oposições, empresas, famílias e eleitores.
A forma como foi recebido, aqui, é revelador de muita coisa.
Penso que o estudo de 2009 ainda é de acesso restrito. No entanto, quando o comentei possuía os resultados e o estudo de 2007. O estudo de 2009 segue, concerteza, a metodologia do estudo de 2007, já que é propósito dos seus autores monitorizar a Qualidade de Vida em Portugal de dois em dois anos.
Nada mais autêntico (II)
O slogan - “Uns prometem, nós trabalhamos” - será, de certeza, o mais autêntico de entre os muitos que surgirão nas próximas eleições autárquicas. Ajusta-se na perfeição a António Carrasqueira.Afirma ele: “Nós trabalhamos”. É verdade. É vê-lo de manhã, à tarde ou à noite agarrado à camioneta, carregando pedras, brita, areia, sacos de cimento ou manilhas; para aquela estrada, obra ou amigo; faça chuva ou faça sol. Sim, ele trabalha, até demais. Trabalha tanto, tanto, que não lhe resta tempo para fazer contas ao que trabalha.
Afirma, também, ele: “Uns prometem”. Desta forma esclarece-nos que ele não é dos que prometem. É verdade, ele só faz. Mas deveria saber que um político que não promete e que não se compromete, que só faz, não é um Politico, é um tarefeiro.
Como diz o povo: “Quem muito trabalha fica sem tempo para criar riqueza”, para os Abiulenses.
1 de agosto de 2009
A minha visita(II)

E o que foi realizado? Estradas: asfaltagens, alfastagens e asfaltagens, mais uns quantos empedramentos e aberturas de caminhos; e, Arranjos/Melhoramentos: do largo, das alminhas, do parque de merendas, das fontes (Cinco!), etc.
É disto que precisamos mais? É com isto que abandonamos a cauda do ranking da Qualidade de Vida?
E das duas uma: esta visita foi uma excepção ou a propaganda é feita na divulgação da coisa.
A minha visita(I)
Descontando a recepção inicial, a visita decorreu em ambiente descontraído e até com alguma cordialidade. Terminou com uma simpatia do Senhor Presidente da Câmara para comigo que, como não poderia deixar de ser, será tida em consideração nos meus comentários.
Quem faz a visita pela primeira vez tende a achar tudo novidade e acaba por passar um dia diferente e descontraído, foi o meu caso, mas quem conhece o formato da coisa deve achar uma seca e um grande desperdício de tempo. Sim, andar um dia inteiro a mostrar estradas asfaltadas e por asfaltar por entre os pinhais e os lugares mais recônditos da Freguesia não é um passeio, é um castigo.
Do castigo livraram-se os outros Presidentes de Junta, não apareceu nenhum!




