4 de julho de 2013

Cardaladas das Rijas - I

Cardal etc e Tal

Eu de Pombal não sei grande coisa.
Sei é muitas coisitas. Geralmente das miúdas, por grossas. E grosseiras, por miudinhas.
É verdade que ao saber se me ajuntam, por igual, boas coisas, factos bons de boa gente – mas essas e esses e esta valem menos às crónicas no plano capitoso, tanto no da retórica como no da leitura.
Parece que a partir desta quinta-feira aqui nos reencontramos. Eu deste lado, de onde, deveras e de facto, nunca saí senão geograficamente; e Vós desse, que é o de Pombal, essa castelã “charneira” de certo poder local com “h” a seguir ao “p”.
Por ser esta a primeira crónica do nosso reencontro (não, infelizmente, em papel de jornal mas em modernaço espaço internáutico, aproveitando a boleia e a caridade anfitriã das Farpas Pombalinas), sinto a necessidade de deixar alguns avisos a Vós e à navegação. Estes aqui:

1 - Escrever-vos-ei com a ortografia que aprendi, cursei, venero e pratico sem fadiga nem cedência. Recuso o abortês acordográfico do infame “simplex” em má hora herdado. Se, por absurdo ou masoquismo, ou por impura ignorância, eu Vos escrevesse como agora se desescreve, não Vos pareceria eu assim uma espécie de Joaquim Branco a falar ou, pior, o já quase extinto Dinossauro de ali perto da Ranha a assimilar uma crítica construtiva em legítima sede pública de assembleia? Pareceria.

2 – Não tecerei nem considerações nem desconsiderações sobre essa espécie de Twilight Zone a que chamamos Sporting. (NB: nem sobre o de Alvalade, nem sobre o nosso de Pombal.) Esta nossa é uma terra esmagadoramente verde-branca, à excepção de alguns dois ou três infelizes que fazem das tripas (tripeiras) coração e de uma pouca dúzia e meia de gente séria (como por exemplo eu) que assimila por Benfica a verdade sinonímia da Grei Lusitana.

3 – Por 500 paus dos antigos (meros €2,5 dos modernos), tergiversarei aqui, a pedido pagante de alguém interesseiro e interessado, sobre qualquer tema. (Menos o Sporting.) Se tiver o texto a pedido de meter insultos os mais soezes & mais duradouros, daqueles que doem até na bílis, digamos, narcísica, então a coisa terá de ser paga, ao negro e por debaixo da mesa, a 750 paus (em euros, “é só fazer as contas”, para citar o inefável Guterres, que anda lá fora a fazer de bonzinho à guisa de Madre Teresa de Calcutá.

4 e Última – Encontramo-nos depois

a) na Cervejália
ou
b) em tribunal.

Saudações viperinas do

Daniel Abrunheiro

3 de julho de 2013

Câmara cobra créditos prescritos

Já sabíamos que a Câmara Municipal de Pombal cobra o preço dos “serviços de gestão de resíduos sólidos urbanos” também relativamente às casas de habitação a que não presta tais serviços. Cobra aos munícipes ricos, remediados, pobres, insolventes ou miseráveis, quer habitem ou não a casa de habitação. Cobra aos que não têm fornecimento de água, mesmo aos que não tenham recursos para pagar e aos ausentes (emigrantes, internados em hospitais ou lares de idosos, detidos em prisões, etc). Todos pagam, quer tenham ou não contratado o serviço e dele beneficiem ou não. O que importa é cobrar.
Pior ainda, exige o pagamento dos “serviços” relativamente a créditos de faturas com mais de seis meses. O artigo 1º, nº 2, al g) da Lei 23/96 de 26 de Julho, diz que os “serviços de gestão de resíduos sólidos urbanos” estão abrangidos pelas regras consagradas na restante lei a que devem obedecer, as de prestação de serviços públicos.
Ora, nos termos do disposto no artigo 10º, nº 1 da citada lei, “o direito ao recebimento do preço do serviço prestado prescreve no prazo de seis meses”.
Porém, o executivo continua a exigir o pagamento e até paga o custo do registo com aviso de receção de cartas que envia para o efeito relativamente faturas prescritas de valor de €4,28.

2 de julho de 2013

Câmara rica em concelho pobre

Quando o executivo camarário começou, no anterior mandato, a sobrecarregar com impostos as famílias e as empresas, alertei, aqui, aqui, aqui e na Assembleia Municipal, para um quadro socioeconómico insustentável: uma câmara rica num concelho pobre. A realidade impôs-se.
Uma das faces da realidade há muito que é conhecida e sentida: as famílias e as empresas têm enorme dificuldade em pagar os impostos municipais. É verdade que a câmara, percebendo-o, foi aliviando a carga. Mas o mal estava feito.
A outra face da realidade manifesta-se agora em todo o seu esplendor: gastar, gastar, gastar: 600.000 € por uma quinta (terreno rústico a 12 €/m2), ± 500.000 de subsídios, compra de terrenos, compra de prédios abandonados, construção de edifícios públicos de utilidade duvidosa, construção de estádio de futebol junto a outro praticamente inativo, obras do regime no Cardal e no centro histórico, sarcófago de S. Sebastião (bem batizado pelo JGF), estradas em granito na aldeia do vale (aldeia do calcário), …

Uma pergunta se impõe: o povo tem o governo que merece, ou o governo não merece melhor povo? 

1 de julho de 2013

Daniel Abrunheiro chega quinta-feira

A partir desta semana o Farpas ganha uma crónica semanal, em cada quinta-feira. 
Vai chamar-se "Cardal etc e tal" e tem a assinatura do incomparável Daniel Abrunheiro (jornalista, cronista e escritor).
Naquele que promete ser um verão quente, Julho não podia começar de melhor maneira cá por casa ;)

29 de junho de 2013

O mapa judiciário em debate

Apesar de a minha opinião não ser isenta, quero salientar a pertinência do debate “Mapa judiciário e acesso dos cidadãos à justiça”, promovido pela CDU/Pombal e que decorrerá hoje, pelas 16h30, no Mini-Auditório do Teatro-Cine. O tema está na ordem do dia e Pombal tem tudo a perder com a proposta que o governo tem em cima da mesa. A drástica diminuição de competências do tribunal de Pombal tem como consequência directa o reforço do sentimento dos cidadãos quanto ao afastamento da Justiça e contribui, a curto prazo, para o esvaziamento demográfico do concelho.

Narciso Mota está convencido que, no futuro, será lembrado pela quantidade de betão que gastou nas suas obras. Ilusão! Mantenha-se ele à margem das questões que, de facto, têm relevância estratégica para o nosso concelho e a História encarregar-se-á de o lembrar como Narciso I, o despovoador.

28 de junho de 2013

Do tuvenan ao granito

Quando Narciso Mota assumiu a presidência da autarquia, no longínquo ano de 1993, era um gosto ouvi-lo falar em tuvenan. Era uma camioneta de tuvenan para aqui, outra para acolá, uma roda-viva de empreendedorismo à moda dos anos 80 e 90.

Mudam-se os tempos mudam-se as vaidades. Vinte anos depois a ingenuidade do jovem engenheiro deu lugar à soberba do velho autarca. Em final de mandato, é vê-lo agora a enterrar no chão da cidade milhares de euros em granito. Num país em crise e numa região onde abunda o calcário, como pode ter passado pela cabeça do vaidoso Narciso gastar o nosso dinheiro em granito? É absurdo! Pombal tem mais obras em granito que Vila Pouca de Aguiar que é a terra dele.

27 de junho de 2013

O fenómeno das árvores que crescem de cima para baixo

As obras avançam, sem medos - pois que os comerciantes só murmuram pelos cantos e parecem resignados ao desaire - e aos poucos vamos percebendo como é que se rebenta com um centro de uma cidade em poucos meses, sob pretexto de qualquer coisa moderna e gira. Que ao menos o fosse. Que ao menos se ligasse tudo com a calçada que sobrevive, isolada, no meio daqueles canteiros gigantes. Afinal não são flores. São mesmo árvores aquilo que a Câmara plantou.
Como diz o João Alvim, agora falta a pála prometida e...o famigerado urinol, aqui tão bem contado pelo Daniel Abrunheiro.
E assim estará tudo pronto para o Bodo. Pronto e acabado.

Da série "Pombal, Concelho com Estórias"

Chegou-me um mail com o seguinte conteúdo:

Ex.mos Sr(es). 
Segue convite para a inauguração da Exposição Castelo da Memória, resultante do projeto Caixa de Memórias desenvolvido na Rede dos Castelos e Muralhas do Mondego durante o ano de 2012 com quinze instituições de acolhimento e ocupação de idosos. A inauguração da exposição terá lugar no dia 28 de junho, pelas 10.30h, no Centro Cultural de Pombal (celeiro - Praça Marquês de Pombal). Solicitamos divulgação do evento. Melhores cumprimentos,

Atendendo a que não encontrei nada nos lugares oficiais, divulgo-o. A ideia é gira e é destes senhores

Mas desta iniciativa, não posso deixar de me lembrar de um post desta casa que alertava para o vazio que esta pré-campanha revela. Pode ser ainda demasiado cedo, dirão uns, ou pode ser o que menos interessa dirão outros, mas num final de ciclo, com os seus defeitos e virtudes, impunha-se que pelo menos já se começasse a fazer ou a vincar diferenças em relação ao que foi feito, para fazer melhor o que pode ser feito melhor e diferente o que pode ser feito de forma diferente. E no que toca à Cultura, onde esta iniciativa entronca, pelo menos a mim, interessava-me perceber se a "política-do-toca-e-foge-e-reage-apenas-quando-alertado-e-abram-se-espaços-que-depois-logo-se-vê-o-que-se-faz-com-eles" será revertida, mais de que por não haver dinheiro, pelo facto de passar a haver uma Política cultural a sério, com um(a) Vereador(a), que consiga articular associações, espaços e vontades, bem como outros responsáveis políticos (Turismo, por exemplo), para existir uma ocupação efectiva de espaços e uma programação consistente que agarre e encadeie logicamente o que vai existindo (que existe, note-se bem), apoiado em técnicos que percebam da poda. 

Dir-me-ão que há outras prioridades. Aceito. Mas isso não impede que olhe para este Concelho, para o que se faz, para o que há e para o que pode ser usado (pense-se apenas na Redinha, um dos nossos melhores postais), e pensar que também pode passar pela História e pela Cultura um certo revitalizar do Concelho, embora não seguramente o primário. Mas já seria bom que finalmente houvesse quem executasse políticas com cabeça, tronco e membros. E autonomia. Infelizmente, a única História que se discute é quando o actual Presidente passa à dita. E isso é muito pouco.

25 de junho de 2013

Sondagem do PS

Consta na “Ágora Pombalense” que foi efetuada uma sondagem sobre a intenção de voto para as próximas eleições autárquicas, concretamente para a Câmara Municipal de Pombal: o PSD teria 48% das intenções, o PS 38% e o CDS 3% (o candidato do CDS ainda não era conhecido).

Sendo o resultado da sondagem apenas um indicador, não deixa de revelar várias alterações do tradicional sentido de voto e fraquezas e preocupações de candidatos, partidos e máquinas eleitorais. Ninguém se atreve a publicar e comentar sondagens…

23 de junho de 2013

Louvor à GNR

No passado dia 20-06-2013, em Pousaflores, um grupo de criminosos amarrou, sequestrou e ameaçou de morte uma senhora, utilizando armas de fogo, para conseguirem saber o local onde eram guardados vários valores.
Depois de roubarem cerca de €20.000,00 em dinheiro e várias peças de ouro, os bandidos puseram-se em fuga, tendo o azar de escolher passar pelo concelho de Pombal, onde foram intercetados, perseguidos e um deles detido por uma brigada da GNR do posto de Pombal.
A perseguição fez lembrar um filme policial, com manobras de viaturas automóveis, tiros, abandono do produto do roubo, fugas a pé, etc.. Para além da detenção de um dos bandidos e da recuperação dos bens roubados, durante a perseguição, todos os restantes bandidos acabaram por ser depois detidos.

Bem hajam os 2 elementos da brigada da GNR do Posto de Pombal que, mais do que a sua segurança pessoal, quiseram cumprir o seu dever, combater o crime e garantir a segurança dos cidadãos e dos seus bens. Para eles o meu louvor. Um deles tem efetuado várias intervenções corajosas de cumprimento da lei e de combate ao crime, algumas delas bastante divulgadas e comentadas aqui no “Farpas Pombalinas”. Espero que o próximo executivo camarário se lembre deles na atribuição das próximas medalhas. Outros já recebera medalhas de ouro por muito menos…

22 de junho de 2013

El contado, o regresso do dinheiro

As notícias de última hora (que andam a ser partilhadas à velocidade da luz pelos funcionários municipais por essa rede fora) dão conta de que o Tribunal condenou o banco BPI a pagar à Câmara de Pombal qualquer coisa como 419.616,37 euros, mais juros de mora, relativos ao desfalque perpetrado pelo fiel funcionário Vítor Leitão. 
Terminamos esta semana mais descansados, todos. Recuperámos  o equivalente ao valor do estádio das Meirinhas. E isto deve servir para que Narciso Mota, em fim de mandato, mude de ideias relativamente à Justiça em Portugal. Já o estou a ouvir daqui. 
Só fica ali aquela pedrita no sapato a incomodar: o desfalque aconteceu. Foi possível acontecer. 

21 de junho de 2013

E eles a darem-lhe com a saúde…

A Rádio Clube de Pombal  - ou o PSD local – promoveu, ontem,  um debate (sem assistência) sobre o futuro  da saúde em Pombal. O evento parece ter sido preparado para Diogo Mateus – candidato à CMP pelo PSD - ter palco. 
O tuga típico e os políticos em particular têm uma inclinação inexplicável para se concentrarem no trivial e descurarem o essencial. Vejam bem o caricato da coisa: Diogo Mateus ainda não disse, publicamente, uma palavra sobre o que pretende fazer como futuro presidente da câmara; no entanto, iniciou a pré-campanha com um evento e como orador sobre o futuro da saúde em Pombal!
Já em tempos aqui critiquei igual iniciativa do PS local. Agora o PSD faz igual bacoquice. Com uma agravante: o PS foi autêntico, fê-lo e assumi-o; o PSD fá-lo mas não o assume.

19 de junho de 2013

Henrique Falcão é o candidato do CDS à Assembleia Municipal

Aos poucos, o CDS vai marcando terreno nestas eleições autárquicas: primeiro foi o mote da "oposição controlada", aliado à comunicação eficaz que mostra on-line; agora foi a apresentação subtil do candidato à Assembleia Municipal durante uma outra apresentação: a de Pedro Pinto à Junta de Freguesia de Almagreira. Na foto, podemos ver Sidónio Santos (presidente da concelhia do partido), Pedro Pinto, José Guardado (candidato à Câmara) e Henrique Falcão, que não usou da palavra mas foi apresentado como "filho do saudoso Menezes Falcão".
Primeiro Abreu João, agora a memória do maior símbolo que o partido teve em Pombal. E então lembrei-me de como Menezes Falcão foi presidente da Assembleia Municipal, no mandato de Armindo Carolino. A lição que ensina como é que um candidato que não é o mais votado nas urnas pode chegar à liderança, a posteriori. Ele há coisas...

17 de junho de 2013

Candidatos silenciosos

Sou do tempo em que a política era feita por Políticos: homens livres (com carácter, convicções e ideias), prontos correr riscos e a ir ao confronto. Agora é feita por carreiristas: personagens plásticas, artificiais, taticistas, que se limitam a estar no lugar e a aparecer nos momentos oportunos. Gente que em vez de se preparar para disputar eleições e para a boa governação, passa o tempo em disputas pessoais, em tráfico de favores e na conquista de posições para si e para os seus. É o que temos por lá e por cá.

O silêncio ensurdecedor dos principais candidatos à câmara é revelador do vazio a que chegámos: ninguém quer ganhar, querem é não perder. Mas o vazio é só aparente, porque em política nunca há vazios, e esta pré-campanha comprova-o: na ausência dos principais candidatos discute-se Narciso Mota (a sua influência/papel na formação das listas e no pós-eleições). Narciso Mota tem muitos defeitos (pessoais e políticos), mas tem duas qualidades que fazem a diferença: frontalidade e convicções. E um homem destes pode combater-se.

16 de junho de 2013

Sim, Senhor Presidente da Assembleia

Narciso Mota gosta do poder. Necessita do poder. Está viciado no poder.
Não podendo candidatar-se a Presidente da Câmara, candidata-se a Presidente da Assembleia Municipal. Para não ser o único, todos os Presidentes das Juntas de Freguesias, que se não podem candidatar ao cargo, foram incentivados a candidatam-se num lugar secundário para poderem exercer depois o cargo de Presidente da Assembleia de Freguesia.
É caso para dizer: sim senhores presidentes das assembleias.
Mas nem tudo ficava “certo” se as pessoas que integram as listas ao novo executivo camarário não fossem as “pessoas certas”, as da sua confiança pessoal. Vai daí, começa a dizer aos presidentes das juntas de freguesia e a outros cidadãos que, analisado o exercício do executivo liderado por si, se tivesse de fazer uma nova lista incluiria os mesmos elementos, sobretudo os socialmente mais polémicos. O recado está dado: Diogo, não mexas nos meus meninos, sejam eles vereadores da tarde ou das 9 às 17.
Fez-me lembrar tantos outros casos, sobretudo as queixas que ele, há alguns anos atrás, fazia dos sucessivos advogados que iam representando a Câmara Municipal e a quem pagava uma avença de forreta: “não podem cavar na vinha e bacelo”. Esperto, preparava e justificava a contratação de outros advogados, que passaram a ser pagos a peso de ouro por mãos largas.
Quando quer justificar medidas não justificáveis, manipula.

Sim Senhor Presidente da Assembleia, vai ficar quase tudo quase igual…

14 de junho de 2013

Faz-me um like


Os candidatos às eleições de 29 de Setembro passeiam-se por estes dias pelas redes sociais como dantes se passeavam pela cidade, ou pelo largo da igreja ao final da missa de domingo. A presença nesses espaços é hoje vital para a sobrevivência e sucesso de cada um, pois que o paradigna da comunicação mudou. E não volta atrás. Disso, não restem dúvidas. Mas chega a ser confrangedora a falta de noção de como trabalhar esta área. Não basta pedir à mulher, ao amigo, ao homem-de-mão que "dê um jeito naquilo" e faça uns likes (gostos) nas publicações. A rede é um bocadinho mais do que isso. 
Não raras vezes quem se senta atrás de um ecrã esquece-se de que está a falar em público, e por isso a ser avaliado pelo tipo de comunicação que faz. É notório quando não é o próprio a falar, como devia. Ou quando o próprio nem sequer ali anda, como se impunha. Isso sente-se do outro lado, que ninguém duvide. Criar uma página de um candidato no Facebook não é bem o mesmo que criar a página de uma empresa - em que qualquer um a pode actualizar- ou de uma colectividade. 
Saltam a vista pela positiva exemplos de figuras como Paulo Fonseca (recandidato à Câmara de Ourém) ou Rui Rocha (de Ansião), para dar exemplos de concelhos vizinhos. Este último marca até horas para falar "em directo" com o eleitorado. Em Leiria, Gastão Neves também sabe desse importância, como Paulo Baptista, na Batalha. Têm presença (que não é de agora) na rede, movem-se nela. E sabem que é só um instrumento de comunicação, mas um instrumento importante. Conto muitas vezes a história de Raul Castro, em Leiria, cuja campanha acompanhei de perto há quatro anos. Estou convencida de que aquela vitória se ficou a dever em larga medida à comunicação profissional de quem a fez, e a outro factor fundamental: o homem queria mesmo ser presidente da Câmara. É preciso querer, primeiro que tudo.
Fazer concursos de likes é brincadeira de crianças, em matéria de comunicação, onde a mensagem é tão importante. Ou alguém pensa que os likes são votos? 
Olhando para Pombal: isto seria cómico, se não fosse trágico.


13 de junho de 2013

Espaços "verdes"

A 8 de Maio deste ano, enviei, através do serviço "Questões ao Município", fotos do estado em que está parte do equipamento do Jardim do Vale, uma vez são um perigo para os muitos cidadãos (de todas as idades) que se deslocam àquele espaço para se divertirem. Destinatário: Presidente da Câmara. Afinal, se foi preciso ser ele a dar ordens para se recuperar o parque infantil do Jardim do Cardal que estava ao abandono (quem é que terá conseguido fazer ver o óbvio? De certeza que não foi um munícipe qualquer, já que os que não o apaparicam sabemos bem das dificuldades que há para serem ouvidos), para quê perguntar a quem não sabe o que é decidir? Por outro lado, aproveitei também por as publicar no Facebook. Resposta? Zero. Nada.

Por isso, junto aqui as fotos onde se vê pavimentos partidos, barras de metal arrancadas, lixo e vedações partidas que se caírem, no mínimo, magoam. E acrescento que estas fotos são de início de Maio, já que agora ainda está tudo em pior estado, a que se juntam ramos em cima do escorrega e pelo menos um caixote do lixo arrancado. Pode ser que um dos zelosos esbirros que monitorizam o Farpas se digne a comunicar ao Grande Líder-mas-só-até-Dezembro. É que não basta fazer as obras para a placa de inauguração. Há que zelar por elas. Até podem colocar mais uma placa, mas pelo menos arranjem-no, sim?

E já agora, quando se fala no Parque Verde, olhe-se para estes exemplos em que a falta de manutenção se conjuga com a falta de civismo para aprender para o futuro. 


Sobre a falta de civismo era pôr estas bestas a limpar ruas e equipamentos em vez dessas tretas desresponsabilizadoras. Podia ser que percebessem, já que os paizinhos não lhes ensinaram, o que é isso de cidadania.

11 de junho de 2013

Nas asas do investimento no Louriçal

O PSD anunciou neste 10 de de Junho o candidato à Junta de Freguesia do Louriçal, o primeiro a ser publicamente revelado depois dos candidatos à Câmara e Assembleia Municipal.Chama-se José Manuel Marques, é empresário, presidente da associação do Valarinho (uma aldeia daquela que é a segunda maior freguesia do concelho), a melhor cartada que o partido conseguiu para tentar recuperar a Junta, essa espinha atravessada na garganta do poder, nos últimos anos.
O anúncio acontece poucos dias depois da escritura de mais um terreno comprado pela Câmara Municipal com o objectivo de ampliar o Parque Industrial do Louriçal. Quando a aquisição foi aprovada, na reunião de Câmara de 20 de Maio, ficaram para memória futura as intenções do presidente da Câmara: continuar a comprar terrenos, incluindo "uma parte da quinta do dr. Calvete", para o mesmo efeito. É verdade que há empresas a clamar pelas infraestruturas desde 2009 mas...é preciso ter calma. Não dar o corpo pela alma, como dizia o outro. As eleições autárquicas são só agora, em 2013. E além disso o Louriçal está cheio de encantos: tem até mais eleitores do que habitantes, segundo os últimos censos.

8 de junho de 2013

Nas asas do Porsche Panamera

Quando um empresário da terra do Louro e do Sal cede um apartamento na Figueira da Foz para residência de um vereador do município do marquês de Pombal, não pratica um ato de altruísmo de proteção a um “sem-abrigo”. Quando se faz acompanhar do dito vereador na vida noturna e suporta as despesas com os “petiscos” e “copos”, não está a praticar um ato de generosidade a um faminto. Quando cede o uso do seu panamera para o vereador se poder exibir e poder impressionar a namorada que vem de fora, não está a ser Santo António casamenteiro. Aparenta que está a fazer um “investimento” ou pagamento por favores futuros ou passados…

A forma ostensiva como estas condutas são praticadas, revela a cumplicidade desavergonhada de todo o restante executivo…

6 de junho de 2013

Estacionamento pago

(Fotos de 4 JUN, terça-feira, ás 16 horas)
O estacionamento pago deveria ter como finalidade aumentar a rotatividade dos lugares de estacionamento, dissuadindo o estacionamento de longa duração e, desta forma, favorecer a utilização de curta duração na proximidade das áreas comerciais e de serviços.
Não é isso que acontece em Pombal. Um excessivo alargamento das zonas de estacionamento e tarifas elevadas conduziram a esvaziamento progressivo das zonas de estacionamento no centro da cidade, dificultando o acesso às pessoas e penalizando ainda mais o pequeno comércio. Quem observar as zonas de estacionamento no centro da cidade verifica que nas horas de maior atividade económica os parques têm uma taxa de ocupação reduzida.
Se na câmara houvesse alguém que conhecesse minimamente a lei da Oferta e da Procura e como o preço conduz ao melhor ponto de equilíbrio resolvia dois problemas em simultâneo: maior utilização dos parques pagos e mais receita para a câmara. Ou seja, beneficiava todos todos, em vez de prejudicar todos.


5 de junho de 2013

Água de merda (III)

Narciso Mota bem exigiu - e pressionou, pressionou, pressionou – para que, quem devia, esclarecesse as questões colocadas em “Água de merda”. Sem resultado.
Ontem, eu e José G. Fernandes aceitámos reunir com a Marisa Pedrosa (responsável pelo controlo da água) e a vereadora Paula Silva (com o pelouro da Águas, Saneamento e Ambiente), a fim de se esclarecer potenciais incorreções contidas no post “Água de merda”. Reafirmei na reunião que estava totalmente disponível para corrigir as afirmações  contidas no post, se nos demonstrassem que estavam erradas. Uma perca de tempo. Confirmou-se o suspeitava desde o início da polémica: a técnica e a vereadora nunca quiseram reunir connosco e fizeram-no contrariadas. E se a técnica ainda procurou esclarecer alguma coisa, tentando minimizar o impacto negativo do post, a vereadora nem isso (antes pelo contrário, interrompia sistematicamente a técnica com apartes deselegantes).
Daqui por uns tempos corro o risco de afirmar que, apesar de tudo, Narciso Mota era o menos mau.

4 de junho de 2013

NAS ASAS DOS SUBSÍDIOS

A Câmara Municipal acaba de aprovar, em reunião da semana passada, mais um pacote de subsídios para associações no montante de cerca de €500.000,00.
“Voando à volta de um ninho de cucos”, o executivo camarário distribuiu subsídios a várias associações de várias freguesias.
Não pede planos de atividades nem relatórios de contas. Não pede documentação para verificar a legalidade da constituição das associações, da admissão de sócios, da eleição e funcionamento dos corpos sociais e da convocação das assembleias gerais. Poucas funcionam de forma regular e algumas não tem atividade ou não pediram subsídio…
Não, isso não interessa. Tão pouco interessa o número de sócios e o objeto social da associação e a atividade efetivamente desenvolvida. Antes pelo contrário, incentiva-se a criação de mais associações para se poder atribuir mais uns subsídios, mesmos às “capelas” ou “alminhas” do vaticano e às “merendeiras” ou “jogos de cartas”.

Os contribuintes e os utilizadores de serviços e bens públicos que paguem imposto e taxas, mesmo que, para pagarem, vejam as suas casas vendidas pelos serviços de finanças e fiquem empobrecidos ou tenham de fugir para outro país à procura da sobrevivência. Que paguem, porque a loucura continua e a ninguém são dadas explicações… 

Carlos Lopes candidata-se à Junta de Freguesia de Pombal



Carlos Lopes - que não o advogado, vereador, homónimo -, quadro superior da Caixa Geral de Depósitos entretanto aposentado, vai ser o candidato do PS à Junta de Freguesia de Pombal.
É o regresso à política de um pombalense de gema (daqueles que brincaram na Praça Marquês de Pombal e vão sempre às festas de Santo Amaro), depois de várias tentativas goradas de o convencer, por exemplo, a candidatar-se à Câmara.
Para os mais novos - que eventualmente não se recordem - Carlos Lopes já foi vereador da Câmara Municipal, quando secundou Joaquim Guardado na lista socialista das autárquicas de 1997.
É uma boa aposta para o eleitorado da cidade e uma opção interessante. Deverá defrontar nas urnas o actual presidente da Junta, Nascimento Lopes - que o PSD convenceu a continuar na corrida - e mais um ou dois corajosos.

A destruição dos CTT


Vivemos uma época onde muitos comentam mas poucos agem. Uma época onde há cada vez mais quem pense que o exercício de cidadania se esgota num post num like no FB. Por isso não posso deixar de louvar a população de Albergaria dos Doze que tem lutado, corajosamente, contra o fecho da sua estação dos Correios. Os CTT são uma empresa pública com quase 500 anos de história, que presta um serviço exemplar às populações e que, como se não bastasse, dá lucro! Só nos últimos quatro anos o estado arrecadou 438 milhões de euros. Lutar pela manutenção da empresa no sector empresarial do estado é, pois, defender o país. Evitar a destruição deste e doutros serviços de proximidade é pugnar pela coesão nacional.

3 de junho de 2013

Camaradas, pá, já há candidatos da CDU


A tradição dita que o principal partido da oposição se antecipe aos restantes e se apresente ao eleitorado. Mas a tradição já não é o que era, como sabemos desde os tempos da publicidade do J&B. E por isso não é de estranhar o que está a acontecer neste ao esquizofrénico de 2013. Depois do PSD e do CDS, foi a vez da CDU subir ao palco do Teatro-Cine para se apresentar publicamente ao eleitorado. Esta tarde, a surpresa veio de Albergaria dos Doze: Jorge Neves (à esquerda)encabeça a lista à Assembleia Municipal e Fernando Domingues concorre à Câmara.
Todos nos lembramos da paródia que foi a campanha eleitoral de há 4 anos, com um especial contributo dos candidatos da CDU e do BE. A esquerda sempre se viu grega em Pombal para conquistar eleitorado. Nos últimos anos tivemos de tudo, desde o melhor ao pior. Mas também é verdade que para se ser eleito é preciso querer, primeiro que tudo. E isso nem sempre aconteceu em eleições recentes. Num ano em que até a Juventude Comunista renasceu em Pombal, continuamos então à espera que o PS (supostamente o principal partido da oposição) avance, sem medos, com a apresentação pública da candidatura de Adelino Mendes à Câmara, e do feliz contemplado com o lugar de cabeça de lista à Assembleia Municipal.

31 de maio de 2013

Se o meu Cardal falasse

A Assembleia de Freguesia de Pombal fez o que tinha a fazer perante obras que caíram do céu da forma que caíram e quando caíram. Perante a ausência de informação atempada aos comerciantes, perante um projecto de que não se conhece versão definitiva e também perante a falta de informação sobre o enquadramento arqueológico, era inevitável que a Assembleia não se demitisse das suas funções. E por unanimidade condenou a forma como se realizaram as obras. Dando voz à indignação de muita gente.

Aliás, a Assembleia nem foi a primeira. Já o GPS tinha alertado para o arranque das obras, contactando entidades com responsabilidades de fiscalização. E sim, o vereador que se indigna com a indignação esteve na Assembleia em Junho de 2012. Há um ano e a apresentar o projecto. Naturalmente que as informações que prestou se centraram na explicação do mesmo (que está na página do Município). Terá dito que se iam ter em conta as necessidades dos comerciantes, se bem me recordo. Mas isso seria o mínimo, note-se.

No entanto, chegadas as obras, a comunicação aos comerciantes foi em cima da hora e os casos caricatos, em que as obsessões com pormenores do projecto se sobrepuseram à realidade do terreno, naturalmente  surgiu indignação. E o facto de não se aparentar ter cuidado com os vestígios arqueológicos gerou outro foco de indignação. E não entender isto é que chateia.

Portanto, a Assembleia não mentiu e, de forma legítima, e sem ligar a cores (ainda bem), indignou-se por unanimidade. E bem. Afinal, se a Junta de Freguesia é parceira, custaria assim tanto avisá-la do que se pretendia fazer com eventuais vestígios, por exemplo? Ou informar com mais tempo os comerciantes? Isto foi o que indignou os eleitos que representam a Freguesia. Ninguém disse para não fazer ou criticou a obra em si (nisso as opiniões variam). E sobretudo ninguém mentiu. Porque nunca se disse a ninguém, e oportunidades não faltaram antes da Assembleia o que se pensava fazer em determinados cenários. Que, convenhamos, mais parece aparecerem por reacção e não por terem sido planeados. Ao menos isso. 

Em suma, em 20 anos fez-se muita coisa, mas continua a não se perceber como fazer. Quando se fizer as contas ao dinheiro que podia ter sido melhor gasto (contas que penso que se começarão a fazer a partir de Outubro, quando determinadas heranças tiverem que ser renegadas), vai-se perceber isso. Faça-se o necessário e sem desperdiçar.

Desnorte a sul

Em Albergaria reina o desnorte. O fidalgo da terra, sem estratégia (nunca a teve), muda de tática e de papel a cada momento para tentar salvar alguma coisa. Sem sucesso. Foram-se as jóias e agora vão-se, também, os dedos.
Não é o único culpado. Por cá, há outros tão ou mais responsáveis.


29 de maio de 2013

O Auto da Barca do Inferno

Aí está a foto que mão amiga nos fez chegar, sobre a exibição de Rodrigues Marques em plena Assembleia de Freguesia de Albergaria dos Doze. De Conde para Aio, num teatro perto de si.

Pombalíssimo


Duas jovens mostram como se faz. Independentemente do "enquadramento" institucional (e a questão da ETAP enquanto ferramenta estratégica merece um outro post), o que é certo é que havendo ideias e gente disponível para "vender" uma terra e os seus produtos, fica à vista que Pombal tem potencial. Essencialmente humano, porque só esse dinamiza os outros potenciais. E esse potencial humano, pela dificuldade em agarrar cada vez mais gente competente e convencê-los a ficar cá, é a única esperança real para o futuro. Porque dinheiro, no futuro, só virá conseguindo-se criar riqueza. E essa é feita por pessoas e empresas. Não por instituições. Essas têm é de assegurar que não atrapalham.

28 de maio de 2013

Água de merda (II)

Sexta-feira passada fui surpreendido por uma chamada da técnica de controlo da água da CMP que me transmitiu que o presidente estava muito chateado com o meu post “Água de merda” e lhe tinha pedido que me ligasse e convidasse para uma reunião a fim de esclarecer as questões colocadas no post.
Disse-lhe que tinha(mos) todo o interesse em ouvir as explicações e divulgar a informação que considerássemos relevante, mas que, na medida em que o problema da qualidade da água tem uma dimensão técnica mas outra política, gostaríamos que na reunião estivesse, também, um responsável político (presidente, vereador com o pelouro da água, …).
A técnica disse-me que iria transmitir a exigência superiormente e, depois, dar-me-ia uma resposta.

Até este momento, nada. Nem reunião, nem resposta.

De Conde para Aio

Às vezes acontece: efabula-se tanto, que deixa-se de se saber o que se é; o fidalgo de Albergaria pensava que era Conde, mas já só era Aio.
A história conta-se em poucas palavras, certo dia, o fidalgo de Albergaria pôs-se a pensar:
- “Se não tenho oposição e se o condado continua a mirrar, é melhor fazê-lo crescer”.
Como era um homem de ação, logo partiu para a conquista e atirou-se aos condados vizinhos, que há muito vinha cobiçando. Só que, a tática e a estratégia estavam erradas (o homem tinha, entretanto, perdido qualidades), e, em vez de conquistar, foi conquistado.
Desgostoso, o Conde que já só era Aio, lá foi, sexta-feira, de corda ao pescoço, pedir perdão aos seus súbditos.

Ao que um fidalgo chega! 

25 de maio de 2013

O CDS voltou, ou Guardado está o bocado

Depois de Diogo Mateus se ter apresentado publicamente como candidato do PSD, há uma semana, hoje foi a vez de José Guardado (estimado comentador deste blogue) ressuscitar o CDS para a corrida autárquica.
A sede encheu-se não propriamente de jornalistas - era uma conferência de imprensa, afinal - como de uns rapazes novos que prometem animar a campanha e dar luta à JSD (da JS continuamos sem saber se são exageradas as notícias da sua morte); de militantes históricos (como o empresário Adelino Abreu João, que reapareceu para a política) e de dirigentes distritais e nacionais que vieram conhecer Pombal e os correlegionários da estrutura democrata-cristã.
O candidato deixou vários avisos: Há 10% de votos que são do CDS por direito e "têm sido mal usados". Se o PSD "consegue controlar outro partido da oposição...a nós não vai conseguir" (ui...que farpa).
E com isto, ficamos à espera da apresentação da candidatura de Adelino Mendes. E dos outros que hão-de vir. A coisa promete.

24 de maio de 2013

A admirável tampa de esgoto

Consta que até está uma em exposição, à entrada da Câmara. De tão contente que está com o brinquedo novo, o gerência do município mandou colocar umas fotos como esta nas redes sociais. Quando muitos munícipes ainda não têm sequer acesso ao saneamento básico, o esgoto personalizado é outra coisa. Rimos ou choramos?

Comerciantes, porque esperam?


Os comerciantes do centro histórico de Pombal foram apanhados na tempestade perfeita: debilidades estruturais do comércio tradicional, espiral recessiva e, “the last but not the least”, as obras de Santa Engrácia no Largo do Cardal e Centro Histórico. É verdade que pouco podem fazer para contrariar as duas primeiras ameaças à sobrevivência dos negócios, mas a forma como têm aceitado as obras, nomeadamente após sentirem os seus efeitos na caixa registadora, é um verdadeiro Hara-kiri.

Do que esperam para processar a câmara e exigir a correspondente indemnização por prejuízos causados.

22 de maio de 2013

Subsídios (XV)

Em JAN/13, a CMP deliberou, por unanimidade, apoiar a ADERCE, na “comparticipação do custo de 50 exemplares de um livro sobre a referida associação, entregues ao Município, da autoria da Dr.ª Maria Luís Brites”, com um subsídio de 250 €.
Ou seja, a ADERCE pediu uma prenda para dar uma prenda. A câmara (nós) contribuiu: dando a prenda e recebendo a prenda. 

21 de maio de 2013

Obras

Para quê? E porquê? Mas porquê? Não haveria formas menos "exibicionistas" de mandar o estacionamento ali para o lado? Por falar em estacionamento, qual o futuro para o "buraco" debaixo da deserta Praça Marquês de Pombal? Conclusão: o que abunda em obra, falta em estratégia.

20 de maio de 2013

"Retratos do Concelho Charneira": Na Regional


Os resultados da principal equipa de futebol de uma qualquer terra é um bom barómetro do dinamismo da mesma.
Percebi isso, há muito tempo, na longínqua década de 70, do século passado, quando a União de Tomar disputava o campeonato nacional e Tomar tinha um dinamismo socioeconómico invejável e exibia brilho e beleza em tudo o que era espaço público. Nas últimas décadas, a União de Tomar tem-se arrastado pelos regionais e Tomar é uma cidade triste e sem grande vida, continuando, no entanto, a ser bela.
O S. C. Pombal desceu aos regionais. E o concelho para lá caminha.
 

Coerência e disciplina na política?

Na apresentação de candidatos, ouvi elogios a alguém que decidiu dizer, em nome da unidade, que estava disponível para não ser recandidato ao cargo que ocupava de Presidente da Assembleia Municipal. Merecidos.
Mas ninguém disse se o novo candidato foi o mesmo que, no passado, anos antes da aprovação da limitação de mandatos, dizia aos amigos e não só, que se não fosse indicado como candidato à Câmara pelo partido das setas seria candidato independente. Ninguém disse se foi o mesmo que, depois da aprovação da lei de limitações de mandatos e antes de ter a “abertura” do anterior detentor do cargo, teve aproximação a outros cidadãos de um partido mais à direita para aí ser candidato à Presidente da Assembleia Municipal.
Talvez seja o mesmo que afirmava pubicamente que ninguém deveria exercer mais de dois mandatos à frente da Câmara, para evitar vícios, que depois mudou para 3 e que finalmente só a lei o impediu de se candidatar. Não soube sair…
É caso para dizer que o uso e abuso das palavras coerência, disciplina e verdade revelaram uma prática contrária do seu autor…

19 de maio de 2013

Água de merda

Em Pombal, a falta de qualidade da água para consumo humano continua a ser um problema grave. Os últimos resultados, referentes ao último trimestre de 2012 (período em que, pelo efeito das chuvas intensas, deveria ser fácil apresentar valores dentro do exigido pela regulamentação) mostram que, nos sistemas do Casal da Rola/Louriçal, Caxaria/Carriço, Loteamento São Cristóvão/Pombal, Carnide/Pombal e Carrascos/Almagreira consumimos e pagamos água com merda (nas formas de Bactérias coliformes e Escherichia coli).
E o que fez a câmara? Nada. E afirma-o: “não foram tomadas medidas corretivas porque as análises de verificação posteriores não confirmaram o incumprimento”.
Restam duas importantes dúvidas:
A água tinha ou não tinha merda?
As análises são ou não são fidedignas?

17 de maio de 2013

Da série "retratos do concelho charneira" #Mata Mourisca

O Município de Pombal prossegue na senda do progresso e do desenvolvimento do concelho-charneira. Que importa se a emigração deste tempo deixa vazias as aldeias e as vilas, hum? Que importância tem o facto de todos os dias se acentuar a desertificação, hã? É preciso é ter espírito empreendedor. E esse nunca faltou ao presidente dos últimos 20 anos, que tão bem tem sabido dinamizar a economia local. Talvez se explique assim a anunciada construção de mais um Centro Escolar, desta vez na freguesia da Mata Mourisca. O concurso pode ser consultado aqui.
Ah...querem saber quantas crianças há na freguesia? 47 no 1º ciclo e 26 no pré-escolar. Quarenta e sete. Vinte e seis. Mais de um milhão e 300 mil euros.
Se a este juntarmos o quase-pronto Centro Escolar da Ilha (que vai abranger mais umas dezenas de crianças), podemos concluir que nada faltará às freguesias em causa. Só a autonomia que a RATA leva para  Guia ;)

CDS tem candidato


Até o CDS já tem candidato: José Guardado (uma personalidade ativa, profissional e politicamente, que por aqui tem frequentemente aparecido com a propósito).
À esquerda tudo morto. Ou como diz a raposa para as uvas: estão verdes!

15 de maio de 2013

Uma exceção


A GPS é um grande exemplo de associativismo: trabalho profundo, valioso e desinteressado; com uma atitude corajosa, interventiva e sempre critica.
Um belo exemplo. 

Adenda: há, com certeza, outras associações com trabalho meritoso, mas coladas, dependentes ou submissas ao poder.

Da série "retratos do concelho charneira" #Meirinhas

O pavilhão. O pavilhão gimnodesportivo que nos custou mais de dois milhões de euros de vez em quando recebe uns jogos, como aconteceu no domingo passado. Os iniciados do NDAP não podiam receber a JUVE no pavilhão Eduardo Gomes e foram encaminhados para a catedral do desporto municipal.
Nunca mais lá tinha voltado desde a inauguração. Desta vez pude apreciar o palco (será que já foi usado? Por quem? Para quê?) , o equipamento de última geração e as casas de banho onde já cheira a mofo.
Entretanto, no dia anterior, a Câmara viu-se obrigada e deslocar bancadas amovíveis (com cerca de 200 lugares) para o pequeno pavilhão do Louriçal, que é contemporâneo mas não equiparado. Jogou lá o Benfica, em futsal. Aquele povo sempre teve a mania das grandezas...


13 de maio de 2013

O regresso (dos candidatos) aos mercados

A semana promete.
Ao PS resta aprovar oficial e publicamente Adelino Mendes como candidato à Câmara.
O PSD vai ao Jardim Municipal apresentar oficial e publicamente Narciso Mota como candidato à Assembleia Municipal Diogo Mateus como candidato à Câmara.
Bem conversado, fazia-se aí uma lista única e até escusávamos de ir a eleições. Mas por causa disso da democracia e tal, parece que (ainda) não pode ser. Não podendo, Pombal podia inspirar-se no modelo de outros concelhos vizinhos, como Leiria, por exemplo, em que os candidatos mostram algum pudor em assumir identificação partidária. Uma espécie de candidaturas independentes mas pouco.


9 de maio de 2013

CLOSED


O presidente da junta da guia pediu, na última AM, apoio para a luta contra o encerramento da Estação dos Correios daquela vila.
Organizem-se: vai ser preciso muita luta para conseguir manter alguma coisa a funcionar nesta terra de oportunidades perdidas. Por cá, tudo o que é serviço público, instituição pública ou de interesse público está na eminência de encerrar ou vegetar.
O Farpas procurará dar conta das agonias e dos muitos desenlaces que se anunciam. É mais um dos nossos contributos para a história do "concelho charneira".

7 de maio de 2013

TAP de ouro


Recebi hoje um email do Paulo Moreiras que passo a citar. "O espectáculo «A Demanda», uma produção do Teatro Amador de Pombal, arrecadou quatro prémios CALE na sétima edição do CALE-se - Festival Internacional de Teatro.

O júri, constituído por Salvador Santos (Administrador do Teatro Nacional de S. João), Filomena Gigante (Actriz profissional) e Cândido Xavier (Director do CALE-se), deliberou atribuir o prémio «Melhor Espectáculo» ao Teatro Amador de Pombal, pela peça «A Demanda»; o Prémio «Melhor Encenação», a cargo de Rui M. Silva; o Prémio «Melhor Interpretação Masculina», atribuído ao actor Luís Catarro; o Prémio «Melhor Cenografia», sob a responsabilidade de José Silva."

PARABÉNS!

Regresso ao passado

Não me recordo da minha professora primária dos dois primeiros anos, mas recordo-me muito bem do dia em que embarquei em Almezinha, de madrugada, na camioneta da Companhia e Viação de Pombal, com o resto da canalha, para fazer o exame da 4.ª classe, em Pombal.
A noite anterior foi passada em branco. Às seis da manhã, upa! Vestir o fato domingueiro, engolir qualquer coisa à pressa e corda às pernas que se faz tarde e não se pode perder a camioneta. Depois, quase de uma hora para percorrer 15 Km, aos solavancos, primeiro sobre estrada de terra batida e depois por outra de manchas de asfalto.
Da parte da manhã, provas escritas: Ditado, Aritmética, História e Geografia. Da parte da tarde, para quem não tinha reprovado, provas orais.
Era, diziam, o melhor aluno da escola, mas isso de pouco me valeu. A pauta, cheia de reprovações, atribuía-me um “suficiente” que me dava direito a ir à oral. Na oral, só me lembro de me terem perguntado quais eram os cereais que se cultivaram na região centro e de eu só ter respondido o milho (eu que era da aldeia e estava farto de ver o que toda a gente cultivava). Estava, com certeza, bloqueado e os examinadores perceberem-no, e, por isso, perguntaram-me o que é que eu tinha comido ao almoço. Isso, eu sabia (tinha sido o melhor momento do dia) e respondi: frango assado com batatas fritas e arroz (no Verdegaio). Mesmo assim, com esta ajuda, não consegui responder o que eles queriam ouvir: arroz. Condescentemente aprovaram-me com um desprezível “suficiente”.  
Lembro-me como tivesse acontecido ontem, da expressão agressiva do professor Diamantino, para mim e para a minha mãe: “de ti, Adelino, não esperava este resultado, desiludiste-me”.
E a minha mãe, na viagem para casa e ao longo de toda a vida, sempre me atirou à cara que eu tinha feito um mau exame e tinha desiludido o professor Diamantino. Aquele dia foi um dos mais terríveis da minha infância (e a minha infância não foi nada fácil), imaginem o que foi para a maioria dos meus colegas que tiveram que suportar a vergonha do "chumbo", para alguns deles, repetida. Sim, alguns passavam por aquele calvário duas, três, quatro vezes, até poderem abandonar a escola aos catorze anos, sem a 4.ª classe (um alívio para eles e para a família).  
Hoje, o meu garoto disse-me que não tinha aulas porque os putos da primária iam fazer as provas da 4.ª classe à escola dele. Estamos a regressar ao passado, à vida a preto e branco, à inventariação simplita de bons e maus.
Como bem dizia o Professor Rui A. Santiago, os "Exames da 4ª classe só podem ser bons para os psiquiatras”. Eu salvei-me: do “chumbo” e do psiquiatra.
Não havia necessidade, mas a cegueira ideologia obriga!

6 de maio de 2013

O mundo ao contrário deve ser isto

1.O Primeiro-Ministro é um rapaz do meu tempo e vai à TV anunciar mais desgraça. Era suposto que tivesse ao menos vergonha na própria cara e poupasse o povo das suas aparições públicas, nos dias seguintes. Ao contrário, no dia seguinte vem a Pombal comer camarões e fazer uma festança no Expocentro, porque o PSD ainda acha que há razões para festejar.

2. No mesmo dia (sábado), a Câmara organiza a Milha Urbana, prova de atletismo que podia e devia ser uma festa da modalidade dentro da cidade, chamando atletas e público. Ao contrário, a autarquia parece ter entrado num registo de actividade privada, primando pela falta de divulgação, como se quisesse esconder o que faz. Resultado: o povo anda pela cidade, porque está bom tempo, e pergunta insistentemente o que é que se passa ali, na avenida. Nem eles sabem, se calhar.

3. A Feira do Livro arranca no domingo, outra vez em modo sombra do que foi, noutro tempo. Um evento que se agenda para Maio deveria, supostamente, viver da rua (foi assim que nasceu, primeiro no jardim municipal e mais tarde do excelente recinto da Biblioteca). Ao contrário, enfia-se tudo dentro de uma tenda de lona e arranja-se ali um cantinho para as actuações, entre a Biblioteca e a tenda, que já agora serve de passagem também. O público é presenteado na abertura com um belíssimo espectáculo infantil da companhia Peripécia*; pais e filhos saem do interior da Biblioteca e até podem ficar ali o resto da tarde entre a música e os livros. Ao contrário, chega o séquito presidencial, interrompe-se a actuação dos músicos, que decorre à entrada da feira, para um discurso do presidente: não sei quê de cultura e educação e mais o dia da mãe e o negócio dos livros.

*O espectáculo Cores lotou o auditório municipal. Era tão fácil fazer mexer a cidade, enquanto ainda tem gente.

5 de maio de 2013

Leiria e a RATA

Li a notícia no Região de Leiria em http://www.regiaodeleiria.pt/blog/2013/05/03/camara-de-leiria-da-apoio-de-35-mil-euros-a-freguesias-para-impugnar-agregacoes/: Câmara de Leiria dá €3.500, a cada uma das 10 freguesias que pretendem impugnar a agregação de freguesias.
Informei-me melhor e fiquei a saber que não são só €3.500,00 para cada freguesia porque, afinal, cada uma das 10 freguesias irá gastar ainda mais €1.500,00 do seu próprio orçamento, e que estes gastos são só para uma 1ª fase. Ou seja, numa 1ª fase serão gastos €50.000,00, depois mais serão.
Tendo todas as Juntas recorrido ao mesmo gabinete de advogados, o qual patrocina a Câmara de Leiria, justificou-se o Presidente dizendo que foi escolha das Juntas e mera coincidência, mentindo descaradamente como se os cidadãos fossem estúpidos…
A desonestidade da argumentação, leva-o mesmo a dizer, para ser comunicado ao público, que a oposição, ao votar contra, está contra as populações. Argumentação miserável de quem se serve dos impostos dos contribuintes para fazer demagogia de caça ao voto. Se tivesse de pagar do bolso dele não andava a brincar ao poder…
E cá por Pombal, quanto custaram as providências cautelares e qual a entidade que disponibilizou o dinheiro dos nossos impostos? Eu quero saber, eu pago impostos…

3 de maio de 2013

PS



Aqui jaz, em silêncio, quem foi grande, distinto e protagonizou a época de maior crescimento do concelho.
Que descanse em paz…

2 de maio de 2013

Ainda a RATA (IV)

Caro presidente da câmara e caros presidentes das juntas de freguesias;

Admitindo que estão mesmo preocupados com a extinção das nossas históricas freguesias e esgotada a via judicial, venho por este meio apresentar-vos os meus prestimosos serviços para desfazer a RATA.
Desde já vos garanto que a minha solução é simples, barata e de eficácia, praticamente, garantida.
Não sei porque esperam!

PS: Orçamento: 10% dos custos com as (inúteis) providências cautelares.


1 de maio de 2013

REJEITADA

A providência cautelar instaurada pelas freguesias agregadas ou pelo Município de Pombal foi liminarmente indeferida (rejeitada). Não conhecemos os fundamentos, mas supomos que sejam idênticos ou iguais aos que constam do Acórdão do S.T.A., relativo a outra providência doutra freguesia e que pode se consultado em http://www.dgsi.pt/jsta.nsf/35fbbbf22e1bb1e680256f8e003ea931/6802c068214a6dd780257b4f0031db83?OpenDocument
O presidente da Câmara e alguns autarcas decidiram instaurar providências cautelares, sem fundamento, só porque anunciaram publicamente tal intenção. Incumbiram o(s) grupo(s) de juristas pagos com avenças pela Câmara Municipal de Pombal, ou seja, pagos pelos contribuintes, ou melhor, pagos pelo estado para “pôr” o estado em Tribunal. Incoerentemente e irresponsavelmente, deduziram lide temerária, pois sabiam que não havia fundamento legal e já conheciam a jurisprudência do S.T.A. em casos iguais. Andaram a brincar ao poder e esbanjar o nosso dinheiro com manobras e diversão, o que certamente não fariam se tivessem de pagar do seu bolso as despesas processuais…
No período de preparação da lei da reforma autárquica, e apesar das várias “sessões de esclarecimento” sobre os objetivos, os autarcas nada fizeram: não estudaram soluções nem elaboraram propostas. No período fixado pela lei para apresentação de propostas, os autarcas, mais uma vez, nada fizeram pela reforma e optaram pelo boicote e pelo absentismo.
Com Narciso Mota a liderar, Rodrigues Marques a coadjuvar, Adelino Mendes a manipular e outros a reivindicarem uma fatia do protagonismo, formou-se um grupo do reviralho, com manifestações ao som da internacional socialista, contestação ao governo da república, propostas de cortes de estradas, de boicote de eleições, de providências cautelares, etc…
A irresponsabilidade e o absentismo dos autarcas, deixou-os fora da escolha das soluções que poderiam ter sido encontradas…
Agora vieram as providências cautelares. Veio também uma coisa estranha e miserável: o membro da Junta de Freguesia do Louriçal, única Junta socialista e que esteve a favor da agregação, apresentou na Assembleia Municipal uma proposta de revogação da Lei.
Brincam ao poder com o dinheiro dos contribuinte. Um bom título para uma reportagem do "Pombal Jornal"...